A VOLTA DO FILHO PRÓDIGO

DIA NACIONAL DOS CRISTÃOS LEIGOS E LEIGAS

 

Em 1991, a Igreja no Brasil criou o Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas. A data escolhida foi a festa de Cristo Rei, celebrada no final de novembro. Neste ano, a festa ocorre neste domingo, 22, e coincide com o encerramento do Ano Nacional Catequético, lançado pela CNBB no mês de abril.

 

Segundo o presidente da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, dom José Luiz Bertanha, há duas razões para a escolha desta data. “Nessa ocasião (festa de Cristo Rei), os leigos e leigas da Ação Católica faziam sua adesão de pertença a esse movimento e, nessa festa, a cada ano, renova-se o compromisso com o reinado de Jesus de Nazaré, de maneira especial, contribuindo com a construção da sociedade justa, fraterna e solidária para que haja vida para todos”, recorda o bispo.

 

Leigo é o termo usado, na Igreja, para designar os que foram batizados, mas que não receberam nenhum ministério ordenado como, por exemplo, os bispos, padres e diáconos. “Pelo nome de leigos são compreendidos todos os cristãos, exceto os membros de ordem sacra e do estado religioso aprovado na Igreja”, diz o documento Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II.

 

 “O Concílio Vaticano II resgatou o papel fundamental dos leigos como membros povo de Deus e protagonistas da Evangelização e da promoção humana”, explica dom Bertanha. “São homens e mulheres da Igreja no mundo e homens e mulheres do mundo na Igreja”, completa.

 

É comum haver organização específica de leigos como, por exemplo, Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), criado em 1975, com o apoio da CNBB. “O CNLB busca suscitar nos leigos a consciência crítica e criativa de sua identidade, vocação e missão, a fim de que seja presença atuante nos espaços sociais, políticos, econômicos e culturais do país”, diz o editorial do jornal Terceira Hora, na edição de novembro, publicado por ocasião das comemorações do Dia dos Leigos.

 

 “Precisamos valorizar e incentivar os Conselhos de Leigos, seja no âmbito Nacional, Regional, assim como nas Igrejas Particulares, pois são instrumento válido, ativo e necessário para contribuir com a melhor compreensão da vocação laical bem como sua missão no meio do mundo e na comunidade eclesial”, recorda dom Bertanha.

 

A nossa diocese ainda carece desse Conselho. Embora alguns passos tenham sido dados nessa direção, falta muito para que haja uma ação organizada e estratégica onde os leigos e as leigas sintam-se “plenamente” representados à mesa da partilha das decisões e das ações. Rezando por todos os batizados para que continuem atuando cristãmente em seus ambientes e para que grande parte ainda indiferente se sensibilize tornando-se sinais eloquentes do Reino de Deus entre nós.

 

Parabéns aos fiéis leigos e leigas da Diocese de Presidente Prudente. Deus lhes pague pela força e coragem do testemunho quotidiano da fraternidade que brota da mesa eucarística. [com CNBB]

 
 

Liturgia

SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO

 

Leituras: Daniel 7,13-14; Salmo 92; Apocalipse 1,5-8; João 18,33b-37.

“JESUS, Rei do Amor e da Paz!”

 

I.- Celebramos hoje a festa de Jesus Cristo, Rei do Universo, reconhecendo em Jesus de Nazaré a verdade plena, o libertador de todas as escravidões, o Senhor de tudo e de todos. Certamente Cristo Reina. Porém, ELE quer reinar no coração de cada homem e de cada mulher. Terminamos hoje o ano litúrgico “B”. O próximo domingo será o início do Advento e nos abrimos a outro ano, o “C”. A liturgia nos ensina a viver a vida de Jesus e assim fazer-nos melhores. É preciso que nos conscientizemos de que acolher Jesus Cristo como Rei em nossa vida nos faz ser como Ele, sinais de libertação para os irmãos.

 

II.- Na primeira leitura, do livro de Daniel, aparece o apelativo de Filho do Homem para designar o Messias. Jesus de Nazaré assume para si tal designação e a repetiu sempre que se referia a sua pessoa e a sua missão. Por sua vez, a profecia de Daniel faz uma descrição do Messias adequada ao Cristo.

 

III.- O salmo 92 era considerado pelos judeus como uma forma da lei revelada pela qual Deus reina para salvar e santificar os homens. O Templo de Jerusalém se cantava como expressão dessa grandeza misericordiosa. A liturgia da igreja aplica este salmo a Jesus como Rei de tudo e como Salvador.

 

IV.- A passagem do livro do Apocalipse na segunda leitura proclama a glória de Jesus, seu Reinado como príncipe de todos os reis da terra. E Jesus nos converte em súditos do seu Reino e nos faz todos sacerdotes. É impressionante os que Cristo nos dá hoje. Devemos escutar e meditar estas palavras do apóstolo João. São muito importantes e definidoras da missão que nos encarregou o Cristo.

 

V.- Neste ciclo B, que terminamos hoje, proclamamos, domingo a domingo, o Evangelho de São Marcos, porém hoje se lê um fragmento do Evangelho de São João, onde Jesus se proclama rei, sem rodeios nem véus, porém o seu reinado que não “é deste mundo” é uma realidade de amor, de paz e de justiça. E seus súditos buscam e procuram a verdade contida na voz de Jesus que nos fala.

 


“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

Padre Sandro Rogério dos Santos

Administrador da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi

Acesse o Blog “Tudo tem seu tempo” http://sandrogerio.zip.net

MISSA DO PADRE CHATO


Monótono, enrolado, falador, não se entende o que ele diz. Lento, é um sonífero! E a ladainha vai longe. Tudo para dizer que um padre não sabe dar vida à missa ou a faz de qualquer jeito. Não sei se você já escutou essa lamúria em algum lugar. Já tive essa insatisfação de ouvir pessoas reclamando que a missa daquele padre é chata. São pessoas que gostariam de sentir mais vibração no padre, mas, ao contrário, ele parece estar fazendo algo que lhes causa fastio e, mais enfastiados, ficam os celebrantes quando um "padre chato" preside a missa.

 

Quando o padre preside bem a missa é outra coisa. Ela é celebrada. O padre age com calma e os ritos vão acontecendo num ritmo de serenidade, sem agitações forçadas. Ele conduz a assembléia à oração e ao silêncio; canta com os celebrantes, fica atento às leituras... O padre é alguém totalmente presente naquilo que faz. Não se apresenta como um profissional do rito; alguém que celebra com o povo, porque está na hora da missa e precisa estar ali, senão estaria alhures. Ele é simples no falar e no presidir e, nessa simplicidade, embala o povo e leva-o para dentro do Mistério da Salvação.

 

Trégua ao padre

Será que só o padre tem culpa da missa ser chata? Uma boa dose de culpa vem dele, não resta dúvida. Mas, sejamos benignos, não coloquemos toda a culpa nele. Não é só o padre que deve ser incriminado pelas chatices de alguma missa. Existem várias cordas que precisam ser afinadas para que a missa seja realmente bonita e bem celebrada. Numa celebração, todos devem agir afinados com todos, porque senão o resultado fica estranho e a missa, desafinada.

Uma vez no campo da música, é bom lembrar que a afinação de uma missa bem celebrada começa com canções que combinam com os ritos e as liturgias da celebração, com músicos que só tocam e cantam quando a música é parte integrante daquele momento celebrativo. Depois, os acordes afinados continuam com leitores que lêem bem e bonito, coroinhas que não distraem os celebrantes, igreja limpa e bem ornamentada, equipe de acolhida que recebe os celebrantes com simpatia e alegria.

Quando acontece a afinação de todos esses elementos, então sim, vamos ter uma celebração bem feita; uma celebração que, com todo o direito, pode ser chamada de ação de graças. Eucaristia a Deus Pai.

 

Mas, e o padre?

Padre chato continua sendo um problema. Tem cura? Claro que sim; e sem terapia ou promovendo manifestações contrárias a ele, como sair ostensivamente da igreja quando ele entra para presidir a missa. Não é preciso nem brigar com o homem. Tudo é mais simples do que se pensa. Basta entender uma coisa: que a missa não é só do padre. Ela é de todos os celebrantes que estão na igreja.

Mas, isso tira a chatice do padre? Tira! Mas com uma condição. É preciso cada qual fazer bem a sua parte. A equipe precisa preparar a celebração com antecedência. Os músicos já devem ter escolhido as músicas e afinado os instrumentos na sacristia e, não, quando faltam alguns minutos para começar a missa. E, por fim, a assembléia deve fazer também a sua parte, participando ativamente da celebração. Se todos capricham, mas os celebrantes que estão na assembléia não correspondem, então a missa vira teatro de alguns que fazem para outros assistirem. Deixa de ser celebração.

"E o padre chato?" Ele vai ter que se preparar, senão vai ficar chato é para ele. Se ele não se tocar que precisa estar a altura dos demais ministérios que atuam bem na celebração, vai ficar chato para ele... se vai.

Se todos fazem bem...

Às vezes, a missa é chata porque o padre precisa salvar a pátria sozinho. Quando tudo está preparado, cada um faz a sua parte e os celebrantes correspondem, a missa acontece sem chatices. Todos celebram com todos e juntos rendem graças a Deus. E se o padre não se preparar? Bom, daí o pessoal da equipe litúrgica vai ter que falar com ele. Espera-se que não seja teimoso, que aceite o que lhe dizem, pense bem e decida-se a mudar.

O ideal é o inverso. O padre ser o mais interessado para que tudo corra bem na celebração da missa. Infelizmente, isso não acontece em algumas comunidades e o padre celebra de qualquer jeito. Nesse caso, chatices à parte, a equipe litúrgica precisa tomar a iniciativa para ajudar o padre a compreender qual o seu papel na missa. E chegar a isso, bem sabemos, é difícil para a equipe litúrgica e para o padre. Mas é a condição para que a missa não seja chata para todos.

 

[Serginho Valle – Liturgista; conhecia o texto, não posso garantir a autoria, recebi por e-mail]

UMA PRECE

SENHOR, faz-me forte. Que eu não camufle a realidade para angariar simpatias nem aplausos de quem quer que seja. Que minha palavra e meu silêncio não sejam frutos do medo. Guia-me, Senhor, a cada instante da minha vida e por todos os lugares porque o mundo inteiro é sagrado para TI tanto ou mais que os templos ou igrejas. Sorriso

KAROL WOJTYLA - A VIDA DE UM SANTO

 

Vaticano recebe documento que inicia beatificação do Papa João Paulo II

 

O processo de beatificação do papa João Paulo II foi iniciado, nesta terça-feira, pelos cardeais e bispos da Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano. Segundo o documento, o religioso teve virtudes heróicas e a concretização do caso pode se dar em 17 de outubro do próximo ano, um dia após a nomeação do antigo Papa, ocorrida em 1978. O Papa Bento XVI ainda não assinou a posição da Congregação, fato que deve acontecer em dezembro. Foram horas de conversa entre 15 cardeais e 15 prelados da chamada "Fábrica de Santos" e, por fim o “positio”, com aproximadamente duas mil páginas, foi aprovado. Assim que o documento for assinado, a continuação do processo se dará com o estudo e comprovação de um milagre realizado pelo antigo Papa. Karol Wojtyla teria curado a freira francesa Marie Simon Pierre, que sofria de Parkinson.

ENTREVISTA: CASTIDADE ISSO AINDA EXISTE? (TV GLOBO)

O QUE É A CASTIDADE?

PALAVRAS DO PAPA AO SUL 1

 

“(...) falai ao coração do vosso povo, acordai as consciências, reuni as vontades num mutirão contra a crescente onda de violência e menosprezo do ser humano... nunca podemos desanimar no nosso apelo à consciência. Não seríamos seguidores fiéis do nosso Divino Mestre, se não soubéssemos em todas as situações, mesmo nas mais árduas, levar a nossa ‘esperança para além do que se pode esperar’ (Rom 4, 18)... Continuai a trabalhar pelo triunfo da causa de Deus, não com o ânimo triste de quem adverte só carências e perigos, mas com a firme confiança de quem sabe poder contar com a vitória de Cristo."

 

 

[Papa Bento XVI aos Arcebispos e Bispos do Regional Sul durante Visita Ad Limina, 15/11/2009]

PALAVRAS DO PAPA AO NORDESTE 2

 

Amados Irmãos, tenho a certeza de que, na vossa solicitude pastoral e na vossa prudência, procurais com particular atenção assegurar às comunidades das vossas dioceses a presença de um ministro ordenado. Na situação atual em que muitos de vós sois obrigados a organizar a vida eclesial com poucos presbíteros, é importante evitar que uma tal situação seja considerada normal ou típica do futuro. Como lembrei ao primeiro grupo de Bispos brasileiros na semana passada, deveis concentrar esforços para despertar novas vocações sacerdotais e encontrar os pastores indispensáveis às vossas dioceses, ajudando-vos mutuamente para que todos disponham de presbíteros melhor formados e mais numerosos para sustentar a vida de fé e a missão apostólica dos fiéis.

 

Por outro lado, também aqueles que receberam as Ordens sacras são chamados a viver com coerência e em plenitude a graça e os compromissos do batismo, isto é, a oferecerem-se a si mesmos e toda sua vida em união com a oblação de Cristo. A celebração quotidiana do Sacrifício do Altar e a oração diária da Liturgia das Horas devem ser sempre acompanhadas pelo testemunho de toda existência que se faz dom a Deus e aos outros e torna-se assim orientação para os fiéis.

 

Ao longo dos meses que estão decorrendo, a Igreja tem diante dos olhos o exemplo do Santo Cura d’Ars, que convidava os fiéis a unirem suas vidas ao Sacrifício de Cristo e oferecia-se a si mesmo, exclamando: «Como faz bem um padre oferecer-se em sacrifício a Deus todas as manhãs!» (Le Curé d’Ars. Sa pensée – son cœur, coord. Bernard Nodet, 1966, pág. 104). Ele continua sendo um modelo atual para os vossos presbíteros, expressamente na vivência do celibato como exigência do dom total de si mesmos, expressão daquela caridade pastoral que o Concílio Vaticano II [segundo] apresenta como centro unificador do ser e do agir sacerdotal. Quase contemporaneamente vivia no vosso amado Brasil, em São Paulo, Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, que tive a alegria de canonizar a 11 [onze] de maio de 2007 [dois mil e sete]: também ele deixou um «testemunho de fervoroso adorador da Eucaristia (…), [vivendo] em laus perene, em atitude constante de oração» (Homilia na sua canonização, n. 2). Deste modo ambos procuraram imitar Jesus Cristo, fazendo-se cada um deles não só sacerdote, mas também vítima e oblação como Jesus.

 
 

Liturgia

XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)

 

Leituras: Dn 12, 1-3 / Sl 15, 5.8-11 / Hb 10, 11-14 / Mc 13, 24-32

 

“O Céu e a terra passarão, minhas palavras não passarão”

 

I.- A liturgia deste domingo nos convida à esperança. Convida-nos a confiar no Deus libertador, Senhor da história, que tem um projeto de vida definitiva para os homens. Ele vai mudar a noite do mundo numa aurora de vida sem fim.

 

II.- A primeira leitura anuncia aos crentes perseguidos e desanimados a chegada iminente do tempo da intervenção libertadora de Deus para salvar o Povo fiel. É esta a esperança que deve sustentar os justos, chamados a permanecerem fiéis a Deus, apesar da perseguição e da prova. A sua constância e fidelidade serão recompensadas com a vida eterna.

 

III.- A segunda leitura lembra que Jesus veio ao mundo para concretizar o projeto de Deus no sentido de libertar o homem do pecado e de o inserir numa dinâmica de vida eterna. Com a sua vida e com o seu testemunho, Ele nos ensinou vencer o egoísmo e o pecado e a fazer da vida um dom de amor a Deus e aos irmãos. É esse o caminho do mundo novo e da vida definitiva.

 

IV.- No Evangelho, Jesus nos dá garantias de que, num futuro sem data marcada, o mundo velho do egoísmo e do pecado vai cair e que, em seu lugar, Deus vai fazer aparecer um mundo novo, de vida e de felicidade sem fim. Aos seus discípulos, Jesus pede que estejam atentos aos sinais que anunciam essa nova realidade e disponíveis para acolher os projetos, os apelos e os desafios de Deus.

SEGUNDA VINDA DE CRISTO - JUÍZO FINAL

 

O Ano Litúrgico aproxima-se do seu final. Diferente do calendário civil, o calendário litúrgico se encerra com a Solenidade de Cristo Rei (34º Domingo do Tempo Comum) e inaugura com o 1º Domingo do Advento (que é o tempo de preparação para a festa do Santo Natal do Senhor). O ritmo do tempo é marcado, na liturgia, para celebrar os principais momentos do evento salvífico manifestado ao mundo pela encarnação, paixão, morte e ressurreição de Jesus.

 

Quando nos aproximamos do “final”, vem-nos a necessidade das avaliações com as suas conquistas e entraves que necessitam de nova postura. Não é diferente na vida liturgia. Estamos faz alguns dias refletindo sobre os acontecimentos dos “últimos tempos” (que na linguagem da fé chama-se PARUSIA e ao invés de últimos tempos fala-se de “novíssimos tempos”). Recolhi dois números do Novo Catecismo da Igreja Católica que tratam da Segunda Vinda de Cristo (Parusia) e do Juízo Final.

 

““Cristo morreu e reviveu para ser o Senhor dos mortos e dos vivos” (Rm 14,9). A Ascensão de Cristo ao céu significa a sua participação, na sua humanidade, no poder e na autoridade do próprio Deus. Jesus Cristo é Senhor: possui todo poder nos céus e na terra. Está “acima de toda autoridade, poder potentado e soberania” pois o Pai “colocou tudo debaixo dos seus pés”(Ef 1,20-22). Cristo é o Senhor do cosmo e da história. Nele, a história do homem e mesmo toda a criação encontram sua “recapitulação” (Ef 1,10), sua consumação transcendente.” (Nº 668)

 

“... o Juízo Final acontecerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo. Só o Pai conhece a hora e o dia desse Juízo, só ele decide do seu advento. Através do seu Filho Jesus Cristo ele pronunciará então a sua palavra definitiva sobre toda a história. Conheceremos então o sentido último de toda a obra da criação e de toda a economia da salvação, e compreenderemos os caminhos admiráveis pelos quais a sua providência terá conduzido tudo para seu fim último. O Juízo Final revelará que a justiça de Deus triunfa de todas as injustiças cometidas por suas criaturas e que o seu amor é mais forte do que a morte (Ct 8,6).” (Nº 1040)

 

Estejamos sempre de lâmpadas acesas, em vigilância e oração para que quando o Senhor voltar nos encontre atentos / despertos e assim façamos a última opção pela vida e por Ele.

 
 

 

A HISTÓRIA DOS DOIS VIDENTES

 

Pressentindo que seu país em breve iria mergulhar numa guerra civil, o sultão chamou um dos seus melhores videntes, e perguntou-lhe quanto tempo ainda lhe restava viver.

— Meu adorado mestre, o senhor viverá o bastante para ver todos os seus filhos mortos.

Num acesso de fúria, o sultão mandou imediatamente enforcar aquele que proferira palavras tão aterradoras. Então, a guerra civil era realmente uma ameaça! Desesperado, chamou um segundo vidente.

— Quanto tempo viverei? – perguntou, procurando saber se ainda seria capaz de controlar uma situação potencialmente explosiva.

— Senhor, Deus lhe concedeu uma vida tão longa, que ultrapassará a geração dos seus filhos, e chegará a geração dos seus netos.

Agradecido, o sultão mandou recompensá-lo com ouro e prata. Ao sair do palácio, um conselheiro comentou com o vidente:

— Você disse a mesma coisa que o adivinho anterior. Entretanto, o primeiro foi executado, e você recebeu recompensas. Por quê?

—    Porque o segredo não está no que você diz, mas na maneira como diz.

—    Sempre que precisar disparar a flecha da verdade, não esqueça de antes molhar sua ponta num vaso de mel.

JESUS, EU CONFIO EM TI

 

Uma carta sobre a mesa. Leio-a com vivo interesse... Me faz tão bem. Partilho-a com você que agora está neste blog.

 

* * *

 

“Por que te confundes e te agitas diante dos problemas da vida? Deixa que eu cuide de todas as tuas coisas e tudo será melhor. Quando tu te entregares a mim, tudo se resolverá com tranquilidade, segundo meus desígnios. Não te desesperes, não me dirijas uma oração agitada, como se quisesses exigir o cumprimento dos teus desejos. Fecha os olhos da alma e dize-me com calma: JESUS, EU CONFIO EM TI.

 

Evita as preocupações e as angústias e os pensamentos sobre o que acontecer depois. Não bagunça os meus planos, querendo impor tuas ideias. Deixa-me ser Deus e atuar com liberdade. Te abandona confiadamente em mim e deixa em minhas mãos o teu futuro. Dize-me frequentemente: JESUS, EU CONFIO EM TI.

 

O que mais danos te causa são tuas razões, tuas próprias ideias e tu quereres resolver as coisas à tua maneira. Quando me disseres: JESUS, EU CONFIO EM TI, não sejas como o paciente que pede ao médico que te cure, por que lhe sugeres o modo de fazer. Deixa-te levar em meus braços divinos, não tenhas medo: EU TE AMO.

 

Se acreditas que as coisas pioram ou se complicam apesar de tua oração, segue confiando. Fecha os olhos da alma e confia. Continua dizendo a toda hora: JESUS, EU CONFIO EM TI. Necessito das mãos livres para fazer a minha obra. Não me prendas com as tuas preocupações inúteis; Satanás quer isso mesmo: agitar-te, angustiar-te; tirar a tua paz. Confia só em mim todas as tuas angústias e dorme tranquilo(a). Dize-me sempre: JESUS, EU CONFIO EM TI. E dorme tranquilo(a) e verás acontecer grandes milagres. Eu te prometo por meu amor que tenho por ti.

 

Assina:  JESUS.”

 

 

E nós verdadeiramente CONFIAMOS EM JESUS? Como anda nossa oração? Somos cristãos e católicos CONVICTOS, ou apenas de FACHADA? Pensemos. “JESUS, EU CONFIO EM TI!” Não será do nosso muito falar que a confiança brotará, mas da fé naquele que nos inunda de Si. ELE, tudo para todos, nos faz fazer as coisas e nos faz agir como testemunhas da sua PALAVRA. A nossa ação denunciará qual DEUS tem altar em nosso coração.

PROGRAMA DE RÁDIO

 

Aos sábados, das 7h às 10h apresento pela Rádio Onda Viva AM 1300 (www.ondaviva.com.br) o programa Um Novo Dia Em Sua Vida. A experiência é maravilhosa. Um misto de catequese, informação e formação religiosa, músicas, orações, participação dos ouvintes pelo telefone, ainda a liturgia do domingo. Destaque às conversas com os ouvintes. De todos os lugares, seja do centro da cidade, seja da fazenda... para rezar, para agradecer, para rir ou para chorar. O nosso tempo anda carente de ouvidos atentos e de alegria sadia e pura. Minha própria vida ganha mais cores, alegria e sentido com essa experiência. Alguns dias durante a semana também tenho me aventurado na “latinha”. Especial agradecimento aos ouvintes e ao Senhor que me deu dons para torná-lo conhecido e amado também pelas ondas do rádio. Se ainda não ouviu, sintonize a rádio que tem “sempre uma boa palavra”.

12 RAZÕES PELAS QUAIS O CRUCIFIXO NÃO VIOLA LIBERDADE

E a miragem de um Estado neutro na confrontação de valores

 

*

A verdadeira liberdade religiosa não é a liberdade da religião, afirma o historiador Martin Kugler, em resposta à decisão do Tribunal Europeu para os Direitos Humanos de eliminar os crucifixos das salas de aula das escolas italianas. Kugler, diretor da rede de defesa dos direitos humanos http://christianophobia.eu, com sede em Viena, ofereceu 12 teses que mostram o pensamento equivocado do tribunal que decidiu a favor de uma mãe ateia que protestou pelos crucifixos pendurados na escola dos seus filhos.

 

“O direito à liberdade religiosa pode significar somente seu exercício, não a liberdade de confrontar; o significado de ‘liberdade de religião’ não tem nada a ver com a criação de uma sociedade ‘livre da religião’”, explica. “Eliminar à força o símbolo da cruz é uma violação, como seria obrigar os ateus a pendurarem este símbolo.” “A parede branca também é uma declaração ideológica, especialmente se nos primeiros séculos não podia estar vazia”, afirma. “Um Estado neutro com relação aos valores é uma ficção frequentemente utilizada com um objetivo de propaganda.”

 

Para Kugler, decisões como a do tribunal europeu atacam realmente a religião, ao invés de lutar contra a intolerância religiosa. “Não se pode combater os problemas políticos lutando contra a religião – indica. O fundamentalismo antirreligioso se torna cúmplice do fundamentalismo religioso quando provoca com a intolerância.” “A maior parte das pessoas afetadas gostaria de manter a cruz – declara. É também um problema de política democrática, dando descaradamente prioridade aos interesses individuais.”

 

Retomando os argumentos propostos pelo governo italiano em defesa dos crucifixos nas salas de aula, Kugler indica que “a cruz é o Logos da Europa; é um símbolo religioso, mas também muito mais que isso”.

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UMA MIRAGEM

 

Em um debate com Die Presse, Kugler destaca outros dois elementos do debate Igreja-Estado. Falar de um “Estado neutro na confrontação dos valores” é “simplesmente ingênuo, e o resultado é uma miragem. É como uma brincadeira”.

 

“Um Estado neutro quanto aos valores? Contra a fraude e a corrupção? Contra a xenofobia e a discriminação? Diante dos pecados contra o meio ambiente e as conquistas sexuais no trabalho?” – pergunta-se. E continua: “Um Estado que abençoa os neonazistas, permite a pornografia, favorece certas formas de ajuda ao desenvolvimento e outras não... tudo por valores neutros? Alguém está tentando nos enganar”.

 

O especialista também destaca um segundo ponto que merece mais atenção: a ideia segundo a qual uma esfera pública sem presença alguma da vida religiosa ou dos símbolos religiosos seria mais “tolerante” ou mais apropriada para a liberdade de consciência que uma que permite ou inclusive fomenta declarações de crença religiosa. “Obviamente, os pais ateus podem sentir que seu filho é molestado pela cruz na sala de aula, mas é inevitável”, explica. “Pode me incomodar também, ao entrar em uma agência dos correios, ver uma fotografia do presidente federal no qual não votei – continua. A influência, os sinais ideológicos, as presenças visuais – inclusive sexistas – existirão sempre e em todos os lugares.”

 

“A única pergunta é como e o que contêm.” Neste sentido, Kugler afirma que o Estado “deve intervir somente de maneira muito moderada e, se o faz, não deve ser somente com proibições que reduzam a religião a um gueto”.

 

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[VIENA, terça-feira, 10 de novembro de 2009 (ZENIT.org)]

NUNCA NINGUÉM VIU DEUS

Pe. Zezinho, scj

 

Nunca ninguém O viu. Deus não pode ser visto. Nossos olhos só podem ver matéria. Deus está acima da matéria. Foi isto que São João disse, ao falar com a sua profundidade de apóstolo, da sua experiência de Deus, em Jesus. Foi através de Jesus que João chegou a experimentar a existência e o amor de Deus. O próprio Jesus disse, muitas vezes, que não é possível ver o Pai, mas Ele, Jesus, O conhecia (Jo 8, 55). Afirmou, contudo que, um dia, todos veriam o Pai. Quando esse dia chegasse, nós estaríamos com Ele no Pai. Aqui não era possível.

 

Jesus repete muitas vezes no Evangelho de São João, aquilo que Moisés descreve a respeito da sua experiência com Deus. Moisés diz que Deus o avisa de que o homem não pode vê-Lo e querer continuar vivo, porque é uma experiência tão envolvente que nunca mais ninguém gostaria de viver o limite que é esta vida, e gostaria de transportar para aquela vida, para nunca mais voltar ao limite (Ex 33,20). Assim, também, Jesus falando do seu Pai, fala de alguém cujos limites são inimagináveis. Nós podemos até imaginar que um dia Deus acabará, mas será imaginação errada: Deus não tem limites.

 

É difícil falar dessas coisas! Deus não tem limites. Nunca chegaremos nem ao começo nem ao fim de Deus. Essa é a idéia que a Bíblia passa. E São João disse que nunca ninguém viu Deus. Jesus disse que viu, porque veio Dele, mas, depois de Jesus, ser humano nenhum viu Deus. Nossos olhos são limitados demais para vê-Lo e nossa mente pequena demais para entender o que significa ver Deus. Nem nossa experiência é suficiente. Trabalhamos nos nossos limites, na busca de alguém que não tem limite. É por isso que a gente ora e pede a Deus que nos tome no colo, porque nós não podemos tomá-lo no nosso. Ele é grande demais para isso.


www.padrezezinhoscj.com

A MELHOR DEFESA É O ATAQUE!

 

Costumamos ouvir e dizer: todos se defendem atacando!

Se hoje te atacam, alguém está querendo se defender.

Será que silenciar-te mudará o “pecado” de quem te ataca?

Os homens armados querem a paz, mas não encontrarão nada além de guerra e de destruição.

Olhe para o seu coração. Dele procedem todas as más inclinações.

Não basta levar o corpo para a igreja; preciso é levar o Cristo ao coração.

Convertei-nos, ó Deus!

 

 
 

 

IGREJA NO BRASIL PERDE MAIS UM PADRE:

agora são 4 assassinados em menos 5 meses

 

Padre Hidalberto Henrique Guimarães, 48 anos, é o quarto sacerdote assassinado no Brasil a pouco menos de cinco meses. Ele era pároco da igreja matriz de Nossa Senhora das Graças, no município de Murici, na periferia de Maceió (AL). De acordo com a nota enviada pela  arquidiocese de Maceió à assessoria de imprensa da CNBB, o padre Hidalberto ordenou-se na Igreja de São José, no bairro Trapiche, em Maceió, no dia 14 de dezembro de 1992.

“Formado recentemente em jornalismo, o sacerdote era muito querido pelos paroquianos que não conseguem encontrar explicações para o ocorrido”, diz a nota.  “A arquidiocese de Maceió encontra-se unida em oração pela solução deste caso e permanece, aguardando a conclusão do inquérito”, completa.

Leia mais no site da CNBB, clicando aqui.


[comentário meu] 

 

Santo Deus, até quando? Como tudo isso? Para quê?

Alguém poderia objetar "são cinco padres assassinados em meio a incontável multidão de pais de família, jovens e outros 'humanos'"...

Não é possível que não haja algo não soando bem em tudo quanto vemos. São, afinal, homens a serviço do Evangelho, da Igreja e do povo que estão sendo vilmente silenciados e destruídos.

Consola-me o fato de que "se calam a voz dos profetas, as pedras falarão". Mas, não vejo a gente de fé se manifestando [ainda que silenciosamente e em prece] como que a cobrar dos homens-autoridade alguma atitude.

Confesso, meus amigos, sinto-me outra vez profundamente estremecido. Mataram mais um irmão. Uma parte do meu ser sacerdotal foi destruída. E tudo quanto eu gostaria de saber é o porque...

Resta-nos redobrar na confiança em Deus e rezar por aqueles que emprestam mãos e coração para matar outrem. "Pai, perdoai-lhes pois não sabem o que fazem". Amém.

COMO MEDITAR

 

* Sente-se confortavelmente, mas com a coluna ereta.

* Feche levemente os olhos.

* Sente-se relaxado, mas atento.

* Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra.

* Recomendamos a palavra-oração “Maranatha”.

* Recite-a como quatro silabas de igual duração Ma-ra-na-tha, em ritmo lento.

* Ouça-a à medida que a pronuncia, suave mas continuamente.

* Não pense nem imagine nada - ainda que seja espiritual.

* Se pensamentos e imagens afluírem à mente, trate-os como distrações e humildemente retorne à repetição da palavra.

A FOLHA PERGUNTOU: “É HOSTIL AO CRISTIANISMO A DECISÃO DA CORTE EUROPEIA QUE CONDENOU CRUCIFIXO EM ESCOLAS ITALIANAS?”

 

[* mais um bom texto do Vinícius L. Ferreira]

 

Eu respondo: SIM, é óbvio.

 

Até porque a pergunta parece ter sido mal formulada. Se perguntassem se a retirada dos crucifixos foi vantajosa para o tal “Estado laico”, ou para a política da liberdade religiosa, ou para os ateus e protestantes que crescem em número e voracidade de atitudes em nossos dias, aí poderia se pensar na resposta. Mas para o verdadeiro cristianismo, que há quase dois milênios está presente na Europa – principalmente na Itália -, a retirada do seu símbolo maior, de qualquer ambiente que seja, é hostil. Incrivelmente hostil. Qual cristão católico não se sentirá ofendido a não ver mais na parede a imagem de seu Salvador?

 

Questão parecida com esta surgiu aqui no Brasil, referente às imagens que ornamentavam as instituições públicas, como tribunais. E – sabiamente – foi decidido que cabe aos funcionários do próprio local a decisão de se a imagem permanecerá lá ou não. A sentença foi uma maneira de se respeitar uma CULTURA que está presente no país desde o primeiro passo de um branco nestas terras. Imaginem na Itália, então? País escolhido pelo sucessor do próprio Cristo para fundar a Igreja do Senhor. O mais engraçado é que a decisão foi tomada pela Corte Europeia – que não tem juízes italianos. Fico imaginando se o MERCOSUL avançasse ao ponto de se igualar aos moldes da União Europeia. Imaginem: uma questão brasileira, sendo decidida por uma Corte Sulamericana, onde só estariam juízes paraguaios, argentinos, etc.

 

A questão que realmente me preocupa nesta história é como os agnósticos, ateus e protestantes estão lutando com unhas e dentes contra os símbolos católicos. No mínimo, é uma visão egoísta e parcial. Observam-se os símbolos como se eles forçassem alguém a ser cristão, a se curvar perante o sofrimento do Cristo. Esses grupos radicais se esquecem da herança histórica que existe nestas imagens, sejam elas esculturas, pinturas, etc. Se é para apagar o passado, vamos ter de derrubar todas as arquiteturas antigas presentes em tantas cidades, já que elas também lembrariam um suposto período “de trevas” da história da humanidade, e seriam uma afronta à tecnologia e eficácia dos nossos prédios pós-modernos.

 

Quanto à escola, duvido que algum professor utilizava o exemplo daquele crucifixo pendurado para alguma de suas aulas. E duvido que as crianças não-católicas se sentissem ofendidas com a presença da imagem de nosso Senhor ali. E se algumas delas perguntassem o que era aquilo – já que seus pais relutavam em não ensiná-las, para que elas crescessem, sei lá, mais livres, leves e soltas, mais humanizadas – também estavam no seu direito infantil, direito ao conhecimento.

 

Não vendo como a imagem de Cristo pode ofender alguém, a não ser que exista sob a mente destas pessoas um incrível preconceito, percebo que a retirada à força de símbolos cristãos de onde eles estão há tantos anos, é hostil não para só quem crê neles, mas para a humanidade como um todo, e sua história.

 
 

LITURGIA

XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)

 

Leituras: 1 Reis 17, 10-16 / Sl 145, 7-10 / Heb 9, 24-28 / Mc 12, 38-44

“Ó minha alma, louva o Senhor.” (Sl 145)

 

I.- A Liturgia de hoje nos fala do Culto que agrada a Deus. Não são as celebrações grandiosas e solenes, mas a atitude permanente de entrega a Deus e aos irmãos. As Leituras bíblicas mostram o espírito com que fazemos as nossas OFERTAS

 

II.- Na 1a Leitura, temos o Exemplo da viúva de Sarepta. O povo vivia numa época difícil de seca e fome. O Profeta Elias chega à cidade de Sarepta, morto de fome e sede... Encontra uma viúva a quem lhe pede água e pão. Ela dispunha apenas de um punhado de farinha e um pouco de azeite. Ela oferece tudo o que tem e Deus abençoa a sua generosidade: proporciona alimento, para ela e para o filho, durante todo o tempo da seca. * Deus não abandona quem dá com alegria. A generosidade, a partilha e a solidariedade não empobrecem, pelo contrário, são geradoras de vida.

 

III.- A 2ª Leitura nos apresenta o Exemplo de Cristo, o Sumo Sacerdote, que se doa inteiramente pela salvação da Humanidade.

 

IV.- No Evangelho, vemos o Exemplo de outra viúva. Jesus senta-se perto da caixa de esmolas no templo e observa: De um lado, uma pobre viúva, oferece discretamente duas moedinhas; Do outro, gente importante dá solenemente grandes quantias... Jesus censura o gesto dos fariseus e louva a GENEROSIDADE da viúva. A oferta da viúva era pequena, mas era tudo o que ela tinha.

 

V.- Deus não calcula a quantia que damos, mas o amor com que damos. Duas viúvas são o centro da Liturgia de hoje: a hospitalidade da primeira é compensada pelo milagre de Elias e a humilde generosidade da segunda merece de Jesus um grande elogio. O verdadeiro cristão aceita sair do seu egoísmo e da sua auto-suficiência e coloca a totalidade de sua existência nas mãos de Deus.

 

SOBRE O DÍZIMO – A Igreja retomou o Dízimo, como um dos PRECEITOS, que os nossos católicos esquecem com muita facilidade. O costume do dízimo foi introduzido por Deus. No Livro de Malaquias, Deus se queixa de quem o “enganava”, por não pagar “integralmente”...  (Cf Ml 3,6-10). Será que ainda hoje há gente, que continua enganando? QUANTO se deve dar? Deus não nos dá uma taxa fixa. Deixa a critério de nossa generosidade. Entre os Antigos, dava-se o Dízimo (10%), atualmente muitos cristãos dão o Centésimo (1%) da renda familiar, outros o correspondente a um dia de trabalho por mês. Deve ser uma verdadeira oferta, não apenas uma esmola insignificante... No Evangelho, vimos muitos ricos colocando grandes quantidades, e a única pessoa que impressionou a Cristo foi a pobre viúva, que não pôs muito, mas deu tudo o que tinha, e com alegria. Dízimo não é doação apenas de dinheiro. Podemos dar também o nosso tempo, em favor da comunidade. Tudo pode ser feito com gestos muito simples, como o da viúva. Como partilhamos aquilo que somos e temos? Se a lei foi esquecida, o certo não é continuar assim. A Escritura nos garante: "Deus ama a quem dá com alegria". (2Cor 9,7) [Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa]

 


“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi

Acesse o Blog “Tudo tem seu tempo” http://sandrogerio.zip.net

CIDADÃOS DO CÉU

 

Com santa insistência e ousada persistência, avancemos pelos caminhos do mundo semeando a boa nova do Reino e zelando pelos arbustos de vida que nestes mesmos caminhos brotaram da semeadura que fizeram nossos antepassados.

 

Alegremo-nos pela consecução da tarefa missionária. Alegremo-nos pelo Espírito que nos impele a testemunhar o Senhor Jesus – nome a ser adorado no céu, na terra e abaixo da terra.

 

Maior alegria havemos de ter pela palavra do apóstolo São Paulo aos Filipenses: “Nós somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a si toda criatura.” [Filipenses 3, 21s]

 

Amados, amemo-nos uns aos outros. Alimentemo-nos do Pão Vivo descido do céu, pois se de lá viemos e para lá voltaremos, só este pão tem poder de conceder-nos a vida... verdadeira, nova e eterna.

 
 

O MENINO E A TRAIÇÃO

 

O religioso gritava na rua: “não somos todos filhos do mesmo Pai Eterno? E se é assim, por que traímos nosso irmão?”. Um garoto que assistia, perguntou ao pai: - “o que é trair?”. - “É enganar o seu companheiro para conseguir determinada vantagem”, explicou o pai. - “E por que traímos nosso companheiro?”. - “Porque, no passado, alguém começou isto. Desde então, ninguém soube como parar a roda: estamos sempre traindo ou sendo traídos”. - “Então não trairei ninguém”, disse o garoto. E assim fez. Cresceu, apanhou muito da vida, mas manteve sua promessa. Seus filhos sofreram menos e apanharam menos. Seus netos nada sofreram.

 

Essa história nos faz pensar tantas coisas! Dela brotam algumas perguntas, como: - quando ousaremos fazer a diferença? - quando baixaremos as nossas armas em vista de favorecer o entendimento? - até quando continuaremos a ser “elo” na cadeia do vício e da maldade? A história também nos reforça uma certeza. A de que o outro não nos pode fazer melhor nem pior se nós mesmos não quisermos. Neste dia, desejemos romper a cadeia do mal. E desejemos que todos façam a mesma coisa.

 

O rompimento com a cadeia do mal é uma eficiente forma de anunciar o tempo da graça. E como o anúncio não é tarefa secundária, mas primordial da nossa condição de batizados, anunciemos com a vida um novo tempo favorável, de salvação, de virtude e prêmio.

 

Que a leitura destas páginas de Anúncio lhe faça muito bem ao informar, formar e ajudar na caminhada de fé na comunidade cristã. É na comunidade reunida em nome de Jesus que Ele se manifesta e está sempre pronto a atender às suas necessidades (cf. Mt 18,19-20). O ano litúrgico se encerra. Novo ano se aproxima. Será sempre preciso “partir de Cristo” para encontrarmo-nos com os irmãos. Que nenhum de nós vá ao encontro de outro sem levar o Cristo que antes foi contemplado na intimidade do coração e experimentado na oração.

 

Que o menino ansiado no advento nos faça entender e viver o que é ser “sinal de contradição”. Fiéis a Deus, não ao mundo. Não vivendo na crista da onda, mas sempre na Onda de Cristo.

 

Pela vida, sempre!

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. Paróquia São Miguel Arcanjo - Piquerobi

Blog http://sandrogerio.zip.net

 

[texto originalmente publicado em 1ª Leitura Jornal Anúncio – Diocese Presidente Prudente, novembro, 2009]

PADRE BOM É PADRE MORTO

Autor: Dom Redovino Rizzardo

 

No dia 8 de outubro, dei-me ao luxo de ler algumas apreciações relacionadas com uma notícia difundida pelo provedor “Terra”, sob o título: «Ex-padre é condenado a 10 anos por pedofilia em Minas Gerais». O artigo era acompanhado por uma centena de comentários. Comecei a ler alguns deles. Precisei parar logo, tamanha era a repulsão que demonstravam pela Igreja Católica. Cito apenas os primeiros: «Padre bom é padre morto!». «O lugar desses padres pedófilos é no inferno!». «Infelizmente, a Igreja Católica tem sido leniente ao tratar do problema da pedofilia. Não trata, esconde. Não adianta esperar que a solução venha do Vaticano».

 

Houve também quem julgou descobrir a solução do problema: «É por isso que os padres precisam casar. Todos têm carne fraca para o pecado. Não é porque é padre que pode achar que não peca. E, quando peca, faz essas coisas horríveis». Nem faltou o recado do filósofo ateu: «Toda experiência religiosa é prejudicial ao ser humano».

Além de trazer nome e sobrenome do sacerdote mineiro, a notícia descia a pormenores capazes de levar leitores menos avisados a pensar que o único lugar adequado para os padres e a Igreja Católica seria um presídio de segurança máxima...

 

Uma semana após, no dia 14, um site de Campo Grande trazia uma notícia bastante semelhante. Contudo, a apresentação do fato feita pelo jornalista era muito diferente: «Um pastor evangélico de 47 anos, que está sendo acusado de pedofilia, se afastou da função ontem à noite. A denominação religiosa não está sendo divulgada, para não denegrir a imagem da instituição. O nome do pastor, acusado de pedofilia, não foi divulgado porque as investigações ainda estão em curso».

 

A dúvida de quem toma conhecimento da forma como foram tornados públicos os fatos de Belo Horizonte e de Campo Grande é sobre a imparcialidade de certos órgãos de comunicação. A impressão que se tem é de dois pesos e duas medidas: para os padres, insultos e condenação; para os pastores, respeito e consideração. Mas, o acontecido se presta também para outra leitura: um jornalismo sadio e independente não faz acusações sem ter provas precisas e concretas. Não são as poucas as pessoas que foram condenadas pela imprensa e absolvidas pela justiça!

 

Penso de não me colocar acima do comum dos mortais ao afirmar que conheço bastante as limitações e fraquezas que envolvem a vida dos presbíteros, pois sou um deles há mais de 40 anos. Elas me fazem lembrar o comentário feito pelo autor da Carta aos Hebreus, ainda nos primeiros anos de existência da Igreja: «Escolhido entre os homens, o sacerdote é constituído para o bem dos homens nas coisas que se referem a Deus. Sua função é oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. Desse modo, ele é capaz de ter compaixão por aqueles que ignoram e erram, porque também ele está cercado de fraqueza. Por causa disso, precisa oferecer sacrifícios, tanto pelos próprios pecados, como pelos pecados do povo» (Hb 5,1-3).

 

Apesar das quedas de alguns sacerdotes – quedas que são logo difundidas aos quatro cantos do mundo – , posso garantir que a quase totalidade dos padres que conheci em minha vida – que não é tão curta – luta para manter viva sua fidelidade à vocação. Como São Paulo, eles também, não poucas vezes, são pungidos por “um espinho na carne” (2Cor 12,7). Apesar disso, pela missão que assumiram, precisam consolar, mesmo quando passam pela desolação; prestar socorro, mesmo quando sentem falta de uma mão amiga; orientar, mesmo quando se sentem inseguros; amar, mesmo quando não são amados...

 

O que acontece é que o padre é um homem público, alguém em quem o povo cristão quer confiar e se espelhar. Mas, não sendo um extraterrestre ou um ser assexuado, está inclinado ao pecado como qualquer outra pessoa. Há padres pedófilos, assim como há também médicos, fazendeiros, juízes, militares, professores e até “honrados” pais de família, como provam os inúmeros processos em andamento no Pará. Mas será preciso ir até lá? Uma coisa é certa: o mesmo Jesus que disse: «É inevitável que aconteçam escândalos, mas ai de quem os provoca! Seria melhor que lhe encaixassem no pescoço uma pedra de moinho e o atirassem ao mar, antes de escandalizar a um pequeno!» (Lc 17,1-2), também acrescentou: «Por que reparas no cisco do olho do teu irmão, e não reparas na trave que tens no teu? Hipócrita: tira, primeiro, a trave do teu olho e, depois, poderás tirar o cisco do olho de teu irmão!» (Lc 6,41-42).

O BOM USO DAS RIQUEZAS

 

[comentário ao evangelho de Lucas 16,1-8]

 

*

 

Ó Jesus! Bem sei, o amor só com amor se paga. Por isso procurei e encontrei a maneira de aliviar o meu coração dando-te Amor por Amor. – “Utilizai as riquezas que pervertem para arranjardes amigos que vos recebam nas moradas eternas” (Lc16, 9). Eis, Senhor, o conselho que dás aos Teus discípulos depois de lhes teres dito que “os filhos das trevas são mais hábeis nos seus negócios que os filhos da luz”. Filha da luz, compreendi que os meus desejos de ser tudo, de abraçar todas as vocações, eram riquezas que me poderiam perverter. Por isso servi-me delas para arranjar amigos. [...]

 

Lembrando-me da petição de Eliseu ao seu pai Elias quando ousou pedir-lhe “o seu duplo espírito” (2Rs 2, 9), apresentei-me diante dos Anjos e dos Santos, e disse-lhes: “Sou a mais pequena das criaturas; conheço a minha miséria e a minha fraqueza; mas sei também quanto os corações nobres e generosos gostam de fazer bem. Suplico-vos, portanto, ó bem-aventurados habitantes do Céu! Suplico-vos que me adoteis como filha. Só para vós será a glória que me fizerdes alcançar; mas dignai-vos atender a minha prece. É temerária, bem sei: contudo, ouso pedir-vos que me obtenhais o vosso duplo Amor”.

 

*

 

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS

(1873-1897), carmelita, Doutora da Igreja

Manuscrito autobiográfico B, 4v°

 
 

ESCOLAS EUROPEIAS SEM CRUCIFIXOS E COM ABÓBORAS DE HALLOWEEN

 

O secretário de Estado comenta a sentença do tribunal europeu

 

*

 

Nas escolas europeias, proíbem os crucifixos, mas promovem as abóboras de Halloween, constata o secretário de Estado de Bento XVI, comentando com ironia a sentença do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que exige a retirada do símbolo cristão das salas de aula. “Esta Europa do terceiro milênio só nos deixa as abóboras das festas repetidamente celebradas e nos tira os símbolos mais queridos”, afirma o cardeal Tarcísio Bertone, SDB, em um comentário recolhido pela edição de 5 de novembro do L’Osservatore Romano.

 

“Trata-se verdadeiramente de uma perda. Temos de procurar, com todas as forças, conservar os sinais da nossa fé, para quem crê e para quem não crê”, assegura o purpurado italiano. Após manifestar seu apreço pela iniciativa do governo italiano de entrar com um recurso contra a decisão dos juízes europeus, o purpurado recordou que o crucifixo é “símbolo de amor universal, não de exclusão; é sinal de acolhida”. “Eu me pergunto se esta sentença é um sinal razoável ou não”, concluiu.

 

*

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 4 de novembro de 2009 (ZENIT.org)

“NINGUÉM SEGURA ESSA JUVENTUDE DO BRASIL”

[Vinicius Lauriano Ferreira]

 

Pra quem não reconheceu a citação do título, ela faz parte da música "Eu te amo, meu Brasil", composta e executada pela dupla Dom & Ravel, utilizada pelo governo militar brasileiro como pano de fundo das propagandas políticas. Depois de "Bota o retrato do velho" na era Vargas, Dom & Ravel na ditadura, hoje novamente temos um Presidente da República chegado nas musiquinhas. E como nos anos de chumbo, um Presidente que gosta de utilizar em sua propaganda de governo uma figura ímpar: o jovem. Aquele: sorridente, prestativo, inteligente, crítico e desejoso de uma sociedade melhor.

 

O assunto que quero chegar é o daqueles estudantes que se comportaram pior que macacos na tal UNIBAN em São Paulo, por causa de uma moça que estava com o vestido um pouco mais curto que o habitual. Na verdade esta primeira parte já não compreendi bem: é tão normal vermos roupa curta por aí que para gerar aquela reação o vestido devia ser um cinto, no mínimo. Eu sei que é um assunto já antigo, mas tive que refletir um tempo para escrever sobre ele.

 

E o que me motivou a escrever? O fato de ser semelhante àquela "macacada" - peço perdão aos macacos pela analogia - que transformou aquela Faculdade numa algazarra. Como eles, sou jovem. Sou "universitário". Pertenço basicamente à mesma classe social. E, acreditem se quiser, nada daquilo pra mim foi extrema novidade. Quem convive comigo sabe que chamo meus colegas aqui frequentemente de símios. A juventude de hoje - não sei se as passadas eram diferentes, pois só convivo com a minha - é assim: apegada aos sentimentos, certa de que não haverá consequências de seus atos. Talvez pois se sentir protegidas pelos pais, ou pela sociedade ineficiente.

 

A minha juventude, que surgiu no novo milênio, não tem valores. Não tem regras. Seguem apenas às suas vontades e abominam os "velhos" que tentam dar lição de moral. Infelizmente, não me espanto com o comportamento dos colegas da UNIBAN. Me assusto quando vejo propagandas que santificam e supervalorizam a capacidade da juventude. Os jovens de hoje vivem num Woodstock piorado: as drogas ficaram, as ideias se foram. Cabem àqueles, que conseguem ver esse cenário, gritar aos ventos que algo está errado, mesmo que sofram os preconceitos daqueles que se acham corretos.

NÃO TENHAIS MEDO DE SER SANTOS

 

Por ocasião da festa de Todos os Santos, Bento XVI recordou o chamado de todo ser humano à santidade. “Sem complexos nem mediocridades, segui com alegria as pegadas de Cristo, fazendo-vos conformes a sua imagem e sendo obedientes em tudo à vontade do Pai”, disse. “Não tenhais medo de ser santos!”, exclamou em sua saudação aos peregrinos de língua espanhola, ao finalizar a oração do Ângelus. “É o melhor serviço que podeis prestar a vossos irmãos... Que bela e consoladora é a comunhão dos santos! É uma realidade que infunde uma dimensão especial a toda nossa vida”. “Nunca estamos sozinhos – destacou. Formamos parte de uma “companhia” espiritual na qual reina uma profunda solidariedade: o bem de cada um é para benefício de todos e, vice-versa, a felicidade comum se irradia em cada um”.

“aos que a certeza da morte entristece, a promessa  da imortalidade consola...”

(Prefácio dos fiéis defuntos)

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