LITURGIA

SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS

 

 

Leituras: Apocalipse 7,2-4.9-14; Salmo 23; 1João 3,1-3; Mateus 5,1-12ª

“A COMUNHÃO DOS SANTOS”

 

I.- Atualmente pouco se ouve falar na "comunhão dos santos". Além disso, muitos fiéis talvez tenham uma idéia muito restrita a respeito de quem são os santos... Nas suas cartas, Paulo chama os fiéis em geral de "santos". Todos os que pertencem a Cristo e seu Reino constituem uma comunidade viva e real, a "Comunhão dos Santos".

 

II.- As bem-aventuranças (evangelho) proclamam a chegada do Reino de Deus e, por isso, a boa ventura daqueles que "combinam com ele". Assim, caracterizam a comunidade dos "santos", os "filhos do Reino", e proclamando a sua felicidade e salvação. Jesus felicita os "pobres de Deus", os que confiam mais em Deus do que na prepotência, os que produzem paz, os que vêem o mundo com a clareza de um coração puro etc. Sobretudo os que sofrem por causa do Reino, pois sua recompensa é a comunhão no "céu", isto é, em Deus. Dedicando sua vida à causa de Deus, eles "são dele".

 

III.- É o que diz S. João (2ª leitura): já somos filhos de Deus, e nem imaginamos o que seremos! Mas uma coisa sabemos: seremos semelhantes a ele, realizaremos a vocação de nossa criação (Gn 1,26). O amor de Deus tomará totalmente conta de nosso ser, ao ponto de nos tornar iguais a ele.

 

IV.- A santidade não é o destino de uns poucos, mas de uma imensa multidão (1ª leitura): todos aqueles que, de alguma maneira, até sem o saber, aderiram e aderirão à causa de Cristo e do Reino: a comunhão ou comunidade dos santos. Ser santo significa ser de Deus. Não é preciso ser anjo para isso. Santidade não é angelismo. Significa um cristianismo libertado e esperançoso, acolhedor para com todos os que "procuram Deus com um coração sincero" (Oração Eucarística IV). Mas significa também um cristianismo exigente.

 

V.- Devemos viver mais expressamente a santidade de nossas comunidades (a nossa pertença a Deus e a Jesus), por uma prática da caridade digna dos santos e por uma vida espiritual sólida e permanente.  Sobretudo: santidade não é beatice, não é medo de viver. É uma atitude dinâmica, uma busca de pertencer mais a Deus e assemelhar-se sempre mais a Cristo. Não exige boa aparência! Desprezar os pobres é desprezar os santos! Mas exige disponibilidade para se deixar atrair por Cristo e entrar na solidariedade dos fiéis de todos os tempos, santificados e unidos por ele. [“Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes]


“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi

Acesse o Blog “Tudo tem seu tempo” http://sandrogerio.zip.net

IGREJA VOLTA SEU OLHAR PARA A AMAZÔNIA

 

 

Dom Sérgio Castriani, natural de Regente Feijó, é bispo da Prelazia de Tefé (AM) e o bispo responsável na CNBB pela dimensão missionária da Igreja no Brasil. Ele concedeu entrevista por ocasião do Mês Missionário, na qual ressaltou a Semana Missionária para a Igreja Católica na Amazônia (a ser realizada em todas as Diocese e Paróquias do Brasil) entre os dias 25 a 31 de outubro. Não será diferente em nossa Diocese cujos assessores, padres Everton Aparecido e Sanderson Vergara, se programaram e motivaram as comunidades para encontros formativos e celebrativos. A seguir, um trecho da entrevista de dom Sérgio.

 

Quais ainda são os maiores desafios missionários na Igreja no Brasil?

 

D. Sérgio: É difícil listar prio­ridades. Mas o objetivo geral da ação evangelizadora faz opções e aponta linhas de ação.

 

Primeiro a restauração da dignidade humana em todos os níveis e lugares. Trata se de fazer chegar a Boa Nova a todas as pessoas e à pessoa toda. Numa sociedade terrivelmente injusta e excludente, o missionário e as instituições missionárias, isto é, toda a Igreja, devem mergulhar no tecido humano, a exemplo de Jesus, que se torna carne e habita entre nós. É na Pastoral Carcerária, na Pastoral do Menor, na Pastoral dos Migrantes, no mundo dos dependentes químicos, nas famílias desestruturadas, nas moradias indignas deste nome etc. que a Missão tem lugar, quando o missionário anun­cia e mostra outros caminhos.

 

Segundo, é preciso construir e reforçar comunidades vivas e atuantes. As pequenas comunidades, as comunidades de vida e, sobretudo, as Comunidades Eclesiais de Base, serão o lugar da vivência da vida nova em Cristo. A Missão nasce da comunidade e gera comunidade. Em terceiro lugar, o mundo precisa ser evangelizado. Junto com outras instituições e grupos, participamos da construção de um mundo melhor. Na transformação política e social está um grande desafio para a Missão.

 

Todos estes aspectos são enfrentados no serviço, no testemunho e no anúncio. Mas não nos podemos fechar em nós mesmos. Outros povos, outras culturas, outras nações esperam por nós e pedem nossa solidariedade. A Missão além fronteiras fará nos amadurecer e sermos, de fato, Igreja de Jesus chamada a anunciá lo a todas as nações.

 

Sua mensagem final para o Mês das Missões.

 

D. Sérgio: Não percamos este tempo de graça que nos é concedido cada ano. Abra­mos o coração. A vida acontece, quando a doamos. Não sejamos mesquinhos, mas tenhamos um coração grande, do tamanho do mundo. Aja lá onde estiver. Se for professor, na escola, com seus alunos e colegas; se estiver num hospital, com os colegas e com os doentes; em uma fábrica, com os companheiros, no sindicato; na rua; no comércio. Fale das Missões, distribua o material, peça ajuda, leve um cofrinho.

 

Cada um de nós recebeu do Senhor a tarefa de evangelizar. A Missão realiza nos, a missão torna nos discípulos. Vamos conhecer mais o Mês das Missões, seus subsídios, seu cartaz, suas orações. Procuremos nos informar sobre a vida e a ação da Igreja missionária contada na imprensa missionária. Assinemos uma revista missionária. Vamos trazer a Missão e os missionários para dentro de nossas casas, de nossas conversas, de nossas celebrações. O compromisso missionário virá por si mesmo, pois ele é fruto da ação do Espírito Santo na Igreja e em nossos corações.

QUANDO SE AMA APAIXONADAMENTE

[com Frei Almir Ribeiro Guimarães,OFM]

 

A paixão é cega e cega os que se deixam dominar por ela. Temos, até certo ponto, medo dos apaixonados.  Nem sempre as ditas pessoas apaixonadas dão provas de um certo equilíbrio. Há mesmo muitos crimes passionais. Com muita facilidade se pode passar do amor paixão ao ódio visceral.  O amor-paixão pode ser perigoso. Pode destruir e não construir.

 

E, no entanto, não pode haver amor morno para  Cristo e para o Evangelho. Há uma palavra dura do Apocalipse que sempre nos questiona. A testemunha fiel, o Amém, assim se dirige  ao anjo da Igreja de Laodicéia: “Conheço as tuas obras. Oxalá, fosses frio ou quente. Mas porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca” (Ap 3,14-15).  Nos últimos tempos temos ouvido e lido muito a respeito da expressão “ardor”, “novo ardor”. Quem fala em ardor pensa naquilo que queima, que é quente.  Não podemos elogiar um cristão frio, indiferente, rotineiro, “fazedor de rezas e de tarefas”.

 

* Temos que prestar atenção para que nosso amor não seja paixão cega. De outro lado, o que seria um amor por Cristo sem um apaixonado e apaixonante testemunho? Há os que amam Cristo fria e cerebralmente. Há outros que o amam zelosa e apaixonadamente.

 

* O nosso tempo fala muito de amor e, no entanto, dá mostras de que cada vez mais sabe amar menos. Em nossos lábios há canções e ditos que pouco expressam os conteúdos de noss’alma. Esta, anda muito ocupada em despistar-se dos compromissos consigo e com outros. Vai ao sabor das ventanias e de suas ilusões. Até quando?

 

* A alma apaixonada por Cristo e por sua Igreja precisa gastar-se sem medo pelo amor que a consome para que a vida aconteça, para que refulja em toda a parte o valor e a intensidade de Deus, que é amor!

 

* Ó minh’alma, retorna a tua paz, como criança bem tranquila no regaço acolhedor de sua mãe. Anele por Deus, não descuides dos irmãos. Anseie pela vida, mas não pratiques a morte.

 
 

“Quando desistirmos de ser deuses poderemos ser plenamente humanos, o que ainda não sabemos o que é mas que intuímos desde sempre”.

 

[Rose Marie Muraro]

“Os avanços tecnológicos e o futuro da humanidade: querendo ser Deus?”

HISTÓRIAS DO DIA A DIA

Ruy Castro

 

RIO DE JANEIRO - No fim de semana, Bruno, carioca, classe média, músico, 26 anos, sob o efeito de crack, álcool e remédios de tarja preta, estrangulou e matou sua namorada, Bárbara, 18. Em seguida, foi dormir, com ou sem consciência do que fizera. Ao acordar, constatou a tragédia e telefonou para o pai. Este chamou a polícia -preso, seu filho ficaria "internado", livre do coquetel de drogas, legais ou não, que era o seu dia a dia.

 

Histórias como essa são também o dia a dia do país, embora poucas cheguem aos jornais, e encerram lições. Uma delas, a de que o crack não é mais um problema exclusivo dos meninos de rua de São Paulo, onde começou -a cracolândia foi exportada, é agora nacional e não distingue classes. E, ao contrário de outras drogas, que têm um esmalte charmoso, "de salão", o crack não comporta uso recreativo -com ele, a dependência se instala à segunda ou terceira pedra.

 

Mas, como admitido pelo pai de Bruno, o crack não foi o único componente da adição de seu filho. Além do álcool, ele era usuário de antidepressivos, hipnóticos, benzodiazepínicos e antipsicóticos -remédios de uso "controlado", que a maioria dos médicos brasileiros de qualquer especialidade, inclusive pediatras, receita alegremente para os casos mais banais de hiperatividade, depressão, insônia ou simples tédio.

 

Os garotos aprendem a combiná-los para um resultado potente em si ou em combinação com outras drogas. Enquanto as quadrilhas, as milícias e a polícia trocam tiros pela supremacia nos morros, os maiores causadores de dependência química no Brasil (segundo a estatística) saem legalmente dos consultórios médicos, farmácias, supermercados, bares e biroscas.

 

As mortes que provocam têm sua sinistra contrapartida nos impostos que supostamente pagam. [FOLHA DE SÃO PAULO, 28/10/2009]

“PACIÊNCIA! PACIÊNCIA!”

Pe. Luiz Carlos de Oliveira

 

 

Paciência para ser dono de si

 

 

Mais uma virtude! Esta virtude da paciência nos faz mais humanos. O arco-íris de nossa vida é muito bonito. É um caleidoscópio que, a cada momento, faz-nos diferentes sendo os mesmos. É rico conhecer as preciosidades que temos.

 

As virtudes, que chamamos de humanas, são necessárias para termos uma espiritualidade consistente e coerente. É impossível crescer na espiritualidade se não cuidarmos do humano que somos. A paciência é uma virtude muito humana, pois está no mais íntimo.

 

A paciência é a capacidade de sermos donos nós mesmos nas circunstâncias difíceis, sejam as pessoais, sejam aquelas que nos colocam em relacionamento com os outros. “Paciência no sofrimento é uma componente insubstituível do seguimento de Cristo e da plena maturidade humana até ao último sim, pronunciado ante a morte. A verdadeira paciência, aquele que provém da conformidade com a vontade de Deus, é uma força salvadora que não se deve menosprezar. Ela nos inunda de paz interior e desperta a nossas melhores energias” (Pe. Häring).

 

O primeiro aspecto da virtude da paciência é sua união com a vontade de Deus. Não que Deus nos controle e nos trate como robôs. Unir-se à vontade de Deus é procurar viver bem, em qualquer circunstância. Ela equilibra nossos sentimentos e ações. “É um sim sereno à aprendizagem do sofrimento, um sim que, ao mesmo tempo, é capaz de reunir e mobilizar as nossas forças” (Pe. Häring).

 

A paciência provém da uniformidade com a vontade de Deus, isto é, pensar com Deus. Isto não nos faz menores, mas muito grandes, pois podemos dizer que Deus pensa como nós, quando pensamos como Ele. Jesus vivia unido a esta vontade: “Assim como o Pai me ordenou, assim mesmo faço” (Jo, 14,31), porque “não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo, 14,31).

 

Esse Deus bondoso é paciente conosco. Pela história do povo podemos perceber a bondosa paciência que durou séculos. Sabe esperar e tem paciência com nossa fragilidade. Gosta de jogar conosco como perdedor, para ser o ganhador final, ganhar a nós mesmo.

 
 

 

LITURGIA

XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)

 

 

 

Leituras: Jeremias 31,7-9; Salmo 125; Hebreus 5,1-6; Marcos 10,46-52

“Grandes maravilhas fez por nós o Senhor, por isso exultamos de alegria” (Sl 125)

 

I.- A liturgia do 30º Domingo do Tempo Comum fala-nos da preocupação de Deus em que o homem alcance a vida verdadeira e aponta o caminho que é preciso seguir para atingir essa meta. De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, o homem chega à vida plena, aderindo a Jesus e acolhendo a proposta de salvação que Ele nos veio apresentar.

II.- A primeira leitura afirma que, mesmo nos momentos mais dramáticos da caminhada histórica de Israel, quando o Povo parecia privado definitivamente de luz e de liberdade, Deus estava lá, preocupando-se em libertar o seu Povo e em conduzi-lo pela mão, com amor de pai, ao encontro da liberdade e da vida plena.

III.- A segunda leitura apresenta Jesus como o sumo-sacerdote que o Pai chamou e enviou ao mundo a fim de conduzir os homens à comunhão com Deus. Com esta apresentação, o autor deste texto sugere, antes de mais, o amor de Deus pelo seu Povo; e, em segundo lugar, pede aos crentes que “acreditem” em Jesus – isto é, que escutem atentamente as propostas que Ele veio fazer, que as acolham no coração e que as transformem em gestos concretos de vida.

IV.- No Evangelho, o catequista Marcos propõe-nos o caminho de Deus para libertar o homem das trevas e para o fazer nascer para a luz. Como Bartimeu, o cego, os crentes são convidados a acolher a proposta que Jesus lhes veio trazer, a deixar decididamente a vida velha e a seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. Dessa forma, garante-nos Marcos, poderemos passar da escravidão à liberdade, da morte à vida.

V.- ORAÇÃO: Pai, dá-me forças para lutar contra a cegueira que me impede de reconhecer teu amor misericordioso manifestado em Jesus. Faze com que eu veja!


“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi

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IGREJA E SAÚDE CONTRA A AIDS

 

A Igreja Católica vai ajudar o Ministério da Saúde a difundir a importância dos testes de HIV e sífilis, incentivando fiéis a procurar postos de saúde. A parceria foi firmada ontem, mas ficará restrita à campanha para diagnóstico das doenças. O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Dimas Lara Barbosa, disse que a Igreja mantém sua posição contrária à distribuição e ao uso de preservativos para prevenir a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. — A doutrina da Igreja continua sendo a de sempre. Nosso foco é família, fidelidade, amor — disse Dom Dimas. A campanha “Fique sabendo” consiste na distribuição de cartazes e panfletos com frases do tipo: “Declare seu amor por você: faça o teste de Aids”. Serão veiculados também anúncios em rádios. [veja mais aqui]

 
 

BEBÊ QUE NASCEU EM PLENO VOO TERÁ PASSAGENS GRÁTIS PELA VIDA TODA, DIZ AÉREA

 

Um bebê que nasceu inesperadamente a bordo de um avião da AirAsia nesta semana vai ganhar passagens grátis pela vida toda, assim como sua mãe, informou a companhia nesta sexta-feira (23). A passageira Liew Siaw, de 31 anos, entrou em trabalho de parto na quarta-feira, durante um voo entre Penang e Kuching, na Malásia. Os pilotos tiveram de de fazer um desvio de emergência para a capital da Malásia, Kuala Lumpur, mas o bebê acabou nascendo antes do pouso. Um médico que estava a bordo fez o parto, auxiliado pelos comissários de bordo. O bebê veio à luz quando o avião se aproximava de Kuala Lumpur a 2.000 pés de altura, segundo a empresa. Depois do pouso, mãe e filho foram levados a um hospital próximo. “Para comemorar essa ocasião feliz, decidimos presentear tanto a mãe como o filho com voos grátis pela vida toda”, disse o diretor de operações da empresa, Moses Devanayagam, depois de visitá-los no hospital. [G1]

ARQUIBANCADAS PARA PALMEIRAS E CORINTHIANS CUSTARÃO R$ 50

 

 

Os ingressos para o jogo entre Palmeiras e Corinthians, que acontece domingo (1º), às 16h, no estádio Prudentão, começam a ser vendidos na terça-feira (27) em Presidente Prudente e na sexta-feira (30) nas bilheterias do estádio Palestra Itália. No entanto, a expectativa de serem mantidos os mesmos valores dos outros clássicos na cidade não se confirmou. A diretoria do clube alviverde informa que as arquibancadas laterais custarão R$ 50, a arquibancada central ao preço de R$ 100 e cadeira cativa, R$ 250. Nos jogos anteriores entre os times no Prudentão este ano, as arquibancadas laterais custaram R$ 30 e a central, R$ 60, o que significa que houve um aumento de 66,6% no valor dos ingressos. Foram colocados à venda 44.414 ingressos. [continua aqui].


comento:

Pois é. Sou santista. Não precisaria dizer nada, mas estão querendo "esfolar" os torcedores do "interiôôrrrr". Vai ver querem pouca gente pra ver os "espetáculos" que ambas equipes tem dado. Nem Palmeiras nem corinthians estão no seu melhor momento. Mas, já que vem ao interior (cidade que "fica uma estação pra lá de deus-me-livre", segundo Jô Soares - diga-se, que tentou se desculpar!!!) querem bancar um ou dois meses de salário de todo plantel. Não sei se isso faz bem ao município. Começo acreditar que o "crime não compensa". Viva o espírito esportivo dos cartolas! (ahhh, o mando de jogo cabe ao Palmeiras!).

TEMPO...

 

Tantas são as chuvas desses dias, o tempo anda mesmo descontrolado. Não se sabe sequer se é problema aqui ou lá onde tudo funciona. Se algum software deu problema, sobrecarga ou similar. Não sabemos por quanto tempo ainda teremos direito de dizer que aqui faz sol durante tantos (determinados) dias e que o frio passa apenas poucas semanas. Resta-nos contemplar pela janela a visão não crível da neblina incessante, dos prédios subssumidos e das construções ganhando tons de estrago e envelhecimento precoce. Os dias chuvosos nos fazem o favor de nos mandar pra dentro de nós mesmos. É um tempo favorável ao recolhimento... à introspecção. Mesmo que não possa, ainda que não queira, acaba-se fazendo. Aproveite para semear boas sementes e, se for o caso, colher bons frutos. [texto de 17/10/2009]

PRESSA DE VER MILAGRES

Pe. Zezinho scj

 

Cuidado com a pressa de ver ou de proclamar milagres. Milagres na hora são como fruto verde. Acredito em milagres; não acredito na maioria dos milagreiros. Desconfio intensamente de igrejas e pregadores que fazem um milagre por dia ou vinte milagres por congresso ou dias e cultos de cura. Penso que 99% desses milagres não são comprovados. Estas igrejas raramente dão tempo aos frutos de amadurecerem e provarem que eram frutos sadios. Não creio no milagre verde.

 
 

polêmica

“SARAMAGO DEVIA RENUNCIAR À CIDADANIA PORTUGUESA”

 

Eurodeputado do PSD Mário David diz que se sente "envergonhado" com as recentes declarações do Nobel da Literatura sobre a Bíblia.

No sítio pessoal na Internet, o vice-presidente do Partido Popular Europeu (PPE), eleito pelo PSD, escreveu hoje, terça-feira, que José Saramago "há uns anos, fez a ameaça de renunciar à cidadania portuguesa. Na altura, pensei quão ignóbil era esta atitude. Hoje, peço-lhe que a concretize... E depressa!"

“Tenho vergonha de o ter como compatriota! Ou julga que, a coberto da liberdade de expressão, se lhe aceitam todas as imbecilidades e impropérios?”, questiona o eurodeputado.

No sábado, José Saramago lançou o novo livro, “Caim”, e considerou a Bíblia “um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”.

Na sequência destas afirmações, reagiram vários representantes da Igreja Católica e da comunidade judaica em Portugal, criticando Saramago e acusando-o de estar a fazer um golpe publicitário para promover o livro.

“Se a outorga do Prêmio Nobel o deslumbrou, não lhe confere a autoridade para vilipendiar povos e confissões religiosas, valores que certamente desconhece, mas que definem as pessoas de bom caráter”, escreve ainda Mário David.

“Não estou interessado em entrar em polêmica”, afiançou à Agência Lusa, acrescentando que também não quer “contribuir para dar publicidade ao livro”.

Questionado se já leu “Caim”, respondeu: “Não li, nem vou ler, ou é obrigatório?”, ironizou.

“Esta posição é pessoal e vincula-me só a mim. Nem sequer sou católico praticante, mas tenho o direito à indignação”, justificou, acrescentando que se sentiu “violentado” pelas declarações do Nobel da Literatura sobre a Bíblia, que, na sua opinião, são “atentatórias da consciência e sentimentos dos outros”.

 

Jornal de Notícias (Portugal)

mais aqui no Google

  

 

“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel.” Jóia (Isaías 41,10)

CRER COM O CORAÇÃO, PROFESSAR COM OS LÁBIOS

 

 

“Minha boca vai dizer palavras sábias, que meditei no coração profundamente” (Salmo 48)

 

Haveria de dar figos uma árvore de amoras? Ou, então, de dar abacaxis um pé de jabuticabas? Ahhh!!! Como distamos do verdadeiro louvor! Ainda trazemos nos lábios belas palavras e cânticos, os quais nem sempre traduzem o que vai no íntimo. Aprendemos a falar e falamos o que imaginamos o outro queira escutar. Não se verá na igreja (templo) alguém pregar o pecado nem cantar as suas desgraças. Mas se verá a efusiva cantoria de louvores até por aqueles que ainda não se decidiram de fato pela nova vida nova trazida pelo Senhor. Os que vivem dizendo “Senhor, Senhor”, mas com coração e mãos sujas. Nada pior para a experiência da fé a ignorância da própria condição humana fragilizada e continuamente marcada pelo pecado. Se descendemos de Adão, mais ainda o somos de Cristo. Por um a morte, por outro a redenção. Nele somos novas criaturas. Aprendamos, portanto, a professar com os lábios aquilo que cremos com o coração. Como bem diz o povo “a boca fala daquilo que o coração está cheio”.

 
 

 

LITURGIA

XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)

 

 

 

Leituras: Isaias 53,10-11; Salmo 32; Hebreus 4,14-16; Marcos 10,35-45

“Desça sobre nós a vossa misericórdia, porque em Vós esperamos, Senhor.” (Sl 32)

 

I.- No mês de outubro, a Igreja intensifica as atividades para despertar a consciência e a vida Missionária. Hoje, promove também a coleta mundial para as Missões, para atividades de promoção humana e evangelização, sobretudo onde as necessidades materiais são mais urgentes. As Leituras bíblicas e a Mensagem do Papa motivam essa realidade.

 

II.- A 1a Leitura apresenta o "Servo de Javé". Isaías apresenta o Messias como uma pessoa insignificante e desprezada pelos homens, através do qual se revela a vida e a salvação de Deus. O Messias não será um rei de grande poder, mas um humilde "servo sofredor". Cristo, o grande Missionário do Pai, "não veio para ser servido, mas PARA SERVIR". 

 

III.- Na 2ª Leitura, Cristo é apresentado como um grande Sacerdote, mediador entre Deus e os homens, que resgatou com sua morte na cruz e continua intercedendo por nós junto ao Pai.

 

IV.- No Evangelho, Jesus educa para a Missão os seus apóstolos, ainda impregnados pelos falsos conceitos de grandeza da época. * Jesus convida os discípulos a não se deixarem levar por sonhos de ambição, de grandeza, de poder e domínio, mas a fazerem de sua vida um dom de amor e de "serviço". E Jesus apresenta seu exemplo: “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para SERVIR e dar a sua vida em resgate de muitos”.

 

V.- ORAÇÃO: Senhor Jesus, leva-me a escolher sempre o caminho do serviço feito na gratuidade, para eu me sentir grande junto de ti.

 

[*] Neste domingo, será realizada a coleta para as Missões. Em todas as comunidades (matriz e capela) você é chamado a contribuir com a tarefa missionária da Igreja. A sua contribuição material-financeira é muito importante.


“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi

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Que nada te perturbe,

Nada te amedronte.

Tudo passa.

Só Deus nunca muda.

A paciência tudo alcança.

A quem tem Deus, nada falta.

Só Deus basta.

 

(Santa Teresa d’Ávila)

DIA 15 DE OUTUBRO: DIA DO PROFESSOR! POR QUE SURGIU ESSA DATA?

1. No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.

 

2. Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor. A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.

 

(www.portaldafamilia.org.br)

 

A seguir, uma oração do sempre “maravilho” São Francisco de Assis:

 

Senhor, quem és tu e quem somos nós?

Tu és o senhor do céu e da terra e nós,

miseráveis vermezinhos,

teus ínfimos servos...

(Is 41,14).

 

Em tudo, amar e servir. Gastar-se pelo Reino de Deus.

Animados pelo Espírito Santo, coloquemo-nos a caminho cujo final é o coração amoroso do Pai.

Seja São Francisco o nosso exemplo e o Espírito, nossa força.

AUTO-IMAGEM

 

Quando Jesus, depois da ressurreição, apareceu aos discípulos, mandou-os tocar nele: “Olhai as minhas mãos e os meus pés. Sou eu mesmo” (Lc 24,39).

 

O texto grego reza: “Egó eimí autós”. Para a filosofia estóica, autós é o santuário interno do ser humano, o verdadeiro Eu, que ninguém pode lesar. É a imagem genuína que Deus fez de si em cada pessoa humana. Esse “eu” ninguém pode descrever. Mas é importante saber: Eu sou mais do que o resultado da história da minha vida. Eu sou mais do que os outros pensam de mim. Eu sou mais do que aquele que eu percebo conscientemente dentro de mim. Sou imagem de Deus; imagem única sem par.

 

Em tudo o que fazer, tenta um dia por semana falar sempre de novo para ti mesmo: “Eu sou eu mesmo”. Então perceberás que muitas vezes tu não és tu mesmo. Desempenhas determinados papéis: de chefe, de amigo, de homem de negócios, de fornecedor, de freguês, de pai ou de mãe.

 

Mas quem és tu mesmo? Em tudo o que fazes, tu és totalmente tu mesmo? Se te confrontares sempre de novo com essa pergunta, muitas exterioridades vão cair fora. Perceberás quem és de verdade. Então hás de sentir também maior liberdade interna. Já não será tão importante como os outros te avaliam, ou se exteriormente fazes boa figura ou não.

 

O que unicamente importa é seres totalmente tu mesmo. E isto talvez te deixe alegre: ser uma vez tu mesmo. Dentro de ti existe algo que ninguém pode roubar. Mesmo quando por fora erras ou fazes algo ridículo, teu próprio EU interno não será atingido. Se estiveres em contato com teu verdadeiro EU, hás de sentir profunda paz interna.

 

Tudo está certo do jeito que está. Eu posso ser assim. Tenho valor. Sou um ser singular. E juntamente com a paz hás de experimentar uma liberdade e amplitude internas. O peso de tua tarefa cairá fora e sentirás prazer em cumprir tua tarefa, e em tratar teus colaboradores como seres humanos únicos que são, e nos quais existe um “autós”, um santuário interno, um espaço sagrado em que tu não podes penetrar. Isso te ajudará a perceber a dignidade deles.

 

[ANSELM GRÜNN, Liderar por meio de valores, paulus: 2007. p. 24]

SACRIFÍCIOS PELA SANTIFICAÇÃO DOS SACERDOTES

 

O arcebispo Zygmunt Zimowski, presidente do Conselho Pontifício da Pastoral da Saúde, por meio de carta datada a 1 de outubro, pede aos enfermos do mundo inteiro que ofereçam seu sacrificio e suas orações especialmente pelos sacerdotes neste ano a eles dedicado.

 

“Estou perto de cada um de vós e convido-vos, queridos irmãos e irmãs enfermos, a dirigir incessantemente as vossas orações e o oferecimento dos vossos sofrimentos ao Senhor da vinha, em favor da santidade dos vossos amados sacerdotes, a fim de que desempenhem com entrega e caridade pastoral o ministério que Cristo, Médico do corpo e da alma, lhes confiou”.

 

Você já rezou pelo seu sacerdote hoje?

CUIDADO FRÁGIL: RELAÇÕES HUMANAS

 

* * *

 

Lamento não ter pesquisado. Mas alguma coisa posso dizer sobre o assunto. Quão difícil é a situação de quem trai ou é traído. Imaginemos o que deve passar pela cabeça de quem está vivendo dubiamente. Alimentando uma “família” em duas canoas. O nosso tempo de frouxos contornos morais esvazia a força do compromisso e torna frágil toda e qualquer relação entre as pessoas.

 

 

Algumas vezes vi-me contemplando scraps alheios. Especialmente de casais apaixonados. Como é possível um sentimento roubar a pessoa de si?! Assim é com a paixão. O sujeito apaixonado não se pertence. Faz pouco um amigo desses pouco afeitos ao compromisso do amor mudou radicalmente de ideia. Não sei ao certo se ele encontrou ou se foi encontrado. Resta, entretanto, a certeza de que está pensando em amor eterno, cumplicidade, magia etc.

 

 

Quanto tempo temos ao nosso dispor para vivenciar todas as aventuras que a vida propicia aos seus? Quanto tempo dispomos para concluir as tarefas iniciadas e covardemente pausadas, esquecidas e ignoradas? Quanto tempo temos para avançar sem medo para as águas mais profundas dos relacionamentos que nos cobram “dar a vida” para ter “a vida”? Quanto tempo?

 

 

Não corra riscos pra tentar descobrir. Viva o tempo presente. Atue com audácia. Seja o diferencial nem que somente para si. Não espere os aplausos nem passar a tempestade nem que o inimigo abaixe as armas ou humanize o coração. Aja, independentemente de outrem, aja.

 

[oliveira silvestre]

INSTABILIDADE DO MUNDO

A instabilidade do tempo nos faz pensar na instabilidade da existência. Tentamos o tempo todo fixar-nos em algo que nos dê segurança e nos faça caminhar sem medo pelas estradas que se nos apresentam à frente. As quedas também são interessantes. É quando estamos nos sentindo seguros que elas se achegam, como que a nos forçar perceber que a vida não aceita muito controle. “quem julga estar de pé tome cuidado para não cair” (1Cor 10,12). Pensando bem, mesmo a experiência do amor é de instabilidade. A liberdade sempre causa desassossego. Alimentar um pássaro sem prendê-lo na esperança de que voltará pode ser tarefa inglória para muitos. Ainda assim, não há outra segurança senão essa: viver a extrema liberdade do amor, na intensidade e magnanimidade.

DESCONHECIDOS

 

Em minha estante há livros cujo conteúdo desconheço.

Ao derredor há pessoas cujo conteúdo desconheço.

No mundo há muitas coisas cujo conteúdo desconheço.

 

Minha vida transcorre no desconhecido dos conteúdos alheios.

Os dias se sucedem imparáveis ainda que seus conteúdos não me sejam conhecidos.

 

A vida é feita de conteúdos desconhecidos enquanto não são vividos.

Outros só serão conhecidos depois de vividos e desta forma não serão mais necessários nem devem causar transtorno aos que desconhecidos procuram viver.

 

Inúmeras experiências não são projetadas. Acontecem.

A demanda se achega. O desafio se põe. Enfrenta-se ou sofre-se.

Indiferente nunca se fica.

 

Quem poderia diante da vida ficar indiferente?

Quem saberia a fórmula de escapulir das necessárias dores do crescimento?

Quem completaria o feito de passar incólume pela vida?

 

[oliveira silvestre]

TEMPO DE... VISITAR O BAÚ DAS MEMÓRIAS

 

Vivo dias intensos. Agitados e agradáveis. Talvez tenha numa só semana feito mais contatos pessoais que o semestre inteiro passado. Há lugares que per si nos dão oportunidades de enlarguecimento da visão e da própria vida. Louvo a Deus pelas (não poucas) oportunidades que me tem oferecido. Peço perdão pelas desperdiçadas (seja por meio de negação, seja por desleixo).

 

Assisti aulas. Fui ao teatro. Shopping. Estradas. Hoteis. Universidades. Professores. Mestres e Doutores. Padres e pastores. Jovens e idosos. Paróquias e cervejas. [...] Reviver algumas pessoas é oportunidade da Graça para que não nos percamos no caminho da vida feita de passado que almeja futuro mas sempre acontecendo no presente.

Sinto-me estranhamente antiquado em não poucas ocasiões. Não sou pudico, mas há tanto comportamento que me repugna. Também não sou (e não quero ser) hipócrita. Se nalgum momento minha conduta desvirtou a ação tenha a sensibilidade de me ver como gente que sou e me faça ainda a gentileza de rezar ao Senhor dos Senhores. Ele me dê a virtude e o prêmio para não desfalecer nem o ofender. [agosto, 2009]

“NÃO HÁ SANTO SEM PASSADO NEM PECADOR SEM FUTURO”

 

Coloquemo-nos com confiança na mão de Deus. Dela nos vem a força imorredoura donde se alimentam os filhos de Deus. Dela se alimentam santos e pecadores. Uns para continuarem na graça; outros para vencerem as forças debilitadoras do amor em seus corações. Que tal fazer agora uma prece por um pecador que você conhece? Por mais desassossego lhe cause tal pessoa, abra-te ao amor e peça ao Pai das Misericórdias a conversão sincera e o santo propósito de emenda.

 

* a frase-título é de domínio público... alguém a disse, outro a repetiu... hoje está por aí sem que se saiba qual pessoa fora inspirada pelo Senhor ao formulá-la.

PENSANDO BEM

 

Foi o Frei Neylor J. Tonin que disse: “Ser amigo é uma escolha. Ser irmão é uma marca e um destino. O amigo é uma conquista do tempo. O irmão é um presente do céu. O amigo, quando nos ama de fato, nos chama de irmão. O irmão, quando é nosso amigo, diz simplesmente: Tu és meu irmão!”

Depois que conheci a EUCARISTIA, nunca mais disse que o ESSENCIAL é invisível aos olhos.

 

 

Há pensamentos que não nos saem da cabeça. Aquela frase de um autor famoso, ou daquele de nossa preferência literária. Uma frase-dito popular repetida não sei quantas vezes pelo vô ou pela vó ou mesmo pelos nossos pais. Vivemos citando frases de outros que dão visão ao que pensamos e até reforça a autoridade da nossa visão do mundo.

 

Há, entretanto, muitos pensamentos que nos fazem escravos de determinada visão quiçá esclerosada. Não poucas vezes somos assaltados pela dúvida de que somos mesmo signatários de alguns ditos. Faz algum tempo ando encasquetado com uma famosa afirmação de Saint Exupéry, quando na sua famosa obra O Pequeno Príncipe disse “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

 

Ai, ai! Quem sou eu para questionar o mundo, não é?! Mas essa frase não é das minhas preferidas não. Explico-me. Pelo menos, tentarei.

 

Que tremendo peso sobre as suas costas imaginar que alguém está sob sua responsabilidade “eternamente”. Brincar com os sentimentos alheios não é coisa que se deva ou se possa fazer, mas daí a ficar aprisionado a alguém que de repente nem amar sequer aprendeu, há distância.

 

Imagino também no meu ministério sacerdotal. Quantas pessoas se achegam a Cristo Jesus por causa de uma palavra (numa palestra, celebração de exéquias, na rádio ou numa missa) dita por minha boca. Como entender a minha responsabilidade junto a este ser cativado? Muitas vezes eu não sei de quem se trata... [to com preguiça de pensar e de escrever! Vou saltar um tempo aqui no texto...]

 

A frase-título deste post é muito interessante, especialmente para quem crê na presença real de Jesus na eucaristia. Ele que é a vida veio ao mundo. O pão vivo descido do céu para a vida do mundo. Transubstanciado sobre os altares. Mistério inigualável. Alimentar-me do Pão da Vida para ser testemunha da vida. Como dizer que o essencial é invisível aos olhos depois de contemplar a eucaristia?

 

Graças e louvores se dêem a todo o momento. Ao Santíssimo e Diviníssimo sacramento.

“Não vos esqueçais da hospitalidade, pois, graças a ela, alguns, sem o saberem, hospedaram anjos.”

 

[da carta aos hebreu, 13,1-8]

“TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE”

(Filipenses 4,13)

 

 

 

Ainda que sejam muitas, fortes e variadas as tempestades, é com Ele que vou continuar lutando, vivendo, crendo... esperando. Todos os dias há uma labuta me esperando. A força da superação diante das tribulações vem da fonte do coração habitado pelo Senhor. Mesmo quem não crê (publica, manifesta e conscientemente), tem em Deus o sentido para o levante após cada queda.

 

 

Ele é a força dos fracos. A voz dos mudos. A audição dos surdos. A visão dos cegos. Faz algum tempo penso que ser salvo é ser posto do lado avesso. Aquilo que não é será. Até a morte é feita vida. Ela não tem a palavra e o poder final. Acredito na força da vida. Na semente está contida toda a vida em germen. No humano está toda a força divina capaz de fazer avançar sem medo nem temores para a frente, sempre.

 

 

Não me sinto confortável ao partilhar histórias que ouço quase diariamente, seja na rádio, seja nos papos casuais, seja nos confessionários da vida. Sinto, entretanto, a força divina agindo sobre toda a minha pequenez. Constato com gratidão que aquele que me chamou me dá forças para não sucumbir e para realizar obras maiores que a sua. Ele me fortalece, consola, instrui, acompanha... sem Ele eu nada posso (nunca pude nem nunca poderei).

 


[*] E se por algum motivo ficar a dúvida quanto ao tudo poder, não pense que agir contra a vontade de Deus será meritório de êxito, afinal, é para o bem que Deus nos fez e é no bem que Deus nos conduz!

 

[*] Ressalvo esse ponto por causa da famosa frase “querer é poder”. Nem tudo o que se quer se pode realizar. Pois em nós há muito querer extraviado, confuso e inadequado.

“VIVA A MÃE DE DEUS E NOSSA...”

 

 

Quanta chuva, santo Deus! Não me lembro de um “12 de outubro” sem nenhum tipo de intempérie. Essa madrugada foi violentíssima de ventos e de águas. Há sinais (folhas, buracos, galhas) por todos os lados.

 

Pela manhã, missa na capela Nossa Senhora Aparecida, na Barra Funda em Piquerobi. Com os ingredientes próprios de quem gosta de desculpar-se para não participar, todos ficamos surpresos pela boa participação de fiéis devotos. Na pequena igreja, uma celebração maravilhosa. Todos cantando e, tal como a chuva “de água”, caia uma chuva de graças sobre nós, os devotos da Senhora Aparecida.

 

Na estrada, acompanhava pelo rádio as celebrações, entrevistas e programação especial direto do Santuário Nacional. Quanta emoção. A devoção mariana é fruto da simplicidade do povo. A figura da mãe é fecunda na religiosidade, porque fecunda nos corações e nas almas.

 

Nasci numa paróquia cuja padroeira é Nossa Senhora Aparecida. Tenho um leve estilo “redentorista” (aqueles padres missionários). Tudo hoje me fez sentido. De fato, tanto Nossa Senhora Aparecida, quanto esse jeitão de ser são frutos dessa vivência religiosa  da infância/adolescência/juventude. Aqui no escritório, uma pequena imagem recorda a padroeira do Brasil (e minha!).

 

Minha prece, hoje, é pelas mães, pelos muitos escravos (de diversos “senhores”), pelas crianças e por você, leitor/a deste blog. Ó Santa Mãe, Maria, “com amor divino, guarda os peregrinos nesta caminhada para o além... dá-lhe companhia pois também um dia fostes peregrina em Belém”

 
 

 

LITURGIA

XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)

 

Leituras: Sabedoria 7,7-11; Salmo 89; Hebreus 4,12-13; Marcos 10,17-30

[A Palavra de Deus é viva... Que devo fazer?]

 

I.- A liturgia do 28º Domingo do Tempo Comum convida-nos a refletir sobre as escolhas que fazemos; recorda-nos que nem sempre o que reluz é ouro e que é preciso, por vezes, renunciar a certos valores perecíveis, a fim de adquirir os valores da vida verdadeira e eterna.

 

II.- Na primeira leitura, um “sábio” de Israel apresenta-nos um “hino à sabedoria”. O texto convida-nos a adquirir a verdadeira “sabedoria” (que é um dom de Deus) e a prescindir dos valores efêmeros que não realizam o homem. O verdadeiro “sábio” é aquele que escolheu escutar as propostas de Deus, aceitar os seus desafios, seguir os caminhos que Ele indica.

 

III.- A segunda leitura convida-nos a escutar e a acolher a Palavra de Deus proposta por Jesus. Ela é viva, eficaz, atuante. Uma vez acolhida no coração do homem, transforma-o, renova-o, ajuda-o a discernir o bem e o mal e a fazer as opções corretas, indica-lhe o caminho certo para chegar à vida plena e definitiva.

 

IV.- O Evangelho apresenta-nos um homem que quer conhecer o caminho para alcançar a vida eterna. Jesus convida-o renunciar às suas riquezas e a escolher “caminho do Reino” - caminho de partilha, de solidariedade, de doação, de amor. É nesse caminho - garante Jesus aos seus discípulos - que o homem se realiza plenamente e que encontra a vida eterna.

 

V.- ORAÇÃO: Senhor Jesus, reforça minha liberdade interior de forma que nada, neste mundo, me impeça de cumprir a vontade do Pai.

 

TER TUDO E NÃO TER NADA – Um moço rico, de boas qualidades e vida bonita diante de Deus, quer saber o que se faz para ser perfeito. Jesus diz: “Tu conheces os mandamentos: não matarás, não cometerás adultério...” Ele responde: “Tudo isso tenho observado desde minha juventude”. Jesus olhou para ele com amor e disse: "Se queres ser perfeito vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres e terá um tesouro nos céus. Depois vem e segue-me". É a sabedoria de Jesus: Deixar tudo para ter mais. Só tenho tudo quando não tenho nada. Quem deixa tudo por Jesus tem cem vezes mais. Por quê? Por que o pouco com Ele é tudo. Jesus acrescenta um detalhe que dá o tom: “com perseguições”. Aí danou! Quer dizer, vivendo como Ele viveu. Fazer como Jesus fazia e sofrer o que Ele sofria. Mas ganha a vida eterna já, isto é, tem Deus e tudo mais. É possível deixar tudo e ter tudo? É possível. Na lógica humana, não; para Deus tudo é possível. A Palavra de Deus vai orientar. Ela é eficaz e tudo penetra, até nossos pensamentos. [Pe. Luiz Carlos, redentorista]


“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi

Acesse o Blog “Tudo tem seu tempo” http://sandrogerio.zip.net

 
 

ESPERANÇAR

 

Ao toque do despertador, não querendo dar asas ao seu preguiçoso corpo, pulou da cama como quem súbito precisa agir (e quiçá depois pensar). Todos os dias a cena repetia-se. O quanto antes o corpo precisaria aprender a regular-se nas novas necessidades da vida. Já não podia acordar às 10h ou às quinze para as dez da manhã. Tanto tempo procurou uma ocupação na vida e, agora com a tal oferta de emprego temporário, não podia deixar passar simplesmente. Diziam que as oportunidades não costumam passar em frente à mesma porta mais de uma vez na vida.

 

Ele acredita piamente nessa história. Só acho que ele também acreditava que tudo lhe aconteceria sem nenhuma ação propositiva de sua parte. Pois é. Os homens ainda confudem esperança com espera passiva. Pena que estes mesmos não se mobilizem para esperançar, sim, esperançar. Fazer o que se espera acontecer.

 

Os dias passam. O natal aproxima-se. A fábrica a cada dia mais frenética na produção visto que os estoques se esgotam nas lojas como água em caixa cujas torneiras ficaram por algum descuido abertas. Passada uma semana, já não tinha nenhum problema (bom, quase nenhum problema) para sair da cama logo ao primeiro toque do despertador. Sua rotina havia se transformado em questão de poucos dias e, pior, menos por desejo que por necessidade.

 

Sua origem abastada lhe trazia algum desconforto. Quando optou por deixar a casa dos pais e ainda por um tempo não lhes pedir nem aceitar dinheiro não tinha imaginado como de fato a vida pode ser dificil, dura e desafiante. Ele concentrou-se nesse último quesito. A vida como um desafio. A superação dos obstáculos, o ajuste do seu desejo aos frutos dos próprios esforços lhe faria muito bem. Pretendia narrar tudo num livro e mostrar a muitos da sua estirpe o quando andam equivocados em suas buscas.

 

Ao final do primeiro mês, ele já não se lembrava mais da dificuldade de pular cedo da cama. De tomar ônibus lotado e das chateações à espera da condução. Como tudo aqui está abreviado, é hora de dizer que ao final da experiência trimestral, surgira um novo homem. Tão envolvido estava nessa personagem que consquistou a simpatia e a confiança dos circundantes, dos chefes e até o dono da empresa lhe dava atenção por meio dos seus representantes. Ele seria contratado definitivamente. Que alegria! Mais ainda. Seria responsável por uma das repartições da empresa. Ele não conseguia acreditar.

 

Para quem há três meses nada sabia da vida, agora estava assumindo a vida e as responsabilidades que esta contém. [ele tinha vontade de mostrar tudo isso ao pai que lhe culpava tanto pela própria inoperância, mas achava ainda não era hora de voltar nem de informar-lhe sobre os novos rumos de sua vida].

 

Dia após dia, a nova jornada lhe causa felicidade. Ele é feliz. Esbanja sorrisos. Nem mesmo os velhos companheiros de turma lhe reconheceriam tanto mudou seu comportamento.

 

Abreviemos mais um pouco a história. Chegou o grande dia. Ele conheceria pessoalmente o homem que lhe dera oportunidades de ser o que tanto quis e sonhou (não financeira, mas humanamente falando). Pulou da cama bem antes de o despertador tocar. De verdade, ele ficou contando os minutos e até lhe passou pela cabeça adiantar os ponteiros para que o tempo abreviasse. Nada. A sua ansiedade crescia.

 

Chegada a hora e o lugar, entra na sala um jovem senhor que lhe trazia alguma recordação mais profunda. Bom, era apenas reflexos da sua extremada ansiedade por poder abraçar e agradecer a quem tanto bem lhe produziu em tão pouco tempo. O jovem senhor lhe trazia uma carta, na qual o dono da empresa lhe apresentava mil escusas e desculpas pela impossibilidade de comparecer ao encontro marcado. Na mesma carta lhe agradecia por fazer a sua empresa crescer no ramo de cosméticos. Manifestava ainda o desejo que permanecesse o resto dos seus dias nessa empresa.

 

Ele não sabia ao certo quais sentimentos lhe dominavam o coração, pois a cabeça fervilhava. Havia algum desconcerto, mas o conteúdo da carta lhe fazia tanto bem... voltou ao trabalho, ainda feliz, mas com algum ponto fora do lugar. Não sabia dizer. Nem a si. Algo lhe soava familiar. “Tolices”. “Deixa pra lá”. “Vamos trabalhar”. Ele pensava e autocensurava. Dali pra frente, as coisas tomavam novos rumos.

 

[oliveira silvestre, “a volta”Jóia]

 
 

UMA PALAVRINHA SOBRE MORTE

- “Para os que crêem a vida não é tirada, e sim, transformada”

 

Mais alguns dias e todos seremos “sensibilizados” com a celebração de todos os mortos. Entretanto, todos os dias, a morte de algum modo passa ao largo de nossas casas e deixa marcas em nossa vida. Esse texto que agora você lê é uma republicação. Espero faça algum bem.

 

A morte dos bons e a morte dos jovens (e crianças) são tidas como as piores ou as mais assustadoras.

A morte não tem hora para bater a nossa porta.

Não se morre por ser bom.

Não se morre por ser jovem.

Não se morre por ser velho.

Morre-se porque se está vivo.

Não nascemos com prazo de validade impresso na pele.

Não nascemos para viver enquanto cumprimos determinada missão. Mas enquanto vivemos devemos gastar a vida pelo bem, pelos outros e por si. Criar um ambiente de vida e de alegria ao nosso redor.

Digo isso mais uma vez pelos jovens que morrem.

Alguns sacam ilusórias justificativas para aliviar o coração amedrontado e chocado.

A morte dispensa toda justificativa.

A morte dos outros é sempre convite à reflexão.

Nós que ainda temos tempo, como estamos na vivência do amor, do perdão e na relação com Deus?

Nós que ainda temos tempo como faremos no resto de nossa vida?

Nós que ainda temos tempo, ao sair do choque, voltaremos à mediocridade e aos riscos de antes?

Dor terrível a da mãe que vê o filho criança e ou jovem morrer. Aliás, dizem ser terrível em qualquer época e ocasião. É como se a vida fosse programada para os pais morrerem antes que seus filhos.

Essa minha conversa não serve de consolo, apenas para reflexão.

Você que está vivo e ainda tem tempo, que tal mudar a rota, restabelecer laços e estreitar relacionamentos?

 

Rezo pelos que morreram na certeza de que todos quantos em vida creram no Senhor não morreram para sempre! Ainda mais. Rezo na esperança de que os mortos são acolhidos por Deus, pios só Ele conhece os corações e a fé que habita tais corações. Rezo para que Deus nos faça conhecedores e crentes do seu amor.

 

De novo, você que ainda tem tempo, o que fará com o tempo que tem?

 

Deus te abençoe, te console e te guie!

Pela vida, sempre!

Pax + + +

 
 

O MENINO QUE ROUBOU O CÉU

 

As crianças quando vão a igreja com seus pais ficam desassossegadas grande parte do tempo. Para o universo de sua idade, tudo é tão grande chatice (até para alguns adultos!). entretanto, nalguns momentos elas se revelam atentas, desejosas, protagonistas. Quando em casa são reprimidas ou dispõem de pouco espaço, aproveitam da igreja geralmente ampla para correr, brincar, pular etc. um momento preferencial das crianças é a hora da comunhão. Quando não são de colo, seguem seus pais à frente e ficam com olhar de quem pede e se não receber ficarão doentes. Pouco pode fazer o padre ou o ministro extraordinário da distribuição eucarística. Eu ainda lhes dou alguma atenção e quanto possível indico que logo logo, depois da catequese poderão também receber o corpo de Jesus.

 

Mas dia desses a descuidada jovem (mãe) deixou a hóstia consagrada cair no chão. Tempo suficiente para o seu menino (talvez cinco ou seis anos) pegar e “comungar”. Fiquei com vontade de rir. Pela displicência da mulher, mas mais pela agilidade e esperteza da criança. Naquela hora ele fez a sua primeira eucaristia. Não tinha ainda a catequese. Não tinha uma turma. Não tinha fotógrafos. Não tinha roupa de festa. Apenas a sua vontade de experimentar aquele negocinho branco que o padre dá às pessoas grandes e como que excluí as pessoas pequenas (grande e pequeno aqui não é estatura!).

 

Qual anjo lhe teria inspirado tal ação. O bom ou o mau? Não preciso nem precisa responder. Jesus pediu para que deixassem as crianças irem a ele. A igreja estabelece uma idade e as suas normas devem ser seguidas. Mas não está isento de que os filhos da luz atuem de modo ligeiro mesmo nas coisas de Deus.

 

Não duvido de que a mulher tenha dado uma bronca no menino. Afinal, algumas pessoas viram a cena. Pois ela se curvou para ir ao chão pegar a hostia. Tarde demais. O menino já tinha feito o serviço. Outro possivel motivo de bronca é a vergonha pela qual ela passou. Foi ao encontro de Jesus, e não o levou em seu coração. Imagina se ela tivesse coragem... ou pediria ao padre uma nova hóstia consagrada ou voltaria ao final da fila para “de novo” comungar. Aliás, vou prestar atenção. Será que em nossas igrejas ninguém nunca repetiu no mesmo dia a hóstia consagrada?

TEMPO DE... OPINÃO DOS LEITORES

 

Do post intitulado “divórcio instantaneo”, destaco os dois comentários feitos até agora.

 

 

[fá]
O que podemos esperar em uma relação matrimonial é a busca em construir um Lar, ambiente agradável para "Vivermos" em todos os momentos, com prazer na Alegria e também na Tristeza. Pergunto agora aos que se veem favorecidos com tal medida em tramitação -a do divorcio rápido. A sua vida é descartável? Penso que o "construir", é aproveitar com Amor à Vida, todo o potencial criativo que a Natureza animal racional presenteia, sem exclusão, sem desperdício de nada e sim capacidade criativa. Aprender e transformar o que vivemos começando, primeiramente a partir do EU, e não pela enganadora noção do problema estar no "outro" apenas, e, "igual" para todos (em massa). A solução não vem com uma transformação/novidade da "emenda na Lei", mas no coração e Reflexão particular, interna, necessária para cada casal/lar /familia, onde nunca mais seremos "sozinhos". Uma vez que nos envolvemos e desejamos Viver, e construir Felicidade harmoniosa e duradoura e não momentanea.

 

08/10/2009 09:45

 

 

 

[REGINA ]
Está sendo instaurada em nossa sociedade o relacionamento descartável: usei, não me serve mais, jogo fora. Virá, portanto, uma geração - que aprende com essa geração - que o prazer é o que rege uma família. (?????) Será verdade??? Quem vive em família sabe: Será que o amor é prazer sempre? Ou o amor passa sempre e sempre pela cruz? Como nos ensina o próprio Deus. Eduquemos nossos filhos a serem Luz no meio de uma sociedade pervertida e que o Senhor nos ajude a vivermos o "caminho estreito" a fim de chegarmos (aí sim) na felicidade eterna.

 

08/10/2009 07:46

 

 
 

CNBB DIZ QUE NÃO É RESPONSÁVEL POR AÇÃO DE PASTORAIS

 

[Essa reportagem da Folha de São Paulo (10/08/2003) veio-me a memória quando de novo os canais de comunicação se fecham e a violência assola o campo como que numa “nova lei de talião”. Muita gente se esconde sob o guarda-chuvas da Igreja para agir inconsequentemente. Não sei até que ponto alguns movimentos sociais não se comportam como aqueles apóstolos que queriam fazer descer fogo do céu para resolver algumas pendengas na terra... abaixo a entrevista do então presidente da CNBB, dom Geraldo Majella Agnelo.]

 

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

 

O presidente da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), dom Geraldo Majella Agnelo, diz que é hora de intensificar as manifestações populares para pressionar o governo a atender às reivindicações dos mais pobres. No entanto, ele ressalta que todas as manifestações devem ser pacíficas e ordeiras. Em relação à CPT (Comissão Pastoral da Terra), que é ligada à CNBB e apóia invasões de propriedades feitas pelo MST, dom Geraldo reafirma a autonomia das pastorais e ressalta que suas atitudes não refletem a posição institucional da CNBB.

*

Folha - Há uma espécie de consenso entre as pastorais de que é necessário intensificar as manifestações populares para que os pobres ganhem sua fatia num governo marcado pela disputa de interesses. Como o senhor vê isso?

 

Dom Geraldo Majella Agnelo - A manifestação do povo é importante na democracia, mas não se pode aceitar que isso parta para a violência. Há um desespero por parte do povo que passa fome e há quem se aproveite disso para fazer esse tipo de coisa.

 

Folha - A CNBB acabou de realizar eleições. Já há uma posição institucional em relação ao governo Lula?

 

Dom Geraldo - Estamos em compasso de espera. A situação é complexa e não se pode dizer que o presidente não está fazendo mudanças porque não quer. Ele é idealista e tem uma trajetória de ter sofrido junto com o povo.

 

Folha - De qualquer forma, o governo ainda não está conseguindo priorizar os pobres...

 

Dom Geraldo - O projeto do governo de combate à pobreza ainda não está tão bem delineado. Mas tenho fé. Isso vai se resolver.

 

Folha - A CPT apóia invasões do MST. Como o senhor vê isso?

 

Dom Geraldo - As pastorais são ligadas à CNBB, mas não refletem a posição e o pensamento oficial da instituição.


Folha de São Paulo,  domingo, 10 de agosto de 2003

DIVÓRCIO INSTANTÂNEO

- Uma afronta à família brasileira

 

Pe. Luiz Antonio Bento

Assessor Nacional da Comissão Episcopal

Pastoral para a Vida e a Família

 

Causa-nos perplexidade a Proposta de Emenda à Constituição, número 28 de 2009, em tramitação no plenário do Senado Federal , que pretende acabar com o prazo e requisito constitucional para que um matrimônio seja desfeito no país.

 

A Constituição Federal em vigor, no artigo 226, §6º, assim se exprime acerca do divórcio: “O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio, após prévia separação judicial por mais de um ano nos casos expressos em lei, ou comprovada separação de fato por mais de dois anos.

 

A PEC 28/2009 pretende simplesmente suprimir a parte final do parágrafo acima citado , pois o mesmo trata da dissolução do vínculo matrimonial, por meio do divórcio-conversão ou do divórcio-direto, estipulando respectivamente os prazos de um ano após a separação judicial e dois anos de separação de fato, para que seja dissolvido o casamento.

 

Se o divórcio instantâneo venha ocorrer significa que o legislador ordinário poderá, se quiser, instituir o divórcio sem quaisquer condições: sem prévia separação judicial, sem prazo de convivência, sem prévia separação de fato. Isto pode ser chamado de uma promoção ao divórcio instantâneo.

 

Ninguém ignora que a vida de amor num casal tem os seus momentos: umas vezes na alegria e felicidade e outros com algumas dificuldades. Todavia, as dificuldades tornam o amor mais adulto, mais maduro e consciente.  A ponderação e o aconselhamento é fundamental diante desta decisão difícil. O divórcio é sempre um momento difícil. Por isso, a necessidade de que estejam disponíveis todos os elementos relativos aos cônjuges antes de tomarem decisões.

 

É fundamental que se considere que os divórcios que demoram entre quatro e vinte minutos só fomentam a irresponsabilidade e promove a facilidade. Não deixa espaço a ponderação e faz do divórcio algo comum que se pode fazer até por internet tão previsão está contida no Projeto de Lei do Senado 464/2008 que autoriza o pedido de separação e divórcio por meio eletrônico. Cabe ao Estado proteger a família estável fundada no matrimônio, não por razões religiosas, mas porque ela gera relações decisivas de amor gratuito, cooperação, solidariedade, serviço recíproco e é fonte de virtudes para uma convivência honesta e justa.

 

Por fim, diante da Proposta de Emenda à Constituição, número 28 de 2009, faz-se necessário reafirmar a sua inabalável posição a favor do matrimônio e da família e a necessidade incondicional da proteção à família que a Constituição Federal promete no caput do mesmo artigo 226: “A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado”. Por esta razão, no Senado Federal onde tramita a Proposta de Emenda 28/200, os seus membros são conclamados a votarem pela rejeição total da Proposta , que abre caminho para o divórcio instantâneo no Brasil.

PEQUENA HOMENAGEM A MERCEDES SOSA

 

 

 

 
 

A FÉ DO MINISTRO TOFFOLI

 

O novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli, de 41 anos, diz depositar a sua fé em Deus para enfrentar a “vivência e a alta responsabilidade” do cargo que ocupará a partir do dia 23 de outubro.

 

ÉPOCA – E aquela Bíblia aberta em cima da mesa? O senhor tem alguma fé?

Toffoli – Eu sou católico apostólico romano, tenho formação católica sólida, uma família tradicionalmente católica. Tenho um irmão que é padre e um tio já falecido que era monsenhor. Meu pai rezava o terço com os filhos todo dia em casa, ajoelhados. Acredito em Deus, em céu e inferno, na ressurreição de Cristo, na vida eterna. Eu sou uma pessoa de fé religiosa.

 

ÉPOCA – E essa fé te ajudou nesses últimos dias?

Toffoli – A tranquilidade vem da fé em Deus. A vivência e a alta responsabilidade que eu assumo a partir do dia 23 só são possíveis de serem enfrentadas, sem dúvida nenhuma, porque eu tenho a consciência de que Deus estará do meu lado.

 

 

>>> Haverá variadas ocasiões para o novo ministro mostrar até que ponto a fé professada permeia a sua vida. Estaremos atentos e rezando para que a sua missão seja marcada de êxitos e justiça!

 

 

veja a entrevista na íntegra, aqui

 
 

Liturgia

XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM

 

 

Leituras: Gn 2, 18-24; Sl 127, 1-6; Hb 2, 9-11; Mc 10, 2-16

[“Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor em nós é perfeito. (1Jo 4,1-2)”]

 

I.- O tema principal desta liturgia é o projeto de Deus para o homem e para a mulher: formar uma comunidade de amor, estável e indissolúvel, que os ajude mutuamente a realizarem-se e a serem felizes. Esse amor, feito doação e entrega, será para o mundo um reflexo do amor de Deus.

 

II.- Na primeira leitura vemos que Deus criou o homem e a mulher para se completarem, para se ajudarem, para se amarem... viverem em comunhão total um com o outro, dando-se um ao outro, partilhando a vida um com o outro, unidos por um amor que é mais forte do que qualquer outro vínculo.

 

III.- A segunda leitura lembra-nos da “qualidade” do amor de Deus pelos homens… Deus amou de tal forma os homens que enviou ao mundo o seu Filho único “em proveito de todos”. Jesus, o Filho, solidarizou-se com os homens, partilhou a debilidade dos homens... Assim, o casal cristão deve testemunhar, com a sua doação sem limites e com a sua entrega total, o amor de Deus pela humanidade.

 

IV.- No Evangelho, Jesus, confrontado com a Lei judaica do divórcio, reafirma o projeto ideal de Deus para o homem e para a mulher: eles foram chamados a formar uma comunidade estável e indissolúvel de amor, de partilha e de doação. A separação não está prevista no projeto ideal de Deus, pois Deus não considera um amor que não seja total e duradouro. Só o amor eterno, expresso num compromisso indissolúvel, respeita o projeto primordial de Deus para o homem e para a mulher.

 

V.- Oração: Senhor Jesus, que os casais cristãos compreendam a profundidade de sua união, obra do próprio Deus.

 


“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi

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OLIMPÍADAS 2016 – RIO DE JANEIRO

 

 

Vi-me emocionalmente sequetrado nesta tarde. Parei para assistir à escolha da cidade-sede dos Jogos Olímpicos em 2016. Deu Brasil, RIO DE JANEIRO.

 

Pode ser tão pouco. Pode ser tão superficial e alienatório, mas é tão bom ver-se representar por gente que mostra ter sentimentos. Por gente que supreende e se surpreende. Acompanhar o clima de unidade da pátria.

 

Me parece, os jogos tem essa missão aglutinadora. Já fomos a pátria de chuteiras e agora podemos diversificar os calçados porque diversificados são os jogos que disputaremos e assistiremos.

 

Não sei se viverei até 2016. Não sei sequer se conhecerei a cidade do Rio – até hoje ignorada in locu por meus olhos que também sabem apreciar a beleza.

 

Enfim, parabéns ao Brasil que desperta o sonho... injeta esperaça nas veias e faz sonhar. Infelizes todos aqueles que perderam a capacidade de sonhar e de se emocionar com o brilho do olho alheio.

 

Como bem disse o presidente LULA, o Brasil venceu porque mostrou a alma, o coração... Se fôssemos mais sensíveis nem as desventuras de nossos vizinhos ficariam indiferentes ao nosso coração.

 

Ahh, ouvi a Miriam Leitão dizer (na rádio CBN) que o investimento financeiro (perto de R$ 30 bilhões) será 97% resgatado pelos impostos ao longo do tempo.

 

Pensar grande. Agir grande. Na vida pessoal, comunitária, social... em todas as dimensões. Assim, um dia, poderemos ser grandes.

 

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SEMANA NACIONAL DA VIDA

 

Com o tema “Amor e Vida”, a Igreja no Brasil realiza, entre os dias 1 e 7 de outubro, a Semana Nacional da Vida, cujo objetivo é celebrar a vida da pessoa humana, desde seu nascimento até a morte natural. A comemoração termina no dia 8, com a celebração do Dia do Nascituro.

 

Instituída pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 2005, a Semana é coordenada pela Comissão Episcopal para a Vida e Família e pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar.

 

A Semana é também fruto da Declaração sobre Exigências Éticas em Defesa da Vida, que nasceu durante a 43ª Assembleia Geral dos Bispos e conclama toda a Igreja a refletir, em profundidade, através de celebrações, cursos, encontros e seminários sobre temas de bioética e a se manifestar, sem que necessário, sobre o valor da vida em todas as suas dimensões.

 

De acordo com as Comissões, o objetivo do evento é criar um espaço para anunciar, debater e esclarecer as pessoas sobre a grandeza e o valor da vida.

 

Durante os sete dias, as dioceses são convidadas a desenvolver atividades em favor da vida. Como sugestões para discutir a temática desse ano, bem como vivenciá-la com os fiéis, estão: fazer orações habituais em cada comunidade cristã, em grupos e em família; instituir na comunidade um dia por mês para celebrar o Dia de Oração pela Vida; promover encontros de casais, pais e filhos, namorados e noivos; visitar asilos, orfanatos e maternidades, entre outros.

 

* * *

 

 

DIA DO NASCITURO

No dia 8 de outubro a Igreja celebra o Dia do Nascituro. O objetivo é dar destaque à sua importância como ser humano já concebido que se encontra no ventre materno, que, por conseguinte, ainda não veio à luz. “É por isso que este ser humano possui o direito de ser respeitado na sua integridade e dignidade como a de qualquer pessoa já nascida”, lembra as Comissões.

RECOMENDAÇÕES SOBRE O SONO DOS BEBÊS

Posição

Bebês devem dormir de barriga para cima porque podem se sufocar se estiver de bruços ou de lado. Mesmo bebês que têm refluxo devem dormir nessa posição.

Vômito

Se o bebê vomitar e estiver de barriga para cima, a tendência é tossir e chamar a atenção dos pais. Se estiver de bruços ou de lado, pode aspirar o vômito.

Local

O ideal é que o bebê durma em seu berço próximo à cama dos pais nos primeiros meses de vida. Não há, no entanto, nenhum estudo que mostre que dormir na cama dos pais aumenta o risco de morte súbita.

Adereços

Bichos de pelúcia e paninhos na cama podem, além de provocar alergia, sufocar a criança.

O que pode acarretar a morte súbita

- Posição de dormir
- Exposição ao fumo durante a gravidez e após o nascimento
- Consumo de álcool e drogas durante e após a gestação
- Falta de aleitamento materno
- Uso de colchões e travesseiros muito moles ou fofos
- Prematuridade ou baixo peso ao nascer

Fonte: SBP

 

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