BENTO XVI DIZ NÃO SABER POR QUE FOI ESCOLHIDO PAPA

Cidade do Vaticano, 30 mai (EFE).- Bento XVI afirmou hoje que "nunca" na vida pensou que seria papa e que até hoje não sabe por que foi escolhido pelo Senhor para esta missão.

"Ainda não consigo entender por que o Senhor me escolheu para este Ministério. Mas aceitei-o, mesmo sendo algo surpreendente, que ia além das minhas forças. E o Senhor me ajuda", disse.

O papa, que hoje visitou a Missão Pontifícia da Infância, fez estas declarações quando uma criança perguntou se ele pensava em virar Pontífice quando era pequeno.

Bento XVI respondeu que foi "um menino bastante ingênuo num pequeno povoado (...) longe das grandes cidades" e contou como foi sua infância ao lado do irmão mais velho, Georg, hoje com 84 anos.

"Havia algumas pessoas ricas e outras, menos. Nós tínhamos chegado com nossos pais (a Traunstein, na Baviera) há pouco tempo. Mas as outras crianças nos acolheram bem", lembrou o papa.

O Bispo de Roma também admitiu que uma ou outra vez discutiu com outros meninos. A este respeito, declarou que o "importante é fazer as pazes depois sem deixar amargura na alma".

"Com nossos companheiros, percorremos nosso caminho. Todos éramos católicos e isto foi uma grande ajuda. Aprendemos juntos o catecismo e nos preparamos para receber a primeira comunhão, que foi um dia esplêndido", acrescentou.

O papa aproveitou o encontro e pediu a todos os jovens presentes, vindos da Itália e de outros países, que "escutem, rezem, conheçam e compartilhem a solidariedade".

PENTECOSTES PERENE

 

“Perguntamo-nos mais de uma vez… qual é a necessidade, primeira e última, que advertimos para esta nossa bendita e amada Igreja. Temos de dizer quase tremendo e suplicando, já que, como sabeis, trata-se de seu mistério e de sua vida: o Espírito, o Espírito Santo, o animador e santificador da Igreja, sua respiração divina, o vento que sopra em suas velas, seu princípio unificador, sua fonte interior de luz e força, seu apoio e seu consolador, sua fonte de carismas e cantos, sua paz e sua alegria, sua prenda e prelúdio de vida bem-aventurada e eterna. A Igreja necessita de seu perene Pentecostes: necessita do fogo no coração, palavra nos lábios, profecia no olhar A Igreja necessita recuperar o ímpeto, a satisfação, a certeza de sua verdade”.

 

[Papa Paulo VI]

Liturgia

 

O DOMINGO DO ESPÍRITO

 

Pentecostes comemora muitas coisas, dentre as quais o nascimento ativo da Igreja. O Espírito Santo prometido pelo Ressuscitado a seus discípulos se fez presente em meio a eles com uma força e poder excepcionais. E graças a Ele, a Igreja começou sua tarefa e nela continua. Tem o iniludível encargo de levar a Boa Nova até os confins do universo; e tudo poderá se fazer com a ajuda permanente do Paráclito. Não desperdicemos o tempo para meditar e valorizar a ajuda cotidiana que nos doa o Espírito Santo para acometer nosso trabalho como cristãos e como servidores de todos os homens e mulheres da terra. Hoje é o domingo do Espírito e por isso estamos especialmente contentes.

 

 

SOLENIDADE DO ESPÍRITO SANTO (PENTECOSTES)

Leituras: Atos 2, 1-11; Salmo 103; 1Cor 12,3b-7;12-13; João 20,19-23.

 

I.- O tema deste domingo é, evidentemente, o Espírito Santo. Dom de Deus a todos os crentes, o Espírito dá vida, renova, transforma, constrói comunidade e faz nascer o Homem Novo.

 

II.- Na primeira leitura, Lucas sugere que o Espírito é a lei nova que orienta a caminhada dos crentes. É Ele que cria a nova comunidade do Povo de Deus, que faz com que os homens sejam capazes de ultrapassar as suas diferenças e comunicar, que une numa mesma comunidade de amor, povos de todas as raças e culturas.

 

III.- Na segunda leitura, Paulo avisa que o Espírito é a fonte de onde brota a vida da comunidade cristã. É Ele que concede os dons que enriquecem a comunidade e que fomenta a unidade de todos os membros; por isso, esses dons não podem ser usados para benefício pessoal, mas devem ser postos ao serviço de todos.

 

IV.- O Evangelho apresenta-nos a comunidade cristã, reunida à volta de Jesus ressuscitado. Para João, esta comunidade passa a ser uma comunidade viva, recriada, nova, a partir do dom do Espírito. É o Espírito que permite aos crentes superar o medo e as limitações e dar testemunho no mundo desse amor que Jesus viveu até às últimas consequências.

 

V.- Oração: Pai, que o teu Espírito Santo me recrie inteiramente, de modo a banir para longe de mim todo medo e toda insegurança que me impedem de dar testemunho do teu Reino.

 

 

“O BOM PASTOR DÁ A SUA VIDA PELAS OVELHAS” (Jo 10, 11)

 

Aquilo que principalmente atrai a benevolência do alto é a solicitude para com o próximo. É por isto que Cristo exige esta disposição a Pedro: “Simão, filho de João, tu amas-Me mais do que estes?” Pedro respondeu: “Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta os Meus cordeiros”.

 

Por que foi que, deixando de lado os outros apóstolos, Jesus se dirigiu a Pedro falando-lhe sobre eles? É que Pedro era o primeiro entre os apóstolos, o seu porta-voz, o chefe do seu colégio, de tal maneira que foi a ele, e não aos outros, que Paulo veio um dia consultar (Gál. 1, 18).

 

Para mostrar bem a Pedro que devia confiar e que a sua negação estava esquecida, Jesus dá-lhe agora a primazia entre os seus irmãos. Não menciona a sua negação e não lhe faz sentir vergonha do passado. “Se Me amas, diz-lhe, permanece à cabeça dos teus irmãos; e o amor fervoroso que sempre Me manifestaste com tanta alegria, prova-o agora. A vida que dizias ser capaz de dar por Mim, dá-a pelas Minhas ovelhas”. [...]

 

Mas Pedro perturba-se pensando que poderia dar a entender que amava muito, não amando verdadeiramente. Pedro diz, tanto como estava certo de mim no passado, assim estou agora confundido. Jesus interroga-o três vezes, e três vezes lhe dá a mesma ordem. Mostra-lhe assim o apreço que dá ao cuidado das Suas ovelhas, dando-lhe, com efeito, a maior prova de amor para com ele.

 


São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia, depois Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja - Homília 88 sobre o Evangelho de João; PG 59, 477 (trad. Orval)

Atos 2, 32.36

Deus ressuscitou Jesus e disto todos nós somos testemunhas.
Portanto, que todo o povo de Israel reconheça com plena certeza:
Deus constituiu Senhor e Cristo a este Jesus que vós crucificastes.

 

 

 

Meus dias andam corridos! (e isso não é chavão) Alegrias e tristezas se misturam e assim a vida acontece. Não a vejo passar. Vivo-a apesar das vicissitudes. Mas, hoje há mais alegrias que tristezas. Não há medo nem covardia nem tirania, seja do tempo, seja dos homens. Espero, entretanto, não ser meu próprio tirano, buscando ou negando a vida que insiste viver. Bom, deixa-me voltar a batente (textos por escrever, homilias por preparar, programas para produzir...)

 

 

De Jesus doce é a recordação:
Dá ao coração as verdadeiras alegrias;
Mas, mais que o mel e que tudo,
Doce é a sua presença.

Nada se canta mais suave,
Nada se ouve mais agradável,
Nada se medita mais doce
Que Jesus, O Filho de Deus.

 

[São Bernardo]

“Tu és sacerdote pra sempre!”

 

 

 

Hoje, revisitando a estante, encontrei o dvd com a celebração da ordenação presbiteral do Paulo e minha. Foi a primeira vez que retomei-a. Revivi algumas fortes emoções. Meu pai, minha avó, a irmã Elfrida... falecidos. Amigos padres que já debandaram. Seminaristas que agora são padres e outros que assumiram-se na vida noutras tarefas e missão.

 

Mas nada mais forte do que a apresentação das mãos ungidas e o povo a uma só voz cantando “tu és sacerdote pra sempre”.

 

O que viste em mim, Senhor? O que fez com que me chamaste para ser um consagrado teu? O quanto avancei até agora nas águas do oceano do teu amor?

 

Foi para fazer memória tua que a tua igreja me ordenou. Foi para oferecer sacrifícios em nome do povo e ser presença tua no meio do teu povo. Talvez ainda eu não saiba direito o que é ser padre. Talvez eu ainda não tenha me dado conta da sublimidade da minha existência e da missão... São tantos “talvez”.

 

Resta-me, entretanto, a mais sublime certeza: O Senhor me amou primeiro, me escolheu (ainda no ventre da dona Neuza) está comigo, me ungiu, me enviou para pregar, sarar, abençoar.

 

Seja a minha vida para a maior glória do Senhor.

“NOVAS TECNOLOGIAS, NOVAS RELAÇÕES”

 

 

Neste domingo, dia 24 de maio, comemoramos o 43º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS. Isso foi indicado pelo decreto “Inter Mirifica” do Concílio Vaticano II, um dos dois primeiros documentos conciliares a serem aprovados e promulgados. Foi o único dia criado pelo Concílio. A partir da solicitação conciliar e da promulgação desse decreto, para comemorar essa data, todos os anos o Papa escreve uma mensagem, na qual sempre aprofunda um dos aspectos de nossa comunicação.

 

Neste ano o tema é “Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade”. O Papa Bento XVI recorda justamente essa discussão aos que ele chama de “geração digital”. A constatação é óbvia: com as novas tecnologias hoje existentes o tipo de relacionamento entre as pessoas está modificado. E a pergunta que se faz diante dessa constatação é como se pode hoje promover uma cultura de respeito, diálogo e amizade dentro dessa nova realidade?

 

Recorda o Papa: “a facilidade de acesso a celulares e computadores juntamente com o alcance global e a onipresença da internet criaram uma multiplicidade de vias por meios das quais é possível enviar, instantaneamente, palavras e imagens aos cantos mais distantes do mundo: trata-se claramente de uma possibilidade impensável para as gerações anteriores”. E o Papa irá contemplar todos esses aspectos da interligação rápida e ver a importância da amizade, respeito e diálogo principalmente com relação à juventude, que tem mais facilidade nesse mundo de “redes”: “estas redes podem facilitar formas de cooperação entre povos de diversos contextos geográficos e culturais, permitindo-lhes aprofundar a comum humanidade e o sentido de corresponsabilidade pelo bem de todos”.

 

Este documento, apela aos jovens e é veemente: “senti-vos comprometidos a introduzir na cultura desse novo ambiente comunicador e informativo os valores sobre os quais se apóia a vossa vida”, e a “vós, jovens, compete de modo particular a tarefa da evangelização deste ‘continente digital’, sabendo assumir com entusiasmo o anúncio do Evangelho aos jovens de vossa idade”.

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2009

“Unidos na tua mão” (Ez 37,17)

24 a 31 de maio

 

O tema desta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos inspira-se no capítulo 37 do profeta Ezequiel “unidos na tua mão” (37,17). Este gesto profético de aproximar dois feixes de madeira é a imagem da reunificação dos reinos do Norte e do Sul: “Aproxima os dois feixes de madeira, de modo a que formem uma vara só e fiquem unidos na tua mão” (Ez 37,17). Deus conta com a ação do profeta para construir a unidade.

 

Como cristãos, entrevemos nesta profecia uma prefiguração da vida nova, que Cristo nos oferece. Unindo os dois pedaços do madeiro da Cruz, Jesus reconcilia-nos com Deus e a Humanidade enche-se de uma nova esperança. Apesar das divisões, Jesus Cristo – com os braços abertos na Cruz – abraça toda a criação e dá-nos a Paz de Deus. Elevado na Cruz, atrai-nos para Si e faz-nos “um”, em Suas mãos. Somos inspirados pelo Espírito Santo a iniciarmos um caminho novo rumo à unidade autêntica. Ela há de construir-se na escuta da Palavra que purifica, ilumina os corações, orienta para Deus e nos abre ao diálogo fraterno com os irmãos.

 

A Semana de Oração é um convite a rezar juntos pela unidade, um processo de educação das comunidades no caminho da reconciliação, para transformar as nossas relações humanas conforme o Evangelho. Fica o convite para aderir a esta oração nas famílias, nas escolas, nas universidades e no coração de cada um. A simples iniciativa desta semana, todos os anos, é, por si mesma, uma evidência forte da eficiência da oração pela unidade, uma alegria e motivo de gratidão a Deus. Vamos todos celebrar este importante momento de fé, de esperança e de oração na certeza de que estamos “unidos nas mãos do Senhor”.

 

 

Rev. Luiz Alberto Barbosa

Secretário Geral do CONIC

Começamos, então, a SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS.

 

O tema inspira-se no capítulo 37 do profeta Ezequiel “unidos na tua mão” (37,17).

 

É tarefa de todo crente rezar pela unidade daqueles que acreditam em Deus.

 

Suplicamos ao Deus Único e Trio que nos faça viver como membros de um só rebanho, guiados por Ele, único pastor.

 

Iniciemos essa semana fazendo comunhão com todos os cristãos do mundo inteiro e rezando pela unidade: Senhor, faze-nos perceber as discriminações e exclusões que marcam a sociedade.

 

Conduze nosso olhar e ajuda-nos a reconhecer os nossos preconceitos.

 

Ensina-nos a expulsar todo desprezo de nosso coração, para que apreciemos a alegria de viver na unidade.

 

Amém.

 

* * *

Quando eu era criança,

falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança.

 

[Paulo, apóstolo, aos morados de Corinto, capítulo treze, versículo onze.]

Liturgia

O DOMINGO DA ESPERANÇA

No 7º Domingo da Páscoa, celebramos a Solenidade da Ascensão do Senhor. Jesus se vai, porém, nos promete ficar sempre conosco até o final dos tempos. A exemplo dos apóstolos, olhando para o céu, também nós esperamos a segunda vinda do Senhor quando voltar cheio de glória e majestade. É pois o domingo da Esperança. Esperamos hoje mais do que nunca as promessas que nos fez Jesus.

 

SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR

Leituras: At 1,1-11; Salmo 46; Efésios 1,17-23; Marcos 16,15-20

I.- Celebramos hoje a festa da ASCENSÃO do Senhor. A Ascensão faz parte do Mistério pascal de Cristo. A Ascensão não é uma despedida, mas uma nova presença do Mestre, que se manifesta mediante sinais da missão evangelizadora dos discípulos. Cristo terminou sua missão terrena elevando-se ao céu e é o ponto de partida para ser testemunhas e anunciadores de Cristo exaltado, que voltou ao Pai para sentar-se à sua direita.

II.- Na 1a Leitura, temos o Início dos Atos dos Apóstolos. Esse livro pretende mostrar, que os ensinamentos e ações de Jesus continuam nos ensinamentos e nas ações da Comunidade cristã… Termina a missão terrena de Jesus e inicia a missão da Igreja. Lucas faz desse acontecimento um divisor de águas. Com a Ascensão, termina o seu Evangelho e inicia os Atos dos Apóstolos. São duas etapas diferentes da História da Salvação.

III.-  Na 2ª Leitura, São Paulo vê na Ascensão a glorificação de Cristo e o anúncio do retorno de toda a humanidade a Deus.

IV.-  O Evangelho apresenta o papel dos discípulos no mundo, após a partida de Jesus ao encontro do Pai. O texto é um acréscimo posterior ao evangelho de Marcos. É um resumo das aparições de Jesus e da Missão da Comunidade cristã.

V.-  Oração: Senhor Jesus, contemplando tua ascensão para junto do Pai, assumo a tarefa de levar, ao mundo inteiro e a toda criatura, a mensagem do teu Evangelho. [a seguir, de modo descontraído, uma reflexão do Luiz Carlos que é padre redentorista]

Ø Com um pé no Céu – Garantido: Já estamos com um pé no Céu. Somos um só Corpo com Jesus, por isso temos uma parte nossa no Céu. Ele, ao deixar o mundo, no dia da Ascensão, “não subiu aos céus para afastar-se de nossa humildade, mas para dar-nos a certeza de que nos conduzirá à gloria da imortalidade”. Os dois Anjos dizem aos discípulos: Por que olham para o alto? Agora é a vez de fazer o que Ele fazia. É a hora de nossa missão. Não estamos sozinhos. Temos o Espírito Santo. Paulo nos anima a conhecer tudo o que Deus nos reserva aos que nele crêem.

 

AGENDA DIOCESANA

· Dia 14 de junho, “Evangeliza-show” com o padre Reginaldo Manzotti, às 17h no Santuário Morada de Deus (em Presidente Prudente), a partir das 17h, entrada franca. Sintonize Rádio Onda Viva, AM 1300 – “sempre uma boa palavra!”.

 

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“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi

 

 

SANTA RITA DE CÁSSIA,

ROGAI POR NÓS!

“TUDO É POSSÍVEL PARA DEUS,

ATÉ A PAZ NA TERRA SANTA”

 

Na Terra Santa “às vezes parece impossível sair da espiral da violência. Mas nada é impossível para Deus e para quem confia Nele.”

 

Foi o que disse Bento XVI durante a catequese da audiência geral de 20 de maio, que ele dedicou à sua recente viagem apostólica à Jordânia, a Israel e aos Territórios Palestinianos.

 

“Por isso”, acrescentou o Papa, “a fé no Único Deus justo e misericordioso, que é o mais precioso recurso destes povos, deve poder emitir todo o seu potencial de respeito, reconciliação e colaboração.” Todos os crentes, explicou Bento XVI, devem deixar os preconceitos e a vontade de domínio para trás, e praticar o mandamento fundamental: amar a Deus com todo o ser e amar o próximo como a nós mesmos.

 

É disto que judeus, cristãos e muçulmanos devem dar testemunho, honrando com obras o Deus que professam com os lábios, e foi isto que o Papa levou no coração ao visitar o Muro das Lamentações e a Cúpula da Rocha.

 

Da sua visita à Igreja que vive na Terra Santa “presença viva onde a Igreja teve origem” Bento XVI salientou a sua chamada a “transformar o mundo com a dócil potência do amor.” “Não temais, pequenino rebanho”, conclui o Papa citando as palavras de Cristo no Evangelho de Lucas, “porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino” (Lc 12,32).

MINHA VIDA DIÁRIA...

...PERDOA-ME.

 

Minhas correrias diárias, Senhor,

queriam ser-te um louvor.

Se acaso não forem, perdoa-me.

 

Minhas palavras diárias, Senhor,

queriam ser uma tradução do teu amor em mim habitando.

Se acaso não forem, perdoa-me.

 

Meus olhares diários, Senhor,

queriam ser a forma de mostrar ao mundo a tua presença

em mim e do teu amor pelos outros.

Se acaso não forem, perdoa-me.

 

“Orar é uma consciência pobre aberta ao amor.”

 

(achei-a num pequeno papel, onde faço anotações variadas; desconheço o autor)

T r i Ú n i c o

Ivo, o canonista


Ivo marcou, pela coragem, um dos papéis preponderantes que se esperam do advogado: o de não temer o poder constituído


O MÊS de maio assinala, em várias partes do mundo, a comemoração do Dia de Santo Ivo, padroeiro dos advogados, cuja missa anual será celebrada, em São Paulo -a mando da Associação, da Ordem e do Instituto dos Advogados de São Paulo-, no dia 19 (terça), na paróquia em honra ao santo.

 

O nome do padroeiro me veio à lembrança porque estamos vivendo um período em que a advocacia surge em destaque no noticiário, pelos motivos mais diversos, dos criminalistas aos especialistas em direitos tributário e comercial.

 

Nas transformações sociais, como as deste momento histórico, sempre há lugar para o aparecimento do advogado no seu exclusivo papel de falar pela cidadania diante do Judiciário -sendo a advocacia, por definição constitucional, função essencial para a justiça.

 

O Ministério Público, outra função essencial, também tem membros que falam pela sociedade em casos específicos, mas em circunstâncias que não devem incluir a representação atribuída ao advogado.

 

Pois Santo Ivo (ou Yves) de Chartres foi bispo dessa cidade francesa. Viveu entre 1040 e 1116, considerado o maior especialista em direito canônico de seu tempo.

 

Ivo não foi apenas estudioso das teorias do direito, mas pôs seu saber a serviço dos que dele precisavam numa época em que a Igreja Católica exerceu direta ou indiretamente forte influência sobre os governantes. Ivo marcou, pela coragem, um dos papéis preponderantes que se esperam dos advogados: o de não temer o poder constituído, ou imposto. Ivo era de família abonada, o que lhe permitiu tranquilidade no bispado e na advocacia.

 

Há um episódio simbólico de seu destemor. Em um momento de sua vida, era comum que os reis resolvessem trocar de esposa, sob alegações as mais diversas -nenhuma das quais compatível com as leis da igreja quanto à nulidade do matrimônio ou sobre o divórcio.

 

Foi o que aconteceu com Felipe 1º, rei da França. Quis descasar-se de Berta, sua primeira mulher, para desposar a condessa Bertrande D'Anjou. Ivo, sob sólidos argumentos canônicos, se opôs. Felipe 1º, não conseguindo convencê-lo, ordenou a sua prisão, mas teve de soltá-lo por influência do papa Urbano.
Ivo também interveio em muitas outras questões marcadas pela mesma coragem e pelo sentimento de justiça, interferindo como mediador. Tanto que perdoou Felipe 1º e se reconciliou com ele.

 

O leitor provavelmente se perguntará como Ivo conseguiu ser, ao mesmo tempo, santo e advogado. A possibilidade da dúvida é natural. Não desmerece a profissão.

 

Falando em nome de seu cliente, defendendo causas justas e injustas, cíveis e criminais, é evidente que o advogado só fala para defendê-lo, sendo grave falha ética se fizer o oposto, se prestar declarações contrárias ao interesse sustentado ou se admitir que o seu representado ofendeu o direito de alguém.
Assim é porque todos, do mais honesto ao pior delinquente, têm o direito à ampla defesa. Só nas ditaduras há condenações sem defesa dos inimigos do regime. No mundo civilizado, predomina a aceitação do advogado -conforme se vê no "Salve Rainha" (católico), ao invocar a proteção de Maria, "advogada nossa".

 

Santo Ivo, há quase mil anos, mostrou, ainda que por exceção, que é possível ser santo e ser advogado.

 

WALTER CENEVIVA (in Folha SP, 16/5/2009)

Legal

 

"Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo."

 

 

[Antoine de Saint-Exupéry]

* * *

 

"É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado."

 

[Madre Teresa de Calcutá]

 

 

Liturgia

O DOMINGO DO AMOR

“Deus é amor”. Eis o que nos diz São João. Também o papa Bento XVI o disse em sua belíssima encíclica. O amor move o mundo. Se não for o amor será o ódio e o apego às riquezas que ocupará o seu lugar. Aproveitemos desse domingo para meditar sobre o Amor de Deus e sobre o nosso amor aos irmãos. E consideremos que todo o amor (todo!) é de essência divina. Enfim, chegamos ao sexto domingo da páscoa. É o último antes da Ascensão do Senhor. O tempo vai passando e continuamos esperando que o Senhor Jesus não nos deixe nunca. E se o fizer, esperamos, sempre, que volte logo. Vem, Senhor Jesus!

 

 

Leituras: Atos 10,25-26.34-35.44-48; Salmo 97; 1 João 4,7-10; João 15,9-17.

“Amai-vos como eu vos amei!”

 

I.- A liturgia nos convida a contemplar o amor de Deus, manifestado na pessoa, nos gestos e nas palavras de Jesus, e dia a dia tornado presente na vida dos homens pela ação dos discípulos de Jesus.

 

II.- Na 1ª Leitura Pedro na casa de Cornélio anuncia Jesus e sua ação salvífica. Cornélio e sua família acolhem o anúncio e são batizados.

 

III.- Na 2ª leitura, São João mostra que "Deus é amor". É uma das definições mais profundas e completas de Deus.  Deus nos mostrou seu Amor, enviando o seu Filho, para nos salvar.

 

IV.- O Evangelho de hoje não é apenas um discurso para os apóstolos reunidos no cenáculo para a última ceia, mas um discurso que o Ressuscitado dirige hoje do céu para todos os discípulos. É um resumo... uma síntese de muitas coisas em poucas palavras... Cada frase nos abre um mundo... Cada afirmação tem uma riqueza imensa. Mas se quisermos resumir num pensamento central, poderíamos dizer que todas se reduzem ao AMOR.

 

V.- Oração: Deus-AMOR... Sabemos que somos amados por ti. Por isso, te pedimos: ajuda-nos a permanecer em seu amor, "amando-nos uns aos outros, como Jesus nos amou!". Seja a nossa vida, testemunho de que "Onde existe o amor e a caridade, Deus aí está!".



“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi

Acesse o Blog “Tudo tem seu tempo” http://sandrogerio.zip.net

SANTO PADRE NA TERRA SANTA

“DEUS ENVIE PAZ À TERRA SANTA”

 

 

Escrita no bilhete que o Santo Padre depôs entre as fissuras do Muro das Lamentações.

“Deus de todos os tempos, na minha visita a Jerusalém, a "Cidade da Paz", morada spiritual para judeus, cristãos e muçulmanos, trago diante de Ti as alegrias, as esperanças e as aspirações, as angústias, os sofrimentos e as dores de todo o Teu povo espalhado pelo mundo.
Deus de Abraão, Isaac e Jacó, escuta o clamor dos aflitos, dos amedrontados, dos desesperados,
manda a Tua paz sobre esta Terra Santa, sobre o Oriente Médio, sobre toda a família humana;
desperta o coração de todos aqueles que chamam o Teu nome para que queiram caminhar humildemente no caminho da justiça e da piedade.
‘O Senhor é bom para quem nele confia, para aquele que o busca’. (Lm 3, 25)”

SANTO PADRE NA TERRA SANTA

“OS MUROS PODEM SER DERRUBADOS”

 

“Embora os muros possam ser facilmente construídos, todos sabemos que não duram eternamente. Podem ser derrubados.” Durante a cerimônia de despedida dos Territórios Autônomos Palestinos em Belém, o Papa novamente fez um “apelo à abertura e à generosidade de espírito, ao fim da intolerância e da exclusão”. Para abater as divisões, de fato, antes de tudo “é necessário remover os muros que construímos ao redor dos nossos corações, as barreiras que construímos contra o nosso próximo”.

 

“Por mais que um conflito possa parecer profundo e sem saída, - concluiu Bento XVI no seu discurso - existem sempre motivos para esperar que possa ser resolvido, que os esforços pacientes e perseverantes daqueles que trabalham pela paz e a reconciliação, no fim darão os seus frutos.”

 

pensando bem

1. “De ambos os lados do muro, concluiu, é necessário grande coragem para superar o medo e a desconfiança”.

 

2. "Trabalhemos para salvaguardar os corações humanos do ódio, da raiva ou da vingança".

 

3. “Antes de tudo – disse o Pontífice – sejam testemunhas do poder da vida, daquela vida que pode iluminar e transformar também as mais escuras e desesperadas situações humanas”. Um caminho a ser percorrido com coragem, abandonando “linha de pensamento, de ação e de reação infrutuosas e estéreis”; e com “perseverança, perseverança no bem e na rejeição do mal”. (Missa em Belém, na Praça da Manjedoura).

4. Entre esses muros não deveria haver lugar para a discriminação, a violência e a injustiça. Aqueles que crêem num Deus de misericórdia – sejam eles judeus, cristãos ou muçulmanos – devem ser os primeiros a promover essa cultura da reconciliação e da paz, por mais lento que o processo possa ser, e por pesado que seja o fardo das recordações passadas. Não deve existir emigração de cristãos, êxodo da Terra Santa, como está se verificando. Na Terra Santa há lugar para todos, repetiu Bento XVI, que exortou as autoridades a respeitarem e apoiarem a presença cristã e assegurou aos fiéis a solidariedade, o amor, e o sustento de toda a Igreja e da Santa Sé. (Em Jerusalém)

 SANTO PADRE NA TERRA SANTA

"O PODER CRIATIVO DE DEUS GUIA A HISTÓRIA"

 

Um extraordinário afresco de esperança e confiança para a humanidade amada e jamais abandonada pelo Pai Celeste. Presidindo as vésperas com os bispos, os sacerdotes, os religiosos e as religiosas, os movimentos eclesiais e os agentes pastorais da Galiléia, na Basílica superior da Anunciação de Nazaré, o Papa chamou a atenção de todos afirmando que Deus “continuará a conduzir a nossa história, a agir com poder criativo para realizar os objetivos que segundo os cálculos humanos parecem impossíveis”.

 

Com um acento gentil Bento XVI fixou o prodígio da Encarnação, que “continua a desafiar a abrir a nossa inteligência às ilimitadas possibilidades do poder transformador de Deus, do seu amor”. Um amor gentil, que pediu o consenso de uma jovem antes de escrever as páginas da salvação da humanidade. “Tenham coragem de ser fiéis a Cristo e de permanecer aqui na Terra que Ele santificou com a sua mesma presença”: concluiu o Papa, “como Maria, vocês têm um papel importante no plano divino da salvação, levando Cristo ao mundo e difundindo a sua mensagem de paz e de unidade”.

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“NINGUÉM TEM MAIOR AMOR do que aquele que dá a vida pelos seus amigos. Vós sois meus amigos [...]. Já não vos chamo servos [...], mas chamei-vos amigos”, diz-nos o Senhor Jesus.

 

(cf. Jo 15,13-15)

SANTO PADRE NA TERRA SANTA

“FAMÍLIA PRIMEIRO TIJOLO DA SOCIEDADE”

 

Em Nazaré apreciamos ainda mais “a santidade da família, que, no plano de Deus, se baseia na fidelidade por toda a vida de um homem e de uma mulher, consagrada no pacto conjugal e aberta ao dom de Deus de novas vidas”. Uma atenta reflexão sobre o papel da família na sociedade foi feita ao longo da homilia da missa que o Pontífice celebrou hoje no Monte do Precipício, diante de milhares de fiéis.

 

O ponto de partida foi a Sagrada Família, um farol para os homens e as mulheres do nosso tempo, chamados a tornar o lar um “lugar de fé, de oração e de preocupação amorosa pelo bem verdadeiro e duradouro de cada um dos seus membros”.

 

Precisamente na família, de fato, à qual o Estado deve oferecer o seu apoio concreto, cada pessoa “é considerada por aquilo que é em si mesma e não simplesmente como um meio para outros fins”.

 

O fúlgido exemplo de Maria ofereceu assim a Bento XVI a ocasião para reafirmar o papel das mulheres na promoção e de uma “ecologia humana”, da qual o mundo, e também o Oriente Médio, “têm urgente necessidade: um ambiente no qual as crianças aprendam a amar e a apreciar os outros, a serem honestas e respeitosas para com os outros, e a praticar as virtudes da misericórdia e do perdão”.

 

E ainda, o exemplo de São José que evidencia como “a autoridade colocada ao serviço do amor é infinitamente mais fecunda do que poder que busca dominar”. Enfim um apelo à paz, também para Nazaré. “Cada um rejeite o poder destruidor do ódio e do preconceito – concluiu o Papa – que matam a alma humana antes ainda do que o corpo!”

Papa em Israel

 

“Paroxismo paranoico é como se pode classificar a reação dos religiosos e da mídia israelense diante do comportamento do papa (“Israelenses criticam “frieza” de Bento 16”, Mundo, ontem). Queriam que ele clamasse aos céus pelos trágico acontecimento e rolasse no chão pelos remorsos e pelas dores? O papa é antes de tudo um ser humano estruturado por uma educação e formação fortemente controlada. E o Holocausto é uma chaga de toda a humanidade, não é patrimônio do povo judeu.
Não há razão para tratar esse povo que usufrui de todas as benesses de um modo particular, permissivo, permitindo-lhe atirar quantas pedras quiser e como quiser.
Sou judia.”


CATHALINA KUPPER (São Paulo, SP)

 

Fonte: Painel do Leitor (Folha de SP, 14/5/2009)

TEMPO DE... VIVER!

Reservei um tempo. Subtraí-me do mundo para adentrar num mundo mais afeito aos meus desejos. Perder-me nas letras, nas telas e nos desvarios do pensamento. Dar vazão aos instintos que há muito não eram alimentados e por isso me cerceavam a inventividade e a criatividade.

Reservei-me um tempo. Por mais que a vida seja minha, não estava sob meu controle. Ia ao sabor e ao calor dos dias, das emoções e dos circundantes. Basta! Quero e preciso viver. Não quero mais estar preso ao que mata. Basta! Porque viver sufocado quando posso respirar, caminhar, correr, saltar, mergulhar sem me importar com nada e com ninguém? [a não ser os que escolhi e gostaria estivessem todo o tempo comigo, aqui, ao meu lado. Ainda que silentes, presentes].

Reservei o tempo. Todo o tempo é meu (hehehe). Claro que não o é. Nem poeticamente essa afirmação se faz real. Sou temporal, e como tal, finito. Marcado por condições tão intensas e estreitas.

Tudo o que sei é que as coisas têm um tempo para se realizarem. Nada entre o céu e a terra é desprovido daqueles mistérios ainda não perscrutados. Senhor do tempo é aquele que eternamente vela e reina mesmo que não o conheçamos nem dele façamos questão... ELE É. [eu ainda não sou, estou “sendo”].

Já não era sem tempo de retornar a alegria ao coração vacilante que ora se desvela nas pautas. Transborda coração. Ferido por amor e para amar, transborda! Não receies de transbordar. Banha os outros daquilo de que está cheio. Ferido não para ferir; ferido para amar. Sangrado para sagrar. Sagrado para santificar O tempo e os tempos.

Minhas circunstâncias não são mais fortes do que a verdade que sou. Minha alegria é mais que vãos sorrisos (treinados para encantar e distrair platéias). Minha alegria vem do Espírito. Ele me informa, conforma, consola... guia-me mesmo quando pareço estar sozinho e esquecido. Ele está comigo. Todos os dias... até o fim!

 

[oliveira silvestre]

FAZEI-ME INSTRUMENTO DE PAZ!

 

Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado; compreender que ser compreendido, amar, que ser amado. Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a vida eterna...

 

* São Francisco de Assis *

Vivamos cada dia como se fosse o único que temos para oferecer a Deus, procurando fazer bem as coisas, retificando-as quando as fazemos mal. E um desses dias será o último, e também o teremos oferecido a Deus, nosso Pai. Então, se tivermos procurado viver oferecendo continuamente a Deus a nossa vida, ouviremos Jesus que nos diz, como ao bom ladrão: “Em verdade te digo, hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23,43).

 
 

\o/ "Cartas entre amigos" \o/

 

Sorriso

* * *

“Pessoas são descartáveis porque já foram seduzidas e o desafio já se findou. O desejo morreu e com ele a conquista não é mais instigante. A fidelidade se nutre de outro alimento, o do cuidado, da permanência, da reinvenção. Amigos ou amantes têm de reinventar os sentimentos para que eles não se percam nas esquinas da mesmice. E tudo singelo como a água bebida na concha da mão. Tudo nutritivo e leve como a água bebida na concha da mão. Apenas isso. O resto é cenário.”

 

[Gabriel Chalita]

 

* * *

“O medo de não ser amado é recorrente em um mundo pouco preocupado com os sentimentos alheios. Não há tempo para gastar com pessoas complicadas. Quem quer ensinar o pescador de peixe a pescar homens? Quem quer se lambuzar de histórias intermináveis de uma interminável espera de um encontro imaginário? Não há tempo nem disposição. São as margens que mais aparecem enquanto o coração se esvazia.”

 

[Gabriel Chalita]

 

* * *

 

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”

 

[Fernando Pessoa]

 

* * *

 

“É um desperdício deixar o burrinho interminável da teimosia, roubar a preciosidade da solidão e do silêncio. Não há porque ter medo. É bom ficar a sós e reconstruir com pedras e enfeitar com flores os sobrados que se desmancharam por aí...”

 

[Gabriel Chalita]

 

 

 
 

\o/

Sorriso

“Para entender o coração e a mente de uma pessoa, não olhe para o que ela já conseguiu, mas para o que ela aspira.”

 

[Gibran Khalil Gibran, poeta libanês]

 

* * *

 

“Não sou nada; sou apenas um instrumento, um pequeno lápis nas mãos do Senhor, com o qual Ele escreve aquilo que deseja. Por mais imperfeitas que sejamos, Ele escreve magnificamente.”

 

[Madre Teresa de Calcutá]

13 de maio

Nossa Senhora de Fátima

No dia 5 de maio de 1917, o mundo ainda vivia os horrores da Primeira Guerra Mundial, então o papa Bento XV convidou todos os católicos a se unirem em uma corrente de orações para obter a paz mundial com a intercessão da Virgem Maria. Oito dias depois ela respondeu à humanidade através das aparições em Fátima, Portugal.

 

Foram três humildes pastores, filhos de famílias pobres, simples e profundamente católicas, os mensageiros escolhidos por Nossa Senhora. Lúcia, a mais velha, tinha dez anos, e os primos, Francisco e Jacinta, nove e sete anos respectivamente. Os três eram analfabetos.

 

Contam as crianças que brincavam enquanto as ovelhas pastavam. Ao meio-dia, rezaram o terço. Porém rezaram à moda deles, de forma rápida, para poder voltar a brincar. Em vez de recitar as orações completas, apenas diziam o nome delas: "ave-maria, santa-maria" etc. Ao voltar para as brincadeiras, depararam com a Virgem Maria pairando acima de uma árvore não muito alta. Assustados, Jacinta e Francisco apenas ouvem Nossa Senhora conversando com Lúcia. Ela pede que os pequenos rezem o terço inteirinho e que venham àquele mesmo local todo dia 13 de cada mês, desaparecendo em seguida. O encontro acontece pelos sete meses seguintes.

 

As crianças mudam radicalmente. Passam a rezar e a fazer sacrifícios diários. Relatam aos pais e autoridades religiosas o que se passou. Logo, uma multidão começa a acompanhar o encontro das crianças com Nossa Senhora.

 

As mensagens trazidas por ela pediam ao povo orações, penitências, conversão e fé. A pressão das autoridades sobre os meninos era intensa, pois somente eles viam a Virgem Maria e depois contavam as mensagens recebidas, até mesmo previsões para o futuro, as quais foram reveladas nos anos seguintes e, a última, o chamado "terceiro segredo de Fátima", no final do segundo milênio, provocando o surgimento de especulações e histórias fantásticas sobre seu conteúdo. Agora divulgado ao mundo, soube-se que previa o atentado contra o papa João Paulo II, ocorrido em 1981.

 

Na época, muitos duvidavam das visões das crianças. As aparições só começaram a ser reconhecidas oficialmente pela Igreja na última delas, em 13 de outubro, quando sinais extraordinários e impressionantes foram vistos por todos no céu, principalmente no disco solar. Poucos anos depois, os irmãos Francisco e Jacinta morreram. A mais velha tornou-se religiosa de clausura, tomando o nome de Lúcia de Jesus, e permaneceu sem contato com o mundo por muitos anos.

 

O local das aparições de Maria foi transformado num santuário para Nossa Senhora de Fátima. Em 1946, na presença do cardeal representante da Santa Sé e entre uma multidão de católicos, houve a coroação da estátua da Santíssima Virgem de Fátima. Em 13 de maio de 1967, por ocasião do aniversário dos cinqüenta anos das aparições de Fátima, o papa Paulo VI foi ao santuário para celebrar a santa missa a mais de um milhão de peregrinos que o aguardavam, entre eles irmã Lúcia de Jesus, a pastora sobrevivente, que viu e conversou com Maria, a Mãe de Deus.

 

Esta mensagem de Fátima foi um apelo à conversão, alertando a humanidade para não travar a luta entre o bem e o mal deixando Deus de lado, pois não conseguirá chegar à felicidade, pois, ao contrário, acabará destruindo-se a si mesma. Na sua solicitude materna, a Santíssima Virgem foi a Fátima pedir aos homens para não ofender mais a Deus Nosso Pai, que já está muito ofendido. Foi a dor de mãe que a fez falar, pois o que estava em jogo era a sorte de seus filhos. Por isso ela sempre dizia aos pastorzinhos: "Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas".

 

 

O “anjo de Portugal” apareceu para os 3 pastorzinhos, deu-lhes a Eucaristia e fez essa linda oração:

"Senhor, eu vos amo, espero e adoro e peço perdão por todos aqueles que não vos amam, não esperam e não adoram”. amém

[Fonte: Paulinas.org]

 

OS SÍMBOLOS DOS EVANGELISTAS

 

 

 

 

Um homem alado simboliza o evangelista São Mateus, que inicia o seu evangelho com a genealogia de Jesus Cristo, mostrando a sua origem e descendência humanas.( Mt 1).

 

Um leão alado simboliza o evangelista São Marcos, que inicia o seu Evangelho falando de João Batista, a voz que clama no deserto (Mc 1,1-25). Daí, o leão representando as feras que habitam o deserto.

 

Um touro alado simboliza o evangelista São Lucas, que inicia o seu Evangelho falando do sacerdote Zacarias, cuja função era oferecer sacrifícios no templo. Daí, o touro representado os sacrifícios oferecidos (Lc 1,25).

 

Uma águia simboliza o evangelista São João, que entre os quatro, é o maior teólogo. Ele inicia seu Evangelho de cima pra baixo: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus" (cf. Jo 1,1-5). Daí a águia, por ser a ave que voa mais alto e faz os seus ninhos nos montes mais elevados.

HABITAÇÃO DE DEUS NA ALMA

 

  • Às vezes, pensamos que Deus está muito longe, mas a verdade é que está mais perto, mais atento às nossas coisas que o melhor dos nossos amigos. Santo Agostinho, ao considerar esta inefável proximidade de Deus, exclamava: “Tarde te amei, Beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Tu estavas dentro de mim e eu te procurava fora de mim [...]. Tu estavas comigo, mas eu não estava contigo. Mantinham-me atado, longe de ti, essas coisas que, se não fossem sustentadas por ti, deixariam de ser. Chamaste-me, gritaste-me, rompeste a minha surdez. Brilhaste e resplandeceste diante de mim, e expulsaste dos meus olhos a cegueira”.[Santo Agostinho, Confissões, 10, 27, 38]

 

 

 

PAPA NA JORDÂNIA

O papa Bento 16 visita a antiga Basílica
do Memorial de Moisés, no Monte Nebo

Escavações arqueológicas apontam este como o local exato em que João Batista batizou Jesus

 

 

No dia das mães, Dilma Rousef disse que só se arrepende de uma coisa na vida: de não “ter mais filhos. Mais uns dois”. A ministra é mãe de filha única. Chama-se Paula. É advogada. Tem 32 anos. Mora em Porto Alegre.

MEMORARE

Não me desampare teu amparo, não me falte a tua piedade, não me esqueça a tua memória.

Se tu, Senhora, me deixas, quem me sustentará?

Se tu me esqueces, quem se lembrará de mim?

Se tu, que és Estrela do Mar e guia dos desencaminhados, não me iluminar, onde irei parar?

Não me deixes tentar pelo inimigo, e se me tentar, não me deixe cair, e se cair, ajuda me a levantar.

Quem te invocou, Senhora, que não tenha sido ouvido? Quem te pediu que não tenha atendido?

 

(Fr. Luis de Granada, séc. XVIII)

Mãe

 

Mãe carinhosa, mãe dengosa
Mãe amiga, mãe irmã
Mãe sem ter gerado é a mãe de coração
Mãe solidão,
Mãe de muitos, mãe de poucos
Mãe de todos nós, Mãe das mães
Mãe dos filhos
Mãe-pai: duas vezes mãe
Mãe lutadora e companheira
Mãe educadora, mãe mestra
Mãe analfabeta, sábia mãe
Mãe dos simples e dos pobres
Mãe dos que nada têm e dos que tudo têm
Mãe do silêncio, mãe comunicação
Mãe dos doentes e dos sãos
Mães dos que plantam e dos que colhem
Mãe de quem nada fez e de quem compra feito
Mãe de quem magoou e de quem perdoou
Mãe rica, mãe pobre
Mãe dos que já foram, mãe dos que ficaram
Mãe dos guerreiros e dos guerreados
Mãe que sorri, mãe que chora
Mãe que abraça e afaga
Mãe presente, mãe ausente
Mãe do sagrado, mãe da luz
Mãe de Jesus e mãe nossa.
Mãe, simplesmente mãe.

Esse poema não é meu, mas o subscrevo com vivas ânsias. Desejo que a mãe seja lembrada e reverenciada, não importando os senões de sua história. E quanta história nossas mães têm para contar. Lutas árduas com filhos amados e não sempre retribuidores desse amor. Sofrimentos para trabalhar e fazer avançar na vida o fruto de suas entranhas.

 

Seja Maria, mãe de Jesus e nossa mãe, a grande inspiradora das mulheres fortes de nossos tempos. Deus guie a vida de você, mulher-mãe. O amor de mãe, dizemos, assemelha-se ao amor de Deus, gratuito, livre, intenso...

 

Mãe, dou-te minha bênção sacerdotal e te suplico a bênção de filho. Amém!

APOSTOLADO DA OPINIÃO PÚBLICA

 

No dia 29 de abril, a Igreja celebrou a memória de Santa Catarina, nascida em Sena no ano de 1347. Ela, ainda muito jovem, ingressou na Ordem Terceira de São Domingos, sobressaindo pelo seu espírito de oração e penitência. Levada pelo seu amor a Deus, à Igreja e ao Romano Pontífice, trabalhou incansavelmente pela paz e unidade da Igreja nos tempos difíceis do desterro de Avignon. [este texto tem base nos escritos do padre F. Carvajal].

Foi a esta cidade e pediu ao Papa Gregório XI que voltasse quanto antes para Roma, de onde o Vigário de Cristo na terra deveria governar a Igreja. “Se morrer, sabei que morro de paixão pela Igreja”, declarou uns dias antes da sua morte, ocorrida no dia 30 de abril de 1380.

Escreveu inúmeras cartas, das quais se conservam cerca de quatrocentas, algumas orações e elevações, e um só livro, o “Diálogo”, que relata as conversas íntimas da Santa com o Senhor. Foi canonizada por Pio II e o seu culto estendeu-se rapidamente por toda a Europa. Santa Teresa diz que, depois de Deus, devia a Santa Catarina, muito singularmente, o progresso da sua alma. Pio IX nomeou-a segunda padroeira da Itália e Paulo VI declarou-a Doutora da Igreja.

Esta santa nos ensina a falar com clareza e valentia quando se debatem assuntos que afetam a Igreja, o Sumo Pontífice ou as almas. Não serão poucos os casos em que teremos a grave obrigação de esclarecer a verdade, e, nessas ocasiões, poderemos aprender de Santa Catarina, que nunca retrocedeu diante do fundamental, porque tinha a sua confiança posta em Deus.

A origem da força dos primeiros cristãos, bem como a dos santos de todos os tempos, estava em não ensinar uma verdade própria, mas a mensagem de Cristo que nos foi transmitida de geração em geração. É o vigor de uma Verdade que está por cima das modas, da mentalidade de uma época concreta. Devemos aprender cada vez mais a falar das coisas de Deus com naturalidade e simplicidade, mas ao mesmo tempo com a segurança que Cristo pôs na nossa alma.

Perante a campanha sistematicamente organizada para obscurecer a verdade ou silenciar tudo o que sejam obras boas e retas, que às vezes quase não têm eco nos grandes meios de comunicação, nós, cada um no seu ambiente, temos de atuar como porta-vozes da verdade. Alguns Papas falaram da conspiração do silêncio, que se tece em torno das boas obras – literárias, cinematográficas, religiosas, de benemerência social – promovidas por bons católicos ou por instituições organizadas por católicos. São silenciadas ou deixadas na penumbra pelo fato de serem promovidas por católicos, enquanto se orquestram louvores a obras ou iniciativas que atentam contra os valores humanos, que pregam uma falsa liberdade e a anti-solidariedade, ou que cancelam do horizonte do homem as ânsias de Deus (Quantos “cristãos” não ficaram abalados na fé pela obra “O Código Da Vinci!?).

Nós podemos fazer muito bem neste apostolado da opinião pública. Às vezes, não conseguiremos esclarecer senão os vizinhos, os amigos que visitamos ou nos visitam, os colegas de trabalho... Noutros casos, poderemos ir um pouco mais longe por meio de uma carta aos jornais, de uma chamada telefônica a uma emissora de rádio ou de televisão, não nos furtando a responder ao questionário de uma pesquisa de opinião pública... Devemos afastar a tentação do desalento, o sentimento de que “pouco podemos fazer”. Um rio caudaloso é alimentado por pequenos regatos que, por sua vez, se formaram talvez gota a gota. Que não falte a nossa. Assim começaram os primeiros cristãos.

Que o exemplo de Santa Catarina de amor à Igreja e ao Sumo Pontífice, nos faça ansiar por dar a conhecer a doutrina de Cristo em todos os ambientes, por todos os meios ao nosso alcance, com imaginação e com amor, com sentido otimista e positivo, sem negligenciar uma única oportunidade.

Inscreva-se neste apostolado da opinião pública. Assuma-se como testemunha, discípulo e missionário da Verdade. Foi Jesus mesmo que assim se apresentou: “sou a Verdade” (Jo 14,6). “Quem é de Deus, ouve as palavras de Deus” (Jo 8,47) e deve dela ser testemunha a começar da própria casa até os confins do mundo. Esforcemo-nos portanto para não sucumbir na tarefa que hoje Deus nos confia. Ele vai conosco. Não tenha medo dos que pensam diferente e até podem te perseguir. A fidelidade ao Senhor nos dará a vitória final. A fé é a vitória que vence o mundo (Jo 5,4).

Pela vida (e pela verdade), sempre!

 

 

 

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi

Acesse o Blog “Tudo tem seu tempo” http://sandrogerio.zip.net

 

 

* publicado no Jornal Anúncio (Diocese Presidente Prudente), edição maio/2009. "1ª Leitura"

MAIO: INTENÇÕES DO SANTO PADRE

 

Ø  Promover vocações sacerdotais e religiosas. Que os leigos e as comunidades cristãs se tornem promotores responsáveis das vocações sacerdotais e religiosas. [Intenção Geral]

 

Ø  Participar na missão universal da Igreja. Que as Igrejas católicas de recente fundação, agradecidas pelo dom da fé, estejam disponíveis para participar na missão universal da Igreja, prontas para levar o Evangelho a todo o mundo. [Intenção Missionária]

4ª-f., 6 de Maio

São Paulo escreve: Se nós trabalhamos e lutamos, é porque pomos a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens.

 

1 Tim 4,7-10

 

 

“UM HOMEM PRECISA VIAJAR. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”. [Amyr Klink]

 

 

BLOGOTERAPIA

 

A humanidade anda em busca de respostas. Todos vivemos a procura de respostas para perguntas que talvez sequer saibamos explicá-las. Mergulhados em nossos medos (de fracasso, de impotência, de perda...), o sufocamento dos dias se faz trágico para a viagem empreendida na esperança da vitória final. Por vezes, o momento presente não nos permite enxergar além um horizonte de paz.

 

A imagem do deserto me parece oportuna. Ter consciência de estar num deserto não nos livra dele automaticamente, mas nos dá idéia de que é preciso agir. Andar para a direção possível. Parar é já decretar o fim. Andar por entre areias e calores e frios pode não ser o fim. Alguém pode vir sem direção e nos encontrar. Podemos encontrar um Oasis e ali estabelecer um plano.

 

Enfim, viver ultrapassa todo entendimento. E o entendimento ultrapassa toda a vã filosofia e a psicologia também! Em busca, continuaremos caminhando. Ansiando logo encontrar Aquele que nos fez e nos espera nalgum lugar para preencher os vazios que insistimos preencher com coisas e pessoas.

 

[oliveira silvestre]

AINDA, EM DÚVIDA?

 

Naquele tempo, o povo se ajuntou em volta dele e perguntou: - Até quando você vai nos deixar na dúvida? Diga com franqueza: você é ou não é o Messias? Jesus respondeu: - Eu já disse, mas vocês não acreditaram. As obras que eu faço pelo poder do nome do meu Pai falam a favor de mim, mas vocês não crêem porque não são minhas ovelhas. As minhas ovelhas escutam a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem... Eu e o Pai somos um. (cf. Jo 10,22-30)

 

Oremos: Espírito Santo, dai-nos o dom do conselho, que ilumina a nossa vida e orienta a nossa ação segundo vossa Divina Providência.

 

 

O povo se diz ainda em dúvida. Jesus então deixa claro algumas coisas: 1º) O seu poder é o poder do Pai. 2º) Ele conhece quem é do seu rebanho, quem escuta sua voz e o segue. 3º) Jesus afirma que ele e o Pai são um. Revela a sua verdadeira identidade.

 

 

* Busco o Deus das consolações ou consolações de Deus?

 

 

Inspira-se no pensamento de Nolan, no livro “Jesus Hoje”. Diz ele: “Confiar em Deus, como Jesus confiava, não significa viver agarrados a Deus. Significa libertar-nos de tudo, a fim de entregarmos nossas vidas a Deus (...) Não precisamos agarrar-nos a ele, porque seremos agarrados por ele... como uma criança nos braços dos seus pais”. (p. 194)

 

 

[fonte e inspiração: Portal Paulinas]

HÁ DE HAVER...

Todas as pessoas são-nos espelhos.

Quebrá-los não resolverá nossos problemas nem transfigurará nossas feiúras.

Apenas o retardo do encontro de si consigo.

Há de haver um tempo novo para os que anseiam por tempos novos.

Há de haver gente nova para quem anela por tais gentes.

Há de haver sentido em cada vão momento vivido (na esperança ou na sua ausência).

Há de haver luz em meio às trevas da escuridão da alma abatida pela luta infinda que sufoca.

Há de haver tantas coisas além das poucas vividas e sentidas como únicas e eternas.

Há de haver muito mais sentido nas frases que fluem na ponta da pena que apenas as concatenadas nos textos da vida.

Há de haver beleza na feiúra tanto quando feiúra na beleza.

Da mesma forma, há de haver amor no ódio e ódio no amor.

ADMITO

Ando

lendo pouco,

pensando muito,

correndo muito,

desejando muito...

parando pouco!

(...)

no fundo,

ficando louco!

 

* Dito por outro, mas reconhecido e vivido por mim.

PAPA NA TERRA SANTA

 

“Confirmar e encorajar os cristãos da Terra Santa, testemunhar o empenho da Igreja Católica em favor de todos aqueles que se esforçam no sentido de praticar o diálogo e a reconciliação, para chegar a uma paz estável e duradoura na justiça e no respeito recíproco.”

 

Este é o sentido da viagem que Bento XVI empreende à Terra Santa a partir da próxima sexta-feira dia 8 e para a qual pediu orações antes do “Regina Coeli”

Papa ordena 19 sacerdotes e adverte: «mundo» contamina a Igreja

 

A dor do apóstolo, "ver que Deus não é conhecido"

 

Ao ordenar dezenove sacerdotes neste domingo, Bento XVI constatou que «o mundo», entendido no sentido evangélico, também contamina a Igreja. Na homilia da celebração eucarística, presidida na Basílica de São Pedro no Vaticano, o pontífice ofereceu pistas para viver uma vida de santidade aos novos presbíteros da diocese de Roma. 

 

O Papa lhes alentou a viver uma vida de entrega total a Deus, como a dos apóstolos que mudaram o curso da história anunciando a salvação no nome de Cristo. «O discípulo, e especialmente o apóstolo, experimenta o mesmo gozo de Jesus ao conhecer o nome e o rosto do Pai; e compartilha também sua mesma dor ao ver que Deus não é conhecido, que seu amor não é experimentado», explicou o Santo Padre.

 

«Por um lado exclamamos, como João em sua primeira Carta: "Olhai que amor nos teve o Pai para chamar-nos filhos de Deus, pois o somos!"; e por outra parte, com amargura, constatamos: "O mundo não nos conhece porque não conheceu a ele" (1 Jo 3, 1)». «É verdade – reconheceu o Papa –, e nós, os sacerdotes, o sabemos por experiência: o "mundo", na acepção de João, não compreende o cristão, não compreende aos ministros do Evangelho. Em parte, porque de fato não conhece a Deus; e em parte, porque não quer conhecê-lo».

 

«O mundo não quer conhecer Deus e escutar seus ministros, pois isto o poria em crise», declarou. O mundo, disse, insistindo no sentido evangélico deste termo, «insidia também à Igreja, contagiando seus membros e os próprios ministros ordenados». O «mundo», sublinhou, «é uma mentalidade, uma maneira de pensar e de viver que pode contaminar inclusive à Igreja, e de fato a contamina, e portanto exige constante vigilância e purificação». «Estamos 'no' mundo, e corremos também o risco de ser 'do' mundo. E, de fato, às vezes o somos».

 

Para poder tender à entrega total a Deus, à santidade, o Papa recomendou aos novos sacerdotes vida de oração, «antes de tudo, na santa missa cotidiana». «A celebração eucarística é o ato de oração maior e mais alto e constitui o centro e a fonte da qual também as demais formas de oração recebem a "seiva": a liturgia das horas, a adoração eucarística, alectio divina, o santo Rosário, a meditação». 

 

«O sacerdote que reza muito e reza bem, vai ficando progressivamente despojado de si mesmo e fica cada vez mais unido a Jesus, Bom Pastor e Servo dos irmãos», assegurou o Papa. «Em conformidade com ele, também o sacerdote 'dá a vida' pelas ovelhas que lhe foram encomendadas», concluiu.

 

[CIDADE DO VATICANO, domingo, 3 de maio de 2009 (ZENIT.org)]

Sobre a Oração

(Irmão Roger, de Taizé)

[Essa foto foi tirada dia desses... num ato de extremada poesia da natureza!]

 

 

“Na oração, quando a linguagem humana tem dificuldades em expressar o que vai nas profundezas de nós mesmos, não nos inquietemos. Numa oração, feita apenas de silêncio, descansamos em Deus, de corpo, de alma e de espírito.

 

Quando estamos a rezar, que fazer com as distrações? Não nos preocupemos com elas. Deus conhece o nosso anseio. E, melhor do que nós, Ele percebe a intenção e o íntimo do nosso ser.”

 

Na oração, deparamos muitas vezes com reflexões e imagens a entrecruzarem-se no nosso espírito. Quando damos conosco a dizer: «Extraviam-me os pensamentos, o meu coração está dividido», o Evangelho responde-nos: «Deus é maior do que o nosso coração». (1 Jo 3, 20)

[in “Em tudo a paz do coração” – citação no blog Seguir Jesus]

 

O MEDO CONTINUA MAL CONSELHEIRO

 

Senão, veja. O Egito determinou o sacrifício de cerca de 300mil porcos por causa da “gripe SUÍNA”, apesar de não haver evidências científicas de que a medida seja efetiva para evitar o contágio da doença. Também não há até agora no Egito nenhum caso confirmado de contágio pelo vírus H1N1, causador da “gripe suína”.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que não há razão para sacrificar animais e que não há evidências de contágio em larga escala pelo vírus H1N1 de animais para seres humanos. Segundo a OMS, há 787 casos confirmados de contágio pela gripe suína em 17 países, mas a grande maioria desses casos está concentrada nos três países da América do Norte - México, Estados Unidos e Canadá.

 

A maioria dos porcos criados no Egito pertencem a membros da minoria cristã copta. Muitos dos animais são criados em áreas de favelas por catadores de lixo, que usam os porcos para ajudá-los a se livrar dos dejetos. Eles argumentam que o sacrifício dos animais vai prejudicá-los economicamente. A ordem oficial também vem reacendendo as tensões entre a comunidade cristã copta e a maioria muçulmana do país.

 

Apesar de não ter registrado até agora nenhum caso de contágio pela gripe suína, o Egito vem lutando há alguns anos contra um surto de gripe aviária. Pelo menos 26 pessoas morreram de gripe aviária no Egito nos últimos três anos.

 

[informações via bbcBrasil]

 
 

EspElhOs

 

 

Por fora, é sempre possível ver os mais diversos ângulos... Por dentro, nem sempre se pode ir muito ao longe e ao fundo... Eis o mistério da vida!!!

 

ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

 

 

Vivenciamos neste domingo, o quarto da páscoa, o dia mundial de oração pelas vocações. O Santo Padre enviou a Igreja uma carta na qual destaca a necessidade da “confiança no chamado de Deus e na resposta humana”. Ele ainda incentiva as famílias para manterem a tradição da oração em família pedindo ao Senhor da Messe que mande para esta operários. Também neste domingo meditamos a figura do bom pastor – aquele que conhece as ovelhas pelo nome, que dá a vida para que o rebanho tenha vida... a porta para se chegar ao Pai. Que o Bom Pastor nos conduza para águas repousantes e pastagens verdejantes. Saibamos, a seu exemplo, dar a vida e não tirá-la.

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