“RECUSARAM-SE A ACOLHÊ-LO, PORQUE SE DIRIGIA PARA JERUSALÉM”
Há duas cidades; uma chama-se Babilônia, a outra Jerusalém. O nome de Babilônia significa «confusão»; Jerusalém significa «visão de paz». Olhem verdadeiramente a cidade de confusão para melhor conhecerem a visão de paz; suportem a primeira, aspirem à segunda.
O que é que permite distinguir estas duas cidades? Podemos desde já separar uma da outra? Elas estão mescladas uma na outra e, desde o aparecimento do gênero humano, encaminham-se assim até ao fim dos tempos. Jerusalém nasceu com Abel, Babilônia com Caim... As duas cidades materiais foram construídas mais tarde, mas elas representam simbolicamente as duas cidades imateriais cujas origens remontam ao início dos tempos e que devem durar aqui em baixo até ao fim dos séculos. O Senhor então separá-las-á, quando puser uns à sua direita e outros à sua esquerda (Mt 25,33)...
Mas há qualquer coisa que distingue, mesmo agora, os cidadãos de Jerusalém dos cidadãos de Babilônia: são dois amores. O amor a Deus faz Jerusalém; o amor ao mundo faz Babilônia. Perguntem quem amam e saberão de onde são. Se acharem que são cidadãos de Babilônia, arranquem da vossa vida a cobiça, plantai em vós a caridade; se acharem que são cidadãos de Jerusalém, suportai pacientemente o cativeiro, tende esperança na vossa libertação. Com efeito, muitos cidadãos da nossa santa mãe Jerusalém (Gl 4,26) estavam de início cativos de Babilônia...
Como pode despertar-se em nós o amor a Jerusalém, nossa pátria, da qual a duração do exílio nos fez perder a lembrança? É o próprio Pai quem, a partir de lá, nos escreve e reaviva em nós pelas suas cartas, que são as Santas Escrituras, a nostalgia do regresso.
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hippone (Norte de África) e doutor da Igreja - Sermão sobre o Salmo 64
OS DOIS CAVALOS

Na estrada de minha casa há um pasto. Dois cavalos vivem lá. De longe, parecem cavalos como os outros cavalos, mas, quando se olha bem, percebe-se que um deles é cego. Contudo, o dono não se desfez dele e arrumou-lhe um amigo – um cavalo mais jovem. Isso já é de se admirar.
Se você ficar observando, ouvirá um sino. Procurando de onde vem o som, você verá que há um pequeno sino no pescoço do cavalo menor. Assim, o cavalo cego sabe onde está seu companheiro e vai até ele.
Ambos passam os dias comendo e no final do dia o cavalo cego segue o companheiro até o estábulo. E você percebe que o cavalo com o sino está sempre olhando se o outro o acompanha e, às vezes, pára para que o outro possa alcançá-lo. E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está levando para o caminho certo.
Como o dono desses dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios. Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio quando precisamos... Algumas vezes somos o cavalo cego guiado pelo som do sino daqueles que Deus coloca em nossas vidas.
Outras vezes, somos o cavalo que guia, ajudando outros a encontrar seu caminho. E assim são os bons amigos. Você não precisa vê-los, mas eles estão lá. Por favor, ouça o meu sino. Eu também ouvirei o seu.
[autor desconhecido]
“Eu sou o pão vivo que desceu do céu.
Quem comer deste pão viverá eternamente.
E o pão que eu darei é a minha carne
para a salvação do mundo.”
(Jo 6,51)
REFLETINDO AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Nas eleições municipais que acontecerão no próximo domingo, temos que avançar. Talvez um dos piores analfabetos seja o analfabeto político.
Pode até ser instruído em tantas outras ciências, mas quer permanecer cego quando se trata de conscientização política.
Nós, cristãos, que aceitamos o convite de Jesus para a construção de um mundo novo temos que ser muito ativos e criativos.
Não se realize em nós a afirmativa de que os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz.
Se cruzarmos os braços e continuarmos a afirmar que “a política é muito suja e não me envolvo”, não iremos consolidar o bem comum em nossos municípios dando assim resposta ao pedido de Jesus de sermos “sal da terra e luz do mundo”.
Em síntese, vote em quem:
1. Defenda a dignidade da pessoa e da vida;
2. É honesto e fiel em seus propósitos, inclusive partidários;
3. Honra seus compromissos e é transparente;
4. É comprometido com políticas públicas;
5. Tem capacidade para administrar;
6. É comprometido e defende os interesses da população;
7. Tem uma campanha modesta e não desperdiça dinheiro.
(colaboração da Meire)
SÃO MIGUEL ARCANJO

“São Miguel Arcanjo defendei-nos no combate, sede nosso refúgio contra a maldade e as ciladas do demônio! Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pelo poder divino, precipitai no inferno a satanás e a todos os espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.”
[Papa Leão XIII]
XXVI Domingo do Tempo Comum
TEMPO DE... LITURGIA
. Primeira leitura: Ezequiel 18,25-28
Quando o ímpio se arrepende da maldade que praticou, conserva a própria vida.
. Salmo Responsorial: Sl 24(25),4bc-5.6-7.8-9 (R. 6a)
Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e compaixão!
. Segunda Leitura: Filipenses 2,1-11
Tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus.
. Evangelho: Mateus 21,28-32
Arrependeu-se e foi. Os cobradores de impostos e as prostitutas vão entrar antes de vós no Reino do céu.
1.- As leituras bíblicas deste domingo nos convidam à mudança. A nos superarmos. Deus, sempre nos espera. E, se estamos unidos, nossa união será a força para conseguir tudo aquilo que o Senhor pensou e quer para nós e para os outros. A partir da humildade e convertendo-nos a Deus poderemos agradar ao Senhor e convencermo-nos de que o mundo necessita mais que nunca a presença de Jesus Cristo.
2.- O profeta Ezequiel nos convida, na primeira leitura, a modificar nossa maneira de viver. Sempre há possibilidade de mudança, de arrependimento, de melhorar a conduta, de optar pelo bem. Sem dúvida, nós depreciamos determinadas pessoas que cruzam o nosso caminho, esquecendo de que seu arrependimento pode ser maior que o nosso.
3.- Na segunda leitura, São Paulo nos recorda como Cristo se fez servo e esvaziou-se ao extremo da humilhação. Ele ocupou o último lugar (aniquilando-se) e marcando assim o caminho dos seus discípulos. Sem dúvida, muitas vezes, parecemos nos esquecer disso. Buscamos o prestigio, a ascensão, os títulos, as honras e, com isso, nos escravizamos pelos “privilégios” alcançados.
4.- O evangelho de Mateus nos recorda as vezes que somos fiéis só de fachada. Somos corretos, respeitamos as formas, porém recusamos uma fidelidade que supõe o sacrifício, um compromisso sério, uma entrega por amor, uma generosidade sem exceções, uma vida que grite aos outros. Não nos enganemos crendo que temos a posse do Reino. Muitos dos que consideramos piores ou perdidos, podem ouvir o chamado de Jesus e mais fácil e rapidamente a Ele responder com sinceridade do que nós. Lembremo-nos de que nunca se está pronto (acabao) na vida cristã de verdade.
5.- Oração: Pai, quero ser para ti um filho que escuta a tua Palavra e se esforça para cumpri-la com sinceridade. Que a minha resposta a teu apelo não seja pura formalidade.
*** Celebramos hoje o "Dia da Bíblia". No último domingo de setembro, em homenagem a São Jerônimo (30/09), que dedicou 35 anos de sua vida na tradução da Bíblia. A melhor homenagem à Bíblia é ler, estudar e VIVER. Diante da Palavra de Deus, podemos dizer SIM, assumindo um compromisso coerente ou evitando qualquer compromisso.
“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”
Padre Sandro Rogério dos Santos
Adm. Paroquial de Caiuá e de Piquerobi
TEMPO DE... FALAR DOS IDOSOS
Hoje, dia de São Vicente de Paulo, é também o dia dos Idosos. Rezemos ao Senhor por todos os homens e mulheres cujos traços faciais, brancura (ou falta) dos cabelos se somando à sabedoria da existência, chamada experiência de vida, revelam o quanto são importantes para nossas histórias pessoais e para o progresso da humanidade.
Abaixo reproduzo parte de um texto de dom Orlando Brandes, arcebispo de Londrina, escrito no ano passado e publicado neste blog.
O mundo está envelhecendo e os “anciãos são o porvir”, os velhos são o futuro. Não só as pessoas devem preparar-se para o envelhecimento, mas igualmente as culturas, os governos, a sociedade. Todos nós queremos viver muito tempo, mas ninguém quer envelhecer. Sabemos que um móvel velho, um vinho velho é que tem valor. “Minhas rugas são título de nobreza”, disse uma artista famosa. A grandeza de uma civilização se mede pela atitude perante os anciãos. O pior envelhecimento começa com o medo de envelhecer. A solução está em preparar-se.
Cabe-nos ser reconhecidos e justos para com os idosos. Eles são mestres, são guardiões da fé, da tradição, dos valores. Eles ajudaram o mundo ser melhor. Que a família nunca abandone seus idosos. É preciso honrar pai e mãe.
Nossos anciãos precisam de um aperto de mão, de um olhar, de um sorriso, de um abraço. A bengala mais segura é o braço de um filho, de um amigo, de um vizinho. Aos idosos, demos o melhor lugar de nossa casa, a melhor aposentadoria. A eles e elas demos o assento no ônibus, nas Igrejas, mas principalmente seja-lhes concedido respeito, honra e lugar na sociedade. A frase mais terrível na boca de um idoso é esta: “eles me esqueceram”.
TEMPO DE... ELEIÇÕES
As eleições municipais entram na reta final. Adrenalina total nos QGs das campanhas. Interesso-me com a artilharia de cada candidato, pois daqui a pouco (dia 5 de outubro de noite ou, no mais tardar, segunda-feira pela manhã) todos voltam à realidade. E, pode acontecer de que a realidade se faça contrária às vontades. Muitos sairão derrotados das urnas. Afinal, só há uma vaga para prefeito e são poucas as vagas para vereadores. Aos eleitores ainda há tempo de pedir: não venda o voto; não aceite ser corrompido nem corrompa. Depois do dia cinco, todos precisamos continuar olhando os outros nos olhos e respeitando a vontade “soberana” (?) do povo. ESCOLHA livremente os seus candidatos. Não se acovarde nem se desiluda. Da sua justa escolha o melhor futuro para os nossos municípios. Estamos de olho!
TEMPO DE... BÍBLIA
A bíblia é a Palavra de Deus. Nela está contida a história de amor entre Deus e a sua criatura, o ser humano (e a casa deste, o mundo). Um dia especial para celebrar a Bíblia é necessário porque somos ainda tão ignorantes na matéria de leitura das Sagradas Letras. Um pouco por ignorância própria; outro, por falta de adequada catequese; outro, por medo e preguiça; outros motivos existem... se você tiver algum e quiser partilhar conosco, diga aí nos comentários.
TEMPO DE... DENTISTAS
Os assuntos estão acumulados e não tratados. Meus dias andam curtos. Só de cadeira de dentista já se vão em duas semanas cerca de 10 horas!!! (preste atenção: DEZ horas sentadinho, quietinho e de boca aberta). Claro que estou buscando um bem maior. Reorganizar a boca. Espero que além dos dentes, minha boca quando aberta mostre as belezas semeadas em meu coração. Afinal, é daquilo que o coração está cheio que a boca transborda.
atualizadando... DEZ horas, sim, mas em dias e horários diferentes. Quatro dentistas, numa só semana. Para esta semana, tem mais!!!
TEMPO DE... PRIMAVERA
A primavera chegou. O tempo anda desregulado. Faz frio de inverno na primavera enquanto no inverno fez tanto calor de verão. Seja bem-vinda a Primavera. Sejam bem-vindas (quando quiserem) as flores. Sejam bem-vindos os amores. Que a vida se encante na nova estação e ninguém acumule motivos para desistir ou destruir (a si e aos outros).
Sexta-feira, XXV Semana Tempo Comum
Primeira Leitura: Eclesiastes 3,1-11
TUDO TEM SEU TEMPO. Debaixo do céu há um momento oportuno para tudo.
Salmo Responsorial: Sl 143(144),1a.2abc.3-4 (R. 1a)
Bendito seja o Senhor, meu rochedo!
Evangelho: Lucas 9,18-22
Tu és o Cristo de Deus. O Filho do Homem deve sofrer muito.
Quinta-feira, XXV Semana Tempo Comum
Primeira Leitura: Eclesiastes 1,2-11
Tudo é vaidade! Não há nada de novo debaixo do sol.
Salmo Responsorial: Sl 89(90),3-4.5-6,12-13.14.17 (R. 1)
Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós. Ensina-nos a contar bem os nossos dias e dá ao nosso coração sabedoria! Pela manhã, sacia-nos com a vossa misericórdia.
Evangelho: Lc 9,7-9
Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas? E procurava um meio de vê-lo.
pensando bem
Os homens fogem do amor e depois que se esvaziam,
no vazio se angustiam e duvidam de você (Deus).
Você chega perto deles mesmo assim ninguém tem fé!
(padre Zezinho, scj)
pensando bem
Evite os que vivem se queixando para não ser contagiado pelos maus hábitos.
(Bob Nelson, in “Faça o que tem de ser feito e não apenas o que lhe pedem”)
pensando bem
O temor do Senhor é uma escola de sabedoria.
A humildade precede a glória.
(Provérbios 15,33)
OLHARES APRESSADOS
A língua ferina é fruto de um coração esvaziado. Por sua vez, o coração esvaziado é fruto das feridas que a vida lhe causou. Seria bom se tivéssemos acesso aos motivos das feridas de nosso coração. Poderíamos tratá-lo e quiçá curá-lo... Se os feridos ferem e os amados amam, peçamos a Deus essa sublime graça de AMAR. Embora feridos, sejamos saradores uns dos outros. Deixemos de lado o que os outros fazem e nos preocupemos com o que eles são. O olhar sem pressa no julgar é o olhar de quem ama. Permita-me pergunta: a quantas anda o teu olhar?
discipulado
VOLTA AO PRIMEIRO AMOR
Dias chuvosos são dias de meditação. O clima fica favorecido ao aconchego da casa (ainda que nesta, o lugar preferido não seja a cama, mas o escritório ou a cozinha!).
Eu me recordo com profunda alegria e alguma nostalgia as chuvas mansas de janeiro do ano 1995. Naquele janeiro ainda era secretário paroquial em Tarabai (minha terra natal). A secretaria era na casa paroquial cuja porta dava de frente para a praça e uma avenida. A cidade bem arborizada era “lavada” e as plantas “regadas” pelas águas pluviais.
Enquanto ouvia a suave sinfonia das águas sobre as plantas, a casa e outros objetos, meu pensamento vagava pelos compridos e frios corredores do seminário. Sim, do seminário diocesano. Nele passei uma semana de “experiência vocacional”. Não via a hora de voltar pra lá. Agora como morador. Mais uma semente na sementeira.
Meus melhores dias vocacionais (na lembrança) são os de chuva. Preferencialmente, mansas. Daquelas que molham (regam, lavam) sem destruir. De novo minha alma vagueia e o “primeiro amor” do chamado de Deus para mim, se faz novo, forte, atual...
Senhor da Messe e Pastor do Rebanho, faz ressoar em nossos ouvidos o teu forte e suave convite: “vem e segue-me”. Ainda hoje precisamos de pastores para apascentar o teu rebanho, Senhor.
Ainda hoje temos necessidade de gente (como a gente) tirada de nosso meio, preparada e devolvida para o nosso meio. Gente que se faz ponte entre o mundo e o céu. Gente que por singelo e profundo mistério, foi escolhida e constituída para a missão de resgate de muitos. Gente que fala de nós ao Senhor e que fala do Senhor a nós.
Dá-nos pastores segundo o teu coração, Senhor. Passa por nossas comunidades e famílias... e chama!!! Chama! Pode chamar. Insista. Persista. Capacita e fortalece os chamados.
A tua vinha tem trabalho para todos. Sei que contas com os disponíveis. Por isso, reforço os desejos do teu coração e suplico: envia Senhor operários para a tua vinha, para a tua messe, para a Igreja, para o mundo e para o teu Reino. Amém.
XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM
Primeira Leitura: Isaías 55,6-9
Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos.
Salmo Responsorial: Sl 144(145), 2-3.8-9.17-18 (R. 18a)
O Senhor está perto das pessoas que o invocam!
Segunda Leitura: Filipenses 1,20c-24.27a: 1,20c-24.27ª
Para mim, o viver é Cristo.
Evangelho: Mateus 20,1-16a
Estás com inveja porque eu estou sendo bom?
1.- Nesta semana que termina, realizamos alguma coisa em nome de Jesus? Mudamos nossa vida em algum aspecto? Compartilhamos do nosso tempo com alguém? E a vida de oração, como vai? Perdoamos ou pedimos perdão por algo a alguém? Peçamos ao Senhor que vivamos como Ele quer. Que nós mudemos de tal maneira, como disse Paulo, ao ponto de levarmos uma vida digna e “louvada” pelo Senhor. Que tal fazermos isso?
*** As três leituras deste domingo têm algo em comum: para viver conforme o Senhor Deus, é preciso conhecer seus planos e não julgá-los. Muitas vezes pretendemos que o Senhor pense como nós. E nós, pensamos e atuamos como Deus quer? Que as leituras nos ajudem a entender a bondade e a grandeza do Senhor.
2.- Na primeira leitura, o profeta Isaías convida-nos a buscar o Senhor. Essa busca tem uma exigência: o “abandono”. Trata-se portanto de buscá-lo a partir da conversão, abandonando nossas seguranças, nossos esquemas e nossas certezas. Crente não é aquele que diz saber quem é Deus, mas aquele que diariamente se ajoelha e pergunta: “Senhor, quem és?” Pois só na presença do Senhor, pode-se intuir que seus planos não são os nossos.
3.- Paulo, na segunda leitura afirma o mesmo que o profeta Isaías, com a bela declaração: “para mim a vida é Cristo”. Nós também poderíamos dizer que Cristo é o único que conta em nossa vida? Muitas vezes, temos que reconhecer que o que conta em nossa vida é tudo o mais, menos o Cristo. (Quantos deixam de rezar, de ir à Igreja por qualquer outro motivo, alegando que rezar e ir à igreja pode-se fazer todo dia (sem ir, é claro!)...). Iniciamos hoje a leitura de quatro sucessivos fragmentos desta carta paulina.
4.- No evangelho, Mateus nos apresenta o Reino, não como um salário (retribuição aos méritos pessoais), mas como um presente que Deus por amor oferece a todos. Ao ouvi-lo deveríamos perguntar-nos: quero trabalhar na vinha do Senhor? O que penso das pessoas que chegaram depois de mim? Como realizo o trabalho que me pediram? Bem, regular ou mal? Faço corpo mole, “enrolo” para que os outros trabalhem mais? Que a eucaristia de hoje nos ajude a responder a tais perguntas.
5.- Oração: Pai, que eu jamais me deixe levar pelo espírito de ambição e de rivalidade, convencido de que, no Reino, somos todos iguais, teus filhos.
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“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”
Padre Sandro Rogério dos Santos
Adm. Paroquial de Caiuá e de Piquerobi
Acesse o Blog “Tudo tem seu tempo” http://sandrogerio.zip.net
COMO MATAR TUA IGREJA
1. Não a freqüente, mas quando você for lá, procure algo para reclamar. Com certeza você sempre vai encontrar. Fique de olho. Explore isto.
2. Ao comparecer a qualquer atividade, dedique-se em encontrar falhas nos líderes. Veja se o Padre ou os dirigentes estão fazendo as coisas corretas. Se encontrar falhas fale, espalhe para os outros. Critique de verdade. Agora, quanto às coisas boas que fazem ou dizem, não comente nada, não elogie, fique na sua, em absoluto silêncio.
3. Nunca aceite missão, compromisso ou incumbência alguma; lembre-se que é mais fácil criticar do que realizar.
4. Se o Vigário, o Conselho Paroquial, ou qualquer outra liderança pedir sua opinião sobre importante assunto, responda que não tem nada a dizer e depois espalhe como deveriam ser as coisas, em sua "opinião".
5. Não faça mais que o absolutamente necessário; porém, quando o Padre e seus auxiliares estiverem trabalhando com boa vontade e interesse para que tudo corra bem, afirme que sua Igreja está sendo dirigida e dominada por um grupinho.
6. Não leia os boletins de sua Igreja; afirme que neles não há nada de interessante e que eles deveriam ser diferentes.
7. Se você for convidado para qualquer cargo, simplesmente seja esperto(a) e recuse. Alegue que você não tem tempo e depois critique com a seguinte afirmação: "Essa turma quer sempre mandar na Igreja e eu sou uma pessoa" 'democrática'. Sou diferente deles, eu me preocupo com os outros e com a Igreja".
8. Quando você tiver qualquer problema de relacionamento com o Vigário, ou qualquer líder, procure vingar-se fazendo acusações e divulgando "erros" por eles cometidos. Não será difícil pois esse pessoal está cheio de falhas humanas.
9. Sugira, insista e cobre a realização de cursos, palestras, encontros, reuniões, mas, quando forem realizados, não se inscreva nem compareça.
10. Se você receber questionários solicitando sugestões e se o Conselho não "adivinhar" suas idéias e pontos-de-vista, critique e espalhe a todos dizendo que você é ignorado e que não te dão importância.
11. Após tudo isso, quando tua Igreja não tiver mais reuniões, boletins, encontros, trabalhos de evangelização etc. e etc., estufe seu peito e diga: "Eu não disse que isso ia acontecer?"
caminhos conhecidos nos levam aos mesmos lugares!
AS CINCO DIFERENTES ATITUDES
O texto a seguir é adaptado de uma história de Portia Nelson:
1. Eu caminho pela rua. Existe um buraco na calçada. Eu estou distraído, pensando em mim e caio lá dentro. Sinto-me perdido, infeliz, incapaz de pedir ajuda. Não foi minha culpa, mas de quem cavou aquele buraco ali. Eu me revolto, fico desesperado, sou uma vítima da irresponsabilidade dos outros e passo muito tempo lá dentro.
2. Eu caminho pela rua. Existe um buraco na calçada. Eu finjo que não vejo, aquilo não é meu problema. Eu caio de novo lá dentro. Não posso acreditar que isto aconteceu mais uma vez, devia ter aprendido a lição e mandado alguém fechar o buraco. Demoro muito tempo para sair dali.
3. Eu caminho pela rua. Existe um buraco calçada. Eu o vejo. Eu sei que ele está ali, porque já caí duas vezes. Entretanto, sou uma pessoa acostumada a fazer sempre o mesmo trajeto. Por causa disso, caio uma terceira vez; é o hábito.
4. Eu caminho pela rua. Existe um buraco na calçada. Eu dou a volta em torno dele. Logo depois de passar, escuto alguém gritando - deve ter caído naquele buraco. A rua fica interditada, e eu não posso seguir adiante.
5. Eu caminho pela rua. Existe um buraco na calçada. Eu coloco tábuas em cima. Posso seguir meu caminho, e ninguém mais tornará a cair ali.
> pensando bem
“Cada um sabe uma coisa.
Cada um pode uma coisa.
Se nos unirmos, se formos amigos,
quanta coisa podemos fazer juntos.”
(Herbert de Souza, o Betinho)
EXPLICITANDO A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO
1. O Espírito é Deus, igual ao Pai e ao Filho. Há na Bíblia afirmações “absolutamente claras” que mostram com nitidez a igualdade entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, igualmente Deus, embora ela não explique de qual modo se dá a união das três pessoas num único Deus. (cf. Mt 28,19; Apc 1,4-6; Jo 16,13-15).
2. O Espírito Santo realiza as obras divinas. É o poder de Deus em ação infundindo a vida divina, ensinando a verdade divina, transmitindo o amor de Deus, abrindo o caminho de acesso ao Pai, perdoando os pecados. (cf. Jo 3,5; 7,39; 14,17.26; 15,26; 16,13; 20,22; Rm 5,5; 8,2; 9,15-26; 1Cor 2,12; 3,16; Gl 4,6; Ef 2,18).
3. O Espírito é enviado pelo Pai e pelo Filho. A relação entre as pessoas divinas define a missão do Espírito Santo que, em circunstância alguma é inferior seja ao Pai, seja ao Filho. (cf. Jo 14,16.26; 15,26; 16,7; At 1,8).
4. O que o Espírito é não pode ser conhecido por nós; só o conhecemos através de suas obras e de sua missão. (cf. Mt 10,20; Jo 14,26; 15,26; 16,13-14; At 1,8; 4,31; 7,55-56).
5. O Espírito cria diversidade e promove a unidade entre tudo o que é diferente. Sua ação consiste em multiplicar e estabelecer as diferenças; a unidade se faz na fraternidade e no amor; o amor junta, une sem matar o diverso. (cf. 1Cor 12,4-11; Rm 12,5-8; Ef 4,3-4).
6. O Espírito não se manifesta através de realidades exteriores ao homem porque ele reside dentro da própria pessoa humana. (cf. Rm 5,5; 8,9.11.16; 1Cor 6,19; Ef 1,13; 2,18).
7. O Espírito Santo é a força dos fracos, dos pobres, dos perseguidos. (cf. Mt 10,20; Jo 14,26; 15,26; 16,7-8; At 1,8; 4,31; 7,55; 1 Cor 2,4).
8. O Espírito conduz os discípulos de Cristo no curso da história; os leva a enfrentar os perigos, a desafiar as potências deste mundo, a descobrir a humanidade ainda desconhecida. Ele faz surgir homens novos. (cf. At 1,8; 10,44-46; 13,2.4; 15,28).
Sobre a questão Filioque, o próprio autor, mais a frente, considera: “A propósito da relação entre as pessoas divinas existe, entre os cristãos do Oriente e do Ocidente, um grave problema que já dura mil anos e que ainda persiste sem perspectiva de solução. O Símbolo de fé do Concílio de Constantinopla afirmava crer no Espírito Santo que “procede do Pai”. Os gregos foram fiéis a esta fórmula. Além disso, há no Oriente o princípio de que, se alguém mudar algo, uma letra apenas, de um decreto de fé de um Concílio ecumênico, será maldito e excomungado. Por isso, os gregos sempre recitaram o Credo niceno-constantinopolitano. Ora, no Ocidente, santo Agostinho e todos os seus sucessores, e depois dele, a liturgia desde o ano 400, e ainda os antigos concílios do Ocidente, acrescentaram o Filho ao Pai: “que procede do Pai e do Filho”. Em latim, acrescenta-se apenas uma palavra: “Filioque” (= e do Filho). Daí surgiu o famoso problema do “Filioque”. Os gregos o rejeitam como ofensa a Deus, e os latinos ocidentais o definem como dogma de fé e condenam os gregos que o negam. Segundo os latinos, em são João está claro que o Espírito também procede do Filho, embora não seja usada a mesma palavra que no caso do Pai: o exemplo é Jo 15,26. No entanto, os gregos reconhecem que o Espírito não deixa de estar relacionado com o Filho. Mas rejeitam a palavra “procede”, e os latinos querem esta palavra, a mesma que se usa para a relação com o Pai. Não se vislumbra solução alguma. Seria necessário que cada um aceitasse que o outro usasse a fórmula de sua preferência.” José Comblin, O Espírito Santo e sua missão – breve curso de teologia. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 1987. Tomo II; p. 336.
DIFÍCIL É EXPLICAR A POLÍTICA
O texto abaixo é a introdução de uma tarefa acadêmica no ano 2001. O momento parece oportuno para lançar tais conteúdos à sua reflexão.
Difícil é explicar a política. Ela está revestida de significados sempre ambivalentes. Se dissermos que ela é a arte de governar, de gerir o destino da cidade, não podemos nos esquecer de que ela é exercida pelo político, alguém constituído de poder atuando na vida pública. A relação política-poder é marcada por nuances. Podemos entendê-la como uma luta (conquista, manutenção e expansão) pelo poder ou podemos refletir sobre as instituições políticas por meio das quais se exerce o poder; e também indagar sobre a origem, natureza e significação do poder (qual o seu fundamento, qual a sua legitimidade, qual o critério de autoridade?).
“Discutir política é referir-se ao poder” (Aranha & Martins, p.179). Aqui seguimos a categorização de poder como sendo “a capacidade ou possibilidade de agir, de produzir efeitos desejados sobre indivíduos ou grupos humanos... supõe dois pólos”: o de quem exerce e o de quem sobre o qual é exercido. O certo é que o poder é uma relação ou um conjunto de relações pelas quais os indivíduos ou grupos interferem na atividade de outros indivíduos ou grupos.
O exercício do poder se dá pela força. O poder do Estado é legítimo não somente pela força coercitiva – o que o tornaria insustentável – mas ele precisa ser legitimado pelo consentimento daqueles que obedecem, já que é uma relação. Na história vários são os princípios de legitimidade do poder. Da vontade de Deus ao consenso da vontade do povo, passando pela hereditariedade monárquica, muitas vezes adquirida por violência, e outros... Certamente, nenhuma forma de poder encerra em si a ausência da truculência e dos desmandos. Daí a necessidade da vigilância das instituições para impedir a degeneração do poder em arbítrio.
Somente na Idade Moderna, com a institucionalização do poder, este se torna de direito e repousa no mandato popular. Ele agora emana do povo e se faz em conformidade com a lei estabelecida anteriormente. Para Claude Lefort, o lugar do poder na democracia é o “lugar vazio”, ou seja, “o poder com o qual ninguém pode se identificar e que será exercido transitoriamente por quem for escolhido para tal” (Aranha & Martins, p.182).
Ainda outra palavra sobre a democracia. Para Marilena Chauí, as determinações constitutivas do conceito de democracia são as idéias de conflito, abertura e rotatividade. Para assegurar esse processo, importa a educação ampla, a produção e a difusão cultural vasta e autarquia da política em relação à economia.
CARTAS PAULINAS
A vida de São Paulo
* Sua identidade (Fl 3,5).
* Cidadão romano (At 22,25-28).
* O Paulo judeu (At 22,3).
* Em Jerusalém (Fl 3,5ss).
* Zelo pela Lei (Gl 1,14).
* Perseguidor da Igreja de Deus (1Cor 15,9): por zelo mal esclarecido (Fl 3,6).
* A queda do cavalo (Gl 1,15).
* Conquistado por Cristo (Gl 3,12).
* Apóstolo (1Cor 9,1).
* Transmitiu o que recebeu de Cristo que apareceu a ele como um aborto (1Cor 15,9-10).
* Trabalhou mais que os Apóstolos (1Cor 15,10).
* Enfatiza seus títulos (Gl 1,1.12).
* Volta à sua vocação com ênfase diferente (Fl 3,2.7).
* Apóstolo das nações/pagãos (Rm 11,13).
* A missão de Paulo [Apóstolo de Jesus Cristo]: dois textos evocam a riqueza desse título (Rm 1,1 e 1Cor 9,16).
TEMPO DE... “VIAJAR”
Fui ali.
Quando voltei nada estava como havia deixado.
Nem o lugar nem as pessoas nem eu.
Tudo diferente.
Quando fui, não pensava demorar.
Não queria me perder das pessoas que amo.
Não queria deixar as raizes expostas, pois certamente na superfície secariam.
Mas, fui... fiquei... o tempo passou. Voltei.
Não me dei conta, mas já se passaram 32 anos desde que fui.
E hoje na volta olhei ao derredor e percebi nada está como estava.
Nem eu.
Como teria sido se eu tivesse ficado, eu não sei.
Só sei que fui, voltei e agora nada é como era antes.
Mas no fundo eu sei que sou o mesmo. E, por isso, acredito que os outros sejam os mesmos.
Nas alegrias e nas tristezas podemos mudar de enredo e de palco, mas não de sentimentos.
Sinto.
Aliás, sinto muito ter deixado tão cedo a segurança do ventre materno.
Ahhh, mas não podia mais ficar por lá.
Sinto não ter dado tempo a mim e aos meus para nos conhecermos melhor.
Sabe de uma coisa... sinto que tomei seu tempo com esse texto non sense.
Fique bem.
Seja feliz.
Meu desejo e minha prece por você, por mim e por todos os que nos amamos e queremos bem. Amém.
[oliveira silvestre]
TEMPO DE... PARTILHA II
Nestes dias, um tema recorrente à minha meditação é a solidão.
Puxa, quantos de nós vivemos marcados por essa estranha sensação de embora no meio de outras pessoas, estar sozinho.
Nenhum de nós está isento dessa experiência. Fortalece-me pensar que na solidão se forjam os santos.
Pois, a solidão é o deserto. Deserto é lugar de prova e de combate. É ainda lugar de encontro. Nele nos encontramos conosco e com Aquele que nos fez e por amor nos consola em todas as nossas tribulações.
Vamos rezar pelos que padecem solidão. Sejam todos assistidos pelos santos anjos de Deus e guiados para o regaço acolhedor do Senhor.
Hoje é um novo dia em sua vida
Abra um espaço em seu coração para o amor, pois ele é a força capaz de superar as barreiras.
Todas as forças de morte são vencidas pela força da vida, do perdão, da paz, do amor...
Confiemos sempre no Senhor. Dele nos vem a salvação e a força para vencermo-nos!
TEMPO DE... PARTILHA
Há dias nos quais desejaria ser poeta. Sim, ser poeta. Expressar com belas palavras e de modo a um só tempo escancarado e velado o como vejo e sinto a vida. Tenho tantas visões “sobrenaturais”, “extraterrestres”... e, pena, fico limitado ao mundo comum dos mortais. Noutros tantos momentos, as leituras me provocam arroubos. Viajo todos os dias por lugares os mais diversos sem sair aqui do escritório de casa. Santo mistério da vida. Santa beleza da vida. Santa crueza da existência.
(...)
Hoje celebrei a eucaristia. Meditamos as sete dores de Maria, mãe de Jesus de Nazaré. Ouvi palestra sobre o poder da motivação –as pessoas motivadas conseguem mais que as pessoas inteligentes (!?). Li as notícias do dia; ouvi programa eleitoral gratuito aqui da cidade onde moro; zapeei pela televisão e assisti poucos minutos de várias coisas. Inacreditavelmente, as chamadas de um telejornal elencaram pelo menos CINCO notícias positivas, contra a grande notícia negativa da Crise Financeira nos EUA que alastra maldade pelo mundo todo. Investi tempo em leitura espiritual e num tema que ontem vi na TV Cultura, sobre o “amor líquido”. Li sobre dependências (as novas e as de sempre), conversei pelo msn, aqui em casa, ao telefone. Encaminhei trabalhos para a semana. Fechei negócios, abri negócios... No acumulado das coisas, informei-me sobre a família (mãe, irmãos, sobrinhos...), amigos. Paguei contas (e fiz novas!).
O parágrafo anterior é vida pura, real. Entretanto, a não ser para curiosos, profundamente inútil. Enfim, enquanto o dom não vem, o suor escorre. E com ele pretendo viver a semana e o resto dos meus dias.
[15.9.2008]
NOSSA SENHORA DAS DORES
A festa de hoje liga-se a uma antiga tradição cristã. Inicialmente, esta festa foi celebrada com o título de “Nossa Senhora da Piedade” e “Compaixão de Nossa Senhora”. Depois, Bento XIII (1724-1730) promulgou a festa com o título de “Nossa Senhora das Dores”.
Esta devoção remonta ao século XIII e alude ao sofrimento de Maria, simbolizado nos sete punhais cravados em seu peito:

1ª dor: Profecia de Simeão (cf. Lc 2,34ss).
2ª dor: Fuga para o Egito (cf. Mt 2,13…);
3ª dor: Perda do Menino Jesus no templo (cf. Lc 2,41ss);
4ª dor: Caminho da cruz (cf. Lc 23, 26ss);
5ª dor: Crucificação de Jesus (cf. Lc 23,33ss);
6ª dor: Descida do corpo da cruz (cf. Jo 19,17ss);
7ª dor: sepultamento (cf. Lc 23,50ss).
É invocada com a seguinte oração: Minha mãe dolorosíssima, não vos quero deixar sozinha a chorar, mas quero vos acompanhar também com as minhas lágrimas. Esta graça vos peço hoje: alcançai-me uma compreensão sempre maior da paixão de Jesus e vossa, para que em todos os dias de minha vida eu possa ser solidário com as pessoas que sofrem, vendo nelas vossas dores e as do meu Redentor. Elas me alcançarão o perdão, a perseverança, o céu, onde espero cantar a misericórdia infinita do Pai por toda a eternidade. Amém.
Liturgia (Claretianos)
Primeira Leitura: Hebreus 5,7-9 Aprendeu o que significa a obediência a Deus e tornou-se causa de salvação eterna.
Salmo Responsorial: Sl 30 (31),2-3a.3bc-4.5-6.15-16.20 (R. 17b) Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!
Evangelho: João 19,25-27 Mãe entre todas bendita, do Filho único aflita, a imensa dor assistia.
Maria tem sido reconhecida pela tradição eclesial como “cooperadora” no projeto de salvação de Deus. Sua função não é meramente passiva como alguma tendência mariológica tem querido acentuar. Ao contrário, a participação de Maria é plenamente ativa: desde o “sim” ao chamado de Deus em Nazaré até sua presença solidária ao pé da cruz de Jesus.
Embora seja uma construção da comunidade joanina ou do redator final do quarto evangelho, podemos imaginar a cena: Jesus, pendurado da cruz totalmente enfraquecido, objeto de zombarias e torturas por parte dos verdugos; Maria e o discípulo fiel, junto a ele, desafiando a seus inimigos, compartilhando o sofrimento.
Assim muitas mães no mundo inteiro revivem este quadro de sexta-feira santa: seus filhos, massacrados pelas guerras, torturados, desaparecidos, crucificados pela injustiça humana; e elas, sempre fiéis, leais, fortes até o final. Homenageemos todas as mães que acompanham seus filhos em todas as circunstâncias da vida; reconheçamos o sofrimento das mulheres de nossa comunidade que sofrem em seus corações pela situação de seus lares. Valorizemos a contribuição da mulher na transformação da sociedade e da Igreja.
¬
ARTE DE VIVER
Das muitas habilidades que podemos desenvolver, a mais exigente, desafiadora e a mais bela (!) é a arte de viver. O que parece paradoxal, pois todos os viventes estamos atuando na existência. Com acerto ou erro, vivemos.
Angustia-nos o fato de saber e crer que a vida seja simples e não a conseguimos viver com tal simplicidade. Isso porque, no fundo, temos o “dom” da complicação. Muitas de nossas ações são marcadas pela complicação! Valeria a lembrança daquele ditado “pra que simplificar se é mais fácil complicar?!”.
Teríamos alguém a quem culpar? Somos e estamos complicados por causa de quê ou de quem? Não seria uma pequena incapacidade de aceitar as coisas tais como elas são? Não seria a “arte” de distrair os outros daquilo que é o principal em nós e que não conseguimos enfrentar?
Os relacionamentos se complicam quando não conseguimos nos aceitar nem aceitar aos outros como somos. Vivemos à procura de pessoas (e situações) ideais.
Jesus instruía os seus discípulos para a arte de viver. “Sejam simples como as pombas” (Mt 10,16). Ser simples. Sem dobras. Sem mais nem menos. Sem curvas desnecessárias. Sem os senões que turvam não apenas a visão do olhar, mas também a do coração.
Já os antigos mestres espirituais afirmavam a simplicidade como o primeiro degrau da sabedoria. Vida simples é vida com sabedoria. A arte de viver é então viver com sabedoria e simplicidade.
Por isso, “se alguém de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus – que a todos dá liberalmente, com simplicidade e sem recriminação – e ser-lhe-á dada”. (Tg 1,5)
Pensando bem
O pecado não está no sentimento,
mas no consentimento.
Tentação não é pecado!
O Nome de Deus na Liturgia
SANTA SÉ PEDE QUE SE OMITA TERMO “JAVÉ” NA LITURGIA
Carta do cardeal Arinze às conferências episcopais sobre o nome de Deus
A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos enviou uma carta às conferências episcopais do mundo sobre o nome de Deus, na qual pede que não se use o termo «Javé» nas liturgias, orações e cantos.
A carta se refere ao uso do nome «YHWH», que se refere a Deus no Antigo Testamento e que em português se lê «Javé». O texto explica que este termo deve ser traduzido de acordo ao equivalente hebraico «Adonai» ou do grego «Kyrios»; e põe como exemplos traduções aceitáveis em cinco idiomas: Lord (inglês), Signore (italiano), Seigneur (francês), Herr (alemão) e Señor em espanhol.
A carta está assinada pelo cardeal Francis Arinze e pelo arcebispo Albert Malcom Rajith, respectivamente prefeito e secretário da congregação vaticana, seguindo uma diretiva de Bento XVI.
Após comentar que o nome de Deus exige dos tradutores um grande respeito, o cardeal explica que a palavra «YHWH» é «uma expressão da infinita grandeza e majestade de Deus», que se manteve «impronunciável e por isso foi substituída na leitura das Sagradas Escrituras com o uso da palavra alternativa ‘Adonai’, que significa ‘Senhor’».
Esta tradição da tradução é importante para entender Cristo, assinala a carta vaticana, já que o título de «Senhor» torna-se «intercambiável entre o Deus de Israel e o Messias da fé cristã».
«As palavras das Escrituras contidas no Antigo e Novo Testamento expressam a verdade que transcende os limites do tempo e do espaço; são a palavra de Deus expressada em palavras humanas, e por meio destas palavras de vida, o Espírito Santo introduz os fiéis no conhecimento da verdade total. Por isso, a palavra de Cristo aparece diante dos fiéis em toda a sua riqueza», explica a indicação da Santa Sé.
[CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 11 de setembro de 2008 (ZENIT.org)]
POR QUE IR À IGREJA?

Presbitério da antiga Igreja São José (Caiuá)
Um freqüentador de Igreja escreveu
para o editor de um jornal e reclamou que não
faz sentido ir à Igreja todos os domingos.
- ‘Eu tenho ido à Igreja por 30 anos’,
ele escreveu, ‘e durante este tempo
eu ouvi uns 3.000 sermões’.
‘Mas por minha vida, eu não consigo me lembrar
de nenhum deles.
Assim, eu penso que estou perdendo meu tempo e os Padres e
Pastores estão desperdiçando o
tempo deles pregando sermões!’.
Esta carta iniciou uma grande controvérsia
na coluna ‘Cartas ao Editor’, para o
‘deleite’ do editor em chefe do jornal.
A controvérsia se prolongou por
semanas, recebendo e publicando cartas sobre o assunto,
até que alguém escreveu
este argumento:
‘Eu estou casado já há 30 anos.
Durante este tempo minha esposa deve ter
cozinhado umas 32.000 refeições.
Mas, por minha vida, eu não consigo me lembrar
do cardápio de nenhuma destas 32.000 refeições.
Mas de uma coisa eu sei: todas
elas me nutriram e me deram a força que
eu precisava para fazer o meu trabalho.
Se minha esposa não tivesse me dado estas refeições,
eu estaria hoje fisicamente morto.
Da mesma maneira, se eu não tivesse ido à Igreja para
alimentar minha ‘fome espiritual’,
eu estaria hoje ‘morto espiritualmente’.
A Fé é ave que canta quando o sol ainda não raiou,
vê o ‘invisível’, acredita no
‘inacreditável’, e recebe o ‘impossível’.
Graças a Deus, por nossa nutrição
física e espiritual!.
setembro: mês da bíblia
A BÍBLIA E O CELULAR
Já imaginou o que aconteceria se tratássemos a nossa Bíblia do jeito que tratamos o nosso celular?
E se sempre carregássemos a nossa Bíblia no bolso ou na bolsa?
E se déssemos umas olhadas nela várias vezes ao dia?
E se voltássemos para apanhá-la quando a esquecemos em casa, no escritório?
E se a usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos?
E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela?
E se a déssemos de presente às crianças?
E se a usássemos quando viajamos?
E se lançássemos mão dela em caso de emergência?
Mais uma coisa. Ao contrário do celular, a Bíblia não fica sem sinal. Ela “pega” em qualquer lugar. Não é preciso se preocupar com a falta de crédito porque Jesus já pagou a conta e os créditos não têm fim. E o melhor de tudo: não cai a ligação e a carga da bateria é para toda a vida.
“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto!” (Is 55,6)
[autoria desconhecida]
celebrando 1
Aniversário de ordenação
No dia 7 de setembro de 2004, na catedral São Sebastião, Presidente Prudente, dom José Maria Libório, bispo diocesano, ordenou padres, os diáconos Paulo Valeriano de Souza e Sandro Rogério dos Santos. Um dia especial. Padre Paulo e eu ingressamos no seminário diocesano Nossa Senhora Mãe da Igreja no mesmo dia. Nosso “lema” é “fazei isto em memória de mim!”
Tenho feito memória do Senhor na celebração litúrgica e na celebração da vida. O maior desafio da missão reside no dia-a-dia. Alimentar-me do Senhor para oferecê-lo aos irmãos. Tornar harmoniosa a vida interior com a exterior. Ser um ponto de referência para a comunidade e na comunidade para as pessoas. Cuidar de pessoas dando especial atenção às mais ignoradas, ser presença de Deus (do evangelho, da igreja) seja na matriz, seja na cadeia, seja na roça, seja no jornal, seja na rádio, seja na internet.
A formação de agora é na escola da vida cujas matérias a academia apenas me iniciou. Alguns desafios exigem sacrifício, oração, grandes enfrentamentos. Nenhum, entretanto, é maior que a Graça de Deus, que sustenta a “nossa fragilidade humana”.
Agradeço ao Senhor pela vida que me deu. Pela vocação tão especial de ser filho dele e ainda mais seu sacerdote. Escolhido para conhecer, servir e amar a Ele e ao povo dele. Dá-me viver constante e virtuosamente nessa prática. Desejo permanecer servo de todos para a todos servir. Só por ti, Senhor, entrego a minha vida. Renovo a minha oferta. “Sim, com a graça de Deus” é a minha resposta para o novo tempo da jornada, ainda principiante.
Conto com sua graça para avançar às águas mais profundas, sem medo de atingir metas ousadas na vida que não me pertence, mas que, consagrada, quer ser tudo para todos, com os dons e talentos que me deu no lugar onde me plantou. Pela vida, sempre!
Padre Sandro Rogério dos Santos [6/9/2006]
* Observação: este texto é republicação deste mesmo blog (pretendo reescrevê-lo e corrigir erros já percebidos).
celebrando 2
Só por ti, Jesus
Nesta primeira quinzena do mês de setembro ocorreu-me oportunidade especial de pensar a vocação. Deus tem-me sido bom (até porque não combina com o ser de Deus não ser bondade e verdade!). Por ocasião do segundo aniversário de minha ordenação presbiteral, o fogo do “primeiro amor” voltou a queimar em mim com mais fulgor. Sentir a presença e o carinho das pessoas para com o “seu” padre; o carinho dos amigos de perto e de longe; os da comunidade paroquial e os das comunidades virtuais seja do Orkut seja deste blog (Tudo tem seu tempo).
A manifestação das pessoas são delicadeza de um Deus atento, amoroso, paciente e formador. Cada pessoa surgida no meu caminho é obra de Deus. Boca de Deus. Olhos de Deus. Mãos e pés de Deus. Coração de Deus em fragmentos. Reforço com minha vida o que minha boca um dia em alta voz disse “SIM, com a graça de Deus”. Eu quero ser padre. Eu sou padre [“sacerdote eternamente segundo a ordem do rei Melquisedec” (Sl 109)].
O mistério dessa vida é ser presença de Deus (comunhão e perdão) a todos sem acepção de pessoas. Um convívio com outros irmãos no mesmo ministério sob a batuta do bispo diocesano (figura apostólica entre nós).
Só por ti, Jesus, continuo sendo servo de todos para a todos servir. Sei que fui chamado por livre decisão de sua vontade. Creio sou formado diariamente pela presteza deste amor incomensurável. Sei que não estou sozinho, mas lhe tenho comigo todos os dias, até o fim! Por onde passar, eu quero ser sinal desse amor. As pessoas com as quais me encontrar, desejo ser presença do Senhor para elas. Vejam em mim o Seu amor operante e operando. Daquilo que o mundo necessitar de minhas mãos, inteligência e coração, USA-ME!!!!
Sou seu. Todo seu.
Sou para os outros. Todos os outros.
No passo e no compasso.
No tempo e nos contratempos.
Renovo no sacrifício do altar a minha oferta de amor, não sozinho, mas com o Senhor Jesus e com as pessoas das comunidades.
Pela vida, sempre!
Padre Sandro Rogério dos Santos 13/9/2006
* Observação: este texto é republicação deste mesmo blog (pretendo reescrevê-lo e corrigir erros já percebidos).
=) Pensando bem
Sobre o preço da felicidade
Ouvi dizer que na África alguns caçadores utilizam um método bastante inusitado para pegar macacos. Colocam um côco com uma pequena abertura preso a uma árvore, com algumas frutinhas dentro. O macaquinho coloca a “mão na cumbuca” e fecha-a com as frutinhas dentro. Com isso a mão não sai mais do côco e ele fica preso. Você deve estar pensando: “mas que ignorante este bicho… era só abrir a mão que poderia fugir!!! Bem, a pergunta é: porque nem sempre fazemos o mesmo? Para ser feliz, é só abrir a mão. Este é o preço da felicidade! [padre Joãozinho, scj]
LITURGIA
Domingo, 7 de setembro de 2008
23º Domingo do Tempo Comum
Primeira Leitura: Ezequiel 33,7-9
Se não advertires o ímpio, eu te pedirei contas de sua morte.
Salmo Responsorial: Sl 94(95),1-2.6-7.8-9 (R. 8)
Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus!
Segunda Leitura: Romanos 13,8-10
O amor é o cumprimento perfeito da Lei.
Evangelho: Mateus 18,15-20
Se ele te ouvir, tu ganharás o teu irmão.
Não sei quem disse, mas faz tempo que ouvi e, por concordar, cito assaz freqüentemente. Quando alguém te ama, vai com você até para o “inferno”; quando alguém te odeia, não vai com você nem para o “céu”. O amor é o critério sempre antigo e sempre novo para a correção fraterna e para solidificar a comunidade em bases “perpétuas”. Aquilo que nos relacionamentos o amor não der jeito, fique “tranqüilo”, pois nada mais o poderá ajustar.
A atitude pedagógica apresentada por Jesus no evangelho visa à salvação da pessoa. Somos muito rápidos no julgamento. Lentos a mais não poder na acolhida. O acolhimento é a primeira manifestação do amor transformado em força para redimir o outro. Pense. Quando você erra, espera que te acolham ou te condenem? Bom, e o que você deseja, acolhida ou condenação? Pois é, aquilo que você quer que te façam, faça-o antes aos outros.
Ao Senhor eu peço fidelidade à sua palavra para que na instabilidade deste mundo e na fragilidade do meu ser, eu seja sempre sinal eloqüente desse amor que desconcerta o mundo para consertá-lo definitivamente.
Vá à missa. Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!
"UMA GOTA DE ÁGUA É ALGO INSIGNIFICANTE, MAS SEM ELA NÃO EXISTIRIAM OS OCEANOS."
(Bem o disse a Beata Madre Tereza de Calcutá)

Rezemos a Deus para que logo nos dê a graça da Canonização de Madre Tereza. Uma santa em vida. Uma vida santa a inspirar gerações cristãs e não-cristãs na prática do bem “sem olhar a quem”.
*O dia mais belo? - Hoje.
*A coisa mais fácil? - Errar.
*O maior obstáculo? - O medo.
*O maior erro? - O abandono.
*A raiz de todos os males? - O egoísmo.
*A distração mais bela? - O trabalho.
*A pior derrota? - O amor não correspondido.
*O melhor professor? - A vida.
*A primeira necessidade? - Comunicar-Se.
*O que mais te faz feliz? - Deus
*O maior mistério? - A morte.
*O pior defeito de uma pessoa? - A falsidade.
*A pessoa mais perigosa? - A mentirosa.
*O sentimento mais ruim? - O rancor.
*O presente mais belo? - O perdão.
*O mais imprescindível? - O lar.
*A rota mais rápida? - O caminho certo.
*A sensação mais agradável? - A paz interior.
*A proteção efetiva? - O sorriso.
*O melhor remédio? - O otimismo.
*A maior satisfação? - O dever cumprido.
*A força mais potente do mundo? - A fé.
*As pessoas mais necessárias? - A família, os amigos e um grande amor.
*A mais bela de todas as coisas? - Deus
(Madre Tereza de Calcutá, SANTA, ainda não canonizada)
PARABÉNS, PARÓQUIA DE TARABAI

Compreendendo também o município de Narandiba, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Tarabai completa hoje, 5 de setembro, 43 anos de sua criação canônica. Na foto, a Igreja Matriz... Aí nessa igreja recebi a primeira eucaristia, a crisma e celebrei a primeira missa. Também fui secretário paroquial. Peço a Deus, pela maternal proteção de Nossa Senhora Aparecida, bênçãos abundantes para todos os que hoje a tornam viva e atuante, o pároco, padre Altino e todos os fiéis leigos e leigas, expandindo o Reino de Deus naquele pedaço do mundo.
Pensando bem
SOMOS DE ESSÊNCIA SOLIDÁRIA
Um novo mundo nascerá quando os sobreviventes descobrirem que somos absolutamente sólidos, interdependentes, SOLIDÁRIOS. Solidariedade nao se faz; é a dinâmica que nos dá existência. Ninguém jamais poderá lotear os mares, dominar as águas ou declarar-se proprietário exclusivo dos ares. O ar que respiro já esteve nos pulmões de alguma grande autoridade. A lágrima do faminto nigeriano sangra na alma de qualquer tibetano. Tudo está em todos. Todos estão em cada um. Somos um grande corpo que tende a ser o Corpo Sagrado de Cristo. No dia em que entendermos isso, um novo mundo será possível. É possível que esta seja uma descoberta reservada aos náufragos da grande catástrofe. Esta idéia, de fato pode mudar o mundo. (Pe Joãozinho, scj)
=(
Hoje súbito deu-me vontade de tomar banho de mangueira. Lembrei-me da infância. Minha mãe não gostava. “Você vai ficar doente, menino”, ela alertava! Talvez pela proibição materna cada vez que conseguia era uma festa incontável. Tanto que não apenas molhava o corpo; purificava-me a alma das sujeiras da adultice. É... Ficou guardado na memória quão especial foi ser criança.
Em tempo, não tomei banho de mangueira. A sujeira da adultice me impregnou. Quão pobre por isso sou.
EQUILÍBRIO - Folha de São Paulo
Errar é humano
Com graça quase infantil, Jade salta, pula, faz piruetas na trave e, enfim, pára. Equilibra o corpo na perna esquerda, gira com elegância a direita e cai. É um "oh!" na platéia, de pena e susto, mas a atriz principal parece inatingida. Olha para um lado, para o outro, levanta-se e volta à trave e aos exercícios.
Para mim, foi uma das mais marcantes cenas da Olimpíada de Pequim. O erro, o tombo, a derrota e a capacidade de erguer a cabeça e começar de novo, como se aquele desastre não fosse o fim do mundo, apenas contingência do esporte, da vida.
De fato, não era o fim do mundo, mas, para muitos de nós, o erro é quase isso. Nas corridas e nos treinos, então, não há corredor que não passe por seus altos e baixos. Três segundos a menos em uma volta, um treino mais lento e nada mais na vida vale a pena. Em contrapartida, basta um elogio ou uma prova feita com galhardia para alterar o humor do atleta amador.
Parece que quem corre para se divertir, para se superar, para relaxar acaba forçando sobre si cobranças tão grandes quanto as vividas por profissionais -ou, até, relativamente mais pesadas, pois os amadores não são treinados para conviver com elas.
Nós, como eles, precisamos ser capazes de enfrentar e dar a volta por cima quando não chegamos ao objetivo desejado. Foi o que ouvi de Sâmia Hallage, 40, psicóloga que acompanhou a seleção feminina de vôlei, ouro em Pequim depois da derrota em Atenas.
"O ser humano cresce muito quando tem uma dificuldade, quando erra, quando cai. Só que aí ele precisa fazer uso dessa situação de maneira positiva", diz ela, que alerta: "Às vezes, a gente enxerga que toda a felicidade do mundo está em diminuir três segundos naquela volta de 400 metros. E deixa de ver quantas outras coisas importantes estão acontecendo na nossa vida".
O exagero vira até uma doença, mais comum entre os praticantes de musculação, chamada vigorexia. "Esse vício da atividade física é uma doença da sociedade moderna. A pessoa acaba se isolando dos relacionamentos, da família; às vezes, compromete o trabalho em busca de um corpo perfeito e, por mais que ela faça atividade física, mais ela precisa fazer, pois nunca está satisfeita", diz Hallage.
Isso tem a ver com a incapacidade de aceitar o erro, o tombo, a lerdeza. E o corredor, como qualquer pessoa, tem de aprender a derrotar o erro para poder continuar correndo. Capaz. E feliz.
RODOLFO LUCENA, 51, é editor de Informática da Folha, ultramaratonista e autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record) / rodolfolucena.folha@uol.com.br / www.folha.com.br/rodolfolucena / 4 de setembro, 2008; Caderno Equilíbrio
MÊS DA BÍBLIA
Neste mês de setembro, desde 1971, dedicado especialmente à Bíblia descubramos o gosto de lê-la. Certos de que ignorar as escrituras é ignorar o próprio Cristo.
Quer ouvir a voz de Deus? Leia a Palavra de Deus!
Quer saber o plano de Deus para a sua vida? Leia a Palavra de Deus!
Quer saber como alcançar a vida eterna? Leia a Palavra de Deus!
Quer entender a Palavra de Deus? Comece lendo-a!
E antes de ler, invocando o Espírito Santo. Aquele que inspirou os escritores agora inspira os leitores. Deus nos ama. Na Bíblia, a história do seu amor por nós está escrita tim-tim por tim-tim.
Você pode se tornar uma página viva da Bíblia. Vivendo, meditando e rezando o que lê. Por onde você passar vão perceber a ação de Deus e a palavra do Senhor em sua vida.
Boa Leitura da Bíblia!
Pela vida, sempre!
Pensando bem
“Deus fala ao coração quando é o coração que lhe reza.”
(Santa Teresa d’Ávila)
=/
SABEDORIA MÉDICA
Falemos outra vez sobre o aborto. A história reproduzida abaixo quer ser ocasião de reflexão. Se nos calarmos, como e por quem seremos ouvidos?
Uma mulher chega apavorada no consultório de seu ginecologista e diz:
- Doutor, o senhor terá de me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas num espaço grande entre um e outro...
E então o médico perguntou:
- Muito bem. E o que a senhora quer que eu faça?
A mulher respondeu:
- Desejo interromper esta gravidez e conto com a sua ajuda.
O médico então pensou um pouco e depois do seu silêncio disse para a mulher:
- Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menos perigoso para a senhora.
A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido.
E então ele completou:
- Veja bem, minha senhora, para não ter de ficar com os dois bebês de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, a senhora poderá descansar para ter o outro, terá um período de descanso até o outro nascer. Se vamos matar, não há diferença entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco...
A mulher apavorou-se e disse:
- Não doutor! Que horror! Matar um criança é um crime!
- Também acho minha senhora, mas me pareceu tão convencida disso, que por um momento pensei em ajudá-la. O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito. Convenceu a mãe que não há menor diferença entre matar a criança que nasceu e matar uma ainda por nascer, mas já viva no seio materno.
O CRIME É EXATAMENTE O MESMO!!!!
Disse Jesus: “eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10)
Pela vida, sempre!
FILIPENSES, CAPÍTULO 4
1. Portanto, meus muito amados e saudosos irmãos, alegria e coroa minha, continuai assim firmes no Senhor, caríssimos.
2. Exorto a ... que vivam em paz no Senhor.
4. Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos!
5. Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo.
6. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças.
7. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus.
8. Além disso, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos.
9. O que aprendestes, recebestes, ouvistes e observastes em mim, isto praticai, e o Deus da paz estará convosco.
11. Não é minha penúria que me faz falar. Aprendi a contentar-me com o que tenho.
12. Sei viver na penúria, e sei também viver na abundância. Estou acostumado a todas as vicissitudes: a ter fartura e a passar fome, a ter abundância e a padecer necessidade.
13. Tudo posso naquele que me conforta.
18. Recebi tudo, e em abundância. Estou bem provido, depois que recebi de Epafrodito a vossa oferta: foi um suave perfume, um sacrifício que Deus aceita com agrado.
19. Em recompensa, o meu Deus há de prover magnificamente a todas as vossas necessidades, segundo a sua glória, em Jesus Cristo.
20. A Deus, nosso Pai, seja a glória, por toda a eternidade! Amém.
21. Saudai em Jesus Cristo todos os santos. Os irmãos que estão comigo vos saúdam.
22. Todos os santos vos saúdam, especialmente os da casa de César.
23. A graça do Senhor Jesus Cristo esteja com o vosso espírito!
Palavra do Senhor!
VALORES
Vejo tantos falando de “valores”
Queria imaginar tais valores como sendo os morais,
Mas a vida parece continuar sendo guiada por “outros” valores: Os financeiros, interesseiros, imediatos, efêmeros...
Tal como aquele ridículo que dizia: Estes são os meus valores, mas se não te agradar, tenho outros!
A vida tem sim uma dimensão cumulativa: conhecimentos livrescos, orais, da tradição histórica etc
Saber tirar coisas novas e velhas desse próprio tesouro existencial será o desafio sempre atuando em nós
Vigiar a conduta não será mais necessário quando a conduta tiver como norteadora os valores plantados, brotados, regados, enraizados e crescidos em si
Só se preocupam com o que os outros pensam, aqueles que não sabem direito o que fazem nem pensam nem porque fazem
Ser o que se é nunca fará mal a ninguém
Pelo contrário, dará mais valor e dignidade à existência
[Oliveira Carvalho]
Setembro é um mês especial de leitura e estudos das Sagradas Escrituras. A leitura diária da Bíblia continua sendo desafio para os cristãos católicos, ainda mal-acostumados a essa prática. Dê o primeiro passo. Leia-a!

Diante da Bíblia, é preciso assumir alguns passos:
1- Ter;
2- Ler;
3- Entender;
4- Viver;
5- Anunciar!
A PRIMAZIA DA BÍBLIA
razões da esperança – tirando dúvidas da fé
Sabemos que a Bíblia é o livro dos livros para os cristãos. No entanto, hoje vemos muitas pessoas utilizarem a Bíblia como única fonte de fé, como se outros livros e reflexões não servissem para nada. O que o senhor nos diria sobre isso?
A “Palavra de Deus” certamente ultrapassa a Bíblia. Pois Deus nos fala também de outras maneiras: pela criação, pelos acontecimentos, pelas palavras e escritos de outras pessoas, etc.
O apóstolo Tiago lembra: “todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do Alto e desce do Pai das luzes...” (Tg 1,17).
Portanto, não é verdade que “outros livros e reflexões não servem para nada”. A Igreja, mesmo possuindo a Bíblia, continuamente recorre aos escritos dos Santos, aos documentos dos Concílios, aos pronunciamentos do Papa e dos Bispos. Também nas ciências, nas artes, em todos os ramos do saber humano, mesmo em outras religiões, há ensinamentos importantes. Se assim é, de onde vem, então, a centralidade da Bíblia? Ela ainda se justifica?
Sim, para nós, cristãos, a primazia da Bíblia vem do fato de que o Antigo Testamento foi reconhecido pelo próprio Senhor Jesus quando afirmou: “Não pensem que eu vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas darlhes pleno cumprimento (Mt 5,17)”.
Quanto ao Novo Testamento, os evangelhos e as cartas dos Apóstolos são o testemunho dos que viram e ouviram o Senhor, cujas palavras jamais passarão (cf Mt 24,35). Por isso, mesmo reconhecendo que “os outros livros e reflexões” são úteis, continuamos reconhecendo a Bíblia como fonte primeira de nossa fé.
Uma questão importante, que é preciso entender bem, é a da Inspiração. Nós reconhecemos e proclamamos que a Bíblia é inspirada por Deus. Só a Bíblia? O que é mesmo Inspiração? Inspiração é a ação do Espírito Santo, que inspirou os autores da Bíblia. Eles foram homens e mulheres que falaram movidos pelo Espírito Santo (2Pd 1,21).
Desta forma, Paulo afirma: Toda a Escritura é inspirada, e útil para ensinar, para corrigir... (2Tm 3,16). Portanto, o Espírito Santo iluminou e moveu aqueles homens para que escrevessem “tudo e só aquilo que, para a nossa salvação, Ele quis que fosse escrito” (Dei Verbum, n.º 11). Por isso mesmo aqueles livros foram “canonizados”, isto é, reunidos num “cânon”: é a inspiração especial que podemos chamar de “escriturística”.
Há, porém, a inspiração profética, para falar em nome de Deus; a inspiração carismática que animava os Juízes e Reis do Antigo Testamento e anima os pastores da Igreja e os líderes da sociedade hoje; e, no dia a dia, a inspiração dos poetas, dos artistas, dos escritores, etc.
A Inspiração, portanto, como ação do Espírito Santo, é ampla, abrangente, universal, desde aquele “pairar do Espírito sobre as águas” do qual fala o início do livro do Gênesis (Gn 1,2), enquanto a inspiração “escriturística” especial é aquela que reconhecemos somente nos livros da Bíblia.
É interessante, igualmente, notar a analogia entre a Encarnação, o fato de que a Palavra de Deus se fez “carne” e habitou entre nós (Jo 1,14), e a “librificação” da mesma Palavra que, dirigida a nós tantas vezes e de tantas maneiras, a nossos pais na fé, pelos profetas (Hb 1,1), foi redigida e tornou-se o Livro por excelência, que nós chamamos de “Bíblia”.
Isto, porém, não nos leva a deixar de dar o devido valor aos outros livros e reflexões que, naquilo que têm de bom e verdadeiro, são também, a seu modo, inspirados por Deus.
[Autor: padre Ney Brasil – in Revista Missão Jovem]
BÍBLIA: CASA DE DEUS
Oração
Senhor, nossas palavras são demasiado pobres
para agradecer-te o maravilhoso dom
de tua Palavra-escrita, que, ultrapassando
os limites do tempo,
continua a falar-nos
da Fé que dá sentido a vida,
da Alegria que abre os corações,
do Amor que nos faz irmãos.
Concede-nos, Senhor, grande amor pela Bíblia
Queremos aproximar-nos deste livro com fé
para que saibamos encontrar
em suas páginas sagradas
a resposta aos nossos problemas,
o amor que une a família, a paz de que o mundo precisa.
Ensina-nos, Senhor, a ler a Bíblia com respeito, humildade e fé.
Queremos colocá-la em nossas casas
para que seja Luz que ilumina,
Palavra que acalma,
Presença viva de amor!Nós te pedimos, ó Pai, que o homem de hoje,
Cansado e insatisfeito,
Tenha a coragem de aproximar-se da Bíblia
Para encontrar nela o Caminho,
a Verdade,
a Vida.
Amém!
(Frei Patrício Sciadini)
BÍBLIA É O LIVRO MAIS TRADUZIDO DO MUNDO
A bíblia continua sendo o livro mais traduzido do mundo. Conforme informou a Sociedade Bíblica Alemã, com sede em Stuttgart, o "livro dos livros" foi traduzido para mais 21 idiomas no ano passado. Assim, ela pode ser lida em 2233 línguas. Tratam-se, geralmente, de traduções somente de alguns livros da Bíblia, pois a edição completa, com o Novo Testamento e o Velho Testamento, só foi traduzida para 371 idiomas. Mesmo assim, houve um acréscimo de cinco idiomas desde 1998.
[Extraído do Jornal "O SÃO PAULO", 09 de março de 2000.
Página 10, seção "Curtas de Lá"]
* Como é possível verificar, os dados estão extremamente desatualizados. Espero em breve atualizá-los.