REZAR SEMPRE SEM DESFALECER

 

Que grande é o poder da oração! Ela é como uma rainha que tem, em todo o momento, livre acesso à presença do rei, podendo obter tudo quanto pede.

 

Para sermos escutados, não precisamos de procurar num livro uma bela fórmula, composta para a circunstância; se assim fosse, mal de mim!

 

À excepção do ofício divino – que não sou digna de recitar –, não tenho coragem para me dedicar à procura de belas orações nos livros, fico cheia de dores de cabeça, tantas são elas! E depois, cada uma mais bela que as outras.

 

Não seria capaz de as recitar a todas e, não sendo capaz de escolher entre elas, faço como as crianças que não sabem ler: digo muito simplesmente a Deus o que quero dizer-Lhe, sem frases bonitas, e Ele compreende-me sempre.

 

Para mim, a oração é um impulso do coração, um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e de amor, nas dores como nas alegrias; é, enfim, algo grande e sobrenatural, que me dilata a alma e me une a Jesus.

 

Santa Teresa do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, Doutora da Igreja

OS DEZ MANDAMENTOS DO ESTADUNIDENSE

1 - Seja bom.

2 - Seja muito bom.

3 - Seja o melhor.

4 - Passe por cima de qualquer um para conseguir isso.

5 - Se for necessário desprezá-lo, melhor ainda.

6 - Se ele for negro, índio, ou asiático, muito melhor.

7 - Seja socializado(a), festeiro(a), bonito(a), pegador(a).

8 - Se você não conseguir, não fique triste.

9 - Se ficar triste, tome anti-depressivos.

10 - Se eles não resolverem, compre uma pistola no mercado mais próximo e se mate.

 

Obs.: a globalização espalhou mundo afora estes mandamentos pela mensagem de Moisés Spielberg, direto do Monte Horeb Hollywood, onde o fala mais alto o deus capital, também conhecido como Tio Sam.

[Postado por Vinícius Lauriano]

liturgia

Seg, 30 – SEMANA V DO TEMPO DA QUARESMA
Dan 13, 1-9.15-17.19-30.33-62 / Sal 22(23) 1-2a.2b-3.5-6 / Jo 8 1-11
Também eu não te condeno. Vai e não voltes a pecar. (Evang.)


Ter, 31 – SEMANA V DO TEMPO DA QUARESMA
Num 21, 4-9 / Sal 101(102), 2-3.16-18.19-21 / Jo 8, 21-30
Eu faço sempre aquilo que é do seu agrado. (Evang.)

Defesa da vida

CNBB

 

Aconteceu ontem, 29 de março, na Praça da Sé, marco da cidade de São Paulo, o Ato Público em Favor da Vida e Contra o Aborto, organizado pelo Movimento Nacional em Defesa da Vida – Brasil sem Aborto. O evento foi aberto pela advogada Marília de Castro, coordenadora-adjunta do movimento, e seguiu com o Padre Marcelo Rossi que em seu discurso declarou que “Estamos aqui para celebrar a vida”.

 

Essa foi à grande tônica do ato realizado pelo segundo ano consecutivo na capital paulista, que reuniu milhares de pessoas em um grande movimento de cidadania contra o Projeto de Lei (PL) nº1135/91 que descriminaliza o aborto no país. O objetivo do ato público foi reafirmar que a população brasileira, em sua esmagadora maioria, é contra a legaliza ção do aborto no Brasil.

 

Estiveram presentes, entre outras personalidades, a ex-senadora Heloísa Helena, do PSOL, o padre Antônio Maria, e o jurista Ives Gandra da Silva Martins. O Ato Público em Favor da Vida é uma forma de dar voz a quem não tem como se manifestar.

 

Mobilização pela vida

 

O Movimento Nacional em Defesa da Vida – Brasil sem Aborto (www.brasilsemaborto.com.br) foi criado em julho 2006 com o objetivo de defender a vida. Reúne juristas, cientistas, professores e cidadãos que representam a sociedade civil, em um movimento de natureza suprapartidária, supra-religioso, plural e democrático, focado na luta por uma agenda positiva, que discuta as questões fundamentais do direito à vida plena desde a fecundação.

 

Para difundir suas idéias e propostas para um universo cada vez maior, o Movimento Nacional em Defesa da Vida - Brasil Sem Aborto já conta com 15 comitês Estaduais e a cada dia conquista novos integrantes. Visando ampliar sua atuação, o Movimento tem organizado caminhadas e eventos, de norte a sul do país, para chamar a atenção da população para as implicações e conseqüências da mudança da legislação vigente.

 
Quinta-feira, 26 de março de 2009, 10h39

"O Papa está certo", diz autoridade mundial no combate à AIDS


Da Redação



Reprodução

Página do Dr. Edward Green, no site da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos

"Eu sou um liberal nas questões sociais e isso é difícil de admitir, mas o Papa está realmente certo. A maior evidência que mostramos é que camisinhas não funcionam como uma intervenção significativa para reduzir os índices de infecção por HIV na África."

Esta é a afirmação do médico e antropólogo Edward Green, uma das maiores autoridades mundiais no estudo das formas de combate à expansão da AIDS. Ele é diretor do Projeto de Investigação e Prevenção da AIDS (APRP, na sigla em inglês), do Centro de Estudos sobre População e Desenvolvimento da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Uma das instituições educacionais mais prestigiadas do mundo.

Na terça-feira, 17 de março, em entrevista concedida a jornalistas no avião papal rumo à África, Bento XVI afirmou que a AIDS não vai ser controlada somente com a distribuição de preservativos. Para o Pontífice, a solução é "humanizar a sexualidade com novos modos de comportamento". Por estas declarações, o Papa foi alvo de críticas.

Dr.  Edward Green,  com 30 anos de experiência na luta contra a AIDS, tratou do assunto no site National Review Online (NRO) e foi entrevistado no Ilsuodiario.net.

O estudioso aponta que a contaminação por HIV está em declínio em oito ou nove países africanos. E diz que em todos estes casos, as pessoas estão diminuindo a quantidade de parceiros sexuais. "Abstinência entre jovens é também um fator, obviamente. Se as pessoas começam a fazer sexo na idade adulta, elas terminam por ter menor número de parceiros durante a vida e diminuem as chances de infecção por HIV", explica.

Green também aponta que quando alguém usa uma tecnologia de redução de risco, como os preservativos, corre mais riscos do que aquele que não a usa. "O que nós vemos, de fato, é uma associação entre o crescimento do uso da camisinha e um aumento dos índices de infecção. Não sabemos todas as razões para isto. Em parte, isso pode acontecer por causa do que chamamos 'risco compensação'".

O médico também afirma que o chamado programa ABC (abstinência, fidelidade e camisinha – somente em último caso), que está em funcionamento em Uganda, mostra-se eficiente para diminuir a contaminação.

O governo de Uganda informa que conseguiu reduzir de 30% para 7% o percentual de contaminação por HIV com uma política de estímulo à abstinência sexual dos solteiros e à fidelidade entre os casados. O uso de camisinhas é defendido somente em último caso. No país, por exemplo, pôsteres incentivam os caminhoneiros - considerado um grupo de risco - a serem fiéis às suas esposas.

FÓRMULA 1

TEM BRASILEIRO NA PISTA

 

Rubens Barrichello está na primeira fila da largada para o grande prêmio de Formula 1 no circuito de Melbourne na Austrália. “O Jogo só acaba quando termina”, redundou alguém. Eis o que vemos com o Barrichelo. Correndo riscos de encerrar (a contra gosto) sua carreira, renasce e na nova e surpreendente equipe BRAWN, que tem sido a grande sensação do momento, está dando o que falar. Torço pelos pilotos brasileiros. Seja Barrichello, seja Felipe Massa, seja Nelsinho Piquet. Acredito que não estarei acordado na hora da corrida. Mas deitarei e dormindo torcerei pela boa competição e pela boa classificação dos nossos pilotos. Vença o melhor. De preferência, o melhor seja dos nossos.

Uma prece para o dia de hoje

 

 

SENHOR JESUS, manso e humilde de coração, dá-nos a graça de revivermos em nós atua mansidão e a tua humildade. Como Tu, queremos, em toda e qualquer situação, mesmo diante do mal, da oposição e da hostilidade, manifestar a luz e a bondade. Queremos também aceitar que, em algumas ocasiões, a atitude dos outros seja de crítica e de condenação contra nós. Ajuda-nos a manter a paciência e a calma nessas ocasiões, como Tu as soubeste manter. Que jamais nos deixemos tomar pela ira e pela raiva, mas saibamos corrigir-nos do que julgarmos necessário. Então, estaremos no bom caminho, Contigo, homem das dores e da esperança. Amém.

 

 

Síndrome Persecutória

Dom Aloísio Roque Oppermann

 

Sejamos realistas. Os nossos temíveis perseguidores se apresentam como “corajosos”; e atacando-nos impiedosamente querem “demonstrar a hipocrisia da Igreja”... Mas esses mesmos destemidos amantes da verdade jamais pronunciam uma palavra contra os judeus, contra os muçulmanos, contra os líderes espíritas, contra as igrejas evangélicas e outros grupos. Será que eles não cometem faltas? Ou será que, por terem medo de suas reações, só falam mal dos católicos, porque estes se comportam como Jesus “manso cordeiro levado ao matadouro” (Is 53,7)?

 

Aos Jabour, aos Petry, às Martins, aos Paiva, sobra coragem quando atacam a Igreja. Mas se tornam muito cordiais, e interessados no bem comum, quando se trata de ocultar os erros de grupos fora da Igreja Católica. Tais escritores e líderes estão despertando, irresponsavelmente, o ódio na opinião pública. A história nos conta de que forma terminam tais campanhas de atiçar os ódios contra algum grupo social.

 

Vejamos como terminou a campanha dos iluministas contra “trono e altar”. Milhões de seres humanos foram trucidados na revolução francesa. O mesmo se diga do socialismo intolerante, que tomou como objeto de seu ódio toda a classe dos proprietários, mesmo que fosse dona de um pequeno sítio. O resultado não se fez esperar. Foram mortos, em nome da justiça, mais de 60 milhões de seres humanos na Rússia, e outros tantos na China.

 

Não esqueçamos os judeus, durante séculos considerados os culpados de todos os males. Tudo terminou no genocídio de 6 milhões, pelo nazismo. Na história do cristianismo convém lembrar a campanha do império romano contra os cristãos.  Estes optaram em “ser fiéis até o fim” (Mt 10, 22). O resultado foram centenas de milhares de mártires. Não esqueçamos a inglória revolução espanhola, na qual foram eliminados, de forma cruel, milhares de Padres, dezenas de milhares de Religiosas, foram destruídas igrejas e conventos.

 

Aqui no Brasil, como conseqüência do desprezo e da raiva indômita contra a Igreja, haverá uma opinião pública contundente contra ela. O resultado disso é inevitável. Todos ao “matar-vos julgarão prestar um sacrifício a Deus” (Jo 16, 2). Muito em breve a Igreja no Brasil terá muitos mártires. (Se for necessário, pretendo explicar, futuramente, a “psicologia” dos nossos perseguidores).


 

Quão pertinente a reflexão de Dom Aloísio. Sobretudo nesta hora que muitos de nós nos escondemos nas sacristias para não desagradar ou para não ter que dizer a serviço de quem nós estamos. Pela vida, sempre!!!

uma pequena homenagem

 

Hoje antes de o sol nascer, Deus passeou pelo jardim da terra. Veio procurar um dos seus anjos. Entre nós havia sete anos, ele alegrava a família e aos que o circundavam. Era alegre, embora padecesse de uma doença degenerativa.

 

Conheci-os perambulando pela igreja. Não por muito tempo... A enfermidade o devolveu ao colo e ao carrinho de bebê, precisado de cuidados especiais.

 

“Pedro” (“Pedrinho”, a pequena “pedra” / “rocha”) foi buscado para a construção de Deus. Faleceu nesta madrugada.

 

E agora? Alegria ou tristeza? Tristeza da mãe, da irmã, do pai... e de tantos amigos despertados por compaixão. Ele me fez muito bem. Comigo ria. E me despertava consolo nas horas de dor. Pois nada ele fez para tanto sofrer. Mas pelo simples viver, tudo fez para outros aprenderem a viver.

 

Uma prece pela mãe tão forte, pela graça de Deus. Esta que pela segunda vez experimenta a vida se repetindo também nas dores. Rezo pelo Pedrinho, mas creio seja “desnecessária” tal oração. Que ele interceda por mim e por todos os que “normais” seguimos a nossa labuta.

 

Cada dia da vida dele valeu muito a pena. Cada dia de nossa vida, por maiores sejam as nossas dores, valem à pena. Deus está conosco todos os dias, até o fim dos tempos.

 

 

apropriei-me desta foto dele no Orkut do Rodrigo

 
 

>>>

IV Semana do Tempo da Quaresma

 

*


Seg, 23 – Is 65, 17-21 / Sal 29(30) 2 e 4.5-6.11.12a.13b / Jo 4, 43-54
Não mais se recordará o passado. (1ª leit.)


*


Ter, 24 – Ez 47, 1-9.12 / Sal 45(46), 2-3.5-6.8-9 / Jo 5, 1-3a.5-16
Levanta-te ... e anda. (Evang.)


*


Qua, 25 – ANUNCIAÇÃO DO SENHOR. (Solenidade) – Is 7, 10-14; 8, 10 / Sal 39(40), 7-8a.8a-9.10. 11 / Heb 10, 4-10 / Lc 1, 26-38
O Espírito Santo virá sobre ti... (Evang.)


*


Qui, 26 – Ex 32, 7-14 / Sal 105(106) 19-20.21-22.23 / Jo 5, 31-47
As obras que realizo dão testemunho que o Pai Me enviou. (Evang.)


*


Sex, 27 – Sab 2, 1a.12-22 / Sal 33(34), 17-21.23 / Jo 7, 1-2.10.25-30
A sua visão não é como a dos outros. (1ª leit.)

 

*


Sáb, 28 – Jer 11, 18-20 / Sal 7, 2-3.9bc.-10.11-12 / Jo 7, 40-53
Também vos deixastes seduzir? (Evang.)

Quando olho pela janela lateral do quarto de dormir a estreiteza da paisagem alguns sentimentos me ocorrem. Mudar de quarto. Mudar de casa. Mudar a posição do olhar. Brigar com quem enfeia a paisagem que contemplo... Ah, quantas opções tenho para algo tão inútil. Tola e vagamente insisto no pensar. Afinal, pensar não custa nada. E ainda nos faz crescer na profundidade da ação e da fala.

 

* Texto interrompido. Fechei a janela. Aqui jaz o pensamento que por ela vagava. Agora, vaga noutras plagas. Se voltarem, por aqui hão de constar. Só resta-me o pedido de escusas e a delação da balburdia alheia que grassa sobre a vizinhança. Na incapacidade da compreensão, silencie...

 

Hoje vago e viajo nas palavras porque antes os pensamentos cheios viajaram. Dos infernos aos céus em fração de segundos. Tudo tão rápido. Não sei se por competência ou por medo. Como se pensar fosse já uma forma acaba de pertencer aos lugares imaginados. Há quem defenda tal tese. Não tenho nenhuma pra defender. Bastam as constatações fugazes deste humilde e desencontrado escriba. Bestializado com tanta gente correta e verdadeira que não me resta senão pensar na minha ineficiência no participar das festas públicas da humana solidão.

 

* por não reler o que escrevi, perdoai-me pelas grafias errôneas, pelos pensamentos tortos pela inconstância nas postagens.

 Riqueza divina e pobreza humana

 

Deus, rico em misericórdia, enviou ao mundo o seu único Filho para salva. O julgamento de Deus se dá na aceitação ou na recusa da sua palavra e proposta. A gratuidade do amor de Deus continua escandalizando os corações calculistas e matemáticos. A lógica humana não pode equacionar imperfeições humanas com perfeição divina; desamor humano com amor divino; julgamento humano cujos critérios são frios cálculos com o julgamento divino cujos critérios é aquilo que Ele é: amor misericordioso. Se os nossos louvores nada acrescentam ao ser divino, nos aproximam do Senhor. Aproximemo-nos do trono da graça e imploremos perdão e misericórdia.

 

Há homens e mulheres camuflando suas dores e os seus amores. O esconde-esconde da vida vai-se prolongando além dos limites do aceitável. Vem a memória a canção “pra que mentir, fingir que perdoou... tentar ficar amigos sem rancor”. Quantos estão com discursos prontos e rápidos nos lábios mas escassos no coração.

 

Dificilmente alguém metido numa falta de perdão admite que ainda não perdoou. Pelo contrário, já perdoei, mas não esqueço e não quero saber dele(a). Se feio fosse para os outros, menos mau seria. Mas difícil é mentir pra si mesmo, sendo que há tanta vida lá fora. Sendo que os outros não contemplam apenas as nossas palavras vocalizadas. Mas a nossa ação, atitude etc.

 

Aos homens e às mulheres que brincam de pique-esconde, o alerta: não estaria na hora de acabar com a brincadeira? O amontoado de anos e as experiências advindas deles não seriam suficientes para sem rancor nem horror admitir as dores da vida e com isso também as suas alegrias?

 

Há lembranças não lembradas que atrapalham a festa atual. Há amores mal amados que sufocam a alegria da vida agora. Há tanta trapalhada do passado que se não for deixada por lá mesmo atrapalha ainda mais o agora e o porvir.

 

“Não. Não quero mais brincar. Nãããoooo! Eu não quero!”, dizem as crianças cansadas da correria vã. E você, como e quando dirá?

 

Talvez ainda não saibamos dar os valores exatos às coisas e às pessoas. Costumamos nos confundir e como alguém sabiamente disse amamos as coisas e usamos as pessoas. No entanto, desnecessário dizer que não gostamos de nos sentir usados. Não gostamos de ser atraiçoados. Não gostamos de viver à margem da história daqueles que nos circundam.

 

Fato distinto é fazer de conta que nada se passa conosco. Aos outros damos as nossas conclusões e veredictos e a nós a santa e necessária condescendência e atitude misericordiosa. Não sei ao certo, mas não costumamos fazer aos outros aquilo que gostaríamos os outros nos fizessem. Ora por medo, ora por descuido, ora por inapetência, ora por vilania mesmo.

 

Olho ao redor. Contemplo algumas cenas. Escuto algumas histórias... De onde nos virá o socorro? Só do Senhor. Daquele que fez o céu e a terra. Nele está o sentido da história e o sentido para o nosso humano e por vezes vacilante coração.

Excomunhão ainda causa dúvidas entre as pessoas, diz padre

Membro do Tribunal Eclesiástico de SP diz que fiel punido pode voltar a comungar caso se arrependa do pecado

Segundo padre, quem é penalizado não vai para o inferno e punição é registrada em documento interno da igreja


DANIEL BERGAMASCO
DA REPORTAGEM LOCAL

A excomunhão de envolvidos no aborto da menina de nove anos que havia sido estuprada pelo padrasto em Alagoinha (PE) levantou dúvidas sobre as regras da penalidade, a maior da Igreja Católica.
"Há muita confusão sobre o assunto. A pessoa não vai para o inferno e não tem seu batismo anulado", explica o padre Eduardo Vieira dos Santos, membro do Tribunal Eclesiástico de São Paulo, na entrevista abaixo.
O código de direito canônico prevê excomunhão em nove casos, entre eles o aborto, mas sua aplicação motiva debate dentro da própria Igreja Católica, como no caso de Alagoinha. Depois que o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, anunciou no início do mês que os médicos da cirurgia e a mãe da menina estavam excomungados segundo os preceitos do direito canônico, a igreja recuou. A Confederação Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) disse que a punição não se aplicava à mãe, por ela ter agido sob pressão temendo a morte da filha, e que não era possível apontar quais médicos estavam incluídos na pena, pois é desconhecida a responsabilidade de cada membro da equipe na cirurgia.

 

FOLHA - O que acontece com quem é excomungado?
PADRE EDUARDO VIEIRA DOS SANTOS
- Primeiro, é preciso entender o que é direito eclesiástico, uma lei objetiva que visa o bem da comunidade católica, e o conceito de comunhão, que é a sintonia dos cristãos para um bem comum. Quem é excomungado está fora da comunhão e está privado de ter acesso aos sacramentos [matrimônio, eucaristia, confissão, etc], que são bens espirituais da igreja.

FOLHA - O fiel excomungado deixa de ser católico?
PADRE SANTOS
- Não. A excomunhão não anula o batismo. E ela pode ser revertida, se houver arrependimento. O objetivo é esse, provocar o arrependimento. E quem é penalizado não vai para o inferno, diferentemente do que algumas pessoas pensam. Você sabe da infinita misericórdia de Deus, que salva nas mais infinitas formas. Cristo morreu por todos, não só pelos cristãos.

FOLHA - Quem aplica a excomunhão?
PADRE SANTOS
- O papa ou o bispo diocesano para seus súditos. Eles chamam [o fiel para conversar] e comunicam que houve a excomunhão segundo o direito canônico. Quem comete o aborto, por exemplo, já não está em comunhão, a não ser que se arrependa do que fez. Se estiver arrependido, acaba a pena.

FOLHA - O que acontece burocraticamente?
PADRE SANTOS
- A pena é registrada em arquivos da igreja

FOLHA - A excomunhão fica registrada no batistério (certidão de batismo) do católico, que é pedido para realização dos casamentos?
PADRE SANTOS
- Não. Mas, se essa pessoa se casar na igreja em uma cidade onde não saibam da excomunhão, esse matrimônio não valerá perante Deus e perante sua própria fé. Ainda que outras pessoas não saibam da excomunhão, ela sabe o que aconteceu.

FOLHA - Por que aborto é passível de excomunhão e um assassinato não é?
PADRE SANTOS
- Um assassinato é um pecado grave e há outros tipos de punição para ele. A excomunhão é prevista para casos específicos, como apostasia (abandono da religião) ou para o sacerdote que deixa de punir o cúmplice de seu pecado contra a castidade.

FOLHA - Há na internet movimentos de pessoas que dizem ter intenção de escrever para a igreja pedindo para ser excomungadas. Isso é possível?
PADRE SANTOS
- Esse pedido não faz sentido. Se a pessoa negar o batismo na Igreja Católica, ela pode deixar de crer em Deus ou ir para outra igreja. Basta deixar de frequentar e acreditar [para que esteja excomungada], mesmo que nenhum bispo lhe comunique isso.


São Paulo, domingo, 22 de março de 2009

Folha de São Paulo – Caderno Cotidiano

SÃO JOSÉ, HOMEM DO SILÊNCIO

 

A Igreja celebrou ontem a festa de São José, esposo da Virgem Maria, mãe de Jesus, nosso Senhor.

A figura de José nos inspira sentimentos mui nobres. A fidelidade que brota do amor silente, profundo e eloqüente. A obediência que brota da escuta atenta e amorosa.

O bondoso São José é o protetor de Maria e do menino Jesus. Avisado em sonho não despede Maria. Também por um anjo avisado, leva a mãe e o menino para o Egito, a fim de protegê-lo da fúria ensandecida do imperador de então.

As sagradas escrituras apresentam o único patriarca do Novo Testamento como “homem justo”. Além disso, nada pode ser dito de mais nobre e alto a respeito de um fiel seguidor da religião judaica. Da carpintaria de Nazaré para os altares e oratórios de todas as igrejas e de todos os tempos.

Grande santo – dispensado de processo de canonização – são José foi escolhido pelo próprio Deus. Tal como Maria foi escolhida dentre todas as mulheres da terra, José também o foi.

A festa de São José nos ensina a necessidade do silêncio diante dos mistérios de Deus. Viver ultrapassa todo entendimento. A fé não exige provas. Ou a temos ou não a temos.

Na labuta diária contemos também nós com a assistência e a proteção do bondoso e justo José. Valha por nós a sua casta figura de bom religioso, esposo e pai.

Papa convoca um Ano Sacerdotal

O Papa Bento XVI, durante a audiência concedida aos participantes da Plenária da Congregação para o Clero, quinta-feira, 16, convocou um Ano Sacerdotal, por ocasião do 150º aniversário da morte do Santo Cura de Ars, a quem proclamará como padroeiro de todos os sacerdotes do mundo. A abertura do Ano Jubilar Sacerdotal será no próximo mês de junho, dia 19, festa do Sagrado Coração de Jesus, dia de oração pela santificação do Clero. O encerramento do ano será no Encontro Mundial Sacerdotal, na praça de São Pedro, em Roma, em junho de 2010. Com o tema: “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”, o Papa quer promover a espiritualidade sacerdotal e ajudar os sacerdotes a perceber cada vez mais a importância do seu papel e de sua missão na Igreja e na sociedade contemporânea. Durante este ano sacerdotal deverá ser publicado um Diretório para os confessores e diretores espirituais, bem como um resgate dos textos do Sumo Pontífice Bento XVI, sobre a vida e o ministério dos presbíteros numa perspectiva missionária.

PIQUEROBI

VISITA DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ

 

 

A paróquia (e a cidade) de Piquerobi recebeu a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré. Se lá no Pará, grande a multidão que conduz a berlinda com a pequenina imagem, nas devidas proporções, também tínhamos uma “pequena” multidão reunida próximo à imagem do Cristo redentor na entrada da cidade. Quando apontaram no alto da curva os carros com a imagem, fui tomado por profunda emoção.

A fé movimenta as pessoas e as famílias. A fé movimenta a sociedade (pela via boa ou pela via má, isto é, quando é aceita e quando é rejeitada). Havia muita gente reunida, mais que uma igreja inteira cheia. O momento de oração da acolhida foi profundamente tocante.

O motivo da peregrinação é o congresso nacional do ECC (Encontro de Casais com Cristo). Assim, como Maria visitou sua prima Isabel, também hoje ela nos visita. Especialmente motivada pelas famílias, para servir nossas famílias e ensinar-nos os mistérios da sua escola de Nazaré.

Um grande sinal das graças alcançadas por essa visita foi a oração do terço apenas com homens (não temos aqui na paróquia o movimento do Terço com Homens). Éramos cerca de 90 homens reunidos e contritos diante da imagem da mãe do Senhor.

 

 

E hoje, quarta-feira, pela manhã, a missa às 6h reuniu outra pequena multidão. Graças sejam dadas ao Senhor que olhou para a pequenez de sua serva e para a nossa pequenez, fazendo dela grande e de nós abençoados com sua visita.

Maria de Nazaré me cativou, fez mais forte a minha fé e por filho me adotou. Peça à Senhora que nos cubra com seu manto de amor, nos guarde na ternura e proteção do olhar. Ela nos cure feridas e dores.

* Conheci em outubro passado a festa do Círio de Nazaré. Fui ao encontro da pequenina imagem. Ela agora vem ao nosso encontro. Lá no Pará, Nossa Senhora é conhecida como Rainha da Amazônia.

“Então o senhor o chamou e lhe disse: Servo mau, eu te perdoei toda a dívida porque me suplicaste. Não devias também tu compadecer-te de teu companheiro, como eu tive piedade de ti?” (Mt 18, 32s)

 

 

 

Perdoar é uma decisão!

A experiência de desamor é dilacerante. Quando não conseguimos restabelecer relações e enfrentar os demônios que nos habitam ficamos por eles dominados. O evangelho da liturgia de hoje toca nesse assunto. A dificuldade do perdoar não deve impedir-nos de tentar... tentar... e tentar. O modelo para a nossa ação é Jesus. Ele nos deu o exemplo para que façamos a mesma coisa. No espigão da quaresma, não tenhamos de medo de fazer tal enfrentamento. Não guardar o que nos fizeram, mas pôr no coração o que as pessoas são e valem diante de Deus. Pois, é dessa forma que também queremos ser vistos, acolhidos e tratados. A citação acima faz-nos pensar nessa dinâmica de tratar os outros tal como queremos ser tratados. Deus nos inspire, ajude e abençoe na árdua tarefa de VIVER como seus filhos. Amém.

 

 

“ACREDITAMOS EM DEUS?

É SIM OU É NÃO.”

 

 

“Estou com a minha consciência tranquila. Não podia prever essa reação em nível nacional e internacional, mas remorso sentiria se tivesse ficado em silêncio”

 

O que a Igreja e o senhor pessoalmente ofereceram à menina, em matéria de apoio material e espiritual, caso não fizesse o aborto?
Agradeço muito essa pergunta. Essa criança residia na diocese de Pesqueira, na cidade de Alagoinha, no interior de Pernambuco. Quando aconteceu isso, o bispo de Pesqueira me informou que a menina seria trazida para o Recife. Ele e eu queríamos fazer o que fosse possível para salvar a vida dela e a dos filhos que ela concebera. Nós tivemos várias reuniões com nossos advogados para saber o que poderíamos fazer para impedir o aborto. Pedimos audiência ao desembargador, e ele ligou para várias varas da infância e da juventude para tentar fazer algo. O pai da menina esteve também nesse encontro e declarou ser contra o aborto. Ele é analfabeto, mas repetiu desde o começo que não estava de acordo. Fez até uma procuração para o nosso advogado e assinou. Quer dizer, assinou não, pôs o dedão lá. Então, nós fizemos tudo o que foi possível.

 

Do ponto de vista da doutrina da Igreja, qual é a situação da menina?
Ela não foi excomungada, porque essa sentença só se aplica a maiores de idade. Essa menina vai ser recebida na paróquia dela para ter instrução religiosa. Eu não sei se fez a primeira comunhão. Se ela tiver consciência de algum pecado, vai se confessar e receber o perdão. Não existe pecado sem perdão para aqueles que se arrependem, inclusive para os que incorrem na excomunhão. A Igreja só aplica essa penalidade para levar a pessoa à conversão ou, se era católica antes, à nova conversão. Se a pessoa se converte, a Igreja tem poderes para absolvê-la.

 

Se o senhor ficasse frente a frente com a menina, o que diria a ela?
Eu diria: o que aconteceu já passou. Daqui para a frente, procure praticar a religião com os meninos da sua idade, ir para a igreja e aprender o catecismo. Seria tão bom se as criancinhas fossem como antigamente, quando nem tinham uso da razão mas já sabiam rezar o Pai-Nosso e a Ave-Maria.

 

 

 “Hitler queria eliminar o povo judaico e dizem que ele chegou a matar 6 milhões de judeus. Por que nós vamos ficar em silêncio quando estão acontecendo 50 milhões de abortos no mundo?”

O senhor tem mais algo a dizer sobre o caso?
Sim, eu lamento não poder ter feito o batizado desses dois bebês. Eu estava planejando uma festa para esse dia, mas não aconteceu.

 

 

[Dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife em entrevista a Revista VEJA e. 2104, de 18 d emarço de 2009]

Nesta sexta-feira, 13 de março, estarei no programa Super Útil da TV Bandeirantes de Presidente Prudente. Ao lado do dr. Marcelo Tacca, conversaremos sobre ABORTO. Caso possa, sintonize. Às 12h30min.

“Jejum das palavras supérfluas é um bom propósito para esta quaresma”.

 

“A quaresma é um momento privilegiado de busca de sentido através da mudança de estilo e ritmo de vida diário, porque não há nenhuma profissão nem vocação que não possa ser transformada”.

 

“O tempo quaresmal pode se converter em um momento para tratar de «calar ou falar de outra maneira”.

 

“Falar menos e gozar do silêncio, oferece a possibilidade de abrir-se à vida interior”.

A VERDADE SOBRE A MENINA GRÁVIDA DE ALAGOINHA

Reproduzo aqui este importante relato do Pe. Edson Rodrigues, pároco em Alagoinha, publicado primeiramente em seu próprio blog.

Pelo relato do Pe. Edson, fica visível que família da garotinha tinha intenção de preservar, até onde fosse possível, a vida das três crianças vítimas do padrasto estuprador. Porém, a família toda, inclusive os humildes pais, tiveram suas consciências manipuladas por pessoas inescrupulosas, que viram na desgraça desta família uma oportunidade de advogar o crime do aborto (infanticídio intra-uterino).

Pelo jeito, tem mais gente excomungada nessa história. Não deixem de ler.

Paz e Bem!

P.S.: Antes que alguém coloque em dúvida o conteúdo do relato, o Pe. Edson disponibilizou seu telefone e e-mail para contato ao final do texto.

———

GRÁVIDA DE GÊMEOS EM ALAGOINHA – O lado que a imprensa deixou de contar

 

clica aqui para ler

 

Apenas para constar...

Caso eu faça qualquer citação bíblica, logo me tornarão inapto ao debate. Afinal, apenas a norma neutra vale para debater questões polêmicas. Defender um lado é ser tido como inapto para a peleja. Então, quero apenas manifestar (outra vez) o meu pensamento e o meu sentimento. Aborto não é solução para as mazelas provindas da doentia sociedade! Sem nos esquecermos de que todos os que defendem o aborto estão vivos (!). Os abusos cometidos todos os dias das mais variadas formas e nas mais variadas esferas sociais mostram a que grau de deturpação moral chegamos. Para “combater” a coerente postura da igreja que reza nas suas constituições (Direito Canônico) excomunhão a quem não caminha na sua inteireza de práticas, tiram do esgoto dos porões dos corações e mentes anticatólicas e anti-religiosas os pecados alheios (ex. padre pedófilo). O dia que a Igreja se vangloriar dos próprios pecados aí, sim, podemos pendurar as chuteiras (no caso, desistir de buscar o bom, o belo e o verdadeiro!). Um erro não conserta outro. Um mais um = a dois erros! Na ordem dos princípios o estupro (horrendo!) é “menos” que o “assassinato” de duas outras vidas (os gêmeos abortados). Interessante que para se defender a vida da menina-mãe-violentada (pelo monstro do padrasto) seja necessário “eliminar” duas outras vidas inocentes que também não pediram para estar no qüiproquó do momento. Malham o Arcebispo por ter defendido a coerência daquilo para o qual foi investido (Vigia = bispo da Igreja). Não malham as famílias mal formada (e continuamente abortadas!). Não malham a insensatez (para não dizer nada mais forte e contundente) dessa mulher-mãe que pôs em sua casa um marido cuja tara era violentar inocências. Não malham o sujeito constituído marido e padrasto cujos atos horripilantes despertam sentimentos pouco nobres em nossos corações! Há disseminada confusão no entendimento dos homens/mulheres. Consola-me o fato de ser grande (profunda e ampla) a misericórdia divina!!! Deus está no comando da história, ainda que tais atos nos façam pensar exatamente o seu contrário.

(_8_/_3_/_2009_12h37min)

“OS CATÓLICOS COMEÇAM A SER OS NOVOS JUDEUS DO MUNDO.”

A mim me confortaria saber que essa menina, passado tudo isso, vai contar com a devida assistência espiritual e material para tentar se recuperar de tantas agressões — incluindo o aborto. Duvido que isso vá acontecer.

Ela se tornou apenas exemplo de uma causa e emblema do preconceito anticatólico, tão mais forte e mais virulento quanto menos presente a Igreja se faz na vida das pessoas e da sociedade, o que é um evento realmente fabuloso.

Nunca, como agora, a Igreja Católica teve tão pouca importância na definição das políticas públicas relacionadas à saúde e aos costumes. E nem por isso elas são exemplos de eficiência, não é mesmo? Pensadas e executadas, muitas vezes, contra os princípios da Igreja, acusa-se, no entanto, a Igreja de ser responsável pelos seus desacertos.

Vai aqui uma frase de efeito, mas cheia de verdade: os católicos começam a ser os novos judeus do mundo. São responsáveis até pelos erros cometidos por seus adversários no esforço de destruí-los.

 

[Reinaldo Azevedo]

“Temos que condenar a sociedade, que chegou a um tal grau de violência e desrespeito à pessoa humana, que matar dois seres humanos não significa nada para as pessoas”.

* Sábias as palavras de Dom Antônio Muniz, representante da CNBB no Nordeste.

SOBRE O ABORTO DA MENINA DE 9 ANOS

 

 

A Imprensa tem divulgado que o Sr. Arcebispo de Olinda e Recife, D. José Cardoso Sobrinho excomungou as pessoas que praticaram o aborto na menina de 9 anos de idade estuprada pelo padrasto. Na verdade, o Sr. Arcebispo não aplicou a pena de excomunhão aos que praticaram o aborto, ele apenas avisou que essas pessoas estavam excomungadas pelo “Código de Direito Canônico”, que prevê a excomunhão “latae sententiciae” (cânon 1398), ou seja, automática, para quem pratica o aborto ou colabora com a sua execução.

 

A Igreja não aceita o aborto em caso algum, nem mesmo em caso de estupro ou má formação congênita, porque o dom da vida só pode ser tirado por Deus. Apenas no caso de legitima defesa da vida, quando não há outra alternativa, pode-se tirar a vida do agressor injusto; nem de longe é o caso ocorrido com a menina. Jamais um feto pode ser taxado de agressor.

 

Os médicos poderiam ter tratado da menina com tudo o que a medicina tem de recursos, mas jamais matar as crianças. Se a criança no ventre da mãe vier a morrer por efeito secundário devido a um tratamento aplicado à mãe, nesse caso não há pecado, pois não se quis voluntariamente matar a criança.

 

Será que os médicos avaliaram se a menina poderia gerar os filhos e dá-los à luz, mesmo com o auxílio da cesariana? Sabemos que um feto pode sobreviver hoje fora do útero até com cerca de 400 gramas.

 

O aborto é uma violência inaudita que a Igreja considera um pecado gravíssimo, a ser punido com a pena máxima de excomunhão; brada justiça ao céu.

 

Um erro não justifica cometer outro; quem deveria ser punido é o estuprador e não as crianças gêmeas; o juiz deve punir o réu culpado e não as vitimas; dessa forma a Justiça age às avessas.

 

clique aqui

 
 

Tempo Quaresmal

 

 

Leitura bíblica do dia: Dom, 8 de Março

Mc 9,2-10: Jesus transfigurou-se diante dos seus discípulos. Formou-se uma nuvem, que os cobriu com a sua sombra, e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado. Escutai-o».

Seg, 9 – SEMANA II DO TEMPO DA QUARESMA
Dan 9, 4b-10 / Sal 78(79), 8-9.11.13 / Lc 6, 36-38
Não julgueis e não sereis julgados. (Evang.)

Ter, 10 – SEMANA II DO TEMPO DA QUARESMA
Is 1, 10.16-20 / Sal 49(50), 8-9.16bc-17.23 / Mt 23, 1-12
Quem se exalta será humilhado. (Evang.)

Qua, 11 – SEMANA II DO TEMPO DA QUARESMA
Jer 18, 18-20 / Sal 30(31), 5-6.14.15-16 / Mt 20, 17-28
Quem entre vós quiser tornar-se grande seja vosso servo. (Evang.)

Qui, 12 – SEMANA II DO TEMPO DA QUARESMA
Jer 17, 5-10 / Sal 1, 1-2.3.4.6 / Lc 16, 19-31
Também não se deixarão convencer se alguém ressuscitar dos mortos. (Evang.)


Sex, 13 – SEMANA II DO TEMPO DA QUARESMA
Gen 37, 3-4.12-13a.17b-28 / Sal 104 (105), 16-17.18-19.20-21 / Mt 21, 33-43.45-46
Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos. (Evang.)

Sáb, 14 – SEMANA II DO TEMPO DA QUARESMA
Miq 7, 14-15.18-20 / Sal 102(103), 1-2. 3-4.9-10.11-12 / Lc 15, 1-3.11-32
Este homem acolhe os pecadores e come com eles. (Evang.)

 

 

 

8 DE MARÇO

 Dia internacional da MULHER

Parabéns, mulher!

 

SETE DESERTOS QUARESMAIS

 

1.- SILÊNCIO. Para que Deus fale e para que nós falemos um pouco menos. “A palavra é prata, porém o silêncio é ouro”.

 

2.- SOLIDÃO. Para perceber a voz de nosso coração e de nossa consciência. “Na solidão nos entendemos, conhecemos e até nos questionamos”.

 

3.- NUDEZ. Para deixar Deus nos envolver e nos pintar com as cores da sua presença. “A nudez nos arranca do exterior e nos reveste interiormente”.

 

4.- ATENCÃO. Para compreender e nos perguntar o que o Senhor quer de nós. Para não nos distanciarmos do caminho verdadeiro. “O melhor presente que podemos dar a Deus e a qualquer pessoa é a nossa atenção”.

 

5.- DESPRENDIMENTO. Para avançar mais rápidos pelo melhor e melhor acolher o Evangelho. “Não pesa o ter, muitas vezes o que freia a felicidade é o desejo de acumular e não dar”.

 

6.- ORAÇÃO. Para conhecer mais a Deus e nos deixar seduzir menos pelo mundo. “Sem oração o homem fica sem uma chave para o dia e sem um farolete para a noite”.

 

7.- CONTEMPLACÃO. Para agradecer a Deus pela sua bondade, sua mão e suas obras. “Na contemplação, o homem aprende a valorizar a vida em si mesmo”.

 

A quaresma é um cofre do qual vamos tirando estas jóias tão preciosas como escassas: silêncio, solidão, nudez, atenção, desprendimento, oração e contemplação. Para que? Para conviver com alegria e fé transbordante a próxima Páscoa.

 

[fonte de inspiração Javier Leoz]

 

 
 

2º Domingo do Tempo da Quaresma

 

Leituras: Gn 22, 1-2.9a.10-13.15-18 / Sl 115, 10.15-19 / Rm 8, 31b-34 / Mc 9, 2-10

(“Eis o meu Filho Amado, escutai-o!”)

 

1. No segundo Domingo da Quaresma, a Palavra de Deus define o caminho que o verdadeiro discípulo deve seguir para chegar à vida nova: é o caminho da escuta atenta de Deus e dos seus projetos, o caminho da obediência total e radical aos planos do Pai.

 

2. Na primeira leitura apresenta-se a figura de Abraão como paradigma de uma certa atitude diante de Deus. Abraão é o homem de fé, que vive numa constante escuta de Deus, que aceita os apelos de Deus e que lhes responde com a obediência total (mesmo quando os planos de Deus parecem ir contra os seus sonhos e projetos pessoais). Nesta perspectiva, Abraão é o modelo do crente que percebe o projeto de Deus e o segue de todo o coração.

 

3. A segunda leitura lembra aos crentes que Deus os ama com um amor imenso e eterno. A melhor prova desse amor é Jesus Cristo, o Filho amado de Deus que morreu para ensinar ao homem o caminho da vida verdadeira. Sendo assim, o cristão nada tem a temer e deve enfrentar a vida com serenidade e esperança.

 

4. O Evangelho relata a transfiguração de Jesus. Recorrendo a elementos simbólicos do Antigo Testamento, o autor apresenta-nos uma catequese sobre Jesus, o Filho amado de Deus, que vai concretizar o seu projeto libertador em favor dos homens através do dom da vida. Aos discípulos, desanimados e assustados, Jesus diz: o caminho do dom da vida não conduz ao fracasso, mas à vida plena e definitiva. Segui-o, vós também.

 

5. Oração: Senhor Jesus, revela-me, sempre mais, tua verdade profunda, para que eu possa compreender a grandeza do amor que manifestaste na cruz.

 


“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi

Blog “Tudo tem seu tempo” http://sandrogerio.zip.net

07/03/2009 - 07h15

Comissão vaticana considera “justa” excomunhão de médicos brasileiros

 

da Efe, em Roma

 

O presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina, cardeal Giovanni Battista Re, considera "justa" a excomunhão dos médicos que praticaram legalmente um aborto na menina de 9 anos grávida de gêmeos após ter sido violentada pelo padrasto.

"É um caso penoso, mas o verdadeiro problema é que os gêmeos concebidos eram pessoas inocentes, tinham direito de viver", afirma o cardeal em declarações publicadas hoje pelo jornal italiano "La Stampa".

A interrupção voluntária da gravidez "sempre representa o assassinato de uma vida inocente e, para o código do direito canônico, quem pratica ou colabora diretamente com o aborto cai na excomunhão", acrescenta.

o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, anunciou que os adultos que tiveram alguma participação no aborto incorreram em uma penalidade eclesiástica que é punida com a excomunhão.

"A Igreja [Católica] sempre defendeu a vida e tem que seguir fazendo isso sem se adaptar às correntes da época ou à oportunidade política", diz o cardeal Re ao jornal italiano.

O chefe do departamento do Conselho Pontifício para a Família, Gianfranco Grieco, acredita que a Igreja não pode "trair" sua postura como a de defender a vida até seu fim natural, mesmo que seja um "drama humano como a violência sobre uma menina".

A missão da Igreja Católica "é a defesa da vida e, por isso, cada um de nós deve ter um comportamento de grande respeito a esta gravíssima dor", diz Grieco, em declarações ao jornal.

"Os bispos predicam justamente o mistério da vida, enquanto o aborto não é uma solução, é um atalho", acrescenta.

 
 

política brasileira

 

 

 

 

Razões da Esperança I

 

Por que a Igreja Católica proíbe o consumo de carne vermelha na Semana Santa?


Atualmente a Igreja Católica evita as palavras obrigação e proibição. Ela apenas aconselha a abstinência de carne vermelha como gesto de conversão. O jejum é uma tradição que surgiu na Idade Antiga e se consolidou na Idade Média, época em que pessoas humildes raramente provavam carne. Na época, o povo vivia em terras alheias e a carne vermelha era consumida só em banquetes, nas cortes e nas residências dos nobres. Ela tornou-se, então, símbolo da gula, associado ao pecado. Dessa forma, a Igreja orientava os fiéis a comerem carne à vontade antes da quaresma - o que deu origem aos banquetes chamados "carnevale" e ao nosso carnaval - e depois se absterem de carne, durante os 40 dias que antecediam a Páscoa. O peixe não chegou a entrar na lista da abstinência porque sua presença era irrelevante nos banquetes medievais.

 

Com o passar dos séculos, a carne deixou de estar presente somente nos banquetes e perdeu seu caráter simbólico de pecado. A orientação atual é que os católicos que desejarem se abstenham na Quarta-Feira de Cinzas, nas sextas-feiras da Quaresma e na Sexta-Feira Santa. Pessoas enfermas, idosas e crianças são isentas dessa orientação. [Irmã Maria Inês Carniato, da Editora Paulinas]

 

 

Razões da Esperança II

 

Músicas Protestantes são proibidas na missa?

“Não conheço um documento onde o Papa tenha proibido músicas protestantes na Missa; o que sei é que ele pediu que as músicas sejam adequadas à Liturgia; penso que não precisamos usar essas musicas protestantes porque temos belas outras.” [Prof. Felipe Aquino]

 

 

Razões da Esperança (III)

 

Qual é o Significado de Rosa de Saron?

Saron era um lugar onde eram cultivadas as belas rosas do mundo, então faz-se essa comparação a Jesus Cristo, a rosa de Saron, pois eram rosas desejadas, caríssimas e de beleza inigualáveis.

 

 

Bento XVI alerta jovens contra “idolatria do dinheiro”

Cidade do Vaticano, 4 mar (EFE).

 

O papa Bento XVI pediu aos jovens que não se deixem atrair pela "idolatria do dinheiro, dos bens materiais, da carreira e do sucesso", que não cedam "à lógica do interesse egoísta" e que se ponham a serviço do bem comum e da verdade.

O pontífice fez as declarações em mensagem por ocasião da 24ª Jornada Mundial da Juventude, que será realizada em nível diocesano no dia 5 de abril, Domingo de Ramos, divulgado hoje pelo Vaticano.

Na mensagem, o papa lembra os jovens que se preparam ao encontro mundial da juventude que será realizado em Madri em 2011.

O lema da 24ª Jornada Mundial da Juventude é "Pusemos a nossa esperança em Deus vivo", e, sobre a escolha, o papa afirma em sua mensagem que "todos advertimos da necessidade de esperança, mas não de qualquer esperança, e sim de uma esperança firme e crível".

"A juventude é tempo de esperança, porque olha para o futuro com diferentes expectativas", afirmou o papa, que adverte os jovens de que a política, a ciência, a tecnologia, a economia ou qualquer outro recurso material "por si sós não são suficientes para oferecer a grande esperança à qual todos aspiramos".

O pontífice afirmou que essa esperança "só pode ser Deus", e acrescentou que uma das consequências principais do esquecimento Dele é a "desorientação que caracteriza as sociedades, que se manifesta na solidão e na violência, na insatisfação e na perda de confiança, chegando inclusive ao desespero".

"A crise de esperança afeta mais facilmente as novas gerações que, em contextos socioculturais carentes de certezas, de valores e pontos de referência sólidos, têm que enfrentar dificuldades que parecem superiores às suas forças", afirmou o papa.

Bento XVI acrescentou que pensava em tantos jovens "feridos pela vida e condicionados por uma imaturidade pessoal que é frequentemente consequência de um vazio familiar, de opções educativas permissivas e libertárias, e de experiências negativas e traumáticas".

O pontífice acrescentou que, para alguns, a única saída possível é uma "fuga alienante rumo a comportamentos perigosos e violentos, em direção à dependência de drogas e álcool, e para tantas outras formas de mal-estar juvenil".

O papa disse que é necessária uma nova evangelização, que ajude as novas gerações a descobrir "o rosto autêntico de Deus, que é Amor".

Bento XVI também estimulou os jovens a rezar, de preferência em companhia, e a participar da liturgia de suas paróquias e ativamente nos sacramentos.

Além disso, convidou-os a ser "pacientes e perseverantes" e a vencer a "natural tendência dos jovens à pressa, de querer obter tudo e imediatamente".

"Façam perceber que entendem as ciladas da idolatria do dinheiro, dos bens materiais, da carreira e do sucesso, e não se deixem atrair por estas falsas ilusões", acrescentou.

"Não cedam à lógica do interesse egoísta; pelo contrário, cultivem o amor ao próximo e façam esforço para colocar a vocês mesmos, com suas capacidades humanas e profissionais, a serviço do bem comum e da verdade", acrescentou no texto.

 
 

política e vida real

 

Rindo a toa

A verdade é sempre inconveniente para quem vive da mentira, da farsa e é beneficiário dessa realidade perversa.

(Jarbas Vasconcelos, senador da república pelo PMDB)

 
 

pensando bem

 

Jóia

“O verdadeiro amor começa quando nada se espera em troca.”


[Antoine de Saint-Exupéry]

[ ver mensagens anteriores ]
UOL



Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, PIQUEROBI, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese
MSN - sandrogerio@bol.com.br

 
Visitante número:



  PageRank