“No Brasil, talvez mais que em outros países, há meninas entre 3 e 10 anos com hora marcada no salão para depilar a sobrancelha, aplicar "luzes" no cabelo ou fazer tratamento contra celulite. Toda garota quer se parecer com a mãe, é normal. O problema é quando os fabricantes de cosméticos, sutiãs etc. assumem o controle dessa estética infantil e passam a impô-la às crianças com a conivência das mães. O humanista americano Neil Postman (1931-2003) alertou para esse problema num grande livro de 1982, "O Desaparecimento da Infância" (há versão brasileira, pela editora Graphia). Todas as previsões de Postman se confirmaram: sem saber, estamos gerando crianças-adultos, que dificilmente chegarão à maturidade. Sem saber, mesmo -talvez porque nós próprios, filhos da segunda metade do século 20, já sejamos adultos-crianças.”
[RUY CASTRO, Folha de São Paulo, 14/12/2009, “Síndrome de Suri”]
>
ALEGRIA E EXIGÊNCIA DE MUDANÇA
3º DOMINGO DO ADVENTO - ANO C
1ª leitura: Sofonias 3, 14-18ª: O Senhor, teu Deus, exultará por ti, entre louvores. / Salmo: Isaías 12, 2-6: Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel! / 2ª leitura: Filipenses 4, 4-7 :O Senhor está próximo./ Evangelho: Lucas 3, 10-18: Que devemos fazer?
I.- O MENSAGEIRO DA ALEGRIA - Este 3º Domingo do Advento é chamado “Domingo Gaudete” - Domingo da Alegria - numa antecipação do Natal que se aproxima. João é o mensageiro da alegria porque anuncia a chegada de Jesus, anuncia a tão suspirada salvação dos tempos finais.
II.- A missão de João Batista não se limita a seu tempo, mas continua atual. É dirigida a todos os homens e a todas as classes sociais. “Como o povo se achasse em ansiosa expectativa e todos cogitassem em seus corações que talvez João fosse o Messias, João tomou a palavra e disse-lhes: “Eu vos batizo com água, mas vem aquele que é mais forte do que eu. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo” (v.15). O batismo com água não perdoava os pecados, somente despertava sentimentos de arrependimento, de conversão. O batismo com o Espírito Santo perdoa os pecados, é santificação, divinização, participação na vida de Deus em transbordante plenitude.
III.- João é o profeta, o precursor, a voz que clama no deserto. Cristo é o Salvador, o Filho de Deus. É a Palavra eterna - o Verbo - que existe desde o princípio, o Primogênito (Jo 1,1). João recebe tudo de Deus. O Filho de Deus é tudo e tem tudo! “É o mais forte!” (v.15). Jesus é o juiz dos tempos finais. Vem para o julgamento: separa os bons dos maus. Leva os bons para o Reino de Deus e entrega os maus ao fogo inextinguível da condenação (v.17).
IV.- Oração: Pai amado, que eu seja um arauto do Senhor, anunciando aos homens o Reino de Amor e de Alegria que João Batista proclamou e que Jesus concretiza vindo habitar no meio de nós. AMÉM.
V.- Revisão de Vida: Como João Batista, sou “a voz que clama no deserto”, anunciando a Boa Nova da Salvação, com alegria, coragem e humildade? Sou ganancioso ou me abstenho do enriquecimento fraudulento? Procuro repartir o que tenho com os necessitados? Vivo o meu batismo? Preparo o meu coração com uma boa confissão e comunhão? Participo da novena do Natal? Já armei o presépio?
“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”
Padre Sandro Rogério dos Santos
Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi
Rádio Onda Viva – AM 1300khz (www.ondaviva.com.br)
SÓ POR TI, JESUS / Quero me consumir / como vela que queima no altar / me consumir de amor / (...) / Quero me derramar / como rio se entrega ao mar / me derramar de amor / Pois Tu és o meu amparo, o meu refúgio / és alegria de minha alma / Só em Ti repousa a minha esperança / Não vacilarei / E mesmo na dor / quero seguir até o fim / só por ti, JESUS!
Natal é Luz de Deus nas trevas do mundo
“A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.” (Jo 1,5)
“[O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem.” (Jo 1,9)
“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz.” (Is 9,1)
TEMPO, TEMPO, TEMPO...
Não tem jeito. Somos marcados pelo tempo. Para o bem ou para o mal, o tempo está nos formatando. Não é possível pausá-lo, apagá-lo, apressá-lo... ele está aí e passa... passa o tempo todo. Fluindo e avançando.
Esperamos o tempo nos seja favorável. Acreditamos que o porvir será melhor que esse de agora, mesmo que o momento presente seja marcado por boas doses de bondade e de conquistas.
Brigar com ou contra o tempo não nos garante nada além de contrariedades. Muito dos sofrimentos pelos quais passamos são apenas conseqüência dos enfrentamentos malsucedidos dessa inglória luta.
Para vencer o tempo o remédio chama-se aproveitá-lo ao máximo. Viver com intensidade e competência. Pontuar estratégias onde o futuro faça parte, o passado conste, mas não se desvincule por nenhuma opção o presente.
Se não vivêssemos de chorar o ontem (passado) esperando o amanhã (futuro) talvez compreendêssemos a beleza e grandeza da vida a ser vivida agora (presente).
Que tal desembrulhar o “presente” e aproveitá-lo vivendo? Deus nos será sempre favorável quando empreendermos a aventura de estar onde estamos, viver o que somos no tempo que nos é dado.
Ah, pra constar: “tudo tem seu tempo”. Fique bem. Pax!
Irmãos: 4Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito, alegrai-vos. 5Que a vossa bondade seja conhecida de todos os homens! O Senhor está próximo!6Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças. 7E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará os vossos corações e pensamento em Cristo Jesus. (Filipenses 4,4-7)
>
AGULHA E LINHA
Um conto dos padres do deserto diz que certo monge, vendo a morte chegar, pediu aos seus companheiros que lhe trouxessem a chave do céu: queria morrer agarrado a ela. Um companheiro saiu correndo e lhe trouxe a Bíblia, mas não era isso que o agonizante queria. Outro teve a idéia de trazer a chave do sacrário, também não deu certo. Foi então que alguém que conhecia melhor o doente foi buscar agulha e linha. Agarrado a esses objetos prosaicos, o irmão passou mais tranqüilo para a vida eterna. Era o alfaiate da comunidade: sua chave para o céu era a atividade diária, carinhosamente realizada para servir aos seus irmãos.
A historinha nos leva a entender que o trabalho cotidiano do monge foi a sua verdadeira chave para entrar no céu. Com certeza ele também devia ter rezado muito, meditado bastante, talvez jejuado nos dias certos, e cultivado algumas dezenas de outras virtudes. No entanto ele sabia muito bem que tudo dependia de como ele havia exercido o seu maior serviço na comunidade.
O caminho da santidade pode passar por momentos extraordinários, gestos de heroísmo, façanhas memoráveis; porém passa, em primeiro lugar, por aquilo que fazemos bem ou mal no dia a dia. Todos nós reconhecemos que, em nossa vida, é muito mais pesado o dever cotidiano do que alguns momentos de esforço, difíceis sim, mas passageiros.
>
UM SACERDOTE NÃO PODE VIVER SEM ORAÇÃO
Por ocasião do Ano Sacerdotal (19/6/2009 a 11/6/2010), o prefeito da Congregação para o Clero, cardeal dom Cláudio Hummes, escreveu uma carta aos presbíteros do mundo inteiro, na qual ele enfatiza o valor da oração para os sacerdotes, como alimento indispensável do aspecto espiritual. “Realmente, sem o alimento essencial da oração, o presbítero adoece, o discípulo não encontra força para seguir o Mestre, e assim morre por desnutrição. Conseqüentemente, o seu rebanho se dispersa e, por sua vez, morre”.
O cardeal afirma ainda que quando a oração se extingue, “a fé se enfraquece e o ministério perde conteúdo e sentido. A conseqüência existencial para o sacerdote é que ele terá menos alegria e menos felicidade no ministério a cada dia. E como se, no caminho do seguimento de Jesus, o presbítero, que caminha junto a tantos outros, começasse a ficar para trás sempre mais e assim se distanciasse do Mestre, até perdê-lo de vista no horizonte. Deste ponto então ele acaba desorientado e vacilante”.
Dom Cláudio Hummes destacou ainda que, para o sacerdote continuar sendo fiel a Cristo é preciso que ele se sinta necessitado de oração e intimidade com Deus. “Por isso o presbítero para continuar fiel a Cristo e fiel à comunidade, necessita ser um homem de oração, um homem que vive na intimidade com o Senhor. Ele precisa além do mais ser confortado pela oração da Igreja e de cada cristão”.
Além dos presbíteros, o cardeal brasileiro faz um convite de oração a todos os fiéis. Os fiéis “a rezarem, com perseverança e tanto amor, pelos padres e com os padres”. Nesse sentido, a Congregação para o Clero, a cada primeira quinta-feira do mês, às 16h locais, celebra uma Hora Eucarístico-mariana na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, pelos padres e com os padres.
O Cardeal Hummes conclui sua carta dirigindo aos sacerdotes calorosos votos de um feliz Natal: “No presépio o Menino Jesus nos convida a renovarmos para com Ele aquela intimidade de amigo e discípulo, para nos enviar novamente como seus evangelizadores!”.
O VERBO SE ENCARNOU
O homem vive a vida de acordo com os verbos. Sejam eles transitivos ou intransitivos, pautam a vida humana. Sem eles não há língua. Sem língua não somos nada muito além de animais. Melhor dizendo: sem verbo não existe oração, e sem oração, não há porque o verbo existir. Vale lembrar-se das aulas de português. Mas esse papo vai muito além da gramática.
Qual é o verbo que impera na vida da maioria das pessoas? Talvez "ganhar". Em muitos o mais importante é "lucrar". Para outros, é simplesmente "viver", assim, sem sujeito e sem predicado; ou seja: sem oração, sem razão, sem porquê. Outros tantos não largam do verbo "curtir". Somando todos esses aí geralmente se chega no verbo "aproveitar". Para avançar um pouco mais na aula de gramática, a maioria deles hoje vem no imperativo: "ganhe!", "lucre!", "viva!", e por aí vai.
Todos estes verbos, chamados "de ação", muitas vezes não cumprem seu papel direito. Afinal, quando se "lucra", se pensa no sujeito que lucrou, no objeto que foi lucrado - seja ele direto ou indireto - e talvez no adjunto adverbial: onde, como, quando e em que meios se "lucrou", se "viveu", etc. Mas todo verbo de ação envolve um outro sujeito, que mesmo omitido na construção sintática, está lá. Ao se "lucrar", lucra-se DE ALGUÉM; ganha-se de alguém; vive-se COM ALGUÉM. E isto está bem esquecido, mais na vida das pessoas do que nas aulas de língua portuguesa Brasil afora.
Quem está fora de moda são os verbos de ligação. Presta-se cada vez menos atenção no "ser" e no "estar". Como é difícil de parar pra pensar em quem somos, onde estamos, porque estamos. Apenas queremos "ir", "andar" e muitas vezes "correr", o que frequentemente nos leva a "tropeçar".
Deixando essa salada de frutas verbais para lá, quero lembrar que estamos perto do dia em que recordamos àquele Verbo, que se fez carne para habitar no meio dos homens. E também nesta época está presente um verbo esquecido: "esperar". Não temos mais paciência de esperar o que há de vir, queremos o "agir", o agora, o urgente. Que tal usar esse tempo para "acalmar" tantos verbos por aí? Que tal começarmos a "acreditar" em algo maior? Talvez assim, possamos ter um bom Natal, para "mudar" e "inaugurar" um novo tempo em nossas vidas. Tempo em que o Verbo mais importante é aquele, com V maiúsculo, que veio em forma de menino e abriga tantos outros dentro dele, como "perdoar", "pacificar", "auxiliar". É o tempo do verbo "AMAR".
[autor: Vinícius Lauriano Ferreira]
QUE DEVEMOS FAZER?
O Senhor vem. Preparemo-nos. Ainda que não nos tenha dito quando será a hora do encontro. Como alguns grupos na época de Jesus perguntaram a João Batista, também perguntemos nós: na iminência da vinda do Senhor, “que devemos fazer?”. Caso ainda não saibamos o que fazer, João nos aconselha. “Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo... Não pratiqueis violência com ninguém nem denuncieis injustamente; e contentai-vos com o vosso salário”. (Lc 3,10-11). Solidariedade, sobriedade, acolhimento, alegria, bondade, confiança, oração... são atitudes que nos preparam para a chegada do Emanuel (Deus-está-conosco!). Essas atitudes geram em nós a necessária metanóia (conversão da mentalidade!). O Advento, tempo de alegre espera é marcado pelo chamado à conversão quando tendo em vista a sublimidade daquele que vem, o nosso coração precisa fazer-se lugar acolhedor, morada adequada de Deus e dos irmãos.
>
VERDADES DO NATAL
“O tempo vai passando sutilmente e de repente é natal.” A característica primordial do natal é a solidariedade. Muitos sem saber ao certo porque existe tal festa se enfeitam, se reúnem em família, se solidarizam em campanhas as mais variadas por todos os cantos do país.
Mas como poderíamos nos calar sobre o motivo principal do natal? Daria para falar em solidariedade sem nos referirmos ao Amor Encarnado como sinal vivo, eficaz e eloqüente da SOLIDARIEDADE de Deus para com a sua criatura? Natal é nascimento. Vida nova que brota até dos escombros das mortes. Vida nova que insiste e resiste às suas forças contrárias.
Natal é tempo de viver a família. E duro será constatar apenas na hora “agá” que não se tem família para reunir. Não se tem perdão suficiente que cure mágoas e desentendimentos. Trágico será fazer apenas comilança e bebedeiras para que não se sinta por fora dos festejos.
Deseducador será dar presentes, especialmente às crianças que na vida delas sejamos presença – de amor, amparo, segurança etc. Há muitas casas belamente enfeitadas. O comércio logo acende seus pisca-piscas. Ah, como atraem! Como enchem os olhos. Tudo tão belo, efêmero... fútil. “Não seja tão duro, senhor padre”, poderiam me dizer. Tudo bem, deixem as luzinhas piscando, deixem papai Noel morrer de calor com essas roupas que servem apenas ao Pólo Norte (ou Sul). Mas não se esqueçam do motivo principal pelo qual a cristandade para, se reúne e celebra.
Um filho nos foi doado. O Emanuel (Deus-conosco), o Salvador, o Cristo Senhor. Ele conselheiro admirável, Deus forte, Príncipe da Paz... nascido do ventre virgem e fecundo de Maria, a escolhida por Deus. Aquela que foi cheia de Graça pelo olhar do Pai. A Nova Eva, mãe de toda e da nova humanidade. Ela que com seu sim desatou o nó do pecado original. Ela que por sua disponibilidade se fez serva, servidora, cooperadora da Graça no mundo. Ela que por certo inspirou Santo Agostinho quando disse “o Deus que te criou sem ti, não te salvará sem a tua colaboração”. Deus se dirigiu a uma jovenzinha na pequenina Nazaré. Foi visitar Maria, esposa prometida de José.
Fico pensando cá comigo, com meus botões, se Deus (Altíssimo, a quem nada é impossível) foi através do Anjo Gabriel “pedir” a Maria, porque nós não poderíamos também ir a ela e suplicar-lhe por nossas necessidades? Deus teve “necessidade” de uma jovenzinha. Deus teve necessidade de, a exemplo da sedutora serpente do paraíso, seduzir aquela que daria ao mundo o salvador. Bem já disse o profeta Jeremias “seduziste-me e eu me deixei seduzir”. Maria se deixou conduzir pela Graça. O amor é vencedor sempre!
Precisamos resgatar essa história. As crianças podem “fantasiar” para desenvolver o raciocínio e outras dimensões, mas será fundamental que as crianças aprendam desde logo a verdade: NATAL é nascimento na história e no tempo daquele que é Deus. Nos dias de natal saibamos contar histórias de verdade para que a verdade reine em todos os corações e famílias.
Padre Sandro Rogério dos Santos
Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi
Diretor de Programação da Rádio Onda Viva – AM 1300
Amar-te mais que a mim mesmo Amar-te mais que tudo que há aqui Amar-te mais que aos mais queridos Amar-te e dar a vida só por ti (BIS)
Com minhas forças, Com minha alma, de todo coração Viverei eu, só pra ti amar
“Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
JESUS segundo Mateus 11,28-30
A IMACULADA CONCEIÇÃO
O Dogma da Imaculada Conceição estabelece que Maria foi concebida sem mancha de pecado original. O dogma foi proclamado pelo Papa Pio IX, no dia 8 de dezembro de 1854, na Bula Ineffabilis Deus: “Declaramos, pronunciamos e definimos que a doutrina que sustenta que a Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua concepção, foi por singular graça e privilégio de Deus onipotente em previsão dos méritos de Cristo Jesus, Salvador do gênero humano, preservada imune de toda mancha de culpa original, foi revelada por Deus, portanto, deve ser firme e constantemente crida por todos os fiéis.”
Esse é dos dogmas da Igreja mais mal compreendidos hoje em dia. Lembremo-nos de que o dogma é uma verdade de fé que deve ser crida por todo cristão, assim como a “Triunidade” de Deus e a “inerrância da Escritura”. Todo cristão católico, batizado, deve crer na Imaculada Conceição.
Mas o que significa “Imaculada Conceição”? Ao contrário do que muitos pensam, não é o fato de Jesus ter nascido sem que Nossa Senhora perdesse a virgindade. A Imaculada Conceição é o fato de nossa Senhora ter sido concebida sem Pecado Original, não tendo jamais pecado nem tido vontade de pecar. Como apresentamos acima na definição do Papa Pio IX. Foi em vista dos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo que Deus preservou o “Tabernáculo” (a morada) para o seu Filho Unigênito. Não seria de bom alvitre pensar que Deus “escolheu” a primeira virgem que lhe passou pelo caminho.
Aliás, não é isso que vemos nos relatos de Lucas (capítulo um). Naquele tempo, Deus enviou um Anjo com destino a Nazaré para visitar uma virgem-jovenzinha esposa (em promessa) de José. Logo que o Anjo chegou, saudou-a “Ave, Cheia de Graça (SEM PECADO), o Senhor está contigo”. Celebremos a Imaculada Virgem que, preservada do pecado, deu ao mundo com o seu “sim” o Salvador de todo gênero humano. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
(Que tal rezar uma Ave-Maria saudando a Mãe de Deus e sua também?)
Leia aqui a letra original e a tradução para o português
>
Legislação
CNBB LAMENTA APROVAÇÃO EM PRIMEIRO TURNO DA PEC DO DIVÓRCIO
O padre Luiz Antônio Bento, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – lamentou a aprovação da proposta de emenda à Constituição, a PEC 28/2009, que vai acelerar a separação de casais. Sobre a aprovação, o assessor afirmou que a medida pode afetar não só o casal, mas toda a família e que “o projeto, além de banalizar a família brasileira vai tirar a possibilidade de o casal repensar a sua decisão”.
Se entrar em vigor a nova lei, não será mais necessária a exigência da separação judicial prévia por mais de um ano, bem como a comprovação de separação por mais de dois anos para se obter o divórcio. A proposta deve ainda passar pelo segundo turno de discussão e votação. O texto em análise é uma proposta de emenda à constituição do deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) e do deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA).
A PEC recebeu voto favorável do relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Demóstenes Torres (DEM-GO). [7/12/2009]
Os institutos de pesquisas alegam que usam amostras diferentes e métodos diferentes - e assim justificam seus resultados quando eles são muito diferentes dos outros. A mais recente pesquisa da Sensus, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes, mostrou o governador José Serra (PSDB) em queda nas intenções de voto para presidente da República, Dilma Rousseff e Aécio Neves em crescimento e Ciro Gomes mais ou menos estancado. Foi feita há um mês.
A pesquisa divulgada hoje, e aplicada pelo Ibope sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria, mostra Serra subindo, Dilma crescendo dentro da margem de erro, Aécio mais ou menos estacionado e Ciro e Marina Silva caindo. Dilma é a candidata com o maior índice de rejeição. Serra tem o menor. A pesquisa Sensus antecipou o fim do mundo para Serra. A do Ibope o devolve ao céu. Aconteceu no país alguma coisa relevante entre uma pesquisa e outra capaz de explicar resultados tão díspares? Não. Métodos e amostras dos institutos são diferentes - bla-bla-blá, etc e tal.
Não dêem muita bola para pesquisas de intenção de voto aplicadas a tanta distância da data das eleições. De fato, o eleitor só começa a prestar atenção nos candidatos quando tem início o período de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão - agosto do próximo ano.
“Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa, os insultarem, os perseguirem e levantarem todo tipo de calunia contra vocês. Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a sua recompensa nos céus...”
(Mt 5,11)
>
PREPAREMOS O CAMINHO DO SENHOR
2º DOMINGO DO ADVENTO - ANO C – Lc 3,1-6
Em certos aspectos, o mundo não mudou, é o mesmo como foi há vinte e um séculos atrás. Outrora, não aceitavam a pessoa de Cristo: “Alguma coisa boa pode vir de Nazaré?” (Jo 1,46). Hoje, não aceitam a Igreja Evangelizadora, missionária, que é o prolongamento de Cristo no mundo. Os ensinamentos e a doutrina de Cristo são distorcidos ou rejeitados. Defende-se o divórcio, o aborto, o sexo livre, as injustiças sociais...
João Batista nos exorta à conversão para a remissão dos pecados, a preparar o nosso coração para receber, neste Natal, o Menino Deus com suas bênçãos e graças e a evangelizar: A ENDIREITAR em nós tudo o que é torto: comodismo, preguiça, omissões... A ABAIXAR em nós tudo o que é demais: soberba, orgulho, egoísmo, vaidade... A RETIFICAR em nós a inconstância, a incoerência, a falta de princípios e de autenticidade... A APLAINAR em nós as pequenas e grandes imperfeições: da língua, de julgamentos, de ressentimentos... Urge sermos, como João Batista, evangelizados para sermos evangelizadores, arautos do Senhor, fazendo da própria vida um caminho reto para Deus.
Oração: Pai amado, que eu anuncie, como João Batista, o caminho para o Menino Deus, para que neste Natal, a Paz desça sobre este mundo tão afastado de ti e, assim, “toda carne - todo homem - verá a salvação de Deus” (v. 6). AMÉM.
Revisão de vida: Neste Advento qual a minha atitude na expectativa da vinda do Menino Deus, em meu coração, na minha família, na comunidade? Vigilante? Orante? Já armei o presépio? Procuro saber qual a minha missão no mundo e procuro realizá-la? Meu amor a Cristo me impele a trabalhar para que a Boa Nova da Salvação chegue a todos os homens? Vivo a caridade fraterna? Vem Jesus!
2º Domingo do Advento: Desimpedir A Chegada De Deus
1ª leitura: Baruc 5, 1-9: Deus mostrará o teu esplendor. / Salmo Responsorial: 125, 1-6: Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria! / 2ª leitura: Filipenses 1, 4-6.8-11: Ficareis puros e sem defeito para o dia de Cristo. / Evangelho: Lucas 3, 1-6: Todas as pessoas verão a salvação de Deus.
04/12/2009 16:39 - publicado por padre SANDRO rogério
Preparar o Natal é mudar o coração. O reino de Deus está a caminho. Converter-se é abrir espaços para que o Senhor chegue sem precisar forçar. É não perder chances de acolhida daquele que vem para que não nos estraguemos com o rodopiar em torno de nós mesmos. O doce, como dizia Francisco, pode tornar-se amargo. E o amargo, doce. Conversão não é tristeza. É a certeza que os caminhos estão prontos e “todos verão a salvação que vem de Deus”.