Tragédia em Santa Catarina

da Folha OnLine - Pensata 27/11/2008

 

A Mãe Natureza faz, o homem completa

Ninguém pode ser responsabilizado pela tragédia que está fazendo Santa Catarina submergir sob a água, os escombros, a dor e uma centena de mortes. Não se trata de questão política, nem de administração. Mas há uma série de lições a se retirar.

A sensação para nós, os leigos, é que Sua Excelência, a Mãe Natureza, está enviando sinais de insatisfação. Já chacoalhou a Índia, a China, os Estados Unidos, o Caribe, entre outros, e está chegando ao Brasil, autoproclamado santuário com sol o ano inteiro e sem furacões e terremotos.

O sinal mais claro que a Natureza nos envia é que não se pode mais brincar com o aquecimento global e com as mudanças climáticas. Isso não é brincadeira. Não é tese de sonhador. Não é discussão para quem não tem o que fazer. Não é coisa para os inimigos das indústrias e do desenvolvimento. É, sim, questão de vida ou morte. Ameaça não apenas as futuras gerações e já começa a ameaçar a nossa, aqui, agora. Mundo, acorda enquanto é tempo!

No mais imediato, é possível concluir também que a Natureza gera a tragédia, e os homens completam. Como? Por exemplo, construindo cidades e povoados perigosamente perto dos rios, como é o caso em Santa Catarina, toda muito desenhada às margens do rio Itajaí. Basta somar chuvas torrenciais com maré alta, e lá se vão a segurança, as casas, as vidas.

Há, ainda, o perigo já sobejamente conhecido das encostas. Não precisa ser arquiteto, urbanista nem coisa nenhuma. Basta olhar para ver que uma inclinação acima de 20% torna qualquer habitação um perigo, no mínimo uma incógnita.

Se nós formos analisar detalhadamente, grande parte das mortes em tragédias assim vem por causa dos desabamentos, das casas que escorrem junto com a chuva, a lama e os seus donos.

As imagens de Santa Catarina são, literalmente, de chorar. Um Estado tão bonito, tão cheio de atrativos e tão cheio de gente linda que o Brasil exporta inclusive mundo afora. E assim, justamente na sua hora mais grandiosa, que é a chegada do Natal, do Ano Novo, do verão de praias maravilhosas e lotadas.

Uma grande ironia, aliás, é a nova revista de bordo da Gol: sua reportagem principal é justamente falando das maravilhas de Santa Catarina. Maravilhas que, hoje, estão debaixo d'água e entristecem todo o Brasil.

Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento. Foi colunista do Jornal do Brasil e do Estado de S. Paulo, além de diretora de redação das sucursais de O Globo, Gazeta Mercantil e da própria Folha em Brasília.

E-mail: elianec@uol.com.br

 

I DOMINGO DO ADVENTO [início do Ano Litúrgico B]

INÍCIO DO ADVENTO: ESTAMOS EM VIGÍLIA

 

Jesus nos disse no evangelho de São Marcos. Temos que estar em vigília esperando a chegada do Senhor que não sabemos quando ocorrerá. Iniciamos pois o Advento e com ele um novo ano litúrgico – o Ciclo B – que sempre é tempo de esperança e alegria.


 

Leituras: Is 63, 16b-17.19b; 64, 2b-7 / Sl 79, 2ac e 3b, 15-16.18-19 / 1 Cor 1, 3-9 / Mc 13, 33-37

(“Vigiai: não sabeis quando o dono da casa vem.”)

 

I.- Iniciamos hoje novo Ano Litúrgico (Ano B). O ADVENTO possui duas características: é tempo de preparação para o NATAL, em que se comemora a 1ª vinda do Filho de Deus, é também um tempo em que se voltam os corações para a expectativa da 2ª vinda de Cristo, no fim dos tempos. As leituras convidam à VIGILÂNCIA, para acolher o Senhor que vem.

 

II.- A 1ª Leitura é uma SÚPLICA ardente ao Deus da História, pedindo um Salvador. É uma das preces mais bonitas da Bíblia. Ao povo que voltou do exílio desanimado e indiferente à Aliança, o Profeta tenta acordar a esperança num futuro de vida e salvação.

 

III.- A 2a leitura é um APELO à vigilância para acolher Deus, que vem e manifesta o seu amor através dos seus dons. É a primeira vez São Paulo usa a Palavra "Carismas". São os dons de Deus a determinadas pessoas para o bem da comunidade.

 

IV.- O Evangelho é uma EXORTAÇÃO à vigilância constante para preparar a vinda do Senhor. O texto é o final do "Discurso escatológico". A Parábola do Porteiro conta a história do homem que partiu em viagem, distribuiu tarefas aos seus servos e deu ao porteiro uma ordem que vigiassem...

 

V.- A oportunidade de um novo começo… E se o tempo do Advento nos oferecesse esta oportunidade de um novo começo?…

ANO LITÚRGICO

 

A liturgia é a celebração do Mistério Pascal de Cristo. Em volta deste núcleo fundamental da nossa fé, celebramos no Ano Litúrgico a memória do Ressuscitado na vida de cada pessoa e de cada comunidade.

 

O Ano Litúrgico “revela todo o mistério de Cristo no decorrer do ano, desde a encarnação e nascimento até à ascensão, ao pentecostes e à expectativa da feliz esperança da vinda do Senhor” (Sacrossanctum Concilium, 102). Ele assim nos propõe um caminho espiritual, ou seja, a vivência da graça própria de cada aspecto do mistério de Cristo, presente e operante nas diversas festas e nos diversos tempos litúrgicos (cf. NALC 1).

 

Em síntese, através do Ano Litúrgico, os fiéis fazem a experiência de se configurar ao seu Senhor e dele aprenderem a viver “os seus sentimentos” (cf. Fl 2,5).

 

O Ano Litúrgico não apenas recorda as ações de Jesus Cristo, nem somente renova a lembrança de ações passadas, mas sua celebração tem força sacramental e especial eficácia para alimentar a vida cristã (Paulo VI). Por isso, o Ano Litúrgico é sacramento e, assim, torna-se um caminho pedagógico-espiritual nos ritmos do tempo.

 

Tal como a vida, a liturgia segue um ritmo que garante a repetição, característica da ação memorial. Repetindo, a Igreja guarda a sua identidade. Para fazer memória do mistério, a liturgia se utiliza de três ritmos diferentes: o ritmo diário, alternando manhã e tarde, dia e noite, luz e trevas; o ritmo semanal, alternando trabalho e descanso, ação e celebração; o ritmo anual, alternando o ciclo das estações e a sucessão dos anos.

TEMPO DE... ADVENTO

 

No domingo passado, dia 23 de novembro, a Igreja finalizou o ano litúrgico “A”, com a apoteótica festa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Agora, com o tempo do advento iniciamos um novo ano litúrgico, o “B”.

“O tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda do Cristo no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa.”

Desde meados de outubro o comércio, como sói, inaugurou o seu “advento”. Papai Noel é visto por todos os cantos. Há excessivos sinais e estímulos ao consumismo. No fundo, nos sentimos fragilizados, verdadeiramente impotentes diante dessa avalanche de propagandas... Pensemos naqueles que não podem comprar. Naqueles que são terrivelmente massacrados por essa sanha consumista.

Se há quem acusa os cristãos, especialmente os católicos, de terem transformado uma festa pagã, do “Solis invictus”, aos 25 de dezembro em festa cristã, quem acusará o nosso tempo de ter transformado a festa cristã do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo em “festa-pagã-comercial”?

Naquele tempo José e Maria não encontraram lugar adequado para o nascimento do Menino Deus. Nos tempos de agora, nem o Menino Deus tem encontrado mais espaços. Fazemos festas, trocamos presentes, nos enchemos de comidas e coisas, mas o coração nem sempre escuta aquele que está à porta, batendo. Foi promessa dele: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta... entrarei e juntos cearemos! (cf. Apc 3,20).

Vistamo-nos de festa! Revistamos o nosso coração de serena e viva alegria. Acolhamos em nossa casa – a do coração e a da família – aquele que como luz veio, vem e virá iluminar a todos os que jaziam e os que ainda jazem nas trevas. Amém!

Feliz Advento!

CONFISSÃO

 

Esses dois últimos dias foram de “trânsito”, o que me impossibilitou de manter a atualização regular do blog. Não vou prometer melhorar (ainda) porque os padres iniciamos a temporada de atendimento às confissões (auriculares e individuais) nas paróquias que compõem a terceira região pastoral da Diocese de Pres. Prudente.

 

A confissão sacramental é o meio ordinário pelo qual o fiel arrependido dos pecados cometido e desejoso de vida nova recebe o perdão de Deus e a reintegração à comunidade de fiéis, chamada Igreja, da qual pertence por meio do batismo.

 

Recomendo vivamente a você: procure o sacerdote da sua comunidade (ou algum disponível) e faça a sua confissão. Vamos preparar a casa do coração para que o Menino Jesus nasça nela. Afinal, são muitas as portas e casas fechadas em nossos dias.

 

Ele quer nascer aí na sua morada!


 

Medite: Lc 15,11-32

- caia em si;

- levante-se;

- volte;

- confesse;

- faça propósito de não voltar ao abandono...

 

O PAI ESTÁ TE ESPERANDO PARA TE ABRAÇAR E PERDOAR!

O poder da BONDADE

 

“A bondade demora tanto para mudar o mundo porque são poucos os que confiam nela. Porque continua a ser uma semente escondida no coração das pessoas. Cabe a cada um cultivá la, protegê la, transmiti la. Nós cristãos não podemos desistir nunca. Vamos continuar a plantar sementes de bondade, até sem saber onde irão cair. Nenhum gesto de amor será em vão. Continuará para sempre a produzir outros frutos.”

 

(Dom Pedro José Conti)

a misericórdia sustenta a fragilidade humana

 

Sabemos bem como são verdadeiras as palavras de Santo Agostinho:

 

“Não há pecado ou crime cometido por outro homem que eu não seja capaz de cometer por causa da minha fragilidade; e, se ainda não os cometi, é porque Deus, na sua misericórdia, não o permitiu e preservou-me do mal”

 

(Confissões, 2,7)

sobre o CELIBATO

 

“É preciso dizer que a Igreja não impõe o celibato a ninguém; ele deve ser assumido livremente e com alegria por aqueles que têm essa vocação especial de se entregar totalmente ao serviço de Deus e da Igreja. É uma graça especial que o Senhor concede aos chamados ao sacerdócio e à vida religiosa. Assim, o celibato é um sinal claro da verdadeira vocação sacerdotal.”

 

[Felipe Aquino]

ORAÇÃO DO DEUS, NOSSA FORÇA

 

Neste novo dia que Deus nos concede, elevemos a Ele a nossa oração, certos de que não ficará sem resposta o justo que nele confia e a Ele recorre em todas as situações de sua vida.

 

Deus, nosso Pai, não nos abandoneis na aflição e no desespero dos que não confiam em vossa mão, que salva e protege. Sois Pai amoroso e cheio de ternura, nos momentos de angústia, enviai vossos anjos a nos conduzir por caminhos seguros, para que não tropecemos nas fraquezas da nossa humana e frágil condição.

 

Pai amoroso, sondai nosso interior. Conhecei as trevas de nossa ignorância e dissipai-as. Penetrai nossas aflições e nossos desaventos e purificai-os. Abrandai com uma única palavra o ímpeto dos ventos que nos vergam. Indicai-nos a direção para onde devemos ir.

 

Envolvei-nos por detrás e pela frente. Tocai o fundo de nossas almas e de nossos pensamentos. Examinai um a um os nossos sentimentos e restaurai em nós o que já não é vida. Dizei uma palavra e transformai nossa lágrima em risos de louvor.

 

Ensinai-nos a guardar o nosso coração acima de tudo, porque dele provém a vida. Fazei que nossos olhos olhem de frente e nosso olhar se dirija para diante. Aplainai o trilho sob nossos passos, e sejam firmes todos os nossos caminhos (cf. Pr 4, 23ss).

zelo nas pequenas coisas

 

As coisas pequenas são importantes em nossas vidas como o demonstrou o evangelho da parábola dos talentos: porque foste fiel no pouco dirá o Amo. E nos parece que dar um copo de água, uma comida ou um vestido não faz muita diferença. Vamos demonstrar que isso não é verdadeiro.

 

Um sacerdote novo foi destinado a Houston, Texas.

 

Teve que usar um ônibus para ir ao centro da cidade. Ao sentar-se descobriu que o motorista lhe tinha dado uma moeda de 25 centavos a mais no troco. Esqueça! Pensou. Quem se preocupa com uma moedinha? A companhia de ônibus já rouba bastante com preços excessivos. É um presente de Deus. A culpa é do trocador.

 

Mas quando chegou a sua parada, ele se sentiu culpado: isto não me pertence. E imediatamente deu a moedinha ao condutor dizendo: você se equivocou no troco. Isto é seu. 

 

O condutor com um sorriso lhe disse: Eu sei, como o senhor é novo eu pensei: vamos ver se ele é um sacerdote que prega o evangelho ou que vive o evangelho. O senhor passou na prova.

 

O padre desceu do ônibus exclamando: Ó Deus, quase que vendo teu Filho por 25 centavos!

vale a pena ver de novo

 

21 de Novembro de 2008 (do Blog da Barba Gancia)

 

Nestes tempos difíceis, faz um bem danado à alma rever o discurso (com legendas em português) do paraninfo Steve Jobs aos formandos de Stanford, em junho de 2005:

embora longo, e legendas pequenas, vale a pena investir tempo nesse vídeo. Como disse a Barbara, faz bem à alma!!!

Festa da Visitação de Nossa Senhora

 

“Se Jesus é a Vida, Maria é a Mãe da Vida. Se Jesus é a Esperança, Maria é a Mãe da Esperança. Se Jesus é a Paz, Maria é a Mãe da Paz, Mãe do Príncipe da Paz.”

 

[essas belas palavras são do servo de Deus João Paulo II]

XXXIV Domingo do Tempo Comum

Domingo, 23 de novembro de 2008
Jesus Cristo, Rei do Universo

 

Primeira Leitura: Ezequiel 34, 11-12.15-17
Quanto a vós minhas ovelhas farei justiça entre uma ovelha e outra.

Salmo Responsorial: Sl 22(23), 1-2a. 2b-3.5-6 (R. 1)
O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.

Segunda Leitura: 1Coríntios 15,20-26.28
Entregará a realeza a Deus.

Evangelho: Mateus 25,31-46
Assentar-se-á em seu trono glorioso.

- Reino da Verdade e da Vida;

- Reino da Santidade e da Graça;

- Reino da Justiça, do Amor e da Paz

Esse é o Reino de Cristo...

O seu reino não terá fim!!!

 

 

ORAÇÃO

 

Tu, JESUS, VALES MUITO MAIS...

Que o poder dos poderosos da terra;

Que o bem que alguns presumem ter;

Que as milhares de palavras que outros dizem.

 

Tu, JESUS, VALES MUITO MAIS...

Que a alegria que o mundo vende;

Que a mão que outros escondem;

Que o coração pequeno que outros oferecem.

 

Tu, JESUS, VALES MUITO MAIS...

Mais que os reis do mundo;

Mais que os príncipes da terra;

Mais que os que pensam que são tudo.

 

Tu, JESUS, VALES MUITO MAIS...

Porque Tu vences com o amor;

Porque Tu serves com o perdão;

Porque Tu serves morrendo;

Porque Tu serves caminhando.

 

Tu, JESUS, VALES MUITO MAIS

 

CELIBATO NOS DIAS DE HOJE

 

De tempos em tempos, a mídia traz como manchete este tema e quase sempre polemizando de forma a confundir as pessoas. O Papa João Paulo II, em sua carta de 1967 intitulada “Celibato Sacerdotal” afirma: “O celibato sacerdotal, que a Igreja guarda desde há séculos como brilhante pedra preciosa, conserva todo o seu valor mesmo nos nossos tempos, caracterizados por transformação profunda na mentalidade e nas estruturas (CS n.1) O que ficou na cabeça de muita gente depois da reportagem no Fantástico, domingo passado, foi de que a Igreja deveria abolir o celibato e assim resolveria todos os problemas. Afinal os sacerdotes são homens e, no mundo atual, é quase impossível viver este testemunho de renúncia e de entrega. O que nós entendemos é diferente.

 

No Novo Testamento vemos que, “Jesus escolheu os primeiros ministros da salvação e quis que eles fossem participantes dos mistérios do reino dos céus (Mt 13,11; cf. Mc 4,11; Lc 8,10), cooperadores de Deus a título especialíssimo e seus embaixadores (2Cor 5,20), Jesus que lhes chamou amigos e irmãos (cf. Jo 15,15; 20,17), e se consagrou por eles para que também eles fossem consagrados na verdade (cf. Jo 17,19), prometeu superabundante recompensa a todos quantos abandonem casa, família, mulher e filhos pelo reino de Deus (cf. Lc 18, 29-30). E até recomendou,  com palavras densas de mistério e de promessas, uma consagração mais perfeita ainda, ao reino dos céus, com a virgindade, em conseqüência de um dom especial (cf. Mt 19,11-12). A correspondência a este carisma divino tem como motivo o reino dos céus (ibid. v 12); e, do mesmo modo, é neste reino (cf. Lc 18,29-30), no evangelho (Mc 10, 29-30) e no nome de Cristo (Mt 19,29), que se encontram motivados os convites de Jesus às difíceis renúncias apostólicas no sentido duma participação mais íntima na sua própria sorte” (CS 28).

 

Celibato é dom e carisma, para poder servir mais e melhor. O chamado ao sacerdócio deve ser coroado pela entrega total como pessoa, mas vivido em comunhão com os demais membros do presbitério. O ministro consagrado vive livremente a sua entrega, na solidão fecunda, alimentada na oração pessoal, na Eucaristia, na Palavra e no amor pastoral a todos que encontrar pelo caminho. O Papa, na sua carta, entende o celibato como amor incondicional a Cristo e a sua Igreja.   “Conquistado por Cristo Jesus” (Fl 3,12) até ao abandono total de si mesmo a Ele, o sacerdote configura-se mais perfeitamente a Cristo, também no amor com que o eterno Sacerdote amou a Igreja seu Corpo, oferecendo-se inteiramente por ela, para a tornar Esposa sua, gloriosa, santa e imaculada (cf. Ef 5,25-27). A virgindade consagrada dos sacerdotes manifesta, de fato, o amor virginal de Cristo para com a Igreja e a fecundidade virginal e sobrenatural desta união em que os filhos de Deus não são gerados pela carne e pelo sangue (Jo 1,13). (CS 28).

 

A Igreja tem consciência da escassez de sacerdotes em relação às necessidades da população do mundo. Ela sabe também que não é abolindo o celibato que vai resolver o problema. Hoje, há igrejas onde os ministros são casados e sentem a mesma dificuldade. Posso dizer, olhando a nossa realidade, que temos um bom número de sacerdotes, cinco em missão em outras Igrejas, e mais de trinta jovens se preparando para assumir a missão de evangelizar como sacerdotes celibatários. A promessa do Senhor não falha: “Vos darei Pastores segundo o meu coração” (Jr 3,15). “Para Deus tudo é possível” (cf. Mc 10,27). Vamos orar como disse Jesus: “A Messe é grande, os operários poucos, pedi ao Senhor que envie operários para sua messe” (Mt 9,37).

 

[Dom Anuar Battisti, Arcebispo de Maringá/PR]

Eis que estou à porta

 

TEMPO DE... ADVENTO

 

Próximo domingo, dia 23 de novembro, a Igreja finalizará o ano litúrgico A, com a apoteótica festa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Depois, virá o tempo do advento. O tempo da chegada do Emanuel (Deus-está-sempre-conosco).

 

Faz algumas semanas o comércio, como sói, já inaugurou o seu “advento”. Papai Noel por todos os cantos. Há tantos sinais e estímulos ao consumismo que me sinto fragilizado, verdadeiramente impotente.

 

Devo confessar, eu até tenho condições de comprar algumas coisas (presentes, roupas, brinquedos etc). Exatamente por isso, penso naqueles que não podem. Naqueles que são terrivelmente massacrados por essa sanha consumista.

 

Se há quem acusa os cristãos (especialmente os católicos) de terem transformado uma festa pagã (do “Solis invictus”, aos 25 de dezembro) em festa cristã, quem acusará o nosso tempo de ter transformado a festa cristã do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo em “festa-pagã-comercial”?

 

Naquele tempo José e Maria não encontraram lugar adequado para o nascimento do Menino Deus.

 

Nos tempos de agora, nem o Menino Deus tem encontrado mais espaços. Fazemos festas, trocamos presentes, nos enchemos de comidas e coisas, mas o coração nem sempre escuta aquele que está à porta, batendo. Foi promessa dele: se alguém ouvir a minha voz, abrir a porta... entrarei e juntos cearemos! (cf. Apc 3,20).

 

Vistamo-nos de festa! Revistamos o nosso coração de serena e viva alegria. Acolhamos em nossa casa (a do coração e a da família) aquele que como luz veio iluminar a todos os que jaziam nas trevas. Amém!

 

Feliz Advento!

É & ATÉ!

 

Até onde agüentaremos calados os saqueadores dos nossos sonhos?

Até quando esperaremos para mostrar a que viemos na existência?

Até parece que não somos os tais protagonistas da própria história!

 

Ousei acreditar que um dia eu seria mais senhor de mim e dos meus atos, mas há ratos por todos os lados que me impedem fazer só o que sei e posso. Ressentidos e amargurados que destilam seus ódios das mais diversificadas formas. Inveja. Rancor. Fofoca. Ciúme. Carência. Medo... meu Deus! Quanta frustração nos assalta!!! Livrai-nos do caçador e do seu laço!

 

É. Não vou mais ousar nada além daquilo que estiver sob meus controles, nem que sejam apenas os dos sistema nervoso central ou o da televisão.

É. Isso aí. Não dá mais. Há homens e mulheres avançados nos anos, mas atrasados nos amores e nos humores. Há sentimentos apodrecidos que não permitem visão correta e real no espelho do olho alheio.

É. É... pois é... delírios, devaneios... até!

 

 

[Oliveira Silvestre]

Dom Maurício Grotto é nomeado arcebispo de Botucatu

 

Dom Maurício GrottoO bispo de Assis (SP), dom Maurício Grotto de Camargo, 51, é o novo arcebispo de Botucatu, interior de São Paulo. A nomeação, feita pelo papa Bento XVI, foi divulgada nesta quarta-feira, 19. Dom Maurício substituirá o atual arcebispo, dom Aloysio Leal Pena, SJ, 75, que teve o seu pedido de renúncia aceito pelo papa, conforme o cânon 401 § 1º do Código de Direito Canônico.


O novo arcebispo de Botucatu, natural de Presidente Prudente (SP), foi nomeado bispo coadjutor de Assis em 2000, quando era subscretário de pastoral da CNBB. Tornou-se o bispo diocesano de Assis em 2004. Atualmente, é membro da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, responsável pelo Setor Pastorais da Mobilidade Humana.

A nota acima está no site da CNBB. Dom Maurício foi reitor do Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus em Marília, quando cursei filosofia naquela instituição.

* Curiosidade: dom Maurício conta que, quando criança, o bispo de Pres. Prudente de então (dom José de Aquino Pereira) perguntava-lhe se no futuro seria padre, ao que o menino Maurício respondia: padre, não. Papa!

PROFESSANDO A VERDADE, CRESÇAMOS NO AMOR (cf. Ef 4,15)

 

“Quem descobriu Cristo deve conduzir os outros a Ele. Uma grande alegria não se pode ter para si. É preciso transmiti-la. Em vastas partes do mundo existe hoje um estranho esquecimento de Deus.

 

Parece que tudo caminha igualmente sem Ele. Mas existe, ao mesmo tempo, também um sentimento de frustração, de insatisfação de tudo e de todos. É espontâneo exclamar: não é possível que esta seja a vida! Deveras, não. E assim, juntamente com o esquecimento de Deus existe um “boom” do religioso.

 

Não quero desacreditar tudo o que existe neste contexto. Pode existir nisto também a alegria sincera da descoberta.

 

Mas para dizer a verdade, não raramente a religião se torna quase um produto de consumo. Escolhe-se aquilo de que se gosta, e alguns sabem até tirar dela um proveito. Mas a religião procurada a seu bel-prazer no fim não nos ajuda. É cômoda, mas no momento da crise abandona-nos a nós próprios.

 

Ajudai, queridos amigos, os homens a descobrir a verdadeira estrela que nos indica o caminho: Jesus Cristo! Procuremos nós próprios conhecê-lo sempre melhor para poder de maneira convincente guiar também os outros para Ele.

 

Por isso, é tão importante o amor pela Sagrada Escritura e, por conseguinte, é importante conhecer a fé da Igreja que nos apresenta o sentido da Escritura. É o Espírito Santo que guia a Igreja na sua fé crescente e que a fez e faz penetrar cada vez mais nas profundezas da verdade.”

 

[Bento XVI, Homilia, 21/8/2005]

nunca podemos dizer basta!

 

“Nunca podemos dizer basta, pois a caridade de Deus é infinita e o Senhor nos pede, ou melhor, nos exige dilatar nossos corações para que neles caiba sempre mais amor, mais bondade, mais compreensão pelos nossos semelhantes e pelos problemas que envolvem não só a convivência humana, mas também a efetiva preservação e conservação da natureza, da qual todos fazem parte.”

 

[João Paulo II]

PHILL, o amigo-cão

 

 

Ele estava sempre me esperando. Incrível. Sentia-me tão bem ao seu lado que no fundo eu também vivia na expectativa do nosso encontro diário. Voltar era o meu destino mais ansiado.

 

Phill me fazia tanto bem! Preenchia minha alma de alegrias e meu coração de sentimentos nobres. Com ele descobri a minha mais límpida capacidade de amar e a minha “terrível” necessidade de ser amado. Aventurei-me nas artimanhas de uma vida que não aceita ser fechada nem pacata. Ela gosta de movimentos, saídas e chegadas. No fundo, mais das chegadas.

 

Ria muito das graças feitas pelo Phill. De vez em quando se jogava sobre mim. O seu peso me deixava meio desajustado, mas, enfim... amigos são amigos. Não podia ficar pensando no peso quando o melhor era curtir o amigo.

 

Ambos estavamos envelhecendo. A normalidade da vida dizia que eu sofreria a partida dele. Pois os humanos vivemos mais anos que os caninos. Já se somavam nove anos de vida para o Phill; eu, dezessete anos.

 

Lembro-me do dia que viajei para longe (minha primeira grande viagem). Ele não pôde ir. E não foi. Eu fui. Ahh, que dias mais sem graça e compridos. Os lugares por onde passei eram belos, as pessoas boníssimas, mas... havia a estranha e sentida ausência do meu melhor amigo.

 

O meu retorno foi especial demais. Sentia-me um pouco traidor, por ter deixado o meu amigo solitário aos cuidados de um pouco de comida “jogada” no quintal pelo vizinho (sempre atencioso, mas que não sabia nem queria saber o valor de um amigo canino).

 

(...) quando se volta pra casa é bom ter pelo menos um amigo canino, senão a vida fica sem graça e os dias se passam em vão. Foi isso o que ouvi de alguém que não suportava gente, mas não vivia sem cachorros.

 

[oliveira silvestre]

A LEALDADE DE ELEAZAR[1]

à fé dos seus pais serviu, além disso, para que muitas outras pessoas permanecessem firmes nas suas crenças e costumes. A fidelidade de um homem nunca fica isolada. São muitos os que, talvez sem o saberem expressamente, se apóiam nela. Uma das grandes alegrias que o Senhor nos fará experimentar um dia será podermos contemplar todos aqueles que permaneceram firmes na sua fé e na sua vocação por se terem apoiado na nossa sólida coerência.

A virtude humana correspondente à fidelidade é a lealdade, essencial à convivência entre os homens. Sem um clima de lealdade, as relações e os vínculos humanos degenerariam quando muito numa mera coexistência, com o seu cortejo inexorável de insegurança e desconfiança. A vida propriamente social não seria possível se não se desse “aquela observância dos pactos sem a qual não é possível uma tranqüila convivência entre os povos”[2], feita de confiança mútua, de honestidade, de sinceridade recíproca.

Não é infreqüente que na sociedade, na empresa, nos negócios..., nem sequer se ouça falar de lealdade. A mentira e a manipulação da verdade são mais uma arma que alguns utilizam com a maior desfaçatez nos meios de opinião pública, na política, nos negócios... Muitas vezes, sente-se a falta de honradez no cumprimento da palavra dada e nos compromissos livemente adquiridos. Infelizmente, vai-se mais longe: comenta-se a infidelidade conjugal como se os compromissos adquiridos diante de Deus e diante dos homens não tivessem valor algum. São coisas da vida privada, dizem; portanto, respeitemo-las. Outros, desejando aumentar as suas posses ou satisfazer os seus desejos desordenados de subir na escala social, deixam de cumprir os seus deveres familiares, sociais ou profissionais, traindo os mais nobres e santos compromissos.

Urge que nós, os cristãos – luz do mundo e sal da terra –, procuremos ser exemplo de fidelidade e de lealdade aos compromissos adquiridos. Santo Agostinho recordava aos cristãos do seu tempo: “O marido deve ser fiel à mulher, a mulher ao marido, e ambos a Deus. E os que prometestes continência, deveis cumprir o prometido, já que não vo-lo seria exigido se não o tivésseis prometido [...]. Guardai-vos de fazer trapaças nos vossos negócios. Guardai-vos da mentira e do perjúrio”[3]. São palavras que conservam plena atualidade.

Perseverando, com a ajuda do Senhor, nas coisas pequenas de cada dia, conseguiremos ouvir no fim da nossa vida, com imensa felicidade, aquelas palavras do Senhor: Muito bem, servo bom e fiel, já que foste fiel em poucas coisas, dar-te-ei a intendência de muitas; entra no gozo do teu Senhor[4].

 

[Franciso Fernandez Carvajal]



[1] Mac 6, 18-31; Primeira leitura da Missa da terça-feira da trigésima terceira semana do Tempo Comum, ano I;

[2] Pio XII, Alocução, 24.12.40, 26;

[3] Santo Agostinho, Sermão 260;

[4] Mt 25, 21-23.

O DOM DA PALAVRA

A palavra ainda é a melhor arma, tanto para se falar do amor, quanto da dor.
É com ela que podemos acarinhar e, também, ferir.
É com ela que podemos agradar e denegrir.

A palavra é a força maior do ser humano. Sendo escrita ou falada ela pode causar alegrias e danos e jamais poderá ser apagada, de qualquer forma será, inevitavelmente, registrada.

Ela pode ser sincera ou falsa, mas não importa a sua qualidade, no momento que for dita soará como verdade.

É usada para engrandecer e, muitas vezes, para desmerecer.
Enaltece e humilha, em certas horas é poderosa como mãe em outras é carente como filha.

Oras é mais devastadora que uma guerra, oras é mais tranquila que um jardim.
A palavra é assim, tem várias caras e facetas, arma ciladas e serve de muletas.

Em algumas bocas caminha entre o sim e o não sem prestar muita atenção.
A palavra é um dom que nos foi dado e que, por muitos, tem sido tão mal utilizado.

A palavra deve ser respeitada, como rainha deveria ser tratada.
A palavra é sempre o começo de tudo e, infelizmente, o final, seja ele doloroso ou normal.

Quem usa da palavra sem responsabilidade deveria ser severamente castigado, afinal, ela sempre será a grande personalidade que atua no presente, atuará no futuro e atuou no passado.


Autora: Silvana Duboc

DIÁCONO, APÓSTOLO DA CARIDADE

 

Ás 10h deste dia 15 de novembro, na catedral São Sebastião, Pres. Prudente, dom Benedito ordenou dois novos diáconos, Milton e Tiago. Celebração tranqüila, bonita, emocionante... cheia da presença de Deus. Rapidamente, posso destacar na fala do bispo que o “diácono é apóstolo da caridade”. De fato, todo diácono está a serviço da Igreja e do Povo nos ministérios da Caridade, da Palavra e do Altar. Para espalhar o perfume de Cristo ao mundo, o bispo ainda lembrou aos dois e a todos a necessidade do cultivo da oração e da meditação da palavra. Permitir-se inflamar o coração com a eucaristia e com a palavra ao ponto de pensar o que Cristo pensa e anunciar, antes pela vida, a palavra do Senhor e não a nossa! Da meditação freqüente da palavra brotará o itinerário de conversão!

 

[pretendo oportunamente, reelaborar essa “notícia” e inserir alguma foto do evento... por ora, estou em trânsito, capital paulista é o destino]

E SE DEUS TE MANDASSE UM E-MAIL ASSIM

 

E-MAIL DO CÉU

Oi, Como você acordou esta manhã? Eu vi você e esperei pensando que falaria comigo, mesmo que fossem apenas umas poucas palavras, querendo saber minha opinião sobre alguma coisa ou mesmo Me agradecendo por algo bom que aconteceu em sua vida ontem. Mas notei que estava muito ocupado tentando encontrar uma roupa que ficasse boa em você para ir para o trabalho. Então, esperei outra vez.

Quando correu pela casa de um lado pro outro já pronto, Eu sabia, estava lá. Seriam certamente poucos minutos para parar e dizer alô, mas você estava realmente muito ocupado. Mas por um momento, você pensou que tinha que esperar 15 minutos e gastou este tempo apenas sentado em uma cadeira fazendo nada, estava apenas sentado.

Então, o vi se mexer rapidamente olhando para os seus pés que se movimentavam, e pensei que queria falar Comigo, mas você correu para o telefone e ligou para um amigo para contar as últimas fofocas. Vi você quando foi para o trabalho, e esperei pacientemente o dia inteiro.

Com todas as suas atividades achei que você estaria realmente muito ocupado para dizer-Me alguma coisa. Notei que antes do almoço você olhou ao seu redor, talvez se sentiu sem jeito ou com vergonha de falar Comigo, isto é porque não inclinou sua cabeça. Observou
três ou quatro mesas e notou alguns de seus amigos falando Comigo, reverentemente, antes de começarem a comer, mas você não falou Comigo.

Tudo bem! Ainda existe mais tempo que sobrará hoje, e tenho esperança que você irá falar Comigo ainda. Mas você foi para casa e parecia que tinha muitas e muitas coisas pra fazer ainda hoje. Depois de ter terminado algumas delas, você ligou a televisão. Não sei se gosta ou não de ver televisão, mas apenas por estar lá assistindo, você gastou muito do seu tempo, quase todo o seu tempo em frente da TV, não pensando em nada mais, apenas curtindo o programa.

Esperei pacientemente outra vez enquanto você estava assistindo TV e comendo a sua comida, mas mais uma vez não falou Comigo! Hora de ir para cama, hora de dormir... Acho que você deve estar muito cansado. Depois disse boa noite para a sua família, pulou na sua cama, caiu no sono e dormiu rapidamente.

Tudo bem, ok, porque talvez não saiba que Eu sempre estou lá com você, sempre do seu lado, disponível para você. Tenho muita paciência muito mais do que você pode imaginar. Eu mesmo quero ensinar pra você como ser paciente com as outras pessoas e como ser bom. Amo tanto você que espero todos os dias por um sinal seu, um simples inclinar de cabeça, uma oração, um pensamento ou um agradecimento por parte de seu coração. Sabe, é muito difícil em uma conversa só existir um lado, só um conversar.

Bem, você vai se levantar outra vez para um novo dia, e mais uma vez, e mais outra vez, e outra vez, e serão muitas vezes ainda que estarei lá, talvez esperando por nada, mas com muito amor para você, esperando que hoje você possa Me dar alguma atenção, um pouco de seu tempo.

Tenha um bom dia!

Seu sempre amigo,
Deus.

33º DOMINGO DO TEMPO COMUM

 

***

 

Leituras: Prov 31, 10-13.19-20.30-31 / Sl 127, 1-5 / 1 Tes 5, 1-6 / Mt 25, 14-30 (ou 25, 14-15.19-21)

 

1.- Ao aproximar-se o final do Ano Litúrgico, devemos estar prontos a prestar conta a Deus da administração dos bens que ele nos concedeu. É um apelo à VIGILÂNCIA para a vinda do Senhor, que pode vir a qualquer momento em nossa vida.

 

2.- A 1a Leitura apresenta a figura da "mulher virtuosa", que sabe administrar a sua casa. Esse poema retrata a Mãe de família, que valoriza o trabalho, o compromisso, a generosidade e o "temor de Deus". São valores que lhe garantem a realização e a felicidade. São valores de todo o discípulo, que faz render os talentos recebidos de Deus e vive com fidelidade a Missão confiada por Deus...

 

3.- Na 2ª leitura, São Paulo fala da 2ª vinda do Senhor e como esperar e preparar esse momento de prestação de conta: vivendo com vigilância e sobriedade na presença do Senhor.

 

4.- Evangelho. A mensagem da parábola dos talentos é sobretudo a atenta espera ante a Segunda Vinda do Senhor. Já estamos próximos (há quinze dias) do tempo do Advento – esse caminho de preparação que nos levará ao Nascimento de Jesus em Belém, sua Primeira Vinda. O sentimento de todo cristão vivo é o de poder ser testemunha dessa Segunda Vinda. Ainda que não saibamos ao certo quando se dará, é possível que seja logo.

 

5.- Temos multiplicado os talentos que Deus nos deu? - Não sabemos como usá-los? - Não sabemos quais talentos temos? * O talento não se ganha, não se conquista, não se merece: se recebe! * Cada um deve produzir ao máximo segundo o que recebeu do seu senhor. ** Tagore, poeta indiano, disse: “Se fechar a porta a todos os erros, talvez também deixe de dora a Verdade”

 

6.- Oração:

NÃO ENTERRAREI, SENHOR

A alegria de ser cristão; O perdão que hei de oferecer; As forças para fazer o bem.

NÃO ENTERRAREI, SENHOR

A oração que me une a Ti; A oração que me fala de Ti.

NÃO ENTERRAREI, SENHOR

O desejo de ser diferente; O desejo de ser melhor; O sonho de seguir-Te.

NÃO ENTERRAREI, SENHOR

Meus compromissos e meus trabalhos; Minhas tarefas e minhas responsabilidades; Minha curiosidade por conhecer-Te.

NÃO ENTERRAREI, SENHOR

A eucaristia de cada domingo; A bênção da mesa a cada dia; O respeito aos meus pais.

NÃO ENTERRAREI, SENHOR!

Amém!

 


“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. Paroquial de Caiuá e de Piquerobi

PENSAMENTOS DE SANTO AGOSTINHO

 

“Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro e eu fora. Estavas comigo e não eu contigo. Exalaste perfume e respirei. Agora anelo por ti. Provei-te, e tenho fome e sede. Tocaste-me e ardi por tua paz.”

 

“Que eu te conheça, ó conhecedor meu! Que eu também te conheça como sou conhecido! Tu, ó força de minha alma, entra dentro dela, ajusta-a a ti, para a teres e possuíres sem mancha nem ruga.”

 

“Teu desejo é a tua oração; se o desejo é contínuo, também a oração é contínua. Não foi em vão que o Apóstolo disse: Orai sem cessar (1Ts 5,17). Ainda que faças qualquer coisa, se desejas aquele repouso do Sábado eterno, não cessas de orar. Se não queres cessar de orar, não cesses de desejar.”

 

“Tens o que oferecer. Não examines o rebanho, não apresentes navios e não atravesses as mais longínquas regiões em busca de perfumes. Procura em teu coração aquilo que Deus gosta.”

 

“Amando a Deus nos tornamos divinos; amando ao mundo nos tornamos mundanos.”

 

“Cada homem é aquilo que ama.”

 

“Quanto mais amas, mais alto sobes.”

 

“Todo homem busca o amor. Busca só o que ama.”

piada

COISA DE REPUBLICANO

 

Maldade à solta pelo território livre da internet diz que a foto mostra a família de Obama a caminho da Casa Branca.

 

 

FELIZ DE QUEM CONFIA NO SENHOR

 

 

A quem então poderíeis comparar-me, que possa ser a mim igualado?, diz o Santo.

 

Levantai os olhos para o céu e olhai. Quem criou todos esses astros? Aquele que faz marchar o exército completo, e a todos chama pelo nome, o qual é tão rico de força e dotado de poder, que ninguém falta ao seu chamado.

 

Por que dizer-te então, ó Jacó, por que repetir, ó Israel: Escapa meu destino ao Senhor, passa meu direito despercebido a meu Deus?

 

Não o sabes? Não o aprendeste? O Senhor é um Deus eterno. Ele cria os confins da terra, sem jamais fatigar-se nem aborrecer-se; ninguém pode sondar sua sabedoria.

 

Dá forças ao homem acabrunhado, redobra o vigor do fraco.

 

Até os adolescentes podem esgotar-se, e jovens robustos podem cambalear,

mas aqueles que contam com o Senhor renovam suas forças;

ele dá-lhes asas de águia.

Correm sem se cansar,

vão para a frente sem se fatigar.

 

- Isaías 40, 25-31 -

LULA, EM ROMA, VIU O PAPA

 

O presidente Lula é recebido pelo papa Bento XVI no Vaticano, durante viagem à Itália. Embora não considere ideal, a Santa Sé obteve do governo brasileiro a assinatura de um acordo que mantém o ensino religioso facultativo nas escolas públicas do ensino fundamental.

[atualização: 14/11, 9:00]

 

O acordo, explica a nota vaticana, “consolida ulteriormente os tradicionais vínculos de amizade e de colaboração existentes entre ambas as partes”; está composto por um preâmbulo e 20 artigos que regulam vários âmbitos, entre eles “o estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil, o reconhecimento dos títulos de estudo, o ensino religioso nas escolas públicas, o matrimônio canônico e o regime fiscal”. Entrará em vigor após o intercâmbio das ratificações.

Sou “viciado” em notícias. Preciso me atualizar várias vezes ao dia. Quando posso, rádios informativas e noticiosas permanecem sintonizadas perenemente. Mas, ai-ai, tem dias que não dá. Definitivamente. Os assuntos redundam. Vão e voltam... os articulistas e comentaristas falam de todas e de tantas coisas que a tal opinião pública está sendo dirigida pela força do vento. Pra onde o vento for mais forte, para lá todos são conduzidos.

 

Há excessões, é óbvio! Mas, na enxurrada de sites, jornais, tvs etc fica cada vez mais dificil alimentar-se de fonte límpida. Por ora, os maiores (meios: jornais, rádios, tvs, sites...) ganham crédito, porque ainda não o perderam. Os pequenos (meios) têm que trabalhar mais, insistir mais, gastar mais sola de sapato, bits e bytes.

 

Só queria falar do leve desencanto pelos noticiários diários que contemplam do quintal de nossa casa ao quintal do mundo até a suite de nossa casa à suíte dos nobres...

 

Preciso reeducar meu olhar para a vida que insiste viver apesar das tragédias e desgraças que tentam nos fazer descer goela abaixo.

MÁQUINA DE ESCREVER

 

Essa mensagem é antiga. Hoje me ocorreu publicá-la no blog. Espero lhe seja útil à meditação.

 

 

 

Apxsar dx minha máquina dx xscrxvxr sxr um modxlo antigo, funciona bxm, com xxcxção dx uma txcla. Há 42 txclas qux funcionam bxm, mxnos uma, x isso faz uma grandx difxrxnça.

 

Às vxzxs, mx parxcx qux mxu grupo x como a minha máquina dx xscrxvxr, qux nxm todos os mxmbros xstão dxsxmpxnhando suas funçõxs como dxviam, qux txm um mxmbro achando qux sua ausxncia não fará falta...

 

Vocx dirá: "Afinal, sou apxnas uma pxça sxm xxprxssão x, por isso, não farxi difxrxnça x falta à comunidadx."

 

Xntrxtanto, para uma organização podxr progrxdir xficixntxmxntx, prxcisa da participação ativa x consxcutiva dx todos os sxus intxgrantxs.

 

Na próxima vxz qux vocx pxnsar qux não prxcisam dx vocx, lxmbrx-sx da minha vxlha máquina dx xscrxvxr x diga a si mxsmo:


"Xu sou a pxça mais importantx do grupo x os mxus amigos prxcisam dx mxus sxrviços!"

 

 

Pronto, Agora consertei a minha máquina de escrever. Você entendeu o que eu queria te dizer?? Percebeu a sua imensa participação na vida daqueles ao seu redor... percebeu que assim como tem pessoas que são importantes para nós, também, somos importantes para alguém. Lembre-se de que somos parte do Universo e como tal somos uma peça que não podemos faltar no quebra-cabeça da vida.

pensando bem!

 

“Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.”

 

-Clarice Lispector-

Pelos sons vindos de fora...

o uivo do vento...

o roncar das nuvens...

os flashes do céu...

tempestade à vista...

noite regada pelas águas divinas!

 

Sua bênção, Senhor!

Amém!

Aids, Igreja e Verdade

 

“Como a Igreja Católica pode ser a responsável pela disseminação da Aids se ela prega a castidade e o sexo monogâmico somente após o casamento? Ora, ora...A humanidade tá muito confusa!”

 

- Li por ai, gostei, postei aqui...

Tenha boas reflexões!

(e, se quiser partilhá-lhas, comente ai abaixo)-

“OS OUTROS NOVE, ONDE ESTÃO?”

(cf. Lc 17,11-19)

 

Vemos, hoje em dia, muitas pessoas que rezam, mas, afinal, não as vemos a voltar atrás para dar graças a Deus [...] «Não foram os dez curados? Onde estão pois os outros nove?» Estais a lembrar-vos, penso eu, que foi nestes termos que o Salvador se lamentou acerca da ingratidão dos outros nove leprosos. Podemos ler que eles sabiam «rezar, suplicar e pedir», pois tinham levantado a voz para exclamar: «Jesus, Filho de Davi, tende piedade de nós». Mas faltou-lhes uma quarta coisa que o apóstolo Paulo reclama: «a ação de graças» (1Tm 2,1), porque não voltaram para dar graças a Deus.

 

Nos nossos dias é ainda frequente ver um considerável número de pessoas pedir a Deus com insistência o que lhes falta, mas são em pequeno número as que parecem ficar reconhecidas com os dons recebidos. Não há mal em pedir com insistência, mas o que faz que Deus não nos atenda é considerar que nos falta gratidão. Afinal, talvez seja até um ato de clemência da sua parte recusar aos ingratos o que estes pedem, para que não venham a ser julgados com rigor por causa da sua ingratidão [...]. É pois por misericórdia que Deus retém por vezes a sua misericórdia [...]

 

Vede portanto como todos os que estão curados da lepra do mundo, quero dizer, das desordens evidentes, não aproveitam a sua cura. Alguns, com efeito, foram atingidos por uma chaga bem pior do que a lepra, tanto mais perigosa por ser uma chaga mais interior. É por isso com razão que o Senhor do mundo pergunta onde estão os outros nove leprosos, porque os pecadores se afastam da salvação. É por isso que, depois do primeiro homem ter pecado, Deus lhe perguntou: «Onde estás?» (Gn 3,9).


São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e doutor da Igreja - Sermões diversos, nº 27

DEUS ESTÁ ME CRIANDO

-Pe. Zezinho, SCJ-

DEUS

não me criou, está me criando
não me formou, está me formando
não me chamou, está me chamando
não me amou, está me amando
não me disse, está me dizendo
não me salvou, está me salvando.

EU

Não cheguei lá, estou indo
Não sou santo, estou me santificando
Não me converti, estou me convertendo
Não me encontrei, estou me encontrando
Não sei o suficiente, estou aprendendo.

DEUS

Não me responde tudo, ensina-me a pensar
Não me dá sempre a mão, quer que eu caminhe
Não me empurra, convida-me a ir
Não me fala aos ouvidos, dá sinais
Não pára o rio, me ensina como atravessá-lo
Não tira os obstáculos, me ensina a superá-los.

EU

Não sou um zero à esquerda, sou pessoa
Não sou um lixo, Deus não fabrica lixo
Não digo que não sou nada, eu sou alguém
Não me sobre ponho, ponho-me no meu lugar
Não me deixo pisar, não sou capacho
Não piso nos outros, caminho junto.

É DEUS

em primeiro e, depois, os outros e eu, lado a lado.
Nessa ordem porque já havia o outro, antes do nascer do meu “eu”.
Se tiver que perder de vez em quando, entenderei.
Não pretendo me proclamar vencedor em tudo e sobre todos.
Saberei perder sem me sentir um perdedor.
Jesus também perdeu, mas venceu a longo prazo.
Do meu ângulo,
o mundo tem 6,5 bilhões de “outros” e só um “eu”.
Não posso querer que tudo passe pelo meu pequeno e inacabado “eu”.
Por isso, tomarei cuidado para não fazer marketing exagerado
do meu “eu”, porque certamente não sou e não serei pessoa “nota dez”.
Além, o “Procom” do céu não costuma carimbar produtos falsos.
Sou uma obra inacabada. O jeito é deixar que Deus termine
o que já começou em mim...

(Texto extraído da Revista Brasil Cristão - Março / 2006)

 

poesia

 

Imagens da viagem

 

 

Um pássaro...

Um homem...

Uma flor...

 

os três,

 

criaturas divinas,

 

- não intactas -

 

sempre belas!

 

NOVOS ANJOS

 

* uma piada, afinal, esse blog não é de ferro! hehehe

 

Gabriel, Rafael, Miguel e outros anjos... Todos os nomes terminam com 'el'.  Com base nos escritos de estudiosos sérios, linguistas, teólogos e rabinos, novas tabelas de anjos foram reveladas. Sendo assim, veja abaixo as novas descobertas relativas aos estudos desses seres protetores.


NOVOS ANJOS:

 

Aluguel - anjo mau. Não deixa a pessoa conseguir sua casa própria;
Embratel - anjo protetor do monopólio das comunicações;
Chanel - anjo protetor dos costureiros e estilistas; 
Papai Noel - anjo protetor do comércio. Só aparece no fim do ano para acabar com seu 13º;
Tonel - anjo protetor dos alcoólatras anônimos e bêbados em geral;
Pastel - anjo protetor das colônias japonesas e chinesas;
Gel - anjo que protege as pessoas com cabelos rebeldes;
Manoel - anjo protetor das piadas preconceituosas;
Papel - anjo protetor daqueles com intestinos soltos;
Anatel - anjo que, como qualquer outro órgão do governo, não serve para porra nenhuma!

Carta aos pais dos homossexuais

 

 

Prezados pais,

 

Os seus filhos são um presente de Deus criador a vocês e à humanidade, assim como a vida de todo ser humano. E vocês são para eles um instrumento da Providência divina para tenham vida, afeto, educação e valores.

 

Nós chamamos a Deus de ‘Pai’, conforme a nossa tradição judaico-cristã. Usamos a nossa linguagem e experiência humanas para nos dirigirmos a alguém que ultrapassa os limites do mundo e da nossa vivência. Também reconhecemos nele os traços da ternura materna. A experiência do amor incondicional, que os pais proporcionam, é fundamental para o despertar da fé e para uma sadia relação com Deus.

 

Ter filhos homossexuais lhes remete à complexa realidade da diversidade sexual. Ao longo da história e em diferentes culturas, esta questão foi tratada de vários modos.

 

A nossa tradição de séculos longínquos e recentes já considerou a relação entre pessoas do mesmo sexo uma abominação e uma séria doença, impondo um pesado fardo a gays e lésbicas. No entanto, há mudanças que não podem ser negligenciadas, como a evolução dos direitos humanos, a superação da leitura da Bíblia ao pé da letra e, nos anos 1990, a supressão da homossexualidade da lista de doenças da Organização Mundial de Saúde. Trata-se de uma condição, e não de opção, que alguns carregam por toda a vida.

 

A sociedade e as famílias estão por aprender uma nova maneira de lidar com a homoafetividade; a Igreja Católica, que é parte da sociedade, também. Ao se falar da Igreja, freqüentemente se pensa em proibições e condenações. Este não é um ponto de partida adequado.

 

A Igreja ensina que ninguém é um mero homo ou heterossexual, mas antes de tudo um ser humano, criatura de Deus e, pela graça divina, filho Seu e destinado à vida eterna. E acrescenta que os homossexuais devem ser tratados com respeito e delicadeza. Deve-se evitar para com eles toda forma de discriminação injusta.

 

No nível local, há mudanças importantes acontecendo na Igreja. Em 1997, os bispos católicos norte-americanos escreveram uma bela carta pastoral aos pais dos homossexuais. O título é: Always our children (Sempre Nossos Filhos). Segundo eles, Deus não ama menos uma pessoa por ela ser gay ou lésbica. A Aids não é castigo divino. Deus é muito mais poderoso, mais compassivo e, se for preciso, mais capaz de perdoar do que qualquer pessoa neste mundo. Os bispos exortam os pais a amarem a si mesmos e a não se culparem pela orientação sexual dos filhos, nem por suas escolhas. Os pais de homossexuais não são obrigados a encaminhar seus filhos a terapias de reversão para torná-los heteros. Os pais são encorajados, sim, a lhes demonstrar amor incondicional. E dependendo da situação dos filhos, observam os bispos, o apoio da família é ainda mais necessário.

 

Prezados pais, os seus filhos serão sempre seus filhos. Vocês não fracassaram e nem erraram por causa da orientação sexual deles. O estigma de infâmia e de doença ligado à homossexualidade precisa ser vencido. A aceitação da condição de seus filhos torna a vida de ambos muito melhor e mais feliz. Esta tarefa não é fácil, mas também não é impossível. A prova disso é o depoimento de tantos pais que já conseguiram, ainda que tenham levado alguns anos.

 

A confiança no bom Deus, fonte de todo o bem e do amor incondicional, há de tornar este caminho mais suave e exitoso.

 

Cordialmente,

 

Pe. Luís Corrêa Lima, S.J.

 

 

Fonte: www.amaivos.com.br

bíblia em gotas

 

“Não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir.”

(cf. Hb 13,14)

ADÉLIA PRADO

Hoje é domingo, o Dia do Senhor!

Passando por aqui, receba bênçãos de paz!!!

Dedicação da Basílica de São João de Latrão

A CASA DE DEUS

 

 

Ezequiel 47, 1-2.2.8-9; Salmo 45; I Coríntios 3, 9-13.16-17; João 2, 13-22

 

 

Este ano, no lugar do XXXII domingo do Tempo Comum, celebra-se a festa da dedicação da igreja-mãe de Roma, a Basílica de São João de Latrão, dedicada num primeiro momento ao Salvador e depois a São João Baptista. Que representa para a liturgia e para a espiritualidade cristã a dedicação de uma igreja e a própria existência da igreja, entendida como lugar de culto?

 

Temos de começar com as palavras do Evangelho: «Mas vai chegar a hora (já estamos nela) em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque assim quer o Pai que sejam os que o adoram». 

 

Jesus ensina que o templo de Deus é, em primeiro lugar, o coração do homem que acolheu a Sua palavra. Falando de si e do Pai, diz: «Viremos a ele, e faremos morada nele» (João 14, 23). E Paulo escreve aos cristãos: «Não sabeis que sois santuário de Deus?» (1 Coríntios 3, 16).

 

Portanto, o crente é templo novo de Deus. Mas o lugar da presença de Deus e de Cristo também se encontra «onde estão dois ou três reunidos em meu nome» (Mateus 18, 20). O Concílio Vaticano II chama a família «igreja doméstica» (Lumen Gentium, 11), ou seja, um pequeno templo de Deus, precisamente porque, graças ao sacramento do matrimónio, é, por excelência, o lugar no qual «dois ou três» estão reunidos em Seu nome. 

 

Porque é que, então, os cristãos dão tanta importância à igreja, se cada um de nós pode adorar o Pai em espírito e verdade em seu próprio coração ou em sua própria casa? Por que é obrigatório ir à igreja todos os domingos? A resposta é que Jesus não nos salva separadamente; veio para formar um povo, uma comunidade de pessoas, em comunhão com Ele e entre si. 

 

O que é a casa para uma família, é a igreja para a família de Deus. Não há família sem uma casa. Um dos filmes do neo-realismo italiano que ainda recordo é O tecto («Il tetto»), escrito por Cesare Zavattini e dirigido por Vittorio De Sica. Dois jovens, pobres e enamorados,  casam-se, mas não têm uma casa. Nos arredores de Roma, após a 2ª Guerra Mundial, inventam um sistema para construir uma, lutando contra o tempo e a lei (se a construção não chega até o tecto, à noite será demolida).

 

Quando no final terminam o tecto, estão certos de que têm uma casa e uma intimidade própria e abraçam-se felizes; são uma família. 

 

Vi esta história repetir-se em muitos bairros de cidade, em povoados e aldeias, que não tinham uma igreja própria e tiveram de construir uma por sua conta. A solidariedade, o entusiasmo, a alegria de trabalhar juntos com o sacerdote para dar à comunidade um lugar de culto e de encontro são histórias que valeria a pena levar às telas como no filme de De Sica...

 

Agora, temos de evocar também um fenómeno doloroso: o abandono em massa da participação na igreja e, portanto, na missa dominical. As estatísticas sobre a prática religiosa são para fazer chorar. Isto não quer dizer que quem não vai à igreja necessariamente perdeu a fé; não, o que acontece é que se substitui a religião instituída por Cristo pela chamada religião a la carte. Nos Estados Unidos dizem pick and choose, pegue e escolha. Como no supermercado.

 

Deixando a metáfora de lado, cada um forma a sua própria ideia de Deus, da oração e fica tranquilo. Esquece-se, deste modo, que Deus revelou-Se em Cristo, que Cristo pregou um Evangelho, que fundou uma ekklesia, ou seja, uma assembleia de chamados, que instituiu os sacramentos, como sinais e transmissores da Sua presença e da Sua salvação. Ignorar tudo isto para criar a própria imagem de Deus expõe ao subjetivismo mais radical.

 

Neste caso, verifica-se o que dizia o filósofo Feuerbach: Deus é reduzido à projecção das próprias necessidades e desejos. Já não é Deus quem cria o homem à Sua imagem, mas o homem cria um deus à sua imagem. Mas é um Deus que não salva!

 

Certamente, uma realidade conformada só por práticas exteriores não serve de nada; Jesus opõe-Se a ela em todo o Evangelho. Mas não há oposição entre a religião dos sinais e dos sacramentos e a íntima, pessoal; entre o rito e o espírito. Os grandes génios religiosos (pensemos em Agostinho, Pascal, Kierkegaard, Manzoni) eram homens de uma interioridade profunda e sumamente pessoal e, ao mesmo tempo, estavam integrados numa comunidade, iam à sua igreja, eram «praticantes». 

 

Nas Confissões (VIII, 2), Santo Agostinho narra como acontece a conversão do grande orador e filósofo romano Vitorino. Ao converter-se à verdade do cristianismo, dizia ao sacerdote Simpliciano: «Agora sou cristão». Simpliciano respondia-lhe: «Não creio até te ver na igreja de Cristo». O outro perguntou-lhe: «Então, são as paredes que nos tornam cristãos?». E o tema ficou no ar. Mas um dia Vitorino leu no Evangelho a palavra de Cristo: «Quem se envergonha de Mim e das Minhas palavras, desse Se envergonhará o Filho do homem».

 

Compreendeu que o respeito humano, o medo do que pudessem dizer os seus colegas, o impedia de ir à igreja. Foi visitar Simpliciano e disse-lhe: «Vamos à igreja, quero tornar-me cristão». Creio que esta história tem algo a dizer hoje a mais de uma pessoa de cultura. 

 

Padre Raniero Cantalamessa

A BÍBLIA NAS MÃOS DO POVO

 

Necessitamos de uma “mobilização bíblica” para sermos discípulos missionários. Sem Bíblia o discipulado é incompleto. O primeiro passo é ter a bíblia nas mãos. É sobre isso que vamos refletir.

 

1. Deus tem o livro nas mãos (Ez 2,9). O profeta Ezequiel escreveu que “viu uma mão que segurava um manuscrito” (Ez 2,9). A visão do profeta é extraordinária e catequética. Deus lhe apresenta o livro e ordena ao profeta engolir as Escrituras Sagradas (Ez 3,1-3). Bíblia na mão e no coração, significa ter a bíblia nas mãos, saber abrí-la e interiorizá-la. Deus com o livro na mão faz um gesto altamente simbólico para nós. O lugar da Bíblia não é a prateleira nem a livraria, mas, nossas mãos. Bíblia a preço acessível, à altura do bolso.

 

2. Jesus tem o livro nas mãos (Apoc 5,1) João evangelista narra que o Cordeiro sentado no trono, tem o livro nas mãos (Apoc 5,8). Jesus na glória tem a bíblia em suas mãos e quer que o livro seja aberto, lido, conhecido. Na glória, Jesus nos indica que a Palavra, chega à sua plena confirmação.

 

3. O anjo do céu tem o livro nas mãos (Apoc 10,2). João evangelista  vê o anjo com o livro nas mãos e ordena que evangelista coma o livro. Eis a lição: ter a Bíblia e interiorizá-la. O anjo simboliza todo aquele que anuncia a Palavra. Ainda mais, a Bíblia é em si um anjo para nós.

 

4. João evangelista tem o livro nas mãos (Apoc 10,8). Deus manda João pegar o livro. Esta ordem divina é para todos nós. Nosso povo deve ter acesso à Bíblia, ter o livro nas mãos. É o primeiro passo. Aprende-se nadar, nadando. Aprende-se a Bíblia tomando-a nas mãos.

 

5. Jesus, evangeliza com o livro nas mãos (Lc 4,17). O evangelista Lucas nos mostra Jesus com o livro sagrado nas mãos. Ele  abre, lê e interpreta as Escrituras. Este era um costume de Jesus, isto é, participar da comunidade e ter o livro nas mãos para abrir, ler, interpretar, atualizar a mensagem. Esta era uma prática, um jeito, um costume de Jesus.

 

6. Santo Agostinho tem  a Bíblia nas mãos. Em seu livro Confissões,, Santo agostinho conta como ouviu a voz interior que ordenou-o a pegar a Bíblia e lê-la: “Toma e lê”. Caiu-lhe nos olhos o texto da carta aos Efézios (Ef 5,1-7) Agostinho converte-se com a Bíblia na mão. Deus ordena-lhe tomar a Escritura e ler a mensagem divina que recria, refaz, recupera a vida a  todos.

 

7. A religiosidade popular idealizou São Judas com a Bíblia na mão. A imagem de S. Judas Tadeu (e de outros santos e santas) impressiona por ter a Bíblia nas mãos. O próprio povo e a tradição da fé nos  indica que com a Bíblia na mão estamos no caminho da santidade e da transformação da Igreja.

 

8. O Concílio Vat. II pede que tenhamos a Bíblia nas mãos. O Documento Perfectae Caritatis nº. 6 diz: “Tenham todos os dias nas mãos  a Palavra de Deus”. Eis um mandamento conciliar, uma ordem da mãe Igreja. É o primado da Palavra que irá rejuvenescer a Igreja.

 

9. A Pontifícia Comissão Bíblica alegra-se ao ver gente humilde com a Bíblia na mão. Num de seus documentos, a Pontifícia Comissão Bíblica, (1993, IV,C3) se manifesta assim: “É motivo de alegria ver a Bíblia nas mãos de gente humilde e pobre.” Pelo que vemos, a Bíblia na mão do povo é um sopro do Espírito e alegria dos biblistas da Igreja.

 

10. O Papa Bento recomenda que devemos ter a Bíblia em nossas mãos. Diz o Papa Bento XVI aos jovens: “Tenham a Bíblia ao alcance da mão” (Cf. Osservatore Romano, Ed. Portuguesa, 4 de maio de 2006, pág. 6). Aos Bispos do Brasil, reunidos na Catedral da Sé, no dia 11 de maio de 2207, por ocasião de sua visita ao Brasil, disse o Papa:”é preciso trabalhar com os evangelhos nas mãos”. (cf.Osservatore Romano, ed. Portuguesa, 11 de maio, nº. 5, pág.9)  Colocar a Bíblia nas mãos do povo, dos homens e mulheres da Igreja, é agora um ensino pontifício, mas a grande maioria do povo católico não têm acesso à Bíblia. Depois, vem o segundo passo que é o ensino, a compreensão e reta interpretação do texto sagrado. Nossa mobilização bíblica começa com a Bíblia na mão do povo.

 

[dom Orlando Brandes, arcebispo de Londrina]

\o/

 

CONSTRUTOR DE CATEDRAL

 

Um famoso sociólogo fez uma pesquisa sobre as condições de trabalho em uma região onde existiam grandes pedreiras. Os operários cortavam as pedras com martelo e escalpelo. Um trabalho exaustivo e insalubre. De alguns operários, cobertos de poeira, enxergavam-se somente os olhos, o resto estava da mesma cor da pedra branca que quebravam.

 

O professor perguntou ao primeiro trabalhador o que achava daquele trabalho. Revoltado, o homem respondeu estar cansado de tanto esforço. Quem ganhava mesmo com aquilo era o patrão. À mesma pergunta o segundo operário respondeu que não havia outra opção para colocar comida na mesa da sua família todos os dias. Enfim um terceiro trabalhador acenou um sorriso e disse: - Estou preparando as pedras para construir uma catedral.

 

O pesquisador confirmou o que já sabia. Todos os três suavam e batiam do mesmo jeito, porém as motivações eram diferentes. O esforço não era menor e nem o salário era maior, mas existiam, e sempre existem, formas diferentes de encarar a vida, com seus desafios e dificuldades.

 

Os cristãos devemos sempre ser pedras vivas de uma Igreja em perene construção, ou se preferem, pedreiros generosos colaborando com o projeto do Pai. Todos nós podemos quebrar pedras para construir uma Catedral ou ficar resmungando a vida inteira, insatisfeitos com a missão que o Senhor, com tanta confiança, entregou-nos.

DO WE WANT?

 

As eleições nos Estados Unidos nos fizeram ouvir fartamente a palavra “CHANGE” – que em bom português nada mais é do que “MUDANÇA”. A campanha do Obama repetia que os norte-americanos não só precisavam (we need) como podiam (we can) realizar agora a “change”.

 

Desde os remotos tempos, os profetas e o “maior dos profetas”, João Batista, convidava as pessoas à mudança. “Voltai”. “Mudai”. “Rasgai o coração”. “Aplanai os caminhos do Senhor”. “Convertei-vos”.

 

Da boca de Jesus também ouviu-se a mesma mensagem. “Convertei-vos, o Reino de Deus está próximo”. “É preciso nascer de novo... do alto... da água e do Espírito”. “Façam como eu vos fiz”...

 

Nós, cristãos, precisamos (we need) e podemos (we can) mudar (to change). Deixemos a onda de euforia do mundo nos levar para águas mais profundas da existência. Claro que não se trata de mudanças cosméticas nem superficiais, tais como cantam os sertanejos “é, eu mudei minha cara, mas por dentro eu não mudo”. A mudança que precisamos é a de mentalidade, de rumos, de vida.

 

Precisamos e podemos! Resta saber se QUEREMOS (Do we WANT?).

 

 

*

 

CHANGE – need – can – want

MUDANÇA – querer – poder – querer

pensando bem

 

 

“salvação vem do confessar com os nossos lábios que Jesus é o Senhor, e acreditar, com os nossos corações, que Deus o ressuscitou dos mortos”

 

[Bento XVI]

MUDANÇAS

 

Fazemos planos. Investimos tempo e dinheiro nos planos feitos. Labutamos continuamente para que não nos falte a esperança de realização nos justos empreendimentos (pelo menos, para os sonhos e desejos que temos e para os quais costumamos não abrir mão de nossas melhores “armas de conquista”).

 

Não raras vezes, a água fria vem sobre nossas cabeças por meio de baldes incontidos [e por falar nisso, quais os baldes de água fria caem sobre sua cabeça hoje? Há baldes religiosos, familiares, sociais, econômicos, políticos e pessoais!].

 

Aqui de onde olho o mundo e me percebendo, percebo a existência, estamos ainda tateando – como que “às apalpadelas” – em busca do sossego final para as agitações interiores e exteriores. Há mistura de alegria com tristeza. Angústia com certeza. Sorrisos com lágrimas. Medo com esperança. Deus com "diabo".

 

A fé há de nos dar certezas que homens/mulheres e bens materiais nunca poderão fazê-lo. Só de Deus nos vem a plena realização. Só em Deus encontraremos o sentido último para a navegação de nossa curta vida (por mais tempo que ela acumule).

 

Você já notou que todas as nossas indisposições com outras pessoas são por coisas “secundárias”? Não disputamos nas corporações nem nas “ágoras” quem servirá mais e melhor. E, se o fazemos, é por causa da “santa” vaidade de sermos reverenciado. Disputamos holofotes, privilégios, lucros... disputam-se até amores alheios!!!

 

Quantas vezes ouvimos que o “bem não faz barulho”. Ele expande-se silenciosamente tal como a semente arrebenta-se sob o solo fecundo e a seu tempo nos dá o ar da sua graça, primeiro com a pequena planta, depois com a frondosa àrvore e por fim com seus frutos (e, nestes, as sementes: sinais eloqüentes de que a vida continua).

 

“MUDANÇAS” é o título desse post porque os últimos eventos políticos da América afirmavam e reafirmam a possibilidade e a necessidade da mudança. Como no Brasil de há alguns poucos anos, dizem que “a esperança venceu o medo”.

 

É tão difícil determinar mudanças antes que aconteçam... mais fácil é dizer onde iniciamos o processo da mudança, mas isso só lá adiante, depois que os passos tenham sido dados, onde alguns sinais nos digam que não estamos numa balela interminável de songos-mongos.

 

Já ouvimos também que é preciso mudar muito para continuar os mesmos... [texto inconcluso, assim como a vida!]

"A mudança chegou à América", disse BARACK HUSSEIN OBAMA JR. no "discurso da vitória". Aos 47 anos,  foi eleito o 44º PRESIDENTE DOS EUA, tornando-se o primeiro negro da história a governar aquele país... A vida continua apesar das cores da pele. Que ele agora entregue ao povo norte-americano os sonhos que vendeu.

 

Saudação do VATICANO:-

O porta-voz do Vaticano, o jesuíta Federico Lombardi, pediu nesta quarta-feira que “Deus ilumine” o ganhador das eleições presidenciais dos Estados Unidos, Barack Obama, para que possa “corresponder às grandes expectativas depositadas nele”.  Lombardi expressou o desejo do Vaticano de que o próximo Presidente dos Estados Unidos sirva “eficazmente à justiça por meio das vias adequadas para promover a paz no mundo, favorecendo o crescimento e a dignidade das pessoas, respeitando os valores humanos e espirituais essenciais”. “Nós, crentes, rezamos para que Deus o ilumine e o ajude em sua tarefa de grande responsabilidade”, acrescentou Lombardi.

“QUEM DENTRE VÓS NÃO RENUNCIAR A TODOS OS SEUS BENS NÃO PODE SER MEU DISCÍPULO”

 

Minha querida irmã, como podeis perguntar-me se vos será possível amar o Bom Deus como eu o amo? [...] Os meus desejos de martírio nada são, não são eles que me transmitem a confiança ilimitada que sinto no coração. A bem dizer, as riquezas espirituais tornam-nos injustos, quando nelas repousamos de forma complacente, convencidos de que são coisas grandiosas.

 

[...] Sinto profundamente que [...] aquilo que agrada ao Bom Deus na minha pequena alma é o facto de eu amar a minha pequenez e a minha pobreza, é a esperança cega que tenho na Sua misericórdia. Eis o meu único tesouro. [...]

 

Ó minha querida irmã [...], compreendei que, para amar Jesus, [...] quanto mais fracas formos, mais desprovidas de desejos e de virtudes, mais estamos disponíveis para as operações desse Amor que consome e que transforma. Basta apenas o desejo de ser vítima, mas temos de consentir em permanecer pobres e sem forças, e é isso que é difícil, pois «onde encontraremos o verdadeiro pobre de espírito? Teremos de procurar bem longe», diz o salmista. E não diz que temos de o procurar entre as almas grandes, mas «bem longe», ou seja, na baixeza e no nada.

 

Permaneçamos, pois, bem longe de tudo quanto brilha, amemos a nossa pequenez, amemos nada sentir, e seremos pobres de espírito; e Jesus virá à nossa procura; por muito longe que estejamos, Ele nos transformará em chamas de amor. Ah, como gostaria de ser capaz de vos fazer compreender aquilo que sinto! A confiança, e só a confiança, vos conduzirá ao Amor. Não é certo que o temor conduz à Justiça? (À justiça severa, tal como é apresentada aos pecadores, mas que não é a justiça com que Jesus olhará para aqueles que O amam.) E, se vemos o caminho, corramos juntos. Sim, eu sinto que Jesus quer conceder-nos as mesmas graças, que Ele quer dar-nos gratuitamente o Seu céu.

 

Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, Doutora da Igreja Carta 197, de 17/09/1896

A VIDA ETERNA tem início na medida em que nos abrimos ao mistério de Deus e o acolhemos no meio de nós”, salientou o Papa na Missa celebrada na basílica de São Pedro, em sufrágio pelos cardeais e bispos falecidos nos últimos doze meses.

 

“Deus é a verdadeira sabedoria, que não envelhece, é a autêntica riqueza que não se deteriora, é a felicidade a que aspira profundamente o coração de cada homem”; “a verdadeira vida, a vida eterna, começa já neste mundo”: recordou-o Bento XVI, na Missa celebrada nesta segunda de manhã, na basílica de São Pedro, em sufrágio pelos cardeais e bispos falecidos nos últimos doze meses.

Comentando as leituras proclamadas, o Papa sublinhou “o contraste entre aquilo que aparece ao olhar superficial dos homens e aquilo que vêem pelo contrário os olhos de Deus”. “O mundo considera que tem sorte quem vive muitos anos; Deus, mais do que a idade, considera a rectidão do coração. O mundo dá crédito aos sapientes e aos doutos, ao passo que Deus tem uma predilecção especial pelos pequenos”. Daqui, uma conclusão:

“Existem duas dimensões da realidade: uma mais profunda, verdadeira e eterna; a outra marcada pela finitude, pela provisoriedade, e pela aparência.” Ora – fez notar Bento XVI - “estas duas dimensões não se situam numa simples sucessão temporal, como se a verdadeira vida começasse só depois da morte. “Na realidade, a verdadeira vida, a vida eterna começa já neste mundo, embora na precariedade dos acontecimentos da história. A vida eterna tem início na medida em que nos abrimos ao mistério de Deus e o acolhemos no meio de nós”.

Foi neste contexto que o Papa observou que “é Deus a verdadeira sabedoria que não envelhece… a felicidade a que aspira profundamente o coração de cada um de nós”. A própria morte é portadora de uma salutar advertência, porque nos obriga a olhar de frente a realidade, reconhecendo a caducidade do que aparece grande e forte aos olhos do mundo…

“Tudo acaba, todos neste mundo nos encontramos de passagem. Só Deus tem a vida em si: é a Vida. A nossa é uma vida participada, doada. Por isso o homem só pode chegar à vida eterna graças à relação particular que o Criador lhe deu, consigo”.

 

[fonte: Rádio Vaticana]

“AMAS-ME?”

 

“Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeirinhos. Tornou a perguntar-lhe: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Pastoreia as minhas ovelhas. Perguntou-lhe terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Entristeceu-se Pedro por lhe ter perguntado pela terceira vez: Amas-me? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas; tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas.” (João 21, 15-17)

 

O mistério insondável de Deus é que Ele é um Enamorado que quer ser amado. Aquele que nos criou está á espera da nossa resposta ao amor que nos deu o ser. Deus não diz apenas: “Tu és o meu amado”, mas pergunta também: “Amas-me?”, oferecendo-nos inumeráveis oportunidades para dizer “sim”. É isso a vida espiritual: a possibilidade de dizer “sim” à nossa verdade interior.

 

A vida espiritual, assim entendida, muda tudo radicalmente. Nascer e crescer, deixar a casa e prosseguir uma carreira, ser admirado e ser rejeitado, caminhar e descansar, orar e distrair-se, ficar doente e ser curado - sim, viver e morrer - tudo são expressões desta pergunta divina: “Amas-me?”. E, em todos os pontos da jornada, há a opção entre dizer “sim” e dizer “não”.

 

[Henri Nouwen, em “Viver é ser amado”]

 

 

*

 

Este texto do HN foi-me enviado pelo amigo Paulo Costa (de Portugal) cujo “Blog Seguir Jesus” está indicado ai nos “outros sites”. Veio-me como mensagem no Orkut. Vale à pena acessar o blog do Paulo. Há farto alimento espiritual. Um verdadeiro homem de Deus, a serviço da vida e da esperança. Grande difusor de bênçãos pelos meios virtuais dos quais dispõe.

No Princípio...

 

NÃO HÁ INCOMPATIBILIDADE ENTRE EVOLUÇÃO E CRIAÇÃO

Afirma o Cardeal Schönborn na Plenária da Academia Pontifícia das Ciências

 

Não existe incompatibilidade entre a teoria científica da evolução e a afirmação cristã da criação. Assim afirmou na sexta-feira passada o cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, durante a assembléia plenária da Academia Pontifícia das Ciências, que terminará amanhã em Roma.

 

O purpurado explicou que não existe contraposição entre evolucionismo e crença na Criação, mas sim «um conflito entre dois conceitos diferentes do homem e de sua racionalidade, entre a visão cristã e um racionalismo que pretende reduzir o homem à sua dimensão biológica». Citando diversas intervenções do cardeal Joseph Ratzinger antes e depois de sua eleição como Papa, o cardeal Schönborn explicou que «existem muitas provas a favor de uma evolução». 

 

Contudo, apontou o prelado dominicano, «ainda enriquecendo nosso conhecimento da vida, esta teoria não responde à grande pergunta filosófica: de onde vem tudo e como esse tudo toma um caminho até chegar ao homem?». Portanto, trata-se de descobrir «que existe uma idéia precedente, que o homem não é fruto do caos, mas que 'foi pensado', 'querido' e amado» pelo Criador. 

 

No mesmo sentido, o chanceler da Academia Pontifícia para as Ciências, Dom Marcelo Sánchez Sorondo, explicou em algumas declarações à Rádio Vaticano que, longe de contradizer-se, a teoria da evolução está mais próxima ao relato bíblico da criação que outras hipóteses sobre a origem do mundo.

 

«Pensando no fato de que a Bíblia nos apresenta um Deus que criou o mundo em sete dias, introduz-se a idéia de uma criação progressiva. Neste sentido, está mais próximo que, por exemplo, as teorias dos antigos gregos, que pensavam em um mundo eterno e cíclico», explicou. 

 

A questão não se opõe à teoria da evolução em si, acrescentou, e sim às «filosofias que se apóiam no evolucionismo e que são materialistas, que dizem que só existe a matéria. Mas isso não é ciência, e sim filosofia»... «Utilizam-se teorias científicas para fazer interpretações filosóficas, ou até atéias, afirmando que tudo é caos. Mas repito, esta é uma opinião filosófica que, para dizer a verdade, não pertence aos grandes cientistas, dos quais quase todos são crentes», garantiu. 

 

Segundo Dom Sánchez Sorondo, a Igreja «está aberta ao que a ciência disser. E mais ainda, isso lhe interessa muitíssimo, porque fala da natureza. A Igreja sempre acreditou que a natureza foi criada por Deus, e os homens fazem parte da natureza», concluiu.

pensando bem

 

“a contemplação é ventre do qual nasce verdadeira evangelização”

 

(João Paulo II)

DEVANEIOS E SAUDADES

*

Hoje me deu saudades de Roma. Sim. Da capital imperial ‘daquele tempo’.

Eu mesmo me perguto porque sentir saudades daquilo que nem bem se conhece? E exito na resposta. Quer dizer que saudade é apenas uma forma de posse? Como eu poderia, então, sentir saudades do céu se não me recordo de ter vindo de lá? Como posso sentir saudades de coisas e pessoas que me fizeram bem mas por acaso ou necessidade se foram?

Você tem alguma saudade? De quê? De quem? Só tem daquilo que conheceu? Ok! Cada qual com seus conhecimentos, devaneios e saudades!

*

Se me dessem a oportunidade de remarcar meu vôo, iria para lugares desconhecidos. É deles que tenho saudades. É daquilo que ainda não vivi que vivo saudoso. Não tenho muitas saudades de coisas e pessoas que participa(ra)m da minha vida, pois de alguma forma elas ainda estão presentes. Sinto saudades do aconchego que, me dizem, só tive no ventre da minha mãe. Sinto saudades daquele prazer original da primeira mamada. Sinto saudades daquilo que fui sem saber que estava sendo e daquilo que serei sem saber que já estou sendo. O sendo parece a verdade essencial do que fui, sou e serei... Sempre sendo. Sendo sempre... Vai-se entender!

*

De novo, não procure sentidos neste texto, além dos que publicamente lhe foram revelados. Tenho saudades e ponto final.

*

ps – “borboletas sempre voltam”

*

[Oliveira Silvestre]

Pequena Sucuri

 

 

 

Publiquei essa foto no Orkut. Fez sucesso e causou repulsas. O manaura parece ter domesticado a ferinha. Confesso que não me senti bem perto desse trem ai não.

“Amor de Deus, amor do próximo”

Fórum católico-muçulmano reúne líderes religiosos no Vaticano

 

Cidade do Vaticano, 4 nov (Agência EFE)

 

Cinqüenta e oito autoridades religiosas, analistas e conselheiros, entre eles 29 católicos e alguns muçulmanos, reuniram-se hoje no Vaticano, no I Fórum Católico-Muçulmano, que irá até 6 de novembro.

 

O fórum tem como tema “Amor de Deus, amor do próximo” e se desenvolverá em duas linhas. Hoje, será dedicado aos “fundamentos teológicos e espirituais” e, amanhã, ficará centrado na “dignidade da pessoa e o respeito mútuo”, informou hoje o Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso.

 

Segundo o Vaticano, cada uma das partes apresentará uma relação, que servirá de base para o debate, realizado a portas fechadas.

 

Na próxima quinta-feira, os 58 participantes -29 de cada religião- serão recebidos pelo papa Bento XVI em audiência e, à tarde, participarão de uma sessão na Pontifícia Universidade Gregoriana, durante a qual está previsto que se anuncie uma declaração comum.

 

O Fórum católico-muçulmano foi criado em março deste ano após a carta enviada a Bento XVI, em outubro de 2007, por 138 sábios muçulmanos, liderados pelo presidente do Instituto Aal al-Bayt para o Pensamento Islâmico e pelo príncipe Ghazi bin Muhammad bin Talal. Na carta, afirma-se que o futuro do mundo depende da paz entre muçulmanos e cristãos.

 

O Vaticano a considerou “encorajadora e estimulante”, e o papa defendeu a instauração de um “diálogo baseado no respeito da dignidade das pessoas, no conhecimento da religião do outro e em compartilhar a experiência religiosa e o compromisso comum para promover o respeito mútuo e a aceitação”.

Ah, se a moda pega

Padres do Vaticano terão de bater ponto

DUNCAN KENNEDY, da BBC News

 

Padres e funcionários terão de bater ponto a cada vez que entrarem e saírem do Vaticano. A medida havia sido extinta há 50 anos pelo papa João 23, mas agora está de volta em uma versão modernizada. Cerca de 2 mil funcionários terão de passar um cartão em um leitor eletrônico para registrar o tempo que passaram dentro do Vaticano. Os cartões serão obrigatórios para todos os funcionários, incluindo padres e arcebispos, mas não houve menção sobre se papa Bento 16 também terá de cumprir a nova norma. Há relatos de que clérigos mais velhos tenham reclamado do novo sistema, alegando que muitas vezes se ausentam do Vaticano para cumprir tarefas pastorais. No ano que vem será implementando um sistema para medir a eficiência do trabalho dos empregados.

 

 

Comentário:

Ah, se a moda pega e fica universal, heim!

Se a atividade pastoral fosse restrita ao escritório paroquial, a coisa seria menos difícil.

Não raras vezes, nos vemos “perdidos” em dias infindos de um lugar a outro para resolver problemas de escritórios, fechar negócios, reuniões com os padres da diocese, com os padres da região, com o bispo...

Eu mesmo, tem dias que, saio de casa com a longa lista de atividades. Ao final do dia, vejo que corri muito e fiz menos do que pretendia. (Detalhe: enquanto tentava cumprir tais tarefas, não estava no meu escritório nem na casa nem na paróquia. Outro detalhe: o povo me cobra a presença. Outro detalhe: ahh, nem precisa. Hehehe)

Paulo à comunidade de Corinto:

 

“Irmãos que fostes chamados: não há entre vós muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre berço; pelo contrário: o que para o mundo é ignorante, escolheu-o Deus para envergonhar os sábios; e o que para o mundo é fraco, escolheu-o Deus para envergonhar o forte: e o desprezado, o que não conta, escolheu-o Deus para envergonhar o forte; e o desprezado, o que não conta, Deus o escolheu para anular os que julgam ter valor.”

 

(1Coríntios 1,26-28)

pensando bem

 

“Quem não pratica o amor, queima à toa o incenso da oração!”

(Santo Antônio)

PRINCIPAIS ASPECTOS CELEBRADOS NOS FINADOS

 

No dia de Finados, não festejamos a morte. Seria uma ignorância e uma contradição. Celebramos sim, nossa fé na ressurreição e a esperança do encontro na morada que Jesus nos preparou, no seio amoroso de Deus. Nos Finados, lembramos e agradecemos a Deus a vida de nossos ascendentes, aqueles que nos antecederam (pais, avós, parentes e amigos). Paramos um minuto. Acendemos uma vela. Proferimos uma oração. Vamos à missa nos cemitérios ou comunidades. Agradecemos a Deus essa cadeia da vida que nos tornou possíveis e viventes. Não somos filhos do nada, nem começamos em nós mesmos. Os filhos do nada são sementes de caos. Somos sementes do Cosmos, do amor de Deus, transmitido por avós, pais e antepassados. Essa cadeia de gerações nos transmitiu vida e fé, como expressão da tradição católica, a transmissão pela Igreja das verdades da fé.

 

A luz, que nos iluminou através de pais, avós, parentes ou amigos, não se apagou com suas mortes. Acendemos velas para lembrar que essa luz segue nos iluminando, em nossos corações. Veneramos seus exemplos e imitamos sua fé (Hb 13,7). Enfeitamos as sepulturas com flores, símbolo da ressurreição.

 

Nossos mortos são plantados como sementes, regadas com nossas lágrimas, e florescem ressuscitados no jardim do Senhor. Cada um de nós recebe de Deus dons especiais, como sementes do Reino. Durante a vida devemos cultivar esses dons, deixá-los florescer e perfumar os irmãos e irmãs. A Igreja católica é o jardim perfumado do Senhor. Ela não condena, mas ama e acolhe. Quem busca caminhar com Jesus na vida, estará com Ele na morte e eternidade. Nossa morte não é um fim. É nossa páscoa, nossa passagem para a casa do Pai.

 

Nada pode nos separar do amor de Cristo. Os mortos e os vivos participam da comunhão dos santos. Quem morre sai deste mundo, destas dimensões e entra na eternidade. Na eternidade não existe tempo, nem espaço. Deus vê sempre como presente nossa oração, passada ou futura. Por isso ainda oramos pela conversão do outro malfeitor ao lado de Jesus e por nossos entes queridos falecidos que morreram na esperança da ressurreição. Nos Finados nós não rezamos aos mortos, mas pelos mortos. Os mortos não saíram da economia eclesial e participam da comunhão dos santos. Na morte a vida não é tirada mas transformada. Nossa vida é eterna.

 

Fonte: CLEOFAS

De tudo o que vejo, a memória retém muitas IMAGENS.

Algumas à revelia da minha vontade.

E estas por vezes me oprimem, deprimem, comprimem...

Já tentei limpar o “HD” do “hardware” que sou... em vão.

Embora, não sejam vírus agem com mesma intensa capacidade destruidora.

Sabidamente, as vacinas são desenvolvidas somente quando se conhece a doença.

Antes do vírus não há ativirus.

Desta forma, vivo a procura de novos antivírus para tais imagens que povoam meu imaginário.

Algumas de tão leves, me confundem.

Outras, tão densas, me afundam em vãos pensamentos... tolices mesmo!

A idéia e as palavras deste texto me ocorreram durante as últimas viagens... ônibus, metrô, taxi, circular, pé... Minha vida é andar... pra ver se um dia, descanso feliz!

 

 

* Em tempo,

vale lembrar que o mais importante não é o que pensamos, mas aquilo que fazemos com o que pensamos!

Obrigação temos com o que fazemos nem sempre com o que sentimos!

2/11/2008

 

COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS

 

 

[há três formulários de missas para este dia, seguem as referências de leituras para todas elas]

 

1ª missa: Jó 19, 1.23-27a / Sl 26, 1.4.7-9a.13-14 / 2 Cor 4, 14 – 5, 1 / Mt 11, 25-30

2ª missa: 2 Mac 12, 43-46 / Sl 102, 8.10.13-18 / 2 Cor 5, 1.6-10 / Jo 11, 21-27

3ª missa: Is 25, 6a.7-9 / Sl 22, 1-6 / 1 Ts 4, 13-18 / Jo 6, 51-58

 

1. As LEITURAS sugeridas para o dia de hoje são muitas e variadas. Todas comunicam a alegria de quem recebe do alto a luz da Páscoa, que ilumina cada sepultura. Fixemo-nos nessas três:

 

2. Na 1ª Leitura, o Profeta afirma que Deus criou o homem para a VIDA. (Is 25,6-9)

A morte será destruída para sempre. O profeta descreve a morte, como a entrada numa festa preparada por Deus para todos os povos. Na vinda do Messias toda situação de morte será transformada: O Senhor "enxugará as lágrimas de todas as faces". Existirá apenas alegria, felicidade. Será a festa, o Banquete do Reino.

 

3. Na 2ª Leitura, São Paulo, diante da incerteza de nossa salvação futura, afirma que a nossa esperança não se baseia em nossas obras, mas no amor incondicional de Deus, que nos amou e entregou por nós seu Filho à morte, quando ainda éramos seus inimigos. Quanto mais nos amará agora que fomos justificados. (Rm 11,25-30)

 

4. No Evangelho, Jesus nos convida a vigiar, "pois não sabeis qual será o dia, nem a hora". (Mt 25,1-13)

 

5. A visita aos cemitérios não deve se reduzir em levar flores aos túmulos, ou acender velas. Convém rezar pelos nossos mortos. É a melhor flor. A Bíblia garante: "É santo e piedoso costume rezar pelos mortos" (2Mc 12,45) Cemintério significa dormitório. É o lugar de repouso, de descanso. Quem está sepultado ali, está como que dormindo, aguardando o dia de se levantar, para ressuscitar. Cemitério significa também hospedaria. Hospedaria é um albergue à beira do caminho, onde o peregrino passa algumas horas, ou uma noite, para depois continuar a viagem. O Cemitério é a hospedaria onde ficamos por um espaço de tempo, até o dia da Ressurreição. Que o dia de hoje reforce a nossa esperança cristã e nos leve a proclamar com firmeza o artigo de fé do Credo:  "Creio na ressurreição dos mortos e na vida que há de vir".


“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

FELIPE MASSA... DO BRASIL !!!

 

 

 

Amanhã, além das saudades dos nossos queridos já falecidos, das nossas orações por eles e das visitas aos cemitérios, vamos torcer pelo FELIPE MASSA. A corrida de Fórmula 1 tem tudo para ser empolgante. Ele, Felipe Massa, sairá na pole position e o principal concorrente, Lewis Hamilton, sairá em quarto... Se chegarem assim ao final, ainda dará Lewis Hamilton como campeão mundial. Bom... é bom não colocar a criatividade brasileira à prova senão... veja abaixo o que estão sugerindo.

 

 

boa sorte ao Felipe Massa... e seja o que der e vier!

[ ver mensagens anteriores ]
UOL



Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, PIQUEROBI, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese
MSN - sandrogerio@bol.com.br

 
Visitante número:



  PageRank