cf-2009

POR UMA CULTURA DE PAZ

 

A quaresma no Brasil tem contornos de compromisso social. A melhor e mais bem avaliada forma de penitência e busca sincera de conversão é a reflexão sobre as questões sociais que nos afligem com constância, tirando de nós a paz e injetando em seu lugar o medo.

Atenta aos problemas que afligem a sociedade brasileira, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) escolheu para tema da Campanha da Fraternidade (CF) deste ano: “Fraternidade e Segurança Pública”, e o lema: “A Paz é fruto da Justiça” (Is 32, 17). Trata-se de uma temática sobremaneira importante e atual.

Cabe a todos os cidadãos e cidadãs, mas, sobretudo, às diversas lideranças da sociedade civil e religiosa estudar, aprofundar e buscar soluções concretas para problemática tão desafiadora. Não só o Estado tem o dever de garantir a segurança pública. Também cada pessoa é convidada a se envolver e a se empenhar na construção da justiça social e da paz.

Como medida imediata, procuremos conhecer e estudar o Texto-Base da Campanha. Seu “objetivo geral é suscitar o debate sobre a segurança pública e contribuir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade e na sociedade” (TB, 4).

Costumeiramente ouvimos comentários ácidos contra as guerras esparramadas pelo mundo e patrocinadas por fundamentalismos e bairrismos, sem contar as questões históricas e a “simples” busca do poder (econômico). Faz pouco, o Oriente Médio (Faixa de Gaza) ocupou a maior parte dos noticiários das TVs, Rádios, Jornais e outros meios de comunicação com mais uma fratricida onda de violência.

Combatemos tais atitudes. Repudiamos vivamente a maldade que governa os corações. Mas, gostaria de hoje nos questionar. Será que em nossa casa, família e ambiente de trabalho, também não vivemos uma espécie de “faixa de gaza”? A força destruidora nas guerras é – nas devidas proporções – a mesma força destruidora das famílias, das amizades e que envenena as relações humanas.

A cultura de paz se fundamenta em nosso próprio coração. Pensemos nos lares cujos pais ensinaram seus filhos a serem violentos quando diziam-lhes: “filho, não vai arrumar briga na rua nem na escola... e se arrumar, não vai apanhar heim! Senão vai apanhar lá e aqui em casa também!” Pois é, talvez sem ter consciência os pais estão gestando nos filhos pequenos ‘monstros’ – sujeitos violentos porque violentados.

Sejamos instrumentos de paz. Sejamos justos e misericordiosos. Assim, do coração de Jesus vem a força para vencermos os obstáculos na caminhada quaresmal e de toda a nossa vida. Caminhemos sem medo fazendo penitencia nesta quaresma com vistas ao domingo da páscoa da ressurreição do Senhor. Pois quem nele crê não morre para sempre.

Pela vida, sempre!

 

 

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi

Blog “Tudo tem seu tempo” http://sandrogerio.zip.net

 

* texto publicado na seção Primeira Leitura, edição Março/2009 do Jornal Anúncio (da Diocese de Presidente Prudente) 

 
 

1º DOMINGO DA QUARESMA

Leituras: Gn 9, 8-15;  Sl 24(25), 4bc-5ab. 6-7bc. 8-9 (R. cf. 10); 1Pd 3,18-22; Mc 1,12-15 (Completou-se o tempo)

 

 

1. No primeiro Domingo do Tempo da Quaresma, a liturgia garante-nos que Deus está interessado em destruir o velho mundo do egoísmo e do pecado e em oferecer aos homens um mundo novo de vida plena e de felicidade sem fim.

 

2. A primeira leitura é um extrato da história do dilúvio. Diz-nos que Javé, depois de eliminar o pecado que escraviza o homem e que corrompe o mundo, depõe o seu “arco de guerra”, vem ao encontro do homem, faz com ele uma Aliança incondicional de paz. A ação de Deus destina-se a fazer nascer uma nova humanidade, que percorra os caminhos do amor, da justiça, da vida verdadeira.

 

3. Na segunda leitura, o autor da primeira Carta de Pedro recorda que, pelo Batismo, os cristãos aderiram a Cristo e à salvação que Ele veio oferecer. Comprometeram-se, portanto, a seguir Jesus no caminho do amor, do serviço, do dom da vida; e, envolvidos nesse dinamismo de vida e de salvação que brota de Jesus, tornaram-se o princípio de uma nova humanidade.

 

4. No Evangelho, Jesus mostra-nos como a renúncia a caminhos de egoísmo e de pecado e a aceitação dos projetos de Deus está na origem do nascimento desse mundo novo que Deus quer oferecer aos homens (o “Reino de Deus”). Aos seus discípulos Jesus pede – para que possam fazer parte da comunidade do “Reino” – a conversão e a adesão à Boa Nova que Ele próprio veio propor.

 

5. Oração: Senhor Jesus, que o teu apelo exigente de conversão não me intimide, antes me estimule a mudar radicalmente meu modo de agir.

 

VIVÊNCIAA verdadeira conversão… Quaresma, tempo de penitência, de sacrifícios de toda a espécie, de resistência às tentações, à imitação de Jesus no deserto… Tempo não muito empolgante! Porém, na breve passagem do Evangelho, S. Marcos fala duas vezes da Boa Nova. Uma Boa Nova dilata o coração, traz alegria. Então, porque não falar de alegria durante a Quaresma? Será que isso desvirtua o seu sentido? Trata-se de conversão. Mas isso não quer dizer, em primeiro lugar, como pensamos muitas vezes, parar de cometer pecados, voltar a uma vida moralmente pura e reta. A verdadeira conversão é, antes de mais, “acreditar na Boa Nova”.

 

 


“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi

Blog “Tudo tem seu tempo” http://sandrogerio.zip.net

LEITURAS DO INÍCIO DA QUARESMA

 

 

QUARTA-FEIRA DE CINZAS

1ª Leitura: Joel 2, 12-18: Rasgai os vossos corações e não vossas vestes.

Responsório: Sl 50(51), 3-4. 5-6a. 12-13. 14 e 17 (R. cf. 3a): Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade.

2ª Leitura: 2Coríntios 5,20 – 6,2: Reconciliai-vos com Deus.

Evangelho: Mateus 6, 1-6.16-18: Teu Pai, que vê num lugar oculto, te há de recompensar.

 

QUINTA-FEIRA (após CINZAS)

1ª Leitura: Deuteronômio 30, 15-20: Olha que hoje ponho diante de ti a vida com o bem, e a morte com o mal.

Responsório: Sl 1, 1-2.3.4 e 6 (R. cf. Salmo 39,5): Feliz o homem que pôs sua esperança no Senhor

Evangelho: Lucas 9, 22-25: Quem sacrificar a sua vida por amor de mim salvá-la-á.

 

 

SEXTA-FEIRA (após CINZAS)

1ª Leitura: Isaías 58, 1-9ª: O jejum que o Senhor quer.

Responsório: Sl 50(51), 3-4.5-6a. 18-19 (R. 19): Um coração arrependido e humilhado, ó Deus, não haveis de desprezar.

Evangelho: Mateus 9, 14-15: Dias virão em que lhes será tirado o esposo. Então, eles jejuarão.

 

 

Caminhemos com Jesus, sem medo, pelas estradas da vida e pelo deserto para que passando com Ele pela paixão e morte, alcancemos a glória da ressurreição. Amém!

A PAZ É FRUTO DA JUSTIÇA

*

CF – 2009: Fraternidade e Segurança Pública

 

***

 

OBJETIVO GERAL DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2009

 

Suscitar o debate sobre a segurança pública e contribuir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade e na sociedade, a fim de que todos se empenhem efetivamente na construção da justiça social que seja garantia de segurança para todos.

 


OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

1 – Desenvolver nas pessoas a capacidade de reconhecer a violência na sua realidade pessoal e social, a fim de que possam se sensibilizar e se mobilizar, assumindo sua responsabilidade pessoal no que diz respeito ao problema da violência e à promoção da cultura da paz.

 

2 – Denunciar a gravidade dos crimes contra a ética, a economia e as gestões públicas, assim como a injustiça presente nos institutos da prisão especial, do foro privilegiado e da imunidade parlamentar para crimes comuns.

 

3 – Fortalecer a ação educativa e evangelizadora, objetivando a construção da cultura da paz, a conscientização sobre a negação de direitos como causa da violência e o rompimento com as visões de guerra, as quais erigem a violência como solução para a violência.

 

4 – Denunciar a predominância do modelo punitivo presente no sistema penal brasileiro, expressão de mera vingança, a fim de incorporar ações educativas, penas alternativas e fóruns de mediação de conflitos que visem à superação dos problemas e à aplicação da justiça restaurativa.


5 – Favorecer a criação e a articulação de redes sociais populares e de políticas públicas com vistas à superação da violência e de suas causas e à difusão da cultura da paz.

 

6 – Desenvolver ações que visem à superação das causas e dos fatores da insegurança.

 

7 – Despertar o agir solidário para com as vítimas da violência.

 

8 – Apoiar as políticas governamentais valorizadoras dos direitos humanos.


Durante o evento do Lançamento da Campanha da Fraternidade de 2009, 7 de dezembro, dom Dimas Lara Barbosa, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), declarou que o tema escolhido não poderia ser mais atual, já que a questão da segurança preocupa a toda a sociedade.

 

Segundo dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, a Campanha da Fraternidade “interessa de maneira ampla ao Brasil e às instituições, propondo uma parceria para se chegar à tranqüilidade social e à cultura da paz”. O ministro da Justiça, Tarso Genro, presente na cerimônia, parabenizou a CNBB pela escolha do tema e acrescentou que “a questão da segurança pública não deriva apenas das ações policiais, mas também da formação de uma cultura de solidariedade e respeito aos direitos humanos”.

 

Visando semear esse espírito solidário, padre José Adalberto Vanzella, secretário executivo da Campanha da Fraternidade, apresentou os objetivos específicos que devem ser alcançados ao longo do ano de 2009, entre eles o reconhecimento da violência em todos os níveis da sociedade, a motivação das denúncias de crimes violentos e políticos, o fortalecimento das ações educativas e evangelizadoras e a articulação de políticas públicas.

 

*

QUARTA-FEIRA DE CINZAS

...início da quaresma.

É HORA DE TIRAR AS MÁSCARAS!

Com a bênção e a imposição das CINZAS, iniciamos hoje o tempo Sagrado da Quaresma em preparação à Páscoa e a Campanha da Fraternidade... É um apelo à conversão e a uma renovação interior.

 

Para fomentar em nós a contrição, a liturgia de hoje propõe-nos o salmo (50/51) com o qual o rei David manifestou o seu arrependimento, o mesmo com que tantos santos suplicaram o perdão de Deus. Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E, segundo a imensidão da vossa misericórdia, apagai a minha iniqüidade, dizemos a Jesus com o profeta real.

 

Lavai-me totalmente da minha falta e purificai-me do meu pecado. Eu reconheço a minha iniqüidade e tenho sempre diante de mim o meu pecado. Somente contra Vós pequei.

 

Ó meu Deus, criai em mim um coração puro e renovai-me o espírito de firmeza. Não me expulseis para longe do vosso rosto, não me priveis do vosso santo espírito.

 

Restituí-me a alegria da salvação e sustentai-me com uma vontade generosa. Senhor, abri os meus lábios a fim de que a minha boca anuncie os vossos louvores.

 

O Senhor nos atenderá se no dia de hoje repetirmos de todo o coração, como uma jaculatória:Ó meu Deus, criai em mim um coração puro e renovai-me o espírito de firmeza.

 

Cristo me está dizendo: Volta. Voltai-vos para mim de todo o coração.

 

“[...] Tempo para que cada um se sinta urgido por Jesus Cristo. Para que os que alguma vez se sentiram inclinados a adiar esta decisão saibam que chegou o momento. Para que os que estão dominados pelo pessimismo, pensando que os seus defeitos não têm remédio, saibam que chegou o momento. Começa a Quaresma; vamos encará-la como um tempo de mudança e de esperança”.

Mensagem do Papa, ao Presidente da CNBB, (conferência nacional dos Bispos do Brasil) por ocasião da Campanha da Fraternidade 2009 “A paz é fruto da justiça”.

 



(25/2/2009) Ao iniciar o itinerário espiritual da Quaresma, a caminho da Páscoa da ressurreição do Senhor, desejo uma vez mais aderir à Campanha da Fraternidade que, neste ano de 2009, está destinada a considerar o lema “A paz é fruto da justiça”. É um tempo de conversão e de reconciliação de todos os cristãos, para que as mais nobres aspirações do coração humano possam ser satisfeitas, e prevaleça a verdadeira paz entre os povos e as comunidades.

 

O meu Venerável predecessor, o Papa João Paulo II, no Dia Mundial da Paz de 2002, ao ressaltar precisamente que a verdadeira paz é fruto da justiça, fazia notar que “a justiça humana é sempre frágil e imperfeita” devendo ser “exercida e de certa maneira completada com o perdão que cura as feridas e restabelece em profundidade as relações humanas transtornadas” (n. 3).

 

O Documento final de Aparecida, ao tratar do Reino de Deus e da promoção da dignidade humana, recordava os sinais evidentes da presença do Reino na vivência pessoal e comunitária das Bem-aventuranças, na evangelização dos pobres, no conhecimento e cumprimento da vontade do Pai, no martírio por causa da fé, no acesso de todos os bens da criação, e no perdão mútuo, sincero e fraterno, aceitando e respeitando a riqueza da pluralidade, e a luta para não sucumbir à tentação e não ser escravos do mal (n. 8.1).

 

A Quaresma nos convida a lutar sem esmorecimento para fazer o bem, precisamente por sabermos como é difícil que nós, os homens, nos decidamos seriamente a praticar a justiça , e ainda falta muito para que a convivência se inspire na paz e no amor, e não no ódio ou na indiferença. Não ignoramos também que, embora se consiga atingir uma razoável distribuição dos bens e uma harmoniosa organização da sociedade, jamais desaparecerá a dor da doença, da incompreensão ou da solidão, da morte das pessoas que amamos, da experiência das nossas limitações.

 

Nosso Senhor abomina as injustiças e condena quem as comete. Mas respeita a liberdade de cada indivíduo e por isso permite que elas existam, pois fazem parte da condição humana, após o pecado original. Contudo, seu coração cheio de amor pelos homens levou-o a carregar, juntamente com a cruz, todos esses tormentos: o nosso sofrimento, a nossa tristeza, a nossa fome e sede de justiça. Vamos pedir-lhe que saibamos testemunhar os sentimentos de paz e de reconciliação que O inspiraram no Sermão da Montanha, para alcançar a eterna Bem-aventurança.

 

Com estes auspícios, invoco a protecção do Altíssimo, para que sua mão benfazeja se estenda por todo o Brasil, e que a vida nova em Cristo alcance a todos em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural, derramando os dons da paz e da prosperidade, despertando em cada coração sentimentos de fraternidade e de viva cooperação. Com uma especial Bênção Apostólica.

Benedictus PP. XVI.

CARNAVAL, QUARESMA E FRATERNIDADE

 

O ritmo anual de festejos marca para esses dias pelo menos dois grandes momentos: o carnaval (festa popular cheia de fantasias e de música) e a quaresma (tempo litúrgico em preparação à páscoa do Senhor marcado pela penitência e a conversão).

Visto que temos ocasião e tempo para falar do convite à conversão e da necessidade de sermos fraternos, hoje, investirei tempo e energias no carnaval.

Seria bastante deselegante apenas declinar uma porção de impropérios contrários à maior festa popular brasileira com direito a arregimentar turistas do mundo inteiro para as terras morenas onde tudo acaba em pizza e samba (sem descuidar da caipirinha!).

Tentando ser elegante, seria de bom alvitre destacar a capacidade do povo brasileiro de se reinventar constantemente. Hélcio Ribeiro escreveu um estudo sobre o brasileiro sub-intitulado “povo capado, sangrado e festeiro”. Pena não dispor desta obra para citar-lhes os pensamentos principais do seu autor. Mas não seria errôneo tratar esse “refrão” tão cheio de verdade.

A nossa marca é festeira, sim! O nosso povo é sofredor, mas transforma o pranto em risos e em samba sem muita dificuldade. Os nossos trabalhadores braçais se transformam em reis e patrões recobertos de muita pluma, paetês e outros sei-lá-o-que.

A festa não é proibida. O que nos parece deveria ser proibido e coibido é a venda de bebida alcoólica para menores de idade e para os de idade maior que não tem controle sobre o próprio organismo, visto que podem ainda estar na direção de um veículo automotor.

Proibido devia ser agir como se não houvesse consequencias aos atos vividos tresloucadamente. Vale outra vez dizer que tudo nos é permitido, mas nem tudo nos convém. Dizer aos cristãos que sigam os passos do seu mestre e não os do mundo.

Na quarta, é preciso revestir-se das cinzas da humildade e da verdade. Viemos do pó e ao pó voltaremos. Enquanto flui a vida, é bom acreditar no evangelho e converter-se. Neste dia a Igreja também lança oficialmente a Campanha da Fraternidade 2009 (CF-2009) cujo tema é a Fraternidade e Segurança Pública e o lema “A paz é fruto da justiça! (Is 32,17)”.

Ao promover a Campanha da Fraternidade 2009 a Igreja Católica se engaja e trabalha para convencer a sociedade inteira acerca da convicção de que a cultura da paz é o maior patrimônio de uma sociedade e que sua conquista não depende apenas e não se resume em discursos ou mesmo só em conjunto de propostas. Na verdade, é um investimento maciço numa mentalidade que determine e modifique o modo de pensar e agir das pessoas. Na verdade, é uma cultura. Este é o compromisso de uma Igreja perita em humanidade!

1ª LEITURA – Isaías 43,18-19.21-22.24b-25

Eis o que diz o Senhor: «Não vos lembreis mais dos acontecimentos passados, não presteis atenção às coisas antigas. Eu vou realizar uma coisa nova, que já começa a aparecer; não o vedes? Vou abrir um caminho no deserto, fazer brotar rios na terra árida. O povo que formei para Mim proclamará os meus louvores. Mas tu não Me chamaste, Jacob, não te preocupaste Comigo, Israel. Pelo contrário, obrigaste-Me a suportar os teus pecados, cansaste-Me com as tuas iniquidades. Sou Eu, sou Eu que, em atenção a Mim, tenho de apagar as tuas transgressões e não mais recordar as tuas faltas».

• A vida cristã é uma caminhada permanente rumo a essa “coisa nova que já começa a aparecer” e que é o mundo novo do Homem Novo. É preciso, no entanto, que os crentes tenham a coragem de deixar o seu pequeno mundo de instalação e de comodismo, para aceitar o desafio de Deus e para ir mais além. O que é que, na minha vida, necessita de ser transformado? O que é que ainda me mantém alienado, prisioneiro e escravo? O que é que me impede de imprimir à minha vida um novo dinamismo, de forma a que o Homem Novo se manifeste em mim?

 
 

22/2/2009

 

Liturgia

 

VII DOMINGO DO TEMPO COMUM

 

Leituras: Isaías 43.18-19.21-22.24b-25; Salmo 40; 2 Coríntios, 1,18-22; Marcos 2,1-12

 

“teus pecados estão perdoados”

 

I.- Além dos males físicos, Jesus também nos liberta dos males espirituais.  E o pior deles é o PECADO. No passado, havia uma ideia exagerada de pecado: "Tudo era pecado". Hoje, muitos perderam o sentido do pecado e, consequentemente, a necessidade do perdão e da misericórdia. Toda a História da Salvação é uma mensagem de esperança, um anúncio de perdão, uma manifestação do amor misericordioso de Deus.

 

II.- A 1ª Leitura mostra Deus e o Pecado do seu Povo. A situação desesperadora dos exilados na Babilônia é uma imagem do que acontece com aqueles que se afastam de Deus e se tornam escravos dos seus pecados. O que fazer então? Perder qualquer esperança? Não, Deus continua sendo o libertador, como no passado. Deus responde com misericórdia e perdão. Perdoa e esquece. Deus continua sempre amando seu povo... mesmo quando pecador.

 

III.- A 2ª Leitura é um convite a vivermos com autenticidade o nosso SIM a Deus.

 

IV.- O Evangelho apresenta Jesus e o Pecado. O Paralítico representa a humanidade inteira, afastada de Deus e impossibilitada não só de conseguir a própria cura, mas até de aproximar-se daquele que a pode proporcionar. O perdão dos pecados é sempre iniciativa da misericórdia infinita de Deus. A Humanidade só pode mesmo apresentar a Jesus a própria enfermidade...

 

V.- Oração: Pai, cura os pecados que me paralisam e me impedem de caminhar para ti. Realiza em minha vida a maravilha do perdão.

 

 

 

* * *

Lembrete do Diretório Litúrgico da CNBB:

Quarta-feira de cinzas (25/2) é dia de Jejum e Abstinência para todos os fiéis católicos que tenham entre 18 e 60 anos.

Quem quer liberdade demais pode ter fidelidade de menos...

DISCIPULADO

“Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” Não devemos nos esquecer nunca dessas palavras de Jesus. Quem quiser ser seu discípulo e aprender a viver como ele, tem que esquecer de si mesmo e de seus interesses e acei­tar as conseqüências dolorosas por causa da fidelidade ao Senhor. Só dessa maneira é possível segui-lo. “cruz cristã” não consiste em buscar arbitrariamente sofrimentos, sacrifícios e penitencias, mas em ser fiel ao Salvador. Saber renunciar ao egoísmo por amor a Cristo é um caminho de santidade e por mais difícil que seja não é impossível. Devemos levar nossa cruz com fé e esperança.

 
 

sobre CRISE

 

  • "A crise representa purificação e oportunidade de crescimento. Não precisamos recorrer à palavra chinesa de crise para saber dessa significação. Basta recordar o sânscrito, matriz de nossa língua. Em sânscrito, crise vem de kir ou kri que significa purificar e limpar. De kri, vêm crisol, elemento químico com o qual limpamos ouro das gangas, e acrisolar, que quer dizer depurar. Então, a crise representa um processo crítico, de depuração do cerne: só o verdadeiro e substancial fica, o acidental e agregado desaparece. A partir do cerne se constrói uma outra ordem."

 

  • "(...) Em grego, krisis, crise, significa a decisão tomada por um juiz ou um médico. O juiz pesa e sopesa os prós e os contras e o médico conjuga os vários sintomas; então, ambos tomam a decisão pelo tipo de sentença ou pelo tipo de doença. Esse processo decisório é chamado crise. O Evangelho de São João usa 30 vezes a palavra crise no sentido de decisão. Jesus comparece como a crise do mundo, pois obriga as pessoas a se decidirem."

 

[LEONARDO BOFF, "Crise: tragédia ou drama?", publicado em 23/01/2004, na Alai (Agencia Latinoamericana de Informacion]

 

“No mundo tereis aflições...”

 

Foi o que disse Jesus aos seus naquele tempo e a nós em todos os tempos. Difícil é viver sem dificuldades. Por ser dinâmica, todos os dias, a vida exige de nós capacidade de artista para ajustar situações novas às de antes e àquelas de sempre.

 

As muitas experiências que acumulamos dão-nos o norte da estrada existencial. Terrível a vida de quem não consegue se articular com as pressões diárias. E, sabemos, tais pressões vem de todos os lados e em variadas intensidades.

 

As pressões interiores são as mais destruidoras da paz, porque afetam aquilo que somos e não o que os outros veem e comentam ao nosso respeito. Só pode suportar bombardeios exteriores àqueles treinados nos bombardeios interiores.

 

A pessoa firme nas convicções e na sensibilidade para com as circunstâncias ao derredor não tem porque sucumbir diante dos olhares apressados que destilam veneno contra a imagem deles em nós refletidas e por eles também não assimiladas.

 

Não poucas vezes é preciso a humildade para pedir ao nosso êmulo que nos aceite como somos, pois o aceitamos tal qual ele é.

 

“... mas, coragem, eu venci o mundo!”

 

Foi o que continuou dizendo Jesus aos seus e a nós em todos os tempos. Viver com a certeza da presença de Deus em nossa vida faz toda a diferença. Nos ajustes da vida, a fé apruma desejos, sentimentos e ações. Ele nos prometeu: “estou convosco todos os dias até o fim dos tempos”. Eu creio e faço dessa sua promessa o caminho mais seguro para avançar com meus passos lentos... e com a certeza de que um dia eu chegarei lá.

 

Amigo/a, coragem!

Fique bem!

Pela vida, sempre!

 
 

Papa Bento XVI na Terra Santa

CONFIRMADAS DATAS DA VIAGEM DO PAPA À TERRA SANTA

O núncio em Israel afirma que se trata de uma «viagem pastoral

 

AMÃ/JERUSALÉM, terça-feira, 17 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org)

 

Foram confirmadas hoje, oficialmente, as primeiras datas para a visita de Bento XVI à Terra Santa – que o levará a Jordânia, Israel e Territórios Palestinos –, prevista para meados de maio.

 

Após o anúncio, no dia 15 de fevereiro, por parte do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, de que o Papa Bento XVI visitará o país hebreu, ainda que sem determinar a data exata, nesta terça-feira o porta-voz da Igreja Católica da Jordânia, Pe. Rifaat Bader, indicou que a visita papal a seu país acontecerá entre 8 e 11 de maio.

 

A Jordânia será a primeira etapa desta peregrinação do Papa, que visitará depois Israel, segundo confirmou o Pe. Bader em um comunicado recebido pela edição árabe de Zenit.

 

Na Jordânia, está previsto que o Papa visite o Monte Nebo (40 km ao sul de Amã), lugar desde onde Moisés avistou a terra prometida, assim como o lugar do Jordão onde a tradição afirma que Jesus foi batizado por João Batista. Lá, nas margens do rio Jordão, está previsto que o Papa inaugure uma igreja.

 

Segundo o porta-voz, está prevista também uma reunião com dirigentes islâmicos da Jordânia na mesquita do rei Hussein (Amã).

 

Com relação à viagem a Israel, ainda não foram divulgados os detalhes da visita, ainda que o primeiro-ministro Olmert afirmou que o presidente do país, Shimon Peres, «o acompanhará a vários lugares em Israel», e desejou que a visita «seja conduzida no ambiente apropriado e seja tão exitosa como as visitas anteriores de pontífices».

 

Sobre a visita, o núncio apostólico em Israel, Dom Antonio Franco, explicou à agência italiana SIR que esta «deve ser entendida no contexto pastoral: o Papa vem visitar a comunidade católica da Jordânia e da Terra Santa, portanto, tanto em Israel como nos territórios palestinos».

 

Haverá três encontros com as comunidades católicas, confirmou, «em Jerusalém, em Belém e na Galiléia, e acrescentou que «não está prevista uma visita a Gaza», mas que a comunidade católica desta região «estará presente» nos encontros papais.

 

O prelado confirmou que o Papa se encontrará também «com líderes do Islã e do judaísmo», e que «tampouco se excluem encontros com os responsáveis do Estado, na Jordânia, Israel e Territórios Palestinos onde há uma autoridade palestina».

 

Sobre se visitará ou não ao Muro das Lamentações, como fez João Paulo II em 2000, o núncio, ainda que não quis confirmar, afirmou que «veremos e reviveremos muitas imagens».

 

Finalmente, Dom Franco se referiu à recente polêmica sobre as declarações contra o Holocausto do bispo lefrebvrista Richard Williamson, um dos quatro bispos de quem o Papa levantou a excomunhão em 24 de janeiro passado.

 

«As reações são sempre um pouco emocionais – afirmou o prelado. O Papa voltou a propor de modo inequívoco a postura que já é parte da vida e do patrimônio da Igreja.»

 

«Sobre a continuidade entre João Paulo II e Bento XVI não havia dúvidas, tampouco antes sobre o magistério da Igreja nestes pontos e posições. Se alguém tinha sinais pouco claros devido a interpretações dadas a outros gestos do Papa, agora tem uma afirmação categórica e clara.»

 
 

VI Domingo do Tempo Comum B

ORAÇÃO

 

Sou um leproso, senhor

Quando vivo na mentira

Quando me acredito melhor

Quando não partilho o que tenho

 

Sou um leproso, Senhor

Quando me esqueço de Ti e não rezo

Quando me afasto de Ti e não creio

Quando penso apenas no que vejo

 

Sou um leproso, Senhor

Quando confundo o limpo com o sujo

Quando confundo o pecado com a virtude

Quando confundo o bem com o mal

 

Sou um leproso, Senhor

Quando digo que “nunca minto”

Quando digo que “nunca peco”

Quando digo que “Deus me quer assim”

 

Ajuda-me, Senhor a ser como Tu

Amém.

 
 

Palavra de Sabedoria - 3

“Há pessoas que desejam saber só por saber, isso é curiosidade; outras, para alcançarem fama, isso é vaidade;

outras, para enriquecerem com a sua ciência, isso é um negócio torpe;

outras, para serem edificadas, isso é prudência;

outras, para edificarem os outros, isso é caridade.”

 

[Santo Agostinho]

 

 
 

Palavra de Sabedoria - 2

“O sofrimento, a dor, o fracasso

– nada mais são

Do que um beijo de Jesus,

Um sinal de que você chegou

Tão perto de Jesus na Cruz,

Que Ele pode beijá-la.”

 

[Madre Teresa de Calcutá]

 

 
 

Palavra de Sabedoria

“O coração humano tem duas chaves:

Uma está nas mãos de Deus,

A outra na mão do homem.

Nenhum dos dois pode abrir sem o outro.”

 

[Raniero Cantalamessa]

 

LIVRAI-NOS DE TODOS OS MALES, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos...

(assim reza o sacerdote na missa)

 

 

 
 

agressividade

“Justamente em nosso tempo, em que os jovens tendem à violência, é preciso haver uma orientação adequada para lidar bem com as agressões sem prejudicar os outros. Violência é lidar inadequadamente com agressões: quem se torna violento é dominado por sua agressão em vez de lidar com ela.”

 

[Anselm Grun no livro Lutar e Amar]

 
 

mais conselhos

 

“Todos nós conhecemos uma doença na África Central chamada de DOENÇA DO SONO. O que precisamos saber é que existe uma doença semelhante que ataca a alma – e que é muito perigosa, porque se instala sem ser percebida. Quando você notar o menor sinal de indiferença e de falta de entusiasmo, fique alerta!”

 

“A única maneira de prevenir-se contra esta doença é entendendo que a alma sofre, e sofre muito, quando a obrigamos a viver superficialmente. A alma gosta de coisas belas e profundas. Dê a ela pelo menos o silêncio dos dias de domingo – quando você pode escutá-la sem ser perturbado pelo barulho da vida diária”.

 

O conselho – importantíssimo – vem de Albert Schweitzer, médico e missionário, que recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1952.

AMAR O INIMIGO consiste em não aceitar a inimizade que nutrem por mim, mas sim compreendê-la. Alguém pode não aceitar alguma coisa em si mesmo e a projeta em mim, para então poder lutar contra ela...

 

Ele não reconhece o outro como um inimigo, mas sim como alguém que está dilacerado interiormente e que, por esse motivo precisa me dilacerar. Eu tenho o direito de me defender de pessoas que estão interiormente enfermas e que por essa razão precisam tornar outras pessoas também doentes.

 

Porém, eu não as vejo como inimigos e sim como pessoas que precisam de ajuda para harmonizarem-se consigo mesmas.

 

[Anselm Grunn, livro: “Perdoa-te a ti mesmo” Editora Vozes]

 
 

Bertold Brecht

 

Há homens que lutam um dia, e são bons; Há outros que lutam um ano, e são melhores; Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons; Porém, há os que lutam toda a vida estes são os imprescindíveis!


 

Do rio que tudo arrasta se
diz que é violento
Mas ninguém diz violentas as
margens que o comprimem

 

Anunciar o Evangelho não é glória; é necessidade.

 

O homem, como um escravo, suspira pela sombra. Ao me deitar, fico pensando: ‘Quando me levantarei?’ Meus dias correm velozes e se consomem sem esperança. Lembra-te! Minha vida é um sopro e meus olhos nunca mais verão a felicidade. (Jó 7,1-4.6-7)

À PROCURA DA PALAVRA

DOMINGO V COMUM Ano B

 

“Fiz-me tudo para todos a fim de ganhar alguns a todo o custo.”

(1 Cor 9, 22)

 

Fraco com os fracos

 

Creio que é um provérbio oriental: “Antes de julgares o teu vizinho, experimenta andar com os seus sapatos durante uma semana”! Isto é, se ele tiver sapatos! Não sei como nascem os preconceitos mas todos conhecemos os seus efeitos nefastos e quanto dificultam uma serena procura da verdade. Alguns permanecem enraizados muito tempo, outros propagam-se pela força ou pela manipulação, a que nem as religiões ficaram imunes. Que difícil é olhar os olhos de alguém e reconhecer um irmão, independentemente de muitas das suas opções, das vestes que escolheu, ou o obrigaram a vestir.

 

É um risco colocarmo-nos na “pele” de alguém. Tentar ver o mundo a partir dos seus olhos, assumir a sua história, acolher as suas dores e alegrias, respeitar a sua sinceridade, é uma tarefa imensa. E é tão fundamental para nos podermos chamar humanos! Dois filmes, actualmente em cartaz, são uma provocação à lógica estabelecida do preconceito: “O rapaz do pijama às riscas”, uma parábola sobre a amizade entre duas crianças, uma alemã e outra judia, em dois lados do arame farpado de um campo de concentração; e “Milk”, uma biografia de Harvey Milk, que dirigiu a luta pelos direitos sociais dos homossexuais norte-americanos nos finais da década de 70. Distantes na época e ambos tão actuais! Senti o incómodo com que facilmente se julgam pessoas sem procurar conhecer. Ecoavam em mim as palavras de S. Paulo: “Fiz-me fraco com os fracos…fiz-me tudo para todos…”.

 

Esta é a consequência da encarnação de Jesus: nada do que é humano lhe é estranho. Ele é o Deus cheio de compaixão, que escuta os lamentos de Job e pega na mão da sogra de Pedro para a levantar, que cura muitas pessoas e expulsa demónios, mas que também busca a intimidade com o Pai e tem o desejo de levar a outros o dom do seu amor. Tem palavras que libertam porque é próximo e íntimo de cada um. Ama sem julgar, perdoa sem castigar, salva sem cobrar nada. A sua presença é experiência de comunhão com os fracos. Sim, Paulo aprendeu de Jesus que o caminho do Evangelho é fazer-se fraco com os fracos! Porque a lógica da força oprime e destrói, gera orgulho e violência, distingue e exclui. Que bom não sermos “donos” de Deus, e Ele gostar tanto de nos surpreender! Que alegria saber que Ele calça os meus sapatos, e conhece os meus caminhos! Que esperança é acreditar que o seu conhecer-me é amar-me!

 

Pe. Vítor Gonçalves

 
 

homenagem

 

 

Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto porque eles são pobres, chamam-me de comunista.

Dom Hélder Câmara, que nasceu há 100 anos

Blog Tudo Tem Seu Tempo é um dos blogs legais do público
a imagem é recorte da página principal do UOL Blog
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clicando no selo (acima) você verá a lista dos blogs legais desta semana. Entre eles, o meu!!! hehehe Rindo a toa
 
 

V Domingo do Tempo Comum (Ano B)

 

 

Primeira Leitura: Jó 7,1-4.6-7: “Meus dias se consomem sem esperança”
Salmo: 146(147), 1-2.3-4.5-6 (R. cf. 3a): Ele cura os que têm o coração ferido.
Segunda Leitura: 1Coríntios 9, 16-19.22-23: Ai de mim se não anunciar o Evangelho!
Evangelho: Marcos 1, 29-39: Curou a muitos enfermos.

 

I.- A Liturgia dominical procura sempre iluminar a nossa vida nas mais diversas situações. Uma situação concreta que aflige o homem de todos os tempos é o SOFRIMENTO. Por que há no mundo tantas pessoas sofrendo? Ninguém gosta de sofrer… mas o sofrimento existe: injustiças, guerras, calamidades, pobreza, fome, discórdias, doenças… Quem é o culpado? Seriam os nossos pecados? É um castigo de Deus? Como explicar então os inocentes... o Cristo na cruz? Por que Deus permite essas coisas sem intervir? Por que o justo também sofre e o malvado parece estar em situação melhor? As leituras bíblicas nos levam a refletir sobre o Mistério do sofrimento e a nossa atitude diante dele.

 

II.- Na 1ª leitura, vemos a experiência do Sofrimento de Jó. Jó lamenta sua condição de sofredor, mas confia em Deus, pois tem a certeza de que só em Deus pode encontrar esperança e o sentido para a sua existência. Torna-se assim um modelo para todos os que têm fé. / Não nos esqueçamos: o Sofrimento pode ser uma visita de Deus… E quando entendermos isso, tudo fica muito diferente… "Não nascemos para sofrer, mas o sofrimento nos faz crescer..."

 

III.- Na 2ª Leitura, a expressão "ai de mim se não evangelizar” traduz o princípio fundamental da vida de São Paulo.

 

IV.- No Evangelho, vemos Jesus diante do sofrimento agindo diante de uma multidão de sofredores: Ele aparece solidário à dor dos homens e atento às suas necessidades... O sofrimento continuará sempre sendo um mistérioJesus não elimina o sofrimento, mas nos ensina a carregá-lo com amor e esperança, para que dê frutos de vida eterna… Jesus nos garante de que Deus nunca nos abandona…

 

V.- Oração: Senhor Jesus, eu te procuro com sinceridade, na certeza de encontrar, em ti, palavras que façam reviver a esperança no meu coração.

 


“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. Paroquial de Caiuá e de Piquerobi

Acesse o Blog “Tudo tem seu tempo” http://sandrogerio.zip.net

 

Somos um BLOG LEGAL!!!
UOL

 

É isso mesmo, amigos/as. Meu blog ganhou o SELO acima de BLOGS LEGAIS nesta semana 4 a 11 de fevereiro/2009. Eu agradeço a você que o acessa frequentemente e me possibilitou essa "premiação". Continue passando sempre por aqui. Se não tiver um post novo, terá a certeza de uma oração por você. Fique bem. Pax!

Fevereiro:

Papa pede orações pelos pastores da Igreja

Para que sejam fiéis ao Espírito Santo

 

CIDADE DO VATICANO, domingo, 1 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org)

 

Bento XVI pediu que, durante este mês de fevereiro, os fiéis rezem para que os pastores da Igreja sejam fiéis à ação do Espírito Santo.

 

Esta é a proposta das intenções do Apostolado da Oração, iniciativa seguida por cerca de 50 milhões de pessoas dos 5 continentes, para este mês que começa. O Papa apresenta duas intenções de oração, uma geral e outra missionária.

 

A intenção geral deste mês é: «para que os pastores da Igreja sejam cada vez mais dóceis à ação do Espírito Santo em seu ensinamento e em seu serviço ao povo de Deus».

 

E a intenção missionária é: «para que a Igreja a África encontre caminhos e meios adequados para promover eficazmente a reconciliação, a justiça e a paz, seguindo as indicações da II Assembléia Especial para a África, do Sínodo dos Bispos».

 
 

SÃO BRÁS

 

Jesus levou-os até Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os. E enquanto os abençoava, distanciou-se deles e era elevado aos céus” (Lc 24,50-51).

 

Hoje muitas pessoas vão à igreja a fim de receberem a “bênção de São Brás”. É um costume antigo, em que se pede a Deus, mediante essa bênção, que sejamos preservados de todo mal da garganta e de qualquer outra doença. A figura de São Brás está envolta em muitas lendas, segundo as quais ele teria vivido sozinho no deserto, no meio de animais ferozes. Depois, deveria ser devorado por leões, tigres e ursos, na arena romana, como mártir.

 

E porquê a bênção da garganta? Conta a história que uma pobre mãe trouxe um filhinho sufocado por uma espinha de peixe, para que São Brás o curasse. Este lhe impôs as mãos, fez o sinal da cruz e a criança ficou curada.

 

A devoção a esse Santo vem de longe. E é até representada num dos mais célebres vitrais da Catedral de Chartres, em França. A bênção – e eu penso na “bênção de São Brás” – significa “força de Deus”; força em nossa vida, pela oração e também pela adesão à vontade dele.

 

Por intercessão de São Brás, bispo e mártir, Deus te livre de todos os males da garganta.

MEDITAÇÃO PARA HOJE

Ter, 3 – SEMANA IV DO TEMPO COMUM
S. BRÁS E SANTO ANSCÁRIO (Memória)

Hebr 12,1-4 / Sal 21, 26b-27.28.30.31-32 / Mc 5, 21-43
Veio entre a multidão e tocou por trás. (Evang.)... Jesus elogiou a fé desta mulher. Normalmente, entende-se por esta fé o acreditar que Deus a podia curar. Mas penso que nos podemos deter também na fé em que conseguia chegar a Jesus. Não seria natural, para algumas personalidades, acharem que no meio de tanta gente nunca conseguiriam abeirar-se de Jesus?
Desistir antes de tentar? Não foi a fé da mulher que a salvou? A fé, a certeza de que pelo menos podia tentar... Claro, quem tenta pode ter uma desilusão. Quem não tenta não se desilude. Não sofre a desilusão tremenda de não se ter curado. Não sente a ilusão tremenda de ter dado tudo por tudo, de ter amado até ao fim.

 

OFERECIMENTO DAS OBRAS DO DIA

Ofereço-Vos, ó meu Deus,
em união com o Santíssimo
CORAÇÃO DE JESUS
e por meio do
Coração Imaculado de Maria,
as orações, os trabalhos,
as alegrias e os sofrimentos
deste dia, em reparação
de todas as ofensas
e por todas as intenções
pelas quais o mesmo
Divino Coração
está continuamente intercedendo
e sacrificando-se
nos nossos altares.
Eu Vo-los ofereço de modo particular pelas intenções do
Apostolado da Oração
neste mês e neste dia.

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