Terrível será ser conhecido como uma pessoa em quem não se acredita e confia mais!
Meu pai nos ensinou em casa: “Se alguém não tiver palavra, não deveria nem viver”. Prometeu? Pois que cumpra! Ou não deveria ter prometido.
Jesus é a Palavra que se fez carne. Só por isso já percebemos a importância da palavra. Quando empenhamos nossa palavra é como se nos empenhássemos a nós mesmos. Empenhando a palavra estamos empenhando a nossa vida. No casamento os noivos dão a palavra! Empenham-se um com o outro. Quando um não cumpre vem a decepção e a cobrança: "O que você prometeu no altar? Já esqueceu?" Sempre que alguém nos dá a palavra, combina ou se compromete com algo, passamos a ter convicção de que ele realmente vá cumprir. Esta passa ser nossa expectativa, embora muitas vezes, acabe sendo frustrada por aquele que não honra a palavra dada.
Deus é fiel porque cumpre o que promete. Quem promete e não cumpre é infiel. Cada vez que prometo algo e não cumpro, ou pior: nego que tenha dito, meu crédito com a pessoa para a qual fiz a promessa cai. Ela passa a crer cada dia menos em mim. Até o ponto de dizer: "em fulano de tal" não confio mais! Simplesmente não dá! Ele prometeu e descaradamente negou na minha cara. Essa pessoa não é mais de minha confiança! É duro quando as pessoas passam a ter essa idéia a nosso respeito e vão passando umas para as outras: "Olha, ele negou isso para mim"!
Se o outro sabe de outra vez que não honramos a palavra, logo, logo, a fama se espalha: "Naquela pessoa não se deve confiar". E "o jeito é gravar o que se conversa e combina", sugere alguém. Assim, devagarinho, nossa ficha vai sendo feita. De grão em grão nós passamos ser pessoas que não merecem mais confiança. Que não têm mais crédito.
Isso é terrível, mas pode ser o que vamos construindo pelas vezes que não honramos a palavra dada. Posso até me impor sobre o outro, mas meu crédito vai diminuindo. Como aquele menino, da fábula, que um dia gritou que estava sendo atacado pelo lobo. Muitos correram para socorrê-lo. Chegando lá, era mentira. Uma segunda vez ele gritou e alguns foram ajudá-lo novamente. Era mentira mais uma vez. Uma terceira vez ele gritou... Ninguém foi socorrê-lo. Acabou sendo morto. Dessa vez era verdade. Porém, o "filme estava queimado". Ele havia perdido o crédito.
Portanto, devemos ter cuidado com o que dizemos e com o que dizemos que não dissemos. Terrível será ser conhecido como uma pessoa em quem não se acredita e confia mais! [autor: Padre Alir]
CONTRÁRIOS
Padre Fábio de Melo
Só quem já provou a dor
Quem sofreu, se amargurou
Viu a cruz e a vida em tons reais
Quem no certo procurou
Mas no errado se perdeu
precisou saber recomeçar
Só quem já perdeu na vida sabe o que é ganhar
Porque encontrou na derrota algum motivo para lutar
E assim viu no outono a primavera
Descobriu que é no conflito que a vida faz crescer
Que o verso tem reverso
Que o direito tem avesso
Que o de graça tem seu preço
Que a vida tem contrários
E a saudade é um lugar
Que só chega quem amou
E o ódio é uma forma
Tão estranha de amar
Que o perto tem distâncias
E que esquerdo tem direito
Que a resposta tem pergunta
E o problema solução
E o amor começa aqui
No contrário que há em mim
E a sombra só existe
Quando brilha alguma luz.
Só quem soube duvidar
Pôde enfim acreditar
Viu sem ver e amou sem aprisionar
Quem no pouco se encontrou
Aprendeu multiplicar
Descobriu o dom de eternizar
Só quem perdoou na vida sabe o que é amar
Porque aprendeu que o amor só é amor
Se já provou alguma dor
E assim viu grandeza na miséria
Descobriu que é no limite
Que o amor pode nascer
TELEVISÃO SBT é a vice ao lado da Record
O SBT está consolidando pelo segundo mês consecutivo a vice-liderança nacional de audiência - empatado com a Record, que desde o ano passado isolara-se na segunda colocação e buscava fustigar a Globo em busca da liderança.
Em julho, segundo números do Ibope, no horário entre sete da manhã e meia noite, SBT e Record registraram 7 pontos de audiência (A Globo ficou com 20 pontos). Em agosto (até o dia 23), os números se repetiram. Em maio, há apenas três meses, a Record marcava 8 pontos e o SBT, 6. (fonte: Blog do Lauro Jardim)
Há cerca de um ano deixei de assistir à TV Record e ao que a ela se refere. Não sinto nenhuma falta. No início até fiquei chateado porque gostava de ver o Tom Cavalcanti. Você não precisa deixar de assistir. Mas acredito que descobrirá que ela pouco acrescenta de diferente e melhor às outras que estão por ai.
Postei esse comentário pra possibilitar a você ver o quanto são ardilosos quando falam do primeiro lugar ao qual almejam e dizem já estarem próximos de alcançar...
BISPO FAZ VISITAS A PARÓQUIAS DA DIOCESE
Dom Benedito visita a sede do Jornal O Imparcial
Em 10 dias à frente da Diocese de Presidente Prudente, o bispo Dom Benedito Gonçalves dos Santos, pretende ainda nesta semana visitar três paróquias da região – uma em Presidente Venceslau, outra ainda a ser definida, no Pontal do Paranapanema, e a Paróquia São Judas Tadeu, em Prudente. Neste período na cidade, o religioso já visitou outras quatro igrejas, sendo duas no município, uma em Regente Feijó e outra em Tarabai.
Para ele, conhecer todas as paróquias de abrangência da diocese é um “dever” do bispo. Ontem, Dom Benedito esteve na sede de O Imparcial e pôde conhecer as instalações do veículo de comunicação mais antigo da região.
Nestes poucos dias em Prudente, o religioso conta que ainda não teve o tempo necessário para se aprofundar nas questões que afligem a região. No entanto, reforça que a receptividade do clero e dos fiéis foi “acima” de sua expectativa. “Ainda não consegui conhecer a realidade da região, mas observei o enorme comprometimento que os fiéis têm com a espiritualidade”, afirma. Além disso, o bispo fala que se impressionou com as estruturas física e humana das igrejas regionais. “As estruturas são muito boas e isso não se encontra no restante do País”, ressalta.
Dom Benedito também enfatiza a participação da comunidade e do clero nas questões sociais. “As pessoas são bem participativas e têm um grande comprometimento com os trabalhos sociais. Essa promoção humana desenvolvida pelas paróquias é excelente e merece elogios”, completa. Ele ainda diz que as devoções populares na região são “bem maiores” que as apresentadas em sua terra natal, Paracatu (MG). “Isso é muito importante, pois não basta somente o devocionismo, é necessário colocar as ações em prática, ou seja, é preciso orar e trabalhar, pois um complementa o outro”, salienta.
FAMÍLIA O religioso afirma que a distância da família não lhe causa transtornos, uma vez que já em Paracatu, o contato físico que mantinha com seus familiares era “mínimo”. “A vida de pároco nos absorve demais, por isso, embora eu estivesse perto geograficamente da minha família, o contato físico não era freqüente”, conta. Entretanto, cheio de alegria, Dom Benedito comenta que seus familiares compareceram no dia de sua posse e observaram a receptividade da população regional. “Assim, eles foram embora tranqüilos, pois esta questão causava certa preocupação”, revela.
Na cerimônia de posse, o bispo lembra do nervosismo. “No momento, passou um filme na minha cabeça e meu emocional ficou abalado, mas com o acolhimento de todos, me senti seguro e, por meio da graça divina, conseguirei superar minhas limitações”, afirma. Ele também expõe que foi o primeiro filho de Paracatu a se tornar bispo, embora a cidade já conte com 250 anos de paróquia. “Isso me trouxe ainda mais responsabilidade”, diz.
ELEIÇÕES De acordo com Dom Benedito, a Igreja Católica é contrária à atuação de sacerdotes em cargos políticos. “Nosso dever é trabalhar pela formação dos fiéis, para que eles sim, atuem no âmbito político e tenham compromisso e zelo pela comunidade”, ressalta. Ele explica que um sacerdote não pode se filiar a um partido em detrimento de outros. “Quem faz parte de um partido é contrário a outros e o ministério é feito para unir e não para dividir, por isso, o papel de político deve ser exercido por leigos”, declara.
Fonte: MARIANA HIRAI-DA REPORTAGEM LOCAL - JORNAL O IMPARCIAL (online)
BÍBLIA É ...
Fonte de sabedoria... manual de criação divina... revelação do Pai no Filho... amor manifesto nos acontecimentos... aliança do Pai com o povo... um tecido bem trabalhado... comunicação do Deus-amor... símbolo da força e da fé... Bíblia é atualidade!
O SENHOR DA VIDA
A liberdade humana é tentada a afastar-se da ética e a se servir de mazelas, conforme as circunstâncias. Esta opção, porém, não livra a alma do grito: “O que fizeste ao menor dos meus?”. Por outro lado, há a opção de amar, defender e servir aos mais frágeis e indefesos, conforme convidou o Mestre: “Sede meus imitadores”, porque “Eu vim para que todos tenham vida”. De fato, Ele é Senhor dos vivos e não dos mortos e deseja para todos os seus filhos a alegria de viver e de deixar que os outros também vivam, até que Sua vontade seja feita.
354-430 – bispo e doutor da Igreja – “Agostinho” deriva de “Augusto” que significa “sublime”, “divino”.
De Tagaste, África, Aurélio Agostinho foi “o filho das lágrimas” de S. Mônica. Por volta de 375 foi com a família para a frívola e corrupta Cartago, onde conheceu os maniqueus e tornou-se mestre de retórica. Ajuntou-se a uma mulher de nome desconhecido com quem teve um filho, Adeodato. De Cartago foi para Roma e depois para Milão, onde viveu de 384 a 388, ganhando a vida ensinando retórica. Em 387, abandonou os maniqueus e fez-se batizar, o filho e alguns amigos, pelo bispo S. Ambrósio. Retornou a Tagaste, entregando-se à ascética e ao estudo da Bíblia, mas a experiência como presbítero da Igreja de Hipona, em 391, levou-o a perceber a importância da dimensão eclesial, do estudo da teologia, dos valores cristãos. Bispo de Hipona, conduziu seu rebanho por cerca de 35 anos (396-430), combatendo as heresias e instruindo o povo com sermões e escritos. Deixou-nos vasta obra escrita, entre as quais, sua autobiografia: Confissões. Morreu em Hippo Regius, no dia 28 de Agosto de 430.
CULTURA DA MORTE versus CULTURA DA VIDA
Faz algum tempo o saudoso papa João Paulo II denunciava a “Cultura de Morte” afrontando a vida. Todos os dias em nome da modernidade e do progresso científico, vemos os sinais fortes dessa cultura letal. Você e eu que estamos vivos temos por tarefa e missão a defesa e promoção da vida.
Escolher a vida não é tarefa simples, porque nos fazemos surdos e cegos diante dos desafios daqueles que ainda não nasceram e indefesos não têm em suas “mães” a convicção e a acolhida necessárias para levarem a cabo a gestação, dom de Deus para continuidade da espécie.
De fato, Jesus chorou sobre Jerusalém que impassível o conduziu ao Calvário e, neste, à cruz. Hoje, ele continua chorando no choro dos indefesos e a “nova” Jerusalém continua impassível, conduzindo à morte o mesmo Senhor...
Senhor, Deus da Vida, ajudai-nos a defender a vida em dias que Herodes novamente decreta morte aos inocentes. Não pretendemos manchar nossas mãos com sangue inocente ou com tinta de canetas que assinam e legalizam a barbárie. Não temos mais a quem recorrer senão a vós, ó Senhor.
A pequena Marcela viveu um ano e oito meses.
O que faz de Marcela tão especial para que a consideremos aqui?
Marcela nasceu anencéfala. Isso mesmo! Nasceu com deformação cerebral.
Enxergo nela a ação discreta, anônima de Deus que dá sinais e não interfere tão diretamente sem o consentimentos dos seus “filhos queridos”.
Se há vida em um minuto, que este seja bem vivido.
Se há vida em um dia, que este seja bem vivido (com dignidade e respeito).
Se há vida em uma semana, um mês ou um ano... que este seja bem vivido.
Estamos tornando a vida muito técnica.
Se não se respeita a vida na sua fase mais inocente e desprotegida, logo o farão com as outras fases da vida também.
ANENCEFALIA
"Em relação à reportagem "STF começa a ouvir entidades sobre o aborto de anencéfalo" (Cotidiano, 26/8), observo que o texto veicula um equívoco quando informa que "a entidade Católicas pelo Direito de Decidir, apesar de religiosa (...)". Esclareço que a citada entidade não é religiosa e não possui nenhuma ligação com a Igreja Católica Apostólica Romana; não a representa nem expressa o pensamento cristão-católico; suas manifestações estão em desacordo com a doutrina da Igreja católica. A bem da verdade, é importante que os leitores não sejam induzidos ao equívoco de pensar que a citada entidade é da igreja ou emite opiniões em nome da Igreja Católica." JUAREZ PEDRO DE CASTRO , padre, secretário-geral do vicariato da comunicação da arquidiocese de São Paulo (São Paulo, SP)
"A discussão sobre a anencefalia é um atalho para legalizar a prática do aborto no Brasil. O caso da menina é fundamental para o desfecho dessa história, já que ela viveu por dois anos. Dessa maneira devemos entender que existe uma força maior, que é Deus. Ele nos oferece a oportunidade da vida presente e só ele tem o direito de tirar a vida." ROBERTO GERMANO RIBEIRO (São Paulo, SP)
Painel do leitor – Folha de SP / 28 de agosto
=)
Quinta-feira, 28 de agosto de 2008 Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja (Memória).
Primeira Leitura: 1 Coríntios 1,1-9 Nele somos enriquecidos em tudo. Salmo 144(145), 2-3.4-5.6-7 (R. cf 1b) Bendirei o vosso nome, pelos séculos, Senhor! Evangelho: Mateus 24,42-51 Estejam preparados como se fosse um ladrão.
Hoje, como cristãos, devemos de chegar a reconhecer Jesus com a fonte da qual emerge nossa vocação e serviço para a comunidade. Jesus vem constantemente à nossa vida de uma maneira muito concreta, nos mais necessitados de sua misericórdia; e não somente nos pobres, marginalizados, excluídos e enfermos, mas também naqueles que buscam uma palavra de compreensão de ânimo, de esperança, e serem ouvidos, valorizados e respeitados.
Não pensemos que esperar Jesus seja simplesmente assumir uma atitude de santidade para nós mesmos, fechando-nos e isolando-nos do mundo real, que necessita de nós para ser um espaço melhor de convivência.
Jesus chega a nós constantemente nas várias realidades, e temos de estar preparados com a oração, a partir de uma atitude de conversão sempre aberta à mudança, a partir da justiça e da misericórdia, para reconhecê-lo vivo e presente.
Estejam vigilantes é estar buscando constantemente a construção do reino de Deus, em nossa família, em nossa comunidade, em nosso trabalho e em outras realidades que fazem parte de nosso universo cotidiano. Deus chega no simples, por meio do que às vezes não conta para nós; no pequeno se mostra grande, no simples se revela extraordinário.
“IURD” E O ABORTO
Voltamos a discussão sobre o aborto dos anencéfalos (fetos/crianças com ausência parcial ou total do cérebro).
Não sei por quais vias chegaram ao STF (Supremo Tribunal Federal) para Audiência Pública sobre o Aborto além da representação da Igreja Católica (Única força institucional contrária ao aborto), das Católicas (?) pelo Direito de Decidir, da Igreja Universal do Reino de Deus entre outras.
Qual seria o peso da IURD numa audiência pública? Os conchavos políticos? A força monetária que ela demonstra arrogamentemente?
Nas fachadas dos seus templos lemos a frase bíblica: “Jesus Cristo é o Senhor”. Pois é! Não é isso o que se escuta na pregação dos seus “bispos” e pastores. Não é a essa conclusão que se chega pela leitura bíblica que lá se faz (vide post abaixo ULTIMATO).
Jesus disse que veio para que “todos tenham vida abundamentemente”. Jesus deu-nos o exemplo para que façamos a mesma coisa: assumir a cruz, dar a vida, pois não há maior prova de amor do que dar a vida...
Eu acredito que essa Igreja prega a si mesma, não ao Cristo Jesus. Lá, pelo que intúo daqui, o Senhor é outro. E foi o próprio Jesus quem no-lo disse: não é possível servir a dois senhores.
Há no Brasil liberdade religiosa. Mas o estelionato religioso devia e deve ser combatido. Faltam vozes para tanto. Ou pelo menos a coragem suficiente... [continua no link abaixo]
Sugiro a leitura da Revista “evangélica não denominacional” ULTIMATO, que em sua última edição (numero 313, julho-agosto/2008) expõe na capa as mazelas desse negócio disfarçado de Igreja – título de capa: “O sucesso de Edir Macedo e a pergunta que fica no ar”.
* selecionei alguns comentários encontrados no site da Folha de São Paulo. Acredito sejam indicativos do sentimento vivo no coração do povo. Na escuta das pessoas (e dentre estas algumas já praticante do aborto) tenho sempre a sensação de que o mal causado não se resolve simplesmente; antes deixar nascer e logo padecer o sofrimento da morte; a interromper uma gravidez e correr o risco de padecer por anos o sofrimento de ter “assassinado” alguém [ainda que sem a “normalidade” dos vivos”]. Veja bem, não são opiniões de sites católicos, mas de “lugares” diria até alheios à fé.
1- “Quanto à divergência de posições entre a Igreja Católica e a universal, basta a gente responder à seguinte pergunta – quem tem condições de pagar o “dízimo”, o bebê ou a mãe??? Já quanto a dizerem que esse tipo de gravidez acarreta riscos graves às gestantes, se assim fosse, teríamos que abortar todos os bebês com problemas congênitos graves, o que não acontece nem em países onde o aborto é legal, a mãe aborta se quer, não por indicação médica.”
2- “Acho que cada vez mais as pessaos estão esquecendo o respeito e direito a vida, todo ser vivo tem direitos, num Brasil onde defendem animais,arvores e até os mais perigosos bandidos, estão agora dando as costas para o direito de viver desses chamados fetos, mas q pra mim tem o nome de ser humano.Quem defende o direito ao aborto não tem o direito de colocar o nome de Deus neste negócio, pois pra mim legalização ao aborto só deixará mais ricos aqueles q fazem uso da profissão de Médicos, mas q são verdadeiros assassinos.”
3- “É preciso que se compreenda que a mãe deve ser fiel depositária de uma vida que lhe foi confiada. O bebê é da mãe, mas a vida dele, não, portanto não é direito da mãe tirar a vida da criança, Além do mais, se até no diagnóstico da anencefalia se cogitam erraos, vidas - inclusive as das mães - podem padecer por enganos médicos.”
4- “Quem deve decidir se faz ou não o aborto é a mulher. Imaginem quantas vidas seriam poupadas de ter que nascer nesse mundo ridículo em que um filho indesejado eh obrigado a nascer, mesmo que o seu destino seja o de sofrer enquanto existir. O Brasil precisa evoluir! Quanto menos crianças indesejadas, maior a possibilidade desse país crescer!”
Talvez, mais rídula seja a opinião deste último indíviduo. Quer dizer que ele que já está vivo pode culpar o mundo e não fazer nada para mudá-lo? Quer dizer que a panacéia (o remédio para todos os males) é simplesmente “cortar o mal pela raiz” tal como fez Herodes ao Decretar o Assassinato de todas as crianças de até dois anos do Império para assim matar o novo rei que havia nascido? Ora bolas, meu caro, há muita gente que foi desejada enquanto gestada, mas depois foi abandonada pelo desamor, que é a miséria maior da humanidade... outros tantos descobriram a avenida larga da corrupção que tira diriamente comida da mesa das pessoas mais empobrecidas da população. Quero crer que a sua instrução e situação social (pois pode acessar a internet e articular argumentos lógicos) não te faça insensível à vida que tem. Afinal de contas, continuo pensando que somente os que estão vivos determinam sobre aqueles que também têm o direito de nascer, mas não nasceram.
Pela vida, sempre!
RÁDIO ONDA VIVA NA INTERNET
O site da Rádio Onda Viva (emissora da Diocese de Presidente Prudente) está no ar. Nele você pode ouvir a rádio ao vivo e ficar por dentro de tudo o que acontece. Pode até ouvir o Programa “um novo dia em sua vida”, aos sábados, 7h às 8h comigo, padre Sandro (hehehe).
Há momentos na vida que se faz necessário parar, mesmo que a gente não queira. Somos forçados a fazer silêncio, a descer no quarto interior do coração e permanecer sozinho sem ninguém, sem uma palavra de apoio, macerando na solidão e curtindo o sofrimento que é necessário para crescer. Nesta hora de deserto em que muitos tentam decepcionar a nossa esperança, se reassume que o único que nunca nos decepciona é Deus. Ele é amigo fiel, honesto, que promete e que cumpre e não esconde as dificuldades que podemos encontrar para seguir os seus passos e nos tornar semelhantes a ele.
Num destes desertos brabos que Deus me deu de presente sem procurá-lo, mas que ele no seu amor me ofereceu e não teve jeito de recusá-lo, vi que Deus ama e acolhe com imenso carinho três corações que devem estar presentes dentro de nós:
1. Um coração de pobre: Deus quer que nós tenhamos de verdade um coração de pobre. Somente os pobres são livres. Eles não têm agenda, tudo está marcado no coração de Deus e sabe acolher a mensagem de esperança e de vida. Eles sabem que, ao confiar nos outros, um dia ou outro seremos abandonados e sozinhos devemos caminhar pela estrada que é nossa. Somente os que têm coração de pobre se abem à esperança, à vida, à alegria, não como euforia, mas como consciência de que Deus é pastor amigo de todas as horas. Os ricos, os auto suficientes não necessitam dele, têm tudo e tendo tudo se fecham sobre o próprio tudo.
2. Um coração de criança: Deus ama corações que não se deixam contaminar pela malícia da idade adulta. Jesus amava imensamente as crianças porque nelas via sinceridade, amor e abandono pleno. Sabia que elas o amavam de verdade e corriam ao seu encontro não para ganhar alguma coisa mas pela alegria de tocar Jesus, estar com ele. Santa Terezinha reassumiu na sua vida a pobreza e infância espiritual numa forma magistral.
3. Um coração de pecador: Jesus ama os pecadores por isso veio fixar a sua tenda entre nós, veio para nos amar, para nos buscar e procurar em qualquer lugar onde nós estivermos. Como não se sentir reanimados nos desertos da vida quando vemos que Cristo nos procura como um dia procurou a ovelha perdida? Deus nos carrega nos seus braços.
Não podemos em determinados momentos da vida não dizer para Deus obrigado Senhor, por ser pobre, criança e pecador! Nunca Deus se afasta destes três corações. Podemos sempre encontrar um espaço dentro dele e perto dele.
1. A Liturgia nos propõe hoje dois temas fundamentais da fé cristã: CRISTO e a IGREJA.
2. A 1ª leitura mostra como se concretiza o “Poder das Chaves”. Quem exerce o serviço da autoridade deve fazê-lo como um Pai, que procura o bem de seus filhos, com solicitude, com bondade e com firmeza. Essa imagem nos ajuda a entender melhor o Evangelho de hoje.
3. A 2ª Leitura é um convite a contemplar a Riqueza, a Sabedoria e a Ciência de Deus, que realiza o seu projeto de Salvação do homem.
4. No Evangelho, vemos Jesus se dedicar mais à formação do grupo dos discípulos. Da adesão deles a Jesus, como “o Messias, Filho de Deus” nasce a IGREJA: a comunidade dos discípulos de Jesus, convocada e organizada ao redor de Pedro. O texto tem duas partes: a primeira, de caráter cristológico: Quem é Jesus Cristo? A segunda, de caráter eclesiológico: Que é a Igreja?
5. Oração:Pai, faze de mim um bem-aventurado, como o apóstolo Pedro, revelando-me teu Filho Jesus, e dando-me força para testemunhar minha fé até o fim.
Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!
Padre Sandro Rogério dos Santos
Adm. Paroquial de Caiuá e de Piquerobi
Blog “Tudo tem seu tempo” http://sandrogerio.zip.net
=)
Pensando bem
“Lembre-se de não armazenar seu amor, de não ser calculista.
Não seja mesquinho, assim você perderá tudo. Ao contrário, permita que seu amor floresça e o compartilhe, ofereça-o, permita que ele cresça”.
[Osho, Mestre Zen-Budista, IND, 1931]
NOSSA SENHORA RAINHA (Memória)
Esta festa foi instituída por Pio XII, em 1954, para celebrar a dignidade real de Maria Mãe de Deus e dos homens. Pio XII exortava os católicos a renovar a consagração do gênero humano ao Coração Imaculado de Maria. Pedia ao povo cristão que se aproximasse de Maria para "implorar auxílio na adversidade, luz nas trevas, conforto na dor e no pranto..." (Pio XII - apud José Leite, op. cit. v. II, p. 486).
Neste dia, Nossa Senhora é louvada e exaltada por toda a Igreja Católica como Rainha do céu e da terra. Sua realeza a coloca acima de todas as criaturas da terra, dos anjos e santos do céu.
S. Amadeu, bispo de Lausananne, dizia que a fama extraordinária de Maria por toda a parte se espalhou antes que sua magnificência fosse elevada acima dos céus. Pois convinha que a Virgem Mãe, em honra de seu Filho, primeiro reinasse na terra, em seguida, fosse recebida gloriosa nos céus. Fosse amplamente conhecida na terra, antes de entrar na santa plenitude" (cf. Liturgia das Horas, p. 1216, v. IV).
Rezo em comunhão com o Instituto Teológico Rainha dos Apóstolos (da cidade de Marília) onde estudei quatro anos o curso de Teologia. O patrocínio da Rainha dos Apóstolos seja sempre sinal fecundo de docilidade ao Senhor para que os que ali estudam progridam na vida humana, intelecutal e espiritual.
AGOSTO VOCACIONAL
Refletimos e rezamos especialmente pelos padres, pelas famílias, pelos religiosos/as, pelos catequistas e por todos os leigos. No coração da Igreja cada fiel batizado é chamado a descobrir o seu lugar. Deus, fonte das vocações e da santidade, chama a todos para funções específicas em sua Igreja.
Rezemos para que ninguém se comporte na vida como aqueles desocupados na praça. Na Obra de Deus, há ocupação para todos. O Senhor continua a chamar. Parafraseando o evangelho: hoje, muitos são chamados e poucos os “disponíveis”.
Meu amigo, minha amiga, dê a Deus um pouco do seu tempo, dos seus dons e da sua vida. Na vida consumida por Deus e pelos irmãos há Vida Abundante que se desvela e preenche de sentido os corações vacilantes. Alguém dizia que quem não vive para servir não serve para viver.
Uma prece: Senhor, enviai operários para a sua messe. Buscai em nossas famílias. Inundai com a força do Espírito os corações juvenis. Desperta a sua Igreja para a urgência da missão e para a necessidade de pastores segundo o seu coração. Como Maria, eis-me aqui. Faça-se conforme a sua santa vontade. Amém.
CNBB lança nota sobre Aborto de Feto "Anencefálico"
Igreja reafirma a posição de que todos têm direito à vida
O Conselho Episcopal Pastoral (Consep), em reunião, de 19 a 21 de agosto, em Brasília, emitiu uma nota referente à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54 do Supremo Tribunal Federal, que tem como objetivo legalizar o aborto de feto “anencefálico”.
Na nota, o Consep reafirma a posição da Igreja Católica de que todos têm direito à vida. “Nenhuma legislação jamais poderá tornar lícito um ato que é intrinsecamente ilícito. Portanto, diante da ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não se pode aceitar exceções. Os fetos anencefálicos não são descartáveis”, diz a nota.
Deus, nosso Pai, sois a voz que clama no deserto dos corações.
Sois o silêncio que recria nosso ser combalido.
Sois o mistério que perpassa nossa mente e sentidos acabrunhados.
Sois a claridade que nos inquieta e de que não podemos fugir.
Sois o amor terno e misericordioso que nos alcança em nossas nulidades.
Sois o Deus que concedeis a fecundidade às virgens e às estéreis dais o poder de conceberem e terem filhos.
Possamos ouvir hoje vossa voz:
"Eis que vou trazer a paz como um rio e a glória das nações como uma torrente transbordante. Sereis amamentados, sereis carregados sobre as ancas e acariciados sobre os joelhos. Como a uma pessoa que a sua mãe consola, assim vos consolarei..." (cf. Is 66,12s).
Acalentai, pois, nosso espírito abatido e restituí-nos a paz nos desaventos.
Tornai claras nossas noites inquietas e exorcizai nossos males.
Convertei-nos, Senhor, pela força do vosso amor.
Apesar de nossas descrenças, ficai conosco e assim possamos acreditar na vida e buscar a vida.
[ave-maria]
o homem menino e
o menino homem
Era início da noite. Vagava em meio às pessoas e lojas. O shopping estava preparado para o aumento no fluxo de pessoas naquele horário. Fui levado pela fome à praça de alimentação. Contemplei mansamente a comida exposta e atrativa aos olhos famintos dos passantes. Nem queira saber como estavam os meus! Aliás, o olhar que me guiou veio da barriga (risos).
Uma agitação concentrou atenção de todos os presentes. Um homem “atacou” violentamente um jovem garçom, abrindo-lhe a camisa e retirando-lhe o avental. Tudo de modo estúpido. Outros garçons por ali acudiram o companheiro de trabalho. O jovem nada disse. O homem esbravejava. Não encontrei sentido – pelo menos não de onde avistava a cena.
O jovem foi levado calmamente para dentro da cozinha do restaurante. Outros garçons e seguranças conversavam com o referido homem. Ninguém sabia direito o que se passou. Arrisquei:
– Ele estava bêbado?
– Não sei nem o que aconteceu... respondeu-me a atendente da balança.
Saí sem saber ao certo, mas acompanhava ao longe toda a movimentação. Ao final da refeição fiquei ainda sem saber ao certo o fato gerador daquela muvuca. De longe ouvi a atendende confidenciar a uma dessas curiosas de plantão que não havia motivos para a tal agressão física.
Matutei a situação. Fiquei encantado com o comportamento do “menino”. Verdadeiro homem, não revidou, não se exasperou. Havia rubor em sua face. Seu ser franzino estava desajustado ao lugar. Afinal, enquanto tantos por ali passeiam e se refestelam, ele ganha a vida, trabalhando... E, no trabalho, alguém lhe feriu.
Se por um lado, vi um menino homem, por outro, vi um homem menino. Um homem (pela idade, cerca de 35 anos) com comportamento pueril. Daqueles que resolvem as querelas na base da porrada.
Que exemplo me deu aquele homem? Nada que valha à pena guardar e repetir. Mas, posso confirmar. Há muitos homens meninos pela vida. Desses que brincam e brigam e se consideram viventes! Há muitos meninos homens pela vida. Desses que mesmo sem a experiência angariada ao longo dos anos sabem silenciar diante do inominável desaforo alheio.
Graças a Deus, ninguém saiu ferido da brincadeira provocada pelo homem. Seria muito desagradável ver aquele menino ferido na dignidade pelo “menino” passado em anos que se considera, e poderia até mesmo pela identidade atestar-se, homem.
A cronologia de nossa vida nem sempre está de acordo com a experiência apreendida no acumulado dos anos. Peçamos a Deus nos dê sabedoria para contar os nossos dias e na longevidade da vida também tenhamos conteúdos condizentes e amadurecidos, cada qual a sua estatura.
A sabedoria não é fruto do amontoado de anos, mas da docilidade às experiências quotidianas da vida. Para cada quantidade de anos, uma quantidade de experiência e maturidade se espera. Se a vida é uma escola, esforcemo-nos por sermos bons alunos dela.
[Oliveira Silvestre - 20.8.2008]
“SANTIDADE NÃO É PRIVILÉGIO DE POUCOS”
Foi o que declarou Bento XVI nesta quarta-feira, quando ainda assegurou que Deus gosta dos santos “normais”.
“A santidade se oferece a todos; é, na realidade, o destino comum de todos os homens chamados a ser filhos de Deus”, afirmou durante a audiência geral que concedeu a cerca de 4 mil peregrinos congregados na residência pontifícia de Castel Gandolfo.
A experiência pessoal dos santos “mostra que a santidade não é um luxo, não é um privilégio de poucos, uma meta impossível para um homem normal”, explicou.
Segundo o Papa, a santidade “se oferece a todos; naturalmente, nem todos os santos são iguais: são, de fato, o espectro da luz divina. E um grande santo não é necessariamente aquele que possui carismas extraordinários”.
De fato, acrescentou, “há muitíssimos cujos nomes só Deus conhece, porque na terra levaram uma existência aparentemente normalíssima. E precisamente são estes santos ‘normais’ os santos que Deus habitualmente quer”.
“Dia após dia a Igreja nos oferece a possibilidade de caminhar em companhia dos santos. Hans Urs von Balthasar escrevia que os santos constituem o comentário mais importante do Evangelho, sua atualização no dia-a-dia e, portanto, representam para nós uma via real de acesso a Jesus”, acrescentou.
“Que importante e proveitoso é, portanto, o empenho em cultivar o conhecimento e a devoção aos santos, junto à cotidiana meditação da Palavra de Deus e o amor filial a Nossa Senhora!”
CASTEL GANDOLFO, quarta-feira, 20 de agosto de 2008 (ZENIT.org)
SANTOS, MODELOS DE VIDA
O Papa dedicou a alocução de seu encontro semanal com os peregrinos a falar de alguns dos santos cuja memória se celebra nestes dias, entre eles, Santa Rosa de Lima, São Pio X e São Bernardo de Claraval.
Deste último recordou que “se sobressaia em ‘fazer destilar dos textos bíblicos o sentido que se encontrava escondido neles’”.
São Bernardo também “foi definido ‘doutor mariano’, não porque tenha escrito muitíssimo sobre a Mãe de Deus, mas porque soube captar seu papel essencial na Igreja, apresentando-a como o modelo perfeito da vida monástica e de toda outra forma de vida cristã”.
De São Pio X, cuja festa se celebra amanhã, destacou a luta e sofrimento deste Papa pela liberdade da Igreja, pela qual se revelou disposto a sacrificar privilégios e honras, a enfrentar incompreensões, enquanto valorizava esta liberdade como garantia última para a integridade e a coerência da fé».
Recordou também São João Eudes, promotor da devoção ao Sagrado Coração de Jesus e Maria, cuja memória se celebrou ontem, e Santa Rosa de Lima, a primeira santa canonizada da América Latina.
«Santa Rosa costumava repetir: ‘Se os homens soubessem o que é viver em graça, não se assustariam com nenhum sofrimento e sofreriam com alegria qualquer pena, porque a graça é fruto da paciência’», explicou o Papa.
Destacou também a festividade de Maria Virgem Rainha, “memória instituída pelo Servo de Deus Pio XII em 1955, e que a renovação litúrgica querida pelo Concílio Vaticano II pôs como complemento da festividade da Assunção, já que ambos privilégios formam um único mistério”.
Utilizando palavras do escritor francês Jean Guitton, o Papa afirmou que os santos são “como as cores do espectro em relação com a luz, porque com tonalidades e acentos próprios cada um deles reflete a luz da santidade de Deus”.
“Seu exemplo testifica que só quando se está em contato com o Senhor, vive-se cheio de paz e de alegria e se está em condições de difundir por todas as partes serenidade, esperança e otimismo”, acrescentou.
Finalmente, exortou os fiéis a se deixarem “atrair pela fascinação sobrenatural da santidade”. “Que Maria, a Rainha de todos os santos, nos obtenha esta graça, Ela que é Mãe e Refúgio dos pecadores!”, concluiu.
CASTEL GANDOLFO, quarta-feira, 20 de agosto de 2008 (ZENIT.org)
SOBRE O TEMPO E JABUTICABAS
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.
O essencial faz a vida valer a pena. E pra mim, basta o essencial!
[este é dos textos cuja autoria se perdeu em meio a tanta fabulação virtual]
OLIM-PIADA!
“Já sei as medalhas que o Brasil vai ganhar! Medalha de Santo Antônio, Santa Inês e Santo Expedito!” Rarará!
(Zé Simão)
“NÓS DEIXAMOS TUDO E TE SEGUIMOS”
Ouvistes, meus irmãos, que Pedro e André abandonaram as redes para seguirem o Redentor ao primeiro apelo da sua voz (Mt 4,20)... Talvez algum de vós diga baixinho: “Para obedecer ao apelo do Senhor, que é que aqueles dois pecadores abandonaram, eles que não tinham quase nada?” Mas, nesta matéria, temos de considerar as disposições do coração mais do que os bens que se possuem. Deixa muito aquele que não retém nada para si; deixa muito aquele que abandona tudo, mesmo se não é muita coisa. Quanto a nós, aquilo que possuímos, conservamo-lo com paixão, e, o que não temos, buscamo-lo com todo o nosso desejo. Sim, Pedro e André deixaram muito, pois um e outro abandonaram mesmo o desejo de possuírem. Abandonaram muito porque, renunciando aos seus bens, renunciaram também às suas ambições. Seguindo o Senhor, renunciaram a tudo o que teriam podido desejar se o não tivessem seguido.
S. Gregório Magno (c. 540-604), papa e doutor da Igreja - Homilia 5 sobre o Evangelho
sucessão "apostólica" diocesana
BENEDITO,
DOM DE DEUS PARA PRESIDENTE PRUDENTE
No 48º ano de sua existência, a Diocese de Presidente Prudente acolhe neste dia 17 de agosto o seu quinto bispo. Dom Benedito Gonçalves dos Santos, aos cinqüenta anos de vida, tomará posse desta Igreja Particular em solene eucaristia celebrada na Catedral São Sebastião, às 10h (com TRANSMISSÃO ao vivo PELA RÁDIO ONDA VIDA – AM 1300).
Essa ocasião é bastante oportuna para brevíssima leitura da Exortação Apostólica pós-sinodal Pastores Gregis do Papa João Paulo II sobre o “bispo, servidor do evangelho de Jesus Cristo para a esperança do mundo”, datada aos 16 de outubro do ano 2003.
Dentre as muitas e variadas funções do bispo na Igreja, podemos agrupá-las em três: no chamado TRÍPLICE MINISTÉRIO que é ensinar, santificar e governar [funções estas, íntima e profundamente correspondentes entre si]. O BISPO é:
I. MESTRE DA FÉ E ARAUTO DA PALAVRA (Ensinar: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova” - Mc 16,15).
Jesus ressuscitado confia aos Apóstolos a missão de ‘fazer discípulos’ todos os povos, ensinando-os a observar tudo aquilo que Ele mandou... Se o dever de anunciar o Evangelho é próprio de toda a Igreja e de cada um dos seus filhos, pertence a título especial aos Bispos, que no dia da sagrada Ordenação, pela qual ficam inseridos na sucessão apostólica, assumem como compromisso principal o múnus de pregar o Evangelho, e pregá-lo ‘com a fortaleza do Espírito chamando os homens à fé ou confirmando-os na fé viva’... o anúncio de Cristo ocupa sempre o primeiro lugar, sendo o Bispo o primeiro anunciador do Evangelho por meio das palavras e do testemunho da vida.
II. MINISTRO DA GRAÇA DO SUPREMO SACERDÓCIO (Santificar: “Santificados em Jesus Cristo, chamados à santidade” - 1 Cor 1,2).
O Bispo exerce o ministério da santificação por meio da celebração da Eucaristia e demais sacramentos, do louvor divino da Liturgia das Horas, da presidência dos outros ritos sagrados e também através da promoção da vida litúrgica e da piedade popular autêntica.
III. GOVERNO PASTORAL (Governar: “Dei-vos o exemplo” – Jo 13,15).
“O episcopado significa trabalho, não honra; e o Bispo, mais do que presidir, tem obrigação de servir. Segundo o ensinamento do Mestre, o que é maior seja como o menor, e o que preside como quem serve”, tendo sempre diante dos olhos o exemplo do Bom Pastor que veio, não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida pelas ovelhas (cf. Mt 20,28; Mc 10,45; Lc 22,26-27; Jo 10,11). Esta imagem de Jesus, modelo supremo do Bispo, encontra uma eloqüente expressão no gesto do lava-pés, narrado no evangelho de João, capítulo 13. (Cf LG 27)... De fato, “o Bom Pastor confiou o seu rebanho a cada Bispo, para que o alimente com a palavra e o eduque com o exemplo” (n.73). Certamente que, no anúncio do Evangelho de Cristo, salvação do mundo, a força do bispo não vem de si, mas do próprio Deus que o chamou e o constitui a frente do seu povo. “A nossa capacidade vem de Deus. Ele é que nos fez capazes de sermos ministros de uma nova aliança” (2 Cor 3,5s).
DOM BENEDITO E AS “COINCIDÊNCIAS” DE DEUS
* Devoto de Nossa Senhora, referida no brasão episcopal e no lema do seu ministério episcopal, terá a graça de assumir a nossa Igreja Diocesana na festa da Assunção de Maria ao Céu.
** Diretor espiritual de famílias (sobretudo do Encontro de Casais com Cristo - ECC), terá a graça de assumir a nossa Igreja Diocesana no encerramento da Semana Nacional da Família.
Duas marcas tão especiais no ministério episcopal: a devoção filial à Santa Mãe de Deus e o cuidado da família (“Santuário da Vida”).
BEM-VINDO, DOM BENEDITO!!! Conte com as nossas orações, as nossas mãos e o nosso coração para o seu pastoreio. Que em tudo seja glorificado o nome do Senhor Jesus e manifestado ao mundo o seu desígnio salvífico. Pela vida, sempre!
[coluna semanal para os jornais Oeste Notícias, O Imparcial e Integração (P. Venceslau)]
BENEDITO,
Dom de Deus para Presidente Prudente
Reproduzo reportagem publicada nesta sexta-feira pelo Jornal O Imparcial. Chamo a sua atenção para as frases ditas por dom Benedito. De pronto, manifesto a minha gratidão ao Senhor pelas abundantes graças que derramou em nossa Igreja Diocesana nestes 48 anos de existência; também agradeço ao Senhor Deus pela vida dos nossos dois bispos eméritos: dom Agostinho Marochi e dom José Maria Libório. A tomada de posse será no próximo domingo (17 de agosto) às 10h na Catedral São Sebastião, com transmissão ao vivo pela Rádio Onda Viva, AM 1300.
DOM BENEDITO FALA PARA 1,5 MIL FIÉIS DE PRUDENTE
Dom Benedito Gonçalves dos Santos, 50 anos, fala pela primeira vez para 1,5 mil fiéis da Diocese de Presidente Prudente. Ele assume como bispo no domingo, às 10h, na Catedral São Sebastião, e afirma que sua primeira ação será visitar todas as paróquias da região. Ontem, ele fez a primeira visita, que foi à Paróquia São Francisco de Assis, no Jardim Everest, durante adoração ao Santíssimo. Para ele, este foi um sinal de Deus, abençoando sua chegada à cidade, que também ocorreu ontem no final da tarde.
Dom Benedito participou das comemorações da Semana Nacional da Família e show com a cantora Celina Borges, na praça em frente à sede da paróquia. Ao final do show, ele deu a benção santíssima para os presentes.
“A minha chegada foi marcada por um evento religioso de grande importância para a igreja católica, com o local lotado e a presença de muitos jovens. Esse foi um sinal de Jesus Eucarístico de que a minha chegada foi abençoada”, fala.
Ele afirma que seu primeiro ato como bispo, após a posse no domingo, será fazer uma avaliação da diocese.
“Sou mineiro de Paracatu e só saí desta cidade para o seminário. Toda a minha vida religiosa concentrou-se lá. Assim, não conheço esta região”, pontua.
Santos ressalta que uma visita in loco é necessária para verificar a realidade da diocese e também todas as suas necessidades.
“A minha missão como bispo é árdua e profunda e é também uma honra, mas para saber que mudanças fazer, preciso ouvir os fiéis. Espero que minha atuação seja marcada por um canal aberto de diálogo com a população”, garante.
Dom Benedito comenta que, em suas orações durante a adoração de ontem, pedia graça e sabedoria para conduzir seu novo caminho.
“Pedi que Deus me dê força para morrer para o mundo e viver para Deus, conduzindo o Seu rebanho segundo os Seus preceitos”, afirma.
“Ele é nosso pastor, representante da diocese. Para nós, sua presença é de extrema importância e também uma honra por ser a primeira paróquia visitada”, garante o padre da São Francisco de Assis, Luiz Inácio, 43 anos. Segundo ele, enquanto igreja, este evento que compõe as comemorações de 20 anos da paróquia quer resgatar os valores familiares, que é o bem mais precioso da humanidade.
Conforme já publicado por O Imparcial, no dia 5 de julho, o bispo recebeu a ordenação episcopal em Paracatu. A cerimônia aconteceu na Praça do Rosário e reuniu cerca de 2 mil pessoas. Dom Benedito Gonçalves dos Santos foi nomeado e eleito como o novo bispo de Prudente, pelo Papa Bento XVI, no dia 16 de abril de 2008.
Fonte: KATIUSCIA REIS-DA REPORTAGEM LOCAL – Jornal O IMPARCIAL
lei de anistia
A tortura é a verdadeira herança maldita
Os comandantes militares precisam aprender a conviver com os crimes de seus antecessores
O desconforto e a irritação dos comandantes militares com a tortura é o único tema dos anos 60 e 70 que não desaparece da agenda política nacional. O país já se livrou da inflação e da Telerj, mas a sombra soberba dos DOI-Codi continua aí.
Algo como se o doutor Henrique Meirelles fosse obrigado, hoje, a defender a inflação dos seus antecessores remotos no Banco Central.
Quem vive preso ao passado não são os órfãos do DOI, são os protetores de sua memória.
Os comandantes militares carregam na mochila crimes alheios. (A tortura, assim como o seqüestro, pode ter sido coberta pela anistia, mas crime foi.) Não são as vítimas nem seus parentes que devem calar. São os comandantes que devem se acostumar ao convívio com a história.
Se quiser ser de Deus, terá que viver as duas vias do Senhor:
‘Amarás ao Senhor teu Deus e ao próximo como a ti mesmo’.
O que você entende por esta palavra 'amor'?
É impressionante o quanto o amor de Deus nos toca. Os poetas sempre tentaram decifrar esse sentimento, mas nunca conseguiram. Assim como Luiz de Camões em seu célebre poema: ‘O amor é um fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer’.
O amor não se poetiza. Quantas vezes o sentimos e não sabemos onde realmente dói. O amor é revelação, inauguração, tem o poder de ser novo com aquilo que estava velho.
Jesus sabe da capacidade de olhar as coisas miúdas da vida, as que não damos valor e aquelas que ninguém havia visto antes. Colocando os pés no seguimento de Cristo, ouvimos a Palavra para olhar a vida diferente: ‘Amar a Deus sobre todas as coisas’. E o que significa amar o meu próximo? O que significa olhar para o meu irmão e saber que nele tem uma sacralidade que não posso violar?
Como posso descobrir esse convite de Deus de abrir os olhos às pessoas? No dia de hoje, eu lhe proponho que acabe com os 'achismos' do amor. A primeira coisa que Deus precisa curar é o que nós achamos do amor. Pois, muitas vezes, em nome dele [amor], nós fazemos absurdos: seqüestramos, matamos, fazemos guerra, criamos divisões.
O amor nos dá uma força que nem nós mesmos sabíamos que tínhamos. É a capacidade que ele tem de nos costurar. Quantas vezes olhamos para a objetividade do outro que nos motiva a ser melhores. É o amor com suas clarezas e suas confusões... Muitas vezes, em nome do amor tratamos as pessoas como ‘coisas’.
Quando Deus entra em nossa vida e entramos na vida de outras pessoas, temos de entrar como Ele: agregando valores. Caso contrário é melhor que fiquemos de fora, porque você é um território que merece respeito.
Na passagem da sarça ardente (cf. Ex 3,2ss ) Deus se manifesta em uma árvore que pega fogo, mas não é consumida. Esse é o amor de Deus: Quanto mais nós amamos, mais somos consumidos; e se estamos esgotados é porque amamos ‘de menos’. Vamos ficando sem o vigor; mas a sarça queima sem se consumir. O fogo do amor não queima, pois é um fogo que faz outro fogo, e a experiência do amor de Deus é feita pelo amor de um para o outro. Quantas vezes você passou noites inteiras acordado pelo seu filho? Quanto sono perdido? Isso é por amor... Amar o outro é levar prejuízo.
Você vai saber o que é o verdadeiro amor quando você se consome, mas não se esgota. Você nunca vai dizer que está cansado de amar o seu filho. Você está cansada dos problemas causados por ele, mas não de amá-lo.
Quantas pessoas que procuram e estão necessitadas do amor, mas em sua busca correm atrás das micaretas e baladas? A busca do amor está aguçada. Todos estão querendo saber o que é o amor e todos estão precisando de cura. Quantas pessoas foram amadas erroneamente, trazendo as marcas de um amor estragado.
Tenha coragem de tirar as histórias do passado que doem e que você as carrega até o dia de hoje. Nenhuma pessoa pode amar a Deus se não se ama. Nenhuma pessoa pode ter uma experiência com Deus se não for pelo amor a si própria, pelo respeito por si mesma. O amor a Deus passa o tempo todo pelo cuidado que eu tenho com a minha vida, com a minha história. Como sou capaz de amar o próximo como a mim mesmo se ainda não me amo?
Faça caridade a você primeiro. Os seus amigos irão agradecer por você se amar. Quando o amor nos atinge, somos mais felizes. Um povo que se ama é um povo que sabe aonde vai. Eu ainda acredito no que Deus pode em mim. Volte a gostar de você!
[autor: Padre Fabio de melo]
=)
Espiritualidade é experiência!
“A espiritualidade leva sempre à amplidão e à liberdade. Medo e estreiteza, insistência autoritária em verdades da fé e o exercício confuso da autoridade são sempre sinais de falta de espiritualidade. Espiritualidade é experiência. Ela nos quer levar à experiência de uma liberdade interior, à experiência de que estamos neste mundo, mas de que não somos dele, de que ninguém tem poder sobre nós, porque possuímos um cerne divino. Isto é mistagogia: iniciar a pessoa que deseja hoje uma experiência espiritual na experiência de Deus indizível e assim proporcionar-lhe sua verdadeira dignidade. Pois a pessoa só se torna pessoa quando flui nela a vida de Deus. O encontro desse mistério leva ao mistério da própria vida.”
[Anselm Grun.Seja Fiel aos Seus Sonhos. Ed. Vozes, pg 126]
*****
Todos nós com certeza conhecemos pessoas que se sentem quase ‘donas’ da Igreja, da religião, não é? Sabem tudo, falam com autoridade, parece que são mesmo 'enviadas'. Por outro lado, conhecemos pessoas de Deus, que são suaves, mansas, não empurram a religião pela goela abaixo, mas respeitam o passo de cada um, as dificuldades, etc.
Claro, sabem que Deus tem Seu tempo. Não precisamos converter ninguém, é Deus quem faz isso. No tempo certo, na hora certa. O que não podemos mudar, podemos rezar. Muitas vezes Deus deixa que uma pessoa ‘beije o chão’, caia no fundo do poço. E quando a gente pensa que é o fim, Deus a levanta e ela renasce, como fênix, das cinzas.
Porque nosso Deus é o Deus do impossível, do Amor, da Compaixão, da Misericórdia. E se somos seus discípulos(as)-missionários(as) temos que nos parecer com Ele. Trata-se antes de tudo de converter o nosso próprio coração. Para ser misericordiosos.
Um abraço fraterno,
n'Ele,
Jandira (Minas Gerais)
Nem anjo nem demônio. Homem!
Recebi pelo Orkut o seguinte recado:
“Bom Dia Padre! Cristo precisa de almas dispostas a se entregarem sem reserva alguma. Precisa de sacerdotes santos, sacerdotes que vivam perto da eucaristia, que tenham uma profunda vida espiritual, que trabalhem e sofram com o coração alegre, sacerdotes que dediquem cada momento da sua vida a salvação das almas e o estabelecimento do seu reino. Que o senhor mantenha-se fiel nos caminhos de DEUS.”
Jesus disse que sem Ele não podemos fazer (nem ser) nada.
Depois de ler o tal recado, aumentou a certeza interior de que o que me sustenta mesmo é o Mistério de Deus... o mistério da sua, bondade, gratuidade e liberalidade.
Minhas forças e dons têm como única fonte o Senhor. Sou vaso de argila a conduzir no interior inestimável tesouro.
Voltando ao recado, não sei se me excedo em pensar que Cristo espera os “disponíveis” para capacitá-los à missão. Caso não seja assim, estou “perdido”, pois “infelizmente” eu não sou anjo (nem demônio). Homem é o que sou!
Que eu seja fiel nos caminhos do Senhor! Que Ele não me permita sucumbir!
Sagrado Coração de Jesus, fazei que eu jamais me separe de vós, amém!
Mulher é acusada de assassinar seu filho por não dizer amém
da Efe, em Washington
Uma mulher ligada a uma seita religiosa nos Estados Unidos foi acusada pelo homicídio em primeiro grau de seu filho, a quem negligenciou alimentos pelo fato de o bebê não dizer amém após cada refeição.
O diário “The Baltimore Sun” informou que Ria Ramkisson, 21, foi acusada formalmente no domingo do assassinato de seu filho e de outros três supostos membros do culto.
Documentos apresentados às autoridades judiciais revelam que nem a mulher, nem os outros acusados, solicitaram ajuda médica quando a criança, identificada como Javon, deixou de respirar e morreu nos braços de sua mãe.
A criança tinha 19 meses de idade quando faleceu, em dezembro de 2006, segundo a informação.
Sua mãe ocultou o cadáver em uma mala durante mais de um ano, até que agentes da Polícia de Baltimore (Maryland) o encontraram na cidade da Filadélfia (Pensilvânia).
Fontes judiciais indicaram que a mulher estava internada em uma clínica psiquiátrica, e que os outros acusados foram detidos em maio deste ano, em Nova York.
Parentes de Ramkisson citados pela imprensa local disseram que a mulher não deveria ser responsabilizada pela morte de seu filho. “Ela não tinha nenhum controle da situação”, afirmou seu padrasto, identificado como Craig Newton.
“Minha filha foi uma vítima, assim como meu neto. Alguém tomou a decisão de não alimentar a criança, e minha filha só acatou as ordens”, acrescentou.
Segundo entrevistas feitas pela polícia com crianças que faziam parte do grupo, os membros do culto deixaram de alimentar a criança porque ela não dizia amém após comer.
Alguns integrantes do grupo consideravam que Javon “era um demônio”, detalham os documentos.
Estranhamente, a morte e o morrer caminham juntos... Você não pode amar sem morrer a cada dia para sua própria memória. É impossível abraçar alguém sem que a morte esteja presente. Onde está o amor, ali está também a morte.
(Krishnamurti apud Leloup, 1999).
a família pela vida, sempre!
No contexto da Semana Nacional da Família cujo tema é “Escolhe, pois, a vida!”, hoje, estamos num dia de adoração eucarística na paróquia São José (Caiuá).
Iniciado com a celebração da missa às 7h, será concluído às 19h30min com oração, pregação e bênção do Santíssimo Sacramento.
Peçamos ao Senhor da Vida que dê vida e santidade às nossas famílias.
Pela vida e pela família, sempre!
* Na Paróquia São Miguel Arcanjo (Piquerobi), a programação está mais ampla e diversificada.
Santa Clara de Assis
Comemorado em 11/8
c. 1194-1253 – fundadora – "Clara" sugere "lume", "claridade"
Na foto, ao fundo, a Basílica de Santa Clara na cidade de Assis (Itália). Local onde tive a graça de presidir a eucaristia.
Nasceu em Assis, em 1193. Conterrânea de São Francisco, Clara foi sua discípula e fiel intérprete de seu ideal ascético. De família nobre, dotada de extraordinária beleza e possuidora de muitas riquezas, Clara, aos 18 anos, fugiu de casa para se consagrar a Deus, mediante uma vida de absoluta pobreza, a exemplo de Francisco de Assis. Juntamente com Inês, sua irmã mais jovem, e outras companheiras, Clara instalou-se no oratório de São Damião. Era o início das Clarissas. Procuravam em tudo viver o ideal franciscano da pobreza. Actualmente somam cerca de umas 19 mil religiosas, espalhadas por todo o mundo.
Contam as fioretti que um dia, Francisco mandou dizer a Clara que rezasse a Deus para que ele pudesse saber o que mais agradava a Deus: dedicar-se à pregação ou à oração. Depois de muita oração, o mensageiro levou a resposta a Francisco: “Tanto a frei Silvestre como a irmã Clara e sua irmã, Cristo respondeu e revelou que sua vontade é que vás pelo mundo a pregar, porque Ele não te escolheu para ti somente, mas ainda para a salvação dos outros!”
Com frei Masseo, São Francisco pôs-se a caminhar conforme o Espírito o movia ... Pregou a muitos com muita unção ... As aves do céu faziam silêncio para que o Santo pudesse falar ...
São Damião foi milagre que irradiou pureza, como o sol irradia os seus raios. As mulheres queriam ser puras como Clara e os homens aprendiam a respeitar a pureza das mulheres. Santa Clara é apresentada de custódia do Santíssimo Sacramento na mão a deter os mouros às portas de Assis. Por lhe ter sido atribuído ver de longe o sepulcro de S. Francisco, foi ela declarada padroeira da televisão.
É invocada com a seguinte oração:
Pela intercessão de S. Clara, o Senhor todo-poderoso me abençoe e proteja; volte para mim os seus olhos misericordiosos, me dê a paz e tranqüilidade; derrame sobre mim as suas copiosas graças; e depois desta vida, me aceite no céu em companhia de S. Clara e de todos os santos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
QUE BARBARIDADE - epois de acusar o boneco Barney de “comer cadáveres humanos” e de afirmar que Bart Simpson e o Homem-Aranha teriam ligações malignas, o pastor Josue Yrion, que mora nos EUA, mira em Xuxa. Corre com força na “web” um vídeo em que ele diz que ela vendeu a alma a Satanás por US$ 100 milhões. “Xuxa é satanista. Xu-Xa: é o nome de dois demônios brasileiros, O-xu e Ori-xá”. A assessoria de Xuxa diz que não vai comentar essas barbaridades.
(COLUNA DE MONICA BERGAMO, FOLHA DE SÃO PAULO, 11/8/2008).
Papa faz um apelo pela paz na Geórgia
“Faço votos de que cessem imediatamente as ações militares e que renunciem, também em nome da comum herança cristã, ulteriores confrontos e represálias violentas, que possam degenerar num conflito de ainda mais vasto alcance; de que sejam retomados, ao invés, o caminho da negociação e do diálogo respeitoso e construtivo, evitando assim ulteriores, dilacerantes sofrimentos àquelas caras populações”. Foi o que pediu o papa Bento XVI, ontem, 10, após a Oração do Angelus, ao falar sobre os trágicos acontecimentos que acontecem na Geórgia.
O pontífice pediu ainda à comunidade internacional e aos países mais influentes para que apóiem e promovam iniciativas “voltadas para alcançar uma solução pacífica e duradoura, em favor de uma convivência aberta e respeitosa”.
A oração do Angelus ocorreu em Bressanone, nordeste da Itália, onde o papa passa uns dias de descanso.
Além do apelo pela paz na Geórgia, o papa recordou os jovens que participaram da Jornada Mundial da Juventude, em Sydney, Austrália. “Os rostos alegres de tantos jovens de todas as partes do mundo, que sentiram a alegria de encontrar-se e de descobrir juntos um mundo novo, sem ter tido necessidade de recorrer a modos inconvenientes e violentos, ao álcool e a substâncias entorpecentes”, disse Bento XVI.
Ao mesmo tempo, lembrou com pesar os jovens que são vítimas de “falsas evasões”, que vivem experiências degradantes e desembocam em tragédia. “Esse é um típico produto da atual chamada ‘sociedade do bem-estar’ que, para preencher um vazio interior e a monotonia que o acompanha, induz a tentar novas experiências, mais emocionantes, mais extremas”, afirmou.
Que nenhuma FAMÍLIA comece de repente!
Que a FAMÍLIA comece e termine sabendo onde vai!
SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA – 10 a 17 de AGOSTO
Declaração da CNBB sobre as eleições 2008
Nós, Bispos da Igreja Católica no Brasil, reunidos na 46ª Assembléia Geral da CNBB, de 02 a 11 de abril de 2008, em Itaici, Indaiatuba, SP, queremos contribuir, como em pleitos anteriores, com as eleições de 05 de outubro, quando escolheremos o prefeito/a e os vereadores/as dos nossos municípios.
Os cidadãos e as comunidades eclesiais têm aí um amplo campo de atuação. A tradição da Doutrina Social da Igreja considera a participação na política uma forma elevada do exercício da caridade - uma maneira exigente de viver o compromisso cristão a serviço do próximo. A afirmação do Poder local ganha espaço específico no mundo globalizado. Urge criar, no âmbito municipal, estruturas que consolidem uma autêntica convivência humana, promovendo os cidadãos como reais sujeitos políticos. No município, a política pode atender às necessidades concretas da população: saúde, educação, segurança, transporte, moradia, saneamento básico e outras. O Poder local tem sido ainda mais valorizado através das Redes Intermunicipais pelo intercâmbio de experiências – sinais de esperança no mundo planetário.
O voto depositado na urna exige dos eleitores/as e dos eleitos/as um compromisso com a consolidação da democracia. Os eleitos/as são chamados a concretizar a mística do serviço, na esperança e na perseverança, construindo um mandato coletivo, em busca do bem comum, com a garantia de continuar os projetos positivos da administração anterior. Os eleitores/as são convidados a acompanhar os eleitos/as no cumprimento de sua missão e a valorizar os que atuam com critérios éticos.
A cultura da corrupção perpassa as malhas da nossa história política. A corrupção pessoal e estrutural convive com o atual sistema político brasileiro e vem associada à estrutura econômica que acentua e legitima as desigualdades. É relevante e urgente aplicar com empenho a Lei 9.840, em decorrência da qual já foram cassadas em torno de 600 pessoas. Esta lei ajuda a assegurar a lisura das eleições na campanha eleitoral. Para tanto, queremos valorizar os Comitês contra a corrupção eleitoral. Também apoiamos o Projeto de Lei de iniciativa popular, complemento à Lei 9.840, proibindo candidatura de quem já foi condenado em primeira instância.
A formação política para o cumprimento da missão de prefeito/a e vereador/a exige que a ética seja o farol que oriente os quatro anos de mandato, num contínuo diálogo entre o Poder local e suas comunidades. Estamos todos em processo de contínua educação para a cidadania e o exercício do voto é um dos instrumentos eficazes para as mudanças necessárias para o País.
A Igreja tem como tarefa iluminar as consciências dos cidadãos, despertando as forças espirituais e promovendo os valores sociais, através da pregação e do testemunho. A encíclica Deus Caritas est, retomada no Documento de Aparecida, exorta os cristãos leigos/as a assumir compromisso na política, também partidária. Não corresponde aos Pastores esta tarefa.
Convidamos nossas comunidades a realizar debates e reflexões sobre os programas dos partidos, além das qualidades dos candidatos.
Propomos critérios para a votação: respeito ao pluralismo cultural e religioso; comportamento ético dos candidatos/as; e defesa da vida, da família e da liberdade de iniciativa no campo da educação, da saúde e da ação social, em parceria com as organizações comunitárias.
Consideramos qualidades imprescindíveis para os candidatos/as: honestidade, competência, transparência, vontade de servir ao bem comum, comprovada por seu histórico de vida. Para tanto, reafirmamos o Documento de Aparecida ao “apoiar a participação da sociedade civil para reorientação e conseqüente reabilitação ética da política” (n. 406).
Que o Espírito de Deus nos acompanhe na tarefa de ajudar a tornar mais humanos e justos os nossos municípios!
Itaici, Indaiatuba-SP, 9 de abril de 2008
Dom Geraldo Lyrio Rocha - Arcebispo de Mariana, Presidente da CNBB Dom Luiz Soares Vieira - Arcebispo de Manaus, Vice-Presidente da CNBB Dom Dimas Lara Barbosa -Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, Secretário-Geral da CNBB
UM TESTEMUNHO
(aí nos comentários do blog)
Com 65 anos de vida, órfã de Pai, marido e irmão,cofesso que a falta que Pai faz, mesmo com a idade avançada é um vazio tão grande que só a fé na "Eternidade",no logo mais...alivia a caminhada. Amém.
Aproveitem seus pais, perdoem, agradem, porque o tempo para isso é agora...
A FAMÍLIA, COMO VAI?
Certo dia um professor, numa de suas aulas, querendo se fazer entendido pelos seus ouvintes, serviu-se de uma ilustração que eles nunca mais esqueceriam. Àqueles alunos, que teriam pela frente um futuro brilhante, propôs:
- “vamos fazer uma experiência”.
Pôs uma jarra sobre a mesa e com algumas pedras foi cuidadosamente enchendo-a. Concluído, perguntou aos alunos:
- “a jarra está cheia?”. Todos disseram efusivamente:
- “sim!”.
- “Vocês têm certeza?”, questionou. E sem esperar nova manifestação dos seus ouvintes, despejou na jarra alguns pedriscos que iam preenchendo os espaços vazios entre as pedras grandes. Ao final, perguntou:
- “e agora, a jarra está cheia?”. Eles, ressabiados, disseram:
- “talvez, não!”. Certo, confirmou o professor. Tomou em suas mãos um punhado de areia e foi ocupando mais espaços daquela jarra (entre as pedras e os pedriscos). Novamente, perguntou:
- “a jarra agora está cheia?”.
- “Não”, gritaram todos.
- “Isso mesmo, não está”. Para provar, pegou um copo d’água e o despejou naquela jarra até ficar cheia. Olhou para a platéia e perguntou:
- “o que esta experiência nos ensina?”... Após alguns tentarem alguma coisa, arrematou.
- “Se vocês não colocarem as pedras grandes em primeiro lugar, nunca mais vão conseguir colocá-las...”
E quais são as “pedras grandes” na tua vida? Os pais, as pessoas amadas, a educação, os sonhos, uma causa pela qual valha a pena arriscar-se, ensinar ou guiar os outros, fazer coisas de que gosta, tempo para si, a saúde, os amigos...
Estamos vivenciando novamente uma SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA. Acredito que a família é essa “pedra maior”. Se não colocá-la em primeiro lugar na tua vida, depois ela não terá mais espaços em você. Tantas e quantas vezes nos gastamos em coisas menores (pedriscos ou areia) e com isso a vida passa e as pessoas e situações mais importantes vão ficando de lado.
Um convite, que é também desafio: se for preciso, vire a jarra de cabeça pra baixo. Esvazie-a. Realoque o conteúdo. Isto é, sendo necessário, esvazie a sua vida. Refaça opções. Dê justo valor às coisas e pessoas. Ainda há tempo. Nesta semana, eu e mais uma grande multidão de pessoas rezaremos pela sua e pela nossa família. Acredite na família. Gaste-se para que ela seja o berço da vida, o santuário da vida, a escola da partilha do pão, do abraço, do amor e do perdão.
Peçamos ao Senhor que a família comece e termine sabendo aonde vai e que o homem carregue nos ombros a graça de um pai; que a mulher seja céu de ternura, aconchego e calor; e que os filhos conheçam a força que brota do amor! Abençoa, Senhor a nossa família. Amém!
Pela vida e pela família, sempre!
DIA DOS PAIS
SER PAI é um chamado de Deus!
Por isso, nunca será demais lembrar o papel do homem na vida de cada indivíduo.
A falta dessa figura tem causado (ou pelo menos aumentado grandemente) o desajuste da sociedade, porque tem desajustado tantas famílias.
Não estou pleiteando um modelo familiar anacrônico (tradicional ou ultrapassado), mas um modelo cujos alicerces sejam valores imutáveis e inegociáveis, tais como: amor, fidelidade, compromisso, renúncia, honestidade...
A você, pai, a minha prece de filho ao Pai dos pais para que se assemelhe sempre mais ao coração amoroso e misericordioso de Deus – que é fonte de graça, amor e perdão.
Deus dê aos homens a graça da paternidade (responsável); antes do prazer, o amor sincero.
Do amor sincero, nenhuma relação e existência será sem prazer!
Deus PAI abençoe, proteja e guarde a sua vida, pai!
Lembre-se de que todos dependemos da sua presença e do seu exemplo de força, garra e perseverança.
O QUE O FILHO PENSA DO PAI
Aos 7 anos:
Papai é grande. Sabe tudo!
Aos 14 anos:
Parece que Papai se engana em certas coisas que diz...
Aos 20 anos:
Papai está um pouco atrasado em suas teorias, não são desta época...
Aos 25 anos:
O “Coroa” não sabe nada... Está caducando, decididamente.
Aos 30 anos:
Com minha experiência, meu Pai seria, hoje, milionário...
Aos 40anos:
Não sei se consulto o “velho”, talvez me pudesse aconselhar...
Aos 50 anos:
Pobre Papai! Era um sábio!
Como lastimo tê-lo compreendido tão tarde...
Aos 60 anos:
Que pena Papai ter morrido; a verdade é que ele tinha idéias notáveis.
Aos 70anos:
Mesmo morto ainda é o meu melhor amigo.
“Papai! você foi meu único herói e amigo.”
“Ouvi, filhos, a instrução do pai, e estai atentos para conhecerdes a prudência”. (Prov 4,1)
Meus desejos são muitos, e meu clamor é digno de pena. Mas tu sempre me salvaste com tuas duras recusas. E essa poderosa misericórdia penetrou todos os momentos da minha vida.
Dia após dia tu me tornas digno dos simples e grandes dons que me concedes sem que os tenha pedido – este céu e esta luz, este corpo e a vida e a inteligência – salvando-me dos perigos do desejo pretensioso.
Às vezes eu preguiçosamente fico protelando, e às vezes desperto e me apresso a buscar meu alvo. Mas tu cruelmente te escondes de mim.
Dia após dia, à custa de recusar-me e de me livrar dos perigos do desejo frágil e vago, tu me tornas digno de ser completamente aceito por ti.
[Tagore, Gitanjali 14]
06 de Agosto
TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR
A Festa da Transfiguração do Senhor remonta ao século V, no Oriente. Na Idade Média estendeu-se por toda Igreja Universal, especialmente com o papa Calisto III. O episódio foi relatado pelos evangelistas Mateus, Marcos e Lucas. Presentes estavam os apóstolos Pedro, João e Tiago. Jesus transfigurou-se diante deles, seu corpo ficou luminoso e resplandecentes as suas vestes. Com isto, Jesus quis manifestar aos discípulos que Ele era realmente o Filho de Deus, enviado pelo Pai. Jesus é o cumprimento de todas as promessas de Deus; é Deus connosco, a manifestação da ternura e da misericórdia do Pai entre os homens. A sua paixão e morte não serão o fim, mas tudo recobrará sentido quando Deus Pai o ressuscitar e o fizer sentar-se à Sua direita, na Sua glória. Tudo isto é dito de uma maneira plástica - luz, brancura, glória, nuvem ... que indicam a presença de Deus. O caminho necessário para a ressurreição é, contudo, o caminho da cruz, da paixão e morte, da entrega total de Sua vida pelo perdão dos pecados
Mateus 17,1-9: Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e seu irmão João, e levou-os, só a eles, a um alto monte. Transfigurou-se diante deles: o seu rosto resplandeceu como o Sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.Nisto, apareceram Moisés e Elias a conversar com Ele. Tomando a palavra, Pedro disse a Jesus: «Senhor, é bom estarmos aqui; se quiseres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.» Ainda ele estava a falar, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra, e uma voz dizia da nuvem: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutai-o.» Ao ouvirem isto, os discípulos caíram com a face por terra, muito assustados. Aproximando-se deles, Jesus tocou-lhes, dizendo: «Levantai-vos e não tenhais medo.» Erguendo os olhos, os discípulos apenas viram Jesus e mais ninguém. Enquanto desciam do monte, Jesus ordenou-lhes: «Não conteis a ninguém o que acabastes de ver, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.»
“Eis que lhes apareceram Moisés e Elias que falavam com Ele”
“Uma nuvem luminosa cobriu-os com a sua sombra” e os discípulos foram tomados de grande temor vendo Jesus, o Salvador, com Moisés e Elias na núvem. Outrora, é certo, quando Moisés viu Deus, entrou na núvem divina (Ex 24,18), dando assim a compreender que a Lei era uma sombra. Escuta o que diz S. Paulo: "Na verdade, a Lei não era mais do que sombra dos bens futuros, não a própria realidade” (Hb 10,1).
Nesse tempo, Israel “não tinha podido fixar os olhos na glória passageira do rosto de Moisés” (1Cor 3,7). “Mas nós, com o rosto descoberto, reflectimos a glória do Senhor e somos transformados de uma glória para uma glória ainda maior, pela acção do Senhor que é Espírito” (v.18). É por isso que a núvem que cobriu os discípulos com a sua sombra não estava cheia de trevas mas de luz. Com efeito, “o mistério escondido há séculos e através das gerações foi revelado” (Col 1,26) e a glória perpétua e eterna foi manifestada. Eis porque é que Moisés e Elias, um de cada lado do Salvador, personificavam a Lei e os profetas. Aquele que a Lei e os profetas anunciavam é, na verdade, Jesus, o dispensador da vida.
Moisés representa também a assembleia dos santos que outrora adormeceram (Dt 24,5) e Elias, a dos vivos (2Rs 2,11), porque Jesus transfigurado é o Senhor dos vivos e dos mortos. E Moisés entrou finalmente na Terra Prometida porque é Jesus que aí o conduz. Outrora, Moisés tinha visto apenas de longe a herança prometida (Dt 34,4); hoje vê-a nitidamente.
[São João Damasceno (675-749), monge, teólogo, doutor da Igreja - Homilia sobre a Transfiguração do Senhor]
CREIO EM DEUS; NÃO NA IGREJA
A difusa idéia religiosa em nossos dias está confusa. Com a proliferação de novas comunidades religiosas cristãs (protestantes, sobretudo) a confusão se faz crescer.
Tal como Jesus não fora aceito no seu tempo por muita gente que aceitava Deus e também esperava o Messias, hoje muitos aceitam Deus mas não aceitam o modo como Ele se faz presente na história (também) através da Igreja.
Vemos pessoas se afirmando crentes em Deus, mas descrentes da instituição Igreja.
Houve um tempo que a Igreja instituição era senhora absoluta até mesmo do império (por questões não pertinentes ao momento e ao âmbito desta reflexão), daí, Deus era quase “desnecessário”.
Tanto forçou o pêndulo para esse lado que agora estamos no contrapé da situação. Aceita-se Deus, rejeita-se a Igreja.
Mas, como aceitar Deus por pai se se nega a igreja por mãe? Como manifestar comunhão com Deus (não distante, mas revelado com face misericordiosa em Jesus) se não se aceita aquilo que Ele fundou: “a Igreja, cujas portas do inferno não prevalecerão contra ela”?
Na teologia paulina está afimado que a Igreja é corpo místico de Cristo cujos membros são todos os que fomos batizados!
A Igreja é obra da Santíssima Trindade. Pensada pelo Pai desde toda eternidade, inaugurada e fundada no Filho, a Igreja foi manifestada ao mundo por obra e graça do Espírito Santo – que a mantém apesar das muitas intempéries.
Que nós, nascidos para Deus na Igreja, sejamos fiéis ao Senhor e manifestemos a nossa comunhão no lugar onde Ele nos gerou para a eternidade.
Não se esqueça: você é pedra viva desse edifício espiritual que é a Igreja. A visibilidade na instituição será tanto mais límpida quanto você assumir o seu papel nela.
Deus dê a graça de nos sentirmos e vivermos como Igreja – assembléia convocada, reunida em nome do Senhor, onde Ele se manifesta e abençoa.
DEFENSORES DA VIDA... (DOS ANIMAIS)
A criação inteira é obra das mãos de Deus.
Louvo o Divino Criador por tudo quanto fez e por tudo o que através das mãos humanas continua fazendo.
Vejo aumentando todos os dias a onda defensora dos animais. São artistas e ONGs (das mais diferentes nacionalidades e matizes ideológicas) defendendo os animais e alguns tipos de plantas cujo risco de extinção é grande.
MAS, falta o mesmo ânimo e adesão na defesa da VIDA, especialmente da vida humana.
A onda de defensores dos animais devia existir (como de fato existe! E tem os seus méritos). Entretanto, a humanidade precisa de uma GRANDE ONDA em DEFESA DA VIDA.
A Igreja é tida por retrógrada quando se posiciona a favor da vida e contrária a todas as formas que vilipendiam e destróem a dignidade humana.
Do nascer ao morrer natural, pela vida, sempre!
PAPA CONVIDA A REZAR EM AGOSTO PARA QUE AUMENTE A VOCAÇÃO PARA A SANTIDADE E A MISSÃO
Bento XVI convida a rezar neste mês de agosto “para que seja promovida e alimentada a resposta de todo o povo de Deus à comum vocação para a santidade e a missão, com um discernimento atento e um empenho constante de formação espiritual e cultural”.
Na intenção missionária de agosto, portanto, o papa exorta a Igreja a rezar para que aumente sempre mais nos fiéis a consciência de que todos os batizados são chamados à santidade. Por vezes, ressalta o Santo Padre, se pensa que a santidade é uma condição de privilégio reservada a poucos escolhidos. Na realidade, insiste Bento XVI, todo cristão, melhor, todo homem tem o dever de tornar-se santo. Mas em que consiste a santidade? Deixemos que o papa mesmo responda:
“A esta pergunta pode-se responder, em primeiro lugar, de maneira negativa: para ser santo não é necessário realizar ações e obras extraordinárias, ou possuir carismas excepcionais. Vem depois a resposta do ponto de vista positivo: é necessário simplesmente ‘servir’ a Jesus, escutá-lo e segui-lo sem desanimar diante das dificuldades (…) A santidade exige um esforço contínuo, mas é possível a todos porque, mais do que obra do homem, é acima de tudo dom de Deus”. (Homilia de 1º de novembro de 2006)
Da santidade à missão: também neste caso, todo cristão é missionário. Mas não devemos dizer apenas que todos os batizados têm o dever e o direito de anunciar o evangelho. O papa convida a superar aquelas formas ambíguas de respeito que afinal de contas se transformam num silêncio da fé. Com efeito, todos têm o direito de conhecer Cristo, salvador da humanidade:
“O anúncio do Evangelho é o primeiro serviço que a Igreja deve à humanidade, para oferecer a salvação de Cristo ao homem do nosso tempo, humilhado e oprimido de tantas formas, e para orientar em sentido cristão as mudanças culturais, sociais e éticas que estão em processo no mundo”. (Angelus de 7 de outubro de 2007)
Os caminhos da santidade e da missão são infinitos, pois o Espírito Santo sopra onde quer, distribuindo os seus carismas, como bem quer e a quem quiser. Esses carismas, por vezes, podem incomodar, e a instituição, a autoridade eclesiástica deve estar atenta a não abafá-los:
“Quem é chamado a um serviço de discernimento e de guia não pretenda comportar-se como se fosse dono dos carismas, mas evite o perigo de sufocá-los, resistindo à tentação de uniformizar o que o Espírito Santo quis como multiforme para concorrer à construção e à dilatação do único Corpo de Cristo, que o mesmo Espírito torna sólido na unidade”. (Discurso sobre os Movimentos eclesiais, 17 de maio de 2008)
Por fim, o papa convida a rezar para que os cristãos, longe de se fecharem em si mesmos, cedendo ao pessimismo, cultivem um compromisso constante de formação espiritual e cultural. Ouçamos a exortação de Bento XVI às religiosas da União Internacional das Superioras Gerais:
“Não se cansem de reservar todo cuidado possível à formação humana, cultural e espiritual das pessoas que lhes são confiadas, para que sejam capazes de responder aos desafios culturais e sociais dos nossos dias. Sejam as primeiras a dar o exemplo em fugir do comodismo, da vida fácil, das conveniências, para cumprir a sua missão. Compartilhem as riquezas dos seus carismas com os que estão engajados na única missão da Igreja, que é a construção do Reino”. (Discurso à UISG, 7 de maio de 2007)
[Fonte: Rádio Vaticano 2/8/2008 - Cidade do Vaticano]
XVIII Domingo do Tempo Comum
Leituras: Isaías 55, 1-3; Romanos 8,35.37-30; Mateus 14, 13-21
TODOS COMERAM E FICARAM SACIADOS
Um dia, Jesus havia se retirado a um lugar solitário, às margens do Mar da Galiléia. Mas quando ia desembarcar, encontrou uma grande multidão que o esperava. «Sentiu compaixão deles e curou seus doentes.» Falou do Reino de Deus para eles. Pois bem, enquanto isso, escureceu. Os apóstolos lhe sugeriram que despedisse a multidão, para que pudessem encontrar algo para que comer nos povoados próximos. Mas Jesus os deixou atônitos, dizendo-lhes em voz alta, para que todos escutassem: «Dai-lhes vós mesmos de comer». «Não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes», respondem-lhe, desconcertados. Jesus pede que os tragam. Convida todos a se sentarem. Toma os cinco pães e os dois peixes, reza, agradece ao Pai, depois ordena que distribuam tudo à multidão. «Todos comeram e ficaram saciados, e dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios». Eram cerca de 5 mil homens, sem contar mulheres e crianças, diz o Evangelho. Foi o piquenique mais feliz da história do mundo!
O que este evangelho nos diz? Em primeiro lugar, que Jesus se preocupa e «sente compaixão» do homem completo, corpo e alma. Às almas Ele dá a palavra, aos corpos, a cura e o alimento. Alguém poderia dizer: «Então, por que Ele não faz isso também hoje? Por que não multiplica o pão entre tantos milhões de famintos que existem na terra?». O evangelho da multiplicação dos pães oferece um detalhe que pode nos ajudar a encontrar a resposta. Jesus não estalou os dedos para que aparecesse, como mágica, pão e peixe para todos. Ele perguntou o que eles tinham; convidou a compartilhar o pouco que tinham: 5 pães e 2 peixes.
Hoje Ele faz a mesma coisa. Pede que compartilhemos os recursos da terra. Sabemos perfeitamente que, pelo menos do ponto de vista alimentar, nossa terra seria capaz de dar de comer a bilhões de pessoas a mais do que as que existem hoje. Mas como podemos acusar Deus de não dar pão suficiente para todos, quando cada dia destruímos milhões de toneladas de alimentos que chamamos de «excedentes» para que não diminuam os preços?Melhor distribuição, maior solidariedade e capacidade para compartilhar: a solução está aqui.
Eu sei, não é tão fácil. Existe a mania dos armamentos, há governantes irresponsáveis que contribuem para manter muitas populações na fome. Mas uma parte da responsabilidade recai também nos países ricos. Nós somos agora essa pessoa anônima (um menino, segundo um dos evangelistas) que tem 5 pães e 2 peixes; mas nós os temos muito bem guardados e temos cuidado para não entregá-los, por medo de que eles sejam distribuídos entre todos.
A forma como se descreve a multiplicação dos pães e dos peixes («elevando os olhos ao céu, pronunciou a bênção e, partindo os pães, deu-os aos discípulos e estes à multidão») sempre recordou a multiplicação desse outro pão que é o Corpo de Cristo. Por este motivo, as representações mais antigas da Eucaristia nos mostram um cesto com 5 pães e, ao lado, 2 peixes, como o mosaico em Tabga, na palestina, na igreja construída no lugar da multiplicação dos pães, ou na famosa pintura das catacumbas de Priscila em Roma.
No fundo, o que estamos fazendo neste momento também é uma multiplicação dos pães: o pão da palavra de Deus. Eu parti o pão da palavra e a internet multiplicou minhas palavras, de forma que mais de 5 mil homens, também neste momento, se alimentaram e ficaram saciados. Resta uma tarefa: recolher «os pedaços que sobraram», fazer a Palavra chegar também a quem não participou do banquete. Converter-se em «repetidores» e testemunhas da mensagem.
No dia 7 de setembro completarei quatro anos de ministério sacerdotal. Nestes 13 anos (que compreende a formação seminarística, a ordenação diaconal e a ordenação presbiteral) têm sido grande o aprendizado no serviço consagrado a Deus e aos irmãos.
Sou grato ao Senhor porque me chamou (livremente) para estar com Ele e depois me enviar. Sou vaso de argila com inestimável tesouro dentro de mim. Sou seta, sinal, profeta, sacerdote... Só por ti, Jesus, renovo outra vez a minha adesão a vós! Desejo consumir-me até o fim pela causa que em minhas mãos também depositastes.
Obrigado pelo carinho e pelas orações por mim e por todos os irmãos no ministério.
E para você, leitor/a, o que e quem é o padre? Manifeste-se nos comentários!
DIA DO PADRE
O padre vem do coração de Deus para o coração do mundo. Deus ama e salva seu povo servindo-se do ministério sacerdotal. Mesmo consagrado, o padre não deixa de ser humano e falível. Carrega o mistério em vaso de barro. Isso tudo é muito fascinante e providencial. Tirado do meio dos homens, o padre é ungido para tudo o que diz relação a Deus. É um consagrado para servir mesmo sendo ‘‘médico ferido’’.
Jesus, ao escolher seus apóstolos, rezou uma noite inteira e, ao despedir-se deste mundo, rezou ao Pai, pelos seus padres: ‘‘Pai, guarda-os do mal; santifica-os pela verdade, pois neles sou glorificado’’ (Jo 17,15.17.10). A vocação sacerdotal é para a vida, a salvação, a santificação do mundo. ‘‘O Sacerdócio só será compreendido no Céu’’ (S. João Vianney). O mundo desceria a níveis infra-humanos se não tivéssemos lideranças espirituais. O padre é homem do povo para Deus e homem de Deus para o povo’’. Cabe-lhe unir, ligar a humanidade e Deus, fazer ponte, ser pontífice. Sim, o padre é convocado a destruir muros e construir pontes.
Nossos padres precisam de nossa oração, nossa compreensão e colaboração. Deus deu ao padre o poder de destruir o mal pela absolvição dos pecados. Assim, o padre é médico e um grande benfeitor da humanidade. Ele vence o mal pelo perdão e pela misericórdia. É um parteiro da graça, um obstetra da nova sociedade. Foi-lhe confiada a Eucaristia. Deste modo, o calvário e a ressurreição chegam até nós. Pelo ministério do padre, Jesus crucificado e ressuscitado é nosso contemporâneo. Grande é este mistério!
Padre quer dizer pai e paróquia quer dizer casa. Nossas comunidades devem ter um espírito de família e serem comunidades misericordiosas e samaritanas. O padre coordena, lidera, anima estas comunidades. Ele desposa a comunidade e gera novos cristãos que devem ser como ‘‘alma do mundo’’. O sacerdócio contém em si grandeza e fraqueza, nobreza e simplicidade. Nele Deus e a humanidade se abraçam. São Francisco dizia: ‘‘Se eu encontrasse um anjo e um padre, primeiro beijaria a mão do padre, porque nele está o Filho de Deus’’. Dizia ainda: ‘‘Não levo em conta os pecados do padre, porque nele está o Filho de Deus’’.
Precisamos ter olhos de garimpeiro para ver o tesouro, a beleza e a profundidade do amor de Deus escondido na pessoa do padre. O perigo é termos olhos de urubus que só enxergam defeitos. O padre não é anjo, nem demônio, é um ser humano, amado e consagrado para servir. Deus opera maravilhas na vida de cada padre.
Aos padres, nossos parabéns, gratidão e oração. Estamos precisando de mais vocações. Nossa prece seja aquela de Jesus: ‘‘Pai, santifica-os!’’. Com sacerdotes santos, teremos uma Igreja santa que será uma Igreja entusiasmada, atraente, resplandecente. Cada um de nós pode ser um animador de vocações. Os primeiros promotores das vocações são os pais e os párocos. Para um mundo melhor, dai-nos sacerdotes, Senhor.