histórias

 
 

AGULHA E LINHA

 

Um conto dos padres do deserto diz que certo monge, vendo a morte chegar, pediu aos seus companheiros que lhe trouxessem a chave do céu: queria morrer agarrado a ela. Um companheiro saiu correndo e lhe trouxe a Bíblia, mas não era isso que o agonizante queria. Outro teve a idéia de trazer a chave do sacrário, também não deu certo. Foi então que alguém que conhecia melhor o doente foi buscar agulha e linha. Agarrado a esses objetos prosaicos, o irmão passou mais tranqüilo para a vida eterna. Era o alfaiate da comunidade: sua chave para o céu era a atividade diária, carinhosamente realizada para servir aos seus irmãos.

 

A historinha nos leva a entender que o trabalho cotidiano do monge foi a sua verdadeira chave para entrar no céu. Com certeza ele também devia ter rezado muito, meditado bastante, talvez jejuado nos dias certos, e cultivado algumas dezenas de outras virtudes. No entanto ele sabia muito bem que tudo dependia de como ele havia exercido o seu maior serviço na comunidade.

 

O caminho da santidade pode passar por momentos extraordinários, gestos de heroísmo, façanhas memoráveis; porém passa, em primeiro lugar, por aquilo que fazemos bem ou mal no dia a dia. Todos nós reconhecemos que, em nossa vida, é muito mais pesado o dever cotidiano do que alguns momentos de esforço, difíceis sim, mas passageiros.

 
 

 

A HISTÓRIA DOS DOIS VIDENTES

 

Pressentindo que seu país em breve iria mergulhar numa guerra civil, o sultão chamou um dos seus melhores videntes, e perguntou-lhe quanto tempo ainda lhe restava viver.

— Meu adorado mestre, o senhor viverá o bastante para ver todos os seus filhos mortos.

Num acesso de fúria, o sultão mandou imediatamente enforcar aquele que proferira palavras tão aterradoras. Então, a guerra civil era realmente uma ameaça! Desesperado, chamou um segundo vidente.

— Quanto tempo viverei? – perguntou, procurando saber se ainda seria capaz de controlar uma situação potencialmente explosiva.

— Senhor, Deus lhe concedeu uma vida tão longa, que ultrapassará a geração dos seus filhos, e chegará a geração dos seus netos.

Agradecido, o sultão mandou recompensá-lo com ouro e prata. Ao sair do palácio, um conselheiro comentou com o vidente:

— Você disse a mesma coisa que o adivinho anterior. Entretanto, o primeiro foi executado, e você recebeu recompensas. Por quê?

—    Porque o segredo não está no que você diz, mas na maneira como diz.

—    Sempre que precisar disparar a flecha da verdade, não esqueça de antes molhar sua ponta num vaso de mel.

 
 

ESPERANÇAR

 

Ao toque do despertador, não querendo dar asas ao seu preguiçoso corpo, pulou da cama como quem súbito precisa agir (e quiçá depois pensar). Todos os dias a cena repetia-se. O quanto antes o corpo precisaria aprender a regular-se nas novas necessidades da vida. Já não podia acordar às 10h ou às quinze para as dez da manhã. Tanto tempo procurou uma ocupação na vida e, agora com a tal oferta de emprego temporário, não podia deixar passar simplesmente. Diziam que as oportunidades não costumam passar em frente à mesma porta mais de uma vez na vida.

 

Ele acredita piamente nessa história. Só acho que ele também acreditava que tudo lhe aconteceria sem nenhuma ação propositiva de sua parte. Pois é. Os homens ainda confudem esperança com espera passiva. Pena que estes mesmos não se mobilizem para esperançar, sim, esperançar. Fazer o que se espera acontecer.

 

Os dias passam. O natal aproxima-se. A fábrica a cada dia mais frenética na produção visto que os estoques se esgotam nas lojas como água em caixa cujas torneiras ficaram por algum descuido abertas. Passada uma semana, já não tinha nenhum problema (bom, quase nenhum problema) para sair da cama logo ao primeiro toque do despertador. Sua rotina havia se transformado em questão de poucos dias e, pior, menos por desejo que por necessidade.

 

Sua origem abastada lhe trazia algum desconforto. Quando optou por deixar a casa dos pais e ainda por um tempo não lhes pedir nem aceitar dinheiro não tinha imaginado como de fato a vida pode ser dificil, dura e desafiante. Ele concentrou-se nesse último quesito. A vida como um desafio. A superação dos obstáculos, o ajuste do seu desejo aos frutos dos próprios esforços lhe faria muito bem. Pretendia narrar tudo num livro e mostrar a muitos da sua estirpe o quando andam equivocados em suas buscas.

 

Ao final do primeiro mês, ele já não se lembrava mais da dificuldade de pular cedo da cama. De tomar ônibus lotado e das chateações à espera da condução. Como tudo aqui está abreviado, é hora de dizer que ao final da experiência trimestral, surgira um novo homem. Tão envolvido estava nessa personagem que consquistou a simpatia e a confiança dos circundantes, dos chefes e até o dono da empresa lhe dava atenção por meio dos seus representantes. Ele seria contratado definitivamente. Que alegria! Mais ainda. Seria responsável por uma das repartições da empresa. Ele não conseguia acreditar.

 

Para quem há três meses nada sabia da vida, agora estava assumindo a vida e as responsabilidades que esta contém. [ele tinha vontade de mostrar tudo isso ao pai que lhe culpava tanto pela própria inoperância, mas achava ainda não era hora de voltar nem de informar-lhe sobre os novos rumos de sua vida].

 

Dia após dia, a nova jornada lhe causa felicidade. Ele é feliz. Esbanja sorrisos. Nem mesmo os velhos companheiros de turma lhe reconheceriam tanto mudou seu comportamento.

 

Abreviemos mais um pouco a história. Chegou o grande dia. Ele conheceria pessoalmente o homem que lhe dera oportunidades de ser o que tanto quis e sonhou (não financeira, mas humanamente falando). Pulou da cama bem antes de o despertador tocar. De verdade, ele ficou contando os minutos e até lhe passou pela cabeça adiantar os ponteiros para que o tempo abreviasse. Nada. A sua ansiedade crescia.

 

Chegada a hora e o lugar, entra na sala um jovem senhor que lhe trazia alguma recordação mais profunda. Bom, era apenas reflexos da sua extremada ansiedade por poder abraçar e agradecer a quem tanto bem lhe produziu em tão pouco tempo. O jovem senhor lhe trazia uma carta, na qual o dono da empresa lhe apresentava mil escusas e desculpas pela impossibilidade de comparecer ao encontro marcado. Na mesma carta lhe agradecia por fazer a sua empresa crescer no ramo de cosméticos. Manifestava ainda o desejo que permanecesse o resto dos seus dias nessa empresa.

 

Ele não sabia ao certo quais sentimentos lhe dominavam o coração, pois a cabeça fervilhava. Havia algum desconcerto, mas o conteúdo da carta lhe fazia tanto bem... voltou ao trabalho, ainda feliz, mas com algum ponto fora do lugar. Não sabia dizer. Nem a si. Algo lhe soava familiar. “Tolices”. “Deixa pra lá”. “Vamos trabalhar”. Ele pensava e autocensurava. Dali pra frente, as coisas tomavam novos rumos.

 

[oliveira silvestre, “a volta”Jóia]

 
 

HAJA O QUE HOUVER

 

[uma singela homenagem aos pais pelo seu dia]


Na Romênia , um homem dizia sempre a seu filho: -Haja o que houver, eu sempre estarei a seu lado.

 

Houve, nesta época um terremoto de intensidade muito grande, que quase alisou as construções lá existentes nesta época. Ele estava na estrada. Ao saber do ocorrido, correu para casa e verificou que sua esposa estava bem, mas que seu filho estava na escola. Foi imediatamente para lá. E a encontrou totalmente destruída. Não restou nenhuma parede de pé. Tomado de uma enorme tristeza ficou ali ouvindo a voz feliz de seu filho e sua promessa (não cumprida) “Haja o que houver, eu estarei sempre a seu lado”. Seu coração estava apertado e sua vista apenas enxergava a destruição. A voz de seu filho e sua promessa não cumprida, o dilaceravam.

 

Mentalmente percorreu inúmeras vezes o trajeto que fazia diariamente segurando sua mãozinha. O portão (que não existia mais)... o corredor... Olhava o que sobrou das paredes, aquele rostinho confiante... Passava pela sala do 3º ano , virava o corredor e o olhava ao entrar. Até que resolveu fazer em cima dos escombros o mesmo trajeto. Portão... corredor... virou à direita e parou em frente ao que deveria ser a porta da sala. Nada! Apenas uma pilha de material destruído. Nem ao menos um pedaço de alguma coisa que lembrasse a classe. Olhava tudo desolado. E continuava a ouvir sua promessa: “Haja o que houver, eu sempre estarei com você”. E ele não estava!

 

Começou a cavar com as mãos quando chegaram outros pais que, embora bem intencionados, e desolados, tentavam afastá-lo de lá dizendo: - Vá para casa. Não adianta, não sobrou ninguém. - Vá para casa. Ao que ele retrucava: - Você vai me ajudar? Mas ninguém o ajudava. Tanto que, pouco a pouco, todos se afastaram. Chegaram os policiais, que também tentaram retirá-lo dali, pois viam que não havia chance de ter sobrado ninguém com vida. Existiam outros locais com mais esperança. Mas este homem não esquecia sua promessa ao filho. A única coisa que dizia para as pessoas que tentavam retirá-lo de lá era: - “Você vai me ajudar?”

 

Mas eles também o abandonavam. Chegaram os bombeiros, e foi a mesma coisa... - Saia daí, não está vendo que não pode ter sobrado ninguém vivo? Você ainda vai por em risco a vida de pessoas que queiram te ajudar pois continuam havendo explosões e incêndios. Ele retrucava: - Você vai me ajudar? - Você esta cego pela dor não enxerga mais nada. Ou então é a raiva da desgraça. - Você vai me ajudar? Um a um todos se afastavam. Ele trabalhou quase sem descanso, apenas com pequenos intervalos mas não se afastava dali.

 

5h... 10h... 12h... 22h... 24h... 30h...

 

Já exausto, dizia a si mesmo que precisava saber se seu filho estava vivo ou morto. Até que ao afastar uma enorme pedra, sempre chamando pelo filho ouviu: - Pai... estou aqui! Feliz fazia mais força para abrir um vão maior e perguntou: - Você esta bem? - Estou. Mas com sede, fome e muito medo. - Tem mais alguém com você? - Sim, dos 36 da classe 14 estão comigo estamos presos em um vão entre dois pilares.

 

Estamos todos bem. Apenas conseguia ouvir seus gritos de alegria. - Pai , eu falei a eles: Vocês podem ficar sossegados, pois meu pai irá nos achar. Eles não acreditavam, mas eu dizia a toda hora... Haja o que houver, meu pai, estará sempre a meu lado. - Vamos, abaixe-se e tente sair por este buraco. - Não! Deixe eles saírem primeiro... Eu sei; que haja o que houver... Você estará me esperando!

 
 

sabedoria e iluminação

TRINTA ANOS PARA ALCANÇAR A ILUMINAÇÃO

 

O jovem perguntou ao mestre:

- quanto tempo levarei para alcançar iluminação?

Disse o mestre:

- dez anos.

O jovem ficou surpreso:

- tanto tempo? – perguntou-lhe incrédulo.

Disse-lhe o mestre:

- não, isso foi um engano. Você vai levar 20 anos.

O jovem perguntou:

- porque dobrou o tempo?

Disse-lhe o mestre:

- pensando melhor, no seu caso, serão provavelmente 30 anos.

 

* * *

 

Algumas pessoas nunca aprendem nada, porque entendem tudo depressa demais.

A sabedoria, afinal de contas, não é uma estação a que se chega, mas sim uma maneira de viajar.

Quem viaja depressa demais não vê a paisagem.

 

A melhor maneira de se perder talvez seja saber exatamente para onde se está indo. Nem todos os que vagueiam estão perdidos.

 

[Antony de Mello]

 
 

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SEPULTAR OS MORTOS, CUIDAR DOS VIVOS E FECHAR OS PORTOS

 

 

Dizem que passado o terremoto de Lisboa (1755), o rei Dom José perguntou ao General Pedro D’Almeida, Marquês de Alorna, o que se havia de fazer. Ele respondeu ao rei: “Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos”. Essa resposta simples, franca e direta tem muito a nos ensinar.

 

Muitas vezes temos em nossa vida empresarial e mesmo pessoal, “terremotos” avassaladores como o de Lisboa no século XVIII. A catástrofe é tão grande que muitas vezes perdemos a capacidade de raciocinar de forma simples, objetiva. Esses “terremotos” podem ser de toda ordem: um lote de produtos com defeito que foi de nossa indústria para o mercado; produtos contaminados que não conseguimos detectar; erros incorrigíveis em relação ao nosso melhor cliente, etc, etc. Todos nós estamos sujeitos a “terremotos” na vida.

 

Quem está competindo no mercado sabe que há “falhas geológicas” sob nossos pés e que podem gerar um “tremor” a qualquer instante sem que estejamos preparados. O que fazer? Exatamente o que disse o Marquês de Alorna: “Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos”. E o que isso quer dizer para a nossa vida empresarial e pessoal? Sepultar os mortos significa que não adianta ficar reclamando e chorando o passado. É preciso “sepultar” o passado. Colocar o passado debaixo da terra. Isso significa “esquecer” o passado. Enterrar os mortos.

 

Cuidar dos vivos significa que depois de enterrar o passado, em seguida temos que cuidar do presente. Cuidar do que ficou vivo. Cuidar do que sobrou. Cuidar do que realmente existe. Fazer o que tiver que ser feito para salvar o que restou do terremoto.

 

Fechar os portos significa não deixar as “portas” abertas para que novos problemas possam surgir ou “vir de fora” enquanto estamos cuidando dos vivos e salvando o que restou do terremoto de nossa empresa ou de nossa vida. Significa manter o foco no “cuidar dos vivos”. Significa concentrar-se no negócio, concentrar-se na reconstrução, no novo.

 

É assim que a história nos ensina. Por isso a história é “a mestra da vida”. Portanto, quando você ou sua empresa enfrentarem um terremoto, não se esqueça: enterre os mortos, cuide dos vivos e feche os portos.

 

Pense nisso.

 
 

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AS BORBOLETAS E A VELA

 

 

 

Uma noite, as borboletas se reuniram frente a  uma vela para descobrir  a razão de como realmente iluminava a vela que tanto as atraia.

A borboleta mestra disse a uma: Vá, tu primeira e descobre como ela é. A mariposa se aproximou perto da vela e como visse que, além de produzir luz, ela esquentava suas asas, retirou-se e disse: Parece-me que a vela pode ser perigosa, apesar de ser luz. A mariposa mestra disse: Com isso ainda não sabemos tudo sobre a vela. Temos que aprofundar mais.

Então uma  outra disse: Eu vou e me aproximarei mais. Efetivamente, se aproximou e passou rápida sobre a chama, de modo que parte de suas asas ficaram chamuscadas. Voltou ao grupo e disse: A luz que produz é diferente da luz que vemos nas lâmpadas de néon. Creio que a luz da vela é perigosa, mas não sei como esse calor se origina de uma  luz tão bonita.

Então uma terceira disse: Eu vou descobrir, nem que seja ao custo de minha vida. E aproximou-se até entrar dentro da chama. Um fulgor da mesma indicou que a borboleta foi consumida pela chama.

Então a borboleta mestra disse: Agora sabemos como a chama brilha. Ela consome a cera, como fez com nossa amiga. Para conhecer Cristo é também necessário se aproximar dEle até sermos consumidos na dor e na cruz que são seus instrumentos de redenção e reparação da humanidade caída.

 
 

MIOLO DE PÃO

  

Um casal tomava café no dia das bodas de ouro de casamento.

A mulher passou a manteiga na casca do pão e deu para o seu marido, ficando com o miolo.

Pensou ela: "Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais meu marido e, por 50 anos, sempre lhe dei o miolo. Mas hoje quero satisfazer o meu desejo".

Para sua imediata surpresa, o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim, e ele lhe disse:

- Muito obrigado por este presente, meu amor. Durante 50 anos, sempre quis comer a casca do pão, mas como você sempre gostou tanto dela, eu jamais ousei pedir!

Assim é a vida. No relacionamento nunca se conhece o suficiente um do outro. Por isso, o diálogo, a franqueza acompanhada com a delicadeza, podem ser o melhor remédio.

 
 

então, é natal

 

O SONHO DE MARIA

 

Eu tive um sonho, José! Não o entendi muito bem, mas parece que era a respeito da celebração do aniversário do nosso Filho. Eu penso que era a respeito disso.

As pessoas andava há seis semanas a preparar esta festa. Tinham decorado e iluminado a casa e comprado roupas novas. Entraram muitas vezes nas lojas para fazer compras e compraram presentes muito bonitos.

Mas era curioso notar que esses presentes não eram para o nosso Filho. Embrulharam esses presentes em papel muito bonito, amarraram-nos com fitas de várias cores e colocaram-nos debaixo de uma árvore!

Sim José, uma árvore! Dentro da sua própria casa. A árvore também estava enfeitada. Os ramos estavam cheios de bolinhas luminosas e decorações brilhantes. Havia uma figura no ponto mais alto da árvore. Parecia a figura de um anjo. Oh! Era tão bonito.

Toda a gente se ria e se mostrava feliz. Todos entusiasmados com os presentes. Deram-nos uns aos outros José, não os deram ao nosso Filho que fazia anos. Deu-me a impressão que nem sequer O conheciam, pois nem mencionaram o nome dele.

Não é estranho que as pessoas tenham tanto trabalho para celebrar o aniversário de uma pessoa que nem sequer conhecem? Tive mesmo a sensação que se o nosso Filho aparecesse na festa seria um intruso e de certeza que não seria bem recebido.

Tudo estava tão bonito José, e toda a gente estavam tão contentes, mas... deu-me tanta vontade de chorar. Que tristeza para o nosso Filho Jesus não ser desejado, nem sequer na festa do seu aniversário.

Mas, vamos voltar a dormir, José. Afinal, foi apenas um sonho!

 

(* Sabemos que não quer fazer parte do sonho, nem que ele se torne realidade.)

zelo nas pequenas coisas

 

As coisas pequenas são importantes em nossas vidas como o demonstrou o evangelho da parábola dos talentos: porque foste fiel no pouco dirá o Amo. E nos parece que dar um copo de água, uma comida ou um vestido não faz muita diferença. Vamos demonstrar que isso não é verdadeiro.

 

Um sacerdote novo foi destinado a Houston, Texas.

 

Teve que usar um ônibus para ir ao centro da cidade. Ao sentar-se descobriu que o motorista lhe tinha dado uma moeda de 25 centavos a mais no troco. Esqueça! Pensou. Quem se preocupa com uma moedinha? A companhia de ônibus já rouba bastante com preços excessivos. É um presente de Deus. A culpa é do trocador.

 

Mas quando chegou a sua parada, ele se sentiu culpado: isto não me pertence. E imediatamente deu a moedinha ao condutor dizendo: você se equivocou no troco. Isto é seu. 

 

O condutor com um sorriso lhe disse: Eu sei, como o senhor é novo eu pensei: vamos ver se ele é um sacerdote que prega o evangelho ou que vive o evangelho. O senhor passou na prova.

 

O padre desceu do ônibus exclamando: Ó Deus, quase que vendo teu Filho por 25 centavos!

E SE DEUS TE MANDASSE UM E-MAIL ASSIM

 

E-MAIL DO CÉU

Oi, Como você acordou esta manhã? Eu vi você e esperei pensando que falaria comigo, mesmo que fossem apenas umas poucas palavras, querendo saber minha opinião sobre alguma coisa ou mesmo Me agradecendo por algo bom que aconteceu em sua vida ontem. Mas notei que estava muito ocupado tentando encontrar uma roupa que ficasse boa em você para ir para o trabalho. Então, esperei outra vez.

Quando correu pela casa de um lado pro outro já pronto, Eu sabia, estava lá. Seriam certamente poucos minutos para parar e dizer alô, mas você estava realmente muito ocupado. Mas por um momento, você pensou que tinha que esperar 15 minutos e gastou este tempo apenas sentado em uma cadeira fazendo nada, estava apenas sentado.

Então, o vi se mexer rapidamente olhando para os seus pés que se movimentavam, e pensei que queria falar Comigo, mas você correu para o telefone e ligou para um amigo para contar as últimas fofocas. Vi você quando foi para o trabalho, e esperei pacientemente o dia inteiro.

Com todas as suas atividades achei que você estaria realmente muito ocupado para dizer-Me alguma coisa. Notei que antes do almoço você olhou ao seu redor, talvez se sentiu sem jeito ou com vergonha de falar Comigo, isto é porque não inclinou sua cabeça. Observou
três ou quatro mesas e notou alguns de seus amigos falando Comigo, reverentemente, antes de começarem a comer, mas você não falou Comigo.

Tudo bem! Ainda existe mais tempo que sobrará hoje, e tenho esperança que você irá falar Comigo ainda. Mas você foi para casa e parecia que tinha muitas e muitas coisas pra fazer ainda hoje. Depois de ter terminado algumas delas, você ligou a televisão. Não sei se gosta ou não de ver televisão, mas apenas por estar lá assistindo, você gastou muito do seu tempo, quase todo o seu tempo em frente da TV, não pensando em nada mais, apenas curtindo o programa.

Esperei pacientemente outra vez enquanto você estava assistindo TV e comendo a sua comida, mas mais uma vez não falou Comigo! Hora de ir para cama, hora de dormir... Acho que você deve estar muito cansado. Depois disse boa noite para a sua família, pulou na sua cama, caiu no sono e dormiu rapidamente.

Tudo bem, ok, porque talvez não saiba que Eu sempre estou lá com você, sempre do seu lado, disponível para você. Tenho muita paciência muito mais do que você pode imaginar. Eu mesmo quero ensinar pra você como ser paciente com as outras pessoas e como ser bom. Amo tanto você que espero todos os dias por um sinal seu, um simples inclinar de cabeça, uma oração, um pensamento ou um agradecimento por parte de seu coração. Sabe, é muito difícil em uma conversa só existir um lado, só um conversar.

Bem, você vai se levantar outra vez para um novo dia, e mais uma vez, e mais outra vez, e outra vez, e serão muitas vezes ainda que estarei lá, talvez esperando por nada, mas com muito amor para você, esperando que hoje você possa Me dar alguma atenção, um pouco de seu tempo.

Tenha um bom dia!

Seu sempre amigo,
Deus.

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CONSTRUTOR DE CATEDRAL

 

Um famoso sociólogo fez uma pesquisa sobre as condições de trabalho em uma região onde existiam grandes pedreiras. Os operários cortavam as pedras com martelo e escalpelo. Um trabalho exaustivo e insalubre. De alguns operários, cobertos de poeira, enxergavam-se somente os olhos, o resto estava da mesma cor da pedra branca que quebravam.

 

O professor perguntou ao primeiro trabalhador o que achava daquele trabalho. Revoltado, o homem respondeu estar cansado de tanto esforço. Quem ganhava mesmo com aquilo era o patrão. À mesma pergunta o segundo operário respondeu que não havia outra opção para colocar comida na mesa da sua família todos os dias. Enfim um terceiro trabalhador acenou um sorriso e disse: - Estou preparando as pedras para construir uma catedral.

 

O pesquisador confirmou o que já sabia. Todos os três suavam e batiam do mesmo jeito, porém as motivações eram diferentes. O esforço não era menor e nem o salário era maior, mas existiam, e sempre existem, formas diferentes de encarar a vida, com seus desafios e dificuldades.

 

Os cristãos devemos sempre ser pedras vivas de uma Igreja em perene construção, ou se preferem, pedreiros generosos colaborando com o projeto do Pai. Todos nós podemos quebrar pedras para construir uma Catedral ou ficar resmungando a vida inteira, insatisfeitos com a missão que o Senhor, com tanta confiança, entregou-nos.

OS DOIS CAVALOS

 

Na estrada de minha casa há um pasto. Dois cavalos vivem lá. De longe, parecem cavalos como os outros cavalos, mas, quando se olha bem, percebe-se que um deles é cego. Contudo, o dono não se desfez dele e  arrumou-lhe um amigo – um cavalo mais jovem. Isso já é de se admirar.

 

Se você ficar observando, ouvirá um sino. Procurando de onde vem o som, você verá que há um pequeno sino no pescoço do cavalo menor. Assim, o cavalo cego sabe onde está seu companheiro e vai até ele.

 

Ambos passam os dias comendo e no final do dia o cavalo cego segue o companheiro até o estábulo. E você percebe que o cavalo com o sino está sempre olhando se o outro o acompanha e, às vezes, pára para que o outro possa alcançá-lo. E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está  levando para o caminho certo.

 

Como o dono desses dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios. Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio quando precisamos... Algumas vezes somos o cavalo cego guiado pelo som do sino daqueles que Deus coloca em nossas vidas.

 

Outras vezes, somos o cavalo que guia, ajudando outros a encontrar seu caminho. E assim são os bons amigos. Você não precisa vê-los, mas eles estão lá. Por favor, ouça o meu sino. Eu também ouvirei o seu.

 

[autor desconhecido]

caminhos conhecidos nos levam aos mesmos lugares!

 

AS CINCO DIFERENTES ATITUDES

 

O texto a seguir é adaptado de uma história de Portia Nelson:

 

1. Eu caminho pela rua. Existe um buraco na calçada. Eu estou distraído, pensando em mim e caio lá dentro. Sinto-me perdido, infeliz, incapaz de pedir ajuda. Não foi minha culpa, mas de quem cavou aquele buraco ali. Eu me revolto, fico desesperado, sou uma vítima da irresponsabilidade dos outros e passo muito tempo lá dentro.

 

2. Eu caminho pela rua. Existe um buraco na calçada. Eu finjo que não vejo, aquilo não é meu problema. Eu caio de novo lá dentro. Não posso acreditar que isto aconteceu mais uma vez, devia ter aprendido a lição e mandado alguém fechar o buraco. Demoro muito tempo para sair dali.

 

3. Eu caminho pela rua. Existe um buraco calçada. Eu o vejo. Eu sei que ele está ali, porque já caí duas vezes. Entretanto, sou uma pessoa acostumada a fazer sempre o mesmo trajeto. Por causa disso, caio uma terceira vez; é o hábito.

 

4. Eu caminho pela rua. Existe um buraco na calçada. Eu dou a volta em torno dele. Logo depois de passar, escuto alguém gritando - deve ter caído naquele buraco. A rua fica interditada, e eu não posso seguir adiante.

 

5. Eu caminho pela rua. Existe um buraco na calçada. Eu coloco tábuas em cima. Posso seguir meu caminho, e ninguém mais tornará a cair ali.

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SABEDORIA MÉDICA

 

Falemos outra vez sobre o aborto. A história reproduzida abaixo quer ser ocasião de reflexão. Se nos calarmos, como e por quem seremos ouvidos?

 

Uma mulher chega apavorada no consultório de seu ginecologista e diz:

- Doutor, o senhor terá de me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas num espaço grande entre um e outro...    

E então o médico perguntou:

- Muito bem. E o que a senhora quer que eu faça?

A mulher respondeu:

- Desejo interromper esta gravidez e conto com a sua ajuda. 

O médico então pensou um pouco e depois do seu silêncio disse para a mulher:

- Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menos perigoso para a senhora. 

A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido. 

E então ele completou:

- Veja bem, minha senhora, para não ter de ficar com os dois bebês de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, a senhora poderá descansar para ter o outro, terá um período de descanso até o outro nascer. Se vamos matar, não há diferença entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco...  

A mulher apavorou-se e disse:

- Não doutor! Que horror! Matar um criança é um crime!

- Também acho minha senhora, mas me pareceu tão convencida disso, que por um momento pensei em ajudá-la. O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito.  Convenceu a mãe que não há menor diferença entre matar a criança que nasceu e matar uma ainda por nascer, mas já viva no seio materno.

 

O CRIME É EXATAMENTE O MESMO!!!!

 

Disse Jesus: “eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10)

 

Pela vida, sempre!

sobre o impossível

 

O INEVITÁVEL

 

Um poderoso rei condenou um humilde súdito à morte. O homem, prestes a ser executado, propôs e teve a concordância do rei, permiti-lo ensinar o cavalo real a voar. Caso não conseguisse, no prazo de um ano, então sua sentença Seria cumprida.

 

- "Por que adiar o inevitável?" perguntou-lhe um amigo.

 

- "Não é inevitável," ele respondeu. "Dentro de um ano: O rei pode perder o trono, Eu posso Fugir, O Cavalo pode fugir, Eu posso ensinar o cavalo a voar."

 

Freqüentemente nos vemos diante de obstáculos difíceis e aparentemente impossíveis de transpor. Por mais que busquemos soluções, elas parecem não existir. o primeiro impulso nos convida a desistir, mas é preciso que jamais esqueçamos todas as coisas são possíveis.

 

Assim como o súdito de nossa estória, aprendamos a olhar a situação com otimismo. Para cada possibilidade adversa, muitas favoráveis poderão ser encontradas, e, o que parecia impossível, logo será realidade. Mesmo que tudo indique o contrário, creia: o seu cavalo pode voar!

 

 

* Há uma confusão nos faz errar com alguma freqüência. Confundimos difícil com impossível. Nem tudo o que é difícil é impossível. Não acredito na possibilidade de se fazer um cavalo voar (tal como compreendemos cavalo e vôo).

 

A Palavra de Deus, entretanto, nos diz que "é possível transportar montanhas", basta ter fé. Dessa forma, se você não pode fazer voar, seja um cavalo, seja você... faça a sua fé funcionar.

 

Coloque em prática a confiança absoluta no Senhor! Voe com as asas da imaginação e da fé. Será alta a sua subida. E, lá no alto, reside a nossa meta e morada.

 

Neste dia, alce vôo... Lá no alto, o Senhor te espera. Se não for possível, espere. Tenha paciência... ela, tudo alcança.

as quatro pessoas e o trabalho

 

Havia quatro indivíduos chamados “Todo Mundo”, “Alguém”, “Ninguém” e “Qualquer Um”.

 

Quando havia um trabalho importante para ser feito, “Todo Mundo” estava certo que “Alguém” faria. “Qualquer Um” poderia ter feito, mas “Ninguém” fez.

 

Como “Ninguém” fez, “Alguém” ficou muito nervoso por que era obrigação de “Todo Mundo” fazer.

 

No final das contas, “Todo Mundo” acabou culpando “Alguém”, por que “Ninguém” conseguiu fazer o que “Qualquer Um” poderia ter feito.

A espiritualidade do silêncio

UMA HISTÓRIA PARA LER E PENSAR...

 

No alto da torre de uma igreja havia dois sinos. Um estava estalando de novo – os fiéis haviam acabo de fazer uma festa para comprá-lo. O outro era antigo, pesado, com velhas inscrições em latim.

No dia da festa do padroeiro, o padre pediu ao sacristão que repicasse o sino novo o máximo que pudesse, a fim de chamar as pessoas para a procissão.

O sino recém-chegado, todo contente, disparou num toque festivo, como aquela cidade jamais havia ouvido. O som do bronze novo preenchia com brilho todos os recantos do lugar, enchendo o coração das pessoas de júbilo e alegria. Quanto mais batia, mais o sino queria divulgar o seu sagrado som.

Depois de alguns minutos, aquele jovem sino ficou cansado, mas muito satisfeito. No entanto, deu-se conta de que o seu vizinho permanecera o tempo todo no mais completo silêncio. Ficou inconformado: era justo ele fazer o serviço todo sozinho? Resolveu tirar satisfação:

– escute aqui, meu chapa, não vai trabalhar, não? Estou chegando agora, mas não é pra você cruzar os braços...

O velho sino solenemente respondeu:

– seu som era tão belo, que me pus em oração...

O sino mais novo calou-se e pôs-se também a rezar.

 

Partilhando:-

·         Qual dos dois sinos teve a atitude mais correta? Por quê?

·         Relembrem a passagem de Jesus na casa de Marta e Maria (Lc 10,38-42). O que a história tem que ver com esse trecho do evangelho? E com nossa vida?

 

[fonte: ECOANDO, revista de catequese, ano V, numero 21]

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CONFIAR NO SENHOR É BOM

 

Uma casa em chamas.

Um garotinho assustado, preso no quarto em chamas, cercado de fumaça, grita por socorro.

O pai que vinha chegando a casa, ouve os gritos do menino e lhe diz: – “Pule, filho, papai esta aqui!”

Mas o menino, assustado com a fumaça que o envolve, diz ao pai: – “Mas eu não estou vendo você!”

– “Pode pular, diz o pai, que eu estou te vendo!”

O menino então, confiando no pai, salta pela janela do quarto e vai cair, são e salvo, nos braços do pai.

Assim é Deus!!!

 

Lembre-se:

Deus te vê. Deus te ama. Confie n’Ele. Busque-O. Se entregue a Ele. Ainda que não o vejamos, Ele está conosco. Renovemos neste dia a nossa confiança no Senhor. Os que nele confiam são como os montes de Sião que não se abalam, mas permanecem para sempre!

O menino e a traição

O religioso gritava na rua: “não somos todos filhos do mesmo Pai Eterno? E se é assim, por que traímos nosso irmão?”.

Um garoto que assistia, perguntou ao pai: “o que é trair?”.

“É enganar o seu companheiro para conseguir determinada vantagem”, explicou o pai.

“E por que traímos nosso companheiro?”.

“Porque, no passado, alguém começou isto. Desde então, ninguém soube como parar a roda: estamos sempre traindo ou sendo traídos”.

“Então não trairei ninguém”, disse o garoto.

E assim fez. Cresceu, apanhou muito da vida, mas manteve sua promessa. Seus filhos sofreram menos e apanharam menos. Seus netos nada sofreram.

 

– Essa história me fez pensar tantas coisas! Dela brotaram algumas perguntas, como: quando ousaremos fazer a diferença? quando baixaremos as nossas armas em vista de favorecer ao entendimento? até quando continuaremos a ser “elo” na cadeia do vício e da maldade? Também reforçou-me uma certeza. O outro não pode lhe fazer melhor nem pior se você mesmo não quiser. Neste dia, desejo romper a cadeia do mal. E desejo que você também faça a mesma coisa.

 

Pela vida, sempre!

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