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LITURGIA
XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM (ANO B)

Leituras: 1 Reis 17, 10-16 / Sl 145, 7-10 / Heb 9, 24-28 / Mc 12, 38-44
“Ó minha alma, louva o Senhor.” (Sl 145)
I.- A Liturgia de hoje nos fala do Culto que agrada a Deus. Não são as celebrações grandiosas e solenes, mas a atitude permanente de entrega a Deus e aos irmãos. As Leituras bíblicas mostram o espírito com que fazemos as nossas OFERTAS
II.- Na 1a Leitura, temos o Exemplo da viúva de Sarepta. O povo vivia numa época difícil de seca e fome. O Profeta Elias chega à cidade de Sarepta, morto de fome e sede... Encontra uma viúva a quem lhe pede água e pão. Ela dispunha apenas de um punhado de farinha e um pouco de azeite. Ela oferece tudo o que tem e Deus abençoa a sua generosidade: proporciona alimento, para ela e para o filho, durante todo o tempo da seca. * Deus não abandona quem dá com alegria. A generosidade, a partilha e a solidariedade não empobrecem, pelo contrário, são geradoras de vida.
III.- A 2ª Leitura nos apresenta o Exemplo de Cristo, o Sumo Sacerdote, que se doa inteiramente pela salvação da Humanidade.
IV.- No Evangelho, vemos o Exemplo de outra viúva. Jesus senta-se perto da caixa de esmolas no templo e observa: De um lado, uma pobre viúva, oferece discretamente duas moedinhas; Do outro, gente importante dá solenemente grandes quantias... Jesus censura o gesto dos fariseus e louva a GENEROSIDADE da viúva. A oferta da viúva era pequena, mas era tudo o que ela tinha.
V.- Deus não calcula a quantia que damos, mas o amor com que damos. Duas viúvas são o centro da Liturgia de hoje: a hospitalidade da primeira é compensada pelo milagre de Elias e a humilde generosidade da segunda merece de Jesus um grande elogio. O verdadeiro cristão aceita sair do seu egoísmo e da sua auto-suficiência e coloca a totalidade de sua existência nas mãos de Deus.
SOBRE O DÍZIMO – A Igreja retomou o Dízimo, como um dos PRECEITOS, que os nossos católicos esquecem com muita facilidade. O costume do dízimo foi introduzido por Deus. No Livro de Malaquias, Deus se queixa de quem o “enganava”, por não pagar “integralmente”... (Cf Ml 3,6-10). Será que ainda hoje há gente, que continua enganando? QUANTO se deve dar? Deus não nos dá uma taxa fixa. Deixa a critério de nossa generosidade. Entre os Antigos, dava-se o Dízimo (10%), atualmente muitos cristãos dão o Centésimo (1%) da renda familiar, outros o correspondente a um dia de trabalho por mês. Deve ser uma verdadeira oferta, não apenas uma esmola insignificante... No Evangelho, vimos muitos ricos colocando grandes quantidades, e a única pessoa que impressionou a Cristo foi a pobre viúva, que não pôs muito, mas deu tudo o que tinha, e com alegria. Dízimo não é doação apenas de dinheiro. Podemos dar também o nosso tempo, em favor da comunidade. Tudo pode ser feito com gestos muito simples, como o da viúva. Como partilhamos aquilo que somos e temos? Se a lei foi esquecida, o certo não é continuar assim. A Escritura nos garante: "Deus ama a quem dá com alegria". (2Cor 9,7) [Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa]
“Domingo sem missa é semana sem Graça, sem alegria nem paz!”
Padre Sandro Rogério dos Santos
Adm. da Paróquia São Miguel Arcanjo – Piquerobi
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