São Pedro e São Paulo

 

ORAÇÃO

 

Como Pedro

Confesso teu nome, Senhor.

Como Paulo

Confio e me fio em Ti, Senhor.

Como Pedro

Te negarei e necessitarei do teu perdão.

Como Paulo

Cairei de meu orgulho e de minha soberba.

Como Pedro

Me sentirei afundando nas águas do medo.

Como Paulo

Direi que “o amor jamais acabará”.

Como Pedro

Saberei que meu ouro vale pouco ou nada, mas te darei o que tenho.

Como Paulo

Farei de minha vida uma grande aventura.

 

Graças, Senhor!

Graças por estas duas pedras!

Graças por estas duas colunas!

Graças por estas duas pessoas!

Graças por ser como foram!

Graças pelo que nos deixaram!

Graças por suas vidas!

Graças por seu exemplo!

Graças por seu testemunho!

Amém!

 

Meus dias têm sido curtos, porque cheios... mais uma vez o blog ficou “desatualizado”. Não me falta vontade, mas tempo com qualidade para leituras, pesquisas, produção... claro que nestes dias a vida está a mil e por isso as experiências fluem. Para se ter idéia, hoje passei pela rádio, pelo curso de inglês, pela prova de laço, pela santa casa, pelo encontro de casais com cristo.... nessa semana os padres do clero diocesano de presidente prudente vamos para o retiro espiritual anual... mais uma temporada fora de casa... tenha paciência comigo e com o blog. Se não for assim, terei que “fechá-lo”. Deus cuide do seu coração e da sua vida!

relacionamentos bem-sucedidos

 

Qual é então o ingrediente mais importante num relacionamento bem-sucedido?

 

“A resposta é simples: confiança. Sem confiança é difícil, senão impossível, conservar um bom relacionamento. A confiança é a cola que gruda os relacionamentos... Perguntem-se quantos relacionamentos bons vocês têm com pessoas em quem não confiam? Sem níveis básicos de confiança, casamentos se desfazem, as famílias se dissolvem, as organizações tombam.”

 

[do livro O Monge e o Executivo]

as quatro pessoas e o trabalho

 

Havia quatro indivíduos chamados “Todo Mundo”, “Alguém”, “Ninguém” e “Qualquer Um”.

 

Quando havia um trabalho importante para ser feito, “Todo Mundo” estava certo que “Alguém” faria. “Qualquer Um” poderia ter feito, mas “Ninguém” fez.

 

Como “Ninguém” fez, “Alguém” ficou muito nervoso por que era obrigação de “Todo Mundo” fazer.

 

No final das contas, “Todo Mundo” acabou culpando “Alguém”, por que “Ninguém” conseguiu fazer o que “Qualquer Um” poderia ter feito.

dez cuidados urgentes

 

 

Como a mãe cuida do bebê, precisamos saber cuidar da nossa sobrevivência no planeta. Cuidar é um jeito concreto de amar. A cultura da morte que nos envolve torna mais urgente o cuidado com a vida. Dez cuidados vão garantir nossa sobrevivência. Quem ama cuida.

 

1. Cuidado com o planeta.

2. Cuidado com as cidades.

3. Cuidado com a sociedade sustentável.

4. Cuidado com o outro.

5. Cuidado com os pobres.

6. Cuidado com a saúde.

7. Cuidado com a família.

8. Cuidado com os valores perenes.

9. Cuidado com a espiritualidade.

10. Cuidado com a morte.

 

Cuidar é uma atitude de amor, de responsabilidade, de altruísmo. O cuidado é o zelo, o valor, a estima que damos às pessoas e às coisas. O cuidado é o oposto do egoísmo e significa altruísmo, benevolência, sensibilidade. Deus cuida de nós com amor de mãe, com carinho e atenção, por isso nos corrige, adverte e convoca à conversão. Amor é cuidar do amado. O cuidado excessivo é prejudicial porque cria dependência, apego, infantilismo. Por outro lado, não ter cuidado denota desprezo, desleixo, rejeição apostólica. Cuidado é apreço, delicadeza, solidariedade.

 

[Dom Orlando Brandes]

Coisas & Coisas

 

 

Por que temer a noite?

Por que temer o dia?

Por que temer a presença?

Por que temer a ausência?

Por que temer?

 

Para quem navega sem direção nenhum vento é favorável.

Ao invés de desdenhar dos ventos, que tal ajustar a posição das velas?

 

Quando a noite, não conseguir dormir,

Pare de contar as ovelhas e converse com o pastor!

25/06/2008 - 14h55

 

Arábia Saudita estuda criar curso obrigatório de casamento

FRANCES HARRISON da BBC News

 

Casais com planos de casamento na Arábia Saudita poderão ser obrigados a fazer cursos sobre o assunto antes de assumir o compromisso, de acordo com uma proposta em estudo pelo Ministério Saudita para Assuntos Sociais.

As autoridades esperam que a medida leve a uma redução da incidência de divórcios, especialmente entre jovens.

Estatísticas são escassas e estimativas indicam que dissoluções podem variar de 30% a 60% dos casamentos.

Os cursos, formulados por organizações beneficentes, devem tratar os "aspectos legais do casamento, os direitos de maridos e mulheres e seus deveres para com os filhos".

O currículo incluirá ainda como lidar com as famílias dos dois cônjuges.

Não está claro se educação sexual será incluída no curso, mas algumas pessoas acreditam que ela é muito necessária em uma sociedade onde qualquer discussão sobre sexo é um tabu.

Na prática, o divórcio afeta mais duramente as mulheres sauditas do que os homens, porque é quase impossível um segundo casamento para uma divorciada.

Além do divórcio, um estudo realizado por uma universidade saudita revelou que cerca de 40% dos casamentos são infelizes, com problemas que vão da violência, crueldade e abandono a divergências e brigas constantes.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u416075.shtml [acesso 25/6/2008, às 20:15]

ORAÇÃO DE JESUS CAMINHO

 

Deus, nosso Pai, vosso Filho Jesus foi o orante, o mestre da oração por excelência.

 

Ele nos ensinou a chamar-vos de Pai. Ele nos ensinou a ter confiança em vós e a ter confiança em nossas forças interiores. Ele disse que se tivermos fé, havemos de mover montanhas e caminhar sobre as águas. Disse que onde dois ou três estiverem reunidos em seu nome, ele estará no meio deles (Mt 18, 19s).

 

Batei, batei, batei – insistia ele – e a porta haverá de abrir. Pedi, pedi, pedi, e haveis de receber (Mt 7,7-8). Não tenhais medo. Sou eu! Estarei convosco até o final dos tempos.

 

Que vos elevemos cada dia, com a nossa vida, oração e súplicas, louvores e agradecimentos. Louvado sejais pelo dom da vida, sopro divino que nos mantém a existência. Louvado sejais pelo pão de cada dia. Louvado sejais pela paz que de vós procede. Louvado sejais pela chuva, pelo sol, pelas sementes que germinam, crescem e dão frutos. Louvado sejais pelos sonhos de esperança que espalhais em nossos corações.

 

Rezemos, pois por todos os homens, pois é vosso desejo que sejamos salvos e cheguemos à comunhão e com nossos irmãos. Testemunhemos com nossa vida que Jesus, vosso Filho, é o Caminho, a Ponte que nos conduz a vós, Deus de amor e de perdão.

 

[fonte: Ave-Maria]

ano paulino

 

Não te envergonhes, portanto,

do testemunho de nosso Senhor,

nem de mim, seu prisioneiro,

mas sofre comigo pelo Evangelho,

fortificado pelo poder de Deus.

 

(2Tim 1,8)

 

Sou admirador dos homens e das mulheres que fizeram da própria vida um culto agradável a Deus. Quando conseguiram ser bons pais / boas mães. Quando conseguiram ser fiéis à família. Quando conseguiram padecer tantos sofrimentos sem se lamentarem além da conta ou se fazerem de vítimas. Penso no sofrimento dessas pessoas diminuído pela força da presença de Jesus eucarístico em suas vidas. Quem descobriu o Amor e (que Deus é amor) está imune contra as conseqüências maléficas do mal. É possível ser feliz mesmo na dor. É possível ser infeliz mesmo na bonança e na fatura de bens. Deus nos faça testemunhas de sua misericórdia. Testemunhar a vida de Deus na nossa vida, eis o desafio que se impõe sobre quem quer ser luz do mundo, ou melhor, sobre quem deve ser (porque já o é) “luz do mundo”. Que a vossa luz brilhe!!!

QUEM AMA DEUS NÃO TEM MEDO

 

Quem ama Deus não tem medo, pois sabe que o mal e o irracional não têm a última palavra, considera Bento XVI.

Ao rezar a oração mariana do Ângelus neste domingo, o Papa falou dos medos do mundo moderno, provocados pela indiferença ou a rejeição a Deus. Deste modo, comentou a passagem do Evangelho da liturgia dominical na qual Jesus convida a não ter medo dos homens, mas a «temer» a Deus.

«Sobretudo hoje se dá uma forma de medo mais profunda, existencial, que acaba em certas ocasiões em angústia: nasce de um sentido de vazio, ligado a uma certa cultura penetrada pela influência do niilismo teórico e prático», constatou o Papa. «Perante o amplo e variado panorama dos medos humanos, a Palavra de Deus é clara: quem “teme” a Deus “não tem medo”». 

Segundo o sucessor de Pedro, «o temor de Deus que as Escrituras definem como «o princípio da verdadeira sabedoria» coincide com a fé n'Ele, com o respeito sacro por sua autoridade sobre a vida e sobre o mundo».

«Não “ter temor de Deus” equivale a pôr-se em seu lugar, sentir-se donos do bem e do mal, da vida e da morte. Pelo contrário, quem teme a Deus experimenta em si a segurança da criança nos braços de sua mãe (Cf. Salmos 130,2): quem teme a Deus está tranqüilo inclusive em meio das tempestades, pois Deus, como Jesus nos revelou, é um Pai cheio de misericórdia e de bondade. Quem o ama não tem medo», assegura.

«O crente --reconheceu--, portanto, não se assusta com nada, pois sabe que está nas mãos de Deus, sabe que o mal e o irracional não têm a última palavra, mas que o único Senhor do mundo e da vida é Cristo, o Verbo de Deus encarnado, que nos amou até sacrificar-se a si mesmo, morrendo na cruz por nossa salvação».

«Quanto mais crescemos nesta intimidade com Deus, impregnada de amor, mais facilmente superamos toda forma de medo», indicou.

 

[CIDADE DO VATICANO, domingo, 22 de junho de 2008 (ZENIT.org)]

pedido dos filhos (3)

 

PAIS E FILHOS,

COMPANHEIROS DE VIAGEM!

 

Nas duas colunas anteriores, reproduzi um artigo de dom Orlando Brandes, no qual destacava pelo menos vinte “pedidos dos filhos” aos seus pais. Não sendo especialista na matéria, tenho a meu favor que, pela ordem natural sou filho e pela ordem espiritual sou padre (“pai”).

 

Das pessoas que se manifestaram sobre o texto pelo Orkut, MSN, E-mail e Blog, pude depreender a ânsia que todos temos em equilibrar as relações visivelmente abaladas por diversas causas (dentre as quais, a “excessiva” liberdade, acesso fácil às novas tecnologias, filhos de pais vindos das conquistas libertárias de décadas passadas...). A vontade que todos temos de resolver problemas quando sem perceber o único problema é alimentar ainda mais o abismo que separam pais e filhos.

 

Os princípios são fontes das quais não se pode abdicar em nenhuma hipótese. A tradição não é engessamento da vida. A moda não é facilitadora de novos relacionamentos maduros e equilibrados nem mesmo é a panacéia para todos os nossos males. Isto é, ela não resolve nem resolverá todos os problemas que temos. Acredito mais no ditado que diz que a “tradição é o equilíbrio da vida”. No enfrentamento das questões e das situações, ninguém prevalece sobre ninguém, pois o que deve sempre prevalecer é a verdade e no caso das relações a verdade manifestada no amor, pelo amor e para o amor.

 

O respeito não tem hierarquia. Pais precisam respeitar seus filhos tanto quanto os filhos aos seus pais. A autoridade dos pais não se perde quando conseguem ser compassivos e abertos ao novo mundo que se descortina no horizonte dos filhos (mais afeitos às novidades e destemidos diante delas do que seus pais). A autoridade dos pais não se afirma com truculência e castigos. A dignidade e a liberdade dos filhos não se perdem quando dão ouvidos aos pais que, se não têm cultura de livros e de escola, têm a própria experiência da vida como fonte inesgotável de conhecimento e equilíbrio.

 

Vi pais sofrerem pela ausência e brutalidade dos filhos. São tantos pais “esquecidos” ou “depositados” em asilos ou lugares afins... são tantos esquecidos em suas pequenas e singelas casas, seja na cidade, seja na roça. Como que lançados à própria sorte, como que amparados pela única mão que a tudo alcança o tempo todo, Deus. Há depósitos de gente em muitas casas que nos circundam. Homens deixados na solidão e na miséria dos afetos. Mulheres isoladas porque já não produzem. E seus filhos, frutos de suas entranhas, onde estão? Pois é, se alguém souber, avise-me! Alguns me procuram querendo saber.

 

Vi filhos destruídos pela ausência e brutalidade dos pais. A missão do padre é vasta, pois compreende todo canto onde há vida humana e suas carências. Foi no sistema carcerário que mais me deparei com a situação absurda pela qual passam nossas famílias. Não apregôo que voltemos ao passado num sistema machista, paternalista, retrógrado de família onde muitas se sustentaram apenas pela “vergonha de serem mal faladas”. Na cadeia vi rapazes cheios de energias mal empregadas. Tratados na categoria sub-humana (detalhe: por humanos!). Confundidos dignidade e erro. Quão infelizes são os homens que foram confundidos com o erro que cometeram! Alguns, ali na prisão, desistiram de serem “bonzinhos”. Não tinham ninguém por eles. Já dizia o grande escritor que “perigoso é aquele que não tem nada a perder” (Goethe). Quem está perdido não tem medo de matar ou morrer. Quem não tem ninguém em algum lugar do mundo esperando por ele, também não consegue mais esperar nada de si e para si, muito menos, para além de si. Tenho algumas histórias do cárcere. Não são muitas, mas todas são emblemáticas. Algum dia lhe contarei alguma.

 

A pobreza não é causa sine qua non do desajuste familiar. Quantos de nós somos membros de vastas famílias e, no entanto, não morremos de fome (ainda que tenhamos passado fome). A fome que mata na família não é a fome de comida (arroz, feijão e ovo ou bife), mas a fome do afeto, do amor, do entendimento... Tanto que vemos famílias abastadas e destruídas. Seria necessário um programa do governo [“fome zero de afeto”] para que nós nos entendêssemos outra vez como aquilo que nunca deixamos de ser, gente?! Pior pensar que grande quantidade está se alimentando na fé semanalmente. Há muita gente brincando de ser boazinha. Há muita hipocrisia na cara das pessoas que se consideram de confiança e dignas das coisas que têm.

 

Pais e filhos são companheiros de viagem. Numa viagem há sempre alguém que sabe mais do caminho e dos lugares que nós. Não nos custa escutar quem já passou por lugares que agora desvendamos. Não nos pesa dar a mão à palmatória quando tudo o que temos é tão somente o desejo de avançar, de acertar... de não virar “carola”. Quando cada indivíduo descobre o seu papel na história e atua com humildade, restabelece-se o equilíbrio.

 

A Família é Igreja Doméstica. Uma mãe me dizia que os filhos são galhos que nascem na árvore e que, se cortados, morrem. Pais não tenham medo dos filhos. Só não deixem de dar afeto, atenção e rumo à vida deles para que outro qualquer chegue antes e ofereça um “elixir” de desgraças para eles e para todos os da sua família. Ai na sua casa, Deus se encontra com todos. Não tenham medo de ser e viver família. Não tenham medo de se abrirem a Deus e de se abrirem uns aos outros. O amor nos fragiliza, mas só ele nos fortalece. Que a família comece e termine sabendo aonde vai. E que a sua família consiga o quanto antes restabelecer os vínculos de amor onde tudo se faz e se fará novo!

 

Pela vida e pela família, sempre!

 

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. Paroquial de Caiuá e de Piquerobi

Blog “Tudo tem seu tempo” http://sandrogerio.zip.net

 

Salmos, 130

1.

Senhor, meu coração não se enche de orgulho, meu olhar não se levanta arrogante. Não procuro grandezas, nem coisas superiores a mim.

2.

Ao contrário, mantenho em calma e sossego a minha alma, tal como uma criança no seio materno, assim está minha alma em mim mesmo.

3.

Israel, põe tua esperança no Senhor, agora e para sempre.

sem mim nada podeis fazer

 

 

Para que me serve ganhar o mundo inteiro se perco a Ti, Senhor?

relacionamento pais e filhos

 

COMENTÁRIO

 

Recebi alguns comentários sobre o relacionamento pais e filhos. Alguns (poucos) estão postados na seção de comentários dos textos. Outros me vieram por e-mail e não para a publicação. Gostaria, entretanto, de partilhar com você o texto que segue abaixo, assinado por jovenzinho de 17 anos. [aliviei um pouco abreviações e expressões, mas procurei manter o texto na originalidade com que me chegou].

 

 

A geração dos pais quis dar o melhor para as crianças e os jovens. Sonharam grandes sonhos para eles, procuraram dar melhores brinquedos, roupas, passeios, escolas. Não queriam que nós andássemos na chuva, se machucarmos na rua, se feríssemos com brinquedos caseiros, e vivêssemos as dificuldades pela quais passaram, muitos colocaram uma televisão na sala, outros com mais recursos colocaram uma tv e um pc em nosso quarto, nos encheram de atividades, cursos de inglês, computação, musica, etc. Tiveram uma excelente intenção, só não sabiam que nós deveríamos ter infância, que necessitávamos inventar, correr riscos, frustrar-se...

 

Enfim... nós jovens deveríamos ser solidários no sec. 21, deveríamos ser empreendedores e amassemos a arte de pensar, mas muitos de nós vivem alienados, não pensam no futuro, não tem garra e muito menos projeto de vida.... nós vivemos ilhados com nossos pais, raramente choramos juntos, e comentamos sobre nossos sonhos, magoas, alegrias, frustrações... enfim...

 

Na escola é a grande questão também... convivemos com os professores durante anos dentro de uma sala de aula, mas somos estranhos um para o outro... nos escondemos atrás de um livro. Aprendemos a lidar apenas com fatos lógicos, mas muitas vezes não sabemos lidar com fracassos e falhas. Aprendemos a resolver problemas matemático, mas não sabemos resolver nossos conflitos existenciais, somos treinados para fazer cálculos e acertá-los, esquecem que a vida é cheia de contradições, as questões emocionais não podem ser calculadas, não tem conta exata. Não somos preparados para lidar com decepções, somos treinados apenas para o sucesso... esquecem que viver sem problema é impossível, deveríamos usar o sofrimento para construir a sabedoria... Nos tornamos maquinas de trabalhar, em maquinas de aprender.

 

Fizeram nossa memória como um banco de dados... mas nossa memória não tem essa função, a memória foi usada de maneira errada, não existem lembranças, não existe lembrança pura do passado, é sempre reconstruído! não estão educando a emoção nem estimulando o desenvolvimento das funções mais importantes da inteligência. Nós jovens conhecemos cada vez mais o mundo em que estamos, mas quase nada sobre o mundo que somos.

 

Santa Teresa de Ávila

 

«SEJA FEITA A TUA VONTADE»

 

«Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu». Ó meu terno Mestre, que alegria para mim que tu não tenhas feito depender o cumprimento da tua vontade de um querer tão miserável como o meu!... Como seria infeliz, se tivesses querido que dependesse de mim que a tua vontade se realizasse ou não.

 

No presente, dou-te livremente a minha, embora seja no momento em que este dom não é puramente desinteressado, porque uma longa experiência me fez conhecer as vantagens deste abandono. Que imenso lucro, minhas amigas, mas por outro lado, que imensa perda, se não realizamos o que oferecemos ao Senhor por este pedido do Pai Nosso...

 

Quero portanto dizer-vos, ou lembrar-vos, qual é esta vontade. Não temam que vos sejam dadas riquezas, ou prazeres, ou honras, nem todos os bens cá de baixo. Não nos tem assim tão pouco amor! Leva em grande conta o presente que lhe oferecemos, e propõe-se recompensar-vos bem, dado que desde esta vida vos dá o seu Reino...

 

Vede, minhas filhas, o que Deus deu ao seu Filho que amava acima de tudo; por isso podereis reconhecer qual é a sua vontade. Sim, esses são os dons que ele nos dá neste mundo. Ele dá em proporção ao amor que tem por cada um de nós..., tendo também em conta a coragem que vê em cada um e o amor que se tem por ele.

 

Quem ama muito, ele o reconhece capaz de muito sofrer por ele, e aquele que ama pouco, de pouco sofrer. Por mim, estou persuadida que a medida da nossa força para levar uma grande cruz ou uma pequena, é a medida do nosso amor...

 

Todos os meus conselhos neste livro têm um só objetivo: darmo-nos totalmente ao Criador, submeter a nossa vontade à sua, desapegarmo-nos das criaturas; deveis ter compreendido a grande importância, não digo mais nada. Indicarei apenas por que motivo o nosso bom Mestre formula este pedido do Pai Nosso. É que ele sabe o grande benefício que é para nós fazer esta vontade ao seu Pai eterno.

 

Por ele nos dispomos a atingir rapidamente o objetivo da nossa viagem e a refrescarmo-nos nas águas vivas da fonte de que falei. Mas, se não dermos inteiramente a nossa vontade ao Senhor para que ele próprio cuide de tudo o que a nós se refere, jamais ele nos permitirá que bebamos dela.

 

 

[Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita, doutora da Igreja – O Caminho da Perfeição] de Evangelho Quotidiano!

impressões

 

SÃO PAULO, BELA E FERA!


São Paulo é pra quem gosta de viver “adrenalinicamente”.


Nela gosto de andar, andar, andar... ainda que os rostos estranhos e indiferentes nos causem algum temor, andar é ainda a minha melhor atividade. Talvez por queno dia-a-dia eu fique muito em casa, no carro, na cama (dormir gasta tempo!).


Nessa megalopole tudo parece conspirar contra a civilização do amor. Do trânsito intenso e quase parado. Do metrô superlotado. Dos ônibus em marcha lenta. Dos inúmeros “moradores de rua” e “pedintes de profissão” (ou falta de opção?). Dos engravatados espalhados por todos os lados. Do frisson da Sé ou da Paulista (entre outras tantas praças)...


Às vezes, andar sem rumo e anonimamente me dá prazer. Distensiona (a cabeça, pois tensiona os músculos). Mas é certo que a cidade de São Paulo não é “um monte tabor” - aquele no qual os apóstolos (Pedro, Tiago e João) queriam permanecer para sempre com Jesus, Moisés e Elias (cf. Mc 9).


Dai, retornar dela é levar impressões de pessoas, costumes, cenas do quotidiano que se impõe gravemente sobre tantos (para não dizer, todos) os transeuntes indiferentes aos humanos que habitam os corpos.


Em dias frios, impressionou-me a quantidade de “montinhos de gente” encobertos nas calçadas na fragilidade de abrigos que pouco abrigam. Ouvi relatos de gente que ainda tem coração funcionando como coração de gente e que não consegue deixar de sofrer com os que mais sofrem.


Inquieta-me, pois como entender o dizer de Jesus “pobre sempre os tereis”? (Mt 26,11), visto que Ele mesmo disse que todas as vezes que fizermos ao menor dos irmãos foi a Ele mesmo que o fizemos (cf. Mt 25,31-46)...

 

>>> sp, 18/6/2008

discussão

 

PEDIDOS DOS FILHOS (2)

 

Dom Orlando Brandes, arcebispo de Londrina/PR, é presidente do Setor Família da CNBB e escreveu artigo com o título acima (pedidos dos filhos). Com a devida autorização, reproduzo hoje a segunda parte.

 

Os filhos aprendem imitando. Daí a necessidade do casal se querer bem e dar bom exemplo. Dizia um filho aos pais: “peço que vocês me amem quando eu não mereço, porque é aí que eu mais preciso ser amado.” Nada disso é fácil. O nascimento dos filhos traz grandes mudanças na família. Os cônjuges esquecem de ser esposos, trocam os papeis, e começam a ser somente pais. Apegar-se aos filhos e esquecer o cônjuge é um perigo. O primeiro amor na família é sempre o amor conjugal, depois o amor filial.

 

Além disso, temos pais agressivos e pais permissivos, mas precisamos de pai e mãe participativos. Os pais apegados aos filhos sofrem demais quando eles devem deixar o lar. Os desequilíbrios dos filhos levam ao desajuste do casal e vice-versa. Os pais conscientes tratam os filhos conforme a idade que eles têm. É preciso saber mudar de marcha. Pais ajustados, filhos equilibrados.

 

Um filho escreveu para seus pais: “Eu sou forte no mal porque vocês foram fracos no bem. Por isso estou preso”. Os pais nunca podem abdicar do diálogo, devem estar abertos em buscar soluções e aceitar ajuda. Ninguém é infalível. Os pais aprendem com os filhos, mas devem sempre colocar limites e apresentar valores. Lares sem disciplina criam filhos folgados e onipotentes que se tornam delinqüentes. É a tirania dos filhos sobre os pais.

 

Temos hoje a “família filiarcal” que sucedeu à família matriarcal e depois à patriarcal. Filiarcalismo é fazer dos filhos pequenos deuses. Eles não ajudam em nada nos trabalhos da casa, deixam roupas sujas em cada canto, só comem o que querem, dominam os pais que se tornam seus escravos e reféns. Pais permissivos são mais prejudiciais que os autoritários.

 

Os filhos emitem sintomas que sinalizam a presença de problemas familiares. Quando os pais vão mal os filhos entram em ansiedade. Hoje a grande tentação é resolver as crises com o “divórcio fácil”. É preciso crer nas soluções, na reorganização da família. O filho problema pode tornar-se o melhor. A ovelha negra se torna uma benção, quando recorremos a Deus, ao perdão, ao diálogo, à disciplina. Quem olha as soluções não cai nas acomodações. Os heróis se forjam nas carências e crises.

 

A arte de ser bons pais começa já no útero materno. A preparação para a missão de ser pai e mãe é assunto do namoro e noivado. Pais despreparados, filhos desequilibrados; pais ausentes, filhos delinqüentes; pais permissivos, filhos onipotentes; pais omissos, filhos rebeldes. Carregamos dentro de nós a criança que fomos no passado. Vale a pena investir no casal para que os filhos cresçam sadios, seguros e amorosos. A família é a esperança da sociedade e o futuro do mundo.

 

[continua na próxima semana] Caso você queira tecer considerações sobre o texto pode enviar-me um email (sandrogerio@bol.com.br) ou acessar o meu blog (http://sandrogerio.zip.net). Na próxima coluna voltarei ao assunto aproveitando a sua opinião. Pela vida, sempre!

 

 (Esse texto é publicado nas colunas desta semana nos jornais O Imparcial e Oeste Notícias de Presidente Prudente e Integração de Presidente Venceslau)

tempo de... poesia

 

SEGUE O TEU DESTINO

 

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De arvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nos queremos.
Só nos somos sempre
Iguais a nós próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está alem dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

[Ricardo Reis – Fernando Pessoa]

pensando bem

“O bem vence. E se, às vezes, ele parece ser derrotado por intimidações e espertezas, na realidade continua operando em silêncio e com discrição, trazendo frutos a longo prazo”. [Bento XVI]

Domingo XI do Tempo Comum – Ano A

 

Leituras: Ex 19, 2-6a / Slm 99, 2.3.5 / Rom 5, 6-11 / Mt 9, 36 – 10, 8

 

De discípulos a Apóstolos. Quantos, hoje – como aqueles que cercavam Jesus – andam «fatigados e abatidos», asfixiados pelas preocupações quotidianas, esgotados pelas exigências da vida, arrastados pelo rodar incessante dos acontecimentos, tantas vezes, atordoantes! Que esperar ainda de novo, de boas surpresas, de verdadeiramente grande e motivador? O «realismo» vai substituindo os grandes ideais de se fazer algo de importante, ao serviço dos homens. Há o perigo de cada um desistir de si mesmo, dos outros e do mundo. «Como ovelhas sem pastor».

   Onde está, hoje, o «primeiro amor»? Onde, o entusiasmo dos começos? Onde, os sonhos que esmoreceram? Talvez os Doze, que Jesus chamou, sentissem algo de semelhante, quando Jesus os convidou a serem seus discípulos, a freqüentar a sua escola. Foram alunos de Jesus Cristo. Viriam a ser continuadores do Mestre, professores de Evangelho, pela Palavra e pelo testemunho de vida, enviados a fazer milagres. Com total humildade e amor ao próximo, dando de graça o que de graça receberam.

 

Há quem não se conforme. Temos que fazer parte do número dos que não desistem e continuam a lutar. A vida é um combate de todos os dias. Cansados, sim; desanimados, não! Do bem, não se pode desistir. Contra o mal, não se pode depor as armas. Os santos agiram contra a corrente. Pode-se ser honesto e sério, na política, nos negócios, no convívio social. Frustração, desilusões, desesperança, desencantos, esgotamento? Jesus olha para as pessoas de todos os tempos, afetadas pela fadiga e pelo abatimento, para ver que fazer delas, com elas. Vê, em cada ser humano, uma pessoa capaz de sair da situação em que se encontra, capaz de se transformar, de sair da letargia, da desorientação, da falsa resignação ou conformismo.

   Se «a seara é grande», todos e cada um têm que produzir fruto. Mas «os trabalhadores são poucos». Jesus precisa de colaboradores, de alguns, de muitos, para se ajudarem mutuamente e irem em auxílio dos restantes. É de Jesus que vem a força e o poder de depor o cansaço e o esgotamento, e de fazer como Ele fez. Como os Doze, somos instados a, seguindo o Senhor, fazer milagres: curar tristezas, transmitir ânimo para recomeços, sorrir para rostos fechados e descrentes. Tudo «de graça», porque «de graça recebemos». Em todos os homens estão latentes potencialidades e talentos inauditos, que Deus quer que os seus Apóstolos façam desabrochar. Peçamos a Deus a teimosia do otimismo. Supliquemos-lhe a fé de que, com Ele, podemos ousar o impossível!

 

[revista mensageiro]

Henri Nouwen

A POBREZA DOS RICOS

 

«O Murray é banqueiro em Nova Iorque e conhece pessoalmente inúmeras pessoas de quem eu só ouvi falar na televisão ou nos jornais. Leu muitos dos meus livros e acha que o seu mundo precisa tanto da Palavra de Deus como o meu. Foi uma experiência de grande humildade ouvir um homem que conhece «este mundo e o outro» dizer:

 

- Dê-nos uma palavra de Deus, fale-nos de Jesus... não se afaste dos ricos que são tão pobres.

 

Jesus ama os pobres - mas a pobreza reveste-se de muitas formas. Esqueço-me desse facto com imensa facilidade, deixando os poderosos, os famosos e os bem sucedidos na vida, sem o alimento espiritual de que carecem. Mas, para oferecer esse alimento, tenho que ser eu próprio muito pobre - não curioso, não ambicioso, não pretensioso, não orgulhoso.

 

É tão difícil deixarmo-nos deslumbrar pelo brilho mundano, seduzidos pelo seu aparente esplendor. E, contudo, o único lugar onde devo estar é o da pobreza, o ponto onde há solidão, raiva, confusão, depressão e sofrimento. Preciso ir lá em nome de Jesus, mantendo-me junto do seu nome e oferecendo o seu amor.

 

Ó Senhor, ajuda-me a não me deixar dispersar pelo poder e pela riqueza; ajuda-me a não me deixar impressionar com as estrelas e heróis deste mundo. Abre os meus olhos aos corações sofredores do teu povo, sejam quem forem, e põe na minha boca a Palavra curativa e consoladora. Amen.»

 

(Henri Nouwen, em "A Caminho de Daybreak") – do blog Seguir Jesus

Desordem amorosa

Dom Orlando Brandes

Arcebispo de Londrina

Fonte: Arquidiocese de Londrina-PR

 

 

Amar é mais que fazer amor e a carne não basta para responder a infinita fome e sede de amor do ser humano. Educação sexual é educação para o amor e não apenas repasse de informações biológicas e recomendação de preservativos para o sexo seguro. Precisamos, sim, de sexo seguro, mas também de sexo ético. Ninguém duvida que o abraço sexual é também encontro de almas, de corações, de sentimentos, de esperanças, de projetos. Hoje o sexo tornou-se onipotente, onipresente e onisciente. Foi endeusado, pior, erigido em ídolo cujas catedrais são os motéis. "Se ejacula como se urina", diz um famoso sexólogo. Vivemos em tempos de "prazer obrigatório". A lei é aproveitar ao máximo e levar vantagem. O prazer virou um imperativo, uma obrigação e até uma sobrecarga. A virilidade está sobrecarregada. Não podemos dar a tudo isso o nome de amor.

 

Faz-se sexo à vontade e continuamos enfermos de amor, temos medo de amar, medo de casar, medo de ter filhos. Não estamos em paz com nossos prazeres e desejos. Os que alcançam o tédio sexual debandam para as drogas. A libertação sexual, em si saudável e positiva, descambou para a vulgarização. Em matéria de sexo sempre precisamos de limites, pois o princípio de prazer elevado ao exagero leva à morte, à violência, à agressão. Ódio e paixão estão muito perto, são vizinhos.

 

Para um relacionamento amoroso não basta a capacidade física, requer-se a maturidade psicológica e ética. Sem esta segurança as paixões, as ilusões, os ciúmes, o apego, a dependência, etc, provocam a desordem amorosa. Os golpes e desgastes na vida amorosa e sentimental acabam em decepção e até depressão. Somos pressionados a satisfazer todos os desejos. Isso tem um grande preço, custa caro porque nos tornamos escravos de esquemas impostos pela sociedade que quer lucrar às custas do prazer. Sexo dá lucro para alguns e desgraça para muitos. Sofremos outro tipo de pressão e controle sexual: a obrigação do prazer sexual.

 

A desordem amorosa é alarmante. Nossos jornais publicaram que 937 municípios brasileiros têm exploração sexual de crianças. O turismo sexual explora e exporta os adolescentes para o jogo da prostituição. Excitantes ilicitamente adquiridos com o efeito do Viagra, são consumidos à vontade, porém a medicina já descobriu o HPV, uma doença sexualmente transmissível que comporta mais de 100 subtipos de vírus. Hoje amor à vista pode ser perigo à vista.

 

Não estamos propondo aqui o moralismo negativista, nem o recalque afetivo. O que interessa mesmo é saber que "não morremos por falta de sexo, mas por falta de afeto" (F. Kahn). Portanto, precisamos de carinho, reconhecimento, colo, atenção, valorização. A ética da ternura livrar-nos-á da exasperação sexual. Nem tabu, nem libertinagem, mas "simpatia sexual" que é o sexo ordenado pelo amor e não pela paixão.

 

Reabilitando o valor humanizante da castidade e o princípio da inocência, não estaremos recalcando a sexualidade, mas sublimando-a. Não somos anjos, nem selvagens, somos humanos com a missão de humanizar a sexualidade na lógica do amor, dos valores, dos limites. Ordenar nossos afetos desordenados é humanismo e maturidade. A escravidão dos instintos não pode ser o preço da permissividade ética de nossos dias. Nem moralismo, nem erotismo fazem bem, mas a humanização da sexualidade redimida pelo amor. Ser amado, receber carinho e reconhecimento, ter valores, observar limites e unir-se a Deus são remédios que ordenam a sexualidade.

Pensando bem

 

“a grande verdade cristã... não é a fuga perante a dor o que cura o homem, mas a capacidade de aceitar a tribulação e amadurecer com ela, encontrando um sentido mediante a união com Cristo”.

(Bento XVI)

 

 

“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”.

(Henry Ford)

 

deu no jornal do brasil

Enviado por Ricardo Noblat - 11.6.2008| 6h43m

 

FORÇAS ARMADAS, IGREJA E PF, AS MAIS CONFIÁVEIS

De Luiz Orlando Carneiro:

As Forças Armadas (79%), a Igreja Católica (72%) e a Policia Federal (70%) são as instituições em que mais confiam 1.500 pessoas adultas com acesso à rede telefônica, de todas as regiões do país, ouvidas em pesquisa encomendada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) ao Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas. Os partidos políticos (22%) e a Câmara dos Deputados (24%) são as instituições – numa lista de 17 - que obtiveram os menores índices de confiança da população. O Judiciário ficou em sexto lugar – atrás do Ministério Público (60%) e da Imprensa (58%) - no ranking do Barômetro de confiança nas instituições brasileiras, que a AMB pretende atualizar de três em três meses. Leia mais em: Forças Armadas, Igreja e PF, as mais confiáveis

ORAÇÃO DA UNIÃO DOS CASAIS

 

Deus, nosso Pai, velai pela união e harmonia dos casais e suas famílias, especialmente os que estão passando por crise conjugal, familiar ou financeira. Olhai pelos que foram visitados pela doença, pela velhice, pela decrepitude, pela perda de um ente querido.

 

Busquem em primeiro lugar na oração sincera e humilde a luz divina que clareia todo caminho e afugenta toda sombra. Sabidos de que é a verdade que liberta, encontrem no diálogo o esclarecimento de toda dúvidas e a inspiração de todo propósito.

 

Recorram às lembranças de quando o amor guardava em si a força de superação de toda dúvida e tinha o poder de unir todas as diferenças. Recorra também à Palavra que diz: "Sê firme em teu sentimento e seja uma a tua palavra. Sê pronto para escutar, mas lento para dizer a resposta" (cf. Pr 5, 11s). Na alegria e no sofrimento jamais faltem a ternura, o respeito mútuo, a lealdade.

 

Multiplicai seus dias de paz e de harmonia. A alegria desfaça as mágoas. A reconciliação apague os desentendimentos. Os sonhos se realizem. As diferenças individuais não os embaracem. A ternura e o respeito os conduzam.

 

[ave-maria]

MISERICÓRDIA É O QUE EU QUERO

 

Nesses dias em que estive ausente das paróquias, vivi várias ocasiões da graça. Celebrei missas para a comunidade do Lar São Rafael (abrigo de idosos), para as crianças e para a comunidade de Tarabai, minha terra natal.

 

Belíssima a palavra de Deus dirigida a nós naquela ocasião. A misericórdia é como que um critério para validar a nossa fé. Cultos belos sem misericórdia no dia-a-dia não valem. Cerimônias cheias de rebuscamentos, mas desvinculada do chão da vida não valem!

 

Deus, como a Mateus, nos olha com ternura e misericórdia. Ele não olha para o que fazemos, mas para aquilo que somos e para aquilo que Ele sonhou ao nos tecer no ventre materno.

 

A misericórdia é essa capacidade de dobrar o próprio coração sobre aquele que necessita de compaixão. Não apenas a esmola sem compromissos que se dá no meio da rua ou na porta de casa para se ver livre daquele que pede, mas gastar-se em vivos sentimentos por quem precisa de atenção, palavra e pão.

 

“Eu quero misericórdia. Não quero sacrifício.”

“Eu vim para chamar e salvar os pecadores, não os justos.”

“Os doentes são os que precisam de médico, não os sadios!”

 

Ajudai-nos ó Deus a viver no dia-a-dia a misericórdia para com todos. Queremos ser bons samaritanos para que no caminho da vida possamos dar às pessoas necessitadas de atenção, palavra e pão um pouco da nossa vida transbordada do nosso coração ferido de amor pela sua misericórdia que primeiro nos alcançou e salvou e nos constitui para ir e fazer o mesmo com os outros. Aquilo que de graça recebemos, de graça devemos dar.

SÃO MATEUS, 5

1.

Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele.

2.

Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo:

3.

Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!

4.

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!

5.

Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!

6.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!

7.

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!

8.

Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!

9.

Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!

10.

Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!

11.

Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.

12.

Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

[Bíblia, Edição Ave-Maria]

BEM-AVENTURADOS...

 

[Igreja das Bem-Aventuranças; ao fundo, Mar da Galiléia]

 

Ontem, segunda-feira, a liturgia propôs para reflexão do evangelho o conhecido “Sermão da montanha”, ou como também é conhecido, o das “Bem-aventuranças”.

 

Fui transportado ao pequeno monte. Lá onde teria Jesus proferido palavras tão altas, tão profundas... tão desafiadoras e consoladores. Ás margens do Mar da Galiléia, lembrei-me da proposta do Frei Paschoal (nosso guia na peregrinação à Terra Santa). “Escolha uma bem-aventurança e viva-a durante toda a sua vida”.

 

Eu ainda não escolhi a minha. Tenho pedido a Deus graça suficiente para encontrar a minha maior necessidade e por ela gastar minhas energias e o restante da fé.

 

Sugiro a você fazer a mesma coisa. Leia o Sermão da Montanha (cf. Mateus 5, 1-11). Coloque-se em oração. Peça ao Senhor a graça de se encontrar consigo e com Ele. Escolha uma bem-aventurança e em tudo (todos os dias e momentos e situações) gaste-se para cumprir a palavra do Senhor.

pensando bem

Todos nós nascemos originais e morremos cópias. (Carl Jung)

Volte mais tarde!

Se quiser, leia e comente os textos abaixo...

Estou trabalhando pra atualizar o blog.

Estive uns dias “ausente” dele, mas tudo sob controle.

Fique bem!

Pax

discussão

PEDIDOS DOS FILHOS (1)

 

 

Dom Orlando Brandes, arcebispo de Londrina/PR, é presidente do Setor Família da CNBB e escreveu artigo com o título acima (pedidos dos filhos). Com a devida autorização, reproduzo aqui em duas partes.

 

Os filhos pedem a seus pais e educadores vinte solicitações.

1. Não tenham medo de ser firmes comigo. Sua firmeza me dá segurança.

2. Não me tratem com excesso de mimo. Nem tudo o que eu peço me convém.

3. Não me corrijam na frente de outras pessoas. Isso me revolta.

4. Não permitam que eu forme maus hábitos. Dependo de vocês para saber o que é certo e o que é errado.

5. Não façam promessas apressadas. Sinto-me mal quando as promessas não são cumpridas.

6. Não me sufoquem com suas preocupações. Eu também preciso aprender com o sofrimento e com os erros.

7. Não sejam falsos comigo. A falsidade me faz perder a fé em vocês.

8. Não me incomodem com ninharias. Irei fazer-me de surdo.

9. Não dêem a impressão de serem perfeitos, infalíveis. O choque será muito grande quando eu descobrir seus defeitos.

10. Não deixem sem respostas minhas perguntas. Do contrário, deixarei de fazê-las e buscarei informações em outros lugares.

11. Não se sintam humilhados ao terem que pedir desculpas. O perdão me aproxima de vocês.

12. Não digam que minhas preocupações e problemas são tolices. Tentem compreender-me. Ficarei mais sereno.

13. Não esqueçam que estou crescendo e mudando rapidamente. Tentem acertar o passo comigo.

14. Não me comprem presentes. O melhor presente é a presença de vocês. Com vocês sinto-me seguro, forte, amado.

15. Acolham-me desde a fecundação, alimentem-me com aleitamento materno, dêem-me colo, toquem-me porque preciso de tudo isto para crescer saudável e equilibrado.

16. Preciso de um pai forte e amigo, de uma mãe equilibrada e feliz. Seu jeito de ser é que fica marcado em mim. Poderei esquecer suas palavras, não esquecerei seus gestos.

17. Não imponham nem direcionem minha profissão e vocação. Podem aconselhar-me, mostrar-me suas razões, mas deixem-me a liberdade de escolher.

18. Se vocês se amam eu me sinto amado por vocês. Se vocês brigam, não dialogam, não se perdoam, eu me sinto um órfão de pais vivos.

19. Porque vocês foram fracos no bem, eu agora sou forte no mal. Se vocês são pais despreparados eu cresço desequilibrado.

20. Se vocês não me elogiarem, se me castigarem injustamente, se não me ensinarem a rezar, se satisfizerem todos os meus desejos, vocês estragam minha vida.

Os filhos aprendem imitando. [continua na próxima semana]

 

Caso você queira tecer considerações sobre o texto pode enviar-me um email (sandrogerio@bol.com.br) ou acessar o meu blog (http://sandrogerio.zip.net). Na próxima coluna posso fazer um aproveitamento de opiniões. Pela vida, sempre!

 

(Esse texto é publicado nas colunas desta semana nos jornais O Imparcial e Oeste Notícias de Presidente Prudente e Integração de Presidente Venceslau)

CONSELHOS DE SÃO TIAGO

CAPÍTULO 5

 

13. Alguém de vós está triste? Reze! Está alegre? Cante.

 

14. Está alguém enfermo? Chame os sacerdotes da Igreja e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor.

 

15. A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o restabelecerá. Se ele cometeu pecados, ser-lhe-ão perdoados.

 

16. Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados. A oração do justo tem grande eficácia.

 

Palavra do Senhor!

Graças a Deus!

ABRIR OU FECHAR A PORTA?

 

 

Façamos no início da leitura desse artigo, uma reflexão: como é a porta da sua casa – grande, pequena, de vidro, de madeira? – Sempre bem fechada ou quase nunca você a fecha? Quantas pessoas passam por ela diariamente? O que os visitantes encontram quando passam pela porta do seu lar?

 

Nossa casa é um pouco daquilo que somos. Poderíamos nos aprofundar nessa reflexão nos perguntando agora como nos relacionamos com os demais, como é a porta do nosso ser: quem tem livre acesso? Quantas pessoas já nos visitaram interiormente e nos conhecem de fato? Quantas pessoas chegaram, hospedaram-se e criaram residência dentro de nós? Quantas foram expulsas? Quem não é bem-vindo?

 

Nós somos uma porta, guardamos em nosso interior, em nosso lar, o tesouro de ser o que somos. Podemos trancafiar a nós mesmos num mundo sombrio ou podemos manter-nos abertos, sem cadeados, sem alarmes... Sermos partilha. Podemos ser talento multiplicado ou talento enterrado, sepultado. A decisão é nossa, só nossa.

 

No livro do Apocalipse, lemos: “Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo” (3,20). O Senhor nos diz que está à nossa porta, nos chama, bate e insiste, porém não invade, não pula a janela, respeita nossa liberdade... Ele somente entrará se abrirmos a porta. Nem sempre é fácil abrir a porta para receber alguém. Abrir a porta implica se desinstalar, conviver e dar atenção à visita. Jesus nos diz, caso abramos a porta, que ele entrará e ceará conosco... Ele estabelece assim um grau maior de intimidade! Sentar-se à mesa implica preparar a ceia, gastar tempo... Somente cozinhamos com prazer para os que amamos.

 

Abrir a porta é querer que a casa seja iluminada, ventilada. E se é Jesus quem está à porta, não devemos temer ou nos envergonhar... nem precisamos dizer: “Não repare a bagunça!” Ele, de fato, não reparará, não julgará, não condenará. Ele nos ajudará a limpar a residência, o interior, trará harmonia plena, paz, equilíbrio, aquilo que almejamos para uma vida saudável.

 

No Evangelho de João temos uma grata surpresa: Jesus se apresenta também como porta. “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, será salvo; tanto entrará como sairá e encontrará pastagem” (10,9).

 

O Coração de Jesus é morada permanente. A porta está sempre aberta, ele não barra a entrada de ninguém, acolhe a todos, faz festa... Nos convida para a ceia, cozinha com amor, prepara a eucaristia, pão e vinho, corpo e sangue...

 

Pe. Luís Erlin / missionário claretiano

 

FAO - ONU

Diretores da ONU apóiam Lula e cobram o fim dos subsídios

Ban Ki-moon pede o ajuste de tarifas para permitir o livre comércio e uma rápida solução da Rodada Doha

LISANDRA PARAGUASSÚ, ENVIADA ESPECIAL - Agencia Estado (JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO, ONLINE)

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ROMA - A briga do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo fim dos subsídios agrícolas ganhou apoio do diretor-geral do Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Jacques Diouf, e do diretor-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, nesta terça-feira, 3, na abertura da reunião de Cúpula do órgão, em Roma. Em seu discurso de abertura, Ki-moon pediu o ajuste de tarifas para permitir o livre comércio e uma rápida solução da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). "Precisamos agir para uma resistência de longo termo e contribuir para uma segurança alimentar global. Isso significa eliminar taxas de comércio que distorcem os mercados", afirmou Ki-moon.

 

Veja também:

linkEntenda a crise dos alimentos especial

linkPreço do petróleo em alta 

linkDedos apontados contra o etanol estão sujos de óleo, diz Lula

linkONU pede que produção de alimentos seja duplicada até 2030

linkBiocombustíveis ameaçam terras de camponeses, diz relatório

Diouf foi ainda mais enfático, incluindo aí os subsídios dados à produção de biocombustíveis - nesse caso, uma crítica que cabe para os Estados Unidos e alguns países europeus. "Ninguém pode entender como US$ 11 ou US$ 12 bilhões por ano em subsídios e tarifas protecionistas dados em 2006, que tiveram o efeito de tirar do consumo humano mais de 100 milhões de toneladas de cereais, a maioria para satisfazer a sede de combustíveis para veículos", afirmou.

Ele condenou, também, as políticas protecionistas dos países desenvolvidos. "Acima de tudo, ninguém pode entender como, primeiro, os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) criaram uma distorção tal no mercado mundial com US$ 372 bilhões gastos em 2006 para apoiar sua agricultura. Depois, que o desperdício de comida em um único país pode chegar a U$ 100 milhões por ano; finalmente, que em 2006 o mundo tenha gasto U$ 1,2 trilhão em compras de armas", disse.

 

"Com esse cenário, como podemos explicar para pessoas de bom senso e boa-fé que não é possível encontrar US$ 30 bilhões por ano para permitir que 862 milhões de pessoas famintas possam ter o mais fundamental dos direitos humanos: à comida e, conseqüentemente, à vida ?", questionou.


Tags:  FAO, ONU, Alimentos, Lula, biocombustíveis

medo do compromisso

 

Certa vez, ao comentar sobre o medo do compromisso, que tantos homens experimentam em nossos dias, João Paulo II observou: “Esse medo... Provém de uma perda do sentido da vida. Muitos já não percebem a vida em seu conjunto, como um todo que implica uma opção e um direcionamento. Vivem-na por fatias sucessivas, sem ver mais longe do que o fim de uma fase e o início da seguinte – quando chegam a vê-los! Ora é preciso comprometer-se totalmente. A vida religiosa e a vida matrimonial são duas modalidades de tal compromisso absoluto. Infelizmente muitos hoje carecem de uma visão clara da finalidade da existência humana. Isto é verdadeira doença, fraqueza, talvez um pecado contra o espírito. Os homens não podem viver diante de Deus como se vivessem diante do nada”.

Blog do Josias

Filosofia e sociologia entram no currículo regular

O presidente em exercício José Alencar sanciona nesta segunda (2) um projeto de lei que injeta duas novas matérias no currículo das escolas de ensino médio.

 

Passam a ser obrigatórias as disciplinas filosofia e sociologia. A coisa vale para as escolas privadas e também para as públicas.

 

Alguém já disse que a filosofia, assim como a sociologia, é uma coisa com a qual e sem a qual o mundo continua tal e qual.

 

No Brasil, o mais importante veículo difusor de mensagens filosóficas é o pára-choque de caminhão. Mas, na hora da batida, o que vale é o pára-choque, não a filosofia.

 

Assim também com as escolas. Ao tomar conhecimento de Descartes, os alunos vão se dar conta de que pensam, logo existem. E perguntarão para os botões do uniforme:

 

“Que preceitos cartesianos explicam a existência de tantos professores despreparados e de tão desprezível modelo de ensino?”

[Escrito por Josias de Souza às 19h37 (01/06/2008)... link ao lado no menu]

 

Nova semana em ação.

Em tudo, demos graças a Deus.

Ele está conosco!

Nosso coração está n’Ele!

Estou na segunda fase de organização de gavetas, roupas, papéis, armários.... Estou também reavaliando valores e... reorganizando emoções.

Que o Sagrado Coração de Jesus nos dê hoje a graça da paciência, da ternura e do amor sem fronteiras.

Pela vida, sempre!

pax

NO RITMO DO CORAÇÃO DE JESUS

(Itinerário para o mês de Junho) Por Javier Leoz

 

 

1- PROCURE EXERCITAR A PACIÊNCIA.

Não desespere quando as coisas não saírem conforme os seus critérios e gostos [lembro-me aqui do sábio conselho do Frei Paschoal, quando estive na Terra Santa, “tudo nos favorece se não se aborrece e ainda mais se se agradece”].

 “Vinde a mim os cansados e abatidos, eu vos aliviarei” (Mt 11)

 

 

2- OLHA PARA JESUS DE NAZARÉ.

Medita sua Palavra.

Ele dará a força necessária para você caminhar em meio às dificuldades e desencantos.

 “Sem mim não podeis fazer nada” (Jo 15,5)

 

 

3- SINTA-SE QUERIDO PELO SENHOR.

O Coração de Jesus é fonte daquilo que infelizmente é escasso no mundo: o amor.

 “Amai-vos como eu vos tenho amado” (Jo 13,34)

 

 

4- DESPERTA OS SENTIMENTOS QUE JESUS DEPOSITOU EM SEU CORAÇÃO:

Você ama a Deus sobre tudo, apesar das muitas outras coisas?

Tem consciência de que Deus te deu a vida e que espera muito de você?

 “Eu falo por Aquele que me enviou” (Jo 12,46)

 

 

5- NÃO FIQUE PARADO OLHANDO PARA O CÉU.

Não exija dos sacerdotes ou dos agentes de pastoral aquilo que você poderia fazer perfeitamente. Colabora na evangelização? Compromete-se nalguma coisa por causa de Jesus?

“Ide e fazei discípulos meus” (Mt 28,19)

 

 

6- INTERIORIZA UM POUCO MAIS A SUA FÉ.

Vivemos num oceano de superficialidade.

O Coração de Jesus nos convida à calma, a aprofundar nossas convicções cristãs.

“Eu e o Pai somos um” (Jo 1,22-30)

 

Sagrado Coração de Jesus, eu confio em vós!

NO RITMO DO CORAÇÃO DE JESUS (continuação)

(Itinerário para o mês de Junho) Por Javier Leoz

 

 

7- AMADURECE, DURANTE ESTE MÊS DE JUNHO, AS RAZÕES QUE LEVARAM JESUS A DAR SUA VIDA PELO HOMEM.

O amor, e só o amor que Deus infundia e inspirava em seu coração, foi o principal para viver e doar-se em prol da humanidade.

“Pai te rogo por estes, guarda-os em teu nome” (Jo 17)

 

 

8- NÃO SE CONFORME COM AQUILO QUE A PROPAGANDA OFERECE.

Encha com algo mais sério, eterno e duradouro a sua existência, sua felicidade, sua paz e sua fé. O Coração de Jesus, entre outras coisas, completará seu caminhar com tudo quanto lhe falar a cada momento.

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6-9)

 

 

9- PROCURA VIVER UMA EXPERIÊNCIA PESSOAL COM JESUS CRISTO.

Temos um problema bem sério na Igreja: há muitos batizados que ainda não tiveram uma experiência vital, forte, apaixonante e real com Jesus de Nazaré. Sem este encontro é muito difícil, para não dizer impossível, enfrentar as forças que procuram silenciar as pegadas ou a identidade cristã de nossa terra.

“Já não sou eu, mas Cristo que vive em mim” (Gal 2,20)

 

 

10- NÃO SE ESQUEÇA DE QUE A FÉ É UM DOM E NÃO UM DIREITO.

Se fosse um direito, todo homem ou mulher alcançaria o conhecimento ou a experiência de Deus sem nenhum inconveniente. Porém a realidade é bem diferente: há gente que ainda não ouviu falar de Deus; outros desertaram; outros duvidam e... outros procuram manter vivo o amor de Deus. Pede ao Coração de Jesus viver n’Ele e tê-Lo como o máximo da sua vida.

“Para mim o viver é Cristo e o morrer, prêmio” (Fil 1,21)

 

 

11- NÃO SE ENVERGONHE NO COMBATE DA FÉ.

Cristo não é alguém distante. Não é uma personagem perdida no decurso dos tempos. Você, por si não sabe, forma parte dessa imensa cadeia que com pés, mãos, língua e coração... pode caminhar, ajudar, falar e amar em nome d’Aquele que nos falou do amor de Deus.

“Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre” (Hb 13,8)

 

 

12- ONDE HÁ ORFANDADE E SOLIDÃO É PORQUE O SER HUMANO PERDEU OU INVERTEU SEU PAPEL:

Querer ser “deus”; submeter, legislar, decretar... Quem sofre especialmente esse desvio? O próprio homem. O Coração de Jesus se fez carne para nos dar outra oportunidade. Para acompanhar-nos. Para que sintamos a presença de Deus.

“Jesus Cristo, homem enviado aos homens fala as palavras de Deus” (Jo 3,34).

Que você, também, seja alguém que acompanhe as cruzes e tropeços daqueles que ao seu redor sofrem horas difíceis.

 

 

13- NESTE MÊS DE JUNHO HÁ DIAS NOS QUAIS PODEMOS EXPERIMENTAR A GRANDEZA ESCONDIDA NO CORAÇÃO DE JESUS.

A Visita ao Santíssimo, uma boa confissão, a eucaristia diária, uma leitura pausada da história da Devoção ao Coração de Jesus, a prática das primeiras sextas-feiras, a comunhão freqüente, a adoração e o silêncio – entre muitas outras coisas mais – podem levar-nos a viver com intensidade e com abundantes frutos espirituais este tempo que, tradicionalmente, conhecemos como o mês do Coração de Jesus.

 

Sagrado Coração de Jesus, eu confio em vós!

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