Liturgia

 
 

LITURGIA

XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)

 

Leituras: 1 Reis 17, 10-16 / Sl 145, 7-10 / Heb 9, 24-28 / Mc 12, 38-44

“Ó minha alma, louva o Senhor.” (Sl 145)

 

I.- A Liturgia de hoje nos fala do Culto que agrada a Deus. Não são as celebrações grandiosas e solenes, mas a atitude permanente de entrega a Deus e aos irmãos. As Leituras bíblicas mostram o espírito com que fazemos as nossas OFERTAS

 

II.- Na 1a Leitura, temos o Exemplo da viúva de Sarepta. O povo vivia numa época difícil de seca e fome. O Profeta Elias chega à cidade de Sarepta, morto de fome e sede... Encontra uma viúva a quem lhe pede água e pão. Ela dispunha apenas de um punhado de farinha e um pouco de azeite. Ela oferece tudo o que tem e Deus abençoa a sua generosidade: proporciona alimento, para ela e para o filho, durante todo o tempo da seca. * Deus não abandona quem dá com alegria. A generosidade, a partilha e a solidariedade não empobrecem, pelo contrário, são geradoras de vida.

 

III.- A 2ª Leitura nos apresenta o Exemplo de Cristo, o Sumo Sacerdote, que se doa inteiramente pela salvação da Humanidade.

 

IV.- No Evangelho, vemos o Exemplo de outra viúva. Jesus senta-se perto da caixa de esmolas no templo e observa: De um lado, uma pobre viúva, oferece discretamente duas moedinhas; Do outro, gente importante dá solenemente grandes quantias... Jesus censura o gesto dos fariseus e louva a GENEROSIDADE da viúva. A oferta da viúva era pequena, mas era tudo o que ela tinha.

 

V.- Deus não calcula a quantia que damos, mas o amor com que damos. Duas viúvas são o centro da Liturgia de hoje: a hospitalidade da primeira é compensada pelo milagre de Elias e a humilde generosidade da segunda merece de Jesus um grande elogio. O verdadeiro cristão aceita sair do seu egoísmo e da sua auto-suficiência e coloca a totalidade de sua existência nas mãos de Deus.

 

SOBRE O DÍZIMO – A Igreja retomou o Dízimo, como um dos PRECEITOS, que os nossos católicos esquecem com muita facilidade. O costume do dízimo foi introduzido por Deus. No Livro de Malaquias, Deus se queixa de quem o “enganava”, por não pagar “integralmente”...  (Cf Ml 3,6-10). Será que ainda hoje há gente, que continua enganando? QUANTO se deve dar? Deus não nos dá uma taxa fixa. Deixa a critério de nossa generosidade. Entre os Antigos, dava-se o Dízimo (10%), atualmente muitos cristãos dão o Centésimo (1%) da renda familiar, outros o correspondente a um dia de trabalho por mês. Deve ser uma verdadeira oferta, não apenas uma esmola insignificante... No Evangelho, vimos muitos ricos colocando grandes quantidades, e a única pessoa que impressionou a Cristo foi a pobre viúva, que não pôs muito, mas deu tudo o que tinha, e com alegria. Dízimo não é doação apenas de dinheiro. Podemos dar também o nosso tempo, em favor da comunidade. Tudo pode ser feito com gestos muito simples, como o da viúva. Como partilhamos aquilo que somos e temos? Se a lei foi esquecida, o certo não é continuar assim. A Escritura nos garante: "Deus ama a quem dá com alegria". (2Cor 9,7) [Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa]

 


“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi

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LITURGIA

SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS

 

 

Leituras: Apocalipse 7,2-4.9-14; Salmo 23; 1João 3,1-3; Mateus 5,1-12ª

“A COMUNHÃO DOS SANTOS”

 

I.- Atualmente pouco se ouve falar na "comunhão dos santos". Além disso, muitos fiéis talvez tenham uma idéia muito restrita a respeito de quem são os santos... Nas suas cartas, Paulo chama os fiéis em geral de "santos". Todos os que pertencem a Cristo e seu Reino constituem uma comunidade viva e real, a "Comunhão dos Santos".

 

II.- As bem-aventuranças (evangelho) proclamam a chegada do Reino de Deus e, por isso, a boa ventura daqueles que "combinam com ele". Assim, caracterizam a comunidade dos "santos", os "filhos do Reino", e proclamando a sua felicidade e salvação. Jesus felicita os "pobres de Deus", os que confiam mais em Deus do que na prepotência, os que produzem paz, os que vêem o mundo com a clareza de um coração puro etc. Sobretudo os que sofrem por causa do Reino, pois sua recompensa é a comunhão no "céu", isto é, em Deus. Dedicando sua vida à causa de Deus, eles "são dele".

 

III.- É o que diz S. João (2ª leitura): já somos filhos de Deus, e nem imaginamos o que seremos! Mas uma coisa sabemos: seremos semelhantes a ele, realizaremos a vocação de nossa criação (Gn 1,26). O amor de Deus tomará totalmente conta de nosso ser, ao ponto de nos tornar iguais a ele.

 

IV.- A santidade não é o destino de uns poucos, mas de uma imensa multidão (1ª leitura): todos aqueles que, de alguma maneira, até sem o saber, aderiram e aderirão à causa de Cristo e do Reino: a comunhão ou comunidade dos santos. Ser santo significa ser de Deus. Não é preciso ser anjo para isso. Santidade não é angelismo. Significa um cristianismo libertado e esperançoso, acolhedor para com todos os que "procuram Deus com um coração sincero" (Oração Eucarística IV). Mas significa também um cristianismo exigente.

 

V.- Devemos viver mais expressamente a santidade de nossas comunidades (a nossa pertença a Deus e a Jesus), por uma prática da caridade digna dos santos e por uma vida espiritual sólida e permanente.  Sobretudo: santidade não é beatice, não é medo de viver. É uma atitude dinâmica, uma busca de pertencer mais a Deus e assemelhar-se sempre mais a Cristo. Não exige boa aparência! Desprezar os pobres é desprezar os santos! Mas exige disponibilidade para se deixar atrair por Cristo e entrar na solidariedade dos fiéis de todos os tempos, santificados e unidos por ele. [“Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes]


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LITURGIA

XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)

 

 

 

Leituras: Jeremias 31,7-9; Salmo 125; Hebreus 5,1-6; Marcos 10,46-52

“Grandes maravilhas fez por nós o Senhor, por isso exultamos de alegria” (Sl 125)

 

I.- A liturgia do 30º Domingo do Tempo Comum fala-nos da preocupação de Deus em que o homem alcance a vida verdadeira e aponta o caminho que é preciso seguir para atingir essa meta. De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, o homem chega à vida plena, aderindo a Jesus e acolhendo a proposta de salvação que Ele nos veio apresentar.

II.- A primeira leitura afirma que, mesmo nos momentos mais dramáticos da caminhada histórica de Israel, quando o Povo parecia privado definitivamente de luz e de liberdade, Deus estava lá, preocupando-se em libertar o seu Povo e em conduzi-lo pela mão, com amor de pai, ao encontro da liberdade e da vida plena.

III.- A segunda leitura apresenta Jesus como o sumo-sacerdote que o Pai chamou e enviou ao mundo a fim de conduzir os homens à comunhão com Deus. Com esta apresentação, o autor deste texto sugere, antes de mais, o amor de Deus pelo seu Povo; e, em segundo lugar, pede aos crentes que “acreditem” em Jesus – isto é, que escutem atentamente as propostas que Ele veio fazer, que as acolham no coração e que as transformem em gestos concretos de vida.

IV.- No Evangelho, o catequista Marcos propõe-nos o caminho de Deus para libertar o homem das trevas e para o fazer nascer para a luz. Como Bartimeu, o cego, os crentes são convidados a acolher a proposta que Jesus lhes veio trazer, a deixar decididamente a vida velha e a seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. Dessa forma, garante-nos Marcos, poderemos passar da escravidão à liberdade, da morte à vida.

V.- ORAÇÃO: Pai, dá-me forças para lutar contra a cegueira que me impede de reconhecer teu amor misericordioso manifestado em Jesus. Faze com que eu veja!


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LITURGIA

XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)

 

 

 

Leituras: Isaias 53,10-11; Salmo 32; Hebreus 4,14-16; Marcos 10,35-45

“Desça sobre nós a vossa misericórdia, porque em Vós esperamos, Senhor.” (Sl 32)

 

I.- No mês de outubro, a Igreja intensifica as atividades para despertar a consciência e a vida Missionária. Hoje, promove também a coleta mundial para as Missões, para atividades de promoção humana e evangelização, sobretudo onde as necessidades materiais são mais urgentes. As Leituras bíblicas e a Mensagem do Papa motivam essa realidade.

 

II.- A 1a Leitura apresenta o "Servo de Javé". Isaías apresenta o Messias como uma pessoa insignificante e desprezada pelos homens, através do qual se revela a vida e a salvação de Deus. O Messias não será um rei de grande poder, mas um humilde "servo sofredor". Cristo, o grande Missionário do Pai, "não veio para ser servido, mas PARA SERVIR". 

 

III.- Na 2ª Leitura, Cristo é apresentado como um grande Sacerdote, mediador entre Deus e os homens, que resgatou com sua morte na cruz e continua intercedendo por nós junto ao Pai.

 

IV.- No Evangelho, Jesus educa para a Missão os seus apóstolos, ainda impregnados pelos falsos conceitos de grandeza da época. * Jesus convida os discípulos a não se deixarem levar por sonhos de ambição, de grandeza, de poder e domínio, mas a fazerem de sua vida um dom de amor e de "serviço". E Jesus apresenta seu exemplo: “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para SERVIR e dar a sua vida em resgate de muitos”.

 

V.- ORAÇÃO: Senhor Jesus, leva-me a escolher sempre o caminho do serviço feito na gratuidade, para eu me sentir grande junto de ti.

 

[*] Neste domingo, será realizada a coleta para as Missões. Em todas as comunidades (matriz e capela) você é chamado a contribuir com a tarefa missionária da Igreja. A sua contribuição material-financeira é muito importante.


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LITURGIA

XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)

 

Leituras: Sabedoria 7,7-11; Salmo 89; Hebreus 4,12-13; Marcos 10,17-30

[A Palavra de Deus é viva... Que devo fazer?]

 

I.- A liturgia do 28º Domingo do Tempo Comum convida-nos a refletir sobre as escolhas que fazemos; recorda-nos que nem sempre o que reluz é ouro e que é preciso, por vezes, renunciar a certos valores perecíveis, a fim de adquirir os valores da vida verdadeira e eterna.

 

II.- Na primeira leitura, um “sábio” de Israel apresenta-nos um “hino à sabedoria”. O texto convida-nos a adquirir a verdadeira “sabedoria” (que é um dom de Deus) e a prescindir dos valores efêmeros que não realizam o homem. O verdadeiro “sábio” é aquele que escolheu escutar as propostas de Deus, aceitar os seus desafios, seguir os caminhos que Ele indica.

 

III.- A segunda leitura convida-nos a escutar e a acolher a Palavra de Deus proposta por Jesus. Ela é viva, eficaz, atuante. Uma vez acolhida no coração do homem, transforma-o, renova-o, ajuda-o a discernir o bem e o mal e a fazer as opções corretas, indica-lhe o caminho certo para chegar à vida plena e definitiva.

 

IV.- O Evangelho apresenta-nos um homem que quer conhecer o caminho para alcançar a vida eterna. Jesus convida-o renunciar às suas riquezas e a escolher “caminho do Reino” - caminho de partilha, de solidariedade, de doação, de amor. É nesse caminho - garante Jesus aos seus discípulos - que o homem se realiza plenamente e que encontra a vida eterna.

 

V.- ORAÇÃO: Senhor Jesus, reforça minha liberdade interior de forma que nada, neste mundo, me impeça de cumprir a vontade do Pai.

 

TER TUDO E NÃO TER NADA – Um moço rico, de boas qualidades e vida bonita diante de Deus, quer saber o que se faz para ser perfeito. Jesus diz: “Tu conheces os mandamentos: não matarás, não cometerás adultério...” Ele responde: “Tudo isso tenho observado desde minha juventude”. Jesus olhou para ele com amor e disse: "Se queres ser perfeito vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres e terá um tesouro nos céus. Depois vem e segue-me". É a sabedoria de Jesus: Deixar tudo para ter mais. Só tenho tudo quando não tenho nada. Quem deixa tudo por Jesus tem cem vezes mais. Por quê? Por que o pouco com Ele é tudo. Jesus acrescenta um detalhe que dá o tom: “com perseguições”. Aí danou! Quer dizer, vivendo como Ele viveu. Fazer como Jesus fazia e sofrer o que Ele sofria. Mas ganha a vida eterna já, isto é, tem Deus e tudo mais. É possível deixar tudo e ter tudo? É possível. Na lógica humana, não; para Deus tudo é possível. A Palavra de Deus vai orientar. Ela é eficaz e tudo penetra, até nossos pensamentos. [Pe. Luiz Carlos, redentorista]


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Liturgia

XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM

 

 

Leituras: Gn 2, 18-24; Sl 127, 1-6; Hb 2, 9-11; Mc 10, 2-16

[“Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor em nós é perfeito. (1Jo 4,1-2)”]

 

I.- O tema principal desta liturgia é o projeto de Deus para o homem e para a mulher: formar uma comunidade de amor, estável e indissolúvel, que os ajude mutuamente a realizarem-se e a serem felizes. Esse amor, feito doação e entrega, será para o mundo um reflexo do amor de Deus.

 

II.- Na primeira leitura vemos que Deus criou o homem e a mulher para se completarem, para se ajudarem, para se amarem... viverem em comunhão total um com o outro, dando-se um ao outro, partilhando a vida um com o outro, unidos por um amor que é mais forte do que qualquer outro vínculo.

 

III.- A segunda leitura lembra-nos da “qualidade” do amor de Deus pelos homens… Deus amou de tal forma os homens que enviou ao mundo o seu Filho único “em proveito de todos”. Jesus, o Filho, solidarizou-se com os homens, partilhou a debilidade dos homens... Assim, o casal cristão deve testemunhar, com a sua doação sem limites e com a sua entrega total, o amor de Deus pela humanidade.

 

IV.- No Evangelho, Jesus, confrontado com a Lei judaica do divórcio, reafirma o projeto ideal de Deus para o homem e para a mulher: eles foram chamados a formar uma comunidade estável e indissolúvel de amor, de partilha e de doação. A separação não está prevista no projeto ideal de Deus, pois Deus não considera um amor que não seja total e duradouro. Só o amor eterno, expresso num compromisso indissolúvel, respeita o projeto primordial de Deus para o homem e para a mulher.

 

V.- Oração: Senhor Jesus, que os casais cristãos compreendam a profundidade de sua união, obra do próprio Deus.

 


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Liturgia

XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM

Leituras: Isaias 50,5-9a; Tiago 2,14-18; Salmo 114; Marcos 8,27-35.

Toda a minha glória está na cruz do Senhor, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.

 

I.- O caminho da realização plena do homem passa pela obediência aos projetos de Deus e pelo dom total da vida aos irmãos. Ao contrário do que o mundo pensa, esse caminho não conduz ao fracasso, mas à vida verdadeira, à realização plena do homem.

 

II.- A primeira leitura apresenta-nos um profeta anônimo, chamado por Deus a testemunhar a Palavra da salvação e que, para cumprir essa missão, enfrenta a perseguição, a tortura, a morte. Contudo, o profeta está consciente de que a sua vida não foi um fracasso: quem confia no Senhor e procura viver na fidelidade ao seu projeto, triunfará sobre a perseguição e a morte. Os primeiros cristãos viram neste “servo de Javé” a figura de Jesus.

 

III.- A segunda leitura lembra aos crentes que o seguimento de Jesus não se concretiza com belas palavras ou com teorias muito bem elaboradas, mas com gestos concretos de amor, de partilha, de serviço, de solidariedade para com os irmãos.

 

IV.- No Evangelho, Jesus é apresentado como o Messias libertador, enviado ao mundo pelo Pai para oferecer aos homens o caminho da salvação e da vida plena. Cumprindo o plano do Pai, Jesus mostra aos discípulos que o caminho da vida verdadeira não passa pelos triunfos e êxitos humanos, mas pelo amor e pelo dom da vida (até à morte, se for necessário). Jesus vai percorrer esse caminho; e quem quiser ser seu discípulo, tem de aceitar percorrer um caminho semelhante.

 

V.- Oração: Senhor Jesus, tira do meu coração todo ideal humano de grandeza, e faze-me compreender que ela consiste em fazer-me servidor.

 
 

Liturgia

XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Leituras: Is 35,4-7ª; Salmo 145; Tiago 2,1-5; Marcos 7,31-37

[JESUS, Pregava e Curava]

 

I.- A liturgia do XXIII Domingo do Tempo Comum fala-nos de um Deus comprometido com a vida e a felicidade do homem, continuamente apostado em renovar, em transformar, em recriar o homem, de modo a fazê-lo atingir a vida plena do Homem Novo.

 

II.- Na primeira leitura, um profeta da época do exílio na Babilônia garante aos exilados, afogados na dor e no desespero, que Jahwéh está prestes a vir ao encontro do seu Povo para libertá-lo e o conduzir à sua terra. Nas imagens dos cegos que voltam a contemplar a luz, dos surdos que voltam a ouvir, dos coxos que voltam a saltar e dos mudos que voltam a cantar com alegria, o profeta representa essa vida nova, excessiva, abundante, transformadora, que Deus vai oferecer a Judá.

 

III.- A segunda leitura dirige-se àqueles que acolheram a proposta de Jesus e se comprometeram a segui-l'O no caminho do amor, da partilha, da doação. Convida-os a não discriminar ou marginalizar qualquer irmão e a acolher com especial bondade os pequenos e os pobres.

 

IV.- No Evangelho, Jesus, cumprindo o mandato que o Pai lhe confiou, abre os ouvidos e solta a língua de um surdo-mudo… No gesto de Jesus, revela-se esse Deus que não se conforma quando o homem se fecha no egoísmo e na auto-suficiência, rejeitando o amor, a partilha, a comunhão. O encontro com Cristo leva o homem a sair do seu isolamento e a estabelecer laços familiares com Deus e com todos os irmãos, sem exceção.

 

V.- Oração: Senhor Jesus, impõe sobre mim as tuas mãos e liberta-me do egoísmo que impede a comunicação com o meu próximo.

 
 

Liturgia

XIX DOMINGO DO TEMPO COMUM

 

Leituras: 1Reis 19,4-8; Salmo 33; Efésios 4,30-5,2; João 6,41-51

 

“Caminhar na força da Eucaristia”

 

I.- A liturgia deste domingo nos mostra, mais uma vez, a preocupação de Deus em oferecer aos homens o “pão” da vida plena e definitiva. Por outro lado, convida os homens a prescindirem do orgulho e da auto-suficiência e a acolherem, com reconhecimento e gratidão, os dons de Deus.

 

II.- A primeira leitura mostra como Deus se preocupa em oferecer aos seus filhos o alimento que dá vida. No “pão cozido sobre pedras quentes” e na “bilha de água” com que Deus retempera as forças do profeta Elias, manifesta-se o Deus da bondade e do amor, cheio de solicitude para com os seus filhos, que anima os seus profetas e lhes dá a força para testemunhar, mesmo nos momentos de dificuldade e de desânimo.

 

III.- A segunda leitura mostra-nos as consequências da adesão a Jesus, o “pão” da vida… Quando alguém acolhe Jesus como o “pão” que desceu do céu, torna-se um Homem Novo, que renuncia à vida velha do egoísmo e do pecado e que passa a viver no caridade, a exemplo de Cristo.

 

IV.- O Evangelho apresenta Jesus como o “pão” vivo que desceu do céu para dar a vida ao mundo. Para que esse “pão” sacie definitivamente a fome de vida que reside no coração de cada homem ou mulher, é preciso “acreditar”, isto é, aderir a Jesus, acolher as suas propostas, aceitar o seu projeto, segui-lo no “sim” a Deus e no amor aos irmãos.

 

V.- ORAÇÃO: Espírito de docilidade ao Pai, reforça minha disposição para acolher os ensinamentos divinos e colocar-me, resolutamente, na busca do Ressuscitado.

 

VI.- Vivência: a Eucaristia é o Pão Vivo descido do céu pelo qual Deus nos alimenta e assim nos fortalece para o caminhar quotidiano. Quando dominar o casaço, lembremo-nos da experiência do profeta Elias: levantar, comer... andar! Obrigado, Senhor pela força que nos dá. Sem eucaristia nós não podemos viver. Sem eucaristia qualquer dificuldade da vida pode nos fazer sucumbir.

 
 

Liturgia

3º Domingo do Tempo Pascal

Leituras: At 3, 13-15.17-19 / Sl 4, 2-4.7.9 / 1 Jo 2, 1-5a / Lc 24, 35-48

 

Nesse tempo de Páscoa, a liturgia nos apresenta as primeiras aparições de Cristo ressuscitado aos apóstolos, que deveriam continuar a sua obra salvadora. Eles continuam tendo muitas dúvidas. Cristo vai ao encontro deles, para fortalecer a fé deles profundamente abalada. No Evangelho o Ressuscitado aparece à Comunidade e a convoca para ser sua Testemunha. Cristo está vivo e continua a ser o CENTRO da Comunidade. Jesus toma a iniciativa: aparece aos apóstolos, desejando-lhes a "Paz": "A Paz esteja convosco". A Reação dos apóstolos: ficam apavorados pensando ser "um fantasma". Jesus apresenta PROVAS de sua identidade: Físicas: mostra os pés e as mãos… come com eles… Bíblicas: Abre as inteligências para compreenderem as Escrituras: Jesus devia padecer e ressuscitar… Aponta a MISSÃO: "Vós sereis minhas testemunhas". Ser testemunha é conhecer, viver e anunciar a mensagem de amor, que Cristo trouxe. Cristo continuará vivo na Igreja, através deles. ORAÇÃO: Pai, faze-me compreender a importância da comunidade na dinâmica da consolidação de minha fé no Senhor ressuscitado.

 

 
 

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IV Semana do Tempo da Quaresma

 

*


Seg, 23 – Is 65, 17-21 / Sal 29(30) 2 e 4.5-6.11.12a.13b / Jo 4, 43-54
Não mais se recordará o passado. (1ª leit.)


*


Ter, 24 – Ez 47, 1-9.12 / Sal 45(46), 2-3.5-6.8-9 / Jo 5, 1-3a.5-16
Levanta-te ... e anda. (Evang.)


*


Qua, 25 – ANUNCIAÇÃO DO SENHOR. (Solenidade) – Is 7, 10-14; 8, 10 / Sal 39(40), 7-8a.8a-9.10. 11 / Heb 10, 4-10 / Lc 1, 26-38
O Espírito Santo virá sobre ti... (Evang.)


*


Qui, 26 – Ex 32, 7-14 / Sal 105(106) 19-20.21-22.23 / Jo 5, 31-47
As obras que realizo dão testemunho que o Pai Me enviou. (Evang.)


*


Sex, 27 – Sab 2, 1a.12-22 / Sal 33(34), 17-21.23 / Jo 7, 1-2.10.25-30
A sua visão não é como a dos outros. (1ª leit.)

 

*


Sáb, 28 – Jer 11, 18-20 / Sal 7, 2-3.9bc.-10.11-12 / Jo 7, 40-53
Também vos deixastes seduzir? (Evang.)

 
 

Tempo Quaresmal

 

 

Leitura bíblica do dia: Dom, 8 de Março

Mc 9,2-10: Jesus transfigurou-se diante dos seus discípulos. Formou-se uma nuvem, que os cobriu com a sua sombra, e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado. Escutai-o».

Seg, 9 – SEMANA II DO TEMPO DA QUARESMA
Dan 9, 4b-10 / Sal 78(79), 8-9.11.13 / Lc 6, 36-38
Não julgueis e não sereis julgados. (Evang.)

Ter, 10 – SEMANA II DO TEMPO DA QUARESMA
Is 1, 10.16-20 / Sal 49(50), 8-9.16bc-17.23 / Mt 23, 1-12
Quem se exalta será humilhado. (Evang.)

Qua, 11 – SEMANA II DO TEMPO DA QUARESMA
Jer 18, 18-20 / Sal 30(31), 5-6.14.15-16 / Mt 20, 17-28
Quem entre vós quiser tornar-se grande seja vosso servo. (Evang.)

Qui, 12 – SEMANA II DO TEMPO DA QUARESMA
Jer 17, 5-10 / Sal 1, 1-2.3.4.6 / Lc 16, 19-31
Também não se deixarão convencer se alguém ressuscitar dos mortos. (Evang.)


Sex, 13 – SEMANA II DO TEMPO DA QUARESMA
Gen 37, 3-4.12-13a.17b-28 / Sal 104 (105), 16-17.18-19.20-21 / Mt 21, 33-43.45-46
Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos. (Evang.)

Sáb, 14 – SEMANA II DO TEMPO DA QUARESMA
Miq 7, 14-15.18-20 / Sal 102(103), 1-2. 3-4.9-10.11-12 / Lc 15, 1-3.11-32
Este homem acolhe os pecadores e come com eles. (Evang.)

 

 
 

2º Domingo do Tempo da Quaresma

 

Leituras: Gn 22, 1-2.9a.10-13.15-18 / Sl 115, 10.15-19 / Rm 8, 31b-34 / Mc 9, 2-10

(“Eis o meu Filho Amado, escutai-o!”)

 

1. No segundo Domingo da Quaresma, a Palavra de Deus define o caminho que o verdadeiro discípulo deve seguir para chegar à vida nova: é o caminho da escuta atenta de Deus e dos seus projetos, o caminho da obediência total e radical aos planos do Pai.

 

2. Na primeira leitura apresenta-se a figura de Abraão como paradigma de uma certa atitude diante de Deus. Abraão é o homem de fé, que vive numa constante escuta de Deus, que aceita os apelos de Deus e que lhes responde com a obediência total (mesmo quando os planos de Deus parecem ir contra os seus sonhos e projetos pessoais). Nesta perspectiva, Abraão é o modelo do crente que percebe o projeto de Deus e o segue de todo o coração.

 

3. A segunda leitura lembra aos crentes que Deus os ama com um amor imenso e eterno. A melhor prova desse amor é Jesus Cristo, o Filho amado de Deus que morreu para ensinar ao homem o caminho da vida verdadeira. Sendo assim, o cristão nada tem a temer e deve enfrentar a vida com serenidade e esperança.

 

4. O Evangelho relata a transfiguração de Jesus. Recorrendo a elementos simbólicos do Antigo Testamento, o autor apresenta-nos uma catequese sobre Jesus, o Filho amado de Deus, que vai concretizar o seu projeto libertador em favor dos homens através do dom da vida. Aos discípulos, desanimados e assustados, Jesus diz: o caminho do dom da vida não conduz ao fracasso, mas à vida plena e definitiva. Segui-o, vós também.

 

5. Oração: Senhor Jesus, revela-me, sempre mais, tua verdade profunda, para que eu possa compreender a grandeza do amor que manifestaste na cruz.

 


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1º DOMINGO DA QUARESMA

Leituras: Gn 9, 8-15;  Sl 24(25), 4bc-5ab. 6-7bc. 8-9 (R. cf. 10); 1Pd 3,18-22; Mc 1,12-15 (Completou-se o tempo)

 

 

1. No primeiro Domingo do Tempo da Quaresma, a liturgia garante-nos que Deus está interessado em destruir o velho mundo do egoísmo e do pecado e em oferecer aos homens um mundo novo de vida plena e de felicidade sem fim.

 

2. A primeira leitura é um extrato da história do dilúvio. Diz-nos que Javé, depois de eliminar o pecado que escraviza o homem e que corrompe o mundo, depõe o seu “arco de guerra”, vem ao encontro do homem, faz com ele uma Aliança incondicional de paz. A ação de Deus destina-se a fazer nascer uma nova humanidade, que percorra os caminhos do amor, da justiça, da vida verdadeira.

 

3. Na segunda leitura, o autor da primeira Carta de Pedro recorda que, pelo Batismo, os cristãos aderiram a Cristo e à salvação que Ele veio oferecer. Comprometeram-se, portanto, a seguir Jesus no caminho do amor, do serviço, do dom da vida; e, envolvidos nesse dinamismo de vida e de salvação que brota de Jesus, tornaram-se o princípio de uma nova humanidade.

 

4. No Evangelho, Jesus mostra-nos como a renúncia a caminhos de egoísmo e de pecado e a aceitação dos projetos de Deus está na origem do nascimento desse mundo novo que Deus quer oferecer aos homens (o “Reino de Deus”). Aos seus discípulos Jesus pede – para que possam fazer parte da comunidade do “Reino” – a conversão e a adesão à Boa Nova que Ele próprio veio propor.

 

5. Oração: Senhor Jesus, que o teu apelo exigente de conversão não me intimide, antes me estimule a mudar radicalmente meu modo de agir.

 

VIVÊNCIAA verdadeira conversão… Quaresma, tempo de penitência, de sacrifícios de toda a espécie, de resistência às tentações, à imitação de Jesus no deserto… Tempo não muito empolgante! Porém, na breve passagem do Evangelho, S. Marcos fala duas vezes da Boa Nova. Uma Boa Nova dilata o coração, traz alegria. Então, porque não falar de alegria durante a Quaresma? Será que isso desvirtua o seu sentido? Trata-se de conversão. Mas isso não quer dizer, em primeiro lugar, como pensamos muitas vezes, parar de cometer pecados, voltar a uma vida moralmente pura e reta. A verdadeira conversão é, antes de mais, “acreditar na Boa Nova”.

 

 


“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi

Blog “Tudo tem seu tempo” http://sandrogerio.zip.net

 
 

22/2/2009

 

Liturgia

 

VII DOMINGO DO TEMPO COMUM

 

Leituras: Isaías 43.18-19.21-22.24b-25; Salmo 40; 2 Coríntios, 1,18-22; Marcos 2,1-12

 

“teus pecados estão perdoados”

 

I.- Além dos males físicos, Jesus também nos liberta dos males espirituais.  E o pior deles é o PECADO. No passado, havia uma ideia exagerada de pecado: "Tudo era pecado". Hoje, muitos perderam o sentido do pecado e, consequentemente, a necessidade do perdão e da misericórdia. Toda a História da Salvação é uma mensagem de esperança, um anúncio de perdão, uma manifestação do amor misericordioso de Deus.

 

II.- A 1ª Leitura mostra Deus e o Pecado do seu Povo. A situação desesperadora dos exilados na Babilônia é uma imagem do que acontece com aqueles que se afastam de Deus e se tornam escravos dos seus pecados. O que fazer então? Perder qualquer esperança? Não, Deus continua sendo o libertador, como no passado. Deus responde com misericórdia e perdão. Perdoa e esquece. Deus continua sempre amando seu povo... mesmo quando pecador.

 

III.- A 2ª Leitura é um convite a vivermos com autenticidade o nosso SIM a Deus.

 

IV.- O Evangelho apresenta Jesus e o Pecado. O Paralítico representa a humanidade inteira, afastada de Deus e impossibilitada não só de conseguir a própria cura, mas até de aproximar-se daquele que a pode proporcionar. O perdão dos pecados é sempre iniciativa da misericórdia infinita de Deus. A Humanidade só pode mesmo apresentar a Jesus a própria enfermidade...

 

V.- Oração: Pai, cura os pecados que me paralisam e me impedem de caminhar para ti. Realiza em minha vida a maravilha do perdão.

 

 

 

* * *

Lembrete do Diretório Litúrgico da CNBB:

Quarta-feira de cinzas (25/2) é dia de Jejum e Abstinência para todos os fiéis católicos que tenham entre 18 e 60 anos.

 
 

VI Domingo do Tempo Comum B

ORAÇÃO

 

Sou um leproso, senhor

Quando vivo na mentira

Quando me acredito melhor

Quando não partilho o que tenho

 

Sou um leproso, Senhor

Quando me esqueço de Ti e não rezo

Quando me afasto de Ti e não creio

Quando penso apenas no que vejo

 

Sou um leproso, Senhor

Quando confundo o limpo com o sujo

Quando confundo o pecado com a virtude

Quando confundo o bem com o mal

 

Sou um leproso, Senhor

Quando digo que “nunca minto”

Quando digo que “nunca peco”

Quando digo que “Deus me quer assim”

 

Ajuda-me, Senhor a ser como Tu

Amém.

 
 

V Domingo do Tempo Comum (Ano B)

 

 

Primeira Leitura: Jó 7,1-4.6-7: “Meus dias se consomem sem esperança”
Salmo: 146(147), 1-2.3-4.5-6 (R. cf. 3a): Ele cura os que têm o coração ferido.
Segunda Leitura: 1Coríntios 9, 16-19.22-23: Ai de mim se não anunciar o Evangelho!
Evangelho: Marcos 1, 29-39: Curou a muitos enfermos.

 

I.- A Liturgia dominical procura sempre iluminar a nossa vida nas mais diversas situações. Uma situação concreta que aflige o homem de todos os tempos é o SOFRIMENTO. Por que há no mundo tantas pessoas sofrendo? Ninguém gosta de sofrer… mas o sofrimento existe: injustiças, guerras, calamidades, pobreza, fome, discórdias, doenças… Quem é o culpado? Seriam os nossos pecados? É um castigo de Deus? Como explicar então os inocentes... o Cristo na cruz? Por que Deus permite essas coisas sem intervir? Por que o justo também sofre e o malvado parece estar em situação melhor? As leituras bíblicas nos levam a refletir sobre o Mistério do sofrimento e a nossa atitude diante dele.

 

II.- Na 1ª leitura, vemos a experiência do Sofrimento de Jó. Jó lamenta sua condição de sofredor, mas confia em Deus, pois tem a certeza de que só em Deus pode encontrar esperança e o sentido para a sua existência. Torna-se assim um modelo para todos os que têm fé. / Não nos esqueçamos: o Sofrimento pode ser uma visita de Deus… E quando entendermos isso, tudo fica muito diferente… "Não nascemos para sofrer, mas o sofrimento nos faz crescer..."

 

III.- Na 2ª Leitura, a expressão "ai de mim se não evangelizar” traduz o princípio fundamental da vida de São Paulo.

 

IV.- No Evangelho, vemos Jesus diante do sofrimento agindo diante de uma multidão de sofredores: Ele aparece solidário à dor dos homens e atento às suas necessidades... O sofrimento continuará sempre sendo um mistérioJesus não elimina o sofrimento, mas nos ensina a carregá-lo com amor e esperança, para que dê frutos de vida eterna… Jesus nos garante de que Deus nunca nos abandona…

 

V.- Oração: Senhor Jesus, eu te procuro com sinceridade, na certeza de encontrar, em ti, palavras que façam reviver a esperança no meu coração.

 


“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. Paroquial de Caiuá e de Piquerobi

Acesse o Blog “Tudo tem seu tempo” http://sandrogerio.zip.net

 

 
 

SÃO BRÁS

 

Jesus levou-os até Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os. E enquanto os abençoava, distanciou-se deles e era elevado aos céus” (Lc 24,50-51).

 

Hoje muitas pessoas vão à igreja a fim de receberem a “bênção de São Brás”. É um costume antigo, em que se pede a Deus, mediante essa bênção, que sejamos preservados de todo mal da garganta e de qualquer outra doença. A figura de São Brás está envolta em muitas lendas, segundo as quais ele teria vivido sozinho no deserto, no meio de animais ferozes. Depois, deveria ser devorado por leões, tigres e ursos, na arena romana, como mártir.

 

E porquê a bênção da garganta? Conta a história que uma pobre mãe trouxe um filhinho sufocado por uma espinha de peixe, para que São Brás o curasse. Este lhe impôs as mãos, fez o sinal da cruz e a criança ficou curada.

 

A devoção a esse Santo vem de longe. E é até representada num dos mais célebres vitrais da Catedral de Chartres, em França. A bênção – e eu penso na “bênção de São Brás” – significa “força de Deus”; força em nossa vida, pela oração e também pela adesão à vontade dele.

 

Por intercessão de São Brás, bispo e mártir, Deus te livre de todos os males da garganta.

MEDITAÇÃO PARA HOJE

Ter, 3 – SEMANA IV DO TEMPO COMUM
S. BRÁS E SANTO ANSCÁRIO (Memória)

Hebr 12,1-4 / Sal 21, 26b-27.28.30.31-32 / Mc 5, 21-43
Veio entre a multidão e tocou por trás. (Evang.)... Jesus elogiou a fé desta mulher. Normalmente, entende-se por esta fé o acreditar que Deus a podia curar. Mas penso que nos podemos deter também na fé em que conseguia chegar a Jesus. Não seria natural, para algumas personalidades, acharem que no meio de tanta gente nunca conseguiriam abeirar-se de Jesus?
Desistir antes de tentar? Não foi a fé da mulher que a salvou? A fé, a certeza de que pelo menos podia tentar... Claro, quem tenta pode ter uma desilusão. Quem não tenta não se desilude. Não sofre a desilusão tremenda de não se ter curado. Não sente a ilusão tremenda de ter dado tudo por tudo, de ter amado até ao fim.

 

OFERECIMENTO DAS OBRAS DO DIA

Ofereço-Vos, ó meu Deus,
em união com o Santíssimo
CORAÇÃO DE JESUS
e por meio do
Coração Imaculado de Maria,
as orações, os trabalhos,
as alegrias e os sofrimentos
deste dia, em reparação
de todas as ofensas
e por todas as intenções
pelas quais o mesmo
Divino Coração
está continuamente intercedendo
e sacrificando-se
nos nossos altares.
Eu Vo-los ofereço de modo particular pelas intenções do
Apostolado da Oração
neste mês e neste dia.

 
 

IV Domingo do Tempo Comum (Ano B)

Leituras: Deuteronômio 18,15-20; Salmo 94; 1Coríntios 7,32-35; Marcos 1,20-28.

“Um ensinamento com autoridade!”

 

1.- O profetismo foi uma experiência muito forte da Bíblia. Os profetas são homens de Deus, que surgem nos grandes momentos de crise e de transição. Eles sabem ler os sinais dos tempos e, graças à sua sintonia com Deus, podem animar a fé do povo e anunciar novos caminhos para o futuro. O profeta é suscitado por Deus e caminha com o povo para Deus. Deus é o ponto de partida e o ponto de chegada... As leituras bíblicas desse domingo nos falam do carisma profético.

 

2.- A 1a leitura anuncia a vinda de um grande PROFETA que falará aos homens em nome de Deus. MOISÉS é apresentado como modelo e exemplo do verdadeiro Profeta: Deus está na origem e no centro da sua vocação e a sua mensagem é sempre o que Deus lhe ordena.

 

3.- Na 2ª Leitura, São Paulo fala como um profeta, oferecendo à comunidade de Corinto uma luz e um sentido novo para o seu comportamento.

 

4.- O Evangelho nos revela que o Profeta esperado é JESUS. Diante das palavras e dos milagres de Jesus, o povo percebe que ele é o profeta prometido por Moisés: e a fama de Jesus se espalha logo por toda parte... "Ele falava como quem tem AUTORIDADE...".

 

5.- Oração: Pai, dá-me forças para que jamais eu permita ao poder do mal prevalecer sobre mim. Seja o meu coração totalmente voltado para ti e para o teu Reino.

 

>>> Fogo no rabo do capeta. O diabo se viu apertado depois que Jesus iniciou sua pregação. Ele estava ensinando em Cafarnaum e um endemoniado resolveu mandá-lo embora. Jesus mandou o demônio sair do homem. Foi uma só. Sua Palavra era sustentada por seu poder sobre todo mal. Deus promete a Moisés outro profeta semelhante a ele. Este profeta é Jesus. Ele deve ser escutado. Jesus fala as Palavras de Deus. O evangelho de Marcos mostra esse poder de Jesus de tirar o mal do coração das pessoas. Nós deveríamos sempre ter o fósforo da Palavra para botar fogo no rabo do diabo para que ele limpe a área. Se vivermos a Palavra, conseguiremos até sem fósforo. (Pe. Luis Carlos, redentorista)

 

 

Agenda Diocesana

* Dia 31 de janeiro, será criada uma NOVA PARÓQUIA na Diocese de Presidente Prudente. Será a Paróquia de Santo Antônio em Sandovalina, compreendendo também o município de Estrela do Norte e as comunidades da zona rural daquelas duas localidades. A missa será presidida por dom Benedito, bispo diocesano, às 19h30min e concelebrada pelo primeiro pároco, padre Marcelo de Brito Beraldo.

 

* Dia 1 de fevereiro será realizado no Salão Paroquial da Nossa Senhora Mãe da Igreja (Pres. Prudente) treinamento para a Campanha da Fraternidade 2009. Informações pelo telefone (18) 3918-5000, na Cúria Diocesana.

 

* Também no dia 1 de fevereiro, às 19h30min, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Emilianópolis), o Seminarista Wilton Milhorança vai receber os MINISTÉRIOS DE ACÓLITO E LEITOR na missa presidida por dom Benedito, bispo diocesano.


“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”

Padre Sandro Rogério dos Santos

Adm. Paroquial de Caiuá e de Piquerobi

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III Domingo do Tempo Comum (Ano B)

Leituras: Jon 3, 1-5.10; Sl 24, 4-9; 1 Cor 7, 29-31; Mc 1, 14-20 (O Reino de Deus está próximo!)

I.- A Liturgia continua o tema do Chamado. A resposta do homem passa por um caminho de conversão pessoal e de identificação com Jesus.

II.- Na 1ª Leitura, temos o envio do Profeta Jonas a pregar a conversão aos habitantes de Nínive. A disponibilidade dos ninivitas em escutar os apelos de Deus e em percorrer um caminho imediato de conversão constitui um modelo de resposta adequada ao chamamento de Deus.

III.- Na 2ª Leitura, São Paulo convida os cristãos a terem consciência de que as realidades e valores deste mundo são passageiros e não devem ser absolutizados. Deus convida os cristãos, em marcha pela história, a darem prioridade aos valores eternos, a converter-se aos valores do "Reino".

IV.- No Evangelho, Jesus convida os primeiros discípulos a integrarem a sua comunidade. O texto apresenta Jesus no início de sua vida pública.

V.- "Seguiram Jesus". É que Ele os atraiu, porque não Se limitava a falar de Deus, vivia como Deus. Não falava apenas de amor, vivia o amor. Vivia a amizade. Vivia da confiança, irradiava e transmitia e despertava confiança. Para mudarmos de vida, de forma radical, o único caminho é vivermos de acordo com as palavras da Palavra que é o conteúdo do "Evangelho" = "Boa Notícia". Só vivendo-as, veremos que são palavras de vida que conduzem à Vida. Ele é a Vida, e a Luz, e a Alegria.

VI.- ORAÇÃO: Espírito missionário, conforma minha vida com a de Jesus, colocando-me a serviço da libertação dos mais pobres e sofredores.

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