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MIGRANDO...

 

Queridos amigos,

 

Tive que migrar deste endereço (sandrogerio.zip.net) para o http://padresandro.blog.uol.com.br visto que o outro era cadastrado num e-mail gratuito e o espaço ficou insuficiente. Desta forma, aos poucos nos acostumaremos ao Tudo Tem Seu Tempo (2). O conteúdo do outro continuará ativado (acredito!) por algum tempo. Peço desculpas pelos transtornos e ano novo, vida e casa nova (Ai, como é bom ser otimista!!!)

 

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ENCONTRAREIS UM SINAL

 

O sinal de Deus é a simplicidade.

O sinal de Deus é o menino.

O sinal de Deus é que Ele faz-se pequeno por nós.

Este é o seu modo de reinar.

Ele não vem com poder e grandiosidades externas.

Ele vem como menino - inerme e necessitado da nossa ajuda.

Não nos quer dominar com a força.

Tira-nos o medo da sua grandeza.

Ele pede o nosso amor: por isto faz-se menino.

Nada mais quer de nós senão o nosso amor, mediante o qual aprendemos espontaneamente a entrar nos seus sentimentos, no seu pensamento e na sua vontade - aprendemos a viver com Ele e a praticar com Ele a humildade da renúncia que faz parte da essência do amor.

Deus fez-se pequeno a fim de que nós pudéssemos compreendê-lo, acolhê-lo, amá-lo.

(Bento XVI, dezembro, 2006)

MEU NATAL

 

Não fui a festas. Sinto uma ressaca antecipada. Preparada por uma família que gentilmente partilhou da sua mesa, minha ceia foi a sós na casa paroquial. Recebi ligações e mensagens diversas. Liguei para a minha mãe e para os amigos. Mas, nada além nem demais.

 

Há tempos me acostumei a viver esses agitados dias em silêncio ou pelo menos reclusão. Há profunda liberdade quando se opta por enclausurar-se. Acredito todos os festeiros de plantão pensam a mesma coisa a respeito de suas agitações e trânsitos e comidas e bebidas. Mas não acredito que o dia seguinte seja vivido com os mesmos “frutos”.

 

A celebração eucarística é a minha principal festa. Nela me solto, me envolvo, me revelo. Nela comungo profundamente dos santos mistérios que celebrados dão-nos força e vida para o caminho, às vezes, do regresso a família, aos amigos, à igreja, enfim... caminho é constante na vida dos humanos, sempre peregrinos nesta terra.

 

Além das missas (quatro, ao todo: duas na noite, duas na manhã), batizados e confraternização. Meu natal foi celebrado santamente. Agradeço ao Menino que nos foi doado como Salvador. Ele, Emanuel (“Deus conosco”, “até o fim dos tempos”) por tantas graças derramadas sobre a minha vida. Espero Nele dar gratuitamente tudo quanto gratuitamente tenho recebido.

 

Feliz e Santo Natal a todos!

NOITE ESPLENDOROSA DE NATAL

 

ALEGREMO-NOS TODOS no Senhor: hoje nasceu o Salvador do mundo; hoje desceu do céu a verdadeira paz (Antífona de Entrada da Missa da Meia Noite). “Acabamos de ouvir uma mensagem transbordante de alegria e digna de todo o apreço: Cristo Jesus, o Filho de Deus, nasceu em Belém de Judá. A notícia faz-me estremecer, o meu espírito acende-se no meu interior e apressa-se, como sempre, a comunicar-vos esta alegria e este júbilo”, anuncia São Bernardo (Sermão 6. Sobre o anúncio do natal, 1). E todos nos pomos a caminho para contemplar e adorar Jesus, pois todos temos necessidade dEle; é unicamente dEle que temos verdadeira necessidade. Não há tal andar como buscar a Cristo / Não há tal andar como a Cristo buscar..., canta uma canção popular: nenhum caminho que empreendemos vale a pena se não termina no Menino-Deus.

“Hoje nasceu o nosso Salvador. Não pode haver lugar para a tristeza, quando acaba de nascer a própria vida, a mesma que põe fim ao temor da mortalidade e nos infunde a alegria da eternidade prometida. Ninguém deve sentir-se incapaz de participar de tal felicidade, a todos é comum o motivo para o júbilo; pois Nosso Senhor, destrutor do pecado e da morte, como não encontrou ninguém livre de culpa, veio libertar-nos a todos. Alegre-se o santo, já que se aproxima a vitória. Alegre-se o gentio, já que é chamado à vida. Pois o Filho, ao chegar a plenitude dos tempos [...], assumiu a natureza do gênero humano para reconciliá-la com o seu Criador” (Sermão no Natal do Senhor, 1-3). Daqui nasce para todos, como um rio que não pode ser contido, a alegria destas festas.

Cantamos com júbilo nestes dias de Natal porque o amor está entre nós até o fim dos tempos. A presença do Menino é o amor no meio dos homens; e o mundo já não é um lugar escuro; os que procuram o amor sabem onde encontrá-lo. E é de amor que cada homem anda essencialmente necessitado, mesmo quando pretende estar inteiramente satisfeito.

Quando nos aproximarmos hoje do Menino para beijá-lo, quando contemplarmos o presépio ou meditarmos neste grande mistério, agradeçamos a Deus o seu desejo de descer até nós para se fazer entender e amar, e decidamo-nos nós também a tornar-nos crianças, para podermos assim entrar um dia no Reino dos céus. Terminamos a nossa oração dizendo a Deus nosso Pai: Concedei-nos, Senhor, a graça de participar da divindade dAquele que se dignou assumir a nossa humanidade (Coleta da Missa de Natal).

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós.

 

[Francisco Fernádez Carvajal]

Natal é apaixonamento de Deus por nós: “O Senhor se apaixonou por ti”. Por ação do Espírito Santo, Maria concebe e dá à luz esse Deus apaixonado por nós, o Emanuel, o Deus conosco. O Emanuel não nos encontra prontos para ele, mas vem salvar-nos do pecado, embelezar-nos para nossa convivência santa com ele: “Amanhã será varrida da terra a iniquidade e sobre nós há de reinar o Salvador do mundo”. Vem, querido Esposo Jesus!

LOUCURA, LOUCURA, LOUCURA

 

Está uma loucura “caminhar” pela cidade. O movimento é tão intenso que não se pode imaginar fazendo compras rapidamente. E não estou falando de ficar em dúvida quanto à qualidade deste ou daquele produto, bem como dos seus benefícios etc. Pelo contrário, até imagino que as pessoas estão escolhendo mais rapidamente o que vão por no carrinho de compras do supermercado ou a toque de caixa provam roupas sem todo aquele lenga-lenga próprio de tal atividade mercantil. Esse tempo está ensandecido. E todos estamos ensandecendo junto. Loucura, loucura, loucura!!!

 

O trânsito parece coisa de desenho animado quando a cidade fica entupida de tantos transeuntes e automóveis. Pior quando se lembra de que muitos não estão no próprio habitat. Muitos foram visitar parentes ou simplesmente para a praia. Claro, tá certo, tudo bem. Muitos de lá vieram pra cá. Esse trânsito de pessoas nos festejos natalinos e mais de final de ano e de férias é grande também.

 

Dito isto, boas compras aos de última hora e boas festas. Aos que vão, cuidado. Aos que vem, benvindos!

O padre e o natal

 

[...]

 

De fato, como João Batista, o padre é “voz que clama”, profeta de Deus que anuncia a presença e a proximidade de Deus em relação ao homem; sua missão, em boa parte, consiste em manter a humanidade em constante clima de “advento”, ajudando o povo as acolher o Deus que vem. Sua atuação e presença testemunham “em favor das coisas de Deus” (cf Hb 5,1), ajudando as pessoas a manterem o rumo na vida, a cultivarem a comunhão com Deus, a terem sua referência em Deus; não uma referência qualquer, vaga ou confusa, mas aquela que nos é dada em Jesus Cristo: nele, a luz resplandeceu para o mundo e o homem já não precisa mais debater-se, angustiado, por caminhos inseguros, procurando Deus, onde Deus não está. Em Jesus, foi-nos mostrado “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6) e quem o segue, não anda nas trevas, mas tem a luz da vida (Jo 8,12).

 

A missão do padre é como a de João Batista, que grita ao povo “preparai os caminhos do Senhor!” (cf Lc 3,4); ele ajuda o povo a se voltar a Jesus Cristo, indicando sempre para ele: “eis o cordeiro de Deus, a ele é que deveis seguir” (cf Jo 1,29). Não é para si que atrai as pessoas. A serviço de Jesus Cristo, o padre atrai para Ele, leva ao encontro com Ele e fica feliz quando este encontro acontece. S. Agostinho, falando da missão de João Batista e dos anunciadores da Palavra de Deus, afirma que eles são a voz e o sopro, a serviço da Palavra, que é de Deus: “João era a voz, mas o Senhor era a Palavra, desde o princípio; João era voz passageira, Cristo, a Palavra eterna. Suprimi a palavra, o que resta da voz? Esvaziada de sentido, é apenas um ruído. A voz, sem as palavras, ressoa aos ouvidos, mas não alimenta o coração” (Ofício das Leituras, 3º Domingo do Advento). O padre é a voz, que está a serviço da Palavra da salvação.

 

Da mesma forma, na celebração dos Sacramentos, mediante a graça e a ação do Espírito Santo, o padre torna presente o Mistério da Salvação, o mesmo que entrou no mundo e se realizou através da encarnação do Verbo, mediante o sim e a colaboração de Maria. O padre foi consagrado e ungido para a celebração dos Divinos Mistérios, mediante os quais o povo de Deus acolhe e recebe as bênçãos da obra realizada por Cristo. O Padre, portanto, está consagrado ao serviço das “coisas de Deus”, realizadas em favor dos homens através do sacerdócio de Cristo (cf Hb 5,1). Mediante seu ministério, os cristãos são gerados na fé para a família de Deus e nutridos com o alimento espiritual, que o Pai nos enviou do céu (cf Jo. 6, 51).

 

Neste Ano Sacerdotal, desejo que todos os padres celebrem o Natal com especial alegria e emoção, envolvendo também suas comunidades na contemplação das “grandes coisas” que Deus realizou em favor de nós, ao enviar seu Filho ao mundo. Na noite em que o céu e a terra trocam os seus dons, aconteça novamente a mesma troca de dons na celebração da Eucaristia; desta vez, não envolvendo apenas Maria, José e os pastores, mas também a cada um de nós: cada padre e cada fiel em Cristo, membro das nossas comunidades.

 

[Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo]

Saí quatro dias de férias. / Viajar é, antes do lugar, sair de si mesmo. / Quem não consegue sair de si, dificilmente conseguirá vivenciar as oportunidades das viagens ou dos simples passeios que faz. / Meus dias foram agradáveis. Abstraí-me. / Desejo todos tenham oportunidade de descanso, de viagens, de refazimento... / Espero ancorar minha vida no porto seguro da Graça. / Ah, em tempo, fiz uma coisa de que gosto muito e havia algum tempo não praticava: fotografei lugares, pessoas, natureza... a beleza do criador presente em cada detalhe da sua obra.

 

Nessa foto, obviamente, não fotografei; fui fotografado. Quer dizer, a pequena borboleta. Fui apenas mais uma peça na composição do quadro.

“Maria pôs-se a caminho”

A vivacidade e a alegria eram a força de Nossa Senhora. Foi isso que fez dela a serva apressada de Deus, Seu filho, porque assim que Ele veio até ela, «pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha». Apenas a alegria podia dar-lhe força para partir rapidamente para as montanhas da Judeia, a fim de se tornar serva de sua prima. Acontece o mesmo conosco; tal como ela, devemos ser verdadeiras servas do Senhor e todos os dias, após a sagrada comunhão, apressar-nos a subir as montanhas de dificuldades com que deparamos ao oferecer com todo o coração o nosso serviço aos pobres. Dai Jesus aos pobres enquanto servas do Senhor.

A alegria é a oração, a alegria é a força, a alegria é o amor, é um fio de amor graças ao qual podereis captar as almas. «Deus ama aquele que dá com alegria» (2Cor 9,7). Aquele que dá com alegria dá mais. Se encontrarmos dificuldades no trabalho e as aceitarmos com alegria, com um grande sorriso, nisto como em muitas outras coisas constatar-se-á que as nossas obras são boas e o Pai será glorificado. A melhor maneira de mostrardes a vossa gratidão a Deus e aos homens é aceitar tudo com alegria. Um coração alegre provém de um coração que arde de amor.

[Bem-aventurada Teresa de Calcutá]

Leitura do Livro do CÂNTICO DOS CÂNTICOS, capítulo dois

8É a voz do meu amado! Eis que ele vem saltando pelos montes, pulando sobre as colinas. 9O meu amado parece uma gazela, ou um cervo ainda novo. Eis que ele está de pé atrás de nossa parede, espiando pelas janelas, observando através das grades. 10O meu amado me fala dizendo: “Levanta-te, minha amada, minha rola, formosa minha, e vem! 11O inverno já passou, as chuvas pararam e já se foram. 12No campo aparecem as flores, chegou o tempo das canções, a rola já faz ouvir seu canto em nossa terra. 13Da figueira brotam os primeiros frutos, soltam perfume as vinhas em flor. Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem! 14Minha rola, que moras nas fendas da rocha, no esconderijo escarpado, mostra-me teu rosto, deixa-me ouvir tua voz! Pois a tua voz é tão doce, e gracioso o teu semblante”.


Leitura da PROFECIA DE SOFONIAS, capítulo três

14Canta de alegria, cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém! 15O Senhor revogou a sentença contra ti, afastou teus inimigos; o rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal. 16Naquele dia se dirá a Jerusalém: “Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo! 17O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; ele exultará de alegria por ti, movido por amor; exultará por ti, entre louvores 18acomo nos dias de festa”.

PARA QUE O POVO NÃO MORRA!

 

Autor: Elias Couto (Apostolado da Oração)


1. Quando falta a oração, «debilita-se a fé e o ministério perde sentido» (Cardeal Cláudio Hummes, Carta aos Sacerdotes, Dezembro de 2009). Levamos anos suspeitando da oração... argumentos sem conta, racionalizações infindáveis para justificar uma vida sem profundidade, vivida à superfície das coisas. No caso dos sacerdotes, as conseqüências são para eles e para as comunidades: as eucaristias são «festa», mas não transformam a vida; as devoções «tradicionais» são para acabar, porque... são «tradicionais»; a oração não se ensina, porque não se pratica... Por fim, «debilita-se a fé, o ministério perde sentido», o sacerdote funcionaliza-se ou abandona o ministério, as comunidades definham, os conflitos aumentam... «Sem pastores, as nossas comunidades serão destruídas» (Cardeal Cláudio Hummes).

2. «O diabo ataca o pastor... pois matando o pastor, destrói o rebanho» (S. João Crisóstomo). O mal continua a ser uma força poderosa em ação permanente no mundo. E de cada vez que se manifesta, com todo o seu poder, em bispos ou sacerdotes, causa danos enormes a toda a Igreja, mas de modo particular aos fiéis confiados ao cuidado pastoral de tal bispo ou sacerdote. A queda do «pastor» arrasta consigo o «rebanho»! Nesta queda, a ausência da oração tem papel de primeiro plano: «sem o alimento da oração, o sacerdote adoece, o discípulo não encontra ânimo para seguir o Mestre e morre por falta de alimento. Como conseqüência, o seu rebanho desencaminha-se e morre também» (Cardeal Cláudio Hummes).

3. «O presbítero tem de ser homem de oração, um homem que vive em intimidade com o Senhor» (Cardeal Cláudio Hummes). Temos inúmeros centros sociais paroquiais e desdobramo-nos em trabalhos sociais de todo o gênero. Muitos sacerdotes perdem mais tempo a tratar de burocracias com a Segurança Social do que aquele que gastam no serviço da Palavra de Deus e na oração. Infelizmente, este ativismo social, ao que parece, não evangeliza. De fato, temos igrejas cada vez mais vazias, comunidades cristãs envelhecidas, uma vida cristã anêmica, propostas pastorais ou de formação que ninguém ou poucos acolhem... Talvez, quem sabe?, Porque o serviço da Palavra anda pelas ruas da amargura e a oração é o parente pobre da vida pessoal e comunitária.

4. «Como Moisés, o sacerdote deve permanecer de braços erguidos para o céu, em oração, para que o povo não morra» (Cardeal Cláudio Hummes). Hoje, ao contrário de Moisés, o sacerdote não é chamado a interceder para que o povo de Deus saia vencedor na guerra. A sua intercessão vai mais fundo, porque se dirige a confrontar a ameaça insidiosa do desalento instalado, da descrença generalizada, do respeito humano que leva a esconder a fé... a começar por si próprio. O sacerdote está chamado a testemunhar a presença de Deus no meio do seu povo, para que os demais cristãos sejam animados a acreditar e a testemunhar essa presença. O anúncio da Palavra e a oração assídua são o melhor serviço que pode prestar à comunidade. E esta, se verdadeiramente evangelizada, não deixará de dar frutos de caridade em obras de todo o gênero, quer tenham ou não o título de «sociais».

SANTO TOMÁS RESPONDE: POR QUE JESUS NASCEU EM BELÉM?

 

Por que Jesus deveria nascer em Belém, e não em Jerusalém, Nazaré ou mesmo Roma? Há motivos para pensar assim:

 

1. Com efeito, Isaías diz: “A lei virá de Sião e a palavra de Deus de Jerusalém” (2, 3). Ora, Cristo é a verdadeira Palavra de Deus. Logo, tinha de vir ao mundo em Jerusalém.

 

2. Além disso, está escrito a respeito de Cristo, no Evangelho de Mateus, que “será chamado nazareno” (2, 23). Isto está tomado da profecia de Isaías: “uma flor nascerá de sua raiz” (11, 1). Ora, ‘Nazaré’ quer dizer flor. Mas alguém é denominado sobretudo do lugar em que nasceu. Logo, parece que deveria ter nascido em Nazaré, onde também foi concebido e criado.

 

3. Ademais, o Senhor veio ao mundo para anunciar a fé na verdade, como diz o Evangelho de João: “Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade” (18, 37). Ora, tal missão teria resultado mais fácil se tivesse nascido na cidade de Roma, que então dominava o mundo. Por isso Paulo, na Carta aos Romanos, diz: “No mundo inteiro se proclama a vossa fé” (1, 8). Logo, parece que não deveria nascer em Belém.

 

RESPONDO: Cristo quis nascer em Belém por dois motivos. Primeiro, porque “é da descendência de Davi segundo a carne”, como se diz na Carta aos Romanos (1, 3). É a Davi que foi feita uma promessa especial a respeito de Cristo, segundo o livro dos Reis: “Oráculo do homem posto no alto, do Messias do Deus de Jacó” (23, 1). Por isso quis nascer em Belém, onde nascera também Davi, para que, pelo mesmo lugar do nascimento, aparecesse a realização da promessa que lhe ytinha sido feita. É o que mostra o evangelista ao dizer: “Porque era da casa e da família de Davi”.

 

E, em segundo lugar porque, como diz Gregório: “Belém quer dizer ‘casa do pão’. E o próprio Cristo afirma: ‘Eu sou o pão vivo, que desceu do céu’”.

 

Quanto às objeções acima, deve-se, portanto, responder que:

 

1. Deve-se dizer que Davi nasceu em Belém, mas escolheu Jerusalém para estabelecer nela a sede de seu reino e ali edificar o templo de Deus. Assim, Jerusalém viria a ser ao mesmo tempo a cidade real e sacerdotal. Mas o sacerdócio de Cristo, e o seu reino, se realizaram principalmente em sua paixão. Por isso era conveniente que, para nascer, escolhesse Belém e para a paixão Jerusalém.

Além disso, desmascarava assim a glória dos homens que se orgulham de ter nascido em cidades famosas, nas quais querem principalmente ser honrados. Cristo, pelo contrário, quis nascer numa cidade sem nome e padecer opróbrios numa cidade famosa.

 

2. Cristo quis distinguir-se por um modo de ser virtuoso, não por sua origem carnal. Por isso quis ser criado e educado em Nazaré; e em Belém quis nascer como um estrangeiro. Pois, como diz Gregório: “Pela humanidade que tinha assumido nasceu como em terra estranha; não segundo o poder, mas segundo a natureza”. E Beda acrescenta: “Por estar necessitado de um lugar na hospedaria, estava a nos preparar muitas moradas na casa de seu Pai”.

 

3. Como se lê num sermão do Concílio de Éfeso: “Se tivesse escolhido a ilustre cidade de Roma, teriam pensado que a conversão do orbe terrestre se devia ao prestígio de seus cidadãos; se fosse filho do Imperador, teriam atribuído as vantagens ao poder. Mas para que fosse reconhecido que a divindade transformara o orbe terrestre, escolheu uma mãe pobrezinha e uma pátria mais pobre ainda”.

 

“Pois Deus escolheu o que é fraco no mundo para confundir o que é forte”, como se diz na primeira Carta aos Coríntios (1, 27). Por isso, para manifestar mais o seu poder, estabeleceu em Roma, que era a capital do universo, a cabeça de sua Igreja, em sinal de perfeita vitória e para que dali se estendesse a fé ao mundo inteiro, segundo as palavras de Isaías: “Abateu a cidade inacessível; pisá-la-ão os pés dos pobres”, isto é, de Cristo, “e os passos dos desvalidos” (26, 5-6), isto é, dos Apóstolos Pedro e Paulo.

 

 

(Santo Tomás de Aquino - Suma Teológica, III, q. 35,a. 7)

Fonte Secundária: http://sumateologica.wordpress.com/ [esse artigo foi extraído do site PRESBITEROS cujo link está nas minhas sugestões no menu à direita desta página]

Natal é Luz de Deus nas trevas do mundo

 

“A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.” (Jo 1,5)

 

“[O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem.” (Jo 1,9)

 

“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz.” (Is 9,1)

 
 

MARIA, PORTADORA DA ALEGRIA DA SALVAÇÃO

4º DOMINGO DO ADVENTO - ANO C

 

 

1ª leitura: Miquéias 5,1-4a: De ti há de sair aquele que dominará em Israel; Salmo 79(80): Iluminai a vossa face sobre nós, convertei-nos para que sejamos salvos! 2ª leitura: Hebeus 10,5-10: Eis que eu venho para fazer a tua vontade; Evangelho: Lucas 1,39-45: Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?

 

I.- “EIS-ME AQUI PARA FAZER TUA VONTADE” - Às vésperas do Natal, este trecho do Evangelho nos apresenta uma faceta da vida espiritual da Virgem Maria: a sua atitude de fé obediente a Deus e de amor e de serviço humilde ao próximo, atitude que irrompe numa maravilhosa sementeira de alegria. Maria é a portadora da alegria da salvação - da Vida em Deus. Belo testemunho dado por Deus, confirmando a conceição milagrosa de Jesus em Maria: “Feliz aquela que acreditou, exclama Isabel, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido” (v. 44-45).

 

II.- O mistério da Visitação tem uma íntima relação com o mistério da Encarnação. O anjo saúda Maria em nome do Céu. Isabel ao saudar Maria, confirma na terra a Encarnação do Filho de Deus, a alegria da vinda do Salvador. O primeiro a participar do fruto dessa alegria de Salvação é João Batista. Com Maria e por Maria, João Batista é santificado por Jesus.

 

III.- Como podemos participar do júbilo desse momento salvífico messiânico? Imitando Maria, a pequena e grande serva do Senhor, em suas atitudes, colhendo assim abundantes frutos de salvação. Participemos do júbilo desse momento salvífico messiânico, procurando numa obediência plena de fé, fazer em tudo a vontade do Pai, imitando Maria, em sua caridade ardente, ao compartilhar com Isabel a alegria de ser mãe, permanecendo com ela por três meses (v. 56). Imitemos a humildade de Maria, a mãe do Salvador, que serviu Isabel. * “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor é contigo!” (v. 28) “Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto de teu ventre!” (v. 42).

 

IV- Revisão de Vida - Em que consiste minha preparação para o Natal? Procuro tornar Jesus mais conhecido e amado? No meu relacionamento com os irmãos procuro ser como Maria? Procuro imitá-la em sua ardente caridade? Quais são meus gestos concretos de amor e fraternidade? Há em mim disponibilidade de servir a Deus e aos irmãos? Participo do zelo missionário da Igreja? Feliz Natal para você!!!

 

ADULTOS-CRIANÇAS

“No Brasil, talvez mais que em outros países, há meninas entre 3 e 10 anos com hora marcada no salão para depilar a sobrancelha, aplicar "luzes" no cabelo ou fazer tratamento contra celulite. Toda garota quer se parecer com a mãe, é normal. O problema é quando os fabricantes de cosméticos, sutiãs etc. assumem o controle dessa estética infantil e passam a impô-la às crianças com a conivência das mães. O humanista americano Neil Postman (1931-2003) alertou para esse problema num grande livro de 1982, "O Desaparecimento da Infância" (há versão brasileira, pela editora Graphia). Todas as previsões de Postman se confirmaram: sem saber, estamos gerando crianças-adultos, que dificilmente chegarão à maturidade. Sem saber, mesmo -talvez porque nós próprios, filhos da segunda metade do século 20, já sejamos adultos-crianças.”

 

[RUY CASTRO, Folha de São Paulo, 14/12/2009, “Síndrome de Suri”]

 
 

ALEGRIA E EXIGÊNCIA DE MUDANÇA

3º DOMINGO DO ADVENTO - ANO C

 

 

1ª leitura: Sofonias 3, 14-18ª: O Senhor, teu Deus, exultará por ti, entre louvores. / Salmo: Isaías 12, 2-6: Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel! / 2ª leitura: Filipenses 4, 4-7 :O Senhor está próximo./ Evangelho: Lucas 3, 10-18: Que devemos fazer?

 

I.- O MENSAGEIRO DA ALEGRIA - Este 3º Domingo do Advento é chamado “Domingo Gaudete” - Domingo da Alegria - numa antecipação do Natal que se aproxima. João é o mensageiro da alegria porque anuncia a chegada de Jesus, anuncia a tão suspirada salvação dos tempos finais.

 

II.- A missão de João Batista não se limita a seu tempo, mas continua atual. É dirigida a todos os homens e a todas as classes sociais. “Como o povo se achasse em ansiosa expectativa e todos cogitassem em seus corações que talvez João fosse o Messias, João tomou a palavra e disse-lhes: “Eu vos batizo com água, mas vem aquele que é mais forte do que eu. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo” (v.15). O batismo com água não perdoava os pecados, somente despertava sentimentos de arrependimento, de conversão. O batismo com o Espírito Santo perdoa os pecados, é santificação, divinização, participação na vida de Deus em transbordante plenitude.

 

III.- João é o profeta, o precursor, a voz que clama no deserto. Cristo é o Salvador, o Filho de Deus. É a Palavra eterna - o Verbo - que existe desde o princípio, o Primogênito (Jo 1,1). João recebe tudo de Deus. O Filho de Deus é tudo e tem tudo! “É o mais forte!” (v.15). Jesus é o juiz dos tempos finais. Vem para o julgamento: separa os bons dos maus. Leva os bons para o Reino de Deus e entrega os maus ao fogo inextinguível da condenação (v.17).

 

IV.- Oração: Pai amado, que eu seja um arauto do Senhor, anunciando aos homens o Reino de Amor e de Alegria que João Batista proclamou e que Jesus concretiza vindo habitar no meio de nós. AMÉM.

 

V.- Revisão de Vida: Como João Batista, sou “a voz que clama no deserto”, anunciando a Boa Nova da Salvação, com alegria, coragem e humildade? Sou ganancioso ou me abstenho do enriquecimento fraudulento? Procuro repartir o que tenho com os necessitados? Vivo o meu batismo? Preparo o meu coração com uma boa confissão e comunhão? Participo da novena do Natal? Já armei o presépio?

 


“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi

Rádio Onda Viva – AM 1300khz (www.ondaviva.com.br)

SÓ POR TI, JESUS / Quero me consumir / como vela que queima no altar / me consumir de amor / (...) / Quero me derramar / como rio se entrega ao mar / me derramar de amor / Pois Tu és o meu amparo, o meu refúgio / és alegria de minha alma / Só em Ti repousa a minha esperança / Não vacilarei / E mesmo na dor / quero seguir até o fim / só por ti, JESUS!

TEMPO, TEMPO, TEMPO...

 

Não tem jeito. Somos marcados pelo tempo. Para o bem ou para o mal, o tempo está nos formatando. Não é possível pausá-lo, apagá-lo, apressá-lo... ele está aí e passa... passa o tempo todo. Fluindo e avançando.

 

Esperamos o tempo nos seja favorável. Acreditamos que o porvir será melhor que esse de agora, mesmo que o momento presente seja marcado por boas doses de bondade e de conquistas.

 

Brigar com ou contra o tempo não nos garante nada além de contrariedades. Muito dos sofrimentos pelos quais passamos são apenas conseqüência dos enfrentamentos malsucedidos dessa inglória luta.

 

Para vencer o tempo o remédio chama-se aproveitá-lo ao máximo. Viver com intensidade e competência. Pontuar estratégias onde o futuro faça parte, o passado conste, mas não se desvincule por nenhuma opção o presente.

 

Se não vivêssemos de chorar o ontem (passado) esperando o amanhã (futuro) talvez compreendêssemos a beleza e grandeza da vida a ser vivida agora (presente).

 

Que tal desembrulhar o “presente” e aproveitá-lo vivendo? Deus nos será sempre favorável quando empreendermos a aventura de estar onde estamos, viver o que somos no tempo que nos é dado.

 

Ah, pra constar: “tudo tem seu tempo”. Fique bem. Pax!

Irmãos: 4Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito, alegrai-vos. 5Que a vossa bondade seja conhecida de todos os homens! O Senhor está próximo! 6Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças. 7E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará os vossos corações e pensamento em Cristo Jesus. (Filipenses 4,4-7)

 
 

AGULHA E LINHA

 

Um conto dos padres do deserto diz que certo monge, vendo a morte chegar, pediu aos seus companheiros que lhe trouxessem a chave do céu: queria morrer agarrado a ela. Um companheiro saiu correndo e lhe trouxe a Bíblia, mas não era isso que o agonizante queria. Outro teve a idéia de trazer a chave do sacrário, também não deu certo. Foi então que alguém que conhecia melhor o doente foi buscar agulha e linha. Agarrado a esses objetos prosaicos, o irmão passou mais tranqüilo para a vida eterna. Era o alfaiate da comunidade: sua chave para o céu era a atividade diária, carinhosamente realizada para servir aos seus irmãos.

 

A historinha nos leva a entender que o trabalho cotidiano do monge foi a sua verdadeira chave para entrar no céu. Com certeza ele também devia ter rezado muito, meditado bastante, talvez jejuado nos dias certos, e cultivado algumas dezenas de outras virtudes. No entanto ele sabia muito bem que tudo dependia de como ele havia exercido o seu maior serviço na comunidade.

 

O caminho da santidade pode passar por momentos extraordinários, gestos de heroísmo, façanhas memoráveis; porém passa, em primeiro lugar, por aquilo que fazemos bem ou mal no dia a dia. Todos nós reconhecemos que, em nossa vida, é muito mais pesado o dever cotidiano do que alguns momentos de esforço, difíceis sim, mas passageiros.

 
 

UM SACERDOTE NÃO PODE VIVER SEM ORAÇÃO

 

Por ocasião do Ano Sacerdotal (19/6/2009 a 11/6/2010), o prefeito da Congregação para o Clero, cardeal dom Cláudio Hummes, escreveu uma carta aos presbíteros do mundo inteiro, na qual ele enfatiza o valor da oração para os sacerdotes, como alimento indispensável do aspecto espiritual. “Realmente, sem o alimento essencial da oração, o presbítero adoece, o discípulo não encontra força para seguir o Mestre, e assim morre por desnutrição. Conseqüentemente, o seu rebanho se dispersa e, por sua vez, morre”.

 

O cardeal afirma ainda que quando a oração se extingue, “a fé se enfraquece e o ministério perde conteúdo e sentido. A conseqüência existencial para o sacerdote é que ele terá menos alegria e menos felicidade no ministério a cada dia. E como se, no caminho do seguimento de Jesus, o presbítero, que caminha junto a tantos outros, começasse a ficar para trás sempre mais e assim se distanciasse do Mestre, até perdê-lo de vista no horizonte. Deste ponto então ele acaba desorientado e vacilante”.

 

Dom Cláudio Hummes destacou ainda que, para o sacerdote continuar sendo fiel a Cristo é preciso que ele se sinta necessitado de oração e intimidade com Deus. “Por isso o presbítero para continuar fiel a Cristo e fiel à comunidade, necessita ser um homem de oração, um homem que vive na intimidade com o Senhor. Ele precisa além do mais ser confortado pela oração da Igreja e de cada cristão”.

 

Além dos presbíteros, o cardeal brasileiro faz um convite de oração a todos os fiéis. Os fiéis “a rezarem, com perseverança e tanto amor, pelos padres e com os padres”. Nesse sentido, a Congregação para o Clero, a cada primeira quinta-feira do mês, às 16h locais, celebra uma Hora Eucarístico-mariana na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, pelos padres e com os padres.

 

O Cardeal Hummes conclui sua carta dirigindo aos sacerdotes calorosos votos de um feliz Natal: “No presépio o Menino Jesus nos convida a renovarmos para com Ele aquela intimidade de amigo e discípulo, para nos enviar novamente como seus evangelizadores!”.

O VERBO SE ENCARNOU

 

O homem vive a vida de acordo com os verbos. Sejam eles transitivos ou intransitivos, pautam a vida humana. Sem eles não há língua. Sem língua não somos nada muito além de animais. Melhor dizendo: sem verbo não existe oração, e sem oração, não há porque o verbo existir. Vale lembrar-se das aulas de português. Mas esse papo vai muito além da gramática.

Qual é o verbo que impera na vida da maioria das pessoas? Talvez "ganhar". Em muitos o mais importante é "lucrar". Para outros, é simplesmente "viver", assim, sem sujeito e sem predicado; ou seja: sem oração, sem razão, sem porquê. Outros tantos não largam do verbo "curtir". Somando todos esses aí geralmente se chega no verbo "aproveitar". Para avançar um pouco mais na aula de gramática, a maioria deles hoje vem no imperativo: "ganhe!", "lucre!", "viva!", e por aí vai.

Todos estes verbos, chamados "de ação", muitas vezes não cumprem seu papel direito. Afinal, quando se "lucra", se pensa no sujeito que lucrou, no objeto que foi lucrado - seja ele direto ou indireto - e talvez no adjunto adverbial: onde, como, quando e em que meios se "lucrou", se "viveu", etc. Mas todo verbo de ação envolve um outro sujeito, que mesmo omitido na construção sintática, está lá. Ao se "lucrar", lucra-se DE ALGUÉM; ganha-se de alguém; vive-se COM ALGUÉM. E isto está bem esquecido, mais na vida das pessoas do que nas aulas de língua portuguesa Brasil afora.

Quem está fora de moda são os verbos de ligação. Presta-se cada vez menos atenção no "ser" e no "estar". Como é difícil de parar pra pensar em quem somos, onde estamos, porque estamos. Apenas queremos "ir", "andar" e muitas vezes "correr", o que frequentemente nos leva a "tropeçar".

Deixando essa salada de frutas verbais para lá, quero lembrar que estamos perto do dia em que recordamos àquele Verbo, que se fez carne para habitar no meio dos homens. E também nesta época está presente um verbo esquecido: "esperar". Não temos mais paciência de esperar o que há de vir, queremos o "agir", o agora, o urgente. Que tal usar esse tempo para "acalmar" tantos verbos por aí? Que tal começarmos a "acreditar" em algo maior? Talvez assim, possamos ter um bom Natal, para "mudar" e "inaugurar" um novo tempo em nossas vidas. Tempo em que o Verbo mais importante é aquele, com V maiúsculo, que veio em forma de menino e abriga tantos outros dentro dele, como "perdoar", "pacificar", "auxiliar". É o tempo do verbo "AMAR".

 

[autor: Vinícius Lauriano Ferreira]

QUE DEVEMOS FAZER?

O Senhor vem. Preparemo-nos. Ainda que não nos tenha dito quando será a hora do encontro. Como alguns grupos na época de Jesus perguntaram a João Batista, também perguntemos nós: na iminência da vinda do Senhor, “que devemos fazer?”. Caso ainda não saibamos o que fazer, João nos aconselha. “Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo... Não pratiqueis violência com ninguém nem denuncieis injustamente; e contentai-vos com o vosso salário”. (Lc 3,10-11). Solidariedade, sobriedade, acolhimento, alegria, bondade, confiança, oração... são atitudes que nos preparam para a chegada do Emanuel (Deus-está-conosco!). Essas atitudes geram em nós a necessária metanóia (conversão da mentalidade!). O Advento, tempo de alegre espera é marcado pelo chamado à conversão quando tendo em vista a sublimidade daquele que vem, o nosso coração precisa fazer-se lugar acolhedor, morada adequada de Deus e dos irmãos.

 
 

VERDADES DO NATAL

 

“O tempo vai passando sutilmente e de repente é natal.” A característica primordial do natal é a solidariedade. Muitos sem saber ao certo porque existe tal festa se enfeitam, se reúnem em família, se solidarizam em campanhas as mais variadas por todos os cantos do país.

 

Mas como poderíamos nos calar sobre o motivo principal do natal? Daria para falar em solidariedade sem nos referirmos ao Amor Encarnado como sinal vivo, eficaz e eloqüente da SOLIDARIEDADE de Deus para com a sua criatura? Natal é nascimento. Vida nova que brota até dos escombros das mortes. Vida nova que insiste e resiste às suas forças contrárias.

 

Natal é tempo de viver a família. E duro será constatar apenas na hora “agá” que não se tem família para reunir. Não se tem perdão suficiente que cure mágoas e desentendimentos. Trágico será fazer apenas comilança e bebedeiras para que não se sinta por fora dos festejos.

 

Deseducador será dar presentes, especialmente às crianças que na vida delas sejamos presença – de amor, amparo, segurança etc. Há muitas casas belamente enfeitadas. O comércio logo acende seus pisca-piscas. Ah, como atraem! Como enchem os olhos. Tudo tão belo, efêmero... fútil. “Não seja tão duro, senhor padre”, poderiam me dizer. Tudo bem, deixem as luzinhas piscando, deixem papai Noel morrer de calor com essas roupas que servem apenas ao Pólo Norte (ou Sul). Mas não se esqueçam do motivo principal pelo qual a cristandade para, se reúne e celebra.

 

Um filho nos foi doado. O Emanuel (Deus-conosco), o Salvador, o Cristo Senhor. Ele conselheiro admirável, Deus forte, Príncipe da Paz... nascido do ventre virgem e fecundo de Maria, a escolhida por Deus. Aquela que foi cheia de Graça pelo olhar do Pai. A Nova Eva, mãe de toda e da nova humanidade. Ela que com seu sim desatou o nó do pecado original. Ela que por sua disponibilidade se fez serva, servidora, cooperadora da Graça no mundo. Ela que por certo inspirou Santo Agostinho quando disse “o Deus que te criou sem ti, não te salvará sem a tua colaboração”. Deus se dirigiu a uma jovenzinha na pequenina Nazaré. Foi visitar Maria, esposa prometida de José.

 

Fico pensando cá comigo, com meus botões, se Deus (Altíssimo, a quem nada é impossível) foi através do Anjo Gabriel “pedir” a Maria, porque nós não poderíamos também ir a ela e suplicar-lhe por nossas necessidades? Deus teve “necessidade” de uma jovenzinha. Deus teve necessidade de, a exemplo da sedutora serpente do paraíso, seduzir aquela que daria ao mundo o salvador. Bem já disse o profeta Jeremias “seduziste-me e eu me deixei seduzir”. Maria se deixou conduzir pela Graça. O amor é vencedor sempre!

 

Precisamos resgatar essa história. As crianças podem “fantasiar” para desenvolver o raciocínio e outras dimensões, mas será fundamental que as crianças aprendam desde logo a verdade: NATAL é nascimento na história e no tempo daquele que é Deus. Nos dias de natal saibamos contar histórias de verdade para que a verdade reine em todos os corações e famílias.

 

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi

Diretor de Programação da Rádio Onda Viva – AM 1300

Blog do Padre Sandro http://sandrogerio.zip.net

AMAR-TE MAIS

(No vídeo, interpreta Davidson Silva)

 

Amar-te mais que a mim mesmo
Amar-te mais que tudo que há aqui
Amar-te mais que aos mais queridos
Amar-te e dar a vida só por ti (BIS)

Com minhas forças,
Com minha alma, de todo coração
Viverei eu, só pra ti amar

“Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

 

JESUS segundo Mateus 11,28-30

A IMACULADA CONCEIÇÃO

 

O Dogma da Imaculada Conceição estabelece que Maria foi concebida sem mancha de pecado original. O dogma foi proclamado pelo Papa Pio IX, no dia 8 de dezembro de 1854, na Bula Ineffabilis Deus: “Declaramos, pronunciamos e definimos que a doutrina que sustenta que a Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua concepção, foi por singular graça e privilégio de Deus onipotente em previsão dos méritos de Cristo Jesus, Salvador do gênero humano, preservada imune de toda mancha de culpa original, foi revelada por Deus, portanto, deve ser firme e constantemente crida por todos os fiéis.”

 

Esse é dos dogmas da Igreja mais mal compreendidos hoje em dia. Lembremo-nos de que o dogma é uma verdade de fé que deve ser crida por todo cristão, assim como a “Triunidade” de Deus e a “inerrância da Escritura”. Todo cristão católico, batizado, deve crer na Imaculada Conceição.

 

Mas o que significa “Imaculada Conceição”? Ao contrário do que muitos pensam, não é o fato de Jesus ter nascido sem que Nossa Senhora perdesse a virgindade. A Imaculada Conceição é o fato de nossa Senhora ter sido concebida sem Pecado Original, não tendo jamais pecado nem tido vontade de pecar. Como apresentamos acima na definição do Papa Pio IX. Foi em vista dos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo que Deus preservou o “Tabernáculo” (a morada) para o seu Filho Unigênito. Não seria de bom alvitre pensar que Deus “escolheu” a primeira virgem que lhe passou pelo caminho.

 

Aliás, não é isso que vemos nos relatos de Lucas (capítulo um). Naquele tempo, Deus enviou um Anjo com destino a Nazaré para visitar uma virgem-jovenzinha esposa (em promessa) de José. Logo que o Anjo chegou, saudou-a “Ave, Cheia de Graça (SEM PECADO), o Senhor está contigo”. Celebremos a Imaculada Virgem que, preservada do pecado, deu ao mundo com o seu “sim” o Salvador de todo gênero humano. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

 

(Que tal rezar uma Ave-Maria saudando a Mãe de Deus e sua também?)

HOW GREAT THOU ART

Susan Boyle

Leia aqui a letra original e a tradução para o português

 
 

Legislação

CNBB LAMENTA APROVAÇÃO EM PRIMEIRO TURNO DA PEC DO DIVÓRCIO

 

O padre Luiz Antônio Bento, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – lamentou a aprovação da proposta de emenda à Constituição, a PEC 28/2009, que vai acelerar a separação de casais. Sobre a aprovação, o assessor afirmou que a medida pode afetar não só o casal, mas toda a família e que “o projeto, além de banalizar a família brasileira vai tirar a possibilidade de o casal repensar a sua decisão”.

 

Se entrar em vigor a nova lei, não será mais necessária a exigência da separação judicial prévia por mais de um ano, bem como a comprovação de separação por mais de dois anos para se obter o divórcio. A proposta deve ainda passar pelo segundo turno de discussão e votação. O texto em análise é uma proposta de emenda à constituição do deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) e do deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA).

 

A PEC recebeu voto favorável do relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Demóstenes Torres (DEM-GO). [7/12/2009]

 
 

Eleições Presidenciais

O VALOR RELATIVO DAS PESQUISAS DE INTENÇÃO DE VOTO

 

Os institutos de pesquisas alegam que usam amostras diferentes e métodos diferentes - e assim justificam seus resultados quando eles são muito diferentes dos outros. A mais recente pesquisa da Sensus, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes, mostrou o governador José Serra (PSDB) em queda nas intenções de voto para presidente da República, Dilma Rousseff e Aécio Neves em crescimento e Ciro Gomes mais ou menos estancado. Foi feita há um mês.

A pesquisa divulgada hoje, e aplicada pelo Ibope sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria, mostra Serra subindo, Dilma crescendo dentro da margem de erro, Aécio mais ou menos estacionado e Ciro e Marina Silva caindo. Dilma é a candidata com o maior índice de rejeição. Serra tem o menor. A pesquisa Sensus antecipou o fim do mundo para Serra. A do Ibope o devolve ao céu. Aconteceu no país alguma coisa relevante entre uma pesquisa e outra capaz de explicar resultados tão díspares? Não. Métodos e amostras dos institutos são diferentes - bla-bla-blá, etc e tal.

Não dêem muita bola para pesquisas de intenção de voto aplicadas a tanta distância da data das eleições. De fato, o eleitor só começa a prestar atenção nos candidatos quando tem início o período de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão - agosto do próximo ano.

“Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa, os insultarem, os perseguirem e levantarem todo tipo de calunia contra vocês. Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a sua recompensa nos céus...”

 

(Mt 5,11)

 
 

PREPAREMOS O CAMINHO DO SENHOR

2º DOMINGO DO ADVENTO - ANO C – Lc 3,1-6

 

 

Em certos aspectos, o mundo não mudou, é o mesmo como foi há vinte e um séculos atrás. Outrora, não aceitavam a pessoa de Cristo: “Alguma coisa boa pode vir de Nazaré?” (Jo 1,46). Hoje, não aceitam a Igreja Evangelizadora, missionária, que é o prolongamento de Cristo no mundo. Os ensinamentos e a doutrina de Cristo são distorcidos ou rejeitados. Defende-se o divórcio, o aborto, o sexo livre, as injustiças sociais...

 

João Batista nos exorta à conversão para a remissão dos pecados, a preparar o nosso coração para receber, neste Natal, o Menino Deus com suas bênçãos e graças e a evangelizar: A ENDIREITAR em nós tudo o que é torto: comodismo, preguiça, omissões... A ABAIXAR em nós tudo o que é demais: soberba, orgulho, egoísmo, vaidade... A RETIFICAR em nós a inconstância, a incoerência, a falta de princípios e de autenticidade... A APLAINAR em nós as pequenas e grandes imperfeições: da língua, de julgamentos, de ressentimentos... Urge sermos, como João Batista, evangelizados para sermos evangelizadores, arautos do Senhor, fazendo da própria vida um caminho reto para Deus.

 

Oração: Pai amado, que eu anuncie, como João Batista, o caminho para o Menino Deus, para que neste Natal, a Paz desça sobre este mundo tão afastado de ti e, assim, “toda carne - todo homem - verá a salvação de Deus” (v. 6). AMÉM.

 

Revisão de vida: Neste Advento qual a minha atitude na expectativa da vinda do Menino Deus, em meu coração, na minha família, na comunidade? Vigilante? Orante? Já armei o presépio? Procuro saber qual a minha missão no mundo e procuro realizá-la? Meu amor a Cristo me impele a trabalhar para que a Boa Nova da Salvação chegue a todos os homens? Vivo a caridade fraterna? Vem Jesus!

 

2º Domingo do Advento: Desimpedir A Chegada De Deus

1ª leitura: Baruc 5, 1-9: Deus mostrará o teu esplendor. / Salmo Responsorial: 125, 1-6: Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria! / 2ª leitura: Filipenses 1, 4-6.8-11: Ficareis puros e sem defeito para o dia de Cristo. / Evangelho: Lucas 3, 1-6: Todas as pessoas verão a salvação de Deus.

 

04/12/2009 16:39 - publicado por padre SANDRO rogério  

Preparar o Natal é mudar o coração. O reino de Deus está a caminho. Converter-se é abrir espaços para que o Senhor chegue sem precisar forçar. É não perder chances de acolhida daquele que vem para que não nos estraguemos com o rodopiar em torno de nós mesmos. O doce, como dizia Francisco, pode tornar-se amargo. E o amargo, doce.  Conversão não é tristeza. É a certeza que os caminhos estão prontos e “todos verão a salvação que vem de Deus”.

OS LOUCOS

 

“No pátio de um manicômio encontrei um jovem com o rosto pálido, bonito e transtornado. Sentei-me junto a ele sobre a banqueta e lhe perguntei:- Por que você está aqui? – Olhou-me com olhar atônito e me disse: - É uma pergunta pouco oportuna a tua, mas vou respondê-la. Meu pai queria fazer de mim um retrato dele mesmo, e assim também meu tio. Minha mãe via em mim a imagem de seu ilustre genitor. Minha irmã me apontava o marido, marinheiro, como um modelo perfeito para ser seguido. Meu irmão pensava que eu devia ser idêntico a ele: um vitorioso atleta. E mesmo meus mestres, o doutor em filosofia, o maestro de música e o orador, eram bem convictos: cada um queria que eu fosse o reflexo de seu vulto no espelho. Por isso vim para cá. Acho o ambiente mais sadio. Aqui pelo menos posso ser eu mesmo”.

 

[Khalil Gibran, escritor e poeta]

Anjo Guardião

Canal da Graça

Composição: Alex Olliveira

 

Deus confiou a mim tuas lágrimas
Me deu a missão de estar contigo aonde for
Te socorrer quando andares mal
Ser teu conforto quando sentires dor
Sou mais que um amigo, sou teu anjo guardião
Aquele que te leva ao céu, te carrego pela mão

E sempre serei os teus olhos quando a dor te cegar
Te levo em meu colo se o teu passo falhar
Serei um elo entre o céu e você
Pra sempre serei tua luz se a escuridão te assustar
O abraço e o ombro pro teu pranto rolar
Serei um elo entre o céu e você
Sou teu anjo guardião

Deus confiou a mim teus segredos
Tudo do teu coração pra que eu possa te ajudar
Ser teu abrigo quando a chuva vir
Ser teu apoio pra não te deixar cair
Sou mais que um amigo, sou teu anjo guardião
Aquele que te leva ao céu, te carrego pela mão

Vou te abraçar com minhas asas
Levarei teu coração ao coração de Deus
 

IGREJA CATÓLICA CONSEGUE ISENÇÃO DE IPTU PARA “CASAS” DE PADRES

 

Decisão beneficia ainda 27 outros imóveis como locais de catequeses, secretarias, almoxarifados, seminários e conventos

 

A Mitra Diocesana de Presidente Prudente obteve na Justiça a isenção do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para 27 imóveis da Igreja Católica em Presidente Prudente. A ação, que exige o "benefício" nos anos de 2004 a 2007, foi ingressada porque a igreja teve o pedido do não pagamento do tributo negado pela Prefeitura. A Constituição Federal diz que é "vedado à União, aos Estados, DF e Municípios instituir impostos obre templos de qualquer culto". E a sentença argumenta: "São abrangidos pela imunidade não apenas os locais em que se professam os cultos, mas também todos os anexos essenciais à estrutura e exercício do professar religioso". Estão incluídos na isenção, além das residências dos padres, casas de catequeses, secretarias, ministros, seminários, conventos, almoxarifados, capelas, igrejas, movimentos religiosos (como vicentinos), padaria, horta comunitária, entre outros imóveis, utilizados sem finalidades econômicas.

 

[Jornal OESTE NOTICIAS, terça-feira, 1/12/2009]


* O texto acima é o mesmo que foi impresso pelo jornal. Dessa forma, não atualizei nem "corrigi" algumas imperfeições, provocações ou ironias apresentadas (tais como a do título que fala em "casa" de padres... uma coisa é a casa da paróquia a serviço do padre, outra coisa é a cada do padre, caso este possa ter uma em seu nome; caso tenha tal condição não terá a isenção; é o vício ao qual já estamos acostumados ao se falar de um motivo histórico pelo qual a igreja teria adotado o celibato para os seus sacerdotes: não distribuir os bens DA IGREJA, ou seja, impõe ao individuo ser celibatário para não ter que dividir o que já não é dele, pois se os BENS são DA IGREJA, NÃO SÃO do padre!); sem contar que o próprio texto diz quais são as dependências ou propriedades da MITRA DIOCESANA que recebem tal isenção predital e territorial urbana.

** Enfim, a ânsia laicista por vezes se faz vesga, enviesada e / ou cega. O post vale como notícia veiculada pela mídia regional e muito boa notícia para a Igreja que há tempos pleiteava fosse lhe garantido na prática um direito já consignado na Constituição Federal.

 

 

 

 * * *

DIA MUNDIAL DE PREVENÇÃO CONTRA A AIDS

Hoje, o mundo inteiro celebra o Dia Mundial de Prevenção contra a Aids. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), a fim de torná-lo um dia de batalha contra a doença, visando mobilizar a opinião pública sobre a gravidade da doença, e amenizar o preconceito sofrido pelos portadores do HIV, o vírus causador da mesma.

No Brasil, a data foi estabelecida desde 1988, a fim de alertar a população sobre as formas de transmissão da doença e os avanços da mesma pelo país. “É um dia que tem um caráter mais político, onde os agentes em suas dioceses, paróquias e junto aos Fóruns e ONGs Aids em todo Brasil refletem, protestam e reivindicam”, comentou frei José Bernardi – secretario executivo da Pastoral da AIDS no Brasil.

Veja mais clicando no link a seguir: Campanha quer promover cidadania e não apenas tratamento da Aids

Pensando bem: “o melhor professor de educação sexual para os meninos é um pai responsável, e a melhor professora para as meninas, uma mãe responsável” [Raúl Cantella Salaverry, médico peruano fundador, diretor e gerente do Centro de Diagnóstico Cantella SAC, na cidade de Lima]

 

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