A FOLHA PERGUNTOU: “É HOSTIL AO CRISTIANISMO A DECISÃO DA CORTE EUROPEIA QUE CONDENOU CRUCIFIXO EM ESCOLAS ITALIANAS?”

[* mais um bom texto do Vinícius L. Ferreira]
Eu respondo: SIM, é óbvio.
Até porque a pergunta parece ter sido mal formulada. Se perguntassem se a retirada dos crucifixos foi vantajosa para o tal “Estado laico”, ou para a política da liberdade religiosa, ou para os ateus e protestantes que crescem em número e voracidade de atitudes em nossos dias, aí poderia se pensar na resposta. Mas para o verdadeiro cristianismo, que há quase dois milênios está presente na Europa – principalmente na Itália -, a retirada do seu símbolo maior, de qualquer ambiente que seja, é hostil. Incrivelmente hostil. Qual cristão católico não se sentirá ofendido a não ver mais na parede a imagem de seu Salvador?
Questão parecida com esta surgiu aqui no Brasil, referente às imagens que ornamentavam as instituições públicas, como tribunais. E – sabiamente – foi decidido que cabe aos funcionários do próprio local a decisão de se a imagem permanecerá lá ou não. A sentença foi uma maneira de se respeitar uma CULTURA que está presente no país desde o primeiro passo de um branco nestas terras. Imaginem na Itália, então? País escolhido pelo sucessor do próprio Cristo para fundar a Igreja do Senhor. O mais engraçado é que a decisão foi tomada pela Corte Europeia – que não tem juízes italianos. Fico imaginando se o MERCOSUL avançasse ao ponto de se igualar aos moldes da União Europeia. Imaginem: uma questão brasileira, sendo decidida por uma Corte Sulamericana, onde só estariam juízes paraguaios, argentinos, etc.
A questão que realmente me preocupa nesta história é como os agnósticos, ateus e protestantes estão lutando com unhas e dentes contra os símbolos católicos. No mínimo, é uma visão egoísta e parcial. Observam-se os símbolos como se eles forçassem alguém a ser cristão, a se curvar perante o sofrimento do Cristo. Esses grupos radicais se esquecem da herança histórica que existe nestas imagens, sejam elas esculturas, pinturas, etc. Se é para apagar o passado, vamos ter de derrubar todas as arquiteturas antigas presentes em tantas cidades, já que elas também lembrariam um suposto período “de trevas” da história da humanidade, e seriam uma afronta à tecnologia e eficácia dos nossos prédios pós-modernos.
Quanto à escola, duvido que algum professor utilizava o exemplo daquele crucifixo pendurado para alguma de suas aulas. E duvido que as crianças não-católicas se sentissem ofendidas com a presença da imagem de nosso Senhor ali. E se algumas delas perguntassem o que era aquilo – já que seus pais relutavam em não ensiná-las, para que elas crescessem, sei lá, mais livres, leves e soltas, mais humanizadas – também estavam no seu direito infantil, direito ao conhecimento.
Não vendo como a imagem de Cristo pode ofender alguém, a não ser que exista sob a mente destas pessoas um incrível preconceito, percebo que a retirada à força de símbolos cristãos de onde eles estão há tantos anos, é hostil não para só quem crê neles, mas para a humanidade como um todo, e sua história.
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LITURGIA
XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)

Leituras: 1 Reis 17, 10-16 / Sl 145, 7-10 / Heb 9, 24-28 / Mc 12, 38-44
“Ó minha alma, louva o Senhor.” (Sl 145)
I.- A Liturgia de hoje nos fala do Culto que agrada a Deus. Não são as celebrações grandiosas e solenes, mas a atitude permanente de entrega a Deus e aos irmãos. As Leituras bíblicas mostram o espírito com que fazemos as nossas OFERTAS
II.- Na 1a Leitura, temos o Exemplo da viúva de Sarepta. O povo vivia numa época difícil de seca e fome. O Profeta Elias chega à cidade de Sarepta, morto de fome e sede... Encontra uma viúva a quem lhe pede água e pão. Ela dispunha apenas de um punhado de farinha e um pouco de azeite. Ela oferece tudo o que tem e Deus abençoa a sua generosidade: proporciona alimento, para ela e para o filho, durante todo o tempo da seca. * Deus não abandona quem dá com alegria. A generosidade, a partilha e a solidariedade não empobrecem, pelo contrário, são geradoras de vida.
III.- A 2ª Leitura nos apresenta o Exemplo de Cristo, o Sumo Sacerdote, que se doa inteiramente pela salvação da Humanidade.
IV.- No Evangelho, vemos o Exemplo de outra viúva. Jesus senta-se perto da caixa de esmolas no templo e observa: De um lado, uma pobre viúva, oferece discretamente duas moedinhas; Do outro, gente importante dá solenemente grandes quantias... Jesus censura o gesto dos fariseus e louva a GENEROSIDADE da viúva. A oferta da viúva era pequena, mas era tudo o que ela tinha.
V.- Deus não calcula a quantia que damos, mas o amor com que damos. Duas viúvas são o centro da Liturgia de hoje: a hospitalidade da primeira é compensada pelo milagre de Elias e a humilde generosidade da segunda merece de Jesus um grande elogio. O verdadeiro cristão aceita sair do seu egoísmo e da sua auto-suficiência e coloca a totalidade de sua existência nas mãos de Deus.
SOBRE O DÍZIMO – A Igreja retomou o Dízimo, como um dos PRECEITOS, que os nossos católicos esquecem com muita facilidade. O costume do dízimo foi introduzido por Deus. No Livro de Malaquias, Deus se queixa de quem o “enganava”, por não pagar “integralmente”... (Cf Ml 3,6-10). Será que ainda hoje há gente, que continua enganando? QUANTO se deve dar? Deus não nos dá uma taxa fixa. Deixa a critério de nossa generosidade. Entre os Antigos, dava-se o Dízimo (10%), atualmente muitos cristãos dão o Centésimo (1%) da renda familiar, outros o correspondente a um dia de trabalho por mês. Deve ser uma verdadeira oferta, não apenas uma esmola insignificante... No Evangelho, vimos muitos ricos colocando grandes quantidades, e a única pessoa que impressionou a Cristo foi a pobre viúva, que não pôs muito, mas deu tudo o que tinha, e com alegria. Dízimo não é doação apenas de dinheiro. Podemos dar também o nosso tempo, em favor da comunidade. Tudo pode ser feito com gestos muito simples, como o da viúva. Como partilhamos aquilo que somos e temos? Se a lei foi esquecida, o certo não é continuar assim. A Escritura nos garante: "Deus ama a quem dá com alegria". (2Cor 9,7) [Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa]
“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”
Padre Sandro Rogério dos Santos
Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi
Acesse o Blog “Tudo tem seu tempo” http://sandrogerio.zip.net
CIDADÃOS DO CÉU
Com santa insistência e ousada persistência, avancemos pelos caminhos do mundo semeando a boa nova do Reino e zelando pelos arbustos de vida que nestes mesmos caminhos brotaram da semeadura que fizeram nossos antepassados.
Alegremo-nos pela consecução da tarefa missionária. Alegremo-nos pelo Espírito que nos impele a testemunhar o Senhor Jesus – nome a ser adorado no céu, na terra e abaixo da terra.
Maior alegria havemos de ter pela palavra do apóstolo São Paulo aos Filipenses: “Nós somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a si toda criatura.” [Filipenses 3, 21s]
Amados, amemo-nos uns aos outros. Alimentemo-nos do Pão Vivo descido do céu, pois se de lá viemos e para lá voltaremos, só este pão tem poder de conceder-nos a vida... verdadeira, nova e eterna.
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O MENINO E A TRAIÇÃO
O religioso gritava na rua: “não somos todos filhos do mesmo Pai Eterno? E se é assim, por que traímos nosso irmão?”. Um garoto que assistia, perguntou ao pai: - “o que é trair?”. - “É enganar o seu companheiro para conseguir determinada vantagem”, explicou o pai. - “E por que traímos nosso companheiro?”. - “Porque, no passado, alguém começou isto. Desde então, ninguém soube como parar a roda: estamos sempre traindo ou sendo traídos”. - “Então não trairei ninguém”, disse o garoto. E assim fez. Cresceu, apanhou muito da vida, mas manteve sua promessa. Seus filhos sofreram menos e apanharam menos. Seus netos nada sofreram.
Essa história nos faz pensar tantas coisas! Dela brotam algumas perguntas, como: - quando ousaremos fazer a diferença? - quando baixaremos as nossas armas em vista de favorecer o entendimento? - até quando continuaremos a ser “elo” na cadeia do vício e da maldade? A história também nos reforça uma certeza. A de que o outro não nos pode fazer melhor nem pior se nós mesmos não quisermos. Neste dia, desejemos romper a cadeia do mal. E desejemos que todos façam a mesma coisa.
O rompimento com a cadeia do mal é uma eficiente forma de anunciar o tempo da graça. E como o anúncio não é tarefa secundária, mas primordial da nossa condição de batizados, anunciemos com a vida um novo tempo favorável, de salvação, de virtude e prêmio.
Que a leitura destas páginas de Anúncio lhe faça muito bem ao informar, formar e ajudar na caminhada de fé na comunidade cristã. É na comunidade reunida em nome de Jesus que Ele se manifesta e está sempre pronto a atender às suas necessidades (cf. Mt 18,19-20). O ano litúrgico se encerra. Novo ano se aproxima. Será sempre preciso “partir de Cristo” para encontrarmo-nos com os irmãos. Que nenhum de nós vá ao encontro de outro sem levar o Cristo que antes foi contemplado na intimidade do coração e experimentado na oração.
Que o menino ansiado no advento nos faça entender e viver o que é ser “sinal de contradição”. Fiéis a Deus, não ao mundo. Não vivendo na crista da onda, mas sempre na Onda de Cristo.
Pela vida, sempre!
Padre Sandro Rogério dos Santos
Adm. Paróquia São Miguel Arcanjo - Piquerobi
Blog http://sandrogerio.zip.net
[texto originalmente publicado em 1ª Leitura Jornal Anúncio – Diocese Presidente Prudente, novembro, 2009]
PADRE BOM É PADRE MORTO
Autor: Dom Redovino Rizzardo
No dia 8 de outubro, dei-me ao luxo de ler algumas apreciações relacionadas com uma notícia difundida pelo provedor “Terra”, sob o título: «Ex-padre é condenado a 10 anos por pedofilia em Minas Gerais». O artigo era acompanhado por uma centena de comentários. Comecei a ler alguns deles. Precisei parar logo, tamanha era a repulsão que demonstravam pela Igreja Católica. Cito apenas os primeiros: «Padre bom é padre morto!». «O lugar desses padres pedófilos é no inferno!». «Infelizmente, a Igreja Católica tem sido leniente ao tratar do problema da pedofilia. Não trata, esconde. Não adianta esperar que a solução venha do Vaticano».
Houve também quem julgou descobrir a solução do problema: «É por isso que os padres precisam casar. Todos têm carne fraca para o pecado. Não é porque é padre que pode achar que não peca. E, quando peca, faz essas coisas horríveis». Nem faltou o recado do filósofo ateu: «Toda experiência religiosa é prejudicial ao ser humano».
Além de trazer nome e sobrenome do sacerdote mineiro, a notícia descia a pormenores capazes de levar leitores menos avisados a pensar que o único lugar adequado para os padres e a Igreja Católica seria um presídio de segurança máxima...
Uma semana após, no dia 14, um site de Campo Grande trazia uma notícia bastante semelhante. Contudo, a apresentação do fato feita pelo jornalista era muito diferente: «Um pastor evangélico de 47 anos, que está sendo acusado de pedofilia, se afastou da função ontem à noite. A denominação religiosa não está sendo divulgada, para não denegrir a imagem da instituição. O nome do pastor, acusado de pedofilia, não foi divulgado porque as investigações ainda estão em curso».
A dúvida de quem toma conhecimento da forma como foram tornados públicos os fatos de Belo Horizonte e de Campo Grande é sobre a imparcialidade de certos órgãos de comunicação. A impressão que se tem é de dois pesos e duas medidas: para os padres, insultos e condenação; para os pastores, respeito e consideração. Mas, o acontecido se presta também para outra leitura: um jornalismo sadio e independente não faz acusações sem ter provas precisas e concretas. Não são as poucas as pessoas que foram condenadas pela imprensa e absolvidas pela justiça!
Penso de não me colocar acima do comum dos mortais ao afirmar que conheço bastante as limitações e fraquezas que envolvem a vida dos presbíteros, pois sou um deles há mais de 40 anos. Elas me fazem lembrar o comentário feito pelo autor da Carta aos Hebreus, ainda nos primeiros anos de existência da Igreja: «Escolhido entre os homens, o sacerdote é constituído para o bem dos homens nas coisas que se referem a Deus. Sua função é oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. Desse modo, ele é capaz de ter compaixão por aqueles que ignoram e erram, porque também ele está cercado de fraqueza. Por causa disso, precisa oferecer sacrifícios, tanto pelos próprios pecados, como pelos pecados do povo» (Hb 5,1-3).
Apesar das quedas de alguns sacerdotes – quedas que são logo difundidas aos quatro cantos do mundo – , posso garantir que a quase totalidade dos padres que conheci em minha vida – que não é tão curta – luta para manter viva sua fidelidade à vocação. Como São Paulo, eles também, não poucas vezes, são pungidos por “um espinho na carne” (2Cor 12,7). Apesar disso, pela missão que assumiram, precisam consolar, mesmo quando passam pela desolação; prestar socorro, mesmo quando sentem falta de uma mão amiga; orientar, mesmo quando se sentem inseguros; amar, mesmo quando não são amados...
O que acontece é que o padre é um homem público, alguém em quem o povo cristão quer confiar e se espelhar. Mas, não sendo um extraterrestre ou um ser assexuado, está inclinado ao pecado como qualquer outra pessoa. Há padres pedófilos, assim como há também médicos, fazendeiros, juízes, militares, professores e até “honrados” pais de família, como provam os inúmeros processos em andamento no Pará. Mas será preciso ir até lá? Uma coisa é certa: o mesmo Jesus que disse: «É inevitável que aconteçam escândalos, mas ai de quem os provoca! Seria melhor que lhe encaixassem no pescoço uma pedra de moinho e o atirassem ao mar, antes de escandalizar a um pequeno!» (Lc 17,1-2), também acrescentou: «Por que reparas no cisco do olho do teu irmão, e não reparas na trave que tens no teu? Hipócrita: tira, primeiro, a trave do teu olho e, depois, poderás tirar o cisco do olho de teu irmão!» (Lc 6,41-42).
O BOM USO DAS RIQUEZAS
[comentário ao evangelho de Lucas 16,1-8]
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Ó Jesus! Bem sei, o amor só com amor se paga. Por isso procurei e encontrei a maneira de aliviar o meu coração dando-te Amor por Amor. – “Utilizai as riquezas que pervertem para arranjardes amigos que vos recebam nas moradas eternas” (Lc16, 9). Eis, Senhor, o conselho que dás aos Teus discípulos depois de lhes teres dito que “os filhos das trevas são mais hábeis nos seus negócios que os filhos da luz”. Filha da luz, compreendi que os meus desejos de ser tudo, de abraçar todas as vocações, eram riquezas que me poderiam perverter. Por isso servi-me delas para arranjar amigos. [...]
Lembrando-me da petição de Eliseu ao seu pai Elias quando ousou pedir-lhe “o seu duplo espírito” (2Rs 2, 9), apresentei-me diante dos Anjos e dos Santos, e disse-lhes: “Sou a mais pequena das criaturas; conheço a minha miséria e a minha fraqueza; mas sei também quanto os corações nobres e generosos gostam de fazer bem. Suplico-vos, portanto, ó bem-aventurados habitantes do Céu! Suplico-vos que me adoteis como filha. Só para vós será a glória que me fizerdes alcançar; mas dignai-vos atender a minha prece. É temerária, bem sei: contudo, ouso pedir-vos que me obtenhais o vosso duplo Amor”.
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SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS
(1873-1897), carmelita, Doutora da Igreja
Manuscrito autobiográfico B, 4v°
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ESCOLAS EUROPEIAS SEM CRUCIFIXOS E COM ABÓBORAS DE HALLOWEEN
O secretário de Estado comenta a sentença do tribunal europeu
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Nas escolas europeias, proíbem os crucifixos, mas promovem as abóboras de Halloween, constata o secretário de Estado de Bento XVI, comentando com ironia a sentença do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que exige a retirada do símbolo cristão das salas de aula. “Esta Europa do terceiro milênio só nos deixa as abóboras das festas repetidamente celebradas e nos tira os símbolos mais queridos”, afirma o cardeal Tarcísio Bertone, SDB, em um comentário recolhido pela edição de 5 de novembro do L’Osservatore Romano.
“Trata-se verdadeiramente de uma perda. Temos de procurar, com todas as forças, conservar os sinais da nossa fé, para quem crê e para quem não crê”, assegura o purpurado italiano. Após manifestar seu apreço pela iniciativa do governo italiano de entrar com um recurso contra a decisão dos juízes europeus, o purpurado recordou que o crucifixo é “símbolo de amor universal, não de exclusão; é sinal de acolhida”. “Eu me pergunto se esta sentença é um sinal razoável ou não”, concluiu.
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CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 4 de novembro de 2009 (ZENIT.org)
“NINGUÉM SEGURA ESSA JUVENTUDE DO BRASIL”
[Vinicius Lauriano Ferreira]
Pra quem não reconheceu a citação do título, ela faz parte da música "Eu te amo, meu Brasil", composta e executada pela dupla Dom & Ravel, utilizada pelo governo militar brasileiro como pano de fundo das propagandas políticas. Depois de "Bota o retrato do velho" na era Vargas, Dom & Ravel na ditadura, hoje novamente temos um Presidente da República chegado nas musiquinhas. E como nos anos de chumbo, um Presidente que gosta de utilizar em sua propaganda de governo uma figura ímpar: o jovem. Aquele: sorridente, prestativo, inteligente, crítico e desejoso de uma sociedade melhor.
O assunto que quero chegar é o daqueles estudantes que se comportaram pior que macacos na tal UNIBAN em São Paulo, por causa de uma moça que estava com o vestido um pouco mais curto que o habitual. Na verdade esta primeira parte já não compreendi bem: é tão normal vermos roupa curta por aí que para gerar aquela reação o vestido devia ser um cinto, no mínimo. Eu sei que é um assunto já antigo, mas tive que refletir um tempo para escrever sobre ele.
E o que me motivou a escrever? O fato de ser semelhante àquela "macacada" - peço perdão aos macacos pela analogia - que transformou aquela Faculdade numa algazarra. Como eles, sou jovem. Sou "universitário". Pertenço basicamente à mesma classe social. E, acreditem se quiser, nada daquilo pra mim foi extrema novidade. Quem convive comigo sabe que chamo meus colegas aqui frequentemente de símios. A juventude de hoje - não sei se as passadas eram diferentes, pois só convivo com a minha - é assim: apegada aos sentimentos, certa de que não haverá consequências de seus atos. Talvez pois se sentir protegidas pelos pais, ou pela sociedade ineficiente.
A minha juventude, que surgiu no novo milênio, não tem valores. Não tem regras. Seguem apenas às suas vontades e abominam os "velhos" que tentam dar lição de moral. Infelizmente, não me espanto com o comportamento dos colegas da UNIBAN. Me assusto quando vejo propagandas que santificam e supervalorizam a capacidade da juventude. Os jovens de hoje vivem num Woodstock piorado: as drogas ficaram, as ideias se foram. Cabem àqueles, que conseguem ver esse cenário, gritar aos ventos que algo está errado, mesmo que sofram os preconceitos daqueles que se acham corretos.
NÃO TENHAIS MEDO DE SER SANTOS
Por ocasião da festa de Todos os Santos, Bento XVI recordou o chamado de todo ser humano à santidade. “Sem complexos nem mediocridades, segui com alegria as pegadas de Cristo, fazendo-vos conformes a sua imagem e sendo obedientes em tudo à vontade do Pai”, disse. “Não tenhais medo de ser santos!”, exclamou em sua saudação aos peregrinos de língua espanhola, ao finalizar a oração do Ângelus. “É o melhor serviço que podeis prestar a vossos irmãos... Que bela e consoladora é a comunhão dos santos! É uma realidade que infunde uma dimensão especial a toda nossa vida”. “Nunca estamos sozinhos – destacou. Formamos parte de uma “companhia” espiritual na qual reina uma profunda solidariedade: o bem de cada um é para benefício de todos e, vice-versa, a felicidade comum se irradia em cada um”.
“aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola...”
(Prefácio dos fiéis defuntos)
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LITURGIA
SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS

Leituras: Apocalipse 7,2-4.9-14; Salmo 23; 1João 3,1-3; Mateus 5,1-12ª
“A COMUNHÃO DOS SANTOS”
I.- Atualmente pouco se ouve falar na "comunhão dos santos". Além disso, muitos fiéis talvez tenham uma idéia muito restrita a respeito de quem são os santos... Nas suas cartas, Paulo chama os fiéis em geral de "santos". Todos os que pertencem a Cristo e seu Reino constituem uma comunidade viva e real, a "Comunhão dos Santos".
II.- As bem-aventuranças (evangelho) proclamam a chegada do Reino de Deus e, por isso, a boa ventura daqueles que "combinam com ele". Assim, caracterizam a comunidade dos "santos", os "filhos do Reino", e proclamando a sua felicidade e salvação. Jesus felicita os "pobres de Deus", os que confiam mais em Deus do que na prepotência, os que produzem paz, os que vêem o mundo com a clareza de um coração puro etc. Sobretudo os que sofrem por causa do Reino, pois sua recompensa é a comunhão no "céu", isto é, em Deus. Dedicando sua vida à causa de Deus, eles "são dele".
III.- É o que diz S. João (2ª leitura): já somos filhos de Deus, e nem imaginamos o que seremos! Mas uma coisa sabemos: seremos semelhantes a ele, realizaremos a vocação de nossa criação (Gn 1,26). O amor de Deus tomará totalmente conta de nosso ser, ao ponto de nos tornar iguais a ele.
IV.- A santidade não é o destino de uns poucos, mas de uma imensa multidão (1ª leitura): todos aqueles que, de alguma maneira, até sem o saber, aderiram e aderirão à causa de Cristo e do Reino: a comunhão ou comunidade dos santos. Ser santo significa ser de Deus. Não é preciso ser anjo para isso. Santidade não é angelismo. Significa um cristianismo libertado e esperançoso, acolhedor para com todos os que "procuram Deus com um coração sincero" (Oração Eucarística IV). Mas significa também um cristianismo exigente.
V.- Devemos viver mais expressamente a santidade de nossas comunidades (a nossa pertença a Deus e a Jesus), por uma prática da caridade digna dos santos e por uma vida espiritual sólida e permanente. Sobretudo: santidade não é beatice, não é medo de viver. É uma atitude dinâmica, uma busca de pertencer mais a Deus e assemelhar-se sempre mais a Cristo. Não exige boa aparência! Desprezar os pobres é desprezar os santos! Mas exige disponibilidade para se deixar atrair por Cristo e entrar na solidariedade dos fiéis de todos os tempos, santificados e unidos por ele. [“Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes]
“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”
Padre Sandro Rogério dos Santos
Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi
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IGREJA VOLTA SEU OLHAR PARA A AMAZÔNIA

Dom Sérgio Castriani, natural de Regente Feijó, é bispo da Prelazia de Tefé (AM) e o bispo responsável na CNBB pela dimensão missionária da Igreja no Brasil. Ele concedeu entrevista por ocasião do Mês Missionário, na qual ressaltou a Semana Missionária para a Igreja Católica na Amazônia (a ser realizada em todas as Diocese e Paróquias do Brasil) entre os dias 25 a 31 de outubro. Não será diferente em nossa Diocese cujos assessores, padres Everton Aparecido e Sanderson Vergara, se programaram e motivaram as comunidades para encontros formativos e celebrativos. A seguir, um trecho da entrevista de dom Sérgio.
Quais ainda são os maiores desafios missionários na Igreja no Brasil?
D. Sérgio: É difícil listar prioridades. Mas o objetivo geral da ação evangelizadora faz opções e aponta linhas de ação.
Primeiro a restauração da dignidade humana em todos os níveis e lugares. Trata se de fazer chegar a Boa Nova a todas as pessoas e à pessoa toda. Numa sociedade terrivelmente injusta e excludente, o missionário e as instituições missionárias, isto é, toda a Igreja, devem mergulhar no tecido humano, a exemplo de Jesus, que se torna carne e habita entre nós. É na Pastoral Carcerária, na Pastoral do Menor, na Pastoral dos Migrantes, no mundo dos dependentes químicos, nas famílias desestruturadas, nas moradias indignas deste nome etc. que a Missão tem lugar, quando o missionário anuncia e mostra outros caminhos.
Segundo, é preciso construir e reforçar comunidades vivas e atuantes. As pequenas comunidades, as comunidades de vida e, sobretudo, as Comunidades Eclesiais de Base, serão o lugar da vivência da vida nova em Cristo. A Missão nasce da comunidade e gera comunidade. Em terceiro lugar, o mundo precisa ser evangelizado. Junto com outras instituições e grupos, participamos da construção de um mundo melhor. Na transformação política e social está um grande desafio para a Missão.
Todos estes aspectos são enfrentados no serviço, no testemunho e no anúncio. Mas não nos podemos fechar em nós mesmos. Outros povos, outras culturas, outras nações esperam por nós e pedem nossa solidariedade. A Missão além fronteiras fará nos amadurecer e sermos, de fato, Igreja de Jesus chamada a anunciá lo a todas as nações.
Sua mensagem final para o Mês das Missões.
D. Sérgio: Não percamos este tempo de graça que nos é concedido cada ano. Abramos o coração. A vida acontece, quando a doamos. Não sejamos mesquinhos, mas tenhamos um coração grande, do tamanho do mundo. Aja lá onde estiver. Se for professor, na escola, com seus alunos e colegas; se estiver num hospital, com os colegas e com os doentes; em uma fábrica, com os companheiros, no sindicato; na rua; no comércio. Fale das Missões, distribua o material, peça ajuda, leve um cofrinho.
Cada um de nós recebeu do Senhor a tarefa de evangelizar. A Missão realiza nos, a missão torna nos discípulos. Vamos conhecer mais o Mês das Missões, seus subsídios, seu cartaz, suas orações. Procuremos nos informar sobre a vida e a ação da Igreja missionária contada na imprensa missionária. Assinemos uma revista missionária. Vamos trazer a Missão e os missionários para dentro de nossas casas, de nossas conversas, de nossas celebrações. O compromisso missionário virá por si mesmo, pois ele é fruto da ação do Espírito Santo na Igreja e em nossos corações.
QUANDO SE AMA APAIXONADAMENTE
[com Frei Almir Ribeiro Guimarães,OFM]
A paixão é cega e cega os que se deixam dominar por ela. Temos, até certo ponto, medo dos apaixonados. Nem sempre as ditas pessoas apaixonadas dão provas de um certo equilíbrio. Há mesmo muitos crimes passionais. Com muita facilidade se pode passar do amor paixão ao ódio visceral. O amor-paixão pode ser perigoso. Pode destruir e não construir.
E, no entanto, não pode haver amor morno para Cristo e para o Evangelho. Há uma palavra dura do Apocalipse que sempre nos questiona. A testemunha fiel, o Amém, assim se dirige ao anjo da Igreja de Laodicéia: “Conheço as tuas obras. Oxalá, fosses frio ou quente. Mas porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca” (Ap 3,14-15). Nos últimos tempos temos ouvido e lido muito a respeito da expressão “ardor”, “novo ardor”. Quem fala em ardor pensa naquilo que queima, que é quente. Não podemos elogiar um cristão frio, indiferente, rotineiro, “fazedor de rezas e de tarefas”.
* Temos que prestar atenção para que nosso amor não seja paixão cega. De outro lado, o que seria um amor por Cristo sem um apaixonado e apaixonante testemunho? Há os que amam Cristo fria e cerebralmente. Há outros que o amam zelosa e apaixonadamente.
* O nosso tempo fala muito de amor e, no entanto, dá mostras de que cada vez mais sabe amar menos. Em nossos lábios há canções e ditos que pouco expressam os conteúdos de noss’alma. Esta, anda muito ocupada em despistar-se dos compromissos consigo e com outros. Vai ao sabor das ventanias e de suas ilusões. Até quando?
* A alma apaixonada por Cristo e por sua Igreja precisa gastar-se sem medo pelo amor que a consome para que a vida aconteça, para que refulja em toda a parte o valor e a intensidade de Deus, que é amor!
* Ó minh’alma, retorna a tua paz, como criança bem tranquila no regaço acolhedor de sua mãe. Anele por Deus, não descuides dos irmãos. Anseie pela vida, mas não pratiques a morte.
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“Quando desistirmos de ser deuses poderemos ser plenamente humanos, o que ainda não sabemos o que é mas que intuímos desde sempre”.
[Rose Marie Muraro]
“Os avanços tecnológicos e o futuro da humanidade: querendo ser Deus?”
HISTÓRIAS DO DIA A DIA
Ruy Castro
RIO DE JANEIRO - No fim de semana, Bruno, carioca, classe média, músico, 26 anos, sob o efeito de crack, álcool e remédios de tarja preta, estrangulou e matou sua namorada, Bárbara, 18. Em seguida, foi dormir, com ou sem consciência do que fizera. Ao acordar, constatou a tragédia e telefonou para o pai. Este chamou a polícia -preso, seu filho ficaria "internado", livre do coquetel de drogas, legais ou não, que era o seu dia a dia.
Histórias como essa são também o dia a dia do país, embora poucas cheguem aos jornais, e encerram lições. Uma delas, a de que o crack não é mais um problema exclusivo dos meninos de rua de São Paulo, onde começou -a cracolândia foi exportada, é agora nacional e não distingue classes. E, ao contrário de outras drogas, que têm um esmalte charmoso, "de salão", o crack não comporta uso recreativo -com ele, a dependência se instala à segunda ou terceira pedra.
Mas, como admitido pelo pai de Bruno, o crack não foi o único componente da adição de seu filho. Além do álcool, ele era usuário de antidepressivos, hipnóticos, benzodiazepínicos e antipsicóticos -remédios de uso "controlado", que a maioria dos médicos brasileiros de qualquer especialidade, inclusive pediatras, receita alegremente para os casos mais banais de hiperatividade, depressão, insônia ou simples tédio.
Os garotos aprendem a combiná-los para um resultado potente em si ou em combinação com outras drogas. Enquanto as quadrilhas, as milícias e a polícia trocam tiros pela supremacia nos morros, os maiores causadores de dependência química no Brasil (segundo a estatística) saem legalmente dos consultórios médicos, farmácias, supermercados, bares e biroscas.
As mortes que provocam têm sua sinistra contrapartida nos impostos que supostamente pagam. [FOLHA DE SÃO PAULO, 28/10/2009]
“PACIÊNCIA! PACIÊNCIA!”
Pe. Luiz Carlos de Oliveira
Paciência para ser dono de si
Mais uma virtude! Esta virtude da paciência nos faz mais humanos. O arco-íris de nossa vida é muito bonito. É um caleidoscópio que, a cada momento, faz-nos diferentes sendo os mesmos. É rico conhecer as preciosidades que temos.
As virtudes, que chamamos de humanas, são necessárias para termos uma espiritualidade consistente e coerente. É impossível crescer na espiritualidade se não cuidarmos do humano que somos. A paciência é uma virtude muito humana, pois está no mais íntimo.
A paciência é a capacidade de sermos donos nós mesmos nas circunstâncias difíceis, sejam as pessoais, sejam aquelas que nos colocam em relacionamento com os outros. “Paciência no sofrimento é uma componente insubstituível do seguimento de Cristo e da plena maturidade humana até ao último sim, pronunciado ante a morte. A verdadeira paciência, aquele que provém da conformidade com a vontade de Deus, é uma força salvadora que não se deve menosprezar. Ela nos inunda de paz interior e desperta a nossas melhores energias” (Pe. Häring).
O primeiro aspecto da virtude da paciência é sua união com a vontade de Deus. Não que Deus nos controle e nos trate como robôs. Unir-se à vontade de Deus é procurar viver bem, em qualquer circunstância. Ela equilibra nossos sentimentos e ações. “É um sim sereno à aprendizagem do sofrimento, um sim que, ao mesmo tempo, é capaz de reunir e mobilizar as nossas forças” (Pe. Häring).
A paciência provém da uniformidade com a vontade de Deus, isto é, pensar com Deus. Isto não nos faz menores, mas muito grandes, pois podemos dizer que Deus pensa como nós, quando pensamos como Ele. Jesus vivia unido a esta vontade: “Assim como o Pai me ordenou, assim mesmo faço” (Jo, 14,31), porque “não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo, 14,31).
Esse Deus bondoso é paciente conosco. Pela história do povo podemos perceber a bondosa paciência que durou séculos. Sabe esperar e tem paciência com nossa fragilidade. Gosta de jogar conosco como perdedor, para ser o ganhador final, ganhar a nós mesmo.
LITURGIA
XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)
Leituras: Jeremias 31,7-9; Salmo 125; Hebreus 5,1-6; Marcos 10,46-52
“Grandes maravilhas fez por nós o Senhor, por isso exultamos de alegria” (Sl 125)
I.- A liturgia do 30º Domingo do Tempo Comum fala-nos da preocupação de Deus em que o homem alcance a vida verdadeira e aponta o caminho que é preciso seguir para atingir essa meta. De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, o homem chega à vida plena, aderindo a Jesus e acolhendo a proposta de salvação que Ele nos veio apresentar.
II.- A primeira leitura afirma que, mesmo nos momentos mais dramáticos da caminhada histórica de Israel, quando o Povo parecia privado definitivamente de luz e de liberdade, Deus estava lá, preocupando-se em libertar o seu Povo e em conduzi-lo pela mão, com amor de pai, ao encontro da liberdade e da vida plena.
III.- A segunda leitura apresenta Jesus como o sumo-sacerdote que o Pai chamou e enviou ao mundo a fim de conduzir os homens à comunhão com Deus. Com esta apresentação, o autor deste texto sugere, antes de mais, o amor de Deus pelo seu Povo; e, em segundo lugar, pede aos crentes que “acreditem” em Jesus – isto é, que escutem atentamente as propostas que Ele veio fazer, que as acolham no coração e que as transformem em gestos concretos de vida.
IV.- No Evangelho, o catequista Marcos propõe-nos o caminho de Deus para libertar o homem das trevas e para o fazer nascer para a luz. Como Bartimeu, o cego, os crentes são convidados a acolher a proposta que Jesus lhes veio trazer, a deixar decididamente a vida velha e a seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. Dessa forma, garante-nos Marcos, poderemos passar da escravidão à liberdade, da morte à vida.
V.- ORAÇÃO: Pai, dá-me forças para lutar contra a cegueira que me impede de reconhecer teu amor misericordioso manifestado em Jesus. Faze com que eu veja!
“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”
Padre Sandro Rogério dos Santos
Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi
Acesse o Blog “Tudo tem seu tempo” http://sandrogerio.zip.net
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IGREJA E SAÚDE CONTRA A AIDS
A Igreja Católica vai ajudar o Ministério da Saúde a difundir a importância dos testes de HIV e sífilis, incentivando fiéis a procurar postos de saúde. A parceria foi firmada ontem, mas ficará restrita à campanha para diagnóstico das doenças. O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Dimas Lara Barbosa, disse que a Igreja mantém sua posição contrária à distribuição e ao uso de preservativos para prevenir a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. — A doutrina da Igreja continua sendo a de sempre. Nosso foco é família, fidelidade, amor — disse Dom Dimas. A campanha “Fique sabendo” consiste na distribuição de cartazes e panfletos com frases do tipo: “Declare seu amor por você: faça o teste de Aids”. Serão veiculados também anúncios em rádios. [veja mais aqui]
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BEBÊ QUE NASCEU EM PLENO VOO TERÁ PASSAGENS GRÁTIS PELA VIDA TODA, DIZ AÉREA
Um bebê que nasceu inesperadamente a bordo de um avião da AirAsia nesta semana vai ganhar passagens grátis pela vida toda, assim como sua mãe, informou a companhia nesta sexta-feira (23). A passageira Liew Siaw, de 31 anos, entrou em trabalho de parto na quarta-feira, durante um voo entre Penang e Kuching, na Malásia. Os pilotos tiveram de de fazer um desvio de emergência para a capital da Malásia, Kuala Lumpur, mas o bebê acabou nascendo antes do pouso. Um médico que estava a bordo fez o parto, auxiliado pelos comissários de bordo. O bebê veio à luz quando o avião se aproximava de Kuala Lumpur a 2.000 pés de altura, segundo a empresa. Depois do pouso, mãe e filho foram levados a um hospital próximo. “Para comemorar essa ocasião feliz, decidimos presentear tanto a mãe como o filho com voos grátis pela vida toda”, disse o diretor de operações da empresa, Moses Devanayagam, depois de visitá-los no hospital. [G1]
ARQUIBANCADAS PARA PALMEIRAS E CORINTHIANS CUSTARÃO R$ 50
Os ingressos para o jogo entre Palmeiras e Corinthians, que acontece domingo (1º), às 16h, no estádio Prudentão, começam a ser vendidos na terça-feira (27) em Presidente Prudente e na sexta-feira (30) nas bilheterias do estádio Palestra Itália. No entanto, a expectativa de serem mantidos os mesmos valores dos outros clássicos na cidade não se confirmou. A diretoria do clube alviverde informa que as arquibancadas laterais custarão R$ 50, a arquibancada central ao preço de R$ 100 e cadeira cativa, R$ 250. Nos jogos anteriores entre os times no Prudentão este ano, as arquibancadas laterais custaram R$ 30 e a central, R$ 60, o que significa que houve um aumento de 66,6% no valor dos ingressos. Foram colocados à venda 44.414 ingressos. [continua aqui].
comento:
Pois é. Sou santista. Não precisaria dizer nada, mas estão querendo "esfolar" os torcedores do "interiôôrrrr". Vai ver querem pouca gente pra ver os "espetáculos" que ambas equipes tem dado. Nem Palmeiras nem corinthians estão no seu melhor momento. Mas, já que vem ao interior (cidade que "fica uma estação pra lá de deus-me-livre", segundo Jô Soares - diga-se, que tentou se desculpar!!!) querem bancar um ou dois meses de salário de todo plantel. Não sei se isso faz bem ao município. Começo acreditar que o "crime não compensa". Viva o espírito esportivo dos cartolas! (ahhh, o mando de jogo cabe ao Palmeiras!).