cenas do quotidiano

 

GENTILEZA AUTORITÁRIA

 

Meus textos têm sido quase sempre confissões de algo que creio, vivo ou espero.

 

Dia desses fui ao cinema. Nossa! Quanto tempo não ia. Envolvido nas tarefas quotidianas, me desliguei de tantas coisas que me faziam bem humana e espiritualmente. Sinto falta, mas (talvez não tanta, pois) não vou.

 

Não sou frequente telespectador da televisão. Incrível. Neste tempo de cultura visual estou na mão contrária da história. Sequer filmes (nem os dramas preferidos!) têm tido espaço na minha agenda.

 

Enfim, outro dia fui ao cinema. Pra compensar, vi logo dois filmes. Embora diferentes entre si, gostei de ambos.

 

Mas, o que me chamou a atenção mesmo, foi antes do filme na fila da bilheteria. Era dia movimentado, com bastantes pessoas transitando pelo shopping.

 

Uma senhora já bastante avançada em anos pacientemente aguardava na fila. Além da idade claramente avançada, tinha dificuldades de locomoção pelo excesso de peso e talvez algumas dores pelo corpo, denunciadas por expressões faciais e dificuldade de equilíbrio.

 

Até aqui, podia falar da nossa insensibilidade. Não cedemos o lugar àquela senhora. Ela também não reclamou do nosso mau exemplo.

 

Vamos ao que me interessa (risos). De repente, uma voz feminina com ares generalícios determina: “mamãe! Aqui! Vem, mamãe!” A (não tão) jovem filha dava ordens à sua mãe que ainda tentou entender o que se passava: “não me questiona mamãe, basta vir e ponto final”.

 

Claro que a filha tinha ido ao segurança conquistar por direito o “adiantamento” da fila para a mãe. Mas a grosseria na fala foi tanta que o gesto bonito se esvaiu. Senti-me um pouco constrangido. Contemplei as pessoas ao redor com certo rubor...

 

Depois, pensei nas grosserias daquela tarde. A nossa (eram várias pessoas antes daquela senhora na fila) que não cedemos o lugar. A da filha que na ansiedade do bem, deu um showzinho à parte. Diga-se, show de quem, primeiro, se acha dona do mundo, segundo, não tem boa educação, terceiro, é gente inferior compensando (ou a gordura, ou a feiúra, ou a pobreza, ou as carências).

deixe-se surpreender

 

A imagem dispensa legenda poética.

Fotografei-a em janeiro, lá no Mosteiro São João, das Irmãs Beneditinas, em Campos do Jordão.

 

 

DESPERTAR O CUIDADO

 

 

Vigiar os pensamentos é importante exercício de vida, pois tudo começa com o pensamento. Os pensamentos podem ser salutares, mas também podem nos prejudicar muito.

 

Uma bela imagem sobre o cuidado é a do porteiro. É o ensinamento de Jesus em Mc 13, 33s. Ali fala de “um homem que, ao viajar, deixou sua casa e confiou a responsabilidade a seus servos; a cada um sua tarefa, mandando que o porteiro ficasse vigiando”. Assim, toda pessoa deverá ser um bom porteiro que pergunta a cada pensamento que bate à porta: “Você é meu amigo ou tem más intenções? Quer dizer-me alguma coisa ou pretende apenas invadir minha casa e me expulsar dela?”.

 

[Anselm Grün, Vozes, p. 29]

PALAVRINHA SOBRE A VIOLÊNCIA

 

* em meio aos arquivos “perdidos” aqui no meu computador, encontrei esse breve comentário. Embora um pouco passado no tempo, gostaria partilhá-lo com você que me visita com regularidade.

 

Quando a impunidade reina (livre, leve e solta), volta-se ao estado sob a “lei de talião” (olho por olho, dente por dente). Os bárbaros eventos transcorridos no Brasil nesses últimos meses com brutalidade da força militar policial, da ineficiência do Estado e até da brutalidade de pais, deixam no ar a sensação de desmando. Não apenas do Estado, mas do “estado” psíquico dos indivíduos. Quero crer na compreensibilidade das entrevistas de pais, amigos e envolvidos nos referidos eventos como cegueira causada pela dor, pela revolta e um pouco pela espetacularização das cenas. Mas não me sinto nenhum pouco confortável ao assistir “missas de sétimo dia” terminar com dizeres “não consigo perdoar”, “não vou perdoar”, “quero vingança” entre outras. Quão distantes ainda estamos da vivência evangélica proposta por NOSSO SENHOR, o Filho de Deus – que por amor veio da Parte do Pai para nos salvar!!! Amou-nos até o extremo (da cruz!). Ô morte ignominiosa! Ô gesto extremado de amor! Ô Deus cujo limite é salvar a sua criatura amada! Oro para que as vítimas das violências “bestas” sejam consoladas pelo Espírito do Senhor. Não permitam perder a vida junto com outras vidas perdidas. A dor não pode ser maior que o amor.

 

 

 

Pensando bem!

 

São Gregório afirmava: “Quem satisfez um desejo, uma aspiração, sente-se levado para um novo objeto que ainda não foi satisfeito. Quando a alma, obtendo o que desejava, encheu este vazio, outras aspirações vão surgindo nela criando assim outros novos vazios. E a sucessão de aspirações não realizadas permanecerá em nós até o fim da vida”.

 

 

Pensando bem!

Chesterton diz que o pior momento de um ateu é “quando ele está realmente agradecido e não tem ninguém a quem possa agradecer”.

Você Merece
[Fernanda Brum]

 

Cada vez que eu olho pra traz
Vejo o cuidado de Deus
Lembro com carinho o dia
Que eu conheci você
Hoje eu te respeito demais
Vejo a falta que você faz
Não demore tanto assim a me procurar,
Não mandei me conquistar

Nossa comunhão
Vai invadir as portas da eternidade
Temos que escolher canções
Pra cantar pro Senhor
Não espero perfeição, quero o teu amor
Não abro mão de você,
Não abro mão de tudo...
Que Deus revelou

Você merece espaço em meu coração
O meu carinho minha comunhão
Nossa amizade o Senhor escreveu
Nós somos prova do cuidado de Deus
Dia e noite eu vou orar por você
Estamos em guerra, precisamos vencer
Eu sinto força ao segurar tua mão
E nada mais vai impedir nossa oração

 

* O vídeo com as fotos foi organizado pelo Leandro (que aparece nalguns momentos). Obrigado pela amizade e pela delicadeza do tempo investido.

 

Ser feliz

é deixar de ser vítima dos problemas

e se tornar um autor da própria história,

é deixar viver a criança livre, alegre e simples

que mora dentro de cada um de nós.

É agradecer a Deus, a cada manhã,

pelo milagre da vida!

 

Obrigado Senhor,

por mais um dia !

DIA DOS AVÓS (26 DE JULHO)

 

No dia de Santa Ana e São Joaquim,

pais de Maria Santíssima (a mãe de Jesus),

faço uma prece especial por todos os homens e todas as mulheres

cuja marca singular está na sabedoria advinda da experiência da vida.

Falo do vô e da vó.

Calejados, cansados, experientes, exitosos,

alegres, cercados de pessoas e carinho...

também abandonados, solitários, injustiçados, adoentados...

Vô e Vó, Deus os abençoe com mais vida e sentido.

Suas vidas nos são sempre sinal de que Deus cuida de nós,

assim como vocês, sempre preocupados e atenciosos,

mesmo que não os compreendamos como realmente são.

 

Parabéns!

 

JESUS, MEU ÚNICO TESOURO

Meu tesouro és tu, Senhor
Minha pérola és tu Senhor
Minha riqueza és tu Senhor
Minha esperança és tu Senhor
Minha fortaleza és tu Senhor
Mas, mesmo tu sendo minha pérola,
meu tesouro, minha riqueza,
minha esperança, minha fortaleza e meu tudo,
porque coloco meus olhos em outras coisas?
Dá-me, Jesus, coração para amar-te
Alegria, Jesus, para comunicar-te
E ouvidos, Jesus, para escutar-te
Amém.

 

Pensando bem

 

 

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode recomeçar agora e fazer um novo fim” (São Francisco Xavier)

 

Se conheces o inimigo e te conheces a ti mesmo, não precisas de temer o resultado de cem batalhas. Se te conheces a ti mesmo, mas não conheces o inimigo, por cada vitória sofrerás também uma derrota. Se não te conheces a ti mesmo nem conheces o inimigo, perderás todas as batalhas.” (Sun Tzu, A Arte da Guerra)

A fé dos jovens

 

BRASIL É O 3º PAÍS MAIS RELIGIOSO ENTRE OS JOVENS

 

Um levantamento realizado em 21 países constatou que o Brasil possui a terceira população jovem mais religiosa do mundo. Segundo pesquisa do instituto alemão Bertelsmann Stiftung, 65% dos jovens brasileiros são considerados “profundamente religiosos”.

 

No Brasil, 65% dos jovens se declaram profundamente religiosos, 30% se dizem religiosos e 4% afirmam não ter religião. Apesar de 74% dos brasileiros declararem que rezam diariamente, somente 35% disseram viver de acordo com os preceitos religiosos.

 

Gostaria que você lesse abaixo o texto “TENHO UM LADO ESPIRITUAL INDEPENDENTE DE RELIGIÃO”. Não podemos sufocar o Espírito! Ele sopra onde, como e quando quer. Ouvimos apenas o seu ruído.

 

Que a força de Deus continue soprando em nossa história. As árvores frágeis certamente serão abatidas e derrubadas, mas aquelas protegidas e enraizadas, não serão destruídas (quando muito, apenas algumas de suas galhas).


Você pode acessar a notícia com gráficos ilustrativos no seguinte link http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u425463.shtml (vale lembrar que o referido endereço estava em pleno funcionamento na seguinte data e horário 25/7/2008; 10h30min).

Orkut e a Fé

 

TENHO UM LADO ESPIRITUAL INDEPENDENTE DE RELIGIÃO

 

No site de relacionamentos Orkut existe na apresentação (perfil) a possibilidade do associado revelar ao público (ou apenas aos amigos da lista) a religião à qual “pertence”. De pronto me chamou atenção o fato de que nas opções religiosas o indivíduo possa identificar-se como quem tem “um lado espiritual independente de religião”. Faz algum tempo reflito sobre essa questão.

 

Religião vem da língua latina “religare” (ligar-se novamente à fonte de onde se veio ou a um projeto comum de origem). Daí, assumir um lado espiritual é já admitir uma religião. Então, como fica a afirmação inteira? Bom, acredito que quando alguém diz ter um lado espiritual independente de religião está afirmando que, embora se sinta marcado por uma “força maior”, não aceita regras “impostas” em sua vida. Não reconhece limites, pois está formado na atual mentalidade de que ser livre é fazer tudo o tempo todo... nada mais ilusório e vazio.

 

Os homens e as mulheres que têm lado espiritual independente de religião sentem-se livres até o sofrimento bater à sua porta; até a tragédia mostrar-se em suas vidas ou próxima das deles. Vi alguns se queixarem com complexos de culpa por atos cometidos, mas não conhecem o Deus de Jesus Cristo. O Deus, “pai das misericórdias”, que por amor enviou o próprio Filho para salvar a ovelha perdida, e todos aqueles que estão doentes!

 

Talvez a expressão adequada aos espirituais sem religião fosse “sou da religião do tudo posso, ninguém me controla”. Pena que a vida “anárquica” não encontra sentido nem espaço no ordenamento social que estabelecemos e vivemos. Tenho a sensação de que quanto mais se quer negar a religião mais religiosamente se vive. Algum filósofo chegou alardear a “morte de Deus” e, se Deus morreu, tudo é permitido.

 

No exercício do ministério sacerdotal vejo inúmeros “religiosos sem religião” esporadicamente indo à (qualquer) igreja. Rezam pelos seus mortos, casam-se, preocupam-se (?) em batizar os filhos ou pelo menos aceitam “com gosto” serem padrinhos de filhos alheios. Caminhamos para e pôr épocas estranhas. A indiferença religiosa solapa Deus das decisões que exigem mudanças pessoais, mas O colocam no centro das saídas quando a situação não dá mostras de se resolver “humanamente”.

 

Seria necessário dizer que para tais pessoas ir à missa ou ao culto evangélico ou ao terreiro ou a sessão espírita não faz diferença alguma? Pois é, estamos na cultura religiosa do “self-service”. O Brasil é farto em religiões e com isso no sincretismo (que assimila gestos e ritos de variadas expressões religiosas). Pega-se um pouco de cada uma e faz-se a sua própria. Deus não lhe causa motivos para conversão. Pois Ele foi convertido num “deus” tapa-buracos, caixa-eletrônico (donde se sacam graças e bênçãos na hora que o “fiel” precisa)...

 

Como simples exemplo do que se disse acima, um levantamento realizado em 21 países constatou que o Brasil possui a terceira população jovem mais religiosa do mundo. Segundo pesquisa do instituto alemão Bertelsmann Stiftung, 65% dos jovens brasileiros são considerados “profundamente religiosos”. No Brasil, 65% dos jovens se declaram profundamente religiosos, 30% se dizem religiosos e 4% afirmam não ter religião. Apesar de 74% dos brasileiros declararem que rezam diariamente, somente 35% disseram viver de acordo com os preceitos religiosos.

 

Para Flávio Pierucci (professor de sociologia na USP), a religião representa, nas vidas das pessoas, uma "pequena oração diária, no máximo, um ou dois minutos". "Então você tem uma situação aparentemente contraditória --uma população muito religiosa, como a brasileira, que gosta de religião e a respeita, a pesquisa mostra bem isso", afirma o sociólogo. "A sociedade brasileira valoriza a religião, mas não segue nenhuma, porque elas costumam ser muito exigentes. Há apenas uma minoria que segue, o resto não tem nem tempo para isso."

 

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. Paróquias de Caiuá e de Piquerobi

Blog http://sandrogerio.zip.net

 

Por dentro:-

A Religião (do latim: "re-ligare", que significa "voltar a ligar", “ligar novamente", ou simplesmente "religar") pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que a humanidade considera como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas crenças... No livro "A Cidade de Deus" Agostinho de Hipona (século IV d.C.) afirma que religio deriva de religere, "reeleger". Através da religião a humanidade reelegia de novo a Deus, do qual se tinha separado. Mais tarde, na obra De vera religione Agostinho retoma a interpretação de Lactâncio, que via em religio uma relação com "religar". [fonte: wikipedia]

 

(Atualização do texto: 25/7/2008; às 11h)

 

XXIII Jornada Mundial da Juventude

 

ESPÍRITO SANTO, FORÇA QUE VEM DO ALTO

“... esta força, a graça do Espírito, não é algo que possamos merecer ou conquistar; podemos apenas recebê-la como puro dom. O amor de Deus pode propagar a sua força, somente quando lhe permitimos que nos mude a partir de dentro.

Temos de O deixar penetrar na crosta dura da nossa indiferença, do nosso cansaço espiritual, do nosso cego conformismo com o espírito deste nosso tempo. Só então nos será possível consentir-Lhe que acenda a nossa imaginação e plasme os nossos desejos mais profundos.

Eis o motivo por que é tão importante a oração: a oração diária, a oração privada no recolhimento dos nossos corações e diante do Santíssimo Sacramento e a oração litúrgica no coração da Igreja. A oração é pura receptividade à graça de Deus, amor em acto, comunhão com o Espírito que habita em nós e nos conduz através de Jesus, na Igreja, ao nosso Pai celeste.

Na força do seu Espírito, Jesus está sempre presente nos nossos corações, esperando serenamente que nos acomodemos em silêncio junto d’Ele para ouvir a sua voz, permanecer no seu amor e receber a «força que vem do Alto», uma força que nos habilita a ser sal e luz para o nosso mundo.”

[Bento XVI, homilia de encerramento]

 

ANDARILHO

 

 

Andarilho de uma vida despojada... Despojado de bens sem valor e apegado à liberdade. Conseqüente com as escolhas que nem sempre se fazem de belezas, bondades e verdades!

 

Mas, não sei ao certo se elas são exatamente fruto de liberdade, pois vivo a desconfiança das certezas que tinha e faço dessa desconfiança a única certeza para continuar.

 

Desconfiança daquilo que sempre pensei fosse minha “única” verdade. Dos medos que me fizeram avançar destrambelhadamente os sinais contrários das vias alheias. Dos sentimentos sublimes que a todo tempo ousei alimentar e (agora, por ora) me deixam tão vulnerável e alienado.

 

Embora acredite que o coração tem razões que a própria razão desconhece, não posso negar que às vezes os sentidos (e sentimentos) nos enganam. Por isso, vale à pena lançar-se não tão sem medo nos relacionamentos.

 

Ah! Não queria ser superficial. Não queria usar corpos de outros para sentir o meu. Não queria naufragar, pois navego em tão perfeita embarcação.

 

Sou humano demais para aceitar que as coisas sejam sempre como podem ser e não como eu sonhei e/ou imaginei um dia. Esse sentimento divino que por vezes me possui é o que mais me lembra da condição frágil da minha existência.

 

Quanto mais me atrevo prever e prover o futuro, mais o “bixin” se-me escapa por entre os vãos dos dedos. Os cabelos já não esvoaçam mais. A testa brilha. A língua cala. O tempo passa... Passo pelo tempo.

 

Em dias estranhos resta-me apenas contar em versos de exígua pauta o despautério do que sou e vivo. Mesmo não sendo tudo vão; mesmo não sendo non sense; mesmo sufocado pelo desejo inominável; mesmo saltando de banda; mesmo tendo seguranças materiais... quase não me sinto de tanto que me sinto pouco.

 

Falta-me senso de realidade? Falta-me a segurança afetiva? Falta-me a presença amorosa que, me enchendo de amor, me torna capaz de amar sinceramente? Falta-me coragem para enfrentar os fantasmas que me habitam nesse deserto? Falta-me força para exorcizar os maus espíritos que solapam a alegria dos meus dias?

 

[Oliveira Silvestre]

 

 

 

Um poema:-

 

“Sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do Mundo... Creio no Mundo como num malmequer, porque o vejo. Mas não penso nele porque pensar é não compreender... Ah, como os mais simples dos homens são doentes e confusos e estúpidos ao pé da clara simplicidade e saúde em existir das árvores e das plantas!

 

Sejamos simples e calmos, como os regatos e as árvores, e Deus amar-nos-á fazendo de nós, belos como as árvores e os regatos, e dar-nos-á verdor na sua primavera, e um rio aonde ir ter quando acabemos!...”

 

(Fernando Pessoa/Alberto Caeiro)

VI UM HOMEM CHORAR!

 

 

Hoje vi um homem chorar. Lágrimas rolaram por sua face enquanto seu olhar ia ficando distante... amedrontado pelo peso da vida, pela injustiça dos tempos, pela incapacidade ser e valer o que é. Diante da família e dos amigos, resumia-se a um inútil (mesmo sem sê-lo).

 

A voz embargada e a história contada davam o ritmo de um ser dividido. Haveria algo pior para um homem do que tendo força física em plena potência não ter onde transformá-la em forma de subsistência?

 

Lembrei-me de outro homem que chorou. Jesus. Chorou pela morte do amigo. Chorou porque a separação não faz bem a ninguém. Chorou porque naquele Deus havia um homem. Naquele homem havia um Deus.

 

Lembrei-me ainda dos meus choros. Alguns tão despropositais, banais... lágrimas desavergonhadas que me envergonham, pois não foram fruto de tragédia, talvez apenas de um destempero. Ainda lembrei-me dos meus choros “justos”, reparadores e restauradores. Lembrei-me de que não há vergonha em derramar lágrimas, não há injustiça em regar a existência com esse “suor” de sofrimento.

 

Se no início me deu vontade de juntar-me ao seu choro, no final queria oferecer-lhe saída. A única encontrada foi dizer-lhe como o Mestre à mulher que lhe foi buscar entre os mortos: “não chores”. Coragem! Não tenha medo! Eu estou com você todos os dias... até o fim!

 

Confesso.

 

Senhor Jesus, como é confortador saber e crer em sua presença na minha vida diariamente. Sou inundado de contínua esperança quando ao ver a dor e senti-la em mim também, vejo o seu coração transpassado e as marcas daquilo que sofreu por mim e pelos meus.

 

Calo-me diante da cena. Só abro minha boca para agradecer-te. Obrigado pelo homem que vi chorando. Ele me lembrou que não devo envergonhar-me de ser gente. Não devo refugiar-me na insensibilidade. Não preciso sufocar os sentimentos que me habitam e por vezes me denunciam.

 

O homem que vi chorar me fez buscar-te, ó Deus. Por ele e por mim, e por tantos que hoje choram. Ouvi de seus lábios, Senhor: “eu venci o mundo! Vou enxugar dos seus olhos todas as lágrimas! Permanecei em meu amor! Não tenha medo de quem mata o corpo!”.

 

Se não puder passar sem que eu beba o cálice da dor, faz-me capaz de suportá-lo com amor e em reparação pelos que sofrem sem aceitar e pelos que vivem na indiferença da tua presença, ó meu Deus e meu Senhor.

 

Pelas vias dolorosas da vida, conduz-me ao regaço acolhedor do teu coração. Amém!

sobre o impossível

 

O INEVITÁVEL

 

Um poderoso rei condenou um humilde súdito à morte. O homem, prestes a ser executado, propôs e teve a concordância do rei, permiti-lo ensinar o cavalo real a voar. Caso não conseguisse, no prazo de um ano, então sua sentença Seria cumprida.

 

- "Por que adiar o inevitável?" perguntou-lhe um amigo.

 

- "Não é inevitável," ele respondeu. "Dentro de um ano: O rei pode perder o trono, Eu posso Fugir, O Cavalo pode fugir, Eu posso ensinar o cavalo a voar."

 

Freqüentemente nos vemos diante de obstáculos difíceis e aparentemente impossíveis de transpor. Por mais que busquemos soluções, elas parecem não existir. o primeiro impulso nos convida a desistir, mas é preciso que jamais esqueçamos todas as coisas são possíveis.

 

Assim como o súdito de nossa estória, aprendamos a olhar a situação com otimismo. Para cada possibilidade adversa, muitas favoráveis poderão ser encontradas, e, o que parecia impossível, logo será realidade. Mesmo que tudo indique o contrário, creia: o seu cavalo pode voar!

 

 

* Há uma confusão nos faz errar com alguma freqüência. Confundimos difícil com impossível. Nem tudo o que é difícil é impossível. Não acredito na possibilidade de se fazer um cavalo voar (tal como compreendemos cavalo e vôo).

 

A Palavra de Deus, entretanto, nos diz que "é possível transportar montanhas", basta ter fé. Dessa forma, se você não pode fazer voar, seja um cavalo, seja você... faça a sua fé funcionar.

 

Coloque em prática a confiança absoluta no Senhor! Voe com as asas da imaginação e da fé. Será alta a sua subida. E, lá no alto, reside a nossa meta e morada.

 

Neste dia, alce vôo... Lá no alto, o Senhor te espera. Se não for possível, espere. Tenha paciência... ela, tudo alcança.

XXIII Jornada Mundial da Juventude

 

NÃO DESPERDICEM SUAS VIDAS SENTADOS NO MURO

 

Eu inicio acolhendo e encorajando a cada um, onde quer que ele ou ela se encontre perdido, em profunda aflição, com a esperança diminuída ou mesmo esgotada. Jovem ou velho, mulher ou homem, Cristo ainda chama aqueles que sofrem para repousarem Nele, como tem feito há dois mil anos. As causas de seu sofrimento se tornam secundárias, sejam elas as drogas ou o álcool, rompimentos familiares, luxúrias da carne, solidão ou a morte. Talvez até mesmo o vazio do sucesso.  O chamado de Cristo é para todos os que sofrem, não só para os católicos ou os outros cristãos, mas especialmente para aqueles que não possuem religião. Cristo te chama de volta a casa, ao amor, à cura e a vida em comunidade.

 

... A fidelidade não é automática e nem inevitável.

 

... Não é suficiente estar apenas de passagem, tentando viver “em cima do muro” entre os dois lados [bem ou mal]. A vida nos força a escolher, e eventualmente destrói qualquer possibilidade de neutralidade.  Colheremos bons frutos ao aprender a mensagem da Cruz e gravá-la em nossos corações. 

 

A mensagem da Cruz nos traz os frutos do Espírito listados por Paulo, nos habilita a viver a paz e a alegria, a sermos sempre gentis e generosos com os outros. Seguir Jesus não tem custo zero, e nem sempre é fácil, porque requer resistir contra o que Paulo chama de “Carne”, o nosso contínuo ego inflamado, o velho egoísmo. Esta é sempre uma batalha, até mesmo para pessoas velhas como eu!

 

... Não desperdicem suas vidas sentados no muro, mantendo suas opções em aberto, porque só o comprometimento leva à satisfação. A felicidade vem do cumprimento de nossas obrigações, de fazer a nossa parte, especialmente em pequenas e cotidianas questões, e então nos ergueremos para enfrentar maiores desafios. Muitos encontraram seu chamado para a vida nas Jornadas Mundiais da Juventude. 

 

Ser um discípulo de Jesus requer disciplina, principalmente autodisciplina; o que Paulo chama de autocontrole. A prática do autocontrole não o tornará perfeito, mas o autocontrole é necessário para desenvolver e proteger o amor em nossos corações e preservar os outros, especialmente nossas famílias e amigos, de serem magoados por nossos lapsos de maus tratos ou preguiça.

 

Eu rezo para que através do poder do Espírito todos vocês possam integrar o imenso exército de santos, curados e renascidos, que foram revelados a Ezequiel, que enriqueceram a história humana por incontáveis gerações e que foram compensados com a vida eterna nos céus.

 

 

/// parte da homilia que o cardeal George Pell, arcebispo de Sydney, pronunciou durante a celebração eucarística de inauguração da Jornada Mundial da Juventude, na terça-feira, 15 de julho ///

 

XXIII Jornada Mundial da Juventude

 

LIBERDADE: REALIDADE OU ILUSÃO?

 

Bento XVI disse aos jovens que «há momentos, porém, em que nos podemos sentir tentados a procurar certas satisfações fora de Deus», e fez a mesma pergunta que Cristo fez aos doze Apóstolos: «Também vós quereis retirar-vos?»

 

«Talvez um tal afastamento ofereça a ilusão da liberdade. Mas onde nos leva? Para quem havemos nós de ir? De facto, em nossos corações, sabemos que só o Senhor tem ‘palavras de vida eterna’.»

 

Citando Agostinho, Bento XVI diz que «o afastamento d’Ele é só uma tentativa vã de fugirmos de nós mesmos».

 

«Deus está conosco, não na fantasia, mas na realidade da vida», disse o Papa. «O que temos de procurar é enfrentar a realidade, não fugir dela. Por isso, o Espírito Santo atrai-nos delicada mas resolutamente para aquilo que é real, duradouro, verdadeiro. É o Espírito que nos reconduz à comunhão com a Trindade Santíssima!»

 

DIA DA AMIZADE – 20 DE JULHO

Para celebrar a amizade, republico alguns pensamentos (já postados nestes dois anos de blog Tudo Tem Seu Tempo). E, a quem quiser ser meu amigo, exijo paciência. De quem quero ser amigo, tenho paciência. O tempo nos fará viver momentos de alegria e gratidão junto às pessoas que de algum modo nos marcarão por um instante e para todo o sempre. No compasso da partilha e da verdade, o circulo sempre se expandirá.

-------à

O amigo é o melhor terapeuta nas experiências de abandono e humilhação: ‘refugiado em peito amigo, sumindo vai pesar antigo’, escreve Johann W. Goethe.

O amigo não é conselheiro. Ele simplesmente está comigo e me assiste. Ele me escuta sem julgar o que digo. Posso dizer diante dele o que sinto, sem passá-lo antes pela censura. Sei que está bem guardado com ele. Ao amigo posso dizer tudo, sem pesar cada palavra. Diante dele posso ser fraco, posso arrancar minha armadura e mostrar minhas feridas. (Anselm Grün)

As fraquezas que exponho ao amigo não debilitam minha vida; ao contrário, me tornam mais vivo. Elas fazem parte de mim... O amigo não precisa estar sempre comigo e perto de mim. Basta que eu tenha certeza de sua amizade. Isto me ajuda a suportar alguma dor, alguma decepção e alguma doença sem desesperar. Não preciso telefonar todo dia, pois sei que, se precisar dele, ele me ouvirá, tudo fará para me ajudar.

 

Poema de Amigo Aprendiz

Quero ser o teu amigo.

Nem demais nem de menos.
Nem tão longe nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias.

 

(padre Zezinho, scj)

CRENÇAS E VIDA

 

Acredito

- na força da vida escondida na semente.

- no amor contido no pequeno gesto.

- na luz que alumia o caminho do encontro.

- não há noite que não conhecerá ocaso.

- na força da presença de Deus em mim.

- que a coragem supera os medos e a verdade a mentira.

- ser autêntico é ainda a melhor maneira de manifestar autoridade.

 

Mas, preciso ainda assim, confessar: a simplicidade da vida, às vezes, me atordoa.

 

Esforço-me para nutrir bons sentimentos – decorrências de bons pensamentos e de boas ações... – não é sempre que me vejo bom. Sei e concordo com o filósofo que “O bem não é para se contemplar, é para se fazer.”

 

Não murmuro minha situação. A vida é boa demais. Mas não posso concordar com minhas tão grandes fraquezas que me fazem sentir forte exatamente naquilo em que ainda não o sou. Não posso compactuar com meus limites dando regras para avançar onde eles não podem. Não há força que em mim não se exaure pelo simples fato de pensar nas conseqüências de atos que se produzem na minha estreita e finita existência.

 

É. Preciso ainda assim, de novo, confessar: a simplicidade da vida, às vezes, me atordoa.

 

Atordoado

- pela simplicidade, continuo na complicação do pensamento que tenta explicar o que não carece explicações.

- vou aceitando de bom grado cada vão momento da existência e cada pessoa que nele aparece como dádiva tão sublime que não se poderia jamais rejeitar.

- procuro desvencilhar-me das amarras que me enfeiam e embrutecem.

- sigo caminhando, cantando, rezando, encontrando, perdendo, ganhando... vivendo!

 

É. Confesso outra vez que a simplicidade da vida me atordoa. Logo eu que não sou tão simples e por isso me atordôo.

 

[Oliveira Silvestre]

16º Domingo do Tempo Comum

 

DOMINGO DA MISERICÓRDIA E DA PACIÊNCIA DE DEUS!

A parábola do joio nos mostra o ensinamento de Jesus de Nazaré sobre a Paciência e a Misericórdia de Deus. Ele espera pacientemente que deixemos de ser brotos de joio para transformar-nos em bom trigo. Por isso, espera ao final da colheita para separar o joio do trigo. Pensemos nisso e disponhamo-nos à conversão verdadeira, sem deixar em nosso interior nenhuma porta fechada ao Senhor.

 

XXIII Jornada Mundial da Juventude

 

O Papa Bento XVI, durante Vigília de Oração na XXIII Jornada Mundial da Juventude (em Sidney / Austrália) aos cerca de 200 mil jovens reunidos, pediu UNIDADE à sociedade, diante da fragmentação cada vez mais visível quando se despreza o completo horizonte da verdade.

 

Alertou para o perigo de se ver a “comunidade local separada da chamada Igreja institucional, ao se falar da primeira como flexível e aberta ao espírito e da segunda como rígida e carente de espírito” (...).

 

“A unidade é a essência da igreja (...). Contribuamos com isso, resistamos à tentação de nos distanciar”, ressaltou.

 

Ele ainda insistiu no tema do consumismo. “A vida não consiste em acumular. É muito mais que o sucesso. Está verdadeiramente em ser transformado no interior, em se abrir à energia do amor de Deus”.

 

XXIII Jornada Mundial da Juventude

 

PAPA BENTO XVI “CONFESSOU” SENTIR VERGONHA DIANTE DOS ABUSOS SEXUAIS

Na missa que celebrou na catedral de Sydney, na manhã deste sábado, 19, o papa Bento XVI condenou os abusos sexuais cometidos por padres e religiosos na Austrália contra crianças e adolescentes. “Desejo abrir aqui um parêntesis para confessar a vergonha que todos sentimos depois dos abusos sexuais sobre menores cometidos por alguns sacerdotes e religiosos desta nação”, disse.

“Estes agravos, que constituem tão grave traição da confiança, devem ser condenados de modo inequívoco. Causaram grande sofrimento e prejudicaram o testemunho da Igreja”, afirmou. Segundo o papa, os responsáveis por tais males “devem ser levados diante da justiça”, enquanto as vítimas devem receber “compaixão e tratamento”.

Durante a missa, Bento XVI consagrou o altar da catedral e chamou a atenção também para a tentação de colocar Deus à parte. “Muitas vezes encontramo-nos imersos num mundo que deseja pôr Deus à parte. Em nome da liberdade e autonomia humanas, o nome de Deus é passado em silêncio, a religião fica reduzida à devoção pessoal e a fé é banida da praça pública”, acentuou. [CNBB]

QUERO SER, SENHOR

 

Quero ser, Senhor;

Levedura que fermenta e muda:

O ódio em amor,

A tristeza em alegria,

A guerra em paz,

O egoísmo em fraternidade.

 

Quero ser, Senhor;

Bem que luta contra o mal,

Bem que faça viver os outros,

Bem que indique o caminho da felicidade,

 

Quero ser, Senhor;

Paciente frente às pressas,

Paciente ante os desacertos,

Paciente se fracasso,

Paciente se não conquisto,

 

Quero ser, Senhor;

Uma semente de teu Reino

Uma semente de tua Palavra

Uma semente de teu Amor

Uma semente do Céu.

Amém.

XXIII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

 

O tema escolhido para esta Jornada Mundial da Juventude de 2008 é tomado das palavras que o próprio Jesus dirigiu aos seus discípulos, tal como aparecem registradas nos Atos dos Apóstolos: «Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas (…) até aos confins do mundo». (Bento XVI no discurso de boas-vindas).

 

Hoje, às 15h (horário local) cerca de 230 mil jovens acolheram o papa Bento XVI, em Sydney. “Um dos momentos mais fortes de sua acolhida foi sua saudação aos jovens em diversas línguas”, conta o assessor do Setor Juventude da CNBB, padre Gisley Azevedo.

 

“Queridos amigos dos vários países de língua oficial portuguesa, bem-vindos a Sidney! A todos saúdo com afeto: os de perto e os de longe. Lá, na vossa Pátria, tereis ouvido Jesus segredar-vos: «Sereis minhas testemunhas… até aos confins do mundo» (At 1, 8). A viagem mais ou menos longa que enfrentastes para chegar até aqui, à Austrália ou – de seu nome cristão completo – «Terra Austral do Espírito Santo», não deixou em vós a sensação de terdes chegado aos confins do mundo? Pois bem! É com grande alegria que o Papa vos acolhe para vos confirmar como testemunhas de Jesus, por Ele acreditadas com o dom do seu próprio Espírito”, disse o papa.

 

veja todo o discurso do papa no seguinte link

http://zenit.org/article-19057?l=portuguese

A Igreja, segundo o Documento de Aparecida

 

Reconhecemo-nos como comunidade de pobres pecadores, mendicantes da misericórdia de Deus, congregada, reconciliada, unida e enviada pela força da Ressurreição de seu Filho e pela graça de conversão do Espírito Santo.

(DA 100-h)

 

ORACÃO AO CRISTO DO CALVÁRIO

 

 

Nesta tarde, vim pedir-te por minha carne enferma;

Mas, ao ver-te ai na cruz, meus olhos se movem do teu para o meu corpo com vergonha!

 

Como queixar-me dos meus pés cansados, quando vejo os teus destruídos?

Como mostrar-te minhas mãos vazias, quando as tuas estão cheias de feridas?

 

Como explicar-te a minha solidão, quando na cruz estás pregado e solitário?

Como explicar-te que não tenho amor, quando tens o coração rasgado?

 

Já não me lembro de nada, de mim sumiram todas as doenças.

O ímpeto da prece que trazia foi sufocado em minha boca mendicante.

 

E só peço não pedir-te nada, estar aqui, junto a tua imagem morta,

Ir aprendendo que a dor é só a chave santa de tua santa porta.

Amém!

 

serpentes e pombas... prudência e mansidão

 

“Sede prudentes como as serpentes e mansos como as pombas”

Bem-aventurado João XXIII (1881-1963), Papa / Diário da Alma

 

É preciso tratar toda a gente com respeito, com prudência e com uma simplicidade evangélica... É conforme com o exemplo de Jesus fazer prova da mais atraente simplicidade, sem contudo se abdicar da prudência dos sábios e dos santos que Deus ajuda. A simplicidade pode suscitar, não digo o desprezo, mas uma consideração mínima por parte dos maus. Pouco importa se os maus, de quem não se deve fazer caso, podem inflingir alguma humilhação pelos seus julgamentos e pelos seus gracejos; tudo reverte em seu prejuizo e confusão. Aquele que é «simples, recto e temente a Deus» é sempre o mais digno e o mais forte. Na condição, evidentemente, de se firmar numa prudência sábia e afável.

É simples aquele que não se envergonha de confessar o Evangelho, mesmo diante dos homens que não vêem nEle mais do que uma fraqueza e uma infantilidade, e de o confessar em todas as suas partes e em todas as ocasiões, na presença de não importa quem. Ele não se deixa enganar ou conduzir no seu julgamente pelo próximo, e não perde a serenidade da sua alma, qualquer que seja a atitude que os outros tomem para consigo.

O prudente é aquele que sabe calar uma parte da verdade que seria inoportuno manifestar, e que pode calar-se sem que o seu silêncio altere ou falsifique a parte de verdade que diz; é aquele que sabe atingir as boas finalidades que se propõe, escolhendo os meios mais eficazes...; é aquele que, em todas as circunstâncias, distingue o essencial e não se deixa embaraçar pelo acessório...; é aquele que, à partida de tudo isto, espera o sucesso em Deus, apenas...

A simplicidade não contradiz em nada a prudência, nem inversamente. A simplicidade é amor; a prudência é pensamento. O amor reza, a inteligência vela. «Vigiai e orai» (Mt 26,41). Numa conciliação perfeita. O amor é como a pomba que geme; a inteligência, voltada para a acção, é como a serpente que nunca cai por terra nem se magoa, porque vai tacteando com a cabeça todas as irregularidades do seu caminho.

a lei seca e a eucaristia

 

SACERDOTES NÃO TEMEM LEI SECA

 

Mesmo com a “lei de tolerância zero ao álcool” vigente no País, padres de Presidente Prudente e região não temem que a quantidade de vinho ingerida na missa, como símbolo do “Sangue de Cristo”, seja detectada nos testes do bafômetro. Além disso, eles alegam que são poucos os padres que “pegam” a estrada para celebrações. No entanto, o 1º-tenente da 5ª Companhia de Polícia Militar Rodoviária, em Presidente Prudente, Luis Nelson Disaró, 35 anos, lembra que a lei é rígida e pune os motoristas se for detectado qualquer teor de álcool no sangue. “O Clero não está acima da lei. Só esteve na Idade Média”, pontua.

 
Mas, o tenente diz que não há uma fórmula para saber se aquela quantidade ingerida será responsável por dar alteração no teste. “Cada organismo reage de um jeito. Além disso, também deve ser considerado o tempo que a pessoa bebeu, a quantidade, o teor alcoólico. Não dá para fazer um cálculo exato”, salienta. Entretanto, Disaró frisa que sempre deve ser obedecida a regra “Se beber não dirija, se dirigir não beba” para evitar qualquer contratempo. “A lei não faz exceção a ninguém. Se o padre for parado pela polícia, por alguma suspeita, e for detectada presença de álcool no sangue, ele também será penalizado, conforme prevê a lei”.

 
O administrador da Paróquia São José, de Álvares Machado, padre Jurandir Severino de Lima, afirma que a determinação foi estabelecida por um bem maior, que é a vida. “Muitos acidentes deixarão de ocorrer com a medida, isso é o que importa. Quando dói no bolso, a população fica mais atenta. Para a igreja católica, acredito que não haverá problema porque a quantidade de vinho que os padres tomam é mínima”, salienta. Ele pontua que a fiscalização deve ser rígida para que a lei realmente funcione.

Em Machado, os fiéis que tomam a hóstia, “Corpo de Cristo”, ungidas no vinho concordam com os padres. A secretária paroquial Ana Paula da Silva Soares, 25 anos, bem como o paroquiano Manuel Fiaz, 53 anos, relatam que apenas metade da hóstia é molhada com a bebida. “É muito pouco o vinho que ingerimos. Se passarmos pelo teste do bafômetro não haverá alteração nenhuma”, frisa Soares. O mesmo garante o movimentador de mercadorias de Machado, Camilo Aparecido Lanza, 39 anos.


Para o administrador das paróquias São José, em Caiuá, e São Miguel Arcanjo, em Piquerobi, padre Sandro Rogério dos Santos, 32 anos, as autoridades devem rever a lei e acrescentar exceções caso seja constatado que o vinho tomado pelos sacerdotes poderá acarretar em multa.
A lei não tolera qualquer quantidade de álcool no sangue, mas, de acordo com Disaró, há uma margem de erro do equipamento de 0,2 grama da substância por litro de sangue. A multa é de R$ 955,00, podendo também ser punido com a suspensão da carteira de habilitação por um ano. “A tolerância zero deve ser com a bebida, não com as pessoas. A lei deve punir os irresponsáveis”, fala Santos.
O tenente afirma que a fiscalização ocorre observando os sinais característicos de embriaguez, como descontrole na direção, vermelhidão facial, fala típica, cheiro, entre outros.

 
Santos informa que a graduação alcoólica do vinho é de 12% e que os padres utilizam menos de uma dose representando o “Sangue de Cristo”. No entanto, o padre destaca que a situação é nova e demanda tempo para saber se representará infração à legislação. Santos viaja até 120 quilômetros em domingos que celebra cinco missas e considera que nesse caso poderá haver alteração no teste de bafômetro. O sacerdote sugere que a quantidade da bebida seja diminuída ou feita a substituição pelo mosto, suco de uva. Entretanto, ele considera que são poucos os padres que viajam para celebrações.

 
O pároco da Paróquia Nossa Senhora do Carmo (Vila Maristela) de Prudente, Antônio Sérgio Girotti, 42 anos, bem como o monsenhor da Catedral de São Sebastião, José Antônio de Lima, 53 anos, compartilham a opinião. “Tomamos meio copo de vinho, acho que não interfere. Mas, na verdade não sei como vai ficar essa situação, não tivemos a experiência ainda”, fala Girotti.

 

Fonte: MAYSA FACHIANO-DA REDAÇÃO

Jornal O IMPARCIAL, Pres. Prudente – 9/7/2008

pensando bem

 

O ser humano é maior quando está de joelhos, quando se reconhece necessitado de amor e de perdão, quando se vê a si mesmo limitado e se sabe humano enquanto se relaciona com os outros e com o grande Outro, Deus.

Hoje é UM NOVO DIA EM SUA VIDA!

 

Que tal arriscar-se a ser diferente?

Fazer coisas mais simples,

acreditar de modo inquestionável,

lançar-se sem medo para águas mais profundas de relacionamentos com aparência de fracasso,

buscar a face do Senhor nas faces desfiguradas das pessoas que te circundam...

Neste novo dia, o Senhor está aí com você... e aí permanecerá para sempre (foi a promessa Dele).

Bênçãos e paz!

UM DIA COMO QUALQUER OUTRO

 

A história da pizza começa na Roma de César, antes da Era Cristã. Conta-se que os nobres desta época comiam o pão de Abraão, uma massa de farinha, água e sal que vai ao forno bem forte. A ele eram acrescidos ervas e alho. Essa mistura era chamada de Piscea.

A variação das coberturas foi se amadurecendo com o passar dos anos, até que o tomate chegou a Europa trazido por Cristóvão Colombo e daí para frente o pomodoro foi incorporado totalmente à receita. Houve época em que essa iguaria era comida no café da manhã e vendida por ambulantes.

À medida que se tornou mais popular, erguiam-se barracas onde era vendida a massa em formatos diferenciados, de acordo com o pedido do cliente. O primeiro pizzaiolo da história foi Don Rafaelle Espósito, proprietário de uma famosa pizzaria de Nápole, a Pietro il Pizzaiolo.

Don Rafaelle ficou famoso a partir do verão de 1889, quando foi cozinhar no palácio Capodimonte para os soberanos rei Humberto I e sua rainha Margherita de Sabóia, que estavam em visita à Cidade. O pizzaiolo, para prestar uma homenagem à rainha, resolver fazer a pizza com as cores da bandeira italiana - branco, vermelho e verde.

A rainha gostou tanto da pizza que Don rafaelle a batizou com o seu nome. Embora a origem da pizza, como hoje é conhecida, seja italiana. Os grandes devoradores desse produto ficam do outro lado do oceano. Os dois países que mais consomem pizza no mundo são respectivamente: EUA e Brasil, com destaque para as cidades de Nova Iorque e São Paulo.

Leia mais em 10 de Julho - Dia da Pizza [do blog do NOBLAT - link no menu aí ao lado direito]

SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS

9 de julho – invocada em favor dos portadores de câncer

 

Seu nome de baptismo era Amábile Lúcia Visintainer. Nasceu no norte da Itália, em 1865, e com dez anos acompanhou seus pais, que emigraram para o Brasil e se instalaram no Estado de Santa Catarina.

Fundou, com finalidades educativas e assistenciais, a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, da qual foi eleita superiora geral vitalícia.

Anos depois, em São Paulo, para onde se havia transferido a casa-mãe da congregação, foi injusta e precipitadamente punida pelo arcebispo de São Paulo, que a demitiu das funções de superiora e a proibiu de, no futuro, exercer qualquer cargo de mando na Congregação.

Aceitou com virtude heróica essa punição abusiva e irregular do ponto de vista do Direito Canônico, e passou mais de trinta anos como simples religiosa, modelo de obediência e humildade, sem nunca exercer qualquer função directiva na obra da qual era fundadora.

Faleceu pronunciando o que sempre foi o lema de sua vida: “Faça-se a vontade de Deus!”. Em 1938, acometida pelo diabetes, iniciava um período de grande sofrimento, iniciando com a amputação do braço direito, até a cegueira total. Madre Paulina morreu serenamente no dia 9 de julho de 1942, na Casa-geral de sua congregação, em São Paulo.

Ela foi beatificada pelo papa João Paulo II em 1991, quando o papa visitou, oficialmente, o Brasil. Depois, o mesmo pontífice canonizou-a em 2002, tornando-se, assim, a primeira santa do Brasil.

 


 

1865-1942 – fundadora / Amábile Visintauner, Madre Paulina, filha de imigrantes italianos vindos para o Brasil, foi a fundadora das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, em Nova Trento, dedicada ao serviço dos pobres e doentes. Hoje suas filhas estão espalhadas por diversos países e estados brasileiros. É invocada com a seguinte oração: Ó Madre Paulina, tu que puseste toda a tua confiaça no Pai e em Jesus e que inspirada por Maria te decidistes a ajudar o teu povo sofrido, nós te confiamos a Igreja que tanto amas, nossas vidas, nossas famílias, os religiosos e todo o povo de Deus (pedir a graça que deseja alcançar). Madre Paulina, intercede por nós junto ao Pai, a fim de que tenhamos a coragem de lutar sempre na conquista de um mundo mais humano, justo e fraterno. Amém.

“JESUS ENVIOU ESTES DOZE EM MISSÃO”

 

A missão divina confiada por Cristo aos Apóstolos durará até ao fim dos tempos (cf. Mt 28,20), uma vez que o Evangelho que eles devem anunciar é em todo o tempo o princípio de toda a vida na Igreja. Pelo que os Apóstolos trataram de estabelecer sucessores, nesta sociedade hierarquicamente constituída.

 

Assim, não só tiveram vários auxiliares no ministério (At 6,2-6;11,30),  mas, para que a missão que lhes fora entregue se continuasse após a sua morte, confiaram a seus imediatos colaboradores, como em testamento, o encargo de completarem e confirmarem a obra começada por eles, recomendando-lhes que velassem por todo o rebanho, sobre o qual o Espírito Santo os restabelecera para apascentarem a Igreja de Deus (cf. At. 20, 28). Estabeleceram assim homens com esta finalidade e ordenaram também que após a sua morte fosse o seu ministério assumido por outros homens experimentados. Entre os vários ministérios que na Igreja se exercem desde os primeiros tempos, consta da tradição que o principal é o daqueles que, constituídos no episcopado em sucessão ininterrupta são transmissores do múnus apostólico. E assim, como testemunha santo Irineu, a tradição apostólica é manifestada em todo o mundo e guardada por aqueles que pelos Apóstolos foram constituídos Bispos e seus sucessores.

 

Portanto, os Bispos receberam, com os seus colaboradores os presbíteros e diáconos, o encargo da comunidade, presidindo em lugar de Deus ao rebanho de que são pastores como mestres da doutrina, sacerdotes do culto sagrado, ministros do governo. E assim como permanece o múnus confiado pelo Senhor singularmente a Pedro, primeiro entre os Apóstolos, e que se devia transmitir aos seus sucessores, do mesmo modo permanece o múnus dos Apóstolos de apascentar a Igreja, o qual deve ser exercido perpetuamente pela sagrada Ordem dos Bispos. Ensina, por isso, o sagrado Concílio que, por instituição divina, os Bispos sucedem aos Apóstolos, como pastores da Igreja; quem os ouve, ouve a Cristo; quem os despreza, despreza a Cristo e Aquele que enviou Cristo (cf. Lc 10,16).

 

[Constutuição Dogmática sobre a Igreja, « Lumen Gentium », 20]

ORDENAÇÃO DE DOM BENEDITO,

NOVO BISPO DIOCESANO DE PRESIDENTE PRUDENTE

 

 

No sábado, cinco de julho, às 18h na Praça Nossa Senhora do Rosário na cidade mineira de Paracatú, foi ordenado o quinto bispo diocesano de Presidente Prudente.

 

Entre nove irmãos, o agora, Dom Benedito conta com um irmão sacerdote (quanta graça!) – “fruto da oração de nossa mãe”, afirmou. Hoje, aos cinquenta anos de vida, Mons. Benedito Gonçalves dos Santos foi investido pela Igreja em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo na função apostólica para ensinar, santificar e governar o povo de Deus na porção chamada diocese (cf. abaixo, no texto “alegra-te, igreja prudentina”).

 

Impossibilitado de ir ao local do evento, acompanhei (pelo menos grande da) celebração através das Rádios Juriti (Paracatu) e Onda Viva (diocese Pres. Prudente).

 

O bispo celebrante, Dom Leonardo de Miranda Pereira, da diocese de Paracatu, foi às lágrimas várias vezes durante a sua homilia. Falou do “abençoado” Benedito como sendo homem probo, sobre o qual não paira nenhuma desconfiança e do qual destacou as virtudes inerentes e alimentadas pela sua humildade. “Padre Benedito” foi o seu braço direito para tudo naquela igreja particular.

 

Depois de discorrer sobre tantas características pessoais de Benedito, dom Leonardo finalizou descrevendo Presidente Prudente como “diocese invejada”, pois recebe um homem tão bom, íntegro e cheio de Deus.

 

O lema de dom Benedito é “fazei tudo o que ele vos disser”, expressando assim a sua devoção filial a Nossa Senhora e o desejo de cumprir em sua vida tudo quanto Nosso Senhor lhe confiar e exigir.

 

[segue no post abaixo]

ORDENAÇÃO DE DOM BENEDITO,

NOVO BISPO DIOCESANO DE PRESIDENTE PRUDENTE

 

Ainda não comentei, mas acompanhei pelo rádio a celebração e ordenação episcopal do nosso novo bispo diocesano, dom Benedito Gonçalves dos Santos. O evento se realizou em Paracatú/MG, no sábado dia cinco de julho, às 18h. Pequena quantidade de fiéis de Presidente Prudente participaram naquela ocasião juntamente com 22 padres e o nosso atual bispo diocesano, dom José Maria. Simplicidade e afetividade talvez sejam as palavras principais da vida de Dom Benedito e também da celebração. Esperamos entre nós para a posse no dia dezessete de agosto. Desejamos a ele, vida longa, firmeza na fé e bênçãos abundantes para o seu pastoreio.

 

(Além de http://www.ada.com.br/paroquia/INFORMATIVODIOCESANO.htm

vide no post abaixo a lista de paróquias, fotos do evento)

Abaixo uma lista de links de sites da Diocese e das Paróquias da Diocese de Presidente Prudente

-:Diocese:-

www.diocesepresidenteprudente.com.br

-:Paróquia N. Sra. Mãe da Igreja:-

www.paroquiamaedaigreja.com

-:Paróquia Santo Antônio (P. Pte.):-

www.portalsantoantonio.com.br

-:Paróquia Santa Rita de Cássia:-

www.igrejasantarita.com.br

-:Paróquia São José (P. Pte.):-

www.saojosepp.org.br

-:Paróquia São Pedro (P. Pte.):-

www.saopedroprudente.org.br

-:Paróquia São José (Álvares Machado):-

www.psjose.com.br

-:Paróquia Santo Antônio (P. Venceslau):-

www.pvsantoantonio.com.br

-:Paróquia São Francisco de Assis:-

www.saofranciscodeassis.org.br

 

-:Associação Jesus Vem nos Salvar (Paróquia de Martinópolis):-

www.jesusvemnossalvar.com

 

RESILIÊNCIA

 

Não se assuste com a palavra estranha. Vai ser muito fácil compreender seu alcance. Os metais, e também outros objetos, tem capacidade de recuperação. Suportam impactos sem se romper. Passada a pressão externa, o metal recupera sua posição inicial, por resíduos de resistência que possui.

 

Por exemplo, uma mola, submetida a um prejuízo momentâneo, recupera sua situação anterior, quando cessa a pressão. Essa característica é transferida pela moderna Psicologia, para o âmbito da alma. Sobre ela podem aparecer muitas forças que tendem a desestabilizar o equilíbrio interior.

 

Quais podem ser essas forças? As decepções com pessoas; fracassos nos empreendimentos; dívidas constrangedoras; ideais enganosos; família desestruturada; saúde abalada…Devemos ter, com a ajuda da graça, capacidade de resistir a esses impactos destruidores, e recuperar o ânimo positivo. “A vida continua. Bola pra frente!”.

 

Nosso povo tem forte resiliência. Isso está provado no fato de ele acolher, sempre com alegria, os novos filhos. Isso é, crê na vida, com otimismo.

 

Mas também pode acontecer que o espírito não ajunte energias para se recuperar. A pessoa afunda em depressão, e seu estado de ânimo é de pessimismo, confusão e nervosismo. Isso não é um estado pecaminoso, porque é difícil dominarmos os sentimentos de tristeza, de alegria, de raiva, ou desânimo. De depressões momentâneas ninguém consegue escapar.

 

Devemos ajuntar energias para evitar o stress permanente. Quando isso acontece dizemos que a pessoa “entortou o eixo”. Perde a direção. Jesus era uma pessoa equilibradíssima. Mas teve um profundo momento depressivo no horto das Oliveiras. Minha alma está triste até a morte” ( Mc 14, 34). Como ele superou esse momento de confusão? Pela oração. Após rezar com perseverança, levantou-se e enfrentou seu futuro.

 

Neste ano paulino, podemos constatar que o Apóstolo entrou em depressão, após receber uma advertência dos outros apóstolos, para moderar seu discurso contra os judeus. Então retirou-se dois anos para Tarso, sem saber o que fazer. Como saiu dessa situação? Pela ajuda de São Barnabé, que o veio chamar para uma missão em Antioquia. Voltou a ser o que sempre fôra. A ajuda fraterna é outra grande força de recuperação.

 

[Dom Aloísio Roque Oppermann scj – Arcebispo de Uberaba, MG / FONTE: CNBB Regional Leste II]

A PSICOLOGIA REDESCOBRE O PODER DO PERDÃO

 

* Quais passos são necessários para a pessoa buscar a cura através do perdão?

 

(...) “O perdão é uma escolha”... As dicas para o caminho são estas:

 

Primeiro, as pessoas precisam explorar o que é o perdão e o que não é. Por um instante, quando as pessoas perdoam as outras, elas não estão desculpando ou esquecendo os erros cometidos contra elas. Elas podem reconciliar ou não.

 

O perdão é reduzir o ressentimento e aumentar a benevolência e amor para com as pessoas que foram injustas. Esta é uma escolha individual, um ato de vontade. Reconciliação é para que duas pessoas fiquem juntas novamente em mútua confiança. Isto requer a cooperação de ambos.

 

Depois, recomendamos que as pessoas se engajem no que Dr. Fitzgibbons chama “perdão cognitivo”. Estes são pensamentos de perdão e declarações para com o que foi injusto. A pessoa neste ponto não precisa de aproximação ao ofensor, mas fazer este perdão cognitivo consigo mesma.

 

Parte do perdão cognitivo é pensar na pessoa como um todo, sem definir ele ou ela por suas ações pecaminosas apenas. Somos todos mais que nossas ações. Somos pessoas vulneráveis. Somos filhos de Deus.

 

Seguir o perdão cognitivo é perdão emocional, a abertura de si mesmo à compaixão e ao amor para com este filho de Deus que lhe feriu. Isto é difícil e pode levar tempo. Algumas pessoas em terapia não estão prontas para este passo e isto deve ser honrado.

 

Ainda é um mistério para nós como tal compaixão cresce no coração humano para com as pessoas que foram e são profundamente injustas. Certamente a graça de Deus é operante aqui, mas nós como cientistas não temos a linguagem para descrever isso completamente. A ciência é limitada como são todas nossas tentativas humanas de entender os mistérios.

 

Além do perdão emocional está a dificuldade da tarefa de “conservar a dor” do que aconteceu. O que perdoa não pode voltar no tempo e desfazer a ferida, mas ele ou ela pode, agora, tomar a decisão corajosa de aceitar a dor e ser o condutor do bem para o ofensor.

 

Para um cristão, isto se junta à identificação com os sofrimentos de Cristo na cruz por nossos pecados. Ele suportou a dor por nós. Devemos fazer o mesmo pelos outros agora que fomos perdoados.

 

[Dr. Robert Enright, um psicólogo, começou o Instituto Internacional do Perdão em 1994 como um caminho para aplicar anos de pesquisa na prática do perdão. Ele é co-autor de “Helping Clients Forgive: An Empirical Guide for Resolving Anger and Restoring Hope” (“Ajudando os clientes a perdoar: Um guia empírico para a raiva e restaurar a esperança”) (American Psychological Association Books, (2000).]

A PSICOLOGIA REDESCOBRE O PODER DO PERDÃO

 

* Qual conselho você daria ao público em geral sobre a prática do perdão em suas vidas diárias?

 

* Enright: Primeiro, o perdão é de Deus e nós não podemos pensar no perdão como mais uma técnica psicológica. Perdoar é entrar no mistério da cruz de Cristo.

 

Este é um difícil ensinamento, mas vale o sacrifício para entender. Até se as pessoas perdoam sem uma consciência ou deliberam tentar ser obedientes a Deus, elas podem estar abertas a ele.

 

Segundo, as pessoas que perdoam precisam saber que o perdão é e não é. Perdoar é oferecer amor incondicional ao ofensor. E não agir na fraqueza. Quando uma pessoa perdoa, ele ou ela podem e devem buscar justiça. Se alguém bate do carro do James, ele pode esquecer quando ele apresentar a conta para o ofensor.

 

Terceiro, o perdão é intimamente ligado à graça de Deus e então oração, receber os sacramentos, e esperar a ação de Deus com o coração humano são tudo uma parte do perdão.

 

Para aqueles que se colocam de fora destas avenidas da graça, geralmente digo que não podemos entender completamente os trabalhos de Deus. Tudo é ainda muito surpreendente para mim mesmo depois de 20 anos de estudo do perdão. Tenho visto ateus convictos e devotos cristãos perdoarem com bons resultados. Então, o ponto principal é estar aberto ao mistério do perdão independentemente do background de cada um.

 

A PSICOLOGIA REDESCOBRE O PODER DO PERDÃO

 

* Que conselho daria às pessoas que estão tendo dificuldades particulares em perdoar os outros, como aqueles que perderam entes queridos no 11 de setembro?

 

* Enright: Perdoar os outros não é uma ação de uma vez, como acender um interruptor de luz para banir a escuridão. Para a maioria de nós, o perdão é a jornada de carregar nossa cruz por aquele que nos feriu.

 

Isto requer gentileza e paciência consigo mesmo e com o tempo que leva. Aprendemos muito quando aceitamos o peso e a dor da cruz.

 

Então, para aqueles que não podem perdoar, eu pergunto: “Você está pronto para explorar o que o perdão é e não é?” Tal pergunta não pede à pessoa para perdoar, mas ao contrário examinar o que o perdão é.

 

Se uma pessoa examinou a dimensão do perdão, eu pergunto: “Você está pronto para examinar o perdão em sua mais básica forma para com quem o feriu? Você está disposto a tentar não fazer mal a esta pessoa?” Note que esta pergunta não pede que a pessoa ame o ofensor, mas que evite o negativo, evitar o mal até formas sutis.

 

Depois vem a pergunta “Você deseja o bem à pessoa?” Perceba que isto troca o foco para o positivo, para pelo menos um desejo, senão um ato deliberado para o bem em outra pessoa.

 

Todas estas perguntas têm a intenção de mover a pessoa ofendida a um pouco mais perto do amor. Se a pessoa ainda refuta em perdoar, devemos perceber que seu enfático “não” hoje não é necessariamente a palavra final. Essa pessoa pode mudar amanhã.

A PSICOLOGIA REDESCOBRE O PODER DO PERDÃO

 

 

* Como o aspecto de fé e imitação de Cristo acrescenta ao entendimento do perdão?

* Enright: Cristo é amor. O perdão em nossa parte é um ato de amor. Quando as pessoas perdoam, estando elas cientes disso ou não, elas estão entrando no amor de Cristo como exemplificado pela cruz.

 

Minha colega Jeanette Knutson finalmente pegou esse insight em minha cabeça. Através dos anos, eu percebi um grande mistério, como apresentou a obra do Papa João Paulo II o grande “Salvific Dolores”, que perdoar é entrar no sofrimento redentor pela outra pessoa.

 

Juntamo-nos a Cristo em sua cruz pela salvação daquele que nos ofendeu. Para deliberadamente dizermos “sim” a isso é grande alegria apesar do sofrimento. Perdoar é dar significado ao sofrimento que se teve por causa do pecado de um outro.

 

Na verdade, seguindo o ensinamento do Cardeal Kasper em seu livro, “Sacramento da Unidade”, não apenas imitamos Cristo como perdoamos, entramos na união com ele. Novamente, isto é um grande mistério análogo ao casamento de Cristo e sua Igreja. Quando perdoamos experimentamos este tipo de união com ele pelo amor da outra pessoa.

 

Então, Deus em sua sabedoria arranjou por muitas formas que nós nos unamos a seu Filho: através de ser uma parte de seu corpo a Igreja, através da Eucaristia, e através do amor e perdão incondicional para com os outros.

 

Precisamos fazer este ponto mais freqüentemente e mais claro para as pessoas que querem aprender mais sobre o perdão.

RAZÕES PARA SER PADRE

 

(...) segundo o saudoso Papa [João Paulo II], na sua Exortação Apostólica Pastores Dabo Vobis – “Dar-vos-ei Pastores segundo o meu Coração” (Jr 3,15), de 25 de março de 1992, o Padre tem que possuir 5 qualidades essenciais:

 

1° Ser homem, física e psicologicamente, sadio.

 

2° Ser pessoa de oração, portanto piedoso. Pietas, em latim, significa um devotamento filial aos pais. O Padre deve ter um afeto filial, carinhoso para com Deus, nosso Pai, e é a partir desse modelo, que ele vai buscar a delicadeza paterna, e materna, que demonstrará na sua experiência humana de diálogo com o mundo de hoje, homens e mulheres do nosso tempo.

 

3° Ser uma pessoa culta. A formação intelectual de um Padre exige um mínimo de 7 anos de estudos universitários, incluindo as Faculdades de Filosofia e de Teologia, além da comprovada competência pastoral.

 

4° Ser um verdadeiro pastor. Deve conhecer os problemas que se abatem sobre a humanidade, para dar a resposta pastoral necessária, dentro de uma visão eclesial coerente.

 

5° Ser um elemento de equipe, que saiba viver em comunidade e para a comunidade. Que nunca trabalhe só, a não ser nas coisas do trato direto com Deus. Tudo o mais seja feito em conjunto com a comunidade a que ele serve. Isto exige afabilidade, equilíbrio e capacidade de diálogo.

 

Como seguidores de Cristo, os Apóstolos tiveram que deixar tudo: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho mais que a mim, não é digno de mim” (Mt 10,37). Trata-se da doação integral da pessoa e da sua capacidade de amar, para que Cristo dela disponha em favor dos mais necessitados: os pobres, os pecadores, os que sofrem de múltiplas carências, os que nos procuram para aconselhamento. Para estar disponível a tudo isto, permanentemente, é preciso ter um amor exclusivo. São Paulo diz, claramente: “O solteiro cuida das coisas que são do Senhor, de como agradar ao Senhor. O casado preocupa-se com as coisas do mundo, procurando agradar à sua esposa” (1Cor 7,32-33). Portanto, tem um coração dividido.

 

O Padre não pode viver assim. O seu amor, as suas energias, a sua competência, tudo deve estar a serviço das ovelhas do seu rebanho. Por isso, a Igreja, desde os primórdios, introduziu o celibato, seguindo a exigência que Jesus fez aos Apóstolos sobre deixar tudo. Apesar do que afirmam as críticas apressadas a esta norma antiqüíssima, o celibato sacerdotal não é a causa de eventuais problemas afetivos.

 

O Pontifício Conselho para a Família tem afirmado, muitas vezes, que se encontram na família os maiores problemas da atualidade, sob qualquer ponto de vista: pastoral, social, cultural. Não adianta querer resolver uma suposta carência afetiva na vida do Padre, apelando para o Matrimônio, como se fosse a solução mágica. Na vida a dois também há solidões. E muitas. Talvez, até, mais dolorosas do que no celibato. Os psicólogos estão aí para comprová-lo. A doação integral do amor faz parte da condição existencial do Padre. Sendo uma vocação, é a única capaz de realizá-lo como pessoa. Quem não for capaz disto, por um compromisso total, irrestrito e perpétuo, não é chamado para o sacerdócio, segundo a vivência da Igreja Latina, Ocidental.

 

Rezemos para que Deus nos dê sempre bons e santos Padres, segundo o seu Coração: “A promessa do Senhor suscita no coração da Igreja a oração, a súplica ardente e confiante no amor do Pai de que, tal como mandou Jesus o Bom Pastor, os Apóstolos, os seus sucessores, e uma multidão inumerável de presbíteros, assim continue a manifestar aos homens de hoje a sua fidelidade e a sua bondade” (Pastores Dabo Vobis, n°82).

 

[dom Eusébio Oscar Scheid, cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro]

http://www.presbiteros.com.br/Artigos/Serpadre.htm

IGREJA HOJE

A OPINIÃO DA IGREJA SOBRE O SEXO...

 

 

Por que a Igreja “combate” o sexo?


Está muito enganado quem pensa que a Igreja está contra o sexo. Muito pelo contrário, ela acha que o sexo é coisa santa e uma das coisas mais divinas que Deus deu ao homem.

Tanto isso é verdade que a união de homem e mulher no matrimônio é encarada pela Igreja como sinal de amor entre Jesus Cristo e sua Igreja. Ela chega a comparar o amor que Jesus tem pela Igreja, com a unidade estabelecida entre marido e mulher. Se ela condenasse o sexo, nunca faria tal comparação.

O que a Igreja não aconselha e pede aos seus fiéis que saibam entender porque, é o uso de sexo sem responsabilidade.


Como a grande maioria dos namoros acaba quase sempre sem conclusão positiva, parece muito sábio que a Igreja aconselhe aos que não têm certeza de que o amor entre eles é para todo o sempre, que não se comportem como quem se tornou um para todo o sempre.

Repetindo: não é por ser sujo que a Igreja proíbe o sexo aos namorados: é por ser prematuro, irresponsável e, quase sempre, sem condições de assumir as conseqüências que possam surgir.

Num debate com amigos não diga que a Igreja é contra o amor e o sexo, porque você cometeria um ato de ignorância. Ela é contra certas manifestações afetivas entre pessoas que não podem assumir a responsabilidade delas. Isso inclui os velhos, os adultos, os jovens e as crianças.


Os jovens quase sempre são atingidos mais na questão do namoro, pois que a grande maioria das meninas namora pelo menos umas duas ou três vezes antes de casar, e os rapazes um pouco mais. Ou é o contrário? De qualquer forma, você há de convir que namoro não é garantia de vida a dois.

Noivado e casamento é, pelo menos até onde humanamente se pode prever. Os noivados se rompem com menos freqüência e os casamentos também.

Por essas razões a Igreja costuma aconselhar aos jovens fiéis que sejam menos impacientes e esperem um pouco, antes de um relacionamento profundo que envolva entrega de físico e que esperem até o casamento. Pode custar um pouco para quem gosta tanto um do outro, mas é muito mais bonito e inteligente. Os dois sabem que se amam, mesmo não estando em condições de viverem juntos naquele momento.

Isso no papel é muito bonito. Na vida real é muito difícil, pois ninguém é feito de ferro ou titânio.

O amor traz a sensação de entrega de si. E não é fácil dizer: esperemos.

 

[fonte: http://www.dommauro.com.br]

DOMINGO, 6 de julho

 

- Missa pela manhã na matriz São José (Caiuá)... manhã inteira sem acesso à internet [aproveitei para assistir à corrida de Fórmula 1, hoje com ares de mar de tanta chuva – o Rubens Barrichelo merecidamente (embora contando com a sorte) ficou em terceiro lugar; o Felipe Massa, rodou cinco ou seis vezes... chegou em 13º (detalhe, só 13 completaram a prova); também aproveitei a manhã para organizar papéis e ler].

 

- Minha mãe faz aniversário de vida. Parabéns a ela!

 

- O santoral (calendário de celebração de memória dos santos) destaca Santa Maria Goreti. Vale à pena pesquisar e conhecer a vida desta adolescente santificada pelo desejo do encontro com Jesus eucarístico e pela pureza posta à prova.

 

- Revistas e Jornais trazem artigos e notícias sobre a Igreja Católica (e a religião de modo mais amplo):

 

. O conservadorismo de Bento XVI com as vestes liturgicas e outros objetos resgatados da história e dos museus vaticanos.

. O possível corpo do padre baloneiro que desde abril vagava.

. O padre agenciador de modelos no interior de São Paulo.

. Uganda vencendo a guerra contra a Aids com um método “não científico”, mas “ideológico”: a castidade. Estratégia ABC – abstinência, fidelidade e, em terceiro lugar, a camisinha. As igrejas como grande apoiadora e propagadora da estratégia, cuja direção governamental ao combate da aids é feita por um bispo-emérito católico.

Jornal Anúncio - 1ª Leitura (editorial)

 

ALEGRA-TE, IGREJA PRUDENTINA!

 

Diocese é a porção do Povo de Deus confiada a um bispo para que a pastoreie em cooperação com o presbitério. Assim essa porção, aderindo ao seu pastor e por ele congregada no Espírito Santo mediante o Evangelho e a Eucaristia, constitui uma igreja particular. Nela verdadeiramente reside e opera a Una, Santa, Católica e Apostólica Igreja de Cristo”. (Vaticano II – Christus Dominus, n.11).

 

“A Eucaristia faz a Igreja, a Igreja faz a Eucaristia”, dizia o teólogo Henri de Lubac. Não teríamos motivo justo e suficiente para nos reunir diária ou semanalmente num local chamado Igreja se aí não estivesse à nossa espera a graça abundante da presença revigorante de Cristo Jesus – Dom de Deus para a vida do mundo.

 

Contemplemos os discípulos do Senhor e nos deixemos envolver pela graça do mistério eucarístico. Olhemos ao redor e vejamos quantos homens e mulheres que, alimentados de Deus, se consomem pelo Senhor no serviço aos irmãos. Como é valioso para o nosso tempo o testemunho dos santos e das santas “anônimos”. Daqueles que se sentam nos bancos de nossas igrejas matrizes e capelas. Daqueles que no escondimento de suas vidas se fazem também “ação de graças” ao Senhor. Desses que padecem do chamado “martírio branco” (um testemunho sem derramamento de sangue).  E que todos os dias alimentados pela eucaristia ofertam a própria vida irrestritamente para que os outros tenham mais vida.

 

A Igreja Particular de Presidente Prudente tem motivos renovados neste mês de julho para agradecer ao Senhor. Celebrar a eucaristia neste mês nos fará entender e viver mais profundamente “como o Senhor é bom” e “quão maravilhosos os seus caminhos”.

 

Aos dois de julho de 1960 era instalada a Diocese de Presidente Prudente. Nos tempos do “papa bom”, o beato João XXIII, quando queria uma atualização da Igreja, um sopro do Espírito sobre a poeira que a fazia paralisada no anúncio e vivência do Evangelho, a cidade de Presidente Prudente (e hoje, outros vinte e sete municípios) foi constituída Igreja Particular com deveres e graves obrigações no seio da Igreja Católica Apostólica Romana. Passados 48 anos, caminhamos com São Sebastião, nosso patrono, rumo ao Jubileu de Ouro Diocesano. Desejamos sentir o renovado Sopro do Espírito nos fazendo avançar para águas mais profundas e atualizando o nosso modo de ser igreja a serviço da vida e da esperança.

 

Dom José Maria, nosso bispo diocesano, no dia seis de julho celebra 50 anos de vida sacerdotal. Ele, “escolhido para evangelizar” (Rm 1,1) saiu em 1967 dos países bascos (Bilbao – Vizcaya / Espanha) para servir “fidei donum” à missão no Brasil. Desde então, gasta-se para que os povos (empobrecidos) tenham vida em abundância. Assumiu o estilo de pastor engajado na causa social (seja de qual espécie for). Decidiu não amar o próprio pescoço, pois, já dizia alguém que “quem quer ser profeta não pode amar o próprio pescoço”. Será homenageado pela comunidade diocesana no dia dezessete de julho (domingo) às 10h com uma missa na Catedral São Sebastião e com o título honorário de cidadão prudentino.

 

Nomeado em abril, Mons. Benedito Gonçalves dos Santos é bispo ordenado (aos cinco de julho). Agora com a dignidade episcopal e de posse da nomeação feita pelo Santo Padre, o Papa Bento XVI aos dezesseis de abril, tomará posse desta Igreja de Presidente Prudente aos dezessete de agosto próximo. Exultamos de alegria no Senhor pelo dom inestimável da vida deste servo que será a presença apostólica em nosso meio, o sinal da unidade diocesana. Manifestamos nossa gratidão a Deus por aquele que vem em Seu nome para apascentar o Rebanho de Cristo e servir a exemplo de Maria Santíssima a quem ele devota tanto carinho e afeição. Escolheu para seu brasão episcopal o conselho de Maria: “fazei tudo o que Ele vos disser”.

 

Por fim, uma palavra que considero oportuna e urgente. Está aberta a temporada de caça ao seu voto! A sanha política já está visível nos papos entabulados nas esquinas e praças. O exercício político é ato justo e fundamental para a comunidade humana que se quer organizada e que visa ao bem comum dos seus constituintes. Cada ato social nosso é revestido do “ser político”. Essa arte, entretanto, tem sofrido muitos desgastes por causa dos seus “artistas”. É lamentável que em nossas comunidades haja ainda aproveitadores de ocasião e compradores de votos. Tanto quanto é lamentável que haja os vendedores de votos. “Voto não tem preço. Tem conseqüências”. Não podemos colocar sempre nas costas do sujeito político a corrupção que passa antes pela nossa indiferença no processo de escolha (eleitoral) e pela negociação do voto. Se você optar por votar de modo justo e consciente, ainda que “no menos mal” fará mais bem à sua comunidade se se votar num que pareça bom, mas que lhe comprou o voto. Seu VOTO é o seu instrumento de cidadania. Não o venda nem o compre! A sua consciência seja a sua mestra.

 

Pela vida, sempre!

 

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. Paroquial de Caiuá e de Piquerobi

Blog “Tudo tem seu tempo” http://sandrogerio.zip.net

 

[1ª Leitura, Jornal Anúncio – Diocese Pres. Prudente, julho/2008]

pela vida, acima de toda diferença!

Sexta, 4 de julho de 2008, 00h06 Atualizada às 00h06

Homem doa rim para ex-mulher em SP, diz TV

Um homem doou seu rim para a ex-mulher, em Bauru, no interior de São Paulo. Os dois foram casados por 10 anos e estavam separados há sete. Eles não têm grau de parentesco. As informações são da Rede Globo.

Os dois rins de Silvana Oliveira pararam de funcionar há mais de um ano. Ela passou a fazer hemodiálise três vezes por semana e começou a procurar por um doador. O ex-marido, Edval Ezaú, resolveu fazer o teste de sangue e mostrou compatibilidade. Silvana não era compatível com nenhum dos seus familiares.

 

Redação Terra

 

espiritualidade sacerdotal

 

Retiro espiritual anual do clero de Presidente Prudente

30 de junho a 3 de julho

Recanto Marista – Dr. Camargo / PR

Orientador: Fr. Patricio Sciadini OC

 

 

O Retiro Espiritual é tempo privilegiado do qual dispomos para nos olharmos no espelho da existência, entrando em nós a procura da própria e única verdade. É tempo da Graça de Deus (Kairós). Não é obrigação exterior, mas uma exigência do coração [do amor] que se quer ficar a sós com o amado.

 

Podíamos chamá-lo de sacramento do amor de Deus, pois é um momento de encontro. Estar no deserto (lugar do encontro com Deus e da provação/tentação) com aquele que sabemos nos amar primeiro é graça da qual ninguém deveria a renegar. Ele nos atrai e nos fala ao coração... Ele nos revela Deus a nós e nós a nós mesmos.

 

Lendo atentamente os evangelhos, vemos como Jesus encontrava tempo para fazer todo tipo de coisas (rezava, fazia milagres, andava, curava, pregava, ia às Sinagogas...) e ainda lhe sobrava tempo para descansar. Tal proeza só lhe era possível porque em sua vida havia prioridade!

 

Fomos lembrados nesses dias de retiro que da santidade do padre depende a santidade do povo. Da realização do padre depende a realização daqueles que nos circundam.

 

O Santo Padre, o Papa Bento XVI, no número 48 da Encíclica Spe Salvi lembra a todos que “ninguém peca sozinho e ninguém se salva sozinho”. Uma vez que, nós padres, entramos (e muito) na vida do povo (até mesmo em sua consciência), Jesus Cristo é o que temos de melhor a oferecer.

 

Lucas capítulo 10, versículos 38 ao 42 nos descreve a bela cena de Marta e Maria que recebem Jesus em sua casa (em grego, Oikia).Biblicamente, oikia é também o coração do ser humano. Jesus gosta de vir a nossa casa. É preciso saber recebê-lo em nós.

 

Receber um amigo em casa é mais exigente que receber um inimigo, pois é preciso estar com o amigo, fazer-lhe acolhida profunda. E sabemos que o “amigo” Jesus perturba, questiona, obriga-nos a fazer revisão de vida [não é fácil recebê-lo].

 

Guiados por essas motivações, vivemos quatro dias retirados das ocupações quotidianas. Colocamo-nos a escuta do amigo Jesus para que, a sós, Ele nos falasse ao coração e nos reenviasse para a missão. Dou graças a Deus pela ocasião da Graça em nossas vidas.

 

O clero diocesano ao santificar-se, santifica também os fiéis (ovelhas do rebanho). E ninguém volta do deserto do mesmo jeito que ao deserto foi.

 

Padre Sandro Rogério dos Santos, administrador paroquial de Caiuá e de Piquerobi.

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