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VERDADES DO NATAL
“O tempo vai passando sutilmente e de repente é natal.” A característica primordial do natal é a solidariedade. Muitos sem saber ao certo porque existe tal festa se enfeitam, se reúnem em família, se solidarizam em campanhas as mais variadas por todos os cantos do país.
Mas como poderíamos nos calar sobre o motivo principal do natal? Daria para falar em solidariedade sem nos referirmos ao Amor Encarnado como sinal vivo, eficaz e eloqüente da SOLIDARIEDADE de Deus para com a sua criatura? Natal é nascimento. Vida nova que brota até dos escombros das mortes. Vida nova que insiste e resiste às suas forças contrárias.
Natal é tempo de viver a família. E duro será constatar apenas na hora “agá” que não se tem família para reunir. Não se tem perdão suficiente que cure mágoas e desentendimentos. Trágico será fazer apenas comilança e bebedeiras para que não se sinta por fora dos festejos.
Deseducador será dar presentes, especialmente às crianças que na vida delas sejamos presença – de amor, amparo, segurança etc. Há muitas casas belamente enfeitadas. O comércio logo acende seus pisca-piscas. Ah, como atraem! Como enchem os olhos. Tudo tão belo, efêmero... fútil. “Não seja tão duro, senhor padre”, poderiam me dizer. Tudo bem, deixem as luzinhas piscando, deixem papai Noel morrer de calor com essas roupas que servem apenas ao Pólo Norte (ou Sul). Mas não se esqueçam do motivo principal pelo qual a cristandade para, se reúne e celebra.
Um filho nos foi doado. O Emanuel (Deus-conosco), o Salvador, o Cristo Senhor. Ele conselheiro admirável, Deus forte, Príncipe da Paz... nascido do ventre virgem e fecundo de Maria, a escolhida por Deus. Aquela que foi cheia de Graça pelo olhar do Pai. A Nova Eva, mãe de toda e da nova humanidade. Ela que com seu sim desatou o nó do pecado original. Ela que por sua disponibilidade se fez serva, servidora, cooperadora da Graça no mundo. Ela que por certo inspirou Santo Agostinho quando disse “o Deus que te criou sem ti, não te salvará sem a tua colaboração”. Deus se dirigiu a uma jovenzinha na pequenina Nazaré. Foi visitar Maria, esposa prometida de José.
Fico pensando cá comigo, com meus botões, se Deus (Altíssimo, a quem nada é impossível) foi através do Anjo Gabriel “pedir” a Maria, porque nós não poderíamos também ir a ela e suplicar-lhe por nossas necessidades? Deus teve “necessidade” de uma jovenzinha. Deus teve necessidade de, a exemplo da sedutora serpente do paraíso, seduzir aquela que daria ao mundo o salvador. Bem já disse o profeta Jeremias “seduziste-me e eu me deixei seduzir”. Maria se deixou conduzir pela Graça. O amor é vencedor sempre!
Precisamos resgatar essa história. As crianças podem “fantasiar” para desenvolver o raciocínio e outras dimensões, mas será fundamental que as crianças aprendam desde logo a verdade: NATAL é nascimento na história e no tempo daquele que é Deus. Nos dias de natal saibamos contar histórias de verdade para que a verdade reine em todos os corações e famílias.
Padre Sandro Rogério dos Santos
Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi
Diretor de Programação da Rádio Onda Viva – AM 1300
Blog do Padre Sandro http://sandrogerio.zip.net
Escrito por padre SANDRO rogério às 09h21




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