DIA DO PADRE

 

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Iniciamos agosto, mês vocacional. Neste primeiro domingo, fazemos memória do sacerdote. Homem tirado do meio dos homens e devolvido ao meio dos homens para oferecer sacrificios a Deus em favor dos homens. Mistério da gratuidade divina é participar do único sacerdócio de Jesus. Rezemos pela santificação dos sacerdotes. Especialmente neste ano sacerdotal cujo título é “fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”.

 

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“Ser padre é uma responsabilidade.
O padre é uma chave que abre o acesso a Deus,
é uma escada que conduz ao céu,
é um sinalizador do amor de Deus,
é uma ponte que liga o céu e a terra.”

[Dom Orlando Brandes]

 

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Quando o silêncio fala,

O mundo se transforma...

 

(DES) ENCONTROS

 

 

 

A vida é feita de encontros e desencontros. A maioria se dá por falta de programação. Tanto encontro quanto desencontro. Observe e me responda se todos os encontros que você teve nesta semana foram programados. Quase maioria não foi.

 

Talvez por isso nos decepcionamos tanto quando alguém falta ao encontro programado. É como se não tive o mínimo de consideração pelo outro ou pela própria forma ritual da vida – sempre carente de agenda e sonhos.

 

Óbvio que as pessoas têm direitos de atrasar e até faltar, pois qualquer novidade pode acontecer a qualquer hora. Até funcionários podem faltar, mesmo que com isso corram o risco da exclusão dos quadros da empresa.

 

De toda forma, procuremos não atrasar nem faltar aos encontros que a vida nos agenda. Também não faltemos aos encontros conosco mesmo. Destes últimos há muito que aprender para depois partilhar em futuros encontros.

 

Só vai sem medo ao encontro do outro aquele que sem medo se aceita tal como é. Aquele que se resolveu consigo. Ainda que não seja perfeito, sabe que é com isso que tem e pode lutar pelo lugar ao sol e pela felicidade que não dista tanto, pois nos cerca a cada passo.

 

Através deste texto nos encontramos. Gostaria muito você levasse um pouco de mim pelas estradas da sua vida. E deixasse um pouco de você para que eu seja mais e pelas minhas estradas tenha o que dizer aos que certamente hei de encontrar.

AMIZADE E MORTE

 

Morreu um amigo meu. Não. Não há lágrimas de tristeza. A sobriedade é tão grande que por pouco agride os olhares acostumados ao pranto desolador de tantos que ficando não conseguem deixar ir aqueles que Deus chamou.

 

Ele me mostrou muitas facetas do caminho. Ajudou-me a transpassar por obstáculos. Fez-me sentir a beleza, a força e a suavidade da vida. Ensinou-me a lançar fora as máscaras com as quais me ocupava e nós, os humanos, costumamos nos defender.

 

Haveria alguém que agora não vista alguma máscara? Haveria alguém neste momento desprovido da necessidade de autodefender-se?

 

Meu amigo que morreu continuará vivo para sempre em mim e naqueles que cativou. Tinha jeito de menino, corpo de rapaz, virtude e força de homem. Foi tragado pela morte que por, um instante, acredita tê-lo vencido. (hehehe)

 

A morte não pode vencê-lo. A força de sua fé é certeza de vitória, de ressurreição, de vida nova... Ele viveu para Deus que agora o acolhe em seu regaço. Daqui louvo pela graça de vislumbrar Deus num homem e de por este homem tocar em Deus.

 

Vai com Deus. Fique com Ele. Peça a Ele que também fique conosco. Ainda não sabemos amar direito, não sabemos nos acolher direito, não sabemos sequer ajudar o outro a subir degraus de vida em busca de realização e santificação.

 

Amigo não morre. Você não morrerá nunca (em mim).

 

[oliveira silvestre]

 

 

“PROTEGE MI VIDA!”

 

 

“O ser humano deve ser respeitado e tratado como pessoa desde o instante da sua concepção e, por isso, a partir desse mesmo momento devem lhe ser reconhecidos os direitos da pessoa, principalmente o direito inviolável de todo ser humano inocente à vida.” (João Paulo II, Envangelium vitae, 60)

 

“O aborto provocado é um ato intrinsecamente mau que viola gravemente a dignidade de um ser humano inocente, tirando-lhe a vida. Também fere gravemente a dignidade de quem o comete, deixando profundos traumas psicológicos e morais (...) é um dever de estrita justiça prestar à mulher que espera um filho o apoio pessoal, econômico e social merece a maternidade como valiosíssima colaboração ao bem comum.” (Conferência Episcopal Espanhola, “A família, santuário da vida e esperança da sociedade, 33)

“PROTEGE MI VIDA!”

Em nossa sociedade é cada vez maior a sensibilidade sobre a necessidade de proteger os embriões de diversas espécies animais. As leis tutelam a vida dessas espécies em suas primeiras fases de desenvolvimento. Entretanto, a vida da pessoa humana que vai nascer é objeto de uma desproteção cada vez maior.

 

 

 

A Conferência Episcopal Espanhola realizou no mês de março uma campanha pela vida.

A imagem acima compôs o cartaz da campanha.

 

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AGARRE-SE À PROMESSA

 

O texto abaixo é do padre Henri Nouwen. De verdade brutal e escancarada. Tanto bem nos faz permitir que homens bons, porque sinceros!, nos instruam. Deus se utiliza de “instrumentos insuficientes” para realizar a sua obra. Quanto consolo isso nos trás ao coração. Senão, veja:

 

 

Não conte a todos a sua história. Você acabará somente se sentindo mais rejeitado. As pessoas não podem dar-lhe o que o seu coração almeja. Quanto mais espera que os outros respondam à sua experiência de abandono, tanto mais se sentirá exposto ao ridículo.

 

Você deve fechar-se ao mundo exterior a fim de poder entrar em seu próprio coração e, através do sofrimento, no coração de Deus. Deus colocará no seu caminho aqueles com quem poderá compartilhar a sua angústia e que o levarão para mais perto da verdadeira fonte de amor.

 

Deus é fiel às promessas de Deus. Antes que morra, encontrará o amor e a aceitação que busca. Não chegarão do modo que espera. Não corresponderão às suas necessidades e aspirações. Mas seu coração ficará pleno e seu desejo mais profundo será satisfeito. Não há nada a que se apegar a não ser a essa promessa. Tudo mais lhe foi arrebatado. Agarre-se com fé a essa simples promessa. A sua fé vai curá-lo.

 

 

[Nouwen, Henri J.M., A voz íntima do amor – uma jornada através da angustia para a liberdade. SP: Paulinas, 1999, p. 22]

QUER SER SANTO? ASSUMA QUE VOCÊ É FRACO!

[padre Fábio de Melo]

 

É uma riqueza insondável este texto de São Paulo: 2 Coríntios 12,1-10. O apóstolo nos fala que, para seu espírito não se encher de orgulho e vaidade, foi lhe colocado um “espinho na carne”.

 

Não é possível falar de crescimento humano se antes não falarmos de reconhecimento dos nossos limites. O bom treinador é aquele que vai saber salientar a qualidade do atleta, mas, sobretudo, vai saber encaminhá-lo para a superação dos limites.

O primeiro passo é reconhecer em que nós precisamos melhorar. Contudo, esse é um grande desafio para todos nós, porque, lamentavelmente, as pessoas não estão preparadas para nos educar para a coragem. Sabe por quê? Porque muitas vezes os incentivos que nos são dados estão mais voltados para esquecermos as nossas fragilidades. Quando mostramos as nossas fraquezas há uma série de repreensões diante de nós.

Você já reparou que nós não deixamos a criança chorar? Já reparou que quando o recém-nascido chora, nós fazemos de tudo para calar a boca dele? Fazemos uma série de "caras feias" para ver se calamos a criança, para tentar espantar a fragilidade.

Nós, humanos, temos uma dificuldade imensa de lidar com a fragilidade do outro – ainda que seja filho da gente. Nós gostamos é de todo o mundo feliz! Não estamos preparados para encarar a fragilidade. Parece que a nossa educação está sempre voltada para nos revestir de uma coragem que nos faça esquecer nossos limites.

Ter coragem é descobrir onde está a nossa fragilidade e ali trabalhar com um empenho um pouquinho maior. É não desconsiderar o que temos de bom, mas é também colocar atenção naquilo em que ainda temos de melhorar. Estamos em processo de feitura. Não estamos prontos, não somos perfeitos, estamos por ser feitos, estamos sendo feitos aos poucos. E no processo de ser feito aos poucos nós vamos descobrindo onde é que dói “esse espinho” de que fala o apóstolo dos gentios. Esse espinho muda de lugar. Quanto mais uma pessoa está aperfeiçoada no processo de ser gente, tanto maior é a facilidade de conhecer limites.

Para você retirar um espinho, às vezes, é preciso deixar inflamar. É como se o seu corpo dissesse: “Isso não me pertence”. De qualquer jeito, nós temos de tirar aquilo que não nos pertence. Existem algumas inflamações do espírito, da personalidade, porque há pessoas que são tão aborrecidas que a gente não pode nem encostar nelas. São aquelas inflamações que se alastram.


“EU”:

Hoje é o dia de assumir o quão fracos somos nós diante do mistério da vida. Também é hora oportuna de contemplar a nossa força quando deixamos Deus assumir as coordenadas do nosso caminhar. Ele sabe quem somos. Sabe do que ainda precisamos para avançar mais. É como aquele ditado popular: se não é possível vencer o inimigo, alie-se a ele. Claro que a vida não é nossa inimiga. Mas sei que podemos vivê-la como se assim fosse e por isso tanto e tanto nos ferirmos. Faça do seguinte pensamento a sua oração e entrega. Eu posso. Eu quero. Eu vou deixar nas mãos do Senhor todas as vãs preocupações, para me ocupar com o momento presente, recheado da graça e de possibilidades de vida nova.

 
 

“DOM QUIXOTE”

 

Tanta gente se esconde do sonho com o medo de sofrer
Tanta gente se esquece que é preciso viver
Combater moinhos, caminhar entre o medo e o prazer
Somos todos na vida, qualquer um de nós
Vilões e heróis, vilões e heróis!

 

[César Camargo Mariano & Lula Barbosa – interprete: Maria Rita]

 
 

:)

HOMENS SENSATOS

 

“De todos os homens que conheço o mais sensato é o meu alfaiate. Cada vez que vou a ele, toma novamente as minhas medidas. Quanto aos outros, tomam a medida apenas uma vez e pensam que seu julgamento é sempre do meu tamanho”

 

[George Bernard Shaw]

NÃO SE “VIVE COMO PADRE”, MAS SE “É PADRE”!

 

 

“Queres exercer o ministério sacerdotal por toda a vida, colaborando com o Bispo no serviço ao Povo de Deus, guiado pelo Espírito Santo?”.

 

(Pontificale Romanum. De Ordinatione Episcopi, presbyterorum et diaconorum...) 

 

Caríssimos irmãos no Sacerdócio,           

(...) Durante todo o Ano Sacerdotal... terei a alegria de oferecer-vos uma breve reflexão vinda do coração e inspirada no amor pelo Sacerdócio católico. Espero que possa ser um modesto auxílio e contribuição para a meditação comum, sendo uma “companhia cristã e sacerdotal” neste Ano no qual, com o Sucessor de Pedro, todos queremos experimentar uma profunda “renovação espiritual”.

            A Igreja, na sua materna sabedoria, sempre ensinou-nos que o ministério nasce a partir do encontro de duas liberdades: divina e humana. Se, por um lado devemos sempre recordar-nos que “ninguém pode arrogar-se tal encargo. É-se chamado a ele por Deus” (CIC n. 1578), por outro lado, evidentemente, é sempre um “eu humano criado” - com a própria história e identidade, com as próprias qualidades e também com os próprios limites - que responde ao chamado divino.

            A tradução litúrgico-sacramental do assimétrico e necessário diálogo entre a liberdade divina que chama, e a liberdade humana que responde, é representada pelas perguntas feitas a cada um de nós pelo Bispo, durante o Rito da nossa ordenação, antes da imposição das mãos... “diálogo de amor e de liberdade”.

            Foi-nos perguntado individualmente: “Queres exercer o ministério sacerdotal por toda a vida, colaborando com o Bispo no serviço ao Povo de Deus, guiado pelo Espírito Santo?”. Ao que respondemos: “Quero”.

            A resposta, livre e consciente, fundamenta-se em um ato explícito da vontade (”Quereis exercer”: “sim, quero”) que, como bem sabemos, deve ser continuamente iluminado pelo juízo da razão e sustentado pela liberdade, para que não se transforme em voluntarismo estéril ou - o que seria ainda pior - para que não se transforme, com o passar do tempo, em infidelidade. O ato da vontade é, por sua natureza, estável, justamente porque é um ato humano, no qual se exprimem as qualidades fundamentais das quais o Criador nos fez partícipes.

            O compromisso que assumimos é “para toda a vida” e, portanto, não está relacionado, de forma mais ou menos evidente, a entusiasmos e gratificações, nem muito menos a sentimentos. O sentimento tem um papel determinante para o conhecimento da verdade e, desde que seja colocado, como uma lente, no seu “justo lugar”, não será um obstáculo para o conhecimento, mas sim algo que o favorecerá. Todavia, trata-se tão somente de um dos fatores do conhecimento, não podendo ser determinante.

            A nossa vontade consentiu de exercer “o ministério sacerdotal”, não outras “profissões”! Antes de tudo, somos chamados a ser sempre sacerdotes, - como nos recordam os Santos - em todas as circunstâncias, exercendo com todo o nosso ser o ministério ao qual fomos chamados. Não se “vive como padre”, mas se “é padre”!

            Caros irmãos, durante este Ano Sacerdotal renovemos a comoção de nos levantarmos todas as manhãs recordando-nos quem somos, aquilo que o Senhor quis que fôssemos na Igreja: para Ele, para o Seu povo e para a nossa própria salvação eterna!

            Cada um de nós faz parte de um “organismo”, e somos chamados a colaborar e a mostrar, de diversas formas, a Cabeça deste Corpo. Sempre “colaborando com o Bispo”, em obediência ao bem que Ele nos indica e “guiados pelo Espírito Santo”, ou seja, em um clima de oração constante. Só quem reza pode escutar a voz do Espírito Santo, como bem recordou o Santo Padre na Audiência Geral de 1º de Julho último: “Quem reza não tem medo; quem reza nunca está sozinho; quem reza se salva!”.

            Que a Bem-Aventurada Virgem Maria, Mulher do “tudo” e do “para sempre”, nos assista e nos proteja! Bom prosseguimento do Ano Sacerdotal! 

 

 

+ Mauro Piacenza, Arcebispo tit. de Victoriana, Secretário

Vaticano, 15 de Julho de 2009.

QUERIDOS AVÓS,

 

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Uma breve homenagem aos avós pelo transcurso do seu dia neste próximo domingo, 26 de julho, dia dos santos Joaquim e Ana, progenitores de Maria, a mãe de Jesus.

 

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A vocês que nos cercam de muito carinho, de muito amor. Que nos fazem todas as vontades.  Que nos dão tudo sem nada pedir. Que nos amam mais que a si próprios. A vocês, meus queridos avós, que Deus os abençoe cada dia mais. Que nos dê a bênção de sempre tê-los conosco, nos dando muito amor, nos passando experiências, nos ouvindo com carinho, nos “dengando”, nos orientando, nos aconselhando, nos suportando sempre com muita paciência. Vocês são para nós, seus netos, um grande exemplo de experiência, de trabalho, de honestidade, de paciência, de fé, de firmeza, e principalmente de muito amor. Amamos vocês...

 

Trago muitas e boas alegrias ao meu coração e a minha memória quando recordo cenas da vida de meus avós. Eles muito me ensinaram, mesmo no silêncio ou nas inumeráveis histórias que contavam (algumas, diga-se, inverossímeis! Mas por gostar tanto deles, não ousei nunca duvidar. Nem das velas, nem dos peixes nem da mula sem cabeça que de pé junto me garantia ter encontrado no meio da estrada). Ah, quanta coisa boa, trazemos no baú da nossa história. Seria muito bom visitá-lo de vez em quando. Assim corremos o risco de evitar aventuras desmesuradas e renegar o ninho onde fomos alimentados.

 

Peço a Deus, por meio de Santa Ana e São Joaquim, bênçãos abundantes de saúde, paz, serenidade e alegria a todos os nossos bons velhinhos.

 

[se você não os tem vivos, como eu, que tal rezar em memória deles ou visitar um idoso, especialmente doente ou que padece solidão num desses cantos do mundo?!].

Tempo. Tempo? Tempo!

 

[abaixo um pouco de “elucubração” mental do nosso amigo oliveira silvestre]

 

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“O tempo não para.” “O tempo não perdoa ninguém.” “O tempo é o melhor dos remédios” (para todos os males!). “O tempo é dinheiro.” “Não podemos perder tempo.” “É preciso otimizar o tempo.” Temos a “previsão do tempo”. O tempo oportuno. O tempo desafortunado. Enfim, diante de um relógio parado, tentei parar meus pensamentos. Não consegui. Tentei parar o fluxo de emoções que me viam por todos os poros. Não deu. Vi-me na incapacidade de controlar o tempo. Incapacidade de sequer saber bem administrá-lo, mesmo que apregoem por aí a necessária disciplina para atletas e para os que pretendem ser alguém na vida. Quão incapazes somos de realizar tarefa tão “simples”: ajustar os passos no ritmo do tempo. Não digo nem do ritmo da vida, mas do tempo.

 

Celebra-se o tempo da vitória. Foge-se do tempo da derrota. Sabemos que as batalhas mais profundas são travadas não com outrem mas com nós mesmos. É como vida que não se contém em frascos de perfumes, ainda que importados e importantes. Vida que não se cansa de avançar nem que seja para a perdição ou para o tempo das rugas, da flacidez, da sonolência, da incontinência, da surdez, da cegueira, da decrepitude...

 

Nascemos pequenos no corpo e grandes na energia de vida... o tempo passa e nos tornamos grandes no corpo e nem sempre grandes na energia vital. Gastamos tempo correndo atrás de borboletas. Desejamos atravessar o arco-íris no horizonte para lograr o pote de ouro que afirmam numa de suas pontas estar. Bem dizia o sábio de Israel que tudo é vão.

 

Vaidade das vaidades! (e pior quando constatamos que em nossos dias, a deusa mais cultuada é essa tal vaidade. Tão apegados a nós próprios que nada mais em nós consegue espaço para desenvolver-se e aprofundar raízes. Que triste, não?!).

 

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Ó tempo! Senhor dos senhores, dá-me a graça de aproveitar-vos com largueza de espírito. Dá-me partilhar-vos com as pessoas, boas e más, certas e incertas, amigas e inimigas, próximas e distantes... só assim saberei ao final que não foi em vão passar por vós, tempo.

 

Hoje ainda conto os dias de minha vida. Contemplo neles as coisas mais marcantes. Não foram todas boas. E pra ser sincero, costumamos ter na consciência mais próxima as lembranças más. As coisas, pessoas, palavras e situações que nos puseram de algum modo em maus lençóis. É como se gostássemos da tortura. Uma espécie de “sadio” masoquismo.

 

Ó tempo! Vinde e dai-nos renovadas chances de caminhar convosco. Não quero caminhar contra vós. Não quero enfrentar-vos, pois sou tão menor, tão menos que... bom, bastaria um istmo para que tudo fosse.

 

Como poeira sei que sou. Mas do pó fui feito e o divino criador me dá alegria da água do Espírito, do sopro da vida e da sua morada em mim. Desta forma, Ele me tira de vós, tempo. Pois só aquele que habita fora de vós, pode me fazer também morar além.

 

Desejo hoje estar na presença de Deus. Habitar em seu santuário, na terra dos justos. Por isso, ó Deus, senhor dos tempos e dos momentos, “ajusta” a minha vida. Faz-me mais forte que o poderoso tempo. Dá-me contemplar já agora a sua condição eterna e me faz desejar com mais intensidade essa mesma condição de vida para além da vida. Amém.

 

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[se o relógio parado o fez pensar tantas coisas, sinal de que parada não deve ser a sua ânsia por viver e por fazer-se aprendiz da vida que insiste acontecer; vou refletir um pouco mais sobre a vida e as nuanças que em mim realiza. PAX]

 
 

sabedoria e iluminação

TRINTA ANOS PARA ALCANÇAR A ILUMINAÇÃO

 

O jovem perguntou ao mestre:

- quanto tempo levarei para alcançar iluminação?

Disse o mestre:

- dez anos.

O jovem ficou surpreso:

- tanto tempo? – perguntou-lhe incrédulo.

Disse-lhe o mestre:

- não, isso foi um engano. Você vai levar 20 anos.

O jovem perguntou:

- porque dobrou o tempo?

Disse-lhe o mestre:

- pensando melhor, no seu caso, serão provavelmente 30 anos.

 

* * *

 

Algumas pessoas nunca aprendem nada, porque entendem tudo depressa demais.

A sabedoria, afinal de contas, não é uma estação a que se chega, mas sim uma maneira de viajar.

Quem viaja depressa demais não vê a paisagem.

 

A melhor maneira de se perder talvez seja saber exatamente para onde se está indo. Nem todos os que vagueiam estão perdidos.

 

[Antony de Mello]

MUNDO PÓS-MODERNO

Somos filhos do nosso tempo!

O mundo frágil,

fragiliza-nos!

Ilude-nos!

Inebria-nos!

Frustra-nos!

O que pesa no mundo hoje é a “insustentável leveza do ser”!

O efêmero, o fugaz e o casual pesam!

Nesse esquema não cabe o compromisso.

Não se namora porque se pensar casar.

Se “fica” porque se quer ter prazer – quanto mais melhor.

Pergunto: onde cabe a renúncia neste quadro?

Se você pode ficar com tudo, porque escolher entre isto e aquilo, esse e aquele?

PAI NOSSO

 

Será que poderíamos modificar um pouco a oração que o Senhor nos ensinou? Ficaria como segue:

 

 

Pai Nosso que estais nos céus,

Santificado seja o vosso nome,

Venha a nós o vosso reino,

Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu.

O pão nosso de cada dia nos daí hoje,

Perdoai-nos as nossas ofensas

AINDA que não consigamos perdoar a quem nos ofendeu,

E não nos deixeis cair em tentação,

Mas livrai-nos do mal.

Amém.

ACERCA DA ORAÇÃO

Somos eternos noviços no tema da oração. Esta faz parte do dia-a-dia de todos os sinceros e honestos buscadores de Deus. Nunca descansaremos naquilo que já conseguimos. Há momentos em que temos uma imensa saudade do Senhor. Um versículo de salmo, uma palavra da Escritura despertam em nós o desejo de buscar as estrelas, o anseio da união com o Senhor, como a esposa busca seu Esposo. Tudo está feito e tudo precisa ser refeito. Não podemos fracassar em nossa vida de oração, porque, segundo Francisco tudo está submetido a ela. Será que isso é verdade para todos nós?

[fr. Almir Guimarães, OFM]

ALMA CIGANA

 

Tenho “alma cigana”. Todo canto me é possível. Nenhum deles, entretanto, me retém. Tanto mais me tentam prender, mais me esquivo, fujo... só assim eu me encontro.

 

No céu, um anunciado eclipse lunar. Dizem os entendidos que tudo (de mau) pode acontecer. Mas eu que não sou entendido nem nada, penso que se tudo de mau pode, porque tudo de bom também não pode? Para mim, neste eclipse, tudo de bom vai acontecer.

 

Acordei com vontade de desobstruir a lua para que no lago ela toda inteira brilhe. Para que os contemplativos de plantão, melancólicos pela própria sina poética, possam revisitar suas almas e expandi-las absolutamente.

 

Seria catastrófico o mundo sem o olhar poético. De tão seco e “realístico”, nos poríamos em desenfreada desventura e por contraditório, habitaríamos os desertos da solidão que não compensam.

 

Sim. Claro. Há desertos e solidões compensadores. Feliz daquele que consegue fugir da selva de pedra para o deserto de si, para oásis de verdadeira vida que viceja nas entranhas da saudade de quando éramos meninos e nos tínhamos como suficientes companhias para brincar, para brigar, para fazer as pazes... Tudo tão simples, ainda que aos adultos em derredor fosse confusão e decepção. Não poucas vezes nos decepcionamos e frustramos com as imagens que temos dos outros. (E eles, por óbvio, com a nossa).

 

Tinha saudades de voltar a este blog. Mas algo me obstruía a comunicação. Vale. Sempre vale. Sim, vale. Pode crer! Vale esperar por tudo aquilo em que depositamos o nosso coração. Não à toa, o título do blog sentencia: “tudo tem seu tempo”.

 

É tempo de voltar. Voltar até mesmo para os lugares nunca dantes visitados. Neles estão as nossas melhores conquistas. Porque costumamos acreditar que apenas o que “ainda” não temos é o melhor que temos. Até nos escritos divinos há algo que me ajuda assim pensar; virá novo céu e nova terra; tudo novo; o velho passa; ali onde não mais haverá dor nem pranto; miséria ou tristeza... ali, tudo em todos, para sempre.

 

Quem me haverá de deter? Se habitante do céu, porque me preocupar com o encontro do sol com a lua? Tenho “alma cigana”. Por aqui, na terra, apenas alguns anos de existência. Tudo tão pouco, se comparado ao novo, ao belo, ao eterno que me habita.

 

[...]

 

[oliveira silvestre, amigo do blog]

Amizade

O amigo é a visibilidade e o sacramento do amor de Deus. É como sol que ilumina a vida.

 

A amizade fiel é um refúgio seguro e não tem preço que pague. È um tesouro inestimável e dom de Deus. Deus cria os amigos, leva o amigo ao amigo. Sem amigos somos como estrangeiros, com os amigos nos sentimos em casa. Com um amigo do lado nenhum caminho é longo. Na verdade o amigo é um escudo contra emoções negativas, é como asas que nos eleva acima do pó da terra. O amigo é a visibilidade e o sacramento do amor de Deus. É como sol que ilumina a vida.

 

O amor de amizade consiste em acolher o outro como ele é, não esperar recompensa e vantagens, respeitar sua liberdade, ser compreensivo, abrir a confidência, acolher sem censuras, querer que o outro seja mais, sentir alegria de estar em sua companhia, partilhar a vida.

 

O amigo pode ser o melhor terapeuta porque está perto, compreende, ajuda. Sem amizade nada é amável. Nossos amigos podem se tornar nossos inimigos quando eles não são pessoas de bem. Ao lado da amizade verdadeira, há amizade falsa, por interesse e prazer. Quatro coisas levam a perder uma amizade: primeiro, a falta de abertura. Quem esconde os sentimentos mata a amizade. O fechamento leva ao tédio, rotina, afastamento. Segundo, a falta de tempo. O excesso de trabalho, o ativismo, a ocupação demasiada não permite o encontro, a presença, o diálogo. Quem ama dedica tempo à amizade. Terceiro, a falta de igualdade. Os amigos estão no mesmo plano. Um não é tutor do outro, nem mestre, nem psicólogo, nem benfeitor. A posição de superioridade impede a amizade. Quarto, o excesso de presentes com excesso de carinho sufoca o outro, tira a liberdade, acaba em dominação.

 

A amizade é feita de gratuidade requer fidelidade e portanto sempre a verdade. Onde entra a falsidade morre a amizade. A harmonia de visão, a vontade do bem do outro e o afeto são três componentes essenciais da amizade. Nossa pátria é lá onde encontramos amigos. O amor de amizade é profundo, intenso, personalizado, aberto, livre.

 

A experiência mostra que para manter a amizade é preciso espiritualidade, ou seja, presença de Deus. Assim na amizade fazemos a experiência do divino. Graças à amizade verdadeira, muitas pessoas encontraram Deus, foram poupadas de experiências negativas, encontraram apoio, consolo, orientação. Na amizade existe também a correção fraterna e crescimento humano, espiritual, social. Nada mais decepcionante que a amizade interesseira e a dor da traição dos amigos é inconsolável. Quando esta traição é conjugal e familiar, abrem feridas que só o perdão pode curar. A amizade é o belo amor, mas de amizade não se brinca. Manter a amizade requer doação.

 

A oferta da aliança que Deus faz ao seu povo e a cada pessoa é uma oferta, uma proposta de amizade. Deus fala conosco nas Escrituras num diálogo entre amigos. Jesus declara que somos seus amigos a ponto de Ele dar sua vida para salvar esta amizade. Ele chorou a morte de seu amigo Lázaro (11, 35). Tudo é prova de amizade, deixemo-nos amar pelo melhor amigo.

 

Para os gregos a amizade é o que existe de melhor, depois da sabedoria, sendo que para eles a sabedoria é o mesmo que virtude. Só pode haver verdadeira amizade entre pessoas de bem. Daí que amizade requer lealdade, constância e justiça. Na amizade tudo é verdadeiro. O maior ornamento da amizade é o respeito.

 

Pela amizade os ausentes estão presentes no afeto, os indigentes são ricos, os fracos são cheios de força, os mortos estão vivos na lembrança. Sem amizade nenhuma casa fica de pé, nenhuma cidade subsiste, a vida na terra é insuportável, porque ela é um sentimento de amor verdadeiro e espontâneo, que ameniza o convívio. Sem amizade a vida se esvazia. O amigo é um tesouro. (Eclo 6,14)

 

 

Dom Orlando Brandes

Arcebispo de Londrina

 

O VALOR DO TEMPO

 

 

Para você entender o valor de um ano: pergunte a um estudante que não passou nos exames finais.

 

Para você entender o valor de um mês: pergunte a uma mãe que teve um filho prematuro.

 

Para você entender o valor de uma semana: pergunte ao editor de uma revista semanal.

 

Para você entender o valor de uma hora: pergunte aos apaixonados que estão esperando o momento do encontro.

 

Para você entender o valor de um minuto: pergunte a uma pessoa que perdeu o trem, o ônibus ou o avião.

 

Para você entender o valor de um segundo: pergunte a alguém que sobreviveu a um acidente.

 

Para você entender o valor de um milissegundo: pergunte a um ganhador de uma medalha de prata nas Olimpíadas.

 

Portanto, procure aproveitar seu tempo ao máximo, SEMPRE.

O AMOR É O DOM SUPREMO

 

“Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tive amor, nada serei.”

 

[1 Cor 13,2]

 
 

Vida longa ao Santo Padre!

PAPA BENTO XVI aparece em público pela primeira vez após cirurgia em pulso fraturado

 

 

 

ROMA – O Papa Bento XVI apareceu em público pela primeira vez, neste domingo, após a cirurgia a que foi submetido no pulso direito, fraturado após uma queda na quinta-feira. Sem muita dificuldade, o Pontífice, de 82 anos, levantou a mão engessada para saudar os fiéis, que foram até a cidade italiana de Romano Canavese. Bento XVI disse que o acidente limitou um pouco seus movimentos, mas demonstrou esperança de se recuperar totalmente.

 

“Meus movimentos estão um pouco limitados. Mas estou aqui com vocês com grande felicidade”, disse o papa diante de duas mil pessoas que o aplaudiam.

 

Não ficou claro ainda se o acidente trará consequências de longo prazo que possam afetar a habilidade do Papa ao piano. Ele é um pianista de talento e normalmente relaxa tocando à noite. De acordo com o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, Bento XVI está se adaptando bem ao uso do gesso e está ansioso para retomar sua agenda de compromissos.

 

“O estado do Santo Padre é bom. Precisa aprender a conviver com uma mão imobilizada, o que quer dizer que algumas atividades, em especial escrever, que é muito importante para ele, serão limitadas. Ele é uma pessoa muito paciente e, com certeza, viverá essa pequena prova com serenidade”, afirmou.

 

Na noite de quinta-feira, o Papa caiu no banheiro da casa onde passava férias, na cidade italiana de Aosta, e acabou fraturando o pulso direito. O Pontífice terá de usar gesso por cerca de um mês. Patrizio Polisca, médico pessoal de Bento XVI, informou que o Pontífice foi submetido a uma osteosíntese, procedimento cirúrgico para unir as partes de ossos fraturados por meio de peças metálicas como pinos, placas e parafusos.

 

O Vaticano informou que o Papa foi por conta própria ao hospital e que, antes disso, ele ainda celebrou uma missa e tomou o café da manhã no chalé nas montanhas. A operação, de acordo com nota da Santa Sé, durou 20 minutos, com anestesia local. Essa foi a primeira vez que Bento XVI foi tratado em um hospital desde sua eleição, em 2005.

- Rezemos pela saúde do Santo Padre. Que ele continue firme na guia da barca de Pedro, sendo sustentado pelas nossas orações e espírito filial.

DIA DO AMIGO

 

 

“Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro”

(Eclesiásticos 6-14)

 

***

 

Nesta segunda-feira, 20, será comemorado o Dia do Amigo.

 

Eu não tenho amigo. Apenas procuro ser amigo.

 

O sentimento da amizade me habita tanto quanto habita as pessoas que me circundam. E sei o quanto é difícil viver cercado por gente não amiga. Se inimigas, tanto pior. O amigo é uma poderosa proteção. Claro que a palavra de Deus condiciona tal proteção se o amigo for fiel.

 

Eu costumo brincar dizendo que aqueles que cultivam boa e verdadeira amizade dificilmente precisará tratar-se com psicólogo ou psiquiatra. [isso não é verdade cientifica!]. O bom amigo não é aquele que aplaude erros nem sorri amarelo quando estamos felizes ou quando conquistamos algo. Presença e cumplicidade são marcas de bom amigo.

 

Expresse a sua opinião sobre a amizade e os seus amigos.

 

Ah, é preciso ser bom amigo de si mesmo. Há muita gente que se suicida aos poucos não sendo de si a melhor companhia.

 
 

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SEPULTAR OS MORTOS, CUIDAR DOS VIVOS E FECHAR OS PORTOS

 

 

Dizem que passado o terremoto de Lisboa (1755), o rei Dom José perguntou ao General Pedro D’Almeida, Marquês de Alorna, o que se havia de fazer. Ele respondeu ao rei: “Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos”. Essa resposta simples, franca e direta tem muito a nos ensinar.

 

Muitas vezes temos em nossa vida empresarial e mesmo pessoal, “terremotos” avassaladores como o de Lisboa no século XVIII. A catástrofe é tão grande que muitas vezes perdemos a capacidade de raciocinar de forma simples, objetiva. Esses “terremotos” podem ser de toda ordem: um lote de produtos com defeito que foi de nossa indústria para o mercado; produtos contaminados que não conseguimos detectar; erros incorrigíveis em relação ao nosso melhor cliente, etc, etc. Todos nós estamos sujeitos a “terremotos” na vida.

 

Quem está competindo no mercado sabe que há “falhas geológicas” sob nossos pés e que podem gerar um “tremor” a qualquer instante sem que estejamos preparados. O que fazer? Exatamente o que disse o Marquês de Alorna: “Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos”. E o que isso quer dizer para a nossa vida empresarial e pessoal? Sepultar os mortos significa que não adianta ficar reclamando e chorando o passado. É preciso “sepultar” o passado. Colocar o passado debaixo da terra. Isso significa “esquecer” o passado. Enterrar os mortos.

 

Cuidar dos vivos significa que depois de enterrar o passado, em seguida temos que cuidar do presente. Cuidar do que ficou vivo. Cuidar do que sobrou. Cuidar do que realmente existe. Fazer o que tiver que ser feito para salvar o que restou do terremoto.

 

Fechar os portos significa não deixar as “portas” abertas para que novos problemas possam surgir ou “vir de fora” enquanto estamos cuidando dos vivos e salvando o que restou do terremoto de nossa empresa ou de nossa vida. Significa manter o foco no “cuidar dos vivos”. Significa concentrar-se no negócio, concentrar-se na reconstrução, no novo.

 

É assim que a história nos ensina. Por isso a história é “a mestra da vida”. Portanto, quando você ou sua empresa enfrentarem um terremoto, não se esqueça: enterre os mortos, cuide dos vivos e feche os portos.

 

Pense nisso.

DAI-NOS PACIÊNCIA

Senhor, temos tanta coisa para fazer e tão pouco tempo e disposição para elas! Paciência, Senhor, é o que te pedimos.

 

Não apenas aquela paciência de aguardarmos a hora certa, nos mordendo até chegar o último minuto, mas aquela que é sinônimo de fé, de confiança em Deus. Paciência que vem da certeza de que Deus cuida de nós e que tem o tempo certo para cada coisa em nossas vidas.

 

Paciência que é fé. Paciência que espera porque sabe que não é em vão, não é sem sentido. Paciência, Senhor para aceitarmos mudar no tempo certo e com as coisas certas, mesmo que estas nos façam desanimar, por vezes. Paciência que é certeza do amor de Deus por nós e que nunca falhará.

 

Obrigado, Senhor.

 

Paciência pra aprender com o viver, como sentir, com o sofrer, com o vencer, com o perder. Paciência para preparar o almoço ao invés de cair de boca na praticidade do fast food.

 

Paciência para se entregar a uma reeducação alimentar e de vida ao invés de buscar pílulas mágicas que façam emagrecer de montão. Paciência para viver a vida passo a passo ao invés de buscar sempre atalhos, ilusões...

BÊNÇÃO

 

O Senhor esteja adiante de ti, para te mostrar o caminho certo;

O Senhor esteja ao teu lado, para te abraçar e te proteger;

O Senhor esteja atrás de ti, para te defender contra o ataque dos maus;

O Senhor esteja debaixo de ti, para te acolher quando caíres;

O Senhor esteja em ti, para te consolar quando estiveres triste;

O Senhor esteja ao teu redor, para te proteger quando outros caírem sobre ti;

O Senhor esteja sobre ti, para te abençoar.

Assim te abençoe o bondoso Deus.

Amém.

 

(séc. IV)

O QUE É O PADRE?

 

 

Neste Ano Sacerdotal, gostaria de saber “o que significa”, “quem é” ou “o que é” o padre para você? Expresse nos comentários abaixo. Obrigado.

CARTA AOS EFÉSIOS (1,3-14)

 

Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto dos Céus nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo.

 

Nele nos escolheu, antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, em caridade, na sua presença.

 

Ele nos predestinou, de sua livre vontade, para sermos seus filhos adotivos, por Jesus Cristo, para que fosse enaltecida a glória da sua graça, com a qual nos favoreceu em seu amado Filho.

 

Nele, pelo seu sangue, temos a redenção, a remissão dos pecados. Segundo a riqueza da sua graça, que Ele nos concedeu em abundância, com plena sabedoria e inteligência, deu-nos a conhecer o mistério da sua vontade: segundo o beneplácito que nele de antemão estabelecera, para se realizar na plenitude dos tempos: instaurar todas as coisas em Cristo, tudo o que há nos Céus e na terra.

 

Em Cristo fomos constituídos herdeiros, por termos sido predestinados, segundo os desígnios daquele que tudo realiza conforme a decisão da sua vontade, para servir à celebração da sua glória, nós que desde o começo esperamos em Cristo.

 

Foi nele que vós também, depois de ouvirdes a palavra da verdade, o Evangelho da vossa salvação, abraçastes a fé e fostes marcados pelo Espírito Santo prometido, que é o penhor da nossa herança, para a redenção do povo que Deus adquiriu para louvor da sua glória.

 

Palavra do Senhor!

RETIRO ESPIRITUAL

 

Entre os dias 6 e 9 de julho, os padres da diocese de Presidente Prudente estão em retiro espiritual, no Mosteiro Monte Carmelo na cidade de Londrina/PR. O bispo da diocese de Santa Cruz do Sul/RS, dom Aloísio Sinésio Bohn é o orientador desses dias.

 

Retiro Espiritual é oportunidade para o encontro consigo mesmo, com Deus e com os outros padres. Um tempo de oração, reflexão, revisão de vida e de novas proposições para o exercício do ministério.

 

O dia-a-dia do retiro espiritual se faz com orações, palestras (orientação para meditação pessoal), hora de café e almoço, banho, missa, confissões, devoção eucarística e mariana, bem como a partilha da vida.

 

Não se pode negar que são também dias de descanso. Saindo da faina diária, da correria a qual todos já estão acostumados para um tempo de parada.

 

Daí, corpo sadio implica ter mente sadia.

 

De modo agradável, contando fatos da sua vida e do seu ministério, dom Sinésio tem levado os padres ao universo de si mesmos. Um padre precisa ter autoestima forte. Aceitar-se como boa obra de Deus é condição sem a qual não dá para viver.

 

Pôr-se a serviço do Reino de Deus é outra condição para que a semeadura produza a seu tempo. Não é possível ser padre sem o presbitério; de forma colegiada com o bispo, os padres formam também com o povo a Igreja de Nosso Senhor cujas forças estão reveladas e escondidas na eucaristia – pão para o longo caminho que ainda nos resta percorrer.

 

Neste ano sacerdotal, reze pelos padres, especialmente por aqueles cujos limites têm sido mais sensíveis que a disponibilidade e a missão confiada pelo Senhor da Messe e Pastor do Rebanho.

O PÃO DA UNIDADE

 

Moisés caminhou à frente do povo hebreu através do Mar Vermelho e do deserto até a terra prometida. Jesus Cristo é o novo Moisés, que, através de sua morte e ressurreição, preside o novo povo de Deus em esperança solidária, rumo à vida plena, transfigurada em Cristo.

Os hebreus celebravam o memorial pascal com uma refeição de agradecimento pelos benefícios recebidos, de modo especial pelo Êxodo, isto é, passagem da terra da opressão para a terra da liberdade.

Jesus Cristo instituiu a ceia da nova aliança com o novo povo de Deus, dando a si mesmo como alimento do seu povo; seu corpo imolado por nós e seu sangue derramado por nós na cruz.

Na Eucaristia adoramos aquele que estava morto e agora vive para sempre (Ap 1, 18).

O Catecismo da Igreja Católica lembra que “a celebração do sacrifício eucarístico está toda orientada para a união dos fiéis com Cristo, que se ofereceu por nós” (nº 1382).

A Eucaristia não é uma simples refeição fraterna, mas um verdadeiro culto de adoração: “Tomai e comei, isto é o meu corpo; este é o meu sangue da aliança que se derrama por todos” (Mc 14, 22-24).

Desde o tempo dos Apóstolos a Igreja crê na presença real de Cristo no Santíssimo Sacramento. É convicção da Igreja que esta é a vontade do Senhor para que Ele seja Emanuel, Deus próximo do ser humano, como Salvador.

O Apóstolo Paulo diz claramente: “A taça de bênção que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? O pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo”? (1 Cor 10, 16).

É ainda Paulo que tira as conseqüências da comunhão no mesmo pão eucarístico: “Um é o pão e um é o corpo que formamos, apesar de muitos” (1 Cor 10,17).

Se formamos um corpo em Cristo, somos convidados a viver como irmãos e irmãs no Senhor, promovendo o bem de todos, trabalhando pela paz e pela sobrevivência da humanidade, através da preservação da criação.

 

[dom Sinesio Bohn, bispo de Santa Cruz do Sul/RS]

 
 

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PENSANDO BEM

 

“E nossas famílias? Quanta falta de diálogo, de comunicação! As novas tecnologias são fantásticas, mas frias. A economia globalizada é cruel para com os miseráveis. Sem solidariedade. É hora de as Igrejas, as lideranças pastorais e educacionais, inclusive as organizações juvenis se desinstalarem e entrar em diálogo. A comunicação entre nós deve melhorar! Afinal, estamos todos no mesmo barco. João Paulo II lembrava que a razão deve ser curada pelo amor. Também a técnica fria deve ser curada pelo amor. Devemos aprender a trabalhar os conflitos, a proteger os fracos, perdoar os culpados, reconstruir amizades e construir um mundo de paz.”

 

[dom Sinesio Bohn, bispo de Santa Cruz do Sul/RS]

 
 

Jornal Anúncio_Julho/2009

ABERTURA DO JUBILEU DE OURO DIOCESANO

 

Os fiéis que foram ao Santuário Morada de Deus, na manhã do dia 5 de julho, celebraram com dom Benedito e o seu presbitério a missa de abertura oficial, depois de uma noite de vigília, oração e adoração ao Santíssimo Sacramento, da apresentação da Banda Marcial do Colégio Cristo Rei e do Coral Vozes Prudentinas.

 

Por meio da Bula “Cum Venerabilis”, o Papa João XXIII criou a Diocese de Presidente Prudente aos 16 de janeiro do ano 1960, desmembrando-a totalmente da diocese de Assis. Naquele mesmo ano se deu a instalação diocesana aos 2 de julho. Atualmente, Presidente Prudente é uma Igreja Particular marcada pela presença do evangelho na cidade e na roça, no hospital e no presídio, nos centros e nas periferias, nos templos e nos meios de comunicação social (site, jornal, rádio).

 

Durante a missa, transmitida pela Rádio Onda Viva – AM 1300, e com a presença de autoridades locais e regionais, o intenso vento era como que o sopro do Espírito levando para longe as poeiras que com o tempo se apegaram às estruturas; lembrava ainda a força propulsora que nos levará adiante para águas mais profundas da misericórdia divina.

 

Dom Benedito mais uma vez chamou os fiéis para um grande mutirão de evangelização marcado especialmente pela conversão pastoral cuja marca principal é a acolhida. “Que todo o nosso agir pastoral seja para engrandecer o nome divino”, ressaltou.

 

Ao final da celebração a comunidade paroquial Nossa Senhora dos Navegantes, do município de Rosana, recebeu das mãos do bispo diocesano as imagens peregrinas de São Sebastião, padroeiro diocesano e de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil para que visitem todas as comunidades do território diocesano até julho do próximo ano [confira o calendário desta peregrinação nesta edição de ANUNCIO].

 

Vamos celebrar este ano com júbilo e louvores. São cinqüenta anos nos quais a graça divina esteve e continua presente. Ao Senhor suplicamos continue conosco, pois nosso caminho ainda é longo e somente Ele, justo juiz e senhor da história, pode nos preencher de sentido cada dia e cada nova comunidade que se organiza ao redor da palavra e da eucaristia. Como diz o lema do Jubileu, pedimos: “Senhor, conduzi-nos e levai-nos adiante” (cf 2Rs 4,24), pois sem vós não somos nem podemos fazer nada!

 

Serviço: A Diocese de Presidente Prudente é formada por 28 municípios, cerca de 600 mil habitantes, numa área de 15.512,3 km2. As 48 paróquias estão subdivididas em 4 regiões episcopais de pastoral. Eis o território cujo zelo pastoral está sob os cuidados do bispo diocesano e do seu presbitério.

 

 

Padre Sandro Rogério dos Santos

Administrador Paroquial de Piquerobi

Blog do Padre Sandro http://sandrogerio.zip.net

 
 

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AS BORBOLETAS E A VELA

 

 

 

Uma noite, as borboletas se reuniram frente a  uma vela para descobrir  a razão de como realmente iluminava a vela que tanto as atraia.

A borboleta mestra disse a uma: Vá, tu primeira e descobre como ela é. A mariposa se aproximou perto da vela e como visse que, além de produzir luz, ela esquentava suas asas, retirou-se e disse: Parece-me que a vela pode ser perigosa, apesar de ser luz. A mariposa mestra disse: Com isso ainda não sabemos tudo sobre a vela. Temos que aprofundar mais.

Então uma  outra disse: Eu vou e me aproximarei mais. Efetivamente, se aproximou e passou rápida sobre a chama, de modo que parte de suas asas ficaram chamuscadas. Voltou ao grupo e disse: A luz que produz é diferente da luz que vemos nas lâmpadas de néon. Creio que a luz da vela é perigosa, mas não sei como esse calor se origina de uma  luz tão bonita.

Então uma terceira disse: Eu vou descobrir, nem que seja ao custo de minha vida. E aproximou-se até entrar dentro da chama. Um fulgor da mesma indicou que a borboleta foi consumida pela chama.

Então a borboleta mestra disse: Agora sabemos como a chama brilha. Ela consome a cera, como fez com nossa amiga. Para conhecer Cristo é também necessário se aproximar dEle até sermos consumidos na dor e na cruz que são seus instrumentos de redenção e reparação da humanidade caída.

PENSANDO BEM

 

Tudo está perdido quando os maus servem de exemplo e os bons são causa de mofa.

 

(Demócrito de Abdera).

MENDIGO DO AMOR

 

Amigo/amiga, reze por mim sempre, este mendigo do Amor, especialmente do de Deus. Amor que preenche, sustenta e transforma. Sem Ele, nada posso. Com Ele, tudo posso. Embora, nem tudo aquilo que posso me seja conveniente, sei que na minha fraqueza Deus se manifesta poderoso. Maior alegria dos crentes é saber que o poder de Deus é amor e misericórdia. Como dizia Santa Teresinha, “tudo é graça e misericórdia”. Ah, se assim não fosse, também não o seríamos. Graças ao Senhor podemos continuar vivendo e crendo. Crendo e esperando. Esperando e amando. Amém.

VALOR DO SACERDOTE

 

Por causa do ano sacerdotal convocado por sua Santidade o Papa Bento XVI tenho navegado em textos sobre a teologia do sacerdócio ministerial e redescoberto o valor do que fui constituído não por méritos pessoais, mas por Graça (Dom e Vocação = Mistério). Abaixo, transcrevo um pensamento retirado do livro “Sacerdotes para o Terceiro Milênio”, de dom Rafael Llano Cifuentes.

 

 

“Um dia assisti a um batizado na paróquia: no centro aquele pingo de gente, botão de rosa escura – Judite. Em volta, a família, a mãe, os padrinhos, algum curioso, a Igreja e o mundo. E atrás, de pé, o padre. Corria tudo como de costume, tudo muito repetido, muito sabido... quando, de repente – basta uma fresta de atenção diferente –, vi o padre moço, que tem cara de menino, transfigurado em sacerdote de Cristo. Com humildade de escravo e paramento de Rei, o padre estendeu a mão sobre a cabeça escura com um gesto de Deus. E então... e então... para mim ficou evidente, fulgurantemente evidente, que não há nada no céu, na terra e no fundo do mar mais belo do que um padre que abre para os homens as portas do Reino de Deus.”

 

[Gustavo Corção. O assunto é padre. Editora Agir, Rio de Janeiro, 1968, p. 83]

ANO SACERDOTAL

SANTO CURA D’ARS

 

 

“EU OLHO PARA ELE; ELE OLHA PARA MIM”

O Santo Cura d'Ars é um compêndio vivo de fé até à medula do ser, até ao tutano da alma. Vivia todo absorto em Deus e todo dedicado à missão. Abraçou o apostolado, mas suspirou sempre pela solidão. Daí que no exterior exalasse o perfume daquela interioridade que estava ancorada num forte contacto com Deus. O essencial era, nele, sempre prioritário. Eucaristia, Liturgia das Horas e Rosário formavam o tripé do seu crescimento e da sua maturação. Apelava muito à oração da simplicidade. Ele mesmo explicava o segredo que tomou dos lábios de um camponês que, um dia, observou em longo tempo de meditação. Perguntado sobre o modo como orava, respondeu: «Eu olho para Ele; Ele olha para mim»!

 

O SEGREDO DO SANTO

Quando algum padre lhe perguntava qual o segredo do seu êxito, o Padre João Maria Vianney  respondia: «O senhor já passou alguma noite em oração? Já fez algum dia de jejum?». O Santo Cura d’Ars acreditava no poder da oração e do jejum e na resposta do bom Deus. Ele tinha em mente a exortação de São Paulo: «Orai sem cessar» (1Ts 5, 17). Não era orador, não falava com eloquência, nas homilias perdia o fio da meada, atrapalhava-se, outras vezes não sabia como acabá-las, cortava a frase e descia do púlpito acabrunhado. O mesmo acontecia na catequese. No confessionário, porém, estava a sua maior atuação pelo mistério da Providência Divina. No aconselhamento das pessoas falava do bom Deus de forma tão amorosa que todos saíam reconfortados.

 

AS REFEIÇÕES DE UM SANTO

O pequeno-almoço do Santo Cura d'Ars era um copo de leite pelas oito da manhã. E foi preciso o bispo impor. Mesmo assim, nos dias de jejum, nem leite ingeria. Ao meio-dia, tomava uma frugalíssima refeição que lhe faziam chegar da Providência para crianças que ele fundara. Tão frugal devia ser o almoço que, até à uma da tarde, dava para ler a correspondência, para varrer a casa, para dormir um pouco e para visitar alguns doentes. Os santos são os verdadeiros heróis!

 

 

[os três fragmentos acima estão no blog mansidão, ai ao lado nos sites sugeridos; os subtítulos são links, basta clicar para ir ao site sugerido]

Segundo semestre do ano na área.

O tempo passa. A vida segue seu curso.

Voltar não dá. Avancemos, portanto.

“CARITAS IN VERITATE”

 

A terceira encíclica de Bento XVI, “Caritas in veritate” (Caridade em verdade) será apresentada no próximo dia 7 de julho durante uma coletiva de imprensa em que participarão o cardeal e presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, Renato Rafael Martino; o cardeal e presidente do Conselho Pontifício Cor Unum, Paulo Cordes; o arcebispo e secretario do Conselho Pontifício Justiça e Paz, dom Giampaolo Crepaldi, e o professor Stefano Zamagni. A encíclica será distribuída em seis línguas, incluindo o português.

 

A encíclica social contém uma reflexão sobre as condições de um “desenvolvimento integral” e um “progresso sustentável”, explicou depois de rezar o Ângelus nesta segunda-feira na praça de São Pedro, no Vaticano. Pode-se falar de uma encíclica “comprometida” porque o Papa se refere ao compromisso dos batizados nestas áreas.

 

Bento XVI destacou que a encíclica volta aos “temas sociais contidos na “Populorum progressioescrita pelo Servo de Deus Paulo VI em 1967”. “Este documento – que leva a data precisamente de hoje, 29 de junho, solenidade dos santos apóstolos Pedro e Paulo – se propõe a aprofundar em alguns aspectos do desenvolvimento integral de nossa época, à luz da caridade na verdade”, explicou. E prosseguiu: “confio a vossa oração esta nova contribuição que a Igreja oferece à humanidade em seu compromisso por um progresso sustentável, no respeito pleno da dignidade humana e das exigências reais de todos”. 

 

Trata-se da primeira encíclica social de seu pontificado, que é publicada 18 anos depois da última encíclica social de João Paulo II, Centesimus annus, de 1991, publicada, como indica o título, um século depois da encíclica de Leão XIII Rerum Novarum.

 

O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, indicou que “o Papa não quer repetir os pontos comuns da doutrina social da Igreja, mas oferecer alguns elementos originais conforme os desafios da época”.

NÃO TIRE FÉRIAS DE DEUS

                                 

É bastante comum no mês de julho pessoas entrarem de férias; passear, mudar sua rotina, “fazer o que quiser”, acordar um pouco mais tarde, viajar, freqüentar praias... E nós não somos diferentes. Tudo isso é muito bom e todos nós precisamos ter momentos como esses para descansar a mente e repor as energias.

 

Deus descansou no sétimo dia após trabalhar incessantemente pela criação do mundo (Gn 2, 1-4). Assim também nós, filhos de Deus. Se Ele descansou, e nós fomos feitos à imagem e semelhança de d’Ele, nada mais justo do que termos férias.

 

Porém, se não estivermos atentos, algo muito delicado pode passar despercebido. Nós, muitas vezes, mudamos o nosso relacionamento com Deus. Deixamos de ir às missas, não fazemos nossas orações pessoais, ficamos presos à televisão e ao computador e por isso, nos tornamos mais vulneráveis ao pecado. Jovens que não respeitam a castidade, pessoas que mergulham no vício; brigas entre pessoas que nem se conhecem ou até mesmo entre grandes amigos, traições entre casais, mentiras... Tudo isso causado pelo nosso afastamento de Deus. Sem perceber, podemos entrar numa rotina que provoca em nós algo que ao invés de ser benéfico, tornam-se verdadeiras brechas e nos distanciam da nossa salvação, podendo deixar marcas para nossa vida inteira.

 

Jesus nos diz: Vigiai e Orai. É preciso ter muito cuidado com as coisas que fazemos em nossa vida. Tiramos férias do nosso trabalho, da nossa faculdade, ou da escola, dos nossos trabalhos pastorais, mas não podemos tirar férias de Deus NUNCA. É necessário levar Deus para onde quer que vamos. Já que temos mais tempo nas férias, porque não gastar mais tempo com Deus? Passear na praia com o terço nas mãos, pegar aquele ventinho gostoso meditando a Palavra de Deus, ler um bom livro católico, contemplar as paisagens que vemos e fazer um grande louvor a Deus pela sua criação. Ou ainda (a melhor de todas!) chegar ao local das suas férias e procurar logo aonde tem uma Igreja e verificar os horários da Santa Missa e participar pelo menos aos domingos. Tudo isso é necessário para não tirarmos férias de Deus (já tentou imaginar se Deus tirasse férias de nós? – Não queira nem imaginar!).

 

Curta bem essas férias na presença do nosso Senhor!

 

[Fonte: Portal Católico]

Assunto alternativo

GLOBO versus RECORD

 

Da Coluna de Flávio Ricco

 

“Copiadora”
A Globo tem o "Mais Você". A Record criou o "Hoje em Dia". A Globo tem o "Fantástico". A Record lançou o "Domingo Espetacular". A Globo tem o "Esporte Espetacular". A Record vem aí com o "Esporte Fantástico". Entre outros exemplos de "à sua imagem e semelhança", porque também está em curso o lançamento de um programa sobre automobilismo para as manhãs de domingo, vem aí o "Record Rural", na cola, evidentemente, do "Globo Rural". Assim mesmo. O título já foi registrado. Mas por que toda essa insistência em copiar sempre o "desenho" de programação da outra? A comparação sempre será inevitável. E, até agora pelo menos, nenhuma cópia das que aí estão foi melhor que o original.

 

 

Eu:

Há quem goste de original. Há quem goste de cópia.

Há quem prefere produtos (e até vidas) piratas.

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