“O SACERDOTE E A PASTORAL NO MUNDO DIGITAL: OS NOVOS MEIOS A SERVIÇO DA PALAVRA”
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Eis tema escolhido por Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2010.
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"Se os novos meios forem conhecidos e avaliados adequadamente, podem oferecer aos sacerdotes e a todos os agentes de pastoral uma riqueza de dados e conteúdos que antes eram de difícil acesso, e facilitam formas de colaboração e de crescimento de comunhão impensáveis no passado", explica o Conselho Pontifício.
O comunicado destaca que, "graças aos novos meios, os que pregam e dão a conhecer o Verbo da vida podem chegar, com palavras, sons e imagens - verdadeira e expressiva gramática da cultura digital - a indivíduos e a comunidades inteiras de todos os continentes".
Isso permite "criar novos espaços de conhecimento e de diálogo e chegar a propor e realizar itinerários de comunhão".
"Se forem usados sabiamente, com a ajuda de especialistas em tecnologia e cultura da comunicação, os novos meios podem converter-se, para os sacerdotes e para todos os agentes de pastoral, em um válido e eficaz instrumento de verdadeira e profunda evangelização e comunhão", indica.
E deseja: "Serão uma nova forma de evangelização, para que Cristo chegue e, diante das portas das nossas casas, diga novamente: ‘Vede que estou à porta e chamo; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa, comerei com ele e ele comigo'".
O comunicado também recorda que "a principal responsabilidade do sacerdote é anunciar a Palavra de Deus feita carne, homem, história, convertendo-se, assim, em sinal dessa comunhão que Deus realiza com o homem".
A eficácia deste ministério requer, portanto, que o sacerdote viva uma relação íntima com Deus, radicada em um amor profundo e em um conhecimento vivo das Sagradas Escrituras, "testemunho" escrito da Palavra divina.
EU:-
Fiquei surpreso e muito feliz pela notícia.
Nós Igreja devemos ocupar os espaços.
Anunciar a tempo e a contratempo.
Descobrir novos modos de levar a única e perene verdade de salvação aos corações das pessoas, das famílias e da sociedade.
Por isso, avancemos, sem medo, para as águas profundas do mundo das comunicações sociais.
Peçamos a graça divina nos cumule dos necessários dons.
E de mangas arregaçadas trabalhemos para que mais pessoas sejam alcançadas pela Palavra da Vida.
Essa mensagem do Santo Padre é como que uma confirmação da minha tarefa, da minha missão... do meu ministério.
Obrigado, Santo Padre!
SÃO MIGUEL, SÃO GABRIEL E SÃO RAFAEL, arcanjos

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São os anjos que louvam continuamente a Deus e “participam, do modo que lhes é próprio, do governo de Deus sobre a Criação como poderosos executores das suas ordens (Sl 109), conforme o plano estabelecido pela Divina Providência. Os anjos têm por missão cuidar com especial solicitude de todos os homens, em favor dos quais apresentam a Deus as suas súplicas e orações”. A sua função como embaixadores de Deus estende-se a cada um dos homens, principalmente àqueles que têm uma responsabilidade específica no plano salvífico (aos sacerdotes, por exemplo), e a todas as nações. Todos os dias, a todas as horas, no mundo inteiro, “no coração da Santa Missa”, apela-se aos Anjos e aos Arcanjos para cantar a glória de Deus.
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Hoje, é particularmente oportuno considerarmos que a Igreja honra na sua liturgia três figuras angélicas a quem a Sagrada Escritura chama com um nome.
- O primeiro é o Arcanjo Miguel (cfr. Dan 10, 13.20; Apoc 12, 7; Jd 9). O seu nome expressa em síntese uma atitude essencial dos espíritos bons: Mica-El significa “Quem como Deus?”
- O segundo é Gabriel, “figura ligada sobretudo ao mistério da Encarnação do Filho de Deus. O seu nome significa: O meu poder é Deus ou Poder de Deus”.
- Por último, Rafael, cujo nome significa: “Deus cura”.
Meditando sobre a missão que lhes foi confiada, compreendemos o ensinamento contido na Epístola aos Hebreus: Porventura não são todos esses espíritos ministros de Deus, enviados para exercer o seu ministério a favor daqueles que hão de receber a herança da salvação? (Hb 1,14)
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E houve no céu uma grande batalha: Miguel e os seus anjos pelejavam contra o dragão, e o dragão com os seus anjos pelejavam contra ele; mas estes não prevaleceram e já não houve lugar para eles no céu. E foi precipitado aquele grande dragão, aquela antiga serpente, que se chama demônio e Satanás, que seduz todo o universo; e foi precipitado na terra, e foram precipitados com ele os seus anjos. (Apoc 12, 7-9)
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O grande triunfo do demônio nos nossos dias consiste em que muitos o esqueceram ou pensam que se trata de crenças de outras épocas menos avançadas culturalmente. Que nós não o esqueçamos, pois a sua ação misteriosa na vida do mundo e das pessoas é bem real e efetiva. Recorramos com freqüência ao Arcanjo São Miguel.
No discurso [Alocução no Monte Sant’Angelo, 24-V-1987], o Papa João Paulo II recitou várias vezes, em nome da Igreja, uma antiga oração ao Arcanjo:
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, Príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perder as almas. Amém!
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[fonte: Francisco Fernández Carvajal]
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BRASIL: SACERDOTE É ASSASSINADO EM SANTA CATARINA
BRASÍLIA, segunda-feira, 28 de setembro de 2009 (ZENIT.org).
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COMENTÁRIO:- Recebo informativo da agência ZENIT diariamente. Há alguns dias eu pensava sobre a morte de alguns irmãos sacerdotes vítimas de violência. Sem contar as tantas especulações feitas, há uma estranha sensação de que estamos nos “acostumando” a ver homens [e mulheres] de bem tombarem. Porque silenciamos diante da violência contra o corpo de Cristo, que é a igreja? Especialmente quando “silenciam” aqueles que o Senhor escolheu para serem no mundo um seu sinal? Até que ponto a nossa secularizada sociedade que sofre insuficiência cardíaca, porque não sabe mais amar, permitirá que as futuras gerações tombem sem que nada se faça? Citei a morte dos padres pela representatividade que estes significam, mas quantos pais de família, jovens “na flor da idade” estão sendo vitimados em nosso tempo... Rezemos, amigos/as. Rezemos. Que o Senhor Deus nos dê a graça de contemplar em (nesta) vida a sua bondade em todas as criaturas, especialmente, nas humanas.
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Neste sábado, 26, por volta das 23h, a Igreja Católica no Brasil perdeu mais um sacerdote; informa a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Desta vez, trata-se de padre Evaldo Martiol, 33 anos, pertencente à diocese de Caçador (Santa Catarina). Padre Evaldo foi assassinado por um jovem de 21 anos e um adolescente de 15. Ambos, tio e sobrinho, respectivamente.
O sacerdote foi vítima de latrocínio, roubo seguido de morte. Ele voltava de uma capela. Então aproveitou para passar na casa da mãe de outro padre. Quando saía de volta para casa, os bandidos pediram carona e o renderam no caminho. Ele foi levado a uma distância de 5 km fora da zona urbana de Caçador, onde quatro tiros foram disparados contra o sacerdote, que morreu na hora.
No dia seguinte, depois da denúncia de outra vítima que foi assaltada pelos mesmos bandidos, a polícia identificou os criminosos, que levaram consigo o carro, celular e documentos do padre. Os dois confessaram o crime e indicaram à polícia onde estava o corpo da vítima.
O velório aconteceu ontem, na catedral de Caçador, onde o sacerdote trabalhava. Segundo o bispo diocesano de Caçador, Dom Luiz Carlos Eccel, nem em sua ordenação episcopal estiveram presentes tantas pessoas, como no velório de padre Everaldo.
"A catedral estava lotada, as pessoas emocionadas porque o padre Everaldo era um filho querido que vivia de fazer amizades com todos. Seu modo de evangelizar era por meio da amizade", afirmou, emocionado, o bispo.
Os documentos e o carro do religioso se encontram ainda sob a guarda da polícia para mais investigações. Até agora, se sabe que o jovem de 21 anos disparou três dos tiros e o adolescente efetuou o último.
Natural do município catarinense de Timbó Grande, padre Evaldo Martiol foi ordenado sacerdote em 26 de abril de 2003. Ele trabalhou na paróquia de Friburgo, Salto Veloso e, por fim, na Catedral, paróquia São Francisco de Assis de Caçador.
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VIOLÊNCIA
A pouco mais de três meses, a Igreja Católica no Brasil perdeu três sacerdotes vítimas de assassinato. O primeiro deles foi o assessor nacional do Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Gisley Gomes Azevedo, 31, assassinado por um grupo de jovens na noite do dia 15 de junho, em Brazlândia, cidade satélite de Brasília.
Em Manaus, o padre italiano Ruggero Ruvoletto, 52, foi assassinado no último dia 19, com um tiro na cabeça. Ele foi encontrado no seu quarto, depois que outros padres que moravam com ele ouviram o disparo, pela manhã, por volta das 7h.
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PAPA PEDE A JOVENS QUE LEVEM A SÉRIO SEU DESEJO DE FELICIDADE
Ao finalizar a Missa na esplanada da Via Melnik, por Patricia Navas
STARÁ BOLESLAV, segunda-feira, 28 de setembro de 2009 (ZENIT.org)
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Bento XVI pediu aos jovens que levem a sério a aspiração à felicidade que existe neles e que não deixem que ela seja utilizada pela sociedade de consumo. Ele o fez nesta segunda-feira, na esplanada da Via Melnik, da cidade de Stará Boleslav, onde teve um encontro com a juventude após a Missa da festa de São Venceslau, padroeiro da nação tcheca.
"Queridos amigos, não é difícil constatar que em todo jovem há uma aspiração à felicidade, talvez misturada com um sentimento de inquietude; uma aspiração que, no entanto, frequentemente a sociedade de consumo atual aproveita de forma falsa e alienante", disse-lhes. E acrescentou: "É necessário, no entanto, valorizar seriamente o desejo de felicidade, que exige uma resposta verdadeira".
Escutava-o um grande número de jovens vindos de diversos pontos da República Tcheca e também de outros países próximos, como a Eslováquia, Alemanha e Polônia. Muitos deles haviam peregrinado até a esplanada desta cidade, lugar do martírio de São Venceslau, e haviam dormido perto dela, em barracas montadas na tarde anterior. Em nome deles, um jovem transmitiu ao Santo Padre sua vontade de transformar a doutrina em ação e lhe deu um livro de fotos com atividades das dioceses, além de uma doação para os jovens africanos. Bento XVI agradeceu suas palavras, seus presentes e sua presença que - disse - "me faz sentir o entusiasmo e a generosidade que são próprios da juventude".
"Convosco, o Papa se sente jovem!", exclamou.
O Santo Padre lhes propôs o exemplo de Santo Agostinho, que "descobriu que só Jesus Cristo é a resposta satisfatória ao desejo, seu e de cada homem, de uma vida feliz, repleta de significado e de valor". "Na vossa idade, de fato, realizam-se as primeiras grandes escolhas, capazes de orientar a vida ao bem ou ao mal", indicou. E prosseguiu: "Infelizmente, não são poucos vossos coetâneos que se deixam atrair por miragens de paraísos artificiais, para encontrar-se depois em uma triste solidão". Ao mesmo tempo, quis destacar que "existem também, no entanto, muitos jovens que querem transformar a doutrina em ação, como disse vosso porta-voz, para dar um sentido pleno às suas vidas".
O Santo Padre assegurou aos jovens: "O Senhor vai ao encontro de cada um de vós; bate à porta da vossa liberdade e pede para ser acolhido como amigo". "Ele vos quer felizes, quer vos encher de humanidade e de dignidade - acrescentou. A fé cristã é isto: o encontro com Cristo, Pessoa viva que dá à vida um novo horizonte e, com isso, a direção decisiva." "E quando o coração de um jovem se abre aos desígnios divinos, não lhe é muito difícil reconhecê-lo e seguir sua voz", destacou.
Também abordou a questão da vocação, afirmando que Deus "chama muitos de vós ao matrimônio e a preparação para este sacramento constitui um verdadeiro caminho vocacional". E continuou: "Considerai, portanto, seriamente o chamado divino a construir uma família cristã; e que vossa juventude seja o tempo de construir vosso futuro com sentido e responsabilidade. A sociedade precisa de famílias cristãs, famílias santas!". Logo depois, afirmou: "Se depois o Senhor vos chamar a segui-lo no sacerdócio ministerial ou na vida consagrada, não hesiteis em responder ao seu convite". "Em particular, neste Ano Sacerdotal, faço-vos um convite, jovens: estai atentos e disponíveis ao chamado de Jesus a oferecer a vida ao serviço de Deus e do seu povo", pediu.
Após sublinhar que os jovens são a esperança da Igreja, Bento XVI lhes fez 4 pedidos: "O Papa vos pede que vivais com alegria e entusiasmo vossa fé; que cresçais em unidade entre vós e com Cristo; que rezeis e sejais assíduos na prática dos sacramentos, em particular da Eucaristia e da Confissão; e que cuideis da vossa formação cristã, permanecendo sempre dóceis aos ensinamentos".
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PAPA RECORDA QUE SACERDOTES NÃO DEVEM PARTICIPAR DA POLÍTICA
Tampouco os leigos podem assumir as funções de um presbítero
Assim o afirmou nesta quinta-feira, ao acolher o segundo grupo de bispos brasileiros, procedente da Região Nordeste, no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, por ocasião de sua visita ad limina apostolorum.
O Papa dedicou toda a sua intervenção a prevenir contra a “secularização dos sacerdotes e a clericalização dos leigos”, além de insistir em que a figura do sacerdote na Igreja é insubstituível. “O aprofundamento harmônico, correto e claro da relação entre sacerdócio comum e ministerial constitui atualmente um dos pontos mais delicados do ser e da vida da Igreja”, sublinhou o Papa. “É na diversidade essencial entre sacerdócio ministerial e sacerdócio comum que se entende a identidade específica dos fiéis ordenados e leigos.”
O Papa admitiu que o número escasso de sacerdotes é um problema importante, especialmente nestas regiões, onde a atenção pastoral “deve ser organizada com poucos presbíteros”, mas acrescentou que esta situação “não deve ser considerada normal ou típica do futuro”. Por outro lado, afirmou, “a falta de presbíteros não justifica uma participação mais ativa e numerosa dos leigos. Na verdade, quanto mais os fiéis forem conscientes de suas responsabilidades na Igreja, mais se sobressairá a identidade específica e o papel insubstituível do sacerdote”.
Recordou aos bispos que este Ano Sacerdotal supõe uma boa ocasião para refletir sobre o exemplo do Santo Cura de Ars. “Ele continua sendo um modelo atual para vossos presbíteros, especialmente na vivência do celibato como exigência do dom total de si mesmos, expressão daquela caridade pastoral que o Concílio Vaticano II apresenta como centro unificador do ser e do agir sacerdotal.” Neste sentido, o Papa explicou quão necessário é buscar mais vocações, como também que “os sacerdotes manifestem a alegria da fidelidade à própria identidade com o entusiasmo da missão”. Também é importante que os presbíteros “vivam com coerência e plenitude a graça e os compromissos do Batismo”, que celebrem a Missa e rezem o ofício divino diariamente.
“Deveis concentrar os esforços em despertar novas vocações sacerdotais e encontrar os pastores indispensáveis para as vossas dioceses, ajudando-vos mutuamente, para que todos disponham de presbíteros melhor formados e mais numerosos para sustentar a vida de fé e a missão apostólica dos fiéis”, concluiu o Papa.
Fonte: ZENIT
SOBRE CHARLES DE FOUCAULD
[dom Eduardo Benes]
Em 1888 viaja para Terra Santa e Nazaré lhe toca profundamente a alma. Retornando à França, doa todos os seus bens para sua irmã e faz vários retiros com o objetivo de encontrar uma ordem religiosa na qual entrar. Seu desejo é viver “a vida oculta do humilde e pobre trabalhador de Nazaré”. A trapa lhe parece a melhor escolha.
É sua esta frase: “Tão logo cri que havia um Deus, compreendi que não podia fazer outra coisa senão viver para Ele”.
Esta frase merece nossa consideração, sobretudo em um momento em que se profetiza a inexistência de Deus, como o faz o cientista inglês Dawkins: “Nossa existência é o fantástico produto do acaso. Não desperdice esta vida; outra não haverá”.
Mas também quantos são os que afirmam crer em Deus e vivem como se Deus não existisse! A fé na existência de Deus, não chega a penetrar na vida. Professam com a boca a fé e vivem na idolatria do dinheiro, do prazer e do poder. Vão à igreja aos domingos e, durante a semana, cuidam egoisticamente de seus interesses, esquecidos da sorte do próximo.
Todos nós somos chamados à santidade. Cabe-nos sempre de novo perguntar-nos sobre a coerência de nossa vida com aquilo que afirmamos crer. Jesus nos ensinou que o primeiro e maior mandamento é este: “amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com toda a tua força. E o segundo mandamento é: amarás o teu prósimo como a ti mesmo. Não existe outro mandamento maior do que estes” (Mt 12,30-31).
O PT E O ABORTO
O PT não cansa de abandonar posturas anteriormente assumidas e que fizeram dele um partido merecedor de confiança. Depois de abdicar da bandeira da ética na política, como provam vários fatos protagonizados por seus membros, agora, o partido expulsa deputados que se posicionam contra o aborto. A decisão é da comissão de ética - isso mesmo, de ética - contra dois deputados federais que contrariam a decisão do 3º Congresso, realizado em 2007, o qual se posicionou pelo aborto. Para o PT o aborto pode ser praticado.
Vale a pena conhecer os dois deputados. Eles são Luiz Bassuma, da Bahia, e Henrique Afonso, do Acre. Ambos são radicais em defender a vida e como tal já disseram que de modo algum se posicionarão pela legalização do aborto. Detalhe: o primeiro é espírita. O segundo é pastor da Igreja Presbiteriana Brasileira. Assumem a postura por convicção. Preferem ser expulsos do PT que votar contra a sua consciência, formada conforme seus princípios religiosos.
O mais intrigante, porém, nesse fato é saber que nas fileiras do PT existem vários deputados católicos que não assumiram a mesma postura dos dois colegas dissidentes. Ao contrário, por ficarem quietos ou por que estão mesmo a favor do aborto, passam desapercebidos. De repente, eles nem vão ser tidos por traidores. Afinal, já aderiram à tese de que interessa fazer leis segundo certas tendências, mesmo que essas atentem contra a vida e a moral. Não é apenas politicamente que o PT é outro. Moralmente também não o é!
PADRE CÉSAR MOREIRA, Redentorista, 17-09-2009
SANTO PADRE PIO DE PIETRELCINA
(1887-1968)
Para padre Pio, a fé era a essência da vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se, assiduamente, na oração. Passava o dia e grande parte da noite conversando com Deus. Ele dizia: “Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus”. Também aceitava a vontade misteriosa de Deus em nome de sua infindável fé. Sua máxima preocupação era crescer e fazer crescer na caridade. Por mais de cinqüenta anos, acolheu muitas pessoas, que dele necessitavam. Era solicitado no confessionário, na sacristia, no convento, e em todos os lugares onde pudesse estar todos iam buscar seu conforto, e o ombro amigo, que ele nunca lhes negava, bem como seu apoio e amizade. A todos tratou com justiça, lealdade e grande respeito.
INÍCIO DA PRIMAVERA
no próximo dia 23 de setembro

Esta é a época do acasalamento e do nascimento da maioria das espécies na natureza. Dentro de nós, começa a surgir uma agradável sensação de que a vida, após os frios e escuros meses de inverno, recupera seu esplendor. A primavera faz renascer a vida de um modo mais flexível e com todo o seu esplendor busca o equilíbrio.
A força da vida é exigente e a eterna lei da ação e reação também funciona quando pensamos no modo como a vida responde às nossas ações - a vida sempre nos trata do mesmo modo que a tratamos!
O homem primitivo dava aos deuses a responsabilidade pelos fenômenos da natureza. Tempestades, vulcões, terremotos, maremotos e tantas outras catástrofes eram vistas como a resposta de deuses enfurecidos à falta de veneração ou doação por parte da humanidade que, ingenuamente, degolava animais e pessoas para acalmar e aclamar pela compreensão dos deuses carentes.
O homem contemporâneo aprendeu a entender tais fenômenos sob o ponto de vista das leis que regem toda a natureza e, de certa forma, começa a assumir não a responsabilidade pela carência divina, mas o entendimento de que homem e natureza são uma coisa só, e a manutenção da vida depende de como tratamos o próprio planeta.
Atualmente sabemos que o que acontece em nossas vidas é um reflexo de nossa realidade interna, de nossa saúde psicológica, da maneira como lidamos com nossos problemas, carências pessoais, tempestades emocionais, furacões de pensamentos, maremotos financeiros que acabam por desestabilizar toda a natureza de nossa personalidade.
Na primavera há o renascimento da vida, e com isto há muitas flores que desabrocham. [aqui]
AJUDA-ME, SENHOR
A SERVIR, mesmo que não seja recompensado (reconhecido)
A NÃO SER INVEJOSO e me conformar com o que tenho
A NÃO SER RIVAL de nada e a ser fazedor da paz
A NÃO BUSCAR SÓ OS MEUS INTERESSES, também os dos outros
A SER FORTE quando as dificuldades venham ao meu encontro
A LUTAR pelo que verdadeiramente valha à pena
A NÃO ME SEPARAR DE TI quando alguns tentam fazê-lo
AJUDA-ME, SENHOR!
TIAGO 3, 16-4,3
Tanto para a convivência fraterna, dentro da comunidade cristã, como para a relação desta com o mundo externo, devemos optar entre dois estilos: rivalidade invejosa e litigante, ou a paz que gera justiça, entre ambição de poder ou diaconia fraterna. Santiago assinala a origem das discórdias comunitárias: a cobiça e a ambição, que nascem do egoísmo e da satisfação das paixões próprias. A Sabedoria verdadeira, que depende da infusão da ciência divina, impele o homem para a paz e a concórdia. A sabedoria humana nasce das paixões do homem caído e contribui à desordem que hoje impera no mundo. Qual deve ser a nossa escolha? [Pe. Ignácio, dos Padres escolápios]
TEMPO DE... ANUNCIAR O EVANGELHO
“A mensagem de Jesus Cristo foi anunciada a todos os pagãos, para conduzi-los à obediência da fé” (Rom 16, 26). Não nos devemos envergonhar do evangelho, mas propo-lo com convicção e mansidão. Não poucos justificam seus medos para não anunciar o evangelho com o (frágil) discurso da tolerância e do respeito pela alteridade. Seria ocasião de todos nos empenharmos por ser transparência e luz de Deus na vida dos que pelo menos ao nosso redor gastam boa parte de suas vidas. Conduzir os outros à verdade, é tarefa de cada cristão. Ou então, é preciso reconhecer que não seguimos a Verdade, mas uma ideologia – e cada qual pode ter a sua.
Porque tenho medo,
se nada é impossível para ti?
(Lc 1,37)
DOM BENEDITO PARTICIPA DE CURSO PARA BISPOS DE RECENTE NOMEAÇÃO EM ROMA
Cidade do Vaticano, 15 set (RV) - Tem início hoje, em Roma, o curso para os bispos de recente nomeação, organizado anualmente pela Congregação para os Bispos. Do Brasil, participam 17 bispos [dentre os quais, dom Benedito Gonçalves dos Santos, nosso bispo diocesano, nomeado aos 16 de abril de 2008; ordenado aos 5 de julho e empossado aos 17 de agosto de 2008].
O Secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, presidiu esta manhã, na Basílica Vaticana, a Santa Missa do primeiro dia de trabalho, transmitindo aos novos prelados a saudação e o encorajamento de Bento XVI, que os receberá em audiência na próxima segunda-feira.
Na homilia, o cardeal-secretário de Estado citou as palavras de Bento XVI, sábado passado, para a ordenação de cinco bispos, e propôs novamente as características do ministério sacerdotal: a fidelidade, a prudência e a bondade. "Que essas indicações do Sucessor de Pedro sejam para vocês um estímulo para aprofundar o valor do serviço episcopal" – afirmou.
Comentando a leitura do dia, extraída do 5º Capítulo da Carta aos Hebreus, Cardeal Bertone fez votos de que os bispos sejam santos, como o foi o Santo Cura D’Ars, ou seja, vivendo o ministério episcopal segundo o Coração de Cristo e o coração materno de Maria. Votos que formulou com as palavras do Apóstolo Paulo: "Eu me regozijo nos meus sofrimentos por vós, e completo, na minha carne, o que falta das tribulações de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja" (Cl 1,24).
“O povo cristão necessita ver testemunhas críveis e ser guiado por pastores santos” – exortou o cardeal. Citando a frase de São João Crisóstomo, “basta um homem repleto de zelo para transformar um povo”, ele concluiu: “Seja este o programa de cada um de nós: ser santos para contagiar com o amor de Deus todos aqueles que são confiados à nossa responsabilidade de pastores do Povo de Deus”.
IGREJA CELEBRA NOSSA SENHORA DAS DORES

Cidade do Vaticano – Nesta terça-feira, a Igreja celebra em seu calendário litúrgico, a memória de Nossa Senhora das Dores. No Angelus de domingo passado, falando dessa celebração, o papa convidou os peregrinos a aprenderem da Virgem a testemunhar a nossa fé, "prontos a pagar pessoalmente por permanecermos fiéis ao Evangelho", na certeza de que não perdemos "nada daquilo que fazemos".
Aproveitamos a ocasião para repercorrer algumas reflexões de Bento XVI sobre Nossa Senhora das Dores.
Aos pés da Cruz, diante de Jesus, Maria une a sua dor à de seu Filho e nos mostra que o amor de Deus é mais forte do que a morte. A sua dor é uma "dor cheia de fé e de amor" – ressalta Bento XVI:
“A Virgem no Calvário participa da potência salvífica da dor de Cristo, unindo o seu “Fiat”, o seu “sim”, ao do Filho.” (Angelus de 17 de setembro de 2006)
Diante do sofrimento do Filho, Maria confia em Deus. Sabe que na Cruz Jesus derramou todo o seu sangue para libertar a humanidade da escravidão do pecado:
“A Virgem Maria, que acreditou na Palavra do Senhor, não perdeu a sua fé em Deus quando viu o seu Filho rejeitado, ultrajado e colocado na Cruz. Permaneceu diante d'Ele, sofrendo e rezando, até o fim. E viu o alvorecer radioso da sua Ressurreição.” (Angelus de 13 de setembro de 2009)
Maria nos ensina que “quanto mais o homem se aproxima de Deus, mais se aproxima dos homens” – observa o pontífice. O fato de Maria, na hora da Cruz, ter permanecido “totalmente junto a Deus, é a razão pela qual se faz também tão próxima dos homens: Por isso pode ser a Mãe de toda consolação e de toda ajuda, uma Mãe à qual em qualquer necessidade qualquer um pode dirigir-se em sua fraqueza e em seu pecado, porque ela acolhe todos e para todos é força aberta da bondade criativa." (Santa Missa de 8 de dezembro de 2005)
O Santo Padre convida-nos a contemplarmos Maria, aos pés da Cruz, “associada intimamente à missão de Cristo e co-participante da obra de salvação com a sua dor de Mãe: No Calvário Jesus a doou a nós como mãe e confiou-nos a ela como filhos. Que Nossa Senhora das Dores nos conceda o dom de seguir o seu Filho divino crucificado, e abraçar com serenidade as dificuldades e as provações da existência humana.” (Discurso às monjas clarissas, 15 de setembro de 2007)
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“Não morro, entro na vida...
Não é a morte que vem me buscar,
é o bom Deus.”
[Santa Teresinha do Menino Jesus]

Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
Carlos Drummond de Andrade
Presidente Prudente nasceu à sombra da Santa Cruz do Senhor. Desejamos bênçãos de saúde, prosperidade, paz, justiça social para todos os que a constroem dia a dia com trabalho, suor e sangue. Deus abençoe esta cidade e os seus governantes.

Parabéns, Presidente Prudente pelos 92 anos de emancipação sócio-político-administrativa!
SENTIDO DA CRUZ
Nesta segunda-feira, 14 de setembro, a Igreja celebra a Solenidade da Santa Cruz. Abaixo, a leitura do evangelho da liturgia do dia e breve comentário:
“Ninguém subiu ao céu, a não ser o Filho do Homem, que desceu do céu. Assim como Moisés, no deserto, levantou a cobra de bronze numa estaca, assim também o Filho do Homem tem de ser levantado, para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna. Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna. Pois Deus mandou o seu Filho para salvar o mundo e não para julgá-lo.”
[Jo 3,13-17]
A elevação do Filho do Homem é a elevação do humano: Estas palavras de Jesus estão no contexto do diálogo com Nicodemos, no Evangelho de João. Trata-se do renascer no Espírito. O humano assumido no Espírito. O Filho do Homem desceu do céu e será levantado. É o Verbo que se fez carne e vimos a sua glória. Temos aqui a dinâmica característica do Evangelho de João. O Filho do Homem significa o humano, o encarnado na vida, na história. Jesus desceu do céu para elevar o humano. João prima pela revelação da exaltação da condição humana a partir da encarnação do Filho de Deus, Jesus. A elevação do Filho do Homem é a elevação do humano. Os antigos modelos da Lei de Moisés (a serpente de bronze no deserto, são substituídos pela graça e verdade de Jesus, que comunicam o dom da vida eterna. Jesus, ao manifestar o amor de Deus, atrai e comunica este amor a todos. Ele é dom de Deus para comunicar vida ao mundo. A glorificação de Jesus é fidelidade total a sua missão, sem recuar, mesmo diante da morte. Jesus elevado na cruz é a consumação de uma vida de amor. É a glória de Deus no seu projeto de elevação da humanidade à participação da vida eterna. Oração: Pai, ao exaltar a cruz de teu Filho Jesus, quero abrir meu coração para que ela frutifique em mim, renovando minha disposição de ser totalmente fiel a ti.
"A CRUZ SERÁ A FONTE DE NOSSAS FORÇAS E O SEGREDO DE NOSSA PAZ"
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Liturgia
XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM
Leituras: Isaias 50,5-9a; Tiago 2,14-18; Salmo 114; Marcos 8,27-35.
Toda a minha glória está na cruz do Senhor, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.

I.- O caminho da realização plena do homem passa pela obediência aos projetos de Deus e pelo dom total da vida aos irmãos. Ao contrário do que o mundo pensa, esse caminho não conduz ao fracasso, mas à vida verdadeira, à realização plena do homem.
II.- A primeira leitura apresenta-nos um profeta anônimo, chamado por Deus a testemunhar a Palavra da salvação e que, para cumprir essa missão, enfrenta a perseguição, a tortura, a morte. Contudo, o profeta está consciente de que a sua vida não foi um fracasso: quem confia no Senhor e procura viver na fidelidade ao seu projeto, triunfará sobre a perseguição e a morte. Os primeiros cristãos viram neste “servo de Javé” a figura de Jesus.
III.- A segunda leitura lembra aos crentes que o seguimento de Jesus não se concretiza com belas palavras ou com teorias muito bem elaboradas, mas com gestos concretos de amor, de partilha, de serviço, de solidariedade para com os irmãos.
IV.- No Evangelho, Jesus é apresentado como o Messias libertador, enviado ao mundo pelo Pai para oferecer aos homens o caminho da salvação e da vida plena. Cumprindo o plano do Pai, Jesus mostra aos discípulos que o caminho da vida verdadeira não passa pelos triunfos e êxitos humanos, mas pelo amor e pelo dom da vida (até à morte, se for necessário). Jesus vai percorrer esse caminho; e quem quiser ser seu discípulo, tem de aceitar percorrer um caminho semelhante.
V.- Oração: Senhor Jesus, tira do meu coração todo ideal humano de grandeza, e faze-me compreender que ela consiste em fazer-me servidor.
“A missão não é uma estratégia, mas uma resposta ao convite da Igreja; devemos gastar nossos sapatos, pois nosso horizonte é o mundo.”
[Dom Luigi Giussani, fundador do Movimento Comunhão e Libertação]
MENINOS DE ONTEM
Senhor, tu sabes tudo de mim e de todos. Conheces os nossos corações. E, até mesmo a palavra ainda não vinda à boca, te é conhecida.
Hoje, de assalto, me vi contemplando algumas pessoas. Eram meninos e meninas outro dia. Agora, são pais e mães. Homens e mulheres ocupando postos importantes da sociedade (empresas, política, religiões). Súbito, me vi envelhecido, embora sejam passados trinta e três anos da minha humana existência. No somatório, trinta e três é pouco.
Rápida essa vida, hein Senhor! Velozes os passos que damos muitas vezes até sem saber ao certo para onde vamos.
Fiquei imaginando o quanto alguns também não se assustam no homem que me tornei. As coisas que faço e as coisas que o Senhor faz através de mim são tantas e atingem a tantos indivíduos que não podemos mensurar, senão apenas constatar e louvor. Sim. Louvar ao autor de toda bondade que há no mundo. Pois se cumpre a expressiva confiança do salmista que ainda na terra dos viventes veria a bondade. Ei-la ao nosso redor. Dentro de nós.
Vida vivida no amor – e gasta para que outros tenham direitos e certezas da sua humanidade e da presença divina – é tudo quanto nos preenche, encanta, redime... Há muita gente se escondendo com medo de sonhar, de viver, de lutar... há muitos tentando se preservar.
De que vale conservar uma múmia? Um corpo em formol? Qual dessas vidas valeria à pena senão somente a vida que vivemos enquanto a morte não vem e a ressurreição não nos coloca no seio do Senhor?
Deixa-me um pouco mais parado nas imagens que meus olhos contemplaram. Aquelas “crianças” com outras crianças no colo. Aqueles meninos com roupas de doutor e semblante de gente séria que sabe não poder errar. As brincadeiras de rua, de roda, de gente... tudo transformado em coisa séria e de gente grande.
Senhor, será que estou estranho ao meu corpo? Ao meu tempo? Ou sou apenas um normal que se pergunta sobre o que até então não tinha tido o menor sentido inquirir?
Senhor, tu sabes tudo de mim e de todos. Conheces os nossos corações. E, até mesmo a palavra ainda não vinda à boca, te é conhecida.
“FAZEI O BEM E EMPRESTAI, SEM NADA ESPERAR EM TROCA”
Pode acontecer que no apartamento ou na casa ao lado da tua viva um cego, que muito agradeceria que fosses visitá-lo e lhe lesses o jornal. Pode acontecer que haja uma família que tenha necessidade de alguma coisa, uma coisa que seja a teus olhos de pouca importância, uma coisa tão simples como tomares conta de um bebé durante meia hora. Há tantas coisas pequenas, que são tão pequenas, que muitos se esquecem delas.
Não penses que só os pobres de espírito podem trabalhar na cozinha. Não penses que levantares-te, sentares-te, ires e vires, que tudo quanto fazes é desprovido de importância aos olhos de Deus.
Deus não te perguntará quantos livros leste, quantos milagres fizeste. Há-de perguntar-te se fizeste o melhor que sabias, por amor a Ele. Podes dizer, com toda a sinceridade: «Fiz o melhor que sabia»? Mesmo que esse melhor seja um fracasso, tem de ser o melhor que sabemos.
Se estás realmente apaixonado por Cristo, por muito modesta que seja uma tarefa, hás-de realizá-la o melhor que souberes, e com todo o coração. O teu trabalho será um testemunho do teu amor. Podes esgotar-te a trabalhar, podes mesmo matar-te a trabalhar, mas se não o fizeres por amor, esse trabalho será inútil.
Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997),
fundadora das Irmãs MIssionárias da Caridade - Não há maior amor
PAPA BENTO XVI
INTENÇÕES PARA O MÊS DE SETEMBRO
Palavra de Deus, fonte de liberdade e alegria.
Que a Palavra de Deus seja mais conhecida, acolhida e vivida como fonte de liberdade e alegria.
[Intenção Geral]
Cristãos no Laos, Cambodja e Mianmar.
Que os cristãos no Laos, Camboja e em Mianmar, que frequentemente encontram grandes dificuldades, não desanimem de anunciar o Evangelho aos seus irmãos.
[Intenção Missionária]
VIVER CANTANDO
O brasileiro é gente boa.
Vive de cantar as suas agruras, aventuras e outros que tais.
Canta de alegria.
Canta de tristeza.
Canta na fartura.
Canta na pobreza.
Em todo o tempo e lugar.
Por todos e quaisquer motivos.
Canta. Canta. Canta.
E vive, e canta.
Se se canta bem, reza-se duas vezes, constatou Agostinho.
Se se canta os males espanta, sentenciou a cultura popular.
Se se canta em rituais, louva-se e até se pode pedir chuva aos deuses.
Há cantares os mais diversos.
Há motivos os mais diversos.
Há melodias e repiques dos quais não nos esqueceremos mesmo que para tal nos esforcemos.
Hoje cantemos a alegria da vida que insiste viver.
Com chuva.
Com sol.
Com vento.
Com forte calor.
Não importa o motivo.
Viver é o motivo.
CANTAR VIVENDO

SETE DE SETEMBRO: DIA NACIONAL DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
5º ANIVERSÁRIO DE SACERDÓCIO
O Santo Padre, o papa Bento XVI convocou para este um Ano Sacerdotal. Fazendo-nos assim pensar, valorizar e celebrar a riqueza deste especialíssimo dom de Deus à sua Igreja.
Neste sete de setembro completo cinco anos de ministério sacerdotal. O que dizer deste “poucos” anos nos quais manifesto na fragilidade do meu ser a riqueza, o poder e a grandeza do mistério de Deus?
Deus é bom! Ele me conhecia desde o ventre materno e de lá me escolheu para constituir o número dos seus “apóstolos”. Nasci e através da família, dos amigos e da comunidade, ele me formou para a vida. Daí, me tirou sem impor sua vontade. Chamou-me para estar com Ele, aprender dele e... depois, falar dele.
Embora, tenha tantas coisas a dizer, a frase do padre Zezinho, encontrada numa de suas músicas, resume bem tudo quanto sinto e vivo: “tenho cruzes, mas vivo feliz!”. Sim. No meu ministério sacerdotal não falta nenhum tipo de cruz. Entretanto, ter cruz não anula a felicidade.
Infeliz não é aquele que não tem cruz pelo caminho, mas aquele que não tem Deus em sua vida. Guardo desde a minha juventude que “a cruz é a fonte de nossa força e o segredo de nossa paz”. Só os discípulos de Jesus podem compreender o alcance e a profundidade dessa assertiva. Ainda que eu não a compreenda, vivo-a profundamente.
Senhor, te agradeço pela minha vida e pelo meu ministério em tua Igreja. Faz-me novo a cada dia para que se renove sobre o altar a minha oferta radical. Sendo servo de todos a todos devo e quero servir. Amém.
LER A BÍBLIA É CONVERSAR COM DEUS
Setembro é conhecido, entre os católicos, como “Mês da Bíblia”, porque no dia 30 comemoramos a festa de São Jerônimo. Foi ele quem, no Século IV, responsabilizou-se, a pedido do Papa Dâmaso I, pela tradução dos textos bíblicos originais (hebraico, aramaico e grego) para a língua latina. Este célebre trabalho recebeu o nome de “Vulgata”. A Igreja considera São Jerônimo (342-420) o patrono dos estudos bíblicos. Foi ele quem disse “ignorar as escrituras é ignorar o próprio Cristo”.
Nas Sagradas Escrituras estão os fundamentos sólidos da nossa fé, pois ela contém a verdade para a salvação, que nos conduz para um contato íntimo com a pessoa divina e a missão redentora de Jesus Cristo. De fato, a Bíblia é uma forma de presença de Deus no meio de seu povo. Ela nos faz ouvir a Deus, a Ele nos conduz e nos faz conhecer seu amor. Se estivermos abertos à ação do Espírito Santo, a Bíblia nos levará a não só ter um conhecimento teórico da Palavra de Deus, mas também a experimentar vivamente o amor com que Deus nos ama. Essa experiência é fundamental na vida cristã.
O papa Bento XVI, na abertura da V Conferência em Aparecida, falou: “Cristo nos dá a conhecer sua pessoa e sua doutrina por meio da Palavra de Deus. Nossa tarefa é a de educar o povo na leitura e meditação da Palavra de Deus: que ela se converta em alimento para que, por sua própria experiência, vejam que as Palavras de Jesus são Espírito e Verdade” (Jo 6, 63). Lembrou também que “a Igreja tem a grande tarefa de alimentar a fé do povo de Deus e recordar aos fiéis do continente que, em virtude de seu batismo, estão todos chamados a ser discípulos e missionários de Jesus Cristo”. A condição indispensável para o discipulado é o conhecimento profundo da Palavra de Deus.
A Escritura é fonte e princípio da revelação de Deus. A leitura da Bíblia não é mera questão de técnica: é uma opção de vida, fruto do dom do Espírito (cf 1Cor 2,1-16; Rm 11,33-36). Podemos, por exemplo, seguir os três conselhos de Santo Ambrósio: a) Ler a Bíblia como se estivéssemos lendo uma carta de Deus, pois é para nós que Ele escreveu; b) Ler a Bíblia sob a orientação da Igreja... Como filhos a quem a Mãe ensina a bem entender o que estão lendo; c) Acompanhar a leitura da Bíblia com a oração. “Porque, assim se estabelece um proveitoso diálogo: Deus falando a nós pela Bíblia; nós falando a Ele pela voz da oração”.
Convém, portanto, que nos perguntemos: Até que ponto estamos valorizando a Palavra de Deus em nossa vida pessoal e comunitária? Tenho lido a Bíblia? Eu a leio ao menos uma vez ao dia? E, sobretudo, procuro transmitir a mensagem da Bíblia à família, aos amigos? Procuremos todos ler, meditar, praticar, ouvir e guardar no coração a Palavra de Deus! Como Pedro, também nós, iremos a quem se só Jesus tem palavras de vida eterna? Por mais difícil parecer possa, inicie agora mesmo a leitura da carta de amor de Deus por você.
Pela vida, sempre!
* 1ª Leitura - Jornal Anúncio, Dioc. Presidente Prudente, setembro/2009
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Liturgia
XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Leituras: Is 35,4-7ª; Salmo 145; Tiago 2,1-5; Marcos 7,31-37
[JESUS, Pregava e Curava]

I.- A liturgia do XXIII Domingo do Tempo Comum fala-nos de um Deus comprometido com a vida e a felicidade do homem, continuamente apostado em renovar, em transformar, em recriar o homem, de modo a fazê-lo atingir a vida plena do Homem Novo.
II.- Na primeira leitura, um profeta da época do exílio na Babilônia garante aos exilados, afogados na dor e no desespero, que Jahwéh está prestes a vir ao encontro do seu Povo para libertá-lo e o conduzir à sua terra. Nas imagens dos cegos que voltam a contemplar a luz, dos surdos que voltam a ouvir, dos coxos que voltam a saltar e dos mudos que voltam a cantar com alegria, o profeta representa essa vida nova, excessiva, abundante, transformadora, que Deus vai oferecer a Judá.
III.- A segunda leitura dirige-se àqueles que acolheram a proposta de Jesus e se comprometeram a segui-l'O no caminho do amor, da partilha, da doação. Convida-os a não discriminar ou marginalizar qualquer irmão e a acolher com especial bondade os pequenos e os pobres.
IV.- No Evangelho, Jesus, cumprindo o mandato que o Pai lhe confiou, abre os ouvidos e solta a língua de um surdo-mudo… No gesto de Jesus, revela-se esse Deus que não se conforma quando o homem se fecha no egoísmo e na auto-suficiência, rejeitando o amor, a partilha, a comunhão. O encontro com Cristo leva o homem a sair do seu isolamento e a estabelecer laços familiares com Deus e com todos os irmãos, sem exceção.
V.- Oração: Senhor Jesus, impõe sobre mim as tuas mãos e liberta-me do egoísmo que impede a comunicação com o meu próximo.
SANTO AMBRÓSIO E A AMIZADE
A amizade requer que ajudemos o amigo. “Se descobres algum defeito no teu amigo, corrige‑o em segredo [...]. As correções fazem bem e são de maior proveito que uma amizade muda” [santo Ambrósio], que se cala enquanto vê o amigo afundar‑se.
A amizade deve ser perseverante. “Não mudemos de amigo como fazem as crianças, que se deixam levar pela onda fácil dos sentimentos”. Não tenhas vergonha de defender o amigo [Eclo 22,31]. “Não o abandones no momento da necessidade, não o esqueças, não lhe negues o teu afeto, porque a amizade é o alicerce da vida. Carreguemos uns as cargas dos outros, como nos ensinou o Apóstolo... Se a prosperidade de um é proveitosa a todos os seus amigos, por que na adversidade não irá encontrar a ajuda de todos esses amigos? Ajudemo‑lo com os nossos conselhos, unamos os nossos esforços aos seus, participemos das suas aflições.
“Quando for necessário, suportemos até grandes sacrifícios por lealdade para com o amigo. Talvez tenhamos que enfrentar inimizades para defender a causa do amigo inocente, e, com muita freqüência, receber insultos quando procuremos rebater e responder àqueles que o atacam e acusam [...]. É na adversidade que se provam os amigos verdadeiros, pois na prosperidade todos parecem fiéis” [Santo Ambrósio].
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ENSINO RELIGIOSO NAS ESCOLAS PÚBLICAS
O Acordo de Estados entre Brasil e Vaticano tem suscitado acalorados debates, dos quais, pouco baseados na frieza das letras referidas nos 19 artigos que o compõem. As televisões e outras mídias aproveitam-se disso para debater, informar e formar (?).
Não sei se a brincadeira de argumentar pode nos fazer avançar no conhecimento mais profundo senão nas discussões menores! Entretanto, como fui provocado a dar determinado parecer, o farei.
Seria “justo” (?) um ateu com seus impostos pagar o ensino religioso?
Devolvo invertida a questão. Foi dinheiro de gente crente que fez o indivíduo que hoje “professa a fé” na “não-crença” chegar a tal ponto do “ateísmo”. E creio o número dos que acreditam é sobejamente maior que os que não acreditam (em Deus, é bom que se diga!).
Acho justo que o Estado forneça ao indivíduo sob sua “tutela” uma formação integral, contemplando as mais variadas vertentes do saber e do agir humanos.
A marca cultural da fé no horizonte significativo da existência não pode ser apagada nem sufocada, pois se se paga para ensinar a fé, muito se paga para se provocar o pensamento à semelhança dos “filósofos da suspeita” [Karl Marx, F. Nietzsche e S. Freud] que dizem “Deus morreu”.
O crente paga para pensar, ensinar e acreditar que Deus morreu. Daí, o não crente paga para pensar, ensinar e acreditar que Deus, em Jesus morreu e RESSUSCITOU e CONTINUA Vivo e Verdadeiramente presente no meio de nós.
O Estado é laico; não professa fé religiosa. A Igreja e o Estado não são “casados”. Entretanto, valeria como arremate deste texto afirmar com dom Odilo P. Scherer que “ter um Estado laico não significa passar por cima da cultura de um povo”. E permitir uma educação contempladora do horizonte transcendental é contribuir para a feitura de um mundo mais justo, solidário e globalizado na esperança e na caridade.
“Onde não há amor, coloque amor e receberás amor”
* São João da Cruz *
Foto de modelo com "pneuzinhos" gera elogios nos EUA
da France Presse, em Nova York
A publicação na revista americana “Glamour” da foto de uma modelo com uma barriguinha mais pronunciada provocou uma avalanche de comentários de felicitações.

A foto, que ilustra um artigo sobre a importância se se sentir bem com o próprio corpo, mostra Lizzi Miller, uma modelo de 20 anos, loura e sorridente, com 1,80 m e 79 kg, sentada nua, numa pose que evidencia as gordurinhas de sua barriga em um corpo escultural.
A redação recebeu mais de mil comentários logo depois de publicada a edição de setembro, que celebra os 70 anos da revista da editora Conde Nast, especializada em moda e celebridades.
"Que maravilha! Sempre busco 'mulheres reais' nas revistas femininas", escreve uma leitora. "Esta foto me deu vontade de gritar de alegria".
"Fantástico", "real", "radiante", "a imagem da felicidade" são alguns dos outros comentários. "Nunca tivemos tantas reações positivas", comentou em seu blog a editora da "Glamour", Cindi Leive.
"Sabia que as leitoras iam gostar, mas fiquei surpresa com a quantidade de reações. Espero que seja o princípio de uma revolução", acrescentou.
Lizzi Miller já foi convidada para participar de programas de televisão e mais de 2.000 pessoas consultaram seu nome em sites de busca na internet.
A jovem conta que era gorda quando adolescente e afirma ter perdido 30 kg. "Comecei a gostar do meu corpo quando vi famosas cheinhas", explica.
EU:-
Enquanto espero para ser atendido pelo dentista, folheio revistas e jornais. Como não notar as caras fabricadas (com sorriso e tudo!) para as lentes fotográficas! Tudo tão artificial quanto o papel onde se estampam as cenas que seriam de felicidades. Publiquei este post para que mulheres e homens cuidem da saúde, mas não sejam escravos dos seus corpos. Afinal, eles se desenvolvem, crescem, envelhecem... morrem! Cuidemos da parte da nossa vida que não morre: o nosso ser, composto de corpo e alma. Mente sã, corpo são. Há magros querendo engordar. Há obesos querendo emagrecer. Não quero engordar nem emagrecer. Quero apenas um corpo saudável onde minha alma goste de habitar.
MÊS DA BÍBLIA
Deuteronômio, 6, 4-6: Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças. Os mandamentos que hoje te dou serão gravados no teu coração.
João, 15, 13-15: Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.
2 Timóteo 3, 15-17: E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo. Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.
A Diocese de Presidente Prudente promove nesta semana dois importantes eventos. Um para os padres, outro para os leigos. O primeiro versa sobre a orientação pastoral e espiritual – o aconselhamento e dom e treino! O segundo trata da Bíblia vista no Sinodo dos Bispos cujo tema foi “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”, realizado em outubro do ano 2008. Os dois eventos são orientados pelo Frei Patricio Sciadini, carmelita, pregador e escritor bastante conhecido no meio eclesial.
Ontem, no evento com os leigos, frei Patricio lembrou aos presentes que falar do que ouviu outros falarem sobre algo é apenas fazer fofoca. Desta forma também se pode tratar a Bíblia. Falar dela, sem lê-la, é fazer “fofoca de Deus”. Lembrou ainda a necessidade do “conhecimento amoroso de Deus” que se “revela”, isto é, “tira o véu”, falando ao homem como quem fala a amigo [citações no início deste post].
“A bíblia é a palavra de Deus semeada no meio do povo, que cresceu e se transformou, ensinando-nos a viver num mundo novo”, canta-se na liturgia.
Leia a sua Bíblia.