regressando


Olá, amigo/amiga!

Alimento o desejo de retomar esse blog original.

Aqui comecei a aventura de partilhar alegrias, esperanças, fé e um pouco da vida da igreja. Fui obrigado a pará-lo e migrar para outros endereços. Nunca parei de comunicar minhas impressões sobre o mundo, a igreja e o ser humano. Tudo tão simples, sem produções especiais, mas com a vontade sincera de servir a Deus e à Igreja com um pouco do muito que me deram.

Já passaram dois anos sem atualizações... é agora b
em possível, voltarei a ativa neste espaço.

Com orações e amizade.
Pax!
Padre Sandro Rogério dos Santos

 

BLOG TUDO TEM SEU TEMPO

  

 

Uma novidade: estreei um novo BLOG "Tudo tem seu tempo" no Portal Prudentino. Entretanto, este espaço continuará sendo atualizado. Espero ter fôlego para mais essa missão. E, claro, gente que o acesse para motivar o blogueiro. Por isso, passa por lá (AQUI) e divulgue entre os seus contatos o nosso blog. Obrigado.

 

Blog 1>>> TTST_1

Blog 2>>> TTST_2

Blog 3>>> TTST_3

 

no twitter @padre_sandro

 

 

Um abraço de paz!!!

Pela vida, sempre!!!

 

Novo endereço do blog

http://padresandro.blog.uol.com.br ou aqui

MIGRANDO...

 

Queridos amigos,

 

Tive que migrar deste endereço (sandrogerio.zip.net) para o http://padresandro.blog.uol.com.br visto que o outro era cadastrado num e-mail gratuito e o espaço ficou insuficiente. Desta forma, aos poucos nos acostumaremos ao Tudo Tem Seu Tempo (2). O conteúdo do outro continuará ativado (acredito!) por algum tempo. Peço desculpas pelos transtornos e ano novo, vida e casa nova (Ai, como é bom ser otimista!!!)

 

Continue me acompanhando, agora clicando aqui

ENCONTRAREIS UM SINAL

 

O sinal de Deus é a simplicidade.

O sinal de Deus é o menino.

O sinal de Deus é que Ele faz-se pequeno por nós.

Este é o seu modo de reinar.

Ele não vem com poder e grandiosidades externas.

Ele vem como menino - inerme e necessitado da nossa ajuda.

Não nos quer dominar com a força.

Tira-nos o medo da sua grandeza.

Ele pede o nosso amor: por isto faz-se menino.

Nada mais quer de nós senão o nosso amor, mediante o qual aprendemos espontaneamente a entrar nos seus sentimentos, no seu pensamento e na sua vontade - aprendemos a viver com Ele e a praticar com Ele a humildade da renúncia que faz parte da essência do amor.

Deus fez-se pequeno a fim de que nós pudéssemos compreendê-lo, acolhê-lo, amá-lo.

(Bento XVI, dezembro, 2006)

MEU NATAL

 

Não fui a festas. Sinto uma ressaca antecipada. Preparada por uma família que gentilmente partilhou da sua mesa, minha ceia foi a sós na casa paroquial. Recebi ligações e mensagens diversas. Liguei para a minha mãe e para os amigos. Mas, nada além nem demais.

 

Há tempos me acostumei a viver esses agitados dias em silêncio ou pelo menos reclusão. Há profunda liberdade quando se opta por enclausurar-se. Acredito todos os festeiros de plantão pensam a mesma coisa a respeito de suas agitações e trânsitos e comidas e bebidas. Mas não acredito que o dia seguinte seja vivido com os mesmos “frutos”.

 

A celebração eucarística é a minha principal festa. Nela me solto, me envolvo, me revelo. Nela comungo profundamente dos santos mistérios que celebrados dão-nos força e vida para o caminho, às vezes, do regresso a família, aos amigos, à igreja, enfim... caminho é constante na vida dos humanos, sempre peregrinos nesta terra.

 

Além das missas (quatro, ao todo: duas na noite, duas na manhã), batizados e confraternização. Meu natal foi celebrado santamente. Agradeço ao Menino que nos foi doado como Salvador. Ele, Emanuel (“Deus conosco”, “até o fim dos tempos”) por tantas graças derramadas sobre a minha vida. Espero Nele dar gratuitamente tudo quanto gratuitamente tenho recebido.

 

Feliz e Santo Natal a todos!

NOITE ESPLENDOROSA DE NATAL

 

ALEGREMO-NOS TODOS no Senhor: hoje nasceu o Salvador do mundo; hoje desceu do céu a verdadeira paz (Antífona de Entrada da Missa da Meia Noite). “Acabamos de ouvir uma mensagem transbordante de alegria e digna de todo o apreço: Cristo Jesus, o Filho de Deus, nasceu em Belém de Judá. A notícia faz-me estremecer, o meu espírito acende-se no meu interior e apressa-se, como sempre, a comunicar-vos esta alegria e este júbilo”, anuncia São Bernardo (Sermão 6. Sobre o anúncio do natal, 1). E todos nos pomos a caminho para contemplar e adorar Jesus, pois todos temos necessidade dEle; é unicamente dEle que temos verdadeira necessidade. Não há tal andar como buscar a Cristo / Não há tal andar como a Cristo buscar..., canta uma canção popular: nenhum caminho que empreendemos vale a pena se não termina no Menino-Deus.

“Hoje nasceu o nosso Salvador. Não pode haver lugar para a tristeza, quando acaba de nascer a própria vida, a mesma que põe fim ao temor da mortalidade e nos infunde a alegria da eternidade prometida. Ninguém deve sentir-se incapaz de participar de tal felicidade, a todos é comum o motivo para o júbilo; pois Nosso Senhor, destrutor do pecado e da morte, como não encontrou ninguém livre de culpa, veio libertar-nos a todos. Alegre-se o santo, já que se aproxima a vitória. Alegre-se o gentio, já que é chamado à vida. Pois o Filho, ao chegar a plenitude dos tempos [...], assumiu a natureza do gênero humano para reconciliá-la com o seu Criador” (Sermão no Natal do Senhor, 1-3). Daqui nasce para todos, como um rio que não pode ser contido, a alegria destas festas.

Cantamos com júbilo nestes dias de Natal porque o amor está entre nós até o fim dos tempos. A presença do Menino é o amor no meio dos homens; e o mundo já não é um lugar escuro; os que procuram o amor sabem onde encontrá-lo. E é de amor que cada homem anda essencialmente necessitado, mesmo quando pretende estar inteiramente satisfeito.

Quando nos aproximarmos hoje do Menino para beijá-lo, quando contemplarmos o presépio ou meditarmos neste grande mistério, agradeçamos a Deus o seu desejo de descer até nós para se fazer entender e amar, e decidamo-nos nós também a tornar-nos crianças, para podermos assim entrar um dia no Reino dos céus. Terminamos a nossa oração dizendo a Deus nosso Pai: Concedei-nos, Senhor, a graça de participar da divindade dAquele que se dignou assumir a nossa humanidade (Coleta da Missa de Natal).

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós.

 

[Francisco Fernádez Carvajal]

Natal é apaixonamento de Deus por nós: “O Senhor se apaixonou por ti”. Por ação do Espírito Santo, Maria concebe e dá à luz esse Deus apaixonado por nós, o Emanuel, o Deus conosco. O Emanuel não nos encontra prontos para ele, mas vem salvar-nos do pecado, embelezar-nos para nossa convivência santa com ele: “Amanhã será varrida da terra a iniquidade e sobre nós há de reinar o Salvador do mundo”. Vem, querido Esposo Jesus!

LOUCURA, LOUCURA, LOUCURA

 

Está uma loucura “caminhar” pela cidade. O movimento é tão intenso que não se pode imaginar fazendo compras rapidamente. E não estou falando de ficar em dúvida quanto à qualidade deste ou daquele produto, bem como dos seus benefícios etc. Pelo contrário, até imagino que as pessoas estão escolhendo mais rapidamente o que vão por no carrinho de compras do supermercado ou a toque de caixa provam roupas sem todo aquele lenga-lenga próprio de tal atividade mercantil. Esse tempo está ensandecido. E todos estamos ensandecendo junto. Loucura, loucura, loucura!!!

 

O trânsito parece coisa de desenho animado quando a cidade fica entupida de tantos transeuntes e automóveis. Pior quando se lembra de que muitos não estão no próprio habitat. Muitos foram visitar parentes ou simplesmente para a praia. Claro, tá certo, tudo bem. Muitos de lá vieram pra cá. Esse trânsito de pessoas nos festejos natalinos e mais de final de ano e de férias é grande também.

 

Dito isto, boas compras aos de última hora e boas festas. Aos que vão, cuidado. Aos que vem, benvindos!

O padre e o natal

 

[...]

 

De fato, como João Batista, o padre é “voz que clama”, profeta de Deus que anuncia a presença e a proximidade de Deus em relação ao homem; sua missão, em boa parte, consiste em manter a humanidade em constante clima de “advento”, ajudando o povo as acolher o Deus que vem. Sua atuação e presença testemunham “em favor das coisas de Deus” (cf Hb 5,1), ajudando as pessoas a manterem o rumo na vida, a cultivarem a comunhão com Deus, a terem sua referência em Deus; não uma referência qualquer, vaga ou confusa, mas aquela que nos é dada em Jesus Cristo: nele, a luz resplandeceu para o mundo e o homem já não precisa mais debater-se, angustiado, por caminhos inseguros, procurando Deus, onde Deus não está. Em Jesus, foi-nos mostrado “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6) e quem o segue, não anda nas trevas, mas tem a luz da vida (Jo 8,12).

 

A missão do padre é como a de João Batista, que grita ao povo “preparai os caminhos do Senhor!” (cf Lc 3,4); ele ajuda o povo a se voltar a Jesus Cristo, indicando sempre para ele: “eis o cordeiro de Deus, a ele é que deveis seguir” (cf Jo 1,29). Não é para si que atrai as pessoas. A serviço de Jesus Cristo, o padre atrai para Ele, leva ao encontro com Ele e fica feliz quando este encontro acontece. S. Agostinho, falando da missão de João Batista e dos anunciadores da Palavra de Deus, afirma que eles são a voz e o sopro, a serviço da Palavra, que é de Deus: “João era a voz, mas o Senhor era a Palavra, desde o princípio; João era voz passageira, Cristo, a Palavra eterna. Suprimi a palavra, o que resta da voz? Esvaziada de sentido, é apenas um ruído. A voz, sem as palavras, ressoa aos ouvidos, mas não alimenta o coração” (Ofício das Leituras, 3º Domingo do Advento). O padre é a voz, que está a serviço da Palavra da salvação.

 

Da mesma forma, na celebração dos Sacramentos, mediante a graça e a ação do Espírito Santo, o padre torna presente o Mistério da Salvação, o mesmo que entrou no mundo e se realizou através da encarnação do Verbo, mediante o sim e a colaboração de Maria. O padre foi consagrado e ungido para a celebração dos Divinos Mistérios, mediante os quais o povo de Deus acolhe e recebe as bênçãos da obra realizada por Cristo. O Padre, portanto, está consagrado ao serviço das “coisas de Deus”, realizadas em favor dos homens através do sacerdócio de Cristo (cf Hb 5,1). Mediante seu ministério, os cristãos são gerados na fé para a família de Deus e nutridos com o alimento espiritual, que o Pai nos enviou do céu (cf Jo. 6, 51).

 

Neste Ano Sacerdotal, desejo que todos os padres celebrem o Natal com especial alegria e emoção, envolvendo também suas comunidades na contemplação das “grandes coisas” que Deus realizou em favor de nós, ao enviar seu Filho ao mundo. Na noite em que o céu e a terra trocam os seus dons, aconteça novamente a mesma troca de dons na celebração da Eucaristia; desta vez, não envolvendo apenas Maria, José e os pastores, mas também a cada um de nós: cada padre e cada fiel em Cristo, membro das nossas comunidades.

 

[Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo]

Saí quatro dias de férias. / Viajar é, antes do lugar, sair de si mesmo. / Quem não consegue sair de si, dificilmente conseguirá vivenciar as oportunidades das viagens ou dos simples passeios que faz. / Meus dias foram agradáveis. Abstraí-me. / Desejo todos tenham oportunidade de descanso, de viagens, de refazimento... / Espero ancorar minha vida no porto seguro da Graça. / Ah, em tempo, fiz uma coisa de que gosto muito e havia algum tempo não praticava: fotografei lugares, pessoas, natureza... a beleza do criador presente em cada detalhe da sua obra.

 

Nessa foto, obviamente, não fotografei; fui fotografado. Quer dizer, a pequena borboleta. Fui apenas mais uma peça na composição do quadro.

“Maria pôs-se a caminho”

A vivacidade e a alegria eram a força de Nossa Senhora. Foi isso que fez dela a serva apressada de Deus, Seu filho, porque assim que Ele veio até ela, «pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha». Apenas a alegria podia dar-lhe força para partir rapidamente para as montanhas da Judeia, a fim de se tornar serva de sua prima. Acontece o mesmo conosco; tal como ela, devemos ser verdadeiras servas do Senhor e todos os dias, após a sagrada comunhão, apressar-nos a subir as montanhas de dificuldades com que deparamos ao oferecer com todo o coração o nosso serviço aos pobres. Dai Jesus aos pobres enquanto servas do Senhor.

A alegria é a oração, a alegria é a força, a alegria é o amor, é um fio de amor graças ao qual podereis captar as almas. «Deus ama aquele que dá com alegria» (2Cor 9,7). Aquele que dá com alegria dá mais. Se encontrarmos dificuldades no trabalho e as aceitarmos com alegria, com um grande sorriso, nisto como em muitas outras coisas constatar-se-á que as nossas obras são boas e o Pai será glorificado. A melhor maneira de mostrardes a vossa gratidão a Deus e aos homens é aceitar tudo com alegria. Um coração alegre provém de um coração que arde de amor.

[Bem-aventurada Teresa de Calcutá]

Leitura do Livro do CÂNTICO DOS CÂNTICOS, capítulo dois

8É a voz do meu amado! Eis que ele vem saltando pelos montes, pulando sobre as colinas. 9O meu amado parece uma gazela, ou um cervo ainda novo. Eis que ele está de pé atrás de nossa parede, espiando pelas janelas, observando através das grades. 10O meu amado me fala dizendo: “Levanta-te, minha amada, minha rola, formosa minha, e vem! 11O inverno já passou, as chuvas pararam e já se foram. 12No campo aparecem as flores, chegou o tempo das canções, a rola já faz ouvir seu canto em nossa terra. 13Da figueira brotam os primeiros frutos, soltam perfume as vinhas em flor. Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem! 14Minha rola, que moras nas fendas da rocha, no esconderijo escarpado, mostra-me teu rosto, deixa-me ouvir tua voz! Pois a tua voz é tão doce, e gracioso o teu semblante”.


Leitura da PROFECIA DE SOFONIAS, capítulo três

14Canta de alegria, cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém! 15O Senhor revogou a sentença contra ti, afastou teus inimigos; o rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal. 16Naquele dia se dirá a Jerusalém: “Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo! 17O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; ele exultará de alegria por ti, movido por amor; exultará por ti, entre louvores 18acomo nos dias de festa”.

PARA QUE O POVO NÃO MORRA!

 

Autor: Elias Couto (Apostolado da Oração)


1. Quando falta a oração, «debilita-se a fé e o ministério perde sentido» (Cardeal Cláudio Hummes, Carta aos Sacerdotes, Dezembro de 2009). Levamos anos suspeitando da oração... argumentos sem conta, racionalizações infindáveis para justificar uma vida sem profundidade, vivida à superfície das coisas. No caso dos sacerdotes, as conseqüências são para eles e para as comunidades: as eucaristias são «festa», mas não transformam a vida; as devoções «tradicionais» são para acabar, porque... são «tradicionais»; a oração não se ensina, porque não se pratica... Por fim, «debilita-se a fé, o ministério perde sentido», o sacerdote funcionaliza-se ou abandona o ministério, as comunidades definham, os conflitos aumentam... «Sem pastores, as nossas comunidades serão destruídas» (Cardeal Cláudio Hummes).

2. «O diabo ataca o pastor... pois matando o pastor, destrói o rebanho» (S. João Crisóstomo). O mal continua a ser uma força poderosa em ação permanente no mundo. E de cada vez que se manifesta, com todo o seu poder, em bispos ou sacerdotes, causa danos enormes a toda a Igreja, mas de modo particular aos fiéis confiados ao cuidado pastoral de tal bispo ou sacerdote. A queda do «pastor» arrasta consigo o «rebanho»! Nesta queda, a ausência da oração tem papel de primeiro plano: «sem o alimento da oração, o sacerdote adoece, o discípulo não encontra ânimo para seguir o Mestre e morre por falta de alimento. Como conseqüência, o seu rebanho desencaminha-se e morre também» (Cardeal Cláudio Hummes).

3. «O presbítero tem de ser homem de oração, um homem que vive em intimidade com o Senhor» (Cardeal Cláudio Hummes). Temos inúmeros centros sociais paroquiais e desdobramo-nos em trabalhos sociais de todo o gênero. Muitos sacerdotes perdem mais tempo a tratar de burocracias com a Segurança Social do que aquele que gastam no serviço da Palavra de Deus e na oração. Infelizmente, este ativismo social, ao que parece, não evangeliza. De fato, temos igrejas cada vez mais vazias, comunidades cristãs envelhecidas, uma vida cristã anêmica, propostas pastorais ou de formação que ninguém ou poucos acolhem... Talvez, quem sabe?, Porque o serviço da Palavra anda pelas ruas da amargura e a oração é o parente pobre da vida pessoal e comunitária.

4. «Como Moisés, o sacerdote deve permanecer de braços erguidos para o céu, em oração, para que o povo não morra» (Cardeal Cláudio Hummes). Hoje, ao contrário de Moisés, o sacerdote não é chamado a interceder para que o povo de Deus saia vencedor na guerra. A sua intercessão vai mais fundo, porque se dirige a confrontar a ameaça insidiosa do desalento instalado, da descrença generalizada, do respeito humano que leva a esconder a fé... a começar por si próprio. O sacerdote está chamado a testemunhar a presença de Deus no meio do seu povo, para que os demais cristãos sejam animados a acreditar e a testemunhar essa presença. O anúncio da Palavra e a oração assídua são o melhor serviço que pode prestar à comunidade. E esta, se verdadeiramente evangelizada, não deixará de dar frutos de caridade em obras de todo o gênero, quer tenham ou não o título de «sociais».

SANTO TOMÁS RESPONDE: POR QUE JESUS NASCEU EM BELÉM?

 

Por que Jesus deveria nascer em Belém, e não em Jerusalém, Nazaré ou mesmo Roma? Há motivos para pensar assim:

 

1. Com efeito, Isaías diz: “A lei virá de Sião e a palavra de Deus de Jerusalém” (2, 3). Ora, Cristo é a verdadeira Palavra de Deus. Logo, tinha de vir ao mundo em Jerusalém.

 

2. Além disso, está escrito a respeito de Cristo, no Evangelho de Mateus, que “será chamado nazareno” (2, 23). Isto está tomado da profecia de Isaías: “uma flor nascerá de sua raiz” (11, 1). Ora, ‘Nazaré’ quer dizer flor. Mas alguém é denominado sobretudo do lugar em que nasceu. Logo, parece que deveria ter nascido em Nazaré, onde também foi concebido e criado.

 

3. Ademais, o Senhor veio ao mundo para anunciar a fé na verdade, como diz o Evangelho de João: “Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade” (18, 37). Ora, tal missão teria resultado mais fácil se tivesse nascido na cidade de Roma, que então dominava o mundo. Por isso Paulo, na Carta aos Romanos, diz: “No mundo inteiro se proclama a vossa fé” (1, 8). Logo, parece que não deveria nascer em Belém.

 

RESPONDO: Cristo quis nascer em Belém por dois motivos. Primeiro, porque “é da descendência de Davi segundo a carne”, como se diz na Carta aos Romanos (1, 3). É a Davi que foi feita uma promessa especial a respeito de Cristo, segundo o livro dos Reis: “Oráculo do homem posto no alto, do Messias do Deus de Jacó” (23, 1). Por isso quis nascer em Belém, onde nascera também Davi, para que, pelo mesmo lugar do nascimento, aparecesse a realização da promessa que lhe ytinha sido feita. É o que mostra o evangelista ao dizer: “Porque era da casa e da família de Davi”.

 

E, em segundo lugar porque, como diz Gregório: “Belém quer dizer ‘casa do pão’. E o próprio Cristo afirma: ‘Eu sou o pão vivo, que desceu do céu’”.

 

Quanto às objeções acima, deve-se, portanto, responder que:

 

1. Deve-se dizer que Davi nasceu em Belém, mas escolheu Jerusalém para estabelecer nela a sede de seu reino e ali edificar o templo de Deus. Assim, Jerusalém viria a ser ao mesmo tempo a cidade real e sacerdotal. Mas o sacerdócio de Cristo, e o seu reino, se realizaram principalmente em sua paixão. Por isso era conveniente que, para nascer, escolhesse Belém e para a paixão Jerusalém.

Além disso, desmascarava assim a glória dos homens que se orgulham de ter nascido em cidades famosas, nas quais querem principalmente ser honrados. Cristo, pelo contrário, quis nascer numa cidade sem nome e padecer opróbrios numa cidade famosa.

 

2. Cristo quis distinguir-se por um modo de ser virtuoso, não por sua origem carnal. Por isso quis ser criado e educado em Nazaré; e em Belém quis nascer como um estrangeiro. Pois, como diz Gregório: “Pela humanidade que tinha assumido nasceu como em terra estranha; não segundo o poder, mas segundo a natureza”. E Beda acrescenta: “Por estar necessitado de um lugar na hospedaria, estava a nos preparar muitas moradas na casa de seu Pai”.

 

3. Como se lê num sermão do Concílio de Éfeso: “Se tivesse escolhido a ilustre cidade de Roma, teriam pensado que a conversão do orbe terrestre se devia ao prestígio de seus cidadãos; se fosse filho do Imperador, teriam atribuído as vantagens ao poder. Mas para que fosse reconhecido que a divindade transformara o orbe terrestre, escolheu uma mãe pobrezinha e uma pátria mais pobre ainda”.

 

“Pois Deus escolheu o que é fraco no mundo para confundir o que é forte”, como se diz na primeira Carta aos Coríntios (1, 27). Por isso, para manifestar mais o seu poder, estabeleceu em Roma, que era a capital do universo, a cabeça de sua Igreja, em sinal de perfeita vitória e para que dali se estendesse a fé ao mundo inteiro, segundo as palavras de Isaías: “Abateu a cidade inacessível; pisá-la-ão os pés dos pobres”, isto é, de Cristo, “e os passos dos desvalidos” (26, 5-6), isto é, dos Apóstolos Pedro e Paulo.

 

 

(Santo Tomás de Aquino - Suma Teológica, III, q. 35,a. 7)

Fonte Secundária: http://sumateologica.wordpress.com/ [esse artigo foi extraído do site PRESBITEROS cujo link está nas minhas sugestões no menu à direita desta página]

Natal é Luz de Deus nas trevas do mundo

 

“A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.” (Jo 1,5)

 

“[O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem.” (Jo 1,9)

 

“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz.” (Is 9,1)

 
 

MARIA, PORTADORA DA ALEGRIA DA SALVAÇÃO

4º DOMINGO DO ADVENTO - ANO C

 

 

1ª leitura: Miquéias 5,1-4a: De ti há de sair aquele que dominará em Israel; Salmo 79(80): Iluminai a vossa face sobre nós, convertei-nos para que sejamos salvos! 2ª leitura: Hebeus 10,5-10: Eis que eu venho para fazer a tua vontade; Evangelho: Lucas 1,39-45: Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?

 

I.- “EIS-ME AQUI PARA FAZER TUA VONTADE” - Às vésperas do Natal, este trecho do Evangelho nos apresenta uma faceta da vida espiritual da Virgem Maria: a sua atitude de fé obediente a Deus e de amor e de serviço humilde ao próximo, atitude que irrompe numa maravilhosa sementeira de alegria. Maria é a portadora da alegria da salvação - da Vida em Deus. Belo testemunho dado por Deus, confirmando a conceição milagrosa de Jesus em Maria: “Feliz aquela que acreditou, exclama Isabel, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido” (v. 44-45).

 

II.- O mistério da Visitação tem uma íntima relação com o mistério da Encarnação. O anjo saúda Maria em nome do Céu. Isabel ao saudar Maria, confirma na terra a Encarnação do Filho de Deus, a alegria da vinda do Salvador. O primeiro a participar do fruto dessa alegria de Salvação é João Batista. Com Maria e por Maria, João Batista é santificado por Jesus.

 

III.- Como podemos participar do júbilo desse momento salvífico messiânico? Imitando Maria, a pequena e grande serva do Senhor, em suas atitudes, colhendo assim abundantes frutos de salvação. Participemos do júbilo desse momento salvífico messiânico, procurando numa obediência plena de fé, fazer em tudo a vontade do Pai, imitando Maria, em sua caridade ardente, ao compartilhar com Isabel a alegria de ser mãe, permanecendo com ela por três meses (v. 56). Imitemos a humildade de Maria, a mãe do Salvador, que serviu Isabel. * “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor é contigo!” (v. 28) “Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto de teu ventre!” (v. 42).

 

IV- Revisão de Vida - Em que consiste minha preparação para o Natal? Procuro tornar Jesus mais conhecido e amado? No meu relacionamento com os irmãos procuro ser como Maria? Procuro imitá-la em sua ardente caridade? Quais são meus gestos concretos de amor e fraternidade? Há em mim disponibilidade de servir a Deus e aos irmãos? Participo do zelo missionário da Igreja? Feliz Natal para você!!!

 

ADULTOS-CRIANÇAS

“No Brasil, talvez mais que em outros países, há meninas entre 3 e 10 anos com hora marcada no salão para depilar a sobrancelha, aplicar "luzes" no cabelo ou fazer tratamento contra celulite. Toda garota quer se parecer com a mãe, é normal. O problema é quando os fabricantes de cosméticos, sutiãs etc. assumem o controle dessa estética infantil e passam a impô-la às crianças com a conivência das mães. O humanista americano Neil Postman (1931-2003) alertou para esse problema num grande livro de 1982, "O Desaparecimento da Infância" (há versão brasileira, pela editora Graphia). Todas as previsões de Postman se confirmaram: sem saber, estamos gerando crianças-adultos, que dificilmente chegarão à maturidade. Sem saber, mesmo -talvez porque nós próprios, filhos da segunda metade do século 20, já sejamos adultos-crianças.”

 

[RUY CASTRO, Folha de São Paulo, 14/12/2009, “Síndrome de Suri”]

 
 

ALEGRIA E EXIGÊNCIA DE MUDANÇA

3º DOMINGO DO ADVENTO - ANO C

 

 

1ª leitura: Sofonias 3, 14-18ª: O Senhor, teu Deus, exultará por ti, entre louvores. / Salmo: Isaías 12, 2-6: Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel! / 2ª leitura: Filipenses 4, 4-7 :O Senhor está próximo./ Evangelho: Lucas 3, 10-18: Que devemos fazer?

 

I.- O MENSAGEIRO DA ALEGRIA - Este 3º Domingo do Advento é chamado “Domingo Gaudete” - Domingo da Alegria - numa antecipação do Natal que se aproxima. João é o mensageiro da alegria porque anuncia a chegada de Jesus, anuncia a tão suspirada salvação dos tempos finais.

 

II.- A missão de João Batista não se limita a seu tempo, mas continua atual. É dirigida a todos os homens e a todas as classes sociais. “Como o povo se achasse em ansiosa expectativa e todos cogitassem em seus corações que talvez João fosse o Messias, João tomou a palavra e disse-lhes: “Eu vos batizo com água, mas vem aquele que é mais forte do que eu. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo” (v.15). O batismo com água não perdoava os pecados, somente despertava sentimentos de arrependimento, de conversão. O batismo com o Espírito Santo perdoa os pecados, é santificação, divinização, participação na vida de Deus em transbordante plenitude.

 

III.- João é o profeta, o precursor, a voz que clama no deserto. Cristo é o Salvador, o Filho de Deus. É a Palavra eterna - o Verbo - que existe desde o princípio, o Primogênito (Jo 1,1). João recebe tudo de Deus. O Filho de Deus é tudo e tem tudo! “É o mais forte!” (v.15). Jesus é o juiz dos tempos finais. Vem para o julgamento: separa os bons dos maus. Leva os bons para o Reino de Deus e entrega os maus ao fogo inextinguível da condenação (v.17).

 

IV.- Oração: Pai amado, que eu seja um arauto do Senhor, anunciando aos homens o Reino de Amor e de Alegria que João Batista proclamou e que Jesus concretiza vindo habitar no meio de nós. AMÉM.

 

V.- Revisão de Vida: Como João Batista, sou “a voz que clama no deserto”, anunciando a Boa Nova da Salvação, com alegria, coragem e humildade? Sou ganancioso ou me abstenho do enriquecimento fraudulento? Procuro repartir o que tenho com os necessitados? Vivo o meu batismo? Preparo o meu coração com uma boa confissão e comunhão? Participo da novena do Natal? Já armei o presépio?

 


“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi

Rádio Onda Viva – AM 1300khz (www.ondaviva.com.br)

SÓ POR TI, JESUS / Quero me consumir / como vela que queima no altar / me consumir de amor / (...) / Quero me derramar / como rio se entrega ao mar / me derramar de amor / Pois Tu és o meu amparo, o meu refúgio / és alegria de minha alma / Só em Ti repousa a minha esperança / Não vacilarei / E mesmo na dor / quero seguir até o fim / só por ti, JESUS!

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